A Assassina e o Agente.

14 Primeira cartada.


Notas iniciais
Oi pessoal, não demorei tanto hahahaha. Bom, esse cap ficou maior do que os anteriores, mas nada tanto assim. Espero que gostem. Não tenho títulos para o proximo cap, mas nas notas finais tem trecho. Boa leitura.

FELICITY.

Eu gosto de fechar meus olhos e lembrar-se de um tempo bom, onde era uma menina boa e ingênua e não essa assassina letal e cruel. Minha vida já foi realmente boa. Mas, sabe aqueles tsunamis que destroem tudo a sua frente e leva o que as pessoas construíram com o tempo, todas as coisas e as lembranças boas? Eu passei por algo parecido.

Eu tinha uma vida normal e a adorava justamente por ser assim. As coisas aconteceram rápido demais. E tudo aquilo que sonhei desabou.

Eu gostava de ser a nerd da escola, a garota sem graça que só queria estudar para conseguir uma bolsa na faculdade dos sonhos. Felicity Smoak era a aluna nota 10 da sala, tinha um estilo meio gótico e adorava invadir o sistema de segurança da escola.

E agora o que eu faço é matar pessoas. Receber um contrato com o nome delas e procura-las até o fim do mundo, depois concluir o serviço. É minha vida é bem agitada.

— Darhk saiu do escritório. — Nyssa senta-se na poltrona a frente da minha cama. — Por que me pediu para te avisar?

— Preciso saber o que aconteceu no encontro dele com a Amanda Waller. — respondo.

— A agente da cia? — assinto. — Okay. Posso lhe dar cobertura. Mas quando digo isso me refiro a ficar na porta vigiando, e se ele vier, eu não te ajudei em nada. Okay?

— Claro. — Levanto-me e saio do meu quarto, desço as escadas e sigo para a base de Darhk.

Nyssa fica na porta e eu dirijo-me até o computador pessoal do meu pai. Ele armazena tudo no computador. Talvez tenha guardado o vídeo do “café da manhã” com Waller. Preciso de alguma coisa. O difícil será conseguir invadir seu laptop, meu pai é inteligente demais. Deve ter mais logaritmos em seu sistema de segurança do que imagino.

Ligo o computador e o sistema de senha é diferente. Várias bolas coloridas piscam na tela, devo indicar qual a bola certa. Impossível.

— Consegue imaginar qual a cor preferida do meu pai? — pergunto a Nyssa, ela pondera.

— Preto? — olho as bolas e uma única bola de cor preta quica para todos os lados. Coloco meu dedo sobre o circulo e ela se descasca, revelando outra cor, vermelha.

— Não. — murmuro. Pensa Felicity, você é filha desse gênio, pense como ele. Meu pai sempre comentou que o branco era sua cor preferida, porque significava paz. — Branco?!

Toco na bola branca e ela toma grandes proporções e engole as demais bolas. Uma tela azul com pontos pretos, ganha espaço. Ligue os pontos corretamente ou volte para o início. Poderia procurar suas impressões digitais, porém Darhk queimou a ponta de todos os dedos.

— Se fizesse um jogo de pontinhos, que desenho faria?

— Nenhum, não sou criativa. Colocaria as iniciais do meu nome. — Damien Darhk.

Ligo os pontos formando dois d's, e depois dessa se abrir mais uma xarada eu desisto. — Bingo! — exclamo.

— Conseguiu?

— Não, isso era apenas uma pegadinha dele. Tem um sistema de números e senhas agora. Vou tentar invadir isso, mesmo achando impossível. — sento-me na poltrona e começo fazer o impossível.

[...]

Alguns minutos se passaram, usei todos os meus conhecimentos, mas sempre caia em uma espécie de buraco negro que me levava para o inicio, estava a ponto de desistir quando encontrei uma brecha e então consegui abrir a área de trabalho. Solto um grito de vitória.

— E agora? — pergunta Nyssa.

— Calma. — Procuro por arquivos recém-armazenados e um vídeo foi salvo há pouco tempo. Abro-o e a imagem de Amanda aparece na tela. Escuto o vídeo do início ao fim. E depois fecho.

Meu pai está querendo fazer uma aliança com a cia? Ele chegou a fim do poço? Mas Amanda deixou bem claro que não é do feitio da c.i.a se aliar a uma organização de assassinos. Orgulhosa.

— Desliga isso, seu pai está vindo.

Aperto o botão e antes de ele encerrar vejo uma pasta que só agora me chamou atenção, está nomeada com o nome da minha mãe e ao lado está a data em que tudo aconteceu. Fico paralisada, até Nyssa me puxar para fora da sala e me empurrar para trás da prateleira de armas. Darhk não nos vê e passa direto por nós, entra em sua sala e fecha a porta.

— O que aconteceu? — pergunta Nyssa. — Felicity você está bem? — balança meu rosto.

— Estou bem.— afirmo. — Ótima.

— E o que acabou de acontecer com você ali dentro? Eu te chamei 500 vezes e você parecia uma estátua.

— Desculpa. — digo, marchando para fora da base. Nyssa me segue e quando abrimos a porta Cait está do outro lado, com uma expressão de nervosismo.

— Meu Deus, ainda bem que lhe achei.

— Aconteceu alguma coisa com minha mãe?

— Sim. Mas não é uma notícia boa. — murmura. — Ela está ficando fora de controle. Devemos fazer algo.

— Fora de controle?

— Sim. Ela está perguntando sobre Andrew e você. E está exigindo ver os dois.

Subo as escadas correndo e entro em seu quarto, ela está deitada na cama dormindo tranquilamente. Sento-me ao seu lado e afago seus cabelos. Ela tem uma feição tão frágil.

— Tive que aplicar um sedativo nela. Mas ela vai querer explicações depois, Felicity. — avisa Cait, encostada no batente da porta. — Ela estava ficando muito nervosa.

— Tudo bem. Eu entendo. — digo. — Preciso da ajuda de Darhk, mas ele continua irredutível quanto a vê-la, ainda tem medo de machuca-la. Não entende que já a machuca muito ficando longe dela.

— Acho que deve pedir mais uma vez. — diz, adentrando o quarto. — Donna precisa saber a verdade e ela tem que ser dita por você e seu pai. Talvez, saber tudo aquilo a faça desbloquear todas as memórias que está bloqueando.

— Ou a machuque mais ainda. — concluo. — Tudo que aconteceu é doloroso demais, Cait. Talvez ela não mereça saber toda a verdade.

Queria poupar minha mãe de sentir tudo aquilo mais uma vez. Contar a ela tudo o que houve no passado é como cutucar uma ferida que está começando a fazer casquinha. Eu queria esconder tudo aquilo da minha mãe, arrancar da cabeça dela para que ela jamais lembre-se. Mas eu ainda não tenho esse poder.

— Eu sei que você não quer que ela relembre aquilo. Ela passou anos tentando esquecer e quando conseguiu se livrar de tudo, para seu próprio bem terá que se lembrar novamente. Irá doer de novo, mas pode ajudar.

— Eu não quero que ela Lembre-se. — Levanto-me e saio do quarto. Prossigo para a sala de Darhk. Tenho mais um mistério me rondando e ele está dentro do computador do meu pai, mas por hora, até essa situação com minha mãe se resolver, vou deixar o assunto de lado. — Você já teve seu tempo. — digo, assim que coloco meu pé dentro da sua sala.

— Não entendo. — sibila, mantendo os olhos baixos. —De que tempo está falando? — Ergue o rosto e fita meus olhos.

— O tempo que você precisava para se manter afastado da minha mãe. Está na hora de ela saber que Felicity cresceu e que Andrew chama-se Damien Dahrk.

— Não! Devemos poupar sua mãe de tudo isso. — diz. — Vai mesmo contar tudo que aconteceu? Vai fazer sua mãe se sentir um lixo? Porque é assim que ela vai se sentir quando souber que...

— Cala a boca, por favor, cala a maldita da sua boca! — exclamo. Ele me olha surpreso. — Não quero contar toda a verdade. Sei o que fazer, mas quero que esteja comigo.

— E o que pretende fazer? — indaga. Ponderando minha proposta.

— Vou dizer a ela que um acidente de carro a colocou em coma e que quando ela acordou, havia perdido metade das suas memórias.

— Acha mesmo que é uma boa ideia?

— Estou contando com isso. — respondo. — Você vai me ajudar?

— Tudo bem, eu lhe ajudo. — assinto. — Eu já estou indo.

— Okay. — giro sobre meus calcanhares e saio da sua sala. Sigo para meu quarto. Vou até o compartimento secreto e pego um álbum de fotografias minhas e da minha mãe. Talvez vir essas fotos deixem-na feliz.

(...)

— Você vai mentir para ela, Felicity? — questiona Cait incrédula com tudo que acabei de falar a ela. — Acha mesmo que essa mentira ajudará em alguma coisa?

— Não vou contar toda a verdade. Não agora. Por favor, Cait, não insista. — imploro.

— Eu sou sua amiga não posso permitir que faça isso, e, além do mais sou a médica da Donna, rogo o melhor para a saúde dela. Ela precisa saber a verdade. É justo.

— Eu não consigo. Será como ver toda aquela dor nos olhos dela novamente. Não quero fazê-la sofrer.

— Eu faço isso. — interfere meu pai. — Caitlin está certa. Donna precisa saber a verdade, só assim ela terá uma vida de novo.

— Quer mesmo fazer isso? — indago. Sua mudança foi tão repentina. E talvez ele esteja certo e saber tudo seja a forma de minha mãe ter uma vida de novo, mesmo vivendo com cicatrizes que jamais vão se curar.

— Ela acordará em poucos minutos. Seria bom você já estar lá. Você também Felicity. — diz Cait. — Ela precisará dos dois.

— Tudo bem. — digo, adentrando o quarto novamente.

Darhk me segue e senta-se em uma poltrona ao lado da cama, o abajur ilumina os traços do seu rosto. Minha mãe terá uma grande surpresa quando abrir os olhos.

Não sei se terei coragem de ver sua reação depois de saber toda a verdade. Nem eu sei como vou me sentir. Eu riscaria tudo da minha memória. Se eu pudesse voltar o tempo não deixaria aquilo acontecer e hoje minha mãe estaria bem, teríamos uma vida diferente.

— Andrew? — acordo dos meus devaneios quando escuto a voz da minha mãe. Ela rapidamente levanta-se e o abraça. Fico escondida no lado escuro do quarto, assim ela não me vê. — Meu Deus... Como senti a sua falta. — o abraçou ainda mais forte.

— Eu também. — meu pai retribui o abraço com a mesma intensidade. — Senti muito a sua falta. — dá um beijo na testa dela.

— Você pode me explicar por que tudo está tão confuso? Onde está a nossa filha?

— Calma. — meu pai ergue a mão e pousa no ombro da minha mãe. — Está tudo bem. — sua voz é suave e carinhosa. — Aconteceram muitas coisas e você deve saber.

— Como assim?! — exclama. — Não deixe as coisas ainda mais confusas.

— Okay. — murmura. — Eu vou esclarecer tudo para você. Mas terá que prometer manter a calma.

— Tudo bem. — coopera.

— Donna nossa filha não tem mais cinco anos, ela cresceu muito. Tornou-se uma mulher admirável. — ele olha sutilmente para mim e Donna nem percebe.

— Como assim ela cresceu? E onde está essa mulher?

— Mãe. — dou um passo à frente, irrompendo da escuridão. Ela me fita dos pés a cabeça.

— Como? — semicerra os olhos. — Isso está cada vez mais confuso.

— É por isso que estamos aqui, para tornar tudo mais claro. — digo. — Há cinco anos você passou por um grande trauma, que lhe fez bloquear suas memórias e reviver um único momento da sua vida. Mas você lutou contra esse trauma e agora está conseguindo desbloquear suas memórias antigas, ela está vindo aos poucos, mas logo vai ser restaurada por completa. E antes que você lembre-se do que aconteceu e entre em colapso, nós vamos lhe contar tudo.

— Eu não entendo. O que aconteceu de tão grave para eu me esquecer de tudo? — meu pai olha para mim e eu maneio a cabeça, sinalizando que não vou conseguir.

— Donna, foi algo muito cruel e doloroso. Aquilo não devia de forma alguma ter acontecido. E jamais foi sua culpa. Nunca foi. — começa meu pai. — A verdade é que a culpa é toda minha. Se eu estivesse com vocês nada teria acontecido.

— Meu Deus, você só está piorando as coisas, Andrew.

— Okay. — assente, nervoso. — Você trabalhava a noite em uma boate como bartender. Os homens lhe desejavam, alguns forçavam a barra e lhe tratavam como garota de programa. Mas você nunca deu bola para eles. Saía todos os dias da boate e ia direto para casa. Mas, em uma noite três homens lhe seguiram até sua casa. Felicity estava na faculdade, e quando chegou em casa lhe encontrou toda machucada. Aqueles homens... Eles... Eles... — a voz do meu pai fica embargada, ele cobre o rosto e suspira. Seus ombros tremem. — Foi minha culpa, eu fui fraco e tinha que ter acabado com Ra's antes e então ter voltado para vocês. Donna, me perdoe.

— Você está falando que eu. — os olhos da minha mãe enchem-se de lágrimas. — Não! Não! — ela grita, como se alguém estivesse lhe torturando.

— Mãe. — sento-me ao lado dela e lhe abraço, muito forte, apertando meus braços em torno do seu corpo para que ela não se debruce tanto. — Por favor, não entra em colapso novamente. Eu preciso de você. — ela fica em silencio, sua cabeça está apoiada no meu ombro e eu posso escutar sua respiração acelerada. — Eu prometo que vou acha-los e acabar com todos eles.

Homens devem pagar por seus atos e se a justiça é falha, eu não sou.

(...)

OLIVER.

Então o nome que ela me deu é mesmo o nome verdadeiro dela? Ela não mentiu para mim. Não, na verdade, ela mentiu para mim e não foi pouco. Ao menos ela está longe das garras de Amanda.

— Conheça a minha carta na manga. O ponto mais fraco de Darhk. — Vangloria-se Waller. — Encontrando-a, eu encontro o pai.

— Não! — exclamo. — Não precisamos mais de Darhk, você sabe que ele também está procurando Ra's, o nosso verdadeiro alvo.

— Qual o seu problema Oliver? — pergunta. — O que aconteceu com o agente egocêntrico e implacável? Está sendo um tolo. — diz. — Darhk é mais poderoso que Ra's e também está na lista da cia. Há muito tempo já.

— Mas não pode usar a família dele contra ele.

— Não pode ditar o que eu posso ou não fazer. Eu sou a líder aqui.

— E segue as instruções do general. E a que temos agora é prender Ra's Al Ghul!

— Você não me diz o que fazer! — se descontrola.

— Chega! — Diggle se põe entre nós. — Temos algo bem maior para fazer agora, do que medir o tamanho do ego de vocês dois! — exclama. — Amanda faça seu trabalho direito, e não fique por horas trancada em uma sala procurando o ponto fraco do seu inimigo. A cidade está sendo atacada por homens da falida liga dos assassinos, e vocês estão aí discutindo quem manda mais.

— Homens de Ra's Al Ghul em Washington? — indaga Waller.

— Sim. E existem civis inocentes lá fora. — responde John.

— Eu já avisei a policia e eles estão tentando capturar esses homens. — avisa Trent. — Mas sabemos que a policia não é o bastante para dar fim ao banho de sangue. São homens altamente treinados. E designei alguns agentes também. — continua. — Está um caos lá fora, Waller.

— Eu e Diggle vamos sair e fazer alguma coisa.

— Isso mesmo. — concorda Dig.

— Okay. Vou colocar mais agentes na rua. — comenta Amanda, seguindo para fora da sala secreta.

— James! Preciso de uma copia de tudo isso ou eu lhe mato e desovo seu corpo em uma mata fechada. — ele estremece.

— Tudo bem. — murmura.

(...)

— Alguns homens de Ra's estão reunidos na nacional mall. Fizeram o maior alvoroço por lá. — diz Diggle, embarcando em seu carro. — E outros estão espalhados por diversos pontos da cidade. Amanda irá dividir os agentes.

— E a localização de Ra's? — pergunto. Se eu tiver mais uma oportunidade de pega-lo, não vou deixar escapar por entre meus dedos novamente.

— Nada. — responde. — Você vai vir comigo?

— Não, vou com a minha moto, chego lá mais rápido. — Diggle assente. Sigo para onde deixei minha moto, embarco nela e dirijo em alta velocidade pelas ruas e atalhos que conheço.

Quando chego à nacional mall, e o caos tomou conta do local, alguns carros foram queimados até restar apenas às carcaças, prédios estão pegando fogo e os bombeiros tentam contornar a situação. É um cenário horrível. Pessoas apavoradas correm de um lado para o outro, outras estão feridas e os assassinos deixaram vitimas.

Os soldados de Ra's foram embora, deixando mortes, pavor e destruição. E tudo isso parece ser apenas o inicio de um grande jogo de Ra's Al Ghul, essa foi só a sua primeira cartada. O maldito está só começando.

— Oliver. — giro sobre meus calcanhares e encontro John, sua feição é desnorteada.

— Chegamos tarde demais o estrago já foi feito. — murmuro.

— Acabei de falar com Waller, ela ordenou nossa presença na base. — diz.

Não sei se estou pronto para encontrar Amanda, ela ficou a tarde toda tentando descobrir o ponto fraco de Darhk que esqueceu-se do mais importante. Ela sabia que Ra’s Al Ghul estava armando minuciosamente seu contra ataque, mas mesmo assim optou por Darhk.

— Okay, eu vou. Mas não me responsabilizo. — digo, embarcando em minha moto e dando ré. — Nós encontramos lá.

Chego à base e todos estão derrotados, inclusive Waller que nunca deixa seus sentimentos transparecer. Ela sempre subestimou seus inimigos, mas é a primeira vez que um joga com ela, e o pior, vence de goleada.

— Vai dizer alguma coisa Oliver? — pergunta. Eu fico em silêncio e sento-me em uma poltrona ao redor da mesa. — Se vai, diga de uma vez.

— Não. Não tenho nada para dizer. — rebato, com o tom de voz baixo.

— As coisas saíram totalmente da rota hoje. O general vai virar no bicho, Waller. — exclama Trent, adentrando a base, está furioso.

— Você não precisa dizer o que já sei, Trenton. — rebate Waller.

— Você sabe que metade disso foi sua culpa. Darhk é o tipo de homem que está fora das nossas prioridades e é justo ele que você escolhe perseguir? Enquanto temos um assassino sedento para recuperar o lugar que foi tirado dele solto por ai? Sabe quantas pessoas foram assassinadas? — encara Amanda. — Muitas, Amanda, e espero que você carregue esse peso sobre seus ombros para toda sua vida.

— Por que você não cala essa sua maldita boca, Trenton?! — grita Waller. — Eu sei de todos os estragos que foram feitos. Você não precisa ficar me lembrando.

— Pessoal. — a voz baixa de James se sobrepõe. — Estão tentando invadir nosso sistema.

— Então não deixe! — exclama Waller.

— Impossível. O vírus que estão usando me deixa off-line e não consigo fazer nada off-line.

— Droga! — Waller bate o punho na mesa. — Inferno!

— Mas essa agora. — murmura Trenton. As luzes vermelhas começam a piscar e os computadores pifam, ficando apenas com um chiado na tela.

— Olá, Amanda. — escutamos a voz saindo dos altos falantes. — Como você está? Bom, eu vou direto ao ponto. A essa altura já deve ter reconhecido a minha voz, não é? — olho para Amanda, enquanto um leve silencio paira na base.

— Ra's Al Ghul. — dispara ela.

— Exato. O homem que você tanto procura. E eu estou tão perto, Amanda. — diz.

— O que você quer? — Indaga Waller.

— Bom, acabei de manchar sua cidade com o sangue dos seus próprios habitantes. Mas Acalme-se, isso deve continuar ou parar. Vai depender de você.

— Por que de mim? — esbraveja Waller.

— É mais simples do que pensa. Hoje eu mandei meus homens matarem 25 moradores de Washington. Você tem algo meu, Amanda. Minha filha Tália. É ela que eu quero. O sangue do meu sangue, a única que pode me substituir.

— Por que a outra se aliou com seu maior inimigo? E o seu maior inimigo preferiu acabar com sua vida ao invés de aceitar ser seu herdeiro? — segue-se um longo silêncio. — Sinto muito, mas sua filha continuará onde está.

— então sua cidade vai sofrer. — a luz cai e tudo fica escuro, depois de poucos segundos tudo volta ao normal.

— Qual seu plano agora Waller? — pergunto.

— Só conheço uma pessoa que pode parar Ra's Al Ghul.

Notas finais
— Alô. — a voz é suave. — Olá. Universidade de nevada? — Sim. O que deseja? — Informações sobre una antiga aluna. — digo. — Posso saber o nome? — Felicity Smoak? __________________ — Alô. — digo. — Felicity é a Elisa. — diz, com o tom de voz baixo e tenso. — Elisa!? Aquela Elisa?! — questiono. — A reitora da faculdade? — Sim. Ouça-me... — começa. — Você me deu esse número, disse que se alguém procurasse por você era para eu entrar em contato. Deus, e realmente você sumiu completamente do mapa. Mas, hoje, estiveram lhe procurando. — Quem Elisa? — pergunto. _____________________ Há, esses são os trechos. Quero agradecer seus comentários, eles sempre serão muito importantes, continuem. Bjooos e até o próximo.