A Baixinha E O Metaleiro

3 Capítulo 2 –– Cinema


Notas iniciais
UMA RECOMENDAÇÃO? JÁ? OBRIGADA, NAT, TE AMO ♥Feliz dia dos pais, pessoal! Já abraçaram os pais de vocês? u_u AEUAHEUAHEAAcho que vocês vão gostar desse capítulo. *3*

Capítulo 2 –– Cinema

Eu ainda não havia entendido como Gajeel tinha apostado tanto de que Lucy participaria dessa festa de sábado, ela me contaria com certeza. Cheguei à casa cansada por conta do ônibus, ser pobre era um pouco difícil, pelo menos eu consegui uma bolsa na Fairy Tail em que tanto sonhei em estudar, abri a porta de meu apartamento dado por meus pais que faleceram, joguei minha bolsa no sofá e peguei o celular.

Àquela hora Lucy ainda poderia estar com Natsu, mas eu não queria saber, ela mesma me disse que não estavam namorando. Disquei seu número e esperei algumas chamadas, demorou um pouco até que atendeu.

–– Le... Levy? –– perguntou ofegante.

–– Lucy? Está em casa?

–– N-Não...

–– Onde está, então? –– perguntei assustada.

–– Lucy... vem logo... eu quero fazer de novo –– escutei a voz de Natsu um pouco ofegante também, eu corei forte –– Estou indo, Nat-kun.

–– D-Desculpa ter atrapalhado vocês! –– disse querendo desligar.

–– Ér... A gente pode se falar amanhã, não é?

–– Claro! Até lá. –– e desliguei já da cor de um pimentão. Lucy safadinha.

Eu nunca havia perguntado se Lucy era virgem, até porque eu não gostava de me intrometer na vida dos outros, ainda mais a vida íntima, mesmo nós sendo amigas, mas como ela era popular, talvez já não fosse. Esqueci-me disso, era problema dela.

Fui tomar um banho para depois fazer as minhas atividades, no relógio marcavam 13h30m. Depois de meus afazeres pensei em dar uma saída, eu estava livre para andar. Tranquei a porta do meu apartamento com uma bolsa e usando uma saia preta, uma blusa preta e branca com um urso panda e uma sapatilha transparente, e ao me virar, me deparei com o ser exótico que eu não queria ver naquele momento.

–– G-G-Gajeel? –– me assustei, para piorar, ele estava saindo do apartamento ao lado.

–– Baixinha? –– e me encarou com uma sobrancelha franzida.

–– Não me diga... que você também está morando aqui? –– dei um passo para trás.

–– Hum... –– sorriu malicioso –– Assim as coisas ficam mais interessantes.

–– Calado –– ruborizei –– Desde quando você mora aqui?

–– Desde que eu vim pra Fiore. –– sorriu.

–– Que maravilha, se eu pudesse saia desse apartamento hoje mesmo. –– suspirei alto.

–– Mas por que isso, baixinha? Não quer morar do lado do cara que você gosta?

–– Em primeiro lugar, não me chame de baixinha. E em segundo, eu não gosto de você, muito pelo contrário. –– sorri saindo do lado contrário dele.

–– Certo, certo, então você me odeia, e a festa, vai?

–– Eu não gosto de festas, vou falar com a Lucy amanhã, se ela for quem sabe...

–– Oe, você por acaso é Maria vai com as outras?

–– Como é que é? –– me virei a ele.

–– Nada –– sorriu maroto ––, você tá indo pra onde? Não vai encontrar namorado, não é? Com essa saia você fica muito...

–– Muito eu, OK? Agora tchau.

–– Caralho, você é muito linda sendo rabugenta. –– corei com a afirmação, ainda virada de costas.

–– E v-você é um pé no saco. –– saí sem olhar para trás.

Eu não era louca de me virar, provavelmente eu estaria muito rubra, estranhei, eu não corava com facilidade, ainda mais por conta de simples palavras de um metaleiro idiota e galanteador.

Cheguei até a porta do apartamento e pensei onde eu poderia ir, quem sabe a um cinema, seria uma ótima ideia, quando pensei em sair, Gajeel apareceu atrás de mim e me dando um susto.

–– AHH! Tá pra me seguir agora? –– bufei.

–– Vai sair sozinha? Posso te acompanhar? –– sorriu, parecia sincero.

–– Eu quero ir ao cinema, não parece ser seu tipo. –– corei.

–– Quem disse que eu não gosto de cinema? Que tipo de filme quer assistir? –– ele parecia bem alegre, sorri fraco.

–– Não sei bem o que está em cartaz...

–– Então vamos olhar, escolhemos o melhor, pode ser?

–– Pode...

–– Não se preocupe, não vou dar em cima de você, é só pra gente se conhecer... –– ele corou? Não poderia ser, só pode ter sido os raios de sol em seu rosto.

–– Claro... –– assenti.

Gajeel me pediu para esperar na calçada enquanto ele chamava um taxi, pedi a Deus que ele pagasse, não porque eu sou miserável, até porque eu iria de ônibus que é muito mais barato, o cinema não era tão perto assim.

Após a parada brusca de um taxi ele me chamou até lá, fui até ele com passos tímidos e entrei, logo Gajeel chegou ao meu lado e sorriu para mim, fiquei um tanto rubra.

–– G-Gajeel, por que nós não fomos de ônibus?

–– Ônibus? Pra quê? –– ele me olhou estranho.

–– É... É que eu não tenho d-dinheiro pra pagar o taxi... –– achei melhor ser cordial.

–– E daí? Quem vai pagar sou eu. –– sorriu.

–– Obrigada pela gentileza... –– sorri também.

Depois de um tempo nós finalmente chegamos ao cinema, não conversamos mais nada sem ser aquilo dentro do taxi, saímos, e logo Gajeel pagou o taxista.

–– Boa diversão ao casal! –– disse o taxista, morri.

–– N-Não, ele não... –– tentei explicar, mas foi em vão, ele havia ido embora e Gajeel ria da minha cara de idiota envergonhada.

–– Você devia ter explicado, e não agir a dois pesos e duas medidas! –– briguei fazendo o possível para não encará-lo.

–– Vai ficar brava por causa disso? Vamos entrar logo. –– ele parece feliz, e eu, um tanto desconfortável.

Entramos no cinema, fazia um longo tempo que eu não dava uma passada por aquelas bandas, estava realmente diferente, então, pensei em mudar aquele meu rosto, era melhor se divertir, talvez estar com Gajeel não fosse má ideia, realmente.

–– Vamos ver o que está em cartaz? –– se virou a mim, apenas concordei.

Percebi que várias garotas olhavam para nós dois, principalmente para Gajeel, ele usava uma calça comprida preta, com alguns spikes nos ombros da jaqueta e uma blusa do Metallica, eu não conhecia nenhum tipo de música de rock ou metal, mas tinham alguns bem legais.

–– Olhe, que tal um filme de terror? Lá dentro vai parecer de noite!

–– Eu não acho uma boa ideia. –– fiz um rosto de desaprovação.

Certo, eu tinha medo de filmes de terror, quem acha legal alguém que anda literalmente quebrada com o rosto em desgaste falando: “sete dias...”? Não, obrigada.

–– Por favor, eu quero muito ver esse filme. –– ele se referia a “A Morte Do Demônio”.

–– Que tal você entrar nessa sessão, e eu em um filme de romance? –– sorri, ele franziu a testa.

–– Então... quer dizer que você tem medo de filmes de terror? –– ele segurou uma risada irônica.

–– Claro que não –– o empurrei ––, eu só não gosto!

–– Não se preocupe, eu vou ficar do seu lado. –– sorriu malicioso.

–– Você não vai parar, não é? –– o encarei cansada de discutir.

–– Não mesmo.

–– E a nossa idade? Eu não tenho 18 anos.

–– É só a gente pagar inteira, eles não perguntam a idade.

–– Então vamos logo.

–– Gihihi. –– e soltou uma risada infantil, me segurei para não rir.

Fomos até a fila que por sorte era pequena, ficamos sem conversar até chegar nossa vez, e quando chegou, ele foi logo falando para a moça;

–– Dois para A Morte Do Demônio.

–– Certo, os dois inteiros dão no total 1000 ienes. –– disse a atendente.

–– Eu pago minha parte, Gajeel. –– eu disse tirando a carteira.

–– Não precis...

–– Precisa! Você já pagou o taxi, e eu já planejei vir para o cinema antes que você.

–– Como quiser. –– e mostrou uma covinha na bochecha esquerda.

–– Que bonitinho, por que não deixa seu namorado pagar? –– perguntou a atendente.

–– Ele não é meu namorado! –– enrubesci novamente, ele apenas riu.

–– Ah, desculpe. –– sorriu.

–– Tudo bem. –– disse Gajeel.

Paguei minha parte, e logo depois ele, e dei adeus ao meu dinheirinho em um filme de terror, triste.

–– Vamos comprar algo pra comer? –– perguntou.

–– Claro, pode ser. –– sorri um pouco nervosa.

Compramos duas pipocas e refrigerantes médios e fomos para a sessão 15. Foi um tanto complicado passar pelas cadeiras, estava tão escuro que parecia que já era noite, madrugada, para ser mais exata.

Sentamo-nos mais ou menos no meio, nem muito atrás, nem muito na frente. Tomei um susto quando começaram os trailers, me embaracei logo depois, ele riu do meu pulo na cadeira.

–– Oe, baixinha, já se assustou?

–– Não! Eu só me ajeitei na cadeira... –– menti feio.

–– Acredito. –– ironizou.

O filme começou, tudo na paz, como qualquer filme de terror, e eu comia em uma velocidade incrível por conta do nervosismo, Gajeel parecia prestar atenção no filme e comia lentamente. Para alguém que eu detestava, já estava saindo com ele para um cinema, quem diria...

Para antes da metade do filme começou a tensão, dos nossos lados não havia ninguém, olhei para trás e vi alguns casais, mas bem distantes de nós, alguns abraçados, eu necessitei de um ursinho de pelúcia no momento.

Como filmes de terror são do inferno, sempre há sustos, gritei junta das garotas atrás de mim com uma cena, Gajeel me olhou com um pouco de pena, eu estava CHORANDO, era só o que me faltava. Ele retirou o braço da cadeira que nos separava e passou seu braço por trás de mim me envolvendo em um abraço, corei, mas acabei aceitando por conta do medo, eu não queria mais ver o filme, então pousei minhas duas mãos em sua blusa enterrando minha cara nela, depois de um tempo o filme havia acabado e eu continuava em seus braços, calada.

–– Levy? –– me empurrou um pouco para ver meu rosto –– O filme já acabou, todos estão saindo.

–– A-Acabou? –– perguntei com os olhos cheios de lágrimas.

–– Idiota –– riu limpando minhas lágrimas ––, é só um filme, e eu estou aqui...

–– Eu tenho medo, admito...

–– Percebi. –– sorriu me encarando.

Ficamos nos olhando por um tempo, seus dedos que limpavam minhas lágrimas, agora estava acariciando meu rosto, me senti segura com ele. Gajeel foi até meu queixo e o levantou um pouco, tentei olhar para os lados, mas ele me impediu.

–– Por que não olha pra mim?

–– É-É embaraçoso...

Ele não disse nada, chegou mais perto de mim lambendo meus lábios como se fosse um doce, tremi e soltei um gemido fino, ele sorriu e se introduziu em minha boca pedindo passagem com a sua língua ousada e excitante, abri passagem a ele e o beijei, sabia que era errado, mas o momento foi oportuno para um beijo, me senti bem, ficamos um bom tempo nos conhecendo pela boca. Gajeel foi gentil...

Notas finais
Beeeeeeeeeeijo *w* Gostaram?Até o próximo ♥ Quero comentários ;-;