Notas iniciais
Olá genteeeee. Bom, desculpa a demora, mas cá estou, e ainda não tem reencontro AHSUHASUHAS. Eu sei, já estou passando do limite, mas lembrem-se, gosto de elaborar bem uma história e é isso que estou fazendo. Mas, não se preocupem o encontro está cada vez mais perto, mesmo, nunca esteve tão perto. Tem trecho lá em baixo. Bom, espero que gostem do cap. Boa leitura.

OLIVER.

Amanda só podia estar ficando louca. Completamente louca em aceitar a proposta de Damien Darhk. Eu não sei o que a faz pensar que o general vá aceitar essa maluquice. A cia se associar com uma organização de assassinos, ela só pode estar com merda na cabeça.

— O que te faz pensar que o general vai aceitar essa ideia estúpida? — Diggle tira as palavras da minha boca.

— O fato de que por anos Darhk enganou a cia? Tornando-se um fantasma? Não temos chances contra Ra's al Ghul. E agora ele quer a Tália, não vai medir esforços. Vai fazer de tudo para conseguir o que quer, nem que para isso Washington vire um cenário de guerra.

— Justo. — digo. — Mas, você não acha que se ele conseguisse mesmo encontrar Ra's Al Ghul já não teria acabado com a vida do rival? — questiono.

— Justo. — diz ela. — Darhk falou-me que Ra's quer o lugar que lhe foi tirado. Ele quer a liga novamente, e as filhas. Quer retomar o império dele e reconquistar o respeito de todos. Para isso o desejo dele é acabar com a cia e depois matar Damien. Não acredito que Darhk não tenha um plano elaborado.

— Você parece conhecê-lo tanto. Como a palma da sua mão. — digo, e Waller parece engolir um sapo. Isso é curioso. Posso afirmar que Amanda o conhece. — De onde conhece Damien?

— Não seja louco Oliver, está completamente fora de si. — diz. — Agora, se me dão licença. Vou ter uma conversinha com o general. — se afasta a passos largos.

— Isso foi interessante. — murmuro.

— De mais. —concorda Dig.

— Agente? — viro-me e encontro James parado atrás de mim. — Tenho o que me pediu. — lembro-me das imagens de Felicity que Amanda conseguiu

— Acompanhe-me, por favor. — ele assente e me segue rumo à sala secreta. Entramos e eu fecho a porta. — O que tem nesse relatório?

— Não muita coisa. O nome dela é Felicity Smoak, encontrei apenas o seu anuário do ultimo ano do colegial. Todas as informações sobre ela foram apagadas da escola. Existem essas poucas fotos, e também encontrei o nome da faculdade que ela passou no vestibular.

— Amanda sabe disso? — pergunto.

— Não, você entrou na sala como um maluco e, eu acabei não dando essa informação a ela. — assinto.

— E nem vai dar, estamos entendidos? — lhe lanço um olhar assassino e ele se encolhe.

— Tudo bem, senhor. — diz. Eu sorrio

— Muito bem James, fez um ótimo trabalho. — aperto seu ombro. Pego a pasta com informações de Felicity e me retiro.

— Hey. — chama John. — Lyla fez carne assada, quer jantar conosco? — convida.

Lyla é uma ótima cozinheira. Gosto de estar com a família do Diggle, é uma forma de eu me sentir perto da minha família. Nunca consegui entender como ele consegue conciliar sua vida de agente, com a de esposo e pai. Na nossa profissão, formar uma família é raro. E eu admiro muito John por isso.

— Tudo bem. — digo. — Carne assada é ótima. — acrescento e Diggle sorri.

(...)

Estaciono a moto ao lado do carro do Diggle, ele chegou ates de mim, porque passei em casa e troquei de roupa antes de vir para a casa dele. Seguro o capacete numa mão e com a outra aperto a campainha. Uma mulher morena e sorridente abre a porta. Ela é linda.

— Olá. — digo.

— Ah... Olá. Você deve ser o Oliver. — diz.

— Ele mesmo. — disparo.

— Entra, por favor. — abre passagem e eu entro na casa acolhedora da família Diggle. Coloco o capacete no cantinho da sala. — Meu nome é Susanna. — diz, me estendendo a mão. — Sou colega de trabalho da Lyla.

— Sargento? Comandante? — arqueio minhas sobrancelhas tentando inutilmente acertar seu posto no exercito.

— Comandante. — diz.

— Hey. — a Lyla entra de supetão na sala e me abraça. — Como você está?

— Estou bem e você?

— Também. — responde sorrindo. — Vejo que já conheceu a Susanna.

— Ah sim. Sua colega de trabalho.

— Ótima profissional. — diz Lyla.

Por que não imaginei que Diggle estava me persuadindo quando falou carne assada? Não é a primeira fez que ele e Lyla fazem isso. Tentam encontrar "alguém" para mim. Uma pessoa legal e bacana como Susanna. Eu admiro o esforço deles, mas não é num encontro desses que vou encontrar minha alma gêmea. Nem existe minha alma gêmea para começo de conversa.

— Muito bonito em, senhor John Diggle. Como não desconfiei? — murmuro e ele sorri triunfante.

— Susanna é uma ótima mulher, por que não tenta conhecê-la?

— Dig já lhe falei sobre isso. Susanna não merece alguém como eu. Não existe ninguém para mim. — rebato.

— E se um dia aparecer? Afinal, toda panela tem sua tampa. — indaga.

— Não vai. — digo.

— E se aparecer? — repete. Eu fico em silêncio. — Responda Oliver.

— Vou agarrar com todas as minhas forças e nunca vou deixa-la ir. — digo, com sinceridade. John contenta-se.

— Vem, está passando um jogo da liga de basquete na tevê. Vamos assistir. — ele liga a tevê e senta-se em uma poltrona, eu me sento no sofá.

O jogo está agitado, mas minha cabeça está em modo repetitivo, tudo que falei segundos atrás tilinta em minha cabeça. Tudo que falei é verdade. Se existe mesmo alguém e se caso encontra-la, não vou deixa-la escapar.

Susanna era mesmo uma mulher interessante. Linda, jovial e muito atraente. Mas não podia me envolver com ela, não seria nenhum pouco duradouro. Então, era melhor eu acabar com essa ponte de uma vez. Foi melhor assim. Despedi-me de todos e agradeci o jantar.

Quando cheguei a meu apartamento, tudo estava escuro como sempre. Apertei o interruptor e as luzes se acenderam. Arrastei-me pelo assoalho gelado e me joguei no sofá. O relatório sobre o passado de Felicity estava sobre a mesa de centro, peguei a pasta e abri.

Eram apenas três fotos tiradas do seu anuário escolar. Mas em todas Felicity tinha um enorme e contagiante sorriso nos lábios. Tão distante da Felicity que conheci. A misteriosa e atraente Felicity Darhk.

Ainda não consigo acreditar que ela é filha dele. Então esse é o motivo pelo qual pertence a esse mundo, está seguindo os passos do pai. Pego as informações sobre a tal faculdade, busco pelo numero e encontro. Ainda é cedo, deve ter alguém por lá. Pego meu celular e disco o numero.

— Alô. — a voz é suave.

— Olá. Universidade de nevada?

— Sim. O que deseja?

— Informações sobre una antiga aluna. — digo.

— Posso saber o nome?

— Felicity Smoak?

•••

FELICITY...

Vê-la dormindo tão tranquila é o único motivo que me mantem em pé, eu podia desabar agora mesmo, na verdade eu virei uma ruína por dentro, está tudo destruído. Mas, manter minha máscara é necessário, devo permanecer forte pela minha mãe.

Ela entrou em colapso novamente depois que contamos tudo a ela. Eu sabia que ela reviveria tudo aquilo novamente. Cait disse que pode ser uma crise passageira ou o colapso pode durar dias, semanas, meses e até anos. Anos e mais anos. Ela lutará tudo novamente.

Deus, um ato de misericórdia, por favor. Não por mim, mas por ela. Pela minha mãe. Isso não é justo com ela. Minha mãe sempre foi boa demais e passou por tudo isso. Não é justo.

— Você está bem? — Cait coloca a mão sobre meu ombro e dá um leve apertão. — Ela vai ficar bem. — diz.

— Você viu como ela ficou, como reagiu. Não sei se vai mesmo ficar bem. — murmuro.

— Não posso lhe garantir nada. Eu já te expliquei o estado da saúde mental dela. — diz. — Mas, a sua saúde mental merece um descanso também. Você precisa descansar Felicity. Livrar uma parcela da culpa que você sente. Não pode mudar o passado e a culpa não é sua. Tira todo esse peso dos seus ombros. — olho para Cait e esboço um sorriso sem vida.

— Obrigada. Mas não vou descansar enquanto não encontra-lo. Eu posso ter esquecido vários rostos que já passaram na minha vida, menos o dele. Eu lembro-me muito bem, e eu vou encontra-lo.

— Eu seu que vai. — murmura. — Mas, prometa uma coisa para sua amiga. — Arqueio minhas sobrancelhas e fito seus olhos. — Prometa que depois que conseguir sua vingança você irá sair dessa vida. Tirar férias de tudo isso, e voltar a ser aquela Felicity. Promete para mim?

— Okay. Eu prometo. Voltarei a ser aquela Felicity, e tirarei férias. Longas férias. — ela sorri contente. Satisfeita com minha promessa.

— Ótimo. Agora vá descansar que eu cuido da sua mãe, assim que ela acordar eu lhe chamo. — cochicha.

— Tudo bem. — digo. — Obrigada Cait. — dou um abraço carinhoso nela e depois sigo para o meu quarto.

Vou até o meu closet e escolho roupas confortáveis. Cait está certa, preciso de descanso e algumas horas de sono não me farão mal. Depois de tomar um banho quente deito-me em minha cama. Mas assim que coloco minha cabeça no travesseiro lembro-me de tudo pelo que passei no dia de hoje.

Lágrimas encharcam meus olhos deixando minha visão turva, permito-me chorar, não preciso me dar ao luxo de sempre ser forte, tenho meus momentos de fraqueza e esse é um deles. Escuto batidas na porta e sento-me rapidamente na cama, limpo meu rosto, escondendo os rastros do meu choro. Levanto-me e abro a porta.

— O que faz aqui? — pergunto. — Quero ficar sozinha.

— Eu sei. — diz meu pai. — Como está se sentindo?

— Não muito bem. Não deu para perceber? — ironizo.

— Sim. Percebi assim que abriu a porta. Mas precisava ter certeza. — argumenta. — Não gosto de lhe ver assim.

— Tenho meus momentos de fraqueza. — digo. — Mas, como você está se sentindo?

— Quebrado por dentro. E não tem mais concerto. — responde, com os lábios curvados em um sorriso amargo. — Vim até aqui porque tenho que lhe comunicar uma coisa.

— O que aconteceu? — questiono curiosa.

— Vou fazer uma pequena viagem. Ficarei fora, dois dias no máximo. Pedi a Nyssa que fique a frente dos negócios, porque sei que você não aceitaria de forma alguma.

— Que bom que já sabe. — disparo.

— Tenho dois serviços para você. Não sei se é a hora certa. Entenderei se caso renunciar.

— Não. — digo. — É melhor assim. Posso esquecer tudo que aconteceu.

— Okay. Aqui estão os nomes, informações e o contrato de morte dos dois. — me entrega um envelope intitulado com meu nome. — Preciso ir agora. — assinto e ele se retira.

Fecho a porta e volto para a minha cama. Abro o envelope e retiro os dois contratos de morte, e as fichas de informações. O nome que aparece na primeira ficha e de uma mulher. Chama-se Riley Hale, 29 anos e chefe de uma rede de prostituição de menores. Não acredito que ainda existe isso. O outro nome é de um homem, divorciado e sem filhos, traficante de droga, chama-se Edward Singer, 35 anos.

Talvez esses dois trabalhos me ajudem a espairecer.

Coloco tudo dentro do envelope novamente e guardo dentro da gaveta da cômoda. Meu celular começa tocar e eu o pego, olho no visor, número desconhecido. O que será agora? Atendo:

— Alô. — digo.

— Felicity é a Elisa. — diz, com o tom de voz baixo e tenso.

— Elisa!? Aquela Elisa?! — questiono. — A reitora da faculdade?

— Sim. Ouça-me... — começa. — Você me deu esse número, disse que se alguém procurasse por você era para eu entrar em contato. Deus, e realmente você sumiu completamente do mapa. Mas, hoje, estiveram lhe procurando.

— Quem Elisa? — pergunto.

— Ele não se identificou. Disse que era um colega de turma e que queria muito falar com você. — responde.

— E o que disse a ele?

— Nada. Disse que nunca tivemos uma aluna chamada Felicity Smoak. E então ele desligou.

— Okay. Fique calma. — digo, amenizando a tensão instalada em sua voz. — Qual a companhia de telefone que vocês usam?

— City.com. Mais alguma coisa?

— Não isso já basta. Preciso desligar agora. Obrigada Elisa. E por favor, se ele voltar a ligar me avise.

— Okay. — diz, e eu desligo o telefone. Preciso descobrir quem é que esteve me procurando e como descobriu meu nome e a universidade que estudei.

Narrador.

Amanda Waller chegou ao seu apartamento depois de um exaustivo dia de trabalho. O maldito Ra's havia escolhido ela para atingir e agora queria algo que lhe foi tirado.

Tália Al Ghul, sua filha mais velha. Uma mulher com um coração frio e pensamento irracional. Mas, se o Diabo estava pensando que iria ganhar, estava muito enganado.

Depois de uma tentativa falha de coagir o general a fazer uma aliança com Darhk, Amanda optou por dar um tempo para seu chefe pensar. Tudo conspirava a seu favor, a ligação do presidente para o general ordenando que ele limpasse toda a bagunça que haviam feito na cidade. O general acabaria cedendo.

Jogou a bolsa e o casaco no sofá e chutou os sapatos no canto da sala. Dirigiu-se com passos largos até a cozinha e abriu a geladeira, pegou uma garrafa de água mineral e bebeu. Estava exausta e a banheira seria seu melhor divã por essa noite.

Seu quarto estava escuro e ela logo acendeu as luzes, dando um pulo ao encontrar um homem com vestimentas pretas, olhos profundamente azuis e uma carranca séria no rosto.

— Jesus! — gritou Waller, levando a mão ao peito. Não podia acreditar no que seus olhos viam. O urso enfim tinha saído da toca, depois de meses hibernando, nesse caso anos.

— Surpresa em me ver, Amanda? — perguntou o homem, com seus olhos cravados no rosto incrivelmente surpreso e assustado de Waller.

— O que faz aqui, Darhk? — olhou sobre seu ombro. Entre as diversas armas escondidas na casa a que estava mais perto, era aquela escondida atrás do espelho, o mesmo que refletia as costas de Damien. — O que lhe fez sair da toca?

— Recebi noticias sobre a situação de Washington. Um mar de sangue feito por nosso amigo em comum. — respondeu. — E você não conseguiu detê-lo. Está ficando fraca.

— Não tanto quanto você que se esconde há anos. — retrucou.

— Continua a mesma. — ele dá alguns passos até Amanda. — Mas, existe algo em você que sempre te denúncia. — gira e anda até o espelho, contornando as bordas maciças de prata e retirando o metal duro e pesado de trás dele. — Tem que aprender não olhar para o local que esconde uma arma. Ela pode ser a única coisa capaz de lhe salvar. — entrega-lhe a arma.

— O que quer Darhk ou devo dizer Andrew?

Um sorriso torto e malicioso desenha seus lábios — O que eu quero?

Notas finais
Vamos aos trechos. — Alguns desses ganhamos por causa dela. Felicity era uma gêniazinha. Mas como disse ao outro homem que procurou por ela, desde que ela se formou não temos informações alguma. — Espera, você disse outro homem? — pergunto. — Sim. Ele disse que era dono de uma grande empresa de tecnologia e ouviu falar dos talentos de Felicity. Disse que não a encontrou em lugar algum. — Como era o nome dele? — Não disse o nome. — responde. ___________ — Okay. — digo. O computador apita no mesmo tempo que o celular vibra com a chegada do arquivo de Elisa. Aperto a imagem para baixar e logo um rosto muito conhecido aparece no visor. Seus orbes azuis ainda me encantam e seu sorriso sutil me faz desejar seus lábios em meu corpo. — Aquele maníaco metido a agente está me investigando? — grito, sentindo minhas cordas vocais doerem. Mas, as coisas não ficaram assim. Nem que tenha que quebrar minha promessa de nunca matar um agente. ____________ Por hoje é isso pessoal. Mas vou postar MC também e amanhã já terá cap novo, porque é meu aniversário e quem ganha o presente são vocês. (Uau, sempre quis dizer isso ahsuahs). Não esqueçam de comentar, beijoooooos.