Notas iniciais
Oi gente, como estão? Espero que bem. Bom, O título do próximo cap > Um café a dois (ainda não tenho certeza). Liberei os trechos lá nas notas finais. Como disse ainda não teremos Olicity agora, mas esperem que está próximo do reencontro. Bom, espero que gostem do cap. Boa leitura.

FELICITY.

Precisava espairecer. Pensar direito e esquecer-me um pouco de Darhk e sua bipolaridade. Ainda não tive coragem de falar com minha mãe. Caitlin está cuidando dela e agora ela está dormindo. E o maldito Damien Darhk está organizando o tal encontro com Amanda Waller.

Respiro fundo, mantendo meus cotovelos dobrados e minhas pernas flexionadas. Olho diretamente para meu oponente. O nome dele é Josh e ele é um novato. Parece ter uns 21 anos, por aí. Tem cabelos pretos e olhos castanhos. Um belo porte físico. Porém é muito lento.

— Até uma tartaruga é mais rápida que você. — dispara Nyssa, provocando o rapaz que se mantem atento a mim.

Ele se lança em minha direção e eu desvio o fazendo parar nas cordas que cercam o tatame. Escolha errada. Ele se joga novamente e eu desvio outra vez.

— É só isso que sabe fazer, mulherzinha? — vocifera Nyssa, provocando Josh mais uma vez. — Se fosse eu, já teria acabado com você.

Josh mais uma vez corre em minha direção, mas eu não desvio, dessa vez dou um giro de 180° graus, ergo minha perna, e lanço meu pé contra a lateral do seu rosto. Ele cai no chão e o sangue jorra do seu nariz. Sara sobe no tatame. Dando a vitória para mim, pela quinta vez.

— Alguém aqui é capaz de desafia-la? — grita Sara, erguendo meu braço. Sem intervenções. — Ninguém? — Sara olha para a multidão fervorosa em volta do ringue de luta. — Vocês são tão merdinhas assim?

— Deixa. — digo. — Preciso de uma bebida.

— Tudo bem. — Ela desiste de tentar trazer mais um oponente.

Desço do tatame e entro no meio da multidão polvorosa pela minha vitória. Alguns seguram meu ombro e chacoalham, ele ainda está doendo muito, mas tento não demonstrar. Fico grata por nenhum dos meus oponentes da noite ter usado o ferimento contra mim.

Estamos em um bar construído no sítio, um pouco mais afastado da casa. Meu pai mandou construir o pequeno galpão para servir como um clube para seus alunos. Tem sinuca, um bar, o tatame onde fazemos apostas, e também um touro mecanizado. Reunimo-nos todas as sextas, sábados e domingo. Eu ainda prefiro meu quarto, ou um serviço qualquer, mas essa noite precisava daquilo tudo.

— Deseja uma bebida especial hoje, Felicity? — indaga Alex, assim que me sento em um banco. Ele é o barman, quando não está decapitando alguém.

— Pode ser um daqueles drinks fluorescente bem gelado?

— Claro. — Começa a fazer minha bebida.

— Como se sente depois de quebrar o dedo de um novato, deixar o olho roxo de outro, deixar outro surdo, outro sangrando e o último inconsciente? — questiona Sara, sentando-se do banco ao meu lado. — Tequila, Alex, por favor.

— Sinto-me bem melhor. — Brinco. — Sabe que distribuir porrada nos novatos sempre me acalma. — acrescento.

— E como. — diz. — Está assim desde que voltamos de Vegas. Ainda pensa no agente?

— Você fala como se ele estivesse em meu pensamento 24 horas por dia. — rebato.

— E não está?

— Não.

— Moças. — Alex coloca nossas bebidas sobre o balcão.

— Tenho outra coisa na qual pensar. O que tive com aquele agente não significou nada. Minha mãe é prioridade agora. — explico.

— Eu sei. — diz, em seguida bebe um gole da sua tequila e olha ao redor. — Não vou mais tocar no assunto sobre o agente. Por hora.

— Obrigada. — agradeço.

— Como seu pai reagiu com a chegada da sua mãe? — Muda completamente de assunto.

— Disse que não quer magoa-la e agora só está pensando no encontro com Amanda amanhã.

— Dê um tempo a ele. Deve ser doloroso para Darhk também. — murmura.

— Eu não vou ficar insistindo. Mas a presença do meu pai faria um grande bem para ela. — digo. — Talvez ele precise mesmo desse tempo. Acho que ele se culpa bastante pelo que aconteceu.

— E é por isso que ele tem medo. Medo de a sua mãe rejeita-lo, medo de ela se machucar ainda mais por culpa dele. — comenta. — Pensa nisso Okay? — assinto. — Eu preciso ir agora. Seu pai me deu um trabalhinho. É uma mulher, ela matou mais de 45 pessoas, tem inocentes no meio.

— Okay. Vou voltar para o meu quarto. — Sara se retira. Eu termino de tomar meu drink e sigo para a casa.

Subo as escadas e arrasto meus pés pelo carpete, antes de entrar em meu quarto, paro em frente ao quarto que minha mãe está. Abro uma pequena fresta, o suficiente para enxerga-la dormindo. Entro em seu quarto com cuidado para não fazer barulho. Quando era pequena, às vezes eu sentia medo, — geralmente nas noites chuvosas — e ela sempre me deixava dormir com ela. Sinto tanta falta do seu carinho.

Inclino meu rosto e dou um beijo sutil em sua bochecha. Murmuro um boa noite quase imperceptível. E dou meia volta, saindo do seu quarto. Puxo a porta e giro meu corpo para o lado. Dou um pulo quando vejo meu pai. Ele não está como Darhk e sim como o Andrew, o homem charmoso que roubou o coração de Donna.

— O que está fazendo aqui? — indago.

— preciso vê-la. E é melhor agora que ela dorme. — responde.

— Eu entendo. — digo. — Você pode entrar.

— Obrigado. — saio da porta, dando espaço para ele entrar. Ele se ajoelha ao lado da cama e segura a mão dela, dando um beijo carinhoso no dorso.

É difícil ver demonstração de carinho da parte de Damien. Ele é um homem forte. Severo. Brutal. Líder de uma organização de assassinos. Todos o temem. Mas a verdade é que existe um ponto fraco. Fecho a porta e deixo os dois a sós. Minha mãe não vai acordar tão cedo por causa do remédio que Caitlin deu a ela.

Dirijo-me para meu quarto. Tiro minhas roupas e visto meu roupão. Entro no banheiro e deixo a banheira enchendo. Pego meu computador e sento-me na beirada da cama. Talvez as imagens que consegui do aeroporto me deem uma pista sobre o paradeiro de Ra’s. Deixo as fotos escanceando enquanto tomo um banho.

Antes de iniciar meu banho desço as escadas, entro na cozinha e escolho um vinho da adega. Pego uma taça e volto para meu quarto. Vinho e um longo banho é o que preciso.

Seria tudo perfeito se meus pensamentos não voltassem para Las Vegas. Droga! Não posso ficar com Oliver na cabeça. Tenho que esquecê-lo. É loucura ficar lembrando-me de tudo que vivemos por curtas horas.

Tomo o resto do vinho da minha taça e encho novamente. Finalizo meu banho, porque preciso dormir e apenas uma boa noite de sono me fará esquecer Las Vegas e Oliver. Isso, se ele não invadir meus sonhos.

Vejo as imagens salvas no computador. Mas não tenho ânimo algum para investigar. Apenas olho por cima e não encontro nada. Ra's não seria tão bobo de deixar pontas soltas. Ele não é burro. Tenho que ser superior a ele se quero encontra-lo. E estou procurando no lugar errado.

Se ele está tentando atingir meu pai, ele está por perto. Ra's é astuto, sabe enganar direito. Encobrir seus passos. E iludir quem está atrás dele. Assim como fez comigo e Oliver em Las Vegas.

Preciso procurar no lugar certo.

OLIVER

Se despedir é sempre difícil. Ainda mais quando Connor está devastado. Passei a noite na mansão, e parti no outro dia cedinho. Esse é um dos muitos lados ruins do meu trabalho, ficar longe daqueles que amo. Eu tinha que voltar o mais breve possível para Washington, porque a cia alega sempre precisar de mim. E isso foi o que eu escolhi, não posso ficar reclamando.

Connor vai ficar na mansão agora, sobre tutela da minha mãe. Os dois se adoram e mamãe o trata como um filho. “Meu filho neto” é assim que ela o chama. E Thea adora mimar o sobrinho, isso faz da relação dos três, maravilhosa. Eu agradeço por ter a mãe que tenho.

Moira é uma mulher forte e batalhadora, uma guerreira, aceita qualquer desafio e não demonstra fraquezas. Faz de tudo para manter aqueles que ama protegidos. Tenho total certeza que Connor se tornará um grande homem no futuro.

Sei que não sou presente na vida do meu filho. Mas o amo incondicionalmente. Sou capaz de tudo para mantê-lo protegido. E jurei acabar com a raça de qualquer um que tentar fazer mal a ele.

Disse a minha mãe que logo voltaria para Starling. Quero passar ao menos o natal com eles. E nem a cia vai me impedir de vê-los.

Cheguei a Washington e segui direto para a base, tinha acabado de receber uma mensagem de Diggle avisando que tínhamos uma missão nova, para variar.

— Mafioso Russo, Higor Petrov, 43 anos de idade, contrabandista de armas e líder de gangue. Essas são algumas das vítimas dele. — Diggle joga os arquivos sobre o mafioso na mesa.

— Cadê a orelha das vítimas. — pergunto, olhando para cada foto.

— Ele arranca e guarda como troféu na casa dele. — responde. — Maluco.

— Doidinho. — acrescento. — Sabe onde ele está?

— Em Washington. Férias com a família.

— Odeio esse tipo de missão. Lembra o que aconteceu com o último?

— Caiu da janela do 16° andar, bem na frente da esposa. Ela ficou em estado de choque.

— Por isso mesmo eu odeio. — comento. — Como se Washington fosse uma cidade turística para ser visitada com a família. O que ele pensa? Que vai fazer um tur pela casa branca?

— Não questione Oliver. Apenas faça! — exclama Waller atrás de mim. — E você está errado, existem vários museus aqui.

— Não enche, Waller. — murmuro. — Onde ele está? Especificamente?

— Sabe o museu de história natural? — indaga John.

— Ah claro. Mafioso também é cultura. — ironizo. — Ele acha que ninguém vai atrás dele?

— Está usando nome falso. — explica Dig. — E está rodado de capangas.

— Odeio esse tipo de bandido que nos subestima. — comento. — Vamos de uma vez. — digo, virando-me e marchando para fora da base. John me segue. Subimos as escadas e saímos da base.

Eu realmente admiro esses criminosos que acham que com um nome falso eles passam a ser um camaleão e podem sair livremente, sem temer mal algum. Eles subestimam o poder da cia e de qualquer outra agência de inteligência. E admiro mais ainda eles pensarem que capangas os manterão a salvo.

Uso o corrimão da escada para me dar apoio e dou um pulo enganchando minhas pernas no pescoço de um dos capangas, giro meu corpo e escuto seu pescoço contorcer. Literalmente a garotinha do exorcismo.

— Então apenas vamos prendê-lo? — pergunto a Dig pelo comunicador.

— Sim. Algum problema com isso? — escuto o estrondo do outro lado, Dig está lutando. Espero alguns segundos. — E então?

— Problema algum. É bem melhor assim. — respondo, desviando do soco do meu segundo oponente. — Sério que só sabe fazer isso? — pergunto, torcendo seu braço e prendendo em suas costas.

— Está falando comigo? — pergunta Diggle. Impulsiono o corpo do meu oponente para frente e isso faz com que sua cabeça bata com força na parede.

— Não. — solto o corpo do homem inconsciente que desce rolando as escadas. — Acho que a escada "b" está livre.

Desço os degraus correndo, chegando ao primeiro piso do museu. Olho ao redor e o mafioso está escutando a explicação do curador do museu, ele explica sobre os ossos do tiranossauro sustentados por cordas.

— Ótimo. Vou prendê-lo com a família por perto.

— Pense nas vítimas inocentes dele. — comenta Dig.

— Vou pensar nisso quando olhar para as crianças presenciando a prisão do pai. — sigo para onde o mafioso está e chego muito perto dele, empurro-o e ele cai no espaço onde os ossos do dinossauro estão. Seu capanga imediatamente aponta a arma para mim. — Não vai querer fazer isso.

— Ah ele vai sim. — diz o Higor. Reviro meus olhos e escuto o tiro dado por Dig direto na mão do capanga.

— Eu avisei. — Dou outro soco na cara de Higor e o deixo inconsciente.

(...)

NARRADOR.

Amanda aproveitou que estava sozinha na base e fez algumas pesquisas sobre o passado de Darhk, mesmo que todos julgassem aquilo impossível, pois Damien havia encoberto todos seus rastros, apagado seu passado inteiro antes de H.I.V.E. Mas Amanda encontraria uma brecha, uma pequena pista sobre Andrew, ao menos ela achava isso.

Os dois se conheciam bastante, treinaram na mesma turma na liga dos assassinos. Mas, de forma alguma isso impediria Amanda de usar a família Darhk contra ele. Ela não tem escrúpulos. Seria capaz de tudo.

Chegar perto de Darhk era a única forma que encontrará de achar pistas sobre Ra's Al Ghul. Darhk tinha-o como maior inimigo, então ela tem certeza que ele sabe onde Ra's se esconde.

Capturar Ra's vivo ou morto abrirá muitas portas para Amanda. E seu único objetivo é ser líder de toda aquela poderosa organização do governo. Poder é seu único desejo. Ela não treinou com uma liga de assassinos à toa, e nem prendeu a maldita Tália para ser apenas uma líder de equipe. Aquilo não era o colegial.

Não nasceu para ser ordenada e sim quem ordena. E faria de tudo para prender Ra's Al Ghul, vivo ou morto. Passaria por cima de todos se fosse preciso.

Notas finais
— Eu o derrotei. Eu o fracassei, a única coisa que ele quer de mim é vingança. Acabar com a h.i.v.e é um dos objetivos dele. — Tem sentido. — murmurou. — E se eu lhe propor uma aliança? — Waller o fitou, levantando uma das sobrancelhas. — Nos unimos para acabar com Ra's Al Ghul. — O tempo não fez muito bem a você, Damien. Está ficando maluco. A cia jamais teria o nome ligado a uma organização de assassinos. Jamais. — afirmou. — Não fazemos aliança com criminosos. Agora, se me der licença, preciso voltar para o trabalho. _________________________ — Então Sara foi capturada por Ra's e você se aliou há um agente da cia, que salvou sua vida, ajudou você resgatar Sara e tu levou um tiro por causa dele? E como a cereja do bolo Ra's fugiu. — Isso mesmo. — disparo. — Okay. — respira fundo. — Você sabe o quanto se arriscou? — Sei me proteger. E o agente era minha única saída. — me defendo. — Eu entendo. Qual o nome desse agente? — Ele não me falou. — minto, mas agora ele acredita, eu acho. — Por que está interessado no nome dele? — Apenas queria saber. — responde. _______________________ Não esqueçam de comentar okay!? Estou sendo boazinha demais. P.S. - Para que lê Olicity encantado eu exclui a fic (Temporariamente.) Bjoos e até o proximo.