A Assassina e o Agente.

9 Pela última vez.


Notas iniciais
Oi gente, então era para eu ter postado antes, mas ocorreu alguns probleminhas. Mas, nem demorei tanto não é? Bom, espero mesmo que gostem do cap. Bom, eu tenho um titulo provisório para o 10° cap, mas eu não tenho certeza se será mesmo ele, enfim chama-se "Segredos revelados" Até agora ele é o meu preferido, devido aos segredos que começaram a ser revelados. Tem um trechinho nas notas finais. Sem mais delongas, boa leitura.

Nunca me senti tão atraída por um homem, assim como me senti por Oliver. Apenas o seu toque faz meu corpo reagir, e quando ele tocou meu ombro para cuidar do meu ferimento, eu tive que ser forte. Um toque sutil e quente, mas com grandes proporções.

E o pior de tudo, se já não bastasse à forma que nossos corpos reagem um ao outro, ainda tem a forma que ele me tratou e cuidou do meu ferimento, Oliver foi tão atencioso. E eu fui fria com ele, ácida e mal humorada. Porém, foi à única forma que encontrei de me manter afastada fisicamente dele.

Mas, meu corpo anseia por sentir seus toques. Meus lábios pedem pelos deles. E toda vez que o sentia perto, uma corrente elétrica transportava-se por minhas veias, despertando meus desejos e arrepiando meu corpo. Por essas e outras, manda-lo embora foi a melhor escolha, e além do mais, vivemos em mundos diferentes.

— Hey! Parece que seu amiguinho esqueceu a gravata! — exclama Sara, jogando-se ao meu lado no sofá e rodando a gravata no ar. — Posso levar para ele, se quiser.

— Eu faço isso. — digo, tomando a gravata da sua. Levanto-me e ando a passos largos, saio no corredor e vejo Oliver em frente ao elevador.

— Espera. — grito, os olhos de Oliver encontram os meus e um sorriso de triunfo se desenha em seus lábios. Sedutor de merda.

Como me manter longe dele, se seu corpo é como um imã e o meu como o metal. Sou atraída por ele. Por seus olhos encantadores e indecifráveis. E por seu corpo forte e viril. Aproximo-me lentamente dele, com passos vacilantes. Meu coração parece um trem desgovernado. Droga! É errado sentir atração carnal por um agente secreto. É como encostar a arma em minha cabeça e puxar o gatilho.

Posso sentir meu coração em minha garganta, minha respiração acelera sem eu fazer algum esforço físico. Sinto um arrepio por todo meu corpo, um formigamento em minhas coxas, nas partes internas. Solto um suspiro lento. Paro em frente a Oliver.

— Você esqueceu isso. — seguro na ponta da gravata e balanço bem a frente do seu rosto. — Sara encontrou.

— Ah claro. É a minha preferida. Tenho 4 iguaizinhas ela na gaveta do closet do meu apartamento, mas essa... Essa tem algo a mais que as outras, e eu a quero muito. — diz, olhando nos meus olhos, em seguida toma a gravata da minha mão. — Obrigado. Realmente não consigo viver sem ela.

— Por nada. — digo. — Sara pediu que eu trouxesse para você. — Oliver franze o cenho. Dá um passo a frente, ficando em uma distância muito perigosa de mim.

— Ela pediu? — questiona. Como se soubesse que o que falei fosse uma grande mentira. E é mesmo. — Ou você...

— Não complica as coisas. Só quero esclarecer que aquilo que quase aconteceu não devia nem ter quase acontecido. Foi um erro. Um erro grande. — explico, um sorriso curto escapa dos seus lábios.

— Você não parece arrependida. — rebate.

— Eu não estou arrependida. Eu queria e você queria. Mas não rolou e nem vai rolar. Eu apenas queria esclarecer que foi errado.

— Okay, eu entendi.

— Ótimo. — Viro-me pronta para nunca mais vê-lo na minha vida. Porém, sinto sua mão enlaçar meu braço e ele me puxa com força, me fazendo girar e chocar-se com seu corpo.

— Não, não está ótimo para mim. — Solto um suspiro longo quando suas mãos apertam minha bunda e ele me encosta na parede. Coloca o corpo sobre o meu. Seguro seu pescoço o trazendo para mais perto, contraindo nossos lábios, travando uma batalha com sua língua.

Seu beijo é quente, com volúpia, feroz e ávido. Suas mãos continuam na minha bunda, qual ele aperta com vontade, mantendo meu quadril junto ao seu corpo. Posso sentir sua ereção pulsar sob sua calça de encontro ao meu ventre. Seus lábios descem pela curva do meu pescoço e sobem, refazendo o mesmo caminho até minha boca. Minha pele fica formigando por onde ele toca.

Sua língua explora sedutoramente cada espaço da minha boca, suas mãos sobem pela minha lombar e cobrem toda extensão das minhas costas. Tento escutar minha razão que grita para afasta-lo, mas meu desejo é enorme.

— Felicity?! — Empurro Oliver ao escutar a voz conhecida. Ajeito minha roupa e olho para Nyssa, parada em frente ao elevador com os braços cruzados e o olhar analítico.

— Nyssa, o que está fazendo aqui? — pergunto, tentando não me sentir constrangida, o que é impossível.

— Darhk me mandou. Vocês haviam sumido do mapa. Ele está surtando.

— Mais uma assassina mulher? — Intromete-se Oliver.

— E quem é você? — questiona Nyssa, com o olhar ameaçador pairando sobre Oliver. — Pera aí. — Seu olhar se clareia. — É o agente da cia! — afirma.

— Nyssa. Vai ver a Sara, ela está no quarto. Deixa que isso eu resolvo. — apaziguo, antes que os dois iniciem uma luta.

— Ah claro, tranzando com ele no corredor. — rebate furiosa.

— O que? É claro que não. — Tento esclarecer, mas a forma que ela nos viu há poucos minutos, não ajuda muito. — Sara, ela te explica tudo que aconteceu. Agora deixa que eu resolvo esse problema.

— Tudo bem. Mas quero esse agente fora daqui.

— Ele já estava de saída. — digo. Ela assente, olha mais uma vez para Oliver. Se pudesse mata-lo com apenas um olhar, ela teria feito. Espero ela entrar no quarto e me viro para Oliver.

— Você precisa ir. Nyssa não está de brincadeira.

— Okay. — diz. — Então, adeus.

— Adeus. — retribuo. — Até nunca mais. — acrescento. Oliver entra no elevador e fita meus olhos, pela ultima vez.

— Até nunca mais. — Faz continência. Fito seu rosto pela ultima vez.

E para uma ultima vez, o beijo valeu a pena.

Preparo-me psicologicamente para o bombardeio de perguntas que virá quando eu colocar o pé naquele quarto. Respiro fundo e então entro. As duas olham para mim, Sara está sorrindo, mas Nyssa parece que comeu pimenta.

— Não sabia que se envolvia com agentes. — ironiza Nyssa.

— Eu não me envolvo com agentes. Não sei explicar o que aconteceu entre Oliver e eu, foi apenas algo carnal. Ele me ajudou, salvou minha vida.

— A nossa. — interferiu Sara.

— E agora conhece nossos rostos. — retruca Nyssa.

— Isso não é problema. Ele não vai contar nada sobre a gente. O maior alvo dele é Ra's Al Ghul. Notei isso quando ele correu atrás do seu pai. E, além do mais, nunca mais vamos encontra-lo.

— Que seja. — Nyssa dá de ombros. — Temos que sair daqui. Jonas e Will estão esperando na portaria. Seu pai está furioso. — suspiro.

— Vou ligar para ele e dizer que estamos bem e voltando para casa.

OLIVER.

Eu estou de quatro por uma assassina, grande ironia da minha vida. E eu nem tranzei com ela pra começo. Foi sexy e nem teve sexo. Claro que não estou apaixonado, isso nunca aconteceu comigo e nem vai acontecer. Se apaixonar é um tiro direto na cabeça. E com a vida que levo, me apaixonar está fora de cogitação.

O que houve entre Felicity e eu foi apenas um momento, uma atração física. Eu não sou de ferro, e ela é gata pra caralho, porém, vivemos em mundos diferentes. Somos o oposto do outro. Eu não devo me preocupar, vou seguir minha vida e ela a dela.

No momento o que mais me preocupa é, explicar tudo o que aconteceu para Amanda. Ela deve estar furiosa, movendo céus e terra para me encontrar e saber noticias sobre Ra's Al Ghul.

Eu nunca estive tão perto daquele desgraçado. Tão perto de ter respostas sobre acontecimentos passados. Tive a chance de encontrar aquele maldito Slade Wilson e perdi Ra's, e o tinha tão perto. Não acredito que mais uma vez ele fugiu. O único que pode me esclarecer sobre onde Slade está é ele, e eu o deixei escapar.

Eu não posso viver com esse passado que me tortura cada vez que penso em Shado, seu rosto delicado ganhando formas de um rosto cheio de medo, e terror. Foi minha culpa e aquele dia sempre volta em minha cabeça para me atormentar.
Eu tentei esquecer. Mas a sede que tenho de vingança, não me deixa esquecer-me daquele dia fatídico, em que o sonho inocente de Shado virou o pesadelo dela e a levou a ruína.

Eu preciso encontrar aquele homem e acabar com ele. É o único jeito que tenho de esquecer o que aconteceu. Eu devo isso a Shado e a meu mestre, ele me ensinou tudo que sei. É assim que farei com que Shado descanse em paz.

Estaciono o carro em frente ao hotel em que estou hospedado com Diggle. Ele deve estar preocupado pra caramba. John é um homem bom, um grande amigo. Criei laços verdadeiros com ele. Depois de Connor, Thea e minha mãe... Ele, Lyla e Sara são minha família.

O elevador está em manutenção, então subo as escadas correndo, meu quarto e o de Dig ficam no segundo andar. Empurro a porta e sigo pelo corredor. Bato na porta do quarto de Dig. Quando ele abre e vê que estou bem, sua feição se suaviza.

— Céus. Por onde esteve Oliver? Pensei que estava morto. — diz. — Que Ras havia acabado com sua raça.

— Calma. Não aconteceu nada disso, mas quase. Vou lhe explicar. — Entro em seu quarto e vou direto ao frigobar, pego duas garrafas de cerveja. Entrego uma para Diggle e me sento numa poltrona que tem por perto.

— Fala de uma vez. — dispara, já sem paciência.

— Vou lhe contar, mas não conte nada a Waller, ela vai ficar maluca. — Diggle assente.

Confio em Diggle, ele é o único que sabe sobre toda minha vida. Sabe sobre a culpa que carrego. Sabe quando falhei. Sabe sobre Connor e Sandra. Thea e minha mãe. Confio minha vida a Diggle.

— Está me dizendo que se aliou com uma assassina de Darhk? — pergunta incrédulo, depois de eu contar toda a história.

— Ela salvou minha vida. E duas vezes. Eu poderia estar em um galpão apodrecendo agora. Ou teria levado um tiro fatal de Ra's.

— Okay. Eu entendo que ela salvou você. Mas sabe que isso pode ser considerado um crime contra o país pela cia. — rebate.

— Por isso estou contando para você apenas. Amanda não pode saber.

— Se depender de mim ela não vai saber. — assinto, com um sorriso de gratidão. — Então você se aliou a ela. E essa tal de Felicity estava atrás de Ra's também?

— Sim. E isso vai contra o que Amanda pensa. Darhk também não sabe sobre Ra's Al Ghul e também está procurando-o.

— Então, nossa investigação sobre o paradeiro de Darhk é em vão. Que bela jogada do destino. Perdemos nosso tempo correndo para uma estrada sem saída. Mas, você não está me contando toda a história. O que mais aconteceu?

— Nada, apenas isso. — Bebo um gole da cerveja.

— Quem exatamente é Felicity.

Linda, atraente, encantadora, assassina, misteriosa, sexy, durona, inteligente, determinada. Quantos fatores bons. E ainda tem mais.

— Ela não pertence aquele mundo. Tem algo nela inexplorável. Um segredo que a torna amarga. Pude sentir isso, era como se ela fosse um reflexo meu.

— Ela escolheu ser uma assassina, e pelo que me disse sobre ela quebrar o pescoço de Nico, presumo que ela esteja no mundo ao qual pertence.

— Não, Diggle. Apenas uma coisa a liga a aquele mundo, algo que não sei. — divago. — De qualquer modo, ela é a pessoa que nunca mais verei. — Levanto-me. — Ligue para Waller e diga que estou bem. Vou tomar um banho e então voltamos para Washington.

Entre todos os parceiros e parceiras que já tive. Que foram muitos. A única diferença é que jogávamos no mesmo time. Felicity com certeza foi a mais charmosa e a mais indecifrável. Lembro-me de Helena, ela era muito boa, charmosa também e muito linda, porém, ácida como soda cáustica.

Nós chegamos a ter um pequeno caso, nada importante, eu nunca me liguei emocionalmente com uma mulher depois do que ocorreu. Eu realmente machuco-as, então, para o meu bem e o delas, devo não me envolver.

Mas com Felicity foi diferente, é cedo, eu sei. Mas, algo me liga a ela. Algo aumenta minha curiosidade para conhecê-la melhor. Felicity é como um quebra cabeça de 3000 peças, difícil de decifrar, mas se você realmente quer chegar até a última peça, você insiste. Até você ter montado toda aquela paisagem do jogo.

Devo parar de pensar no que aconteceu, ou no que quase aconteceu. Nós não vamos nos ver mais. Portanto devo esquecer, por mais que odeie não terminar o que começo.

— Vamos. — digo a John, jogo minha mala de alças sobre meu ombro. E apago as luzes do quarto em que estava.

— Vou descer e fechar nossa estadia. Pode me esperar no carro. — assinto. Seguimos até o elevador, quando chegamos à recepção Diggle segue para o balcão de informações e eu sigo para o carro, o mesmo que pegamos de Nico, depois de Felicity quebrar o pescoço dele.

— Pronto para Amanda Waller? — suspiro frustrado, lembrando-me que tive Ras tão perto e ele escapou.

— Amanda ficará furiosa, mas tenho que explicar minha historinha a ela. — respondo. Diggle solta um riso em deboche e embarca no carro.

— Adeus Las Vegas. — murmura.

"Adeus Las Vegas" Terei boas lembranças desse lugar. Ótimas, na verdade. Mas, agora tenho que encarar Amanda, e quando ela quer, ela parece o demônio.

Notas finais
— Eu disse para não se arriscarem, porra! — exclama. — Vocês não são páreas para ele. Ra's é forte, inteligente e consegue identificar o ponto fraco de seus oponentes. — ralha. — Ele faria o que quisesse com vocês. — Foi por causa dele que nos abandonou? — disparo a pergunta no automático. Meu pai empalidece e seu pensamento parece se desligar e voltar para um lugar escuro e ruim. — Por que ele encontrou seu ponto fraco? — Sara, pode sair? — murmura. — Você fica Felicity. — Tudo bem. — Sara olha para mim e em seguida sai, puxando a porta sem fazer barulho. ------------------- Esse é o trecho, espero que gostem. E espero que tenham gostado do cap. Não esqueçam de comentar. Bjooos e até o próximo.