A Assassina e o Agente.
18 Nada mais tem graça.
Notas iniciais
Continuação da conversa de Darhk com Amanda...
NARRADOR
— O que você quer Darhk, fale de uma vez por todas. Estou cansada e quero uma boa noite de sono. — rebate Amanda. Realmente estava sem paciência alguma, seria capaz de obrigar Damien sair dali a base de chutes no traseiro do homem.
— Quero uma reunião com seu general.
Amanda começa a rir com o disparate de Damien. Havia passado horas depois do atentado promovido por Ra's, tentando convencer o velho rabugento fazer a tal aliança com Darhk, mas o barrigudo disse não e ordenou Waller nunca mais tocar em tal assunto.
— Ainda está se iludindo se acha que aquele velho cheio de reumatismo vai aceitar uma proposta como essa. — retrucou Amanda.
— Aposto que depois de ele falar comigo vai mudar de ideia. — responde Damien. — Só vou tomar dez minutos da vida dele.
— O que está acontecendo com você? — questionou a agente. — Por que todo esse interesse em fazer uma união com a cia? Pensei que fosse melhor que a gente e estivesse cem anos luz na nossa frente.
— Não seja ingênua Amanda! — exclamou, com a voz pouco alterada. Amanda sabia tira-lo do sério. — A cia guarda segredos obscuros de qualquer pessoa que pisa nesse planeta. Dispõe de tecnologias avançadas e armas de última geração, o problema é que vocês não dispõe de uma cabeça inteligente. Sabe por que nunca me encontraram?
— Não. — Amanda o encarou. — Por quê?
— Porque sou mais inteligente que vocês e assim como eu, Ra's também é. Só que eu não ataco inocentes. Ra's sempre estará na sua frente. Muitos passos.
— Esta bem, Darhk. —ponderou. — Digamos que eu consiga marcar uma reunião com o velho ranzinza, o que eu ganho com isso?
— A cabeça de Ra's Al Ghul. E pelo que conheço de você, tudo que quer nessa agência secreta é subir de posto, a captura ou morte de Ra's seria uma alavanca. Não é mesmo?
Darhk estava certo, tudo que Waller deseja é poder, é subir no topo da cadeia alimentar. Ser uma espécie de leão da selva. E sim, Damien tinha toda razão, a captura de Ra's seria uma alavanca que a levaria para o topo.
— Okay, vou falar com o general. Agora vá embora. — disparou. Tinha uma carta-na-manga, que jurou usar contra o general um dia, e estava na hora. Depois tomaria o lugar do velho, na hora certa. — Ainda preciso de boas horas de sono.
— Meu telefone. Avise-me caso conseguir. — Entregou-lhe um cartão de papel com o seu número. — Mas não tente me rastrear. Não vai conseguir.
Amanda o olhou e esperou que ele saísse. Faria de tudo para o general aceitar a proposta da aliança. É a chance perfeita de subir os degraus de uma vez só.
Dia seguinte.
Amanda olhou para o visor do celular enquanto andava em círculos do lado de fora da sala do general. Tentaria mais uma vez convencer o velho ranzinza aceitar a aliança com Darhk. Não seria fácil, o velho permanecia irredutível, mas dessa vez não teria como ele negar.
Enquanto pensava no discurso perfeito, sua mente também girava em torno de Damien e do por que um homem tão poderoso estaria se rebaixando desse jeito. Talvez fosse vingança, mas não sabia o motivo real.
Tentaria descobrir? É claro que sim. Seria mais um ponto a seu favor
— Waller, o general está te esperando. — avisou a secretaria, com voz infantil. A mesma que abre as pernas para o velho no meio do expediente. Amanda apenas lançou um olhar de desdém para a amante do general e então entrou no escritório dele.
— Amanda, mais uma vez aqui? Estou achando que sente minha falta quando estou longe. — debochou, sem olhar para ela. Ainda bem, porque da forma que Amanda revirou os olhos e sorriu, ele a teria chutado para fora de sua sala.
— Nada disso. — falou. — Quero falar sobre a aliança.
— Ah é isso. — Ele ergueu o rosto e encarou Waller. — Então nem gaste saliva, de meia volta e volte para o seu trabalho.
— Eu volto, mas primeiro veja isso. — entregou-lhe um pendrive. — Depois você irá me escutar. E então eu vou sair da sua sala e nunca mais vou lhe importunar.
— Tudo bem. — pegou o pendrive e injetou no notebook. Deu play no vídeo. — Mas o que é isso? — perguntou incrédulo.
— Oras, não é você fodendo sua secretária? — manteve o olhar fixo no velho, mostrando sua frieza. — Em cima dessa mesa?
— Como conseguiu isso? — bateu o punho na mesa e levantou-se abruptamente. Waller ergueu a mão e ele recuou.
— Sou inteligente, chefe.
— Sabe que posso te enfiar em uma cela no subsolo e ninguém nunca vai lhe encontrar! — exclama.
— Faça isso e perderá seu prestígio, seu posto nessa agência e sua família. — rebateu, um sorriso vitorioso desenhava os lábios de Amanda. Ela sabia que havia vencido, o General parecia um animal prestes a ser devorado. Recuado e apavorado.
— O que você quer?
— Simples. Terá que me acompanhar a um lugar.
— Que lugar?
— Acalme-se. É um lugar perto daqui e público. Tem alguém que quer falar com você.
°°°
Darhk estava sentando em uma mesa ao ar livre, observando a pressa que as pessoas tinham. Bebia um saboroso expresso feito há poucos segundos. Notou o carro escuro estacionando em frente à cafeteria e viu Amanda e o general.
Sabia que ela não falharia. Nunca foi de o seu feitio perder. Amanda sabia jogar e era uma líder nata, e Darhk nunca duvidou da capacidade da mulher. Ela aproximou-se, acompanhada do General que observava tudo detalhadamente.
— Está maluca, Amanda? Isso é uma armadilha? — perguntou o velho, assim que bateu os olhos em Darhk.
— Não seja retardado. — disse ela. — Você terá uma conversa amigável com Damien.
— Ela está certa. — interviu Darhk. — Apenas uma conversa amistosa.
O homem olhou desconfiado para Damien, mas não tinha nada suspeito ali.
— O que você quer?
— Creio que Amanda já lhe respondeu isso.
— Sim. E creio que já sabe minha resposta. — Permanecia irredutível quanto à proposta. — Acha mesmo que vou permitir a cia de fazer uma aliança com um criminoso como você?
— É a única chance que tem de prender Ra's Al Ghul. —argumentou. — ou, vai esperar sua cidade sucumbir pelas mãos dele?
— E por que tem tanta certeza que conseguirá pega-lo?
— O conheço. — diz. — Sei o que ele quer.
— A filha dele? Foi isso que ele pediu.
— Também, mas tem outra coisa. E é aí que você e sua agência entram, ele não vai descansar enquanto não acabar com a cia.
— E você tem um plano?
— Sim.
(...)
OLIVER
Jogo-me na minha cama, o cheiro de Felicity ainda está impregnado em minhas cobertas. Fecho meus olhos e visualizo seu rosto. Droga! Isso não pode estar acontecendo. Não posso ficar pensando naquela assassina fria e bem gostosinha.
Vou fazer o que sempre faço. Esquecer uma boa foda com outra melhor ainda. Levanto-me e me arrumo. Pego minha carteira e a chave da moto. Saio do meu apartamento.
Uma boate com stripers gostosas não vai me fazer mal, nenhum pouco, na verdade vai me fazer um bem danado, vai fazer-me esquecer de Felicity e a noite agradável que tivemos.
Estaciono a moto em um beco escuro e sigo a pé por uma rua mal iluminada. A porta vermelha na qual eu entro para me divertir finais de semana continua ali. Josh abre passagem para eu entrar. A casa está cheia. Ando até o bar.
— Hey, o que vai querer hoje? — pergunta Carrie, a bartender com cabelos vermelhos. — O mesmo de sempre?
— Quero diferenciar hoje. — me apoio sobre o balcão e aproximo meu rosto do dela. — Me surpreenda.
— Vou tentar. — diz e seu sorriso para mim é cheio de malicia. Tenho o alvo perfeito. Carrie é muito bonita e me deixa intrigado às vezes, parece uma louca, mas é o que preciso nesse fim de noite. Observo Carrie enquanto ela faz uma mistura de bebidas e coloca em uma taça, depois me entrega. — É suave no inicio, e forte no final.
— É assim que eu gosto. — viro-me e fico observando as bailarinas no poli dance. Divertia-me com isso antes, mas hoje perdeu totalmente a graça. Assim como Carrie. E como qualquer outra mulher nesse local.
— Vai querer mais alguma coisa? — pergunta Carrie.
— Sim. — digo, e ela sorri orelha a orelha. — A conta, por favor. — um rastro de decepção passa por seus olhos, mas ela continua sorrindo.
— É por conta da casa. — diz, e se afasta para atender outro cliente. Tiro 40 pratas do meu bolso e jogo sobre o balcão. Não gosto de ficar devendo para outros.
— Já? Não ficou nem 20 minutos ai dentro, e o mais estranho, não saiu acompanhado com uma das dançarinas. — comenta Josh, assim que passo pela porta.
— É, acho que estou ferrado. — digo, e sigo para onde estacionei minha moto.
Dirijo até a ponte Georgetown e estaciono na beirada da pista. É um dos poucos lugares que me ajudam pensar direito. Porém, agora ela está me ajudando em nada. Preciso de uma segunda opinião. Pego o celular e ligo para John.
— Oliver, aconteceu alguma coisa? — pergunta-me, com a voz preocupada.
— Quando descobriu que sentia algo por Lyla? — escutei seu riso e um suspiro.
— Quando coloquei a minha vida em segundo plano e salvei a dela. E isso só se confirmou quando ela passou a fazer parte dos meus pensamentos. Mas já sabia que era apaixonado por ela desde a vez que a salvei. — responde. — Por que está me perguntando isso?
— Estou com problemas, Dig. Sérios problemas. E não sei como lidar com eles.
— Lembro-me que disse que quando a encontrasse, seguraria com toda sua força e nunca a deixaria escapar. Está na hora de fazer isso.
— Não é simples, John. Ela é uma assassina. E tudo ainda é muito confuso para mim. — escuto-o suspirar.
(...)
Depois da conversa franca que tive com Diggle. Segui para meu apartamento. Dormiria naquela cama em companhia do cheiro doce de Felicity. E a encontrarei novamente, tenho certeza disso.
Entro no meu apartamento e acendo as luzes, o que encontro não me deixa nenhum pouco feliz. Waller esteve o dia inteiro fora e do nada invade o lugar que eu moro.
— O que está fazendo aqui?! — pergunto. Não acredito que a peste abriu uma das minhas garrafas de vinho.
— Tenho algo importante para lhe dizer. — começa. — Vamos trabalhar em equipe para prender Ra’s al Ghul. Temos um novo integrante.
— E quem é esse novo integrante? — ela bebe um gole do vinho.
— Damien Darhk.
— O que? — exclamo.
— Acalme-se, eu disse que ele seria o único capaz de prender Ra's. Aliás, ele estará na base amanhã. Espero que chegue no horário certo. — pega a bolsa e segue rumo à porta. — Agora que está por dentro de tudo, vou para minha casa.
— Como convenceu o general? —pergunto, antes de ela se retirar.
— Tenho meus métodos. — responde. — Não se atrase.
E assim ela sai com ares triunfantes. Ela jogou sujo, eu tenho certeza disso. Waller é capaz de tudo, não duvido nada. Não sou contra essa aliança. Mas ainda não sei se é uma boa ideia.
Sigo para meu quarto. Coloco minha carteira e o chaveiro sobre o criado mudo. Tiro minhas roupas, ficando apenas com a cueca box e me jogo na cama, inalando o perfume de Felicity.
(...)
Eu devia ter acordado cedo, mas acabei me atrasando. E eu odeio chegar no trabalho atrasado e hoje isso com certeza vai acontecer. Sai de pressa do edifício e segui de moto para a base. O trânsito também não ajudou em nada. Justamente hoje tenho que me atrasar? Droga!
Estaciono a moto na garagem secreta da cia e sigo para a base. Entro no subsolo e desço as escadas para o local onde fazemos as reuniões.
— Ah, a bela adormecida resolveu aparecer. — olho para Amanda que não perde a chance de debochar. — Esse é o Oliver, um dos nossos melhores agentes.
Olho para as pessoas que ela me apresentou e apenas uma ganha minha atenção. Não acredito que ela está aqui. Seus olhos azuis fixam nos meus e ela parece ainda mais surpresa que eu.
— Oliver, esse é Damien. — tiro meus olhos dos de Felicity e olho para o homem que devia estar preso e não nos ajudando.
— Olá. — diz, me estendendo a mão.
— Olá. — o cumprimento. Olho sobre seus ombros e Felicity está olhando para o chão. Sara está parada do lado da amiga, apenas me olha de relance. — Amanda, podemos conversar?
— Claro. — nos afastamos do Damien. — Por que elas estão aqui?
— Damien disse que elas irão ajudar. A loirinha com o cabelo preso é uma nerd, chama-se Dakota e, é a melhor ressaltou o Darhk. Mencionou que precisa dela aqui. A outra é a mulher que Ra's culpa por ter coagido a filha mais nova se rebelar contra ele.
— Acha mesmo que isso vai dar certo?
— Estou contando com isso. — diz, e sai andando em direção a Trent.
Olho para Felicity e ela conversa com Darhk e depois ele se afasta, ela vai até os computadores. Essa é minha chance de falar algumas coisas a ela. Ando até onde Felicity está. Isso parece mais difícil do que pensei, parece que estou pisando em ovos.
— Felicity. — murmuro. — Podemos conversar?
— Estou ocupada. — diz, sem ao menos olhar.
— Não me trate assim, como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse significado nada. Não sou um desconhecido, ao contrário, você me conhece muito bem, não é mesmo, Felicity Smoak? — falo com a voz firme e fitando seus olhos que a essa altura estão voltados para mim. Ela solta um suspiro. É, eu venci essa. — Vou lhe esperar na sala secreta, você sabe onde é. — viro-me sem esperar sua reação.
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