Notas iniciais
Oiii gente, olha nem demorei. Vamos glorificar. Vou seguir aquela mesma coisa de sempre, mas sem o titulo porque ainda não arranjei um, mas o trecho está nas notas finais. Bom, espero que gostem desse cap. P.S. Não achem que esqueci do reencontro do nosso casal, porque eu não esqueci, apenas estou desenrolando o novelo e então teremos um reencontro, que tenho certeza que vão gostar. P.S² Mudei a capa porque quero postar no wattpad, mas ainda estou pensando. Boa leitura.

FELICITY.

Durante toda a viagem da casa de campo até a clínica psiquiátrica eu só consegui pensar em minha mãe me reconhecendo como filha. Escuta-la me chamado de pequena Felicity novamente, assim como antes. Isso me deixará muito feliz.

Há cinco anos ela convive com um trauma psicológico muito grave e isso impede que ela fale ou entenda tudo ao seu redor. A sua memória foi bloqueada por ela mesma. Caitlin disse que ela lembra-se apenas daquela noite e por isso o trauma é tão grave. E ao invés dela esquecer, ela relembra.

Mas agora, se ela está lembrando-se de mim e do Andrew, tem uma grande possibilidade que o seu trauma acabe e ela volte a ser como antes. Mas isso ainda é uma probabilidade. Existe uma grande chance de ela conviver com isso durante toda sua vida.

Tudo que sonhei durante os últimos anos é vê-la sorrindo novamente. Minha mãe sempre foi alegre, mesmo nos piores momentos. Quando tinha 17 anos, ganhou o miss-sorriso de Las Vegas, ela adorava mostrar aquele troféu para todos. Sinto tanta falta de vê-la sorrindo. Eu só quero minha mãe de volta.

Estaciono o carro em frente à clínica e desembarco do mesmo rapidamente. Ando com passos largos até a entrada do local. Venho muito pouco aqui, mas todos já me conhecem. Sigo para a sala de Caitlin. Bato algumas vezes na porta e Cait logo abre. Ela me abraça e me puxa para dentro do seu escritório.

— Aí. — exclamo, quando ela aperta meu ombro.

— O que aconteceu? — indaga.

— Salvei um agente da cia e ganhei um tiro de Ra's Al Ghul de presente.

— Você salvou a vida de um agente? — semicerra os olhos. — Por que eu me surpreendo?

— Ele salvou a minha vida uma vez. Foi uma troca de favores. — argumento.

— Eu sei dos seus atos heroicos, não precisa me explicar. Sei que mata apenas monstros e não lhe julgo por isso. Essas pessoas mereceram. E eu não tenho nenhum defunto em meu currículo. — dispara.

— Sinto sua falta. — digo. — E da minha mãe também. Preciso vê-la.

— Ela está em uma ressonância com o Ray. Mas logo estará no quarto novamente. — Mais tempo. Não sei se consigo segurar minha ansiedade. — Mas, me conta o que anda acontecendo na sua vida? A última vez que esteve aqui não conseguimos conversar direito.

— Aconteceu uma coisa diferente... Novo... E eu gostei. — murmuro. — Consegue me entender?

— Ainda não. Mas se você me explicar que coisa é essa, tenho certeza que vou entender. — sorrio.

— Já se sentiu atraída por um homem, de uma forma inexplicável? — Fito os olhos de Cait. Ela parece pensar.

— Que tipo de atração é essa? — pondera. — Física?

— Sim. — respondo. — É forte. Não consigo ficar perto dele sem deseja-lo. Eu tentei, mas parecia que tudo me levava a ele.

— E é apenas físico?

— Não sei lhe responder isso. Eu não tive tempo de descobrir outra coisa além da atração. Somos de mundos diferentes. Tipo cachorro e gato.

— Está na hora de viver novas experiências. Você não se apaixona desde a faculdade. Talvez, deva investir nesse cara.

— Não. Ele é o agente. — revelo.

— Uou! — exclama. — É como Sr e Sra Smith.

— Não queremos matar um ao outro. — argumento.

— É você está certa. — pondera. — Então, Romeu e Julieta?

— Não estamos apaixonados. — retruco. — Então, somos apenas duas pessoas que querem saciar alguns desejos em comum. Eu sou assassina e ele agente.

— E você não pretende reencontra-lo? — Olho incrédula para Cait. Ela esboça um sorriso meigo.

— Não. Claro que não! — exclamo.

— Não é o que sua expressão corporal diz. — retruca. — Entendo disso, até você que é complicada.

— Não quero encontra-lo novamente. Nunca mais.

— Então diz isso olhando nos meus olhos. Você não sabe mentir para mim. — permaneço em silêncio.

— Ficou quieta. Quem cala consente. Quer reencontra-lo sim, tenho certeza.

— Cait! — Ray abre a porta. — Desculpe, não sabia que tinha... Dakota.

— Ray. Como está?

— Bem e você? Pensei que estava viajando.

— Voltei quando recebi a ligação da Doutora Snow. — respondo. — Como está Sidney?

— As ondas cerebrais dela estão estáveis. Ela está começando a desbloquear algumas lembranças. Mas esse processo é lento. Deve ter paciência.

— Eu sei. Posso vê-la agora?

— É claro. Ela já está no quarto. — responde Ray. — Mas, deve ser paciente.

— Tudo bem.

— Eu acompanho você, Dakota. — diz Cait.

— Tudo bem. — murmuro. — Tchau Ray. Até mais.

— Até mais, Dakota. — Saímos da sala e seguimos para o quarto de mamãe. Ela está sentada na escrivaninha folheando uma revista.

— Fique a vontade. Qualquer coisa me chame. — assinto e Cait sai do quarto.

Aproximo-me cautelosamente. Sinto receio que ela não se lembre de mim. Eu mudei desde a última vez em que ela me viu. Antes do que aconteceu. Não sei se essa nova Felicity irá agrada-la.

— Mãe. — murmuro. Ela vira-se para trás, fita meus olhos, porém é como se um estranho estivesse olhando para mim.

— Mãe? Sou mãe de uma garotinha de 5 anos. Impossível eu ser sua mãe. — estava preparada para isso, mas viver tudo... é mais difícil do que pensar. Muito difícil.

— A sua pequena Felicity? — ela sorri orgulhosa.

— Minha doce e adorável garotinha. — Seus pensamentos vão longe. — Você a conhece?

— Sim. — Mexo no bolso da minha jaqueta e retiro seu anel de noivado. — Isso é seu. — Seus olhos brilham quando enxergam o anel.

— Meu anel de noivado. Eu nunca o tiro. Como encontrou? Sabe onde estão meu marido e filha?

— Sim. — digo. — Posso lhe levar até eles.

— Eu adoraria. — diz alegre. — Muito, muito mesmo.

— Vou falar com os médicos e então volto para te buscar. — Deixo-a sozinha e saio do seu quarto. Cait não está por perto. Encosto minhas costas na parede e deslizo ate o chão. Eu sei que devo ter calma, que o processo é lento. Mas é tão difícil e dói tanto. Não faço questão de segurar minhas lágrimas, deixo-as que caíam espontaneamente.

— Felicity. — Cait ajoelha-se do meu lado e me abraça. — O que aconteceu?

— Ela se lembra de quando ainda tinha uma vida perfeita com Andrew e a doce Felicity de cinco anos.

— Não fica assim. Ray disse que é preciso calma, ela está passando por muitas coisas e todas juntas. Você deve ter paciência. Dar tempo ao tempo.

— Eu sei. Mas dói... e muito. Não é uma dor física, é muito pior.

— Eu sei. Mas agora está muito perto. — Cait segura meu rosto e seca minhas lágrimas. — É só ter paciência.

— Okay. — ela me abraça forte. — Quero leva-la para casa. Darhk acha que Ra's está tentando encontra-la para atingi-lo. Não posso deixa-la aqui. Lá é mais seguro.

— Tudo bem. Eu sou a médica dela. Vou resolver tudo isso. Só tenho que assinar sua alta e então ela pode ir com você.

— Tem mais uma coisa. — Caitlin arqueia as sobrancelhas. — Quero que vá junto. Que acompanhe o quadro dela de perto.

— Tudo bem. Vamos dar um jeito nisso.

— Obrigada Cait. — Dessa vez é eu que a abraça forte.

(...)

Depois de tudo que meu pai me falou, todo seu sacrifício por mim e minha mãe. Sua vida jogada fora, eu sinto que estava errada. Eu sempre o culpei por ter nos abandonado, mas agora eu consigo entender, porque o que ele fez, é o mesmo que estou fazendo, sacrificando minha vida e tudo que sonhei.

Posso perceber o quão dura fui com ele desde que ele partiu. Tudo que meu pai fez foi proteger a mim e mamãe. E eu o culpei por tudo, sem saber de nada. Eu só queria que as coisas fossem diferentes. Vivêssemos uma vida tranquila, tipo aquelas famílias do comercial da coca-cola.

— Pai. — falo, entrando no seu escritório. O fato de chama-lo de pai e não de Darhk ou qualquer outra coisa, faz com que ele olhe dentro dos meus olhos por um longo tempo. Ele assimila. Há muito tempo não o chamo assim.

— Sim. Aconteceu alguma coisa? — assinto. — O que?

— Ela se lembra de você. E está lhe chamado. — digo. Ele não reage de imediato, seu olhar parece triste e perdido. Coloca as mãos sobre o rosto e suspira.

— Não quero que ela sofra, e isso vai acontecer caso ela me ver. Não posso fazer isso.

— Ela precisa de você. — insisto. — Ela ainda ama você.

— Não posso Felicity. Eu sinto muito.

— Por favor. — Ele suspira novamente.

— Não. — Continua irredutível.

— Não pode fazer isso. — disparo. Darhk abaixa a cabeça e balança negativamente. — Eu me enganei quando pensei que ajudaria.

Dou as costas para ele e saio pisando duro do seu escritório. Saio da base e chego à sala. Pedi que Nyssa e Sara levassem minha mãe para um dos quartos. Agora não faço ideia de como falar a ela que Andrew não pode vê-la. O único que pode ajuda-la a lembrar-se de todo o resto.

OLIVER.

Minha profissão me impede de ter uma relação frequente com minha família. Eu posso coloca-los em risco, existem pessoas capazes de tudo para encontrar o ponto fraco de um agente e usar contra ele. E eu tenho o meu ponto fraco, a minha família.

Thea não viria a Washington se não fosse algo muito grave e isso me deixa tenso e com muito medo que algo ruim esteja acontecendo. Nós subimos até meu apartamento, só ali eu tinha segurança de falar abertamente com ela.

Minha família sabe muita coisa da minha vida, porém não tudo. Apenas o básico, como o segredo sobre eu trabalha como um agente da cia. Disse isso a eles depois que percebi que não tinha mais como esconder. Minha mãe não reagiu bem e com Thea foi à mesma coisa. Depois de muito tempo elas entenderam que aquela era minha vida. Thea aceitou, mas minha mãe não, e nunca vai.

— Entra. — falo, quando abro a porta. — Como você está?

— Bem. E como andam as coisas com você? — Senta-se em uma poltrona e larga a bolsa na mesa de centro. — Estava em uma missão?

— Sim. Mas falhei. — respondo. — Como está a mamãe?

— Bem.

— E o que faz aqui, eu disse que logo viajaria para lá. Disse que não podem se arriscar dessa forma.

— Tudo bem, Ollie, eu sei me cuidar. — Thea sempre teve esse jeito, aquele que não precisa de ninguém para protegê-la. Quando tinha 17 anos e meu pai contratou um segurança pessoal para ela, Thea sempre passou a perna no pobre coitado. Ele perdeu o emprego, assim como outros que vieram depois. — Mas, tenho sim um motivo para me deslocar de Starling para cá.

— E o que é? Aconteceu alguma coisa com Connor?

— Não exatamente.

— Como assim, Thea? O que aconteceu com meu filho?

Só de pensar em Connor machucado eu sinto um calafrio por todo meu corpo. Connor é fruto de uma aventura minha há oito anos. Antes do natal fui para a casa dos meus pais e conheci Sandra em uma boate, eu bebi muito e ela também. Cinco meses depois eu estava em uma missão na Noruega e recebi uma ligação de Thea, me parabenizando e dizendo que ia ser papai.

No início Sandra não quis minha ajuda, nem da minha mãe. Mas ela era sozinha e acabou passando por dificuldades, então aceitou a ajuda da minha família. Eu não sou o melhor pai do mundo, mas faço o possível para estar presente na vida dele. Eu o amo. Ele é o meu maior presente.

— Não foi com o Connor, foi com a Sandra. — Arqueio minhas sobrancelhas. — Ela sofreu um acidente de carro e foi muito grave. Não tinha nada a ser feito, ela sofreu duas paradas cardíacas e acabou falecendo.

— Meu Deus. — Passo a mão por meus cabelos. Connor é muito ligado à mãe, ele deve estar devastado. — Como Connor reagiu?

— Nada bem. Ele gritou, chorou, esperneou, gritou de novo e passou a noite toda inconsolável. Mamãe ficou com ele. Ela está preparando o funeral da Sandra. — responde. — Connor precisa de você, Ollie.

— Eu sei. E vou para lá. Preciso de um tempo para resolver algumas questões.

— Tudo bem. Eu vim com o jato da empresa.

— Okay.

(...)

Liguei para Dig e expliquei o que havia acontecido. Disse que não tinha como ir para a base e fazer qualquer outra coisa que não fosse viajar para Starling. Connor precisa de mim e é com ele que vou estar. Connor traz o melhor de mim. Logo na primeira vez que o vi, eu o amei. Não posso deixa-lo sozinho agora.

A mansão Queen está toda decorada para o funeral de Sandra. É algo simples, parece calmo e tranquilo. Sandra perdeu o pai há 3 anos e ele era o único parente que ela tinha por perto. Eu sempre a admirei por ser tão forte. Connor é um excelente menino, e é claro que Sandra que o educou tão bem. Sei pelo que Connor está passando, perdi meu pai faz 5 anos e ainda não superei. E meu filho é tão novo ainda.

— Oliver. — Minha mãe abre os braços e corre até mim. É um abraço forte, receptivo, carinhoso e amoroso. Típico abraço de mãe, e o gesto de afeto faz lembrar-me da minha infância, onde tudo era mais simples. — Que bom que veio.

— Connor precisa de mim, não podia simplesmente virar as costas para ele. — murmuro. — Como você está?

— Com certeza melhor agora. É sempre bom ver que está bem. Você sabe que odeio seu emprego.

— E que tem medo de me perder, porque eu me arrisco muito. — completo sua frase. Ela sempre diz a mesma coisa. — Eu já disse que sei me cuidar. — lhe dou um beijo na testa. — Cadê meu filho?

— Está no quarto dele. Disse que vai descer só depois. E disse que quando você chegasse era para lhe mandar subir.

— Okay. Eu vou vê-lo. — Minha mãe assente e se afasta para cumprimentar as poucas pessoas que chegam. Apenas amigos e colegas de trabalho da Sandra.

Subo a escada dois degraus de cada vez. Sigo pelo corredor onde fica o quarto que era meu e agora é do Connor quando ele fica com minha mãe. Abro a porta e ele está de costas, olhando pela janela. Seus cabelos estão arrepiados e ele usa um paletó preto e uma calça jeans. Paro ao lado dele e olho para o mesmo lugar, o balanço de dois lugares no centro do jardim.

— Sinto a falta dela. — Ele murmura.

Connor tem 8 anos, mas as vezes é mais adulto que o próprio pai dele. Às vezes sua maturidade me espanta. E agora ele parece tão forte.

— Eu sei.

— Como vou viver sem ela agora?

— Eu não sei. Mas, aprendemos a conviver sem pessoas importantes. — digo. — Lembra-se quando sua mãe te levou ao parque e vocês tomaram sorvete, brincaram a tarde toda, até seus pés doerem? E ela lhe deu aquela camisa do Oasis?

— Sim.

— Quando sentir a falta dela deve pegar a camisa e lembrar-se daquele dia e de todas as vezes que sua mãe sorriu.

— Mas, vai doer.

— Eu sei. Mas com o tempo, você vai aprender a conviver com essa dor. E difícil no começo, mas você se acostuma. — Connor vira-se para mim e levanta o rosto.

— Só queria que ela estivesse aqui.

— Eu também. — Agacho-me e o abraço forte. Tentando passar toda minha força para ele. Connor é tão pequeno e já está passando por algo tão difícil e insuperável.

— Você vai voltar para o seu trabalho?

— Sim. Eles precisam de mim. Mas, voltarei o mais breve possível para cá. — respondo. — Trouxe isso para você... — tiro um saquinho de veludo do bolso e entrego para ele. — Ia lhe dar quando viesse, mas tive que vir para cá antes do planejado.

— O que é? — Ele chacoalha o saquinho e em seguida tira o chaveiro de dentro. — Uma flecha? E o que significa esses desenhos atrás?

— Não são desenhos. São letras japonesas. E está escrito Connor Queen Hawke.

— Maneiro. Vou guardar na minha mochila.

— Tudo bem. — Connor se afasta. Eu fico o observando.

Tenho uma vida conturbada, sou um homem ruim e quero vingança. Mas acima de tudo, tenho um menino que precisa de mim, porém, tenho que continuar sendo Oliver o agente.

Por enquanto. Porque tudo que desejo é uma vida normal ao lado do meu filho e da minha família. Mas antes, tenho algo maior que me motiva procurar vingança.

Notas finais
1° trecho --> — Como se sente depois de quebrar o dedo de um novato, deixar o olho roxo de outro, deixar outro surdo, outro sangrando e o último inconsciente? — questiona Sara, sentando-se do banco ao meu lado. — Tequila, Alex, por favor. — Sinto-me bem melhor. — Brinco. — Sabe que distribuir porrada nos novatos sempre me acalma. — acrescento. — E como. — diz. — Está assim desde que voltamos de Vegas. Ainda pensa no agente? — Você fala como se ele estivesse em meu pensamento 24 horas por dia. — rebato. — E não está? — Não. _______________________________ — Cadê a orelha das vítimas. — pergunto, olhando para cada foto. — Ele arranca e guarda como troféu na casa dele. — responde. — Maluco. — Doidinho. — acrescento. — Sabe onde ele está? — Em Washington. Férias com a família. — Odeio esse tipo de missão. Lembra o que aconteceu com o último? — Caiu da janela do 16° andar, bem na frente da esposa. Ela ficou em estado de choque. — Por isso mesmo eu odeio. — comento. — Como se Washington fosse uma cidade turística para ser visitada com a família. O que ele pensa? Que vai fazer um tur pela casa branca? ________________ Então pessoal, é isso. Não esqueçam de comentar, favoritar e essas coisas, eu sou legal e sempre respondo os comentários. Beijoooos e até o próximo.