A Assassina e o Agente.

17 Sentimentos machucam.


Notas iniciais
Música: https://www.youtube.com/watch?v=bpOSxM0rNPM Bom, demorei mas aqui está o cap, boa leitura. Ana Almeida eu fiquei muito feliz com sua recomendação, achei lindo o que você escreveu. Muito obrigadaaaaaa,

OLIVER.

Voltei para Washington por volta das duas horas da tarde. Peguei um taxi e fui direto para a base. Não descobri nada sobre o passado de Felicity, exceto que ela era uma aluna inteligente, um prodígio. Isso explica como ela conseguiu invadir o sistema de segurança da cia. Admirável.

Amanda ainda não havia aparecido na base, mas ligou para Diggle informando que teria uma reunião com o general. Com certeza uma tentativa falha de querer se aliar a Damien Darhk.

O presidente tinha um comunicado a fazer, com certeza era um discurso sobre o banho de sangue da cidade, que ele vai chamar de chacina promovida por terroristas. Diggle me designou para fazer uma varredura no perímetro em que ia ocorrer o pronunciamento. Eu apenas queria estar em uma missão bem barra pesada, ou em uma boate de strippers, aproveitando meu dia. Mas nem tudo é o que queremos.

Como Previ o discurso do presidente foi regado de condolências, pêsames, desculpas pela segurança do país ter sido falha e no fim ele decretou um dia de luto pelas 25 vítimas que perderam a vida nas mãos da liga das sombras.

Ra's tinha ultrapassado os limites, matar inocentes era demais, ele tem que pagar por isso. Depois do discurso fui direto para o meu apartamento.

Estava tudo na sua perfeita harmonia, exceto pela porta do meu apartamento entre aberta. Tirei minha arma do coldre e com cautela entrei no local a espreita de qualquer movimento a minha volta, olhei para o lado e visualizei a minha cozinha inteira, quando fui olhar para o outro lado, um chute me desarmou, a arma deslizou para baixo do sofá.

Bloqueei o segundo golpe, minha visão estava embasada, mas pude ter o vislumbre do seu rosto e não sabia se estava feliz por vê-la novamente ou com ódio por ela estar me atacando como uma fera. Segurei seu punho que por pouco não atingiu meu maxilar, em seguida segurei seu pescoço e em um impulso lancei seu corpo para parede, ela soltou um grunhido e voou na minha direção novamente.

Empurrou-me com força e eu dei alguns passos para trás, em seguida ela segurou a parte de cima do batente da porta e lançou os dois pés contra meu abdômen.

Arfei e senti uma ardência no meu peito. Com certeza eu estava muito irado. Não ia ser derrotado mais uma vez por ela. Lancei-me contra seu corpo e lhe dei um chute no peito, ela recuou e então eu aproveitei para lhe deferir outro golpe no lado direito da sua barriga. Emitiu um urro de dor e caiu no chão. Corri até o sofá e peguei a arma que tinha deslizado para baixo dele. Levantei-me e apontei a arma em sua direção.

— Não foi dessa vez. — provoco-a, e ela bufa. Dá alguns passos em minha direção e para muito perto de mim. — Olha a minha sorte, tenho a filha de Damien Darhk. Felicity Smoak, bem na minha frente. — Felicity parece confusa e recuada, parece até um cachorrinho com o rabo entre as pernas.

— Por que você não atira de uma vez por todas, Oliver? — ela fita meus olhos. — Seria um grande feito para você, matar a filha do maior assassino do mundo. — diz. — Atira!

Falou como se estivesse pronta para morrer. Mas é claro que não apertarei esse gatilho. Não matarei quem salvou minha vida duas vezes, não é isso que quero fazer.

— Não vou fazer isso. — digo. E então jogo a arma em sua direção. Fito seus olhos, tão azuis quanto o céu. Em seguida seus lábios úmidos. — Não está aqui por que sentiu minha falta, não é?

— Por que está investigando meu passado? — pergunta. — Fiquei sabendo sobre sua visita na faculdade onde estudei.

— Preferia que sua resposta fosse um SIM. — digo. — Estava lhe procurando porque senti sua falta. Mas tudo bem. — Arranco um sorriso dos seus lábios, tão perfeitos. — Queria encontrar você.

— Me encontrar? — me encara, e eu fico muito perto dela.

— Sim. — respondo. Felicity ergue o rosto e olha dentro dos meus olhos.

— Por quê? — seguro seu rosto entre minhas mãos, ela fecha os olhos sentindo meu toque.

— Para lhe ver mais uma vez? — Outro sorriso surge em seus lábios, lembro-me da garota das fotos. Doce e pura, diferente da Felicity que conheci em Las Vegas, mas igualzinha essa que está em minha frente. É como se sua máscara tivesse acabado de cair.

— Então já teve o que queria. Preciso ir. Não tente descobrir sobre o meu passado, Oliver. É o meu passado, respeite. — diz, no modo Felicity de Vegas. — Ou vai se arrepender.

Vira-se, mas não quero que ela vá. Não depois que sua máscara caiu para mim, por breves segundos, eu sei. Mas, acredite, significou muito e eu não vou deixa-la ir. Seguro seu braço com força, fazendo-a virar-se para mim novamente.

— O que está fazendo Oliver? Vai me prender agora. Prender e me levar para uma base secreta da cia?

— Não. — Seguro sua cintura firme, e aproximo seu corpo do meu. — Talvez. — digo, aproximando meus lábios dos dela. — Quero algo que apenas você pode me dar. — sussurro, e depois mordo o lóbulo da sua orelha. O ritmo da sua respiração aumenta e eu posso sentir o calor do seu corpo.

— E o que é? — cochicha perto do meu pescoço. Me afasto alguns centímetros e seguro o zíper da sua blusa, abaixo-o aos poucos e então tiro seu casaco. Ela usa uma regata preta, abaixo alguns centímetros da alça e seguro seu pescoço. Inclino meu rosto, e deixo um beijo em seu ombro, trilho um curto caminho até seu queixo e o mordo sutilmente. — Oliver. — geme meu nome. — Pare com isso. — murmura.

— Quer mesmo que eu pare? — seguro sua cintura e ergo um pouco da regata, deixando sua pele exposta, aperto seu quadril e Felicity solta um longo suspiro. — Isso me soou como um não.

— Droga! — exclama. — Okay, eu posso ter uma noite de aventura. — segura meus ombros. Solto um riso vitorioso e a ergo sobre o encosto do sofá. Seguro seus joelhos e os afasto, encaixo meu quadril entre suas coxas. Fito seus olhos que contêm chamas de desejo. —Espero nunca mais lhe ver depois dessa noite. — segura minha camisa e arranca de mim.

— Eu também. — Me livro da sua camisa e espalmo minha mão em sua omoplata, trago seu corpo para perto de mim, sinto sua pele grudar na minha. — Sonho com isso há muito tempo. — abro o seu sutiã e me livro dele. Seguro seu queixo e dou uma mordida em seu lábio inferior, em seguida tomo seus lábios para os meus, é perfeito como nossas línguas se movimentam em total sincronia.

— A espera valeu a pena. — murmura contra meus lábios, eu volto a beija-la, enquanto suas mãos descem pelo meu abdômen e param no meu zíper, ela não abre, mas começa a massagear meu membro sobre a calça.

— Meu quarto. — murmuro e a ergo, ela prende meu quadril e beija meu pescoço enquanto faço o caminho até meu quarto, abro a porta e ando até a cama. Sento-me sobre a borda do colchão e Felicity fica sobre mim, empurra meus ombros e eu me deito na cama, ela espalma as mãos em meu abdômen e inclina o rosto, seus lábios encontram os meus e sua língua desliza para dentro da minha boca. Beija-me com urgência.

Sento-me novamente e ela rebola sobre mim, suas mãos apertam meus ombros e eu distribuo beijos entre o vale dos seus seios. Meu membro pulsa sob a causa, anseia por sentir Felicity. Deslizo minha mão pela lateral da sua barriga e aperto sua lombar, giro e fico sobre seu corpo, beijo seu pescoço.

Escuto seus gemidos baixos, mas que me deixam ainda mais excitado.

Percorro minha mão até o zíper da sua calça e abro, afasto-me alguns cm de Felicity e seguro as bordas do jeans, abaixo com presa e ela fica apenas com uma calcinha vermelha. Fito todo seu corpo, seu ombro está começando a cicatrizar, lembro-me que aquele tiro era pra mim, — poderia ter morrido se Felicity não estivesse lá. — e então, beijo a região machucada. Ergo meu rosto e fito os olhos dela, eles brilham intensamente.

— Estou lhe dando uma chance para desistir. — murmuro. — Não quero...

— Não sou uma puritana, Oliver. Tira essa sua calça de uma vez por todas. — eu sorrio com seu comentário e faço o que ela pediu. Seus olhos não saem de mim durante a ação. Posso sentir a intensidade do seu desejo. Por essa noite, Felicity é minha. Livro-me da cueca. O seu olhar não é nenhum pouco inocente, não tem nada de puro e sim, de uma mulher pronta para cometer o pecado da luxuria.

Abro a gaveta do criado mudo e pego uma camisinha, Felicity tira da minha mão e abre o pacote, tira o látex e se aproxima de mim, com agilidade coloca a borracha em volta do meu membro, segura minha mão e me puxa para a cama novamente.

— Você me deixa louco. — sussurro. Um sorriso malicioso ganha forma em seus lábios. Preciso saciar-me e proporcionar o mesmo prazer para ela. Seguro sua calcinha e abaixo. Ergo sua perna a altura do meu quadril e meu membro desliza para dentro do seu sexo. Sinto suas unhas cravarem nas minhas costas. Ela geme e eu mantenho o ritmo dos meus movimentos.

Leves. Fundos e rápidos, prossigo assim por minutos, depois me movimento lentamente. Eu a beijo e nossas línguas se entrelaçam intimamente, dançam o mesmo ritmo que nossos corpos, totalmente sincronizados.

Felicity morde meu queixo e desce pelo meu pescoço, até meu abdômen, ela distribui beijos e mordiscadas. Aumento o ritmo dentro dela, fazendo-a gemer mais alto.

— Mais. — sibila, apertando meus braços com força, atendo ao seu pedido, aumento ainda mais meus movimentos. Meus lábios descem por seu pescoço, Lambo seu ombro e percorro até seus seios, abocanho e direito e chupo, mordo de leve o mamilo, isso faz com que um grunhido escape dos lábios inchados dela. Passo a língua ao redor do mamilo e faço o mesmo com o outro.

— Me diz. — digo, roçando meus lábios nos dela. — Diz que não veio aqui só por causa do seu passado que eu estava investigando. — suas unhas arranham minhas costas, provocando-me uma pequena dor.

— Não sei por que.. — ela geme quando invisto mais forte. — Mas, me senti feliz quando descobri que era você. — revela. Sinto que estou a ponto de gozar, estoco mais fundo.

— Eu sabia. — murmuro. Estoco outra vez e chegamos ao ápice juntos. Dou mais um beijo em seus lábios, calmo e demorado. Depois me deito na cama. Felicity cobre meu corpo com o dela e cruza os braços sobre meu peito. Acaricio sua bochecha e contorno seus lábios. Seus olhos fixam nos meus e eu sinto uma sensação esquisita.

— Tenho que ir. — levanta-se, cobrindo o corpo com o lençol. Seguro seu pulso e, ela me encara.

— Não precisa ir. — murmuro. — Pode ficar se quiser. — ela maneia cabeça, discordando.

— Preciso ir, não torne isso mais difícil. Foi apenas sexo e nada, além disso.

— Okay. — largo seu braço e viro meu rosto, sento-me na cama e começo a me vestir, levanto-me sem direcionar qualquer olhar para ela e me dirijo para fora do quarto, vou ate minha cozinha e encho um copo com água. Depois de alguns minutos escuto a porta da sala se fechar. Ela se foi.

Sou um idiota de merda! Desde quando peço para uma mulher dormir comigo? Cretino, é isso que você é, e ninguém nunca mudará isso.

FELICITY.

Não, definitivamente não. Isso não pode estar acontecendo, não posso estar sentindo algo pelo idiota do Oliver. Não por ele. Nossos mundos são diferentes. Foi apenas um sexo — gostoso—, nada mais do que isso. Mas por que eu me senti diferente depois que ele olhou em meus olhos? E por que me pediu para ficar? E o que foi aquilo que senti?

Ó Céus. Que grande burrada.

Senti-me aquela garota Cheia de sonhos, que sempre quis ter uma vida normal, foi assim que me senti quando ele olhou dentro dos olhos. Por um momento eu voltei a ser aquela pessoa sonhadora e bondosa que era. Mas, não devo me enganar desse jeito.

Eu uma assassina e ele um agente. Nada nunca dará certo entre nós. E essa noite jamais vai se repetir novamente. Jamais!

— Chegamos. — avisa o taxista.

— Obrigada. — lhe pago o valor do transporte. Desembarco do carro com minha pequena mala e entro no aeroporto. Marquei um voo para a 00:00 e já está quase na hora.

Droga! Por que me sinto arrependida de ter dito não a oferta de Oliver, a forma indiferente que ele me tratou depois. Senti-me uma garota dessas que fazem programa, só faltou ele me entregar um envelope com o dinheiro. Grande idiotice da minha parte, já que ele pediu para ficar e eu disse um sonoro não.

Não me sinto bem em relação aos meus sentimentos por Oliver, eu nem consigo explicar que tipo de sentimento é esse. Foram apenas alguns minutos, — longos na verdade. —, longos minutos de sexo — sexo gostoso, casual e quente. — ninguém define sentimentos com apenas longos minutos de uma foda bem feita e gostosa.

Droga! Que emaranhado de confusão na minha cabeça. Como vou desfazer esse nó?

Tenho certeza que em três dias o esqueço. Três longos dias lembrando-me dessa noite — que nunca mais vai se repetir. -, depois desse curto espaço de tempo, eu o esquecerei. Isso mesmo, tudo vai passar apenas de uma lembrança — uma boa lembrança. —.

Na real, que devo manter meu pensamento longe — muito longe. — de nossos corpos suados e encaixados sobre aquela cama. Porra! Eu fiz a maior borrada da minha vida. Eu me deixei envolver por um homem, coisa que prometi a mim mesma que jamais ia acontecer. E mesmo assim, eu me deixei envolver.

Sentimentos machucam e eu não quero ser mais uma vítima.

E, além do mais, está na cara que nunca daremos certo. Não com essa vida conturbada. Gostar de alguém sempre esteve fora de cogitação e não é agora e nem com Oliver que isso vai mudar. Foi algo de uma noite só e jamais vai se repetir. Nunca mais.

Notas finais
Sem trechos, as coisas daqui para frente ocorreram em total segredo ou é porque não deu tempo de corrigir o cap 18 aushuashuahs. Então aguardem, não vai demorar muito, antes tenho que finaliza o cap de sefv e mc. Bjoooos. Ana o cap é dedicado a você, mas como o nyah está cortando as notas, ele cortou a parte que digo que o cap é seu. Espero que vc goste. Bjos.