A Assassina e o Agente.

16 Procurando o inimigo.


Notas iniciais
Oi gente, mil desculpas queria ter postado ontem, mas não deu tempo. Agora definitivamente o reencontro está perto HAUSHAUSH. E depois desse reencontro eles começaram a se encontrar muitas vezes asuhas. Enfim, espero que gostem do cap e o trecho está lá em baixo.

Algo não estava certo naquela história, a mulher que me atendeu mudou completamente o tom de voz quando perguntei sobre Felicity Smoak, ela ficou nervosa demais e os bons anos na cia me ensinaram descobrir quando estão mentindo, e essa mulher com certeza havia mentido quando disse que nunca tiveram uma aluna com o nome Felicity Smoak.

Eu podia pedir que James fizesse uma varredura no histórico da faculdade, mas ele já fez isso e não adiantou nada. Tinha uma ideia do que fazer para descobrir mais sobre Felicity, sabia que poderia perder a viagem — literalmente-, mas tinha que arriscar.

Comprei uma passagem aérea via internet com o destino de Vegas. É Vegas novamente. Saí de lá com o intuito de nunca mais voltar e olha agora, estou em um avião, classe econômica e com um hipopótamo ao meu lado. Sem ofensas.

Diggle já me mandou mais de cinco SMS pedindo por onde eu ando que ainda não apareci na base. Ele é capaz de começar a me rastrear daqui a pouco. Mas, só vou ligar para ele quando estiver em solo.

Se já não me bastasse o Grand Canyon roncando ao meu lado como um urso -uma moto serra também explica o som do seu ronco- tem uma criança berrando no banco de trás. Não que fosse um bicho com 7 cabeças. Mas preciso realmente de silêncio. O que eu direi quando chegasse à universidade e procurasse por Felicity? Aliás, por que mesmo estou procurando aquela assassina? Porque não posso deixar Waller chegar nela.

+++

Quando o avião pousou na pista esperei o senhor grandalhão levantar e sair do avião e então a mulher com o bebê e só depois peguei minha pequena mala e sai. Peguei um taxi na frente do aeroporto e pedi que me levasse ao mesmo hotel que me hospedei na última vez que estive em Vegas.

Fiz minha reserva no hotel e paguei à diária, se tudo correr bem, volto para Washington em poucas horas.

— Sua chave senhor. — A recepcionista esboça um sorriso apaixonado e então me entrega a chave. — Aproveite Las Vegas, novamente.

— Creio que dessa vez não vá ser de divertido quanto da última vez. Mas obrigada. — digo, lhe dando um sorriso charmoso.

Pego o elevador e subo até o andar onde fica o meu quarto. Apenas deixo minha maleta sobre a cama e saio novamente. Opto pelas escadas, assim dou sinal de vida para John, que deve estar colocando os bofes para fora.

"Oliver, não me diga que foi algemado por uma japonesa em uma cama de motel novamente?" — pergunta.

— Não, por que acha isso? — questiono.

— Tenho mesmo que lhe lembrar da vez que encontrei você algemado em uma cama? — sorrio ao me lembrar daquele dia.

— Mas valeu a pena ter sido algemado pela japonesa. — digo. — Mas não é nada disso. Quando estiver aí eu lhe explico tudo. Como estão as coisas?

— Waller ainda não apareceu, e ela não costuma se atrasar. Tem missão para você e adivinha, está desaparecido, assim o como Amanda, vocês dois não andam...

— Não termine essa frase pelo bem da minha saúde mental. — exclamo. — Não consigo nem imaginar isso. — escuto Diggle rir. — Tentou ligar para ela?

— Já fiz isso e ela não atendeu. — responde.

— Deixa! Waller é bem grandinha e não faz o tipo mocinha indefesa. Uma hora ou outra ela aparece. — digo.

— Vou fazer isso. — diz. — E você, vai me dizer onde está?

— Quem sabe. — disfarço. — Preciso desligar agora. Logo lhe contarei tudo.

— Okay. Só cuide para não fazer uma grande merda.

— Vou tentar. — encerro a ligação e guardo meu celular no bolso. Pego o primeiro táxi que passa na frente do hotel e dou o endereço da escola onde Felicity estudou ao motorista.

Talvez alguém naquele lugar saiba algo sobre Felicity, é impossível sumir sem deixar rastros. Depois vou à faculdade, tenho certeza que a reitora (mulher que me atendeu ontem) sabe de alguma coisa e ela vai falar.

Quem sabe não dou a sorte grande de encontra-la mais uma vez?

— Senhor, essa é a escola. — informa o motorista.

— Okay. Você pode me esperar aqui? — pergunto.

— Sem problemas.

— Obrigado. — desembarco do carro e sigo para dentro da escola.

❄❄❄

— Senhor a diretora lhe aguarda na sala dela. —informa-me a coordenadora.

— Obrigado. — levanto-me e vou até a porta com a plaquinha diretora Alana Morris. Abro-a e uma mulher de idade me analisa dos pés a cabeça.

— O que deseja garoto? — pergunta em tom arrogante.

— Senhora Morris, quero ter uma conversa com a senhora, é sobre uma aluna que se formou, não sei se vai lembrar-se dela, chamava-se Felicity Smoak, tenho uma foto... — ela ergue a mão e eu me calo.

— Lembro-me dela, é impossível esquecer-se de uma aluna como Felicity. Mas, por que procura por ela? — indaga.

— Sou apenas um amigo. — digo. — Conheci Felicity há um tempo já, foi um tanto quanto... — pigarreio. — O que vem ao caso é que ela ficou com algo meu e, eu preciso encontra-la.

— Okay. Pode me acompanhar? — assinto, e ela levanta-se, sigo-a pela porta. — Felicity era uma geniazinha. Sabia mais que os próprios professores. Está vendo essa estante de troféus? — Paramos em frente um armário com portas de vidro e cheia de troféus. Biologia, química, matemática, tecnologia, forma sustentável. Entre muitos.

— Alguns desse ganhamos por causa dela. Felicity era uma gêniazinha. Mas como disse ao outro homem que procurou por ela, desde que ela se formou não temos informações alguma.

— Espera, você disse outro homem? — pergunto.

— Sim. Ele disse que era dono de uma grande empresa de tecnologia e ouviu falar dos talentos de Felicity. Disse que não a encontrou em lugar algum.

— Como era o nome dele?

— Não disse o nome. — responde.

— E como ele era?

— Na casa dos 50 anos. Estatura baixa, um cavanhaque, voz fina. Postura de general do exército.

— Ras Al Ghul. —murmuro.

— O que disse?

— Nada não. Eu preciso ir agora, mas muito obrigado. Foi de grande ajuda. — digo, dirigindo-me para a saída da escola.

Ele esteve procurando por ela também. Então o que Amanda disse é mesmo verdade. Ra's quer atingir Darhk e sabe muito bem a forma certa de fazer isso. Mas aquele assassino não pode chegar perto dela.

— Para onde vamos agora, senhor? — pergunta o motorista, assim que entro no taxi.

— Para universidade de nevada. — me ajeito no banco e o motorista segue.

❄❄❄

— Olá, eu quero falar com a Elisa. Ela está? — pergunto a secretária da reitora.

— Agora ela está em uma reunião. — diz.

— Tudo bem, eu aguardo. — digo, sentando-me em uma poltrona no canto da sala.

— Bom, você que sabe. — dispara, levantando-se com o tablet em mãos. — Eu logo volto. — assinto.

Passam-se alguns minutos e então a secretária volta e senta-se a sua mesa, afundada em papeis e mais papéis. Fico em silencio, apenas observando tudo ao redor, uma hora ou outra a mulher terá que aparecer.

— Nina, acompanhe-me até minha sala. — uma senhora com cabelos grisalhos, rosto coberto de maquiagem que não esconde suas rugas entra na sala.

— Senhora, esse homem deseja falar com você. — a mulher me encara.

— Quem é você? — pergunta, semicerrando os olhos.

— Ninguém importante. Apenas quero lhe fazer algumas perguntas sobre Felicity Smoak. — ela engole em seco e um misto de medo e confusão desenham seu rosto.

— Foi você que me ligou ontem? — assinto. — Então já tem minha resposta, nunca tivemos uma aluna com esse nome. Passar bem.

— Alguém mais procurou por ela?

— Não. Ninguém nunca procurou por ela. — responde.

— Então ela já foi aluna daqui? — insisto.

— Senhor, já tem minha resposta. Agora queira se retirar antes que eu chame os seguranças.

— Tudo bem. Eu vou me retirar. — podia insistir, mas aquela mulher jamais falaria alguma coisa, nem sobre tortura. E já tinha a minha resposta mais importante, ao menos ali Ra's não tinha procurado por ela.

***

FELICITY.

Riley Hale, dona de uma agência de modelos conceituada. Uma grande empresária, capa de revista da Forbes, amada e venerada por todo. Porém poucos sabem seu verdadeiro segredo.

Além de tudo isso citado, Riley é uma espécie de cafetina, alicia jovens menores e as obriga se prostituirem em troca de fama e também leva várias mulheres para todo canto do mundo. Darhk escolheu a dedo minhas vítimas porque sabe que tipo de pessoa aperta meu calo.

Termino de colocar o uniforme de camareira. Riley está hospedada em um hotel luxuoso em Washington, onde apenas os peixes grandes se instalam. Saio da sala usada pelos funcionários para a troca de uniformes. Vestir-me de camareira foi à forma que encontrei de entrar no local sem levantar suspeitas.

Espero todos dispersarem e olho ao redor, a aérea está livre. Sigo para o elevador usado pelos funcionários e subo ate o 29° andar. Entro no corredor com carpete vermelho e mesas que sustentam vasos com flores. Abaixo meu rosto quando passo por um jovem casal, eles nem perceberam minha presença, estavam ocupados demais trocando carícias.

Paro em frente o quarto que Riley está e peguei a misha escondida no bolso embaixo do avental. Abri a porta e entrei. Como Previ o quarto era digno de cenário de filmes da Disney. Dei passos cautelosos. O cômodo é enorme e dividido em três partes, a área que fica a cama, uma sala grande que mais parece um salão de festas e o banheiro.

— Ahh aleluia alguém apareceu nesse chiqueiro. Preciso que passe meu vestido, tenho um evento importantíssimo hoje e preciso desse vestido. E nenhum amassado, se não nunca mais trabalhará em lugar algum. — Riley irrompe a sala e desembesta a falar em tom arrogante. Fico parada, observando seus movimentos.

— Desculpe senhora, mas não vai aparecer nesse evento. — digo, apontando minha arma para ela.

— Mas o que é isso? Quem é você? — recua, até seu corpo bater na parede.

— Você vai morrer sem essas respostas.

— Não, eu não vou. — seu movimento é rápido e uma pequena lâmina voa em minha direção, sou rápida o bastante para desviar da faca, mas não para evitar seu golpe certeiro em meu estômago. — Pensou que seu trabalho ia ser fácil?

Ela lança o punho contra meu maxilar e sou arremessada sobre uma mesa de madeira, tudo vai para o chão, inclusive eu. Riley aproveita e defere chutes em minha barriga.

— Quem mandou você? — seguro sua perna, bloqueando seu chute e a fazendo cair. Recupero-me e rapidamente me levando, ela também já está em pé, se lança em minha direção, mas eu seguro seu pescoço e empurro seu corpo sobre a mesa de centro que se quebra em mil pedaços.

— Damien Darhk me mandou. — seguro em seus cabelos e a arrasto pelo assoalho.

— E quem pagou o serviço? — Vocifera. Fico em silêncio até sentir que ela segura minhas pernas e me faz cair no chão. Depois pega minha arma e aponta para mim. — Quem pagou o serviço? — Eu estou em desvantagem agora. Maldita.

— Só recebi seu nome. O que tenho que fazer e lhe matar. — ela começa a rir, tirando toda sua atenção de mim.

— Acha mesmo que vai conseguir fazer isso? Está em desvantagem. — Aproveito seu momento de distração e seguro o tapete.

— Sim. — puxo o tecido com força e Riley dá alguns passos desastrosos para trás, lanço-me em sua direção e entramos na sacada. Tento tirar a arma de sua mão, mas ela é forte.

— Sua desgraçada! — exclama. — Você vai morrer. — antes que ela tentasse qualquer coisa seu corpo foi arremessado do 19° andar, olhei para baixo e a vi estirada na calçada, os curiosos logo cercaram seu corpo desfalecido.

Limpei a gota de sangue que escorria da minha cabeça, olhei mais una vez e então sai do quarto com passos largos, não podia ser vista por ninguém.

••

Meus dois trabalhos estavam concluídos, mais dois nomes na minha lista. Às vezes eu simplesmente não sinto remorso. No começo eu me sentia uma pessoa horrível, suja e desumana. Mas, com o tempo eu aprendia que aquelas pessoas faziam crueldades movidas pela ganância.

Hospedei-me em um simples e pequeno hotel de rua em Washington. Não queria sair de Saint Louis, queria ficar perto da minha mãe, mas vê-la tão perto e ao mesmo tempo tão longe me fazia sofrer mais ainda.

Voltaria o mais cedo possível para lá, porém passarei essa noite em Washington. Ainda não tinha conseguido descobrir quem esteve me procurando na universidade que estudei, o celular era criptografado e para decodificar demorava horas. Mas logo teria um resultado já que o processo estava 97% concluído.

Meu celular começa tocar e eu me levanto rapidamente, pego minha bolsa e tateio pelo celular até senti-lo vibrar na ponta dos meus dedos. Pego-o e vejo que o numero é o mesmo que Elisa me ligou ontem. Rapidamente atendo.

— Alô. — digo de supetão.

— Felicity, é a Elisa. Você pediu para eu lhe ligar caso aquela pessoa voltasse a lhe procurar. Então, ele esteve aqui pela manhã. —informa.

— Como ele era? — indago.

— Bonito. — responde e solta um suspiro. — Tenho uma imagem que retirei da câmera do meu gabinete, vou lhe mandar.

— Okay. — digo. O computador apita no mesmo tempo que o celular vibra com a chegada do arquivo de Elisa. Aperto a imagem para baixar e logo um rosto muito conhecido aparece no visor. Seus orbes azuis ainda me encantam e seu sorriso sutil me faz desejar seus lábios em meu corpo.

— Aquele maníaco metido a agente está me investigando? — grito, sentindo minhas cordas vocais doerem. Mas, as coisas não ficaram assim. Nem que tenha que quebrar minha promessa de nunca matar um agente.

Notas finais
— Não foi dessa vez. — provoco-a, e ela bufa. Dá alguns passos em minha direção e para muito perto de mim. — Olha a minha sorte, tenho a filha de Damien Darhk. Felicity Smoak bem na minha frente. Posso atirar em você quando eu quiser. — sua expressão muda completamente, ela parece confusa e tensa. _____________ Só um trecho isso mesmo, estou sendo boazinha demais. Não esqueçam de comentar. Bjooos e até o próximo.