A Assassina e o Agente.

10 Segredos revelados.


Notas iniciais
Oiii gente, estou aqui, porém triste com a quantia de comentário. Mas tudo bem, sou uma pessoa legal e vim disponibilizar o meu cap preferido até agora. Bom o cap 11 está com o titulo temporário que é "Pontos fracos" Lá em baixo tem dois trechos. AGORA DEIXA EU AGRADECER A ANA POR RECOMENDAR A FIC, AMOORE MUITO OBRIGADA EU AMEI DE + DEDICO ESSE CAP PARA VOCÊ. Sem mais delongas boa leitura. Musica do cap > https://www.youtube.com/watch?v=dhZUsNJ-LQU

Segure-se...

Aguente...

Não tenha medo...

Você nunca mudará o que aconteceu e o que já passou

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FELICITY

Quando chegamos a casa tudo que eu queria era subir para meu quarto, tomar um banho relaxante e dormir ao menos quatro horas. Meu corpo estava exausto e minha cabeça doía muito. Precisava de silêncio para pensar no que aconteceu em Las Vegas entre eu e aquele agente, e também a fuga de Ra’s. Tinha que clarear meus pensamentos. Mas antes disso, meu pai queria ver a mim e Sara.

Nada como uma boa conversa com Damien Darhk, que deve estar furioso por termos deixado Ra's Al Ghul fugir. E o pior de tudo, se ele souber que me juntei a um agente da cia, ele vai ficar ainda mais furioso.

Já havia explicado a Nyssa e Sara para não falarem nada sobre a minha aliança com o agente. Nyssa ficou cautelosa, mas no fim aceitou não contar nada. No fundo ela era grata por Oliver ajudar salvar Sara das mãos de Ra’s. Ela sabe muito bem do que o pai é capaz. E Sara eu nem precisei insistir. Ela é do tipo que sabe guardar segredos.

— Darhk está esperando vocês. — diz Noah, o estagiário do meu pai. Seu mais novo aprendiz.

— Okay. — digo. Não acredito que terei que explicar ao meu pai tudo que aconteceu. Mentir na verdade. E o pior é que não tenho nenhuma mentira arquitetada. É claro que ele vai desconfiar ou não, eu espero.

— Contamos que você foi atrás de Ra's. Damien não sabe que fomos capturadas por seu rival. Não precisamos contar toda a história. Dizemos que fomos atrás dele e ele fugiu.

— É uma boa mentira. Mas Darhk é inteligente.

— Temos que tentar. — murmura Sara.

— Parecemos duas garotas do colegial que aprontaram uma maldade e precisam esclarecer tudo ao diretor. — bufo. — Eu só queria dormir.

— O problema é que no nosso caso o diretor é um assassino letal. — diz Sara, entre risos.

— É. O grande e assustador Damien Darhk. — debocho. — Não tenho medo dele. Se precisar contar a verdade, contarei.

— Tudo bem. — Ela respira fundo. — Está pronta? — questiona, segurando a maçaneta da porta do escritório de Darhk.

— Sim. — Entramos na pequena salinha, Darhk levanta o rosto e nos analisa da cabeça aos pés.

Sei que meu rosto está machucado. E acabei levando um tiro, e ainda tem o enorme hematoma em minhas costas, devido ao impacto do carro de Ra's batendo no que nós estávamos. Quando Oliver instintivamente me salvou, acabei batendo minhas costas com força no volante do veiculo e isso causou um enorme roxo nas costas.

— O que aconteceu? — pergunta, em tom amargo. — Por que não ligaram? E por que está ferida Felicity?

Uso uma jaqueta enorme para que ele não veja o ferimento da arma de fogo, se ele já está surtando, imagina se souber sobre o tiro. Infelizmente os ferimentos no meu rosto são visíveis, então não tem como eu esconder dele. Sara olha para mim e depois para Darhk, solta um longo e exasperado suspiro.

— Encontramos Ra's Al Ghul. Ele estava em Las Vegas. Mas acabou fugindo. — Tudo que Sara falou é verdade. Uma verdade que encobre todos os outros fatores dessa viagem a Vegas, mas ela não está mentindo.

— Isso mesmo. — Concordei com tudo que Sara falou. Mas Darhk ainda continua desconfiado.

— E por que não me ligaram quando confirmaram que ele estava mesmo em Vegas?

— Por que ele ia fugir e nós tentamos pega-lo. — Essa resposta de Sara só faz Darhk ficar ainda mais furioso.

— Eu disse para não se arriscarem, porra! — exclama. — Vocês não são páreas para ele. Ra's é forte, inteligente e consegue identificar o ponto fraco de seus oponentes. — ralha. — Ele faria o que quisesse com vocês.

— Foi por causa dele que nos abandonou? — disparo a pergunta no automático. Meu pai empalidece e seu pensamento parece se desligar e voltar para um lugar escuro e ruim. — Por que ele encontrou seu ponto fraco?

— Sara, pode sair? — murmura. — Você fica Felicity.

— Tudo bem. — Sara olha para mim e em seguida sai, puxando a porta sem fazer barulho.

— Já lhe pedi para não falar mais sobre quando abandonei você e sua mãe. Foi à coisa mais difícil que já fiz em minha vida. Mas eu não me arrependo.

— Aquela historia que você contou a mim na noite em que foi embora, sobre o guerreiro que sacrificou tudo que amava. Era sobre você? — Ele permanece em silêncio. E isso me tortura. — Não me deixe sem resposta. — Insisto.

— O que você quer que eu diga? Que Ra's queria que eu fosse seu sucessor? E que quando eu disse não, ele ameaçou você e sua mãe? Tem uma parte de toda essa historia que você não sabe.

— Então me conta! — exclamo. — Eu preciso saber. É a minha vida!

— É doloroso demais. — rebate. — Para mim e para você.

— Mas mesmo assim, eu preciso saber. — Ele fica em silêncio. — Por favor.

— Você lembra que quando tinha 8 anos caiu de uma arvore e acordou no hospital? — questiona.

— Isso foi o que você e mamãe falaram. Eu apenas me lembro que acordei no hospital. Aconteceu alguns dias antes da noite que você sumiu. — respondo. — Mas o que tem isso haver?

— Você não caiu de uma árvore, Felicity. Essa história eu e Donna inventamos. Ra's usou você como meio de eu aceitar a proposta dele. Ele lhe feriu muito. — Ele dá uma longa pausa. Lembrar está doendo, posso ver isso em seus olhos. — Muito, muito mesmo. Você foi morta por ele Felicity, uma espada penetrou seu fígado, causando uma grande hemorragia interna, os médicos não conseguiram lhe salvar.

— O que? — O mundo praticamente desaba sobre a minha cabeça. Não, não é possível. Eu estou viva e não existem marcas de espada em meu corpo. — Não! — grito.

— Deixe-me terminar. — Assinto. Preciso entender essa história. — E eu tinha duas opções, salvaria sua vida e me tornaria o sucessor de Ra's, ou Donna, você e eu morreríamos pelas mãos dele. — A dor do meu pai é palpável. E eu me sinto arrependida de pressiona-lo e por saber de toda essa história. — Existia um poço, com aguas milagrosas. Era capaz de curar ferimentos, dos mais superficiais aos mais graves e também era capaz de trazer uma pessoa a vida novamente. Eu escolhi pela sua vida e a da sua mãe, foi o melhor sacrifício que já fiz em toda minha vida.

— Então, aquela historia era mesmo sobre você? E como pode existir um poço milagroso?

— Uma mistura química de venenos e tóxicos. Foi descoberto por Ra’s há muito tempo já. Mas não existe mais, aquilo o mantinha vivo e eu fui obrigado a destruir.

— O guerreiro que sacrificou tudo por aquilo que mais amava, até sua própria vida. Você fez isso por nós?

— Sim, Felicity. Fiz isso porque você e Donna são as pessoas mais importantes da minha vida. Eu queria que tivessem uma vida normal. Queria que você realizasse todos os seus sonhos.

— Ra’s me usou para lhe atingir? — Darhk assente.

— E se Ra's estava em Las Vegas, eu sei o que ele fazia lá. — Levanta-se e olha para a janela.

— O que?

— Ele está querendo me atingir novamente. Como fez no passado. E sabe muito bem como fazer isso. Mas não deu sorte. Não encontrou você e Donna.

— E como ele não me reconheceu?

— Você mudou muito. Seus cabelos não são mais pretos, seu rosto não é o mesmo. — responde. — Felicity, é importante... — Ele chega perto de mim e segura meu ombro, sinto uma dor torturante, mas não deixo transparecer. — Quero que tome cuidado. Ra's é inteligente e astuto, não quero que nada aconteça com você. E também vou mandar dois homens para proteger sua mãe.

— Não. — digo. — Está na hora de ela sair daquele lugar. Eu vou busca-la.

— É melhor assim. — diz. — Eu vou jogar pesado contra Ra's agora.

— Eu também. — Sigo para fora da sua sala.

Aquele homem me tirou tudo. Depois que meu pai foi embora, tudo mudou. Minha mãe se virava em duas, dois trabalhos, a lanchonete e a boate. Ela fez de tudo para me proteger e me dar sustentação. E isso acabou com ela. Se meu pai não tivesse nos abandonado nada daquilo teria acontecido. Ra's foi o estopim para tudo de ruim que aconteceu em minha vida.

E agora, eu vou atrás dele, nem que para isso eu deva ir até o fim do mundo. Ele pagará por tudo. E depois, vou atrás daqueles que fizeram mal a minha mãe. Farei esse sacrifício. Posso pagar o preço perdendo o resto de humanidade que existe dentro de mim, mas não me importo.

Entro em meu quarto e tranco a porta. Vou até meu closet e abro o compartimento secreto, pego o celular que uso apenas nessas horas, para saber noticias de Sidney. Dígito a série de números.

— Felicity, meu Deus, que bom que ligou. Estou tentando falar com você desde cedo.

— Aconteceu alguma coisa? — pergunto, preocupada pelo tom de voz do outro lado.

— Houve progressão no caso da sua mãe. Ela está falando, muito pouco, mas está. E sua memória está se restaurando aos poucos. Ela chama por Andrew e por você.

Instantaneamente lágrimas brotam em meus olhos e naturalmente elas caem e cobrem minha face. Depois de tantos anos vivendo com um trauma, com parte da memoria apagada, minha mãe está progredindo. Ela não precisa mais ser a Sidney, e sim a Donna.

Sidney foi um nome que inventei a ela, uma nova identidade, para que ninguém a encontrasse e a usasse contra mim. Assim como meu nome naquele hospital é Dakota, o dela é Sidney. E Caitlin é uma grande amiga que estudou na mesma faculdade que eu, e quando tudo aquilo aconteceu e eu me juntei ao meu pai, ela fez o mesmo. Viramos duas assassinas, só que ela nunca matou ninguém. Apenas protegeu.

Caitlin Snow, eu confio minha vida a ela. E ainda mais importante, confio à vida da minha mãe a ela.

— Estou indo para aí, Cait.

(...)

OLIVER.

Pousamos em Washington e o sol já estava nascendo. Um carro da cia nos esperava do lado de fora do aeroporto. E para nossa alegria matinal, Amanda nos aguardava na base. Droga, eu me sinto exausto para explicar qualquer coisa a Waller.

Sei que serei atingido por diversas perguntas de Amanda. Eu fiquei fora de aérea por quase 7 horas, ela deve estar furiosa. E se saber que tive por perto Ra's Al Ghul e três assassinas de Darhk, e os perdi, ela vai querer arrancar meu fígado com as próprias mãos.

Tudo que eu queria era esquecer o que aconteceu em Las Vegas. Exceto Felicity, ela foi à única coisa boa que aconteceu nessa viagem. Existe algo nela que desperta meu desejo, algo inexplicável. Quero esquecer que tive a chave para encontrar os assassinos de Shado. E lembrar-me de Felicity como uma aventura. Mas, eu sei que vai ser impossível.

— No que está pensando? — questiona Diggle.

— Tive Ra's tão perto e ainda assim o deixei escapar. — Diggle mantém o olhar centrado na estrada.

— Sua única chance de encontrar Slade. — murmura. — Eu sei. — completa. — Oliver você precisa esquecer-se daquela noite. Não foi sua culpa.

— Foi minha culpa! Eu insisti para que ela fosse naquela apresentação de teatro, eu poderia ter salvado a vida dela. Mas era tarde e ela estava muito ferida. Você não entende. Não há um dia em que eu não me lembre daquela noite e não me sinta culpado. E Slade estava lá, ele foi o ultimo a abusa-la. Que tipo de homem faz isso? Shado tinha apenas 17 anos e era cheia de sonhos.

— Mas não foi a sua culpa! Pare de se martirizar! — exclama, repreendendo a culpa que sinto. Diggle nunca conseguiu me entender. Se existe um culpado nessa história, sou eu. Porém, Dig sempre tenta arranca-la de mim.

— Quero encerrar esse assunto. — digo.

— Okay.

Depois disso ficamos em silêncio, todo o caminho até a base. Diggle sempre disse que preciso de alguém que tire de mim toda sede de vingança e toda a culpa que sinto. Mas, ninguém nunca ficaria com um homem como eu. Um homem que faz mal a tudo que toca. Eu mantenho todos que amo longe de mim, é melhor assim.

Descemos as escadas da base e Amanda está em frente aos computadores, pensativa. Deve estar perdida em todos os seus mistérios. O barulho da escada de metal faz com que ela perceba nossa presença.

— Ah resolveu aparecer. — diz, desdenhando minha presença. Para quem estava surtando, ela parece muito calma agora. — Pensei que ia ter que colocar agentes atrás de você. Pode me explicar o que aconteceu?

Olho para Diggle e ele para mim, depois encaro Amanda. Ela é ardilosa e muito esperta. Eu não a subestimo. É como um animal farejador. Cheira mentiras de longe. Sabe quando estamos mentindo. Odeio admitir, mas Amanda é uma ótima agente. Seja lá quem foi seu sensei, ensinou-a direito.

— Vamos, desembuche. — dispara.

— Ra's estava em Las Vegas, e é muito esperto. Eu estava atrás de Nico quando ele me capturou. Por isso que sumi por longas horas. — Bom, tudo que falei é verdade, encobrindo a verdade real.

— E está me dizendo que sozinho conseguiu escapar dele? — Retruca.

— Fazer o que? Também sou bom. — Rebato.

— E não conseguiu captura-lo? — Arqueia as sobrancelhas me desafiando.

— Não. Ele acabou fugindo.

— Okay. — Tenho certeza que ela não comprou essa história. — Ao menos descobriu o que ele queria em Las Vegas?

— Nada.

— Ainda bem que eu não fico fazendo corpo mole. — diz, dirigindo-se aos computadores. — Tenho uma ideia do que ele podia estar fazendo lá.

— E que ideia é essa? — questiono.

— Procurando essas pessoas. — Ela aperta a tecla “enter” e a imagem aparece no telão. Uma mulher loira com um enorme sorriso nos lábios segura um bebê.

— Quem são essas pessoas? — Indaga Dig.

— Mulher e filha de Darhk. A única coisa capaz de atingi-lo. Creio que Ra's quer usar a família de Darhk para atacar o rival. E por isso estava em Las Vegas, local onde as duas moravam. Porém, sumiram há muito tempo. Ra’s não teve sorte. Damien ainda é superior.

— Sabe o nome delas? — questiono.

— Acha mesmo que Darhk não tomou precauções? — Cruza os braços e me encara. — Eu tentei encontrar mais sobre elas, mas não encontrei nada. Apenas essa imagem. E nada, além disso. É como se não existissem.

— E o que vamos fazer agora? — pergunta John.

— Vou aceitar o encontro com Damien. E vou sozinha.

— Então resolveu se curvar? — provoco.

— Não. É só um encontro. Como se fossemos velhos amigos depois de muitos anos sem se ver.

— O que quer dizer com isso?— pergunto.

— Nada. Eu apenas quero saber o que Darhk quer comigo. — assinto. Algo me diz que existe muita coisa sob essa mudança repentina de Waller. Mas, não vou questionar por hora.

— Bom, vou para minha casa e não volto antes de 4 horas de sono. — Nem espero reprovação, viro-me e saio.

Vou até a garagem e monto na minha moto. Senti falta dela. Dirijo até meu apartamento. Tudo que preciso é de uma ducha quente e algumas horas de sono, sem interrupções. Entro no edifício que moro e sigo para o elevador.

— Ollie. — A voz doce e tranquila faz meu coração bater forte. Giro sobre meus calcanhares e abro um enorme e receptivo sorriso.

— Thea. — Aproximo-me dela e lhe dou um forte e saudoso abraço, cheio de saudades. Como senti sua falta.

Notas finais
— Cait! — Ray abre a porta. — Desculpe, não sabia que tinha... Dakota. — Ray. Como está? — Bem e você? Pensei que estava viajando. — Voltei quando recebi a ligação da Doutora Snow. — respondo. — Como está Sidney? — As ondas cerebrais dela estão estáveis. Ela está começando a desbloquear algumas lembranças. Mas esse processo é lento. Deve ter paciência. — Eu sei. Posso vê-la agora? — É claro. Ela já está no quarto. — responde Ray. — Mas, deve ser paciente. _____________________________ — E o que faz aqui, eu disse que logo viajaria para lá. Disse que não podem se arriscar dessa forma. — Tudo bem, Ollie, eu sei me cuidar. — Thea sempre teve esse jeito, aquele que não precisa de ninguém para protegê-la. Quando tinha 17 anos e meu pai contratou um segurança pessoal para ela, Thea sempre passou a perna no pobre coitado. Ele perdeu o emprego, assim como outros que vieram depois. — Mas, tenho sim um motivo para me deslocar de Starling para cá. — E o que é? Aconteceu alguma coisa com Connor? __________________ Bom é isso, o cap pode sair amanhã, vamos ver. Espero que tenham gostado e comentem. Bjooos e abraços quentinhos.