A Assassina e o Agente.
6 Fogo contra fogo.
Notas iniciais
FELICITY.
Eu ainda não descobri o que aquele agente da c.i.a faz em Las Vegas. Claro que ele estava mentindo sobre trabalhar no ramo tecnológico. Agentes têm uma vida secreta, é claro que ele mentiu. Mas, o que atiça minha curiosidade, é o fato de, aquele homem não estar no banco de dados da c.i.a. Não encontrei nenhuma informação sobre seu nome. Eu não encontrei nada sobre ele. É como se ele fosse um fantasma.
Talvez exista algo sobre ele no computador interno da c.i.a, aquele secreto, que nunca consegui ter acesso. Nesse computador eles guardam as informações mais preciosas da c.i.a, e também a identidade dos seus agentes mais importantes. Talvez existam informações sobre o tal agente nesse computador.
— Hey. — Sara cutuca meu braço, me acordando dos meus devaneios. — Já pensou que a cia pode estar atrás de Ra's também, e tenham coletado as mesmas informações?
— Já pensei nisso. Talvez Amanda esteja atrás do meu pai porque acha que Darhk tem informações sobre Ra's. — digo. — E se for isso, ela está procurando no lugar errado. E ela quer o mesmo que Darhk... Ra's Al Ghul.
— Isso. Quando eu estava na liga escutei alguns membros falando sobre Ra's estar sendo rastreado pela c.i.a. Mas, eles nunca chegaram perto de Ra's, e sim de Tália.
— Meu pai me contou que Amanda Waller prendeu Tália Al Ghul, foi à forma de ela ganhar respeito e confiança da c.i.a. Mas, por que está atrás de Ra's? — Sara maneia a cabeça e senta-se na cama. — Aparentemente, a c.i.a zela pelo bem dos Estados Unidos, e um assassino como Ra's que perdeu toda a sua gloria, quando foi derrotado pelo seu próprio pupilo e agora vive escondido, não é bem a preferência da cia.
— Então, existe muito mais por trás disso. Algo que não estamos procurando.
— Não somos uma agência de segurança, miramos apenas para um lado, e no momento, nossa ordem é encontrar Ra's Al Ghul. E eu tenho certeza que aquele agente está fazendo o mesmo.
— Então, Ra's está aprontando alguma...
— E esperando a hora certa para atacar. — completo. — Eu apenas não entendo como ele deixou um de seus homens de confiança dar uma mancada dessas. Ra’s não deixaria isso acontecer, ele sempre foi calculista, inteligente e cuidadoso com cada passo dado.
— Ou talvez, Nico seja duas caras. E esteja tramando algo contra seu chefe. Não é a primeira vez que um dos homens de confiança de Ra’s se rebela contra ele.
— Não. Algo me diz que não é isso. — Nico não é o tipo de homem duas caras. —Ra’s está tramando algo e devemos tomar cuidado.
— Está na hora de você se arrumar. — comenta. — Deixaremos isso para depois.
— Okay. Vou fazer isso. — Pego o vestido e o estojo de maquiagem e sigo para o banheiro.
Depois de cuidar da minha aparecia saio do banheiro. Pego a bolsa de armas e prendo uma espécie de cinta liga na minha coxa. Mas, com uma pequena diferença, posso prender minha glock nela. Calço minha sandália, que na sola tem duas laminas introduzidas.
— Uau! — exclama Sara. — Está uma gata. — Olho-me no espelho. O vestido ficou justo demais, marcando minhas curvas. Minhas costas estão nuas, assim como meus ombros e braços. E para finalizar, minha coxa salta para fora do vestido.
— Ótimo. Estou mesmo parecendo uma vadia, capaz de tudo para encontrar um imbecil que banque meus luxos. — murmuro.
— Eu falei. — rebate Sara, com um olhar de triunfo. — De qualquer modo, você não vai estar lá para isso, então tome cuidado. Vou ficar de olho nas câmeras do cassino. E lhe dizer tudo que acontece a sua volta.
— Okay. — concordo.
— Eu aluguei uma limusine para lhe levar até cassino. Chegará lá em grande estilo. E sua identidade falsa está na sacola. Você é Melissa King. Uma socialite falida.
— Ótimo disfarce.
— Foi você que colocou esse nome na lista de convidados.
— Eu sei. Gosto de Melissa. — pego minha bolsa sobre a cama. — Estou indo agora. E você, tome cuidado também, Nyssa me matará caso acontecer algo com você.
— Tudo bem. Eu sei me cuidar e nada vai acontecer. Olha que legal, eu tenho um cinema montado no meu quarto. — Aponta para os computadores que eu havia montado no centro do quarto, para que ela ficasse de olho em mim. — E também tenho serviço de quarto.
— Bom, então aproveite seu sábado. — digo. — Tenho que ir agora.
— Qualquer coisa, é só me chamar. — assinto. Abro a porta do quarto e saio. Sigo para o elevador. Quando chego à recepção do hotel um dos funcionários me guia até a saída. Uma limusine está estacionada na porta do hotel, Sara sabe ser extravagante quando quer.
— Senhorita King? — pergunta o motorista, com seu olhar nada comportado sobre meu decote.
— Sim. — respondo. Ele dá um meio sorriso e corre abrir a porta para mim.
— Fique a vontade. Aí dentro tem bebida e petiscos.
— Obrigada. — digo educadamente, depois entro no carro e ele fecha a porta, entra no banco do motorista e começa a dirigir em uma velocidade média, para eu poder apreciar Vegas à noite. É incrível como essa cidade fica ainda mais bonita de noite.
— Senhorita, chegamos. — ele desembarca do carro e dá a volta nele, abre a porta para mim. — Tenha uma boa noite de diversão.
— Obrigada. — agradeço, subo os degraus e antes de entrar no cassino, uma das garotas que cuidam da lista de convidados pergunta o meu nome. Digo o meu nome falso, ela checa no tablet e então libera minha entrada.
— Sara, estou dentro. — murmuro.
— Okay. Estou rodando as imagens. Qualquer informação eu lhe aviso. Aliás, tem um homem olhando para sua bunda. — Viro-me e o carinha disfarça. — Você sempre os assusta.
— Estou fazendo um bem a eles. Com certeza ele fugiria quando descobrisse minha profissão.
— Você devia encontrar alguém. — reviro meus olhos.
— Não. — digo irredutível. — É melhor assim.
— Senhora? — Viro-me encontrando um garçom com uma bandeja. — Aquele cavalheiro mandou essa bebida para você. — Aponta para o velho, sentado em um banco perto do bar, ele acena para mim.
— Uau, já está causando reumatismo no coração dos homens daí. — debocha Sara. — Ou melhor, VELHOS. Aliás, esse é o tipo de homem que adoraria bancar seus luxos, vádia.
— Diga a ele que eu agradeço. — Pego o drink, olho para o remetente e sorrio. Dirijo-me para o outro lado do salão, tenho que ficar bem longe dos olhos daquele senhor.
— Achou alguma coisa? — pergunto a Sara.
— Ainda não.
OLIVER.
Diggle estacionou um pouco afastado da entrada do cassino. Desembarquei do furgão e segui pela calçada. Subi os degraus e antes de dar meu nome as recepcionistas, chequei se o segurança de mais cedo estava ali.
— Senhor... Qual o seu nome? — perguntou-me a recepcionista com belos peitos. Ela me analisou da cabeça aos pés, detalhadamente.
— James Walker. — respondi, esboçando um sorriso encantador para ela. Por alguns segundos ela ficou perdida em meus lábios, então se recompôs e checou meu nome na lista.
— Pode entrar. — Assenti e lhe sorri mais uma vez, passei por ela e aproximei minha boca do seu ouvido.
— Obrigado. — Arrepiou-se toda, e então sorriu. Entrei no cassino e o salão já estava cheio de convidados. Analisei cada rosto e não encontrei Nico. — Algo suspeito? — perguntei a Dig.
“Nada.” — respondeu. “Mas, qualquer coisa eu lhe aviso.”
— Okay. — Pego uma taça de champanhe do garçom e começo a circular pelo salão.
O tempo foi passando rápido, e mais convidados foram chegando. Mas nenhum sinal de vida de Nico. Fiquei em um canto do salão, observando atentamente a porta. Algumas mulheres se aproximaram de mim, puxaram papo, fui educado com elas. Todavia, não podia dar toda a minha atenção a elas. Tinha trabalho a ser feito.
“Bingo.” —diz Dig, aparentemente muito empolgado. “Nico está dentro.”
— E onde ele está? — pergunto, olhando ao redor, checando cada rosto.
“No bar B.” — responde. Está com uma loira com vestido vermelho.
— Vou me aproximar dele.
“Okay. Mas tome cuidado.” — diz com cautela.
— Cuidado é o meu sobrenome. — rebato, tomando o último gole de champanhe da taça.
Escuto a risadinha debochada de Dig e sigo para o bar. Procuro por Nico, e não presto atenção por onde piso. Acabo pisando em falso e desvio do garçom que vem em minha direção. Sinto algo chocar-se contra meu corpo e quando olho para frente, encontro a mesma garota que vi hoje à tarde na cafeteria.
— Você. — falamos juntos. Ela sorri. Uau! Ela é muito sexy, linda, gostosa e misteriosa. “Mistério” A mesma impressão que tive mais cedo. O que será que ela esconde?
— É, eu novamente. — diz. — Parece que Vegas não é tão grande assim.
— Evidentemente. — digo. — Você está linda.
— Obrigada. Você não está nada mal também.
“Pare com os elogios. Não pode perder Nico de vista.” — repreende Dig.
— Não tem que agradecer, apenas retribui seu elogio de hoje á tarde. E realmente, você está muito linda. — Esboço meu sorriso mais charmoso.
Nossa conversa parece tão artificial. Não que o elogio tenha sido mentira, ela é muito linda. Mas, parece que ambos escondemos grandes e obscuros segredos. E realmente, eu escondo minha verdadeira face.
— Posso te pagar um drink? — Parece pensar, em seguida olha ao redor.
“Está de brincadeira Oliver?”
— Claro. — Sei que não posso me envolver com garotas desacompanhadas quando estou em missão. Mas ficar no bar, com uma bela mulher perto de mim, não vai levantar suspeitas.
— Então vamos. — Ela sorri e seguimos para o bar. Posso enxergar a loira que Dig falou, ela ainda está perto de Nico. Sentamos um pouco afastado dele, mas consigo o manter sob o meu olhar. Ela senta-se ao meu lado e olha na mesma direção que eu. Droga! Não posso deixa-la notar. — Então, o que está fazendo em Vegas?
— Nada demais. Apenas tirando algumas fotos de pessoas normais, do dia-a-dia de uma das cidades americanas mais agitadas. É para um artigo.
— Bom. Parece ser um ótimo trabalho.
— Eu gosto. — diz.
— O que desejam? — pergunta o garçom.
— Um whisky duplo para mim e para ela... — olho para a mulher misteriosa, esperando que ela responda por mim.
— Um matini, por favor. — O garçom prepara nossos drinks e coloca sobre o balcão. — Você é um empresário, falou mais cedo. Mas, o que mais gosta de fazer? Algo secreto?
— Não. Nada disso. Jogo golf nos domingos, com os sócios da minha empresa. Gosto de assistir jogos de beisebol também. Minha vida é bem agitada. — Já estou acostumado mentir. Claro que ela não pode saber que a única coisa que faço com um taco de golf é matar um gangster qualquer. — Mas e você? O que faz nas horas livres?
— Eu mato. — Afogo-me com o gole de whisky que acabei de entornar, olho para ela que está rindo. — Gosto de jogar vídeo game. Kratos do god of war, e assasi’s creed?
— Ah claro.
— Não acredito que pensou outra coisa. — Começa a rir. — Achou que eu saía por aí cortando gargantas?
— Nunca se sabe. — Tomo mais um gole de whisky. Olho para Nico e ele continua no mesmo lugar. — Muitas pessoas escondem os segredos mais sórdidos.
— É mesmo? — Ela dá um passo à frente, ficando bem perto de mim. — E qual será o seu? — fita meus olhos. Seu olhar é forte e calculista. Ela parece um espelho meu.
— Talvez eu conte. Se você contar o seu, é claro. — ela sorri.
— Vou ficar lhe devendo essa. — passa a língua por cima dos lábios, umedecendo-os, e me fazendo deseja-los.
“Oliver... Nico está se movimentando.” — olho sobre o ombro da mulher misteriosa e Nico esta se afastando.
— Desculpe-me, mas eu preciso ir. — ela diz. Ufa, não precisei dar o fora nela.
— Espera. — seguro seu braço. — Preciso de algo seu. — seu olhar se enche de tensão. Como se seus segredos acabassem de ser revelados.
Seguro sua nuca e inclino meu rosto, meus lábios encontram os dela, eles são macios. Seguro seu quadril e aproximo seu corpo do meu, o prendendo contra o balcão. Ela abre os lábios, dando passagem para minha língua que explora cada canto da sua boca, o beijo é lascivo, mútuo, voraz e apetitoso. Suas mãos percorrem por meu abdômen e seguram a lapela do meu paletó. Maldito trabalho, a levaria para cama agora mesmo. Uma noite, apenas uma noite ao seu lado. Mas, tenho um maldito trabalho. Afasto minha boca da dela. Ela abre os olhos gradativamente.
— Tenho que ir agora. — sai apressada.
“Sério?” — diz Diggle. “Você nunca deixou um bandido escapar para apenas dar um beijo em uma mulher.”
— Nunca mais vou vê-la, precisava de algo para lembrar. — argumento. — Onde está o Nico?
— Saiu pelas portas dos fundos. Está no beco. Tome cuidado. — Uso meus cotovelos para abrir passagem em meio aos convidados. Alcanço as portas dos fundos e saio do cassino. O beco está vazio, e é escuro. Saco minha arma.
A porta dos fundos abre-se novamente e a mulher misteriosa sai do cassino. Ela também segura uma arma, e direcionada para mim. Então, ela sabe usar uma glock?
— O que está fazendo aqui? — pergunto, apontando o cano da minha arma em sua direção.
— O que você está fazendo aqui? — rebate.
— Quem é você? Aliada de Nico?
— Poderia lhe fazer as mesmas perguntas, mas sei quem é você. Um agente disfarçado da cia. — Começamos a nos movimentar em círculos, ela mantêm os olhos fixos em mim, e a arma apontada para o meu peito.
— Responda. Quem é você? Ou, em um estalar de dedos vários agentes estarão aqui. E você vai se ferrar.
— Sei que tem apenas um aliado, e ele não deve estar tão perto. Ou seja, não direi meu nome.
— Que tolos. — Uma voz nos surpreende, olhamos para a mesma direção, e a silhueta de um homem começa a ganhar formas, surgindo da escuridão. — Dois peões de uma vez só. Acho que é o meu dia de sorte. — O clarão do único poste de luz do beco bate direto em seu rosto.
— Ra’s Al Ghul. — digo, junto com a mulher misteriosa.
— Surpresos? — pergunta. — Não por muito tempo. Homens.
Ele estala os dedos diversos homens vestidos com roupas pretas e segurando katanas surgem da escuridão, avançam em nossa direção. Por mais que eu tente lutar, são muitos. Um deles acaba me desarmando e outro lança o cotovelo contra meu rosto, depois dá um soco em minha nuca.
Olho ao redor, ela está lutando com três homens e sua situação é como a minha. Um dos homes acaba agarrando sua cabeça e lançando contra a parede, ela cai inconsciente no chão. Tento correr para ajuda-la, mas levo uma rasteira, caio no chão e levo um chute na cara. É a segunda vez em poucos dias que perco uma luta.
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