A Assassina e o Agente.
3 O resgate do soldado Merlyn.
Notas iniciais
FELICITY.
Darhk não gosta de se esconder em lugares afastados ou subterrâneos como bases secretas. Ao contrário. Ele gosta do ar livre, e por causa disso, escolheu uma casa no campo, perto da natureza e dos animais. A c.i.a nunca o encontrou, mas não porque são burros ou algo do tipo.
Meu pai sempre foi um homem muito esperto, com um Q.I elevado. Ele criou dispositivos para enganar os satélites, para que não possa ser achado no meio do nada. Também usa um nome falso e a escritura da fazenda está no nome de uma das suas vítimas.
A cia pode ter tecnologia de ultima geração. Mas, meu pai... Bom, meu pai é o Damien Darhk, um fantasma que nunca foi encontrado por ninguém. A casa de campo é onde ele se esconde, em Saint Loius. Existe uma espécie de laboratório no subsolo, e também é onde fica seu escritório.
Adentro seu gabinete mais uma vez no dia — isso é uma grande novidade, já que não faço isso seguido. — ele não está sozinho. Nyssa e Sara estão com ele. Os três olham para mim, e Darhk aponta para a cadeira vazia a sua frente. Eu me sento.
— Sara acabou de voltar de Corto Maltese e trouxe más noticias. Péssimas na verdade. — começa Darhk. — Sara pode explicar mais uma vez? Para Felicity entender tudo que aconteceu?
Darhk sempre foi educado. Até na hora de dar o tiro na cabeça de uma das suas vítimas. Ele trata as mulheres como um homem de verdade devia tratar. Seu único defeito é o que ele construiu. E também a família que ele abandonou no passado.
— Claro. — Levanta-se Sara. — Merlyn tinha um rastro sobre Ra’s Al Ghul. Tudo indicava que seu esconderijo era em Corto Maltese. Mas, era apenas uma armadilha feita pela c.i.a, para capturar Merlyn. Quando cheguei lá, ele já havia sido capturado por agentes.
— Tenho certeza que Amanda Waller está metida nisso. Eu só quero saber o porquê de ela colocar seus buldogs atrás de mim. Sempre estive fora do radar da c.i.a. E agora Amanda está tentando me encontrar. E pelo que conheço dela, está movendo céus e terra para me encontrar. Ela tentará de todas as formas chegar a mim. E agora ela tem Merlyn. Tudo se tornou mais fácil.
— Okay. — Levanto-me. — O que quer que eu faça?
— Merlyn ainda está com o dispositivo que você aplicou nele correndo em sua corrente sanguínea. Pode rastreá-lo? — indaga, com os braços apoiados em sua mesa. Cruzo meus braços e o encaro.
— Você não é o gênio aqui?
— Sou. Mas parece que minha filha me supera. Tentei invadir seu computador para rastreá-lo. Mas eu sempre caía em um buraco negro.
— Ótimo! — exclamo. — Vou rastrear Merlyn. Mas e depois?
— Depois vocês três vão resgata-lo e mandar um pequeno presente para Amanda. — Vira-se de costas. — Matem seus agentes se necessário.
— Não vou matar agentes da c.i.a. — argumento.
— Se um deles lhe apontar uma arma na testa, não vai poupa-la. Sabe qual a diferença deles da nossa? — Vira-se novamente e fita meus olhos. — Eles podem matar sem se preocupar com a justiça. Ninguém vai colocar a policia atrás deles. Porque eles são a lei. Mas, fazem a mesma coisa que nós fazemos. Matam criminosos.
Sara agarra meu braço e aproxima a boca do meu ouvido.
— Sem discussões, Felicity. Darhk está certo. Temos que ir agora. É melhor assim. — murmura.
— Okay. — Saímos as três do escritório de Darhk, sob seu olhar cauteloso e preocupado. Poucas coisas afligem Darhk, pelo jeito, essa tal de Amanda Waller é uma delas.
Subo até meu quarto e pego meu computador, volto para a sala de estar, onde as duas estão. Sento-me ao lado delas e começo a rastrear Merlyn. Eu implantei em Merlyn um mine rastreador, ordens de Darhk que queria saber todos os passos do seu soldado mais fiel.
O rastreador é do tamanho de uma pulga e está localizado em algum lugar na corrente sanguínea de Merlyn. A c.i.a não tem como acha-lo, já que é tão pequeno e não é feito de metal. Apenas plástico resistente e fibras óticas.
— Ele está perto? — questiona Nyssa. — Ou no outro lado do mundo? — Fecho meu computador e coloco sobre a mesa de centro.
— Não. Está em Washington, na matriz da c.i.a, liderada por Amanda Waller. Mais uma vez, meu pai tinha razão.
— Vou mandar preparar o jatinho novamente. — comenta Sara, levantando-se e se afastando.
— Está preocupada? — indaga Nyssa.
— Vamos invadir uma base da c.i.a. Não é como tirar o doce de uma criança. Então, sim, estou preocupada.
— Mas, pelo que eu sei. Você já deve ter um plano arquitetado.
— Ah sim. Vamos abrir aquela porta e entrar atirando. Matando quem cruzar nosso caminho.
— Uau. Isso foi meio Darhk. — Começo a rir. — Mas, sei que não é isso que vai fazer.
— É. Você está certa. — digo. — Não quero vítimas. Não sou como meu pai. Vamos entrar e resgatar Merlyn. Quero armas com soníferos. Usaremos as armas letais apenas em últimos casos.
— Okay. Vou providenciar isso. — assinto levemente. — Volto logo. — Levanta-se e sai.
(...)
Pessoas inocentes nunca estarão em minha lista. Já tenho muito sangue em minhas mãos, mas jamais terei o sangue de um inocente. Agentes da c.i.a podem ter semelhanças comigo, mas como meu pai disse, eles matam criminosos. Por essas e outras, eles nunca estarão em minha lista também.
Nosso jatinho pousa no aeroporto internacional de Washington. Eu entro no banco de informações deles e deixo fora do ar por alguns minutos, até conseguir apagar nossos vestígios. Seguimos em um taxi para o hotel que alugamos um quarto.
Nossa missão não é fácil. Mas eu já estive em tantos lugares que podem ser considerados piores do que a base secreta da c.i.a, que o prédio cheio de agentes não me preocupa tanto assim. Conclui a ultima etapa do meu plano. Entreguei os crachás para Nyssa e Sara e guardei o meu no bolso do casaco de couro que usava. Então, olhei para Nyssa e depois Sara.
— Vocês entenderam, não é? — perguntei, apenas para ter certeza. — Seremos três agentes da c.i.a. Coloquei nossas identidades falsas nos bancos de dados. Depois apagarei qualquer evidencia. Como Darhk diz, sem vestígios.
— Nós entendemos. — falam juntas.
— Está na hora.
Partimos para o nosso primeiro rumo. A casa Branca. Precisamos de algo para chamar a atenção da mídia e da c.i.a. Claro que não vamos mandar uma bomba para o presidente. Apenas vamos explodir uma lata de lixo próximo à moradia do presidente.
— Isso não vai dar certo. — comenta Sara, segurando a mochila com os explosivos.
— Você apenas vai colocar isso dentro daquela lata de lixo. — explica Nyssa.
— Deixa que eu faço isso. Apenas assuma o volante, Sara. — ela assente e nós trocamos de lugar. Coloco a máscara preta, cobrindo meu rosto e desembarco do carro, olho ao redor e a área está limpa. Com cuidado coloco a mala na lixeira e volto para o carro. — Dirija!
Sara dirige e quando tomamos uma grande distância do alvo, eu aperto o botão vermelho do dispositivo que tenho em minhas mãos. Ele acionará a bomba e em poucos segundos, um pequeno estrago será feito.
Podemos escutar o barulho da bomba e sentir o impacto, que é quase imperceptível.
— Isso vai ajudar. — murmuro. A casa branca vai encher de agentes e a base secreta ficará vazia. Totalmente vulnerável. — Vamos entrar pela porta da frente.
+++
OLIVER...
Era mais fácil eu matar Merlyn com vários choques elétricos do que ele falar. Mas algo me fez pensar que ele estava ganhando tempo apenas. Tivemos 2 horas de tortura no dia anterior e ele não disse nada e hoje, foi à mesma coisa. Ele é duro na queda.
— Pensou que conseguiria, não é garoto? — balbuciou. Em seguida uma gargalhada irônica saltou da sua garganta, expelindo sangue para todos os lados. — Você é bom. Mas eu fui treinado para resistir.
— Então você deve morrer. Não presta para nada mesmo e sua vida é medíocre. Não sentirei remorso em te matar.
— Acha que sua vida é diferente da minha? Você mata, assim como eu. Sua vida é medíocre como a minha. Agentes secretos são iguais a mim, secos por dentro, sem vida. O que aconteceu com você para escolher esse caminho? — pondera. — Deve ter sido algo muito grave.
— E que não interessa a você. — murmuro. — Quem você está esperando? — Seus olhos se estreitam. — Damien Darhk?
— Não! Ele nunca voltaria por um soldado.
— Então ele mandaria alguém?
— Não colocaria soldados em perigo por uma vida medíocre como a minha. — rebate.
— Não confio em você. — semicerro meus olhos. — Nenhum pouco.
— Faça o que for...
Sua frase é interrompida pela sirene e luzes vermelhas. Alguém invadiu a base e eu tenho ideia de quem pode ser. Os aliados de Merlyn. Isso quer dizer que eu estava certo. Porém, eles vão se ferrar, porque o prédio está lotado de agentes.
— Eu estava certo, não é? — Viro-me para ele, que encara o chão.
— Talvez. — diz, sorrindo ironicamente. — Quais são suas ultimas palavras?
— Vou matar todos eles e depois você. — Saco minha arma e saio porta a fora.
Quando chego ao fim do corredor secreto, digito a senha e coloco meu dedo sobre a biometria. As portas se abrem e ao contrario do que pensei, apenas Waller e Diggle estão na base subterrânea.
— Que porra aconteceu?! — exclamo, chamando a atenção dos dois. — Cadê os outros agentes?
— Atacaram a casa branca há 15 minutos, mandei metade dos meus agentes para lá, e a outra metade está no prédio, todos inconscientes. — explica Waller.
— Os desgraçados são espertos. — comenta Dig.
— Então é apenas nos três. Conseguimos fazer isso.
A porta de segurança é destravada e três pessoas entram na base. Pensei que Darhk mandaria um exercito de 50 homens, mas apenas 3? Ele está subestimando a c.i.a? Ou gosta de mandar seus soldados para a cova?
3 contra 3. Isso vai ser legal.
Lanço-me para cima de um deles, que desvia do meu golpe e contra-ataca, lançando o punho contra meu maxilar. Seu soco é forte e ao mesmo tempo delicado. Fico alerta para o próximo ataque, e sua perna é lançada contra minha barriga, mas eu a seguro, fazendo-o cair.
— É só isso que sabe fazer? — Escuto sua pergunta abafada pela mascara. Meu oponente é mulher? Sua voz é tão suave.
Ela levanta-se rapidamente e se lança contra mim, disparando diversos socos em meu rosto, minha visão fica turva. Ela é ágil e forte. Não tive tempo para me defender e ataca-la. Dou alguns passos para trás e tateio a mesa de computadores, encontro um fio e puxo com força. Revido contornando seus ataques e me colocando sobre ela.
— Não é tão forte assim. — digo, apertando o fio de cobre contra seu pescoço. Ela está ofegante e tentando se livrar. Não presto atenção em seus movimentos, apenas no fio que aperta sua garganta, e quando meu dou por vencido, ela lança um objeto contra minha cabeça.
— Boa tentativa. — Levanta-se e chuta meu rosto com força e raiva embutida. — Onde está o Merlyn?
— Acha mesmo que vou te contar? — rebato.
— Em nenhum momento pensei nisso. — diz. — A vida dele não me importa. Mas tenho uma missão, e é resgata-lo. Então, vou lhe dar apenas uma chance. Onde ele está?
— Não vai me matar. — disparo. — Posso ver em seus olhos. Não é forte o suficiente.
— Okay. — Arranca o fio da minha mão e amarra minhas mãos em minhas costas. — Tenho outros meios. — Procura por outro fio e amarra meus pés. Depois tira um pequeno aparelho do bolso da jaqueta, o checa. Levanta-se e sai em direção o corredor secreto.
— Desgraçada! — Olho ao redor. Amanda e Dig estão derrotados também, ajoelhados em frente aos outros oponentes. Acho que fui eu, quem subestimou Damien Darhk e sua cavalaria.
E se tudo que aconteceu não bastasse, a minha oponente sabe fazer um nó de verdade. Esperneio, até conseguir ficar de joelhos. O covil inteiro está uma bagunça. O general vai querer a cabeça de Waller e de quebra a minha e do Dig.
Olho em direção à porta secreta que está aberta. O que ela é? Um gênio que sabe dar soco? Depois de alguns minutos ela volta carregando Merlyn. Ele mal consegue se manter em pé. Outro assassino de Darhk corre e, a ajuda carrega-lo.
— Amanda Waller? — pergunta, a que lutou comigo. Waller assente, mantendo a guarda baixa. — Darhk te mandou isso. — Entrega um envelope dourado para Amanda. — E disse que vai te procurar. Mas, apenas você, que fique claro.
— Darhk é um assassino. Acha mesmo que vou me deixar ser encontrada por ele? — rebate Waller.
— Você sabe que querendo ou não ele vai encontra-la. Darhk não quer te matar. Apenas ter uma conversa civilizada.
— Desde quando assassinos têm conversas civilizadas?
— Nós temos. E ninguém contratou Darhk para lhe matar. Portanto, aceite! — Ela saca a arma e atira em Dig, depois Amanda e anda em minha direção. — Sou forte o suficiente para deixa-lo vivo. — Então dispara. Sinto um calor percorrer por minhas veias, e então sou levado à inconsciência.
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