Notas iniciais
Olha, como prometi estou aqui. Obrigada pelos comentários e continuem assim, e se quiserem, favoritem. Sem pressão HAUSHUAS Boom, o cap 8 está pronto também, mas ainda não tem título, mas vou divulgar um pequeno trecho lá em baixo HASHAUSAUH. Enfim, espero que gostem do cap. Aproveitem...

FELICITY.

Acordei com uma dor dilacerante em minha cabeça, a parte lateral doía como se estivesse em carne viva. Minha visão era turva, e escutava barulho de água correndo, como se eu estivesse perto de um riacho. Meus braços parecia estarem sendo esticados com selvageria.

Quando minha visão clareou-se pude notar onde estava, era um local íngreme, cercado por paredes de concreto, estava escuro e uma goteira formava uma poça de água o chão bem a minha frente. Meus pés não tocavam o piso, olhei para cima e notei as correntes em meus pulsos. Droga! Estava acorrentada. E não seria fácil me livrar.

— Argh. — Escutei um grunhido bem ao meu lado, virei o rosto e notei que o agente da c.i.a também estava nas mesmas circunstâncias que eu. Ele impulsionou o corpo, puxando a corrente com força, mas não foi o suficiente.

— Não vai conseguir. — murmuro, fitando o chão.

— São canos de gás. Uma hora ele vai ceder. — Olho para cima e constato que podemos sim nos soltar, na verdade, eu posso. Mas, o lado dele está preso por cabos de aço. Ele não pode se soltar, apenas se seu corpo tiver o peso equivalente a um elefante, gordo e pesado.

— Quanto você pesa? — Olho para ele. — Não me olhe com essa cara. O seu lado do cano está preso por vários cabos de aço. Precisa de muita força exercida sobre eles, para conseguir fazer o cano ceder e desprender os parafusos do teto.

— Afinal, quem é você? — pergunta, com a feição impressionada.

— Isso não te interessa. Tenho que sair daqui. — Dobro meus joelhos e impulsiono todo o peso do meu corpo para baixo.

— Também é agente? — Repito o mesmo processo que antes. — Não acredito que a cia mandou outro agente.

— Não sou uma agente. — exclamo.

— Então o que você é?

— Uma assassina. — Ra's irrompe da escuridão e se aproxima de nós dois. — Ela é uma assassina de Darhk. — Sinto o olhar do agente sobre mim, mas não o encaro.

— Quer dizer que eu beijei uma assassina? Uau! Agora consigo entender porque você parece tão misteriosa.

— Ela lhe enganou direitinho, não é?

— Pare com isso! — vocifero. — O que você quer?

— Não... O que vocês querem? O que a cia e Darhk querem de mim? — questiona Ra’s.

— Você sabe muito bem o que meu... Darhk quer de você. — Ra’s não sabe que sou filha de Darhk, não posso levantar suspeitas. Se ele souber minha história, que sou filha do seu maior inimigo, ele pode começar a me investigar e chegar às pessoas que amo.

— É eu sei o que Darhk quer. Mas, e o que Amanda quer de mim? Um assassino que procura apenas uma vida tranquila?

— Se procura apenas uma vida tranquila, por que tem tantos aliados? — pergunta o agente.

— Sabe o que é engraçado? Darhk e Amanda se julgam tão espertos e mandaram as pessoas mais desqualificadas atrás de mim. Vocês estavam achando que eu ia me reprimir? Abaixar a guarda para vocês? — questiona, semicerrando os olhos. — Mas, não. — diz. — Eu fiquei o dia inteiro na cola de vocês. Rindo nas suas costas. Foi bom rever Sara novamente. — Levanto meu rosto, e ele está olhando diretamente em meus olhos.

— O que você fez com ela?

— Eu? — pondera. — Ainda não fiz nada. — Ouço o barulho estridente de metal batendo no concreto. De repente Nico surge arrastando Sara junto com ele. Ela está toda amarrada, sem chances de lutar. Começo espernear, tentando me soltar. Meus braços começam e doer e, eu começo a perder minhas forças.

— O que você vai fazer com a gente? — Escuto o agente perguntar.

— Não preciso de vocês. Sara sim, ela me trará Nyssa de volta. Já vocês... — Maneia a cabeça. — Nico providencie a morte dos dois.

— Farei isso senhor. — responde Nico.

— Eu preciso ir agora. Espere alguns minutos e então conclua o trabalho. Sabe onde me encontrar depois. — Nico assente, e Ra's se afasta, levando Sara junto com ele. Não posso deixar isso acontecer, Ra's vai torturar Sara, e Nyssa vai ficar maluca.

Nico fica nos encarando, até girar e marchar para fora do galpão.

— Preciso me soltar. — murmuro. Começo puxar meus braços para baixo, com toda a força que tenho, impulsiono minhas pernas para baixo, escuto os parafusos se afrouxando e repito o mesmo processo, até sentir o chão. — Isso! — exclamo. As algemas de ferro continuavam em meus pulsos, mas não é o maior problema. Preciso apenas de um grampo para poder me livrar delas.

— Nico. — murmura o agente. Olho para ele. — "Atrás de você". — Leio seus lábios. — "Com uma katana".

Droga! Mantenho-me agachada. Seguro as correntes, afastando meus pulsos, estico minha perna e giro, passando uma rasteira em Nico. Ele levanta-se rapidamente. Eu desvio da katana quem vem na direção da minha barriga, e enlaço a corrente na lâmina, puxo com força e ela voa para longe.

Nico se lança sobre mim, mas eu bloqueio seu golpe e enrolo o corrente em seu pescoço, giro meu corpo e puxo meus braços, apoiando sua cabeça em meu ombro, jogo meu troco para trás e puxo seu pescoço para frente, escuto o estalo dos ossos do seu pescoço. Nico está morto.

Levanto-me e olho para o agente misterioso, ele está boquiaberto. Um sorriso escapa dos meus lábios, mas eu logo me recomponho. Arranco minha arma presa no sinto de Nico e me aproximo do agente, apontando a arma para ele.

— Você... — Antes de ele terminar eu atiro. Seu corpo cai no chão. — Por que me soltou? Posso te prender. — Viro-me de costas para ele.

— Você pode tentar me prender. — digo. — Te soltei e agora você me deve um favor.

— Não gosto de dever favores. O que exatamente estou lhe devendo?

— Preciso da sua ajuda. Sou realista e sei que não consigo resgatar Sara sozinha.

— Posso lhe ajudar. Mas, preciso saber o seu nome. — rebate.

— Sem chances. — digo.

— Então... — Viro-me e empurro seu corpo contra a parede.

— Então? — Seus olhos fixam nos meus e eu me distraio. Ele gira, deixando o meu corpo contra a parede. E minhas costas ficam Contra seu corpo, posso sentir seu hálito em meu pescoço. Ele segura minha mãos pressionadas contra a superfície solida de concreto. Elas ficam ao lado da minha cabeça.

— Qual o seu nome? — sussurra no meu ouvido. — Posso lhe ajudar, mas preciso saber o seu nome. — Sinto seu quadril pressionar contra minha bunda, fazendo-me emitir um baixo gemido.

— Por que meu nome é tão importante?

— Não é importante. Apenas gosto de saber o nome do meu parceiro.

— Qual o seu nome? Também gosto de saber o nome dos meus parceiros.

— Oliver. — suas mãos afrouxam e eu consigo me virar, mas continuo presa entre ele e a parede. — Agora me diga. Qual o seu?

— Felicity. — respondo. Apenas o meu primeiro nome. Ele não precisa saber que meu segundo nome é Darhk.

— Qual o seu plano? — -pergunta. Empurro seu corpo e me afasto. Não é uma boa ideia ficar tão perto dele, sou mulher e não sou de ferro.

(...)

OLIVER.

— Então você criou um mini rastreador que corre na corrente sanguínea da sua amiga? — pergunto, depois de escutar todo o seu plano.

— Sim. Mas depois de 72 horas ele se alto destrói. Então precisamos agir rápido e com precisão. — responde.

— Como a c.i.a nunca lhe encontrou? — Ela meio que sorri. Há algo nela que não consigo decifrar. Saber que ela é uma assassina me surpreendeu, ela não tem cara de perigosa. Ela parece ser tão frágil, mas é capaz de quebrar o pescoço de um homem e lutar como uma brava guerreira. Devo confessar que isso a torna ainda mais interessante.

— Não sei. — murmura. Saímos do galpão e um carro preto está estacionado na entrada do local. — Acho que estamos com sorte.

— Vou dirigir. — digo.

— Não. Eu que vou. — rebate.

— Eu já estou com meu ego abalado por ter sido salvo por uma mulher. Posso ao menos dirigir? — Ela se põe na minha frente e fita meus olhos. Olho profundamente para o azul dos seus olhos, e me lembro do dia que Merlyn foi resgatado.

— Qual é? Você acha que apenas homens que podem lutar e salvar a mocinha em perigo? — Fico em silencio, enquanto seu olhar analítico crava em mim. — O que houve?

— Você. — Arqueia as sobrancelhas. — A gente lutou aquele dia, na base secreta. Você é a ninja nerd. Foi de você que eu apanhei. Digo, que eu lutei. — um mínimo sorriso surge em seus lábios, mas logo some. — Eu devia lhe levar presa. Você sabia? — Felicity dá um passo à frente e estica os pulsos bem a frente do meu rosto.

— Por que você não tenta? — retruca, com um olhar desafiador. Solto um suspiro. — Mas não garanto que vai ser fácil. Afinal, fui eu quem abalou o seu ego. — Seguro seus pulsos e abaixo.

— Não brinque comigo. — sussurro. — Vou lhe ajudar, afinal, estou lhe devendo um favor. Mas depois, é melhor você ficar alerta. — Passo por ela e entro no carro, espero ela entrar e então engato a marcha. — Para aonde vamos?

— Tenho que passar no hotel Trump, que estava hospedada com Sara. Preciso do meu computador para rastreá-la.

Estávamos meio afastados na civilização, as ruas eram desertas. Mas, não era tão longe do centro de Las Vegas. A viagem seguiu em silencio. Não tínhamos nada para falar. Ela é uma assassina e eu um agente, meu dever é prendê-la e o que eu estou fazendo é ajuda-la.

Amanda com certeza vai querer arrancar meu coro se souber sobre isso. Mas agora, devo um favor para Felicity, e odeio dever favores aos outros. Ainda mais a uma assassina de Darhk. Uma linda e perigosa mulher. São duas características bem fortes. E eu tenho que parar de olhar para sua coxa que fica exposta pela fenda do vestido.

Estaciono em frente ao edifício Trump e Felicity abre a porta e desembarca do carro. Faço o mesmo e a sigo pela recepção do hotel até o elevador.

— Não precisa ir comigo. — diz.

— Preciso sim. — Entro no elevador. Ela aperta o botão do quinto andar e as portas se fecham. — Não sabia que vocês eram do tipo que zelam pela vida do colega. Você disse que não moveria um dedo por Merlyn.

— Merlyn é um rato! — exclama. — Mas Sara... Eu prometi protege-la. Assim como ela prometeu me proteger. Somos amigas.

— É estranho. — Nossos olhares se cruzam. — Você parece ser diferente de Merlyn, Darhk e Ra’s Al Ghul.

— Diferente por quê? — indaga.

— Não parece uma assassina.

— Esse é o bom do meu trabalho. Posso parecer uma garota indefesa, mas eu não sou. Você também não parece ser um agente. — franzo o cenho. — É derrotado por mulheres. — debocha.

— É engraçado. — murmuro.

— O que é engraçado?

— Você. — digo. Ela parece ainda mais confusa. — Quando lhe beijei você pareceu se derreter em meus braços e agora está aí, mantendo uma pose de assassina durona.

— Não me derreti em seus braços. E você beija muito mal. — Viro-me em sua direção, olhando-a incrédulo.

— Pois quando lhe beijei, parecia estar beijando uma lhama. — ficamos em silencio, nossas respirações se mesclam. Meu coração pulsa.

Fito seus olhos indecifráveis, e depois seus lábios. Algo dentro de mim grita para agarra-la, é uma vontade incontrolável. Dou um passo à frente e ela recua, encostando as costas na parede do elevador. Cubro a distancia entre nós. Seguro sua cintura e a puxo para perto, minha outra mão percorre por sua lombar, seguindo até o seu pescoço, encaixo meus dedos em sua nuca e puxo seus lábios para os meus.

— Uma lhama? Sério? — murmura. Esboço meu melhor sorriso e tomo seus lábios para os meus. Suas mãos encaixam-se na parte traseira do meu pescoço, e ela encosta seu corpo no meu, posso sentir seu calor. Nossas línguas dançam em sintonia, uma musica lenta e demorada. Mordo seu lábio inferior e seu queixo, ergo seu pescoço, dando espaço para minha língua deslizar por ele e subir novamente, encontrando sua boca apetitosa.

As portas do elevador se abrem e ela me empurra para fora, saímos no corredor coberto com um tapete vermelho. Ela encosta meu corpo na parede e segura cada lado do meu paletó, arrancando-o de mim. Sua boca cobre a minha e ela me beija com urgência.

— Você sabe que isso é tipo uma atração fatal, não é? — pergunta, com os lábios sobre os meus.

— Não estou pensado nisso agora. — Felicity vira as costas para mim e eu trilho beijos em seu pescoço e pelas suas costas. Continuo provando sua pele enquanto ela anda pelo corredor. Para em uma porta e segura o trinco, empurrando. — É uma área neutra.

Empurro a porta com meu calcanhar e puxo Felicity pela mão, encostando-a a parede e dando um beijo lascivo em seus lábios. Enquanto nossas línguas se movimentam com desejo, Felicity abre os botões da minha camisa e espalma as mãos em meu abdômen, suas unhas raspam em minha pele e descem até o meu cinto, que ela abre.

Antes que ela faça qualquer coisa, seguro seu vestido e puxo para cima, revelando seu belo corpo. Meus olhos percorrem por sua pele pálida, suas coxas, a calcinha vermelha, sua barriga e seus seios expostos. A única coisa que consigo pensar agora é em nossos corpos enroscados e suados.

Seguro sua cintura e a ergo no ar, ela enrosca as pernas em volta do meu quadril, olho ao redor e vejo um sofá muito perto. Dou alguns passos e me sento nele com ela enroscada em mim. Jogo seus cabelos para trás e procuro por seus lábios novamente. Sinto meu membro pulsar sob o tecido da calça, ansiado para estar dentro dela. Sua boca suga meus lábios com volúpia, enquanto suas mãos passeiam por meus ombros e pescoço.

Jogo seu corpo para o lado e deito sobre ele. Ela afasta os joelhos e encaixa minha cintura, apertando suas coxas em volta de mim e me fazendo suspirar. Preciso logo me livrar dessa calça. Livra-se da minha camisa com pressa e joga para o lado. Mas ela para e fita meus olhos.

— O que foi? — pergunto.

— Sara... Não posso fazer isso, Sara está correndo risco de vida. Não dá Oliver. — Empurra-me para o lado e levanta-se, junta minha camisa e veste. Sento-me no sofá, meu corpo ainda ferve. Minha vontade de terminar o que havíamos começado cresce. Mas, nem tudo é como queremos.

— Tudo bem. — Levanto-me e fecho meu cinto.

— Okay. — murmura um pouco envergonhada. — Vou trocar de roupa e já lhe entrego sua camisa. — Felicity acende as luzes, e só então conseguimos ver a bagunça que está o quarto. Parecia que haviam travado uma grande batalha ali. — Sara reagiu. — concluí. — Preciso encontra-la.

Felicity segue para a área em que ficam as camas, eu a sigo. Parece não se importar com a minha presença, tira minha camisa. Está de costas para mim, tenho o vislumbre de todas suas curvas bem desenhadas. Seu corpo é perfeito.

Respiro fundo. Como posso pensar em algo, tendo essa mulher como aliada? Preciso de um banho gelado.

Ela pega algumas roupas de dentro de uma pequena mala e veste-se rapidamente. Calça jeans, uma camisa preta, jaqueta e veste um coturno.

— Pega. — joga a minha camisa e eu a pego no ar, em seguida visto. Felicity se agacha e puxa uma mala maior de debaixo da cama, abre e retira um notebook de dentro. Senta-se na cama, abrindo o computador. Termino de abotoar os botões e me sento ao lado dela.

— Encontrou algo?

— Estou ativando o rastreador. — aperta rapidamente nas teclas e um pontinho vermelho aparece no meio da tela. Traça uma rota. — Temos que ir. Eles estão seguindo para o aeroporto.

Notas finais
Comentem, assim o cap sairá mais rápido ashuash. Espero que tenham gostado desse cap, aguardo ansiosa as criticas e os elogios. E como disse lá em cima, está aqui um trechinho do proximo cap. > Nosso carro para de ser arrastado, sinto o cheiro forte de gasolina. Oliver continua com a cabeça apoiada em meu o pescoço. Ele acabou de salvar minha vida, aquele carro teria batido em cheio em mim, eu estaria toda arrebentada agora se não fosse por ele. — Por favor, me diz que você está bem. — murmuro. — Já me culpo por muitas coisas. Então, não morra.