Notas iniciais
Oi gente, desculpa a demora, enfim cá estou e espero que gostem do cap. E sim, eu tirei as ideias do episódio de arrow que o Diggle invade a prisão. Ariane minha floooor, muuuuito obrigada por mais uma recomendação, eu fiquei muito feliz quando vi que você começou a ler a fic e a comentar e depois recomendou, muito obrigada mesmo, isso significa muito para mim. Eu dedico esse cap para você e espero que goste. Sem mais delongas, boa leitura.

OLIVER.

Eu quero testá-la e ver até onde vai essa marra dela, ver até onde ela consegue resistir. Ela pode ter falado tudo aquilo na sala secreta, mas suas palavras não foram condizentes com o que os seus olhos diziam.

Felicity tenta esconder o que sente, e muitos podem acreditar que ela é apenas uma pessoa fria, calculista e amarga, mas eu conheço a verdadeira Felicity, e sei que aquela que todos veem é apenas um disfarce. A Felicity verdadeira é frágil e delicada, capa de ter sentimentos, eu sei disso.

Algo ruim deve ter acontecido a ela no passado, seu olhar sempre está indiferente e longe. Tem algo que a assombra e a deixa com medo, algo muito maior do que ela, que prende suas mãos e a desafia, e no fim ela não pode fazer nada para mudar. Eu não sei o que é, mas talvez, esse tempo que vamos trabalhar juntos me ajude a descobrir.

— Não vai ser fácil, Oliver. — murmura John, parando ao meu lado com os braços cruzados.

— É só invadir um presidio. — rebato.

— Não estou falando disso. — arqueio minhas sobrancelhas. John sorri. — Estou falando da loirinha. É ela não é? — Eu suspiro.

— Está tão na cara assim?

— Pela forma que você saiu da sala secreta, ela deve ter lhe falado algo definitivo que te deixou sem reação. E também tem a forma que você olha para ela. E, além disso, ela é uma assassina de Damien. Deduzi que ela é a garota que está perturbando seu sono.

— Como sabe que estávamos na sala secreta?

— Eu sou um agente, Oliver. Aprendi a ser bom observador. Só não estrague a missão, te conheço e sei que age de forma inconsequente.

— Tudo bem. Não vou proteger só a mim. — digo, e procuro por Felicity.

— Está mesmo caidinho por ela. — debocha.

— Costumo proteger todos os meus parceiros, não é assim com você? — retruco.

— Consegue ficar ainda mais chato quando está apaixonado. — reviro os olhos e dou de ombros. — Vá para casa e descanse, amanhã viajará cedo e precisa estar inteiro.

— Tudo bem. — Dig se retira. Arrumo minhas coisas e saio da base. Felicity nem percebe e eu também não quero mais importuna-la por hoje.

(...)

O dia seguinte chegou rápido, eu acabei dormindo muito pouco, pensar em Felicity está se tornando a merda de um hábito. E eu não gosto de pensar que estou tendo sentimentos por ela, isso nunca aconteceu comigo antes. E poderia ser com uma mulher normal e não uma assassina, ou uma pessoa menos complicada de entender.

Agora entendo o significado de simplesmente acontece. E odeio. Minha vida poderia ser menos complicada. Parece que estou em uma corda bamba, tenho que prender Ra's Al Ghul e agora a cia se aliou a um assassino, que também quer pegar Ra's. E o pior, tenho sentimentos pela filha de Damien Darhk outro assassino. Não estou exagerando.

Arrumei-me e fui direto para a base, sem tempo para me alongar e correr como faço todos os dias.

[...]

Quando cheguei na base encontrei apenas Trent e James. Os dois não estavam presentes ontem, então não devem saber da viagem e de todo o resto. Passo pelos dois e sigo para a sala secreta. Jogo minha mala sobre a mesa e abro o compartimento onde ficam guardadas as armas, escolho uma PT92 cromada com silenciador, uma das minhas preferidas. Guardo dentro da bolsa junto com 2 facas de combate ka-bar.

— Precisamos conversar. — sua voz enche meus ouvidos e imediatamente eu olho para ela. Meu coração acelera e a única vontade que tenho é beija-la. — Não podemos ficar de provocações se vamos fazer isso. Vamos esquecer o que aconteceu no seu apartamento. Vamos começar do início.

— Não! — exclamo. — Para você é fácil esquecer tudo que aconteceu entre nós? — ela fica em silêncio e eu insisto. — Você esqueceu Felicity em algum momento? À noite em Las Vegas, a noite no meu apartamento? Tudo isso foi apagado da sua memoria?

— Não. — murmura. — Mas devemos fingir que não aconteceu.

— Eu não vou fingir nada. — dou alguns passos e paro na sua frente. — Se você quer fazer isso, boa sorte. — pego minha mala e passo por ela.

— Oliver. — sussurra. — O que você quer de mim?

— Ainda não está claro? — continuo de costas para ela, esperando sua resposta.

— Não. — deixo a bolsa cair da minha mão e viro-me, ando ate ela e seguro seu rosto, fito seus olhos.

— Eu quero você. — digo e a beijo. Ela não luta, não me afasta, apenas retribui o beijo com a mesma urgência. Puxa meus cabelos e sua outra mão agarra meu pescoço.

Esse beijo é diferente dos outros, é mais intenso, urgente e voraz. É como se nós precisássemos dele, assim com o ar. Suas mãos descem até meu abdômen e me empurram. Ela afasta a boca da minha, poucos segundos se passam e sinto um leve roçar nos meus lábios, então meu corpo sente a falta dela. Abro meus olhos e Felicity está de costas para mim.

— Odeio você Oliver. — vira-se e fica me encarando. — Na verdade eu queria conseguir odiar você. Mas o que sinto é diferente.

— Está se declarando?

— Não. — diz. — Não quero sentir nada mais do que uma atração.

— É isso que você sente... uma atração?

— Sim.

— Acho que é o que sinto por você também. — digo.

— Podemos começar do início, e sermos apenas aliados.

— Se é isso que você quer. — dou de ombros. — Tudo bem. — pego minha mala e saio.

Ela acha mesmo que eu vou desistir. Talvez seja mesmo apenas atração, mas agora mais do que nunca eu quero descobrir o que é.

(...)

— A última vez que lhe vi pensativo como agora, você estava pensando em uma maneira de invadir a casa de um magnata, cercada com mais de 200 capangas. — diz Dig, sentando ao meu lado. — Não está pensando nisso agora, né?

— Não nesse contexto. — argumento. — Estou pensando em como acabar com certa proteção. Mas não são capangas.

— Está olhando para ela, chega ser patético, Oliver.

— Eu odeio isso, John. Odeio a forma como me sinto, odeio ter que olha-la, conviver com ela sem poder toca-la. Felicity consegue despertar um milhão de sentimentos em mim e eu nem sei como explicar isso. Queria conseguir arranca-la dos meus pensamentos, mas eu não consigo.

— É meu amigo, você está bem ferrado. — Diggle aperta meu ombro. — Mas olhe pelo lado bom, tem essa viagem, pode colocar as coisas em pratos limpos. Dizer como se sente.

— Não vou fazer isso. Quero saber até onde ela vai. Até quando vai resistir.

— Mudanças de plano. — Waller adentra a base de supetão. — John, você vai junto. Tem meia hora para se organizar. O jatinho está esperando já.

— Odeio Amanda Waller. — resmunga.

FELICITY.

Sou vulnerável a ele, perco todas as minhas defesas. Meu controle quando Oliver está por perto se esgota. Ele consegue me deixar fraca e indefesa. Não posso lutar contra ele quando meu coração fala o contrário da minha razão.

Meu desejo por Oliver só aumenta, e agora com ele por perto e com essa viagem eu não sei se consigo me manter afastada dele. Sinto-me totalmente desprotegida.

Eu não ia perguntar aquilo, mas depois de tudo que ele disse sobre não esquecer tudo que aconteceu em Las Vegas e na noite no apartamento dele, eu não consegui me controlar, e a resposta dele mexeu comigo de forma descomunal. Eu não lutei quando o senti tão perto e muito menos quando me beijou, eu queria aquilo. Como eu queria, e quero novamente.

Eu não posso me envolver com ele desse jeito, nossos mundos são tão diferentes. Eu corro riscos todos os dias, e ele também. Não quero me envolver e acabar o perdendo. Nem posso fingir que sou a pessoa certa para ele. Oliver merece alguém que esteja inteira para ele, que seja capaz de ter sentimentos reais. Não uma pessoa como Felicity, que é uma assassina.

— Falou com ele? — pergunta Sara.

— Sim. — suspiro. — E aconteceu de novo, perdi todas as minhas defesas.

— Está na hora de viver algo real, Felicity. Pare de achar que não é capaz de sentir ou de fazer alguém feliz. O que aconteceu com Donna lhe deixou cicatrizes, mas está na hora de esquecê-las e viver a sua história. Perdi meus pais e minha irmã em um acidente de carro, eu fui à única sobrevivente. Passei por vários abrigos, até Ra's Al Ghul me encontrar e colocar uma liga inteira para me treinar. Antes de conhecer Nyssa pensei que seria incapaz de amar novamente, mas estava enganada.

— Por que nunca me falou isso?

— Porque eu esqueci, foi melhor assim. Estou vivendo minha vida ao lado de quem amo, as cicatrizes ainda existem, mas não têm o mesmo efeito de antes. Pense nisso. — ela se afasta. Procuro por Oliver e ele está conversando com o Diggle.

— Mudanças de plano. — Waller entra de rompante na base. Não consigo gostar dessa mulher e acho que poucos gostam dela. Ou ninguém. — John, você irá junto, tem meia hora para se organizar, o jatinho já aguarda vocês.

Ótimo, talvez ele coloque juízo na cabeça do Oliver.

(...)

Eu adoro o clima frio de Moscou, mas ele é péssimo caso você tenha que se infiltrar uma prisão feminina de segurança máxima. Esse era o plano, eu entro e saio com Tália. Tenho 10 minutos para atravessar toda a cadeia, que é o tempo que Diggle e Oliver vão levar para explodir a entrada.

Oliver não quer que eu faça isso, não consigo entender o porquê, ele já bateu o pé com Diggle e ligou para Amanda, mas nada adiantou. E eu já disse para ele que para o plano dar certo temos que cooperar, ele ficou calado. Mas a cada cinco minutos ele pergunta se eu quero mesmo fazer isso.

— Isso é seu. — entregou-me a bolsa abarrotada de drogas. — Deve usar isso também. — seu humor não era dos melhores, estava visível. — Tome cuidado.

— Por que está agindo dessa forma? — resmunguei, enquanto vestia o sobretudo com o explosivo.

— Por quê? — arqueou as sobrancelhas. — Porque eu me..

— Está na hora. — Diggle entrou de supetão no quarto, fazendo Oliver recuar. — Está tudo bem?

— Sim. — respondeu Oliver.

— Um guarda vai ajudar você, Felicity. Mas vai precisar estar na solitária. — assinto. — O general do exercito russo devia um favor a Waller e acabou de pagar, nos disponibilizando um blindado. Você sabe o que fazer, não é?

— Sim. — respondo.

— Boa sorte. — diz. Pego a bolsa com drogas e me dirijo para fora do quarto do hotel onde estamos hospedados. Aperto o botão do elevador e as portas se abrem.

— Felicity. — giro e encontro Oliver com uma expressão aflita. — Por favor, tome cuidado.

— Você está parecendo meu pai.

— Mas eu não sou o seu pai. — dá um passo a frente. — Só me prometa que vai tomar cuidado.

— Eu prometo. — murmuro.

— Tudo bem, nos vemos mais tarde. — assinto e entro no elevador, as portas se fecham. Eu prometi, mas Oliver continuou aflito. Ele se preocupa comigo de verdade, está ficando cada vez mais difícil enganar a mim mesma que ele não mexe comigo.

(...)

Eu sempre quis aprender Russo, mas não tive a oportunidade. E agora estou em um local onde não entendo nada do que falam. O plano estava dando certo, meu casaco foi guardado pelos guardas e eu estava dentro da prisão. Um guarda me empurrava rumo a minha cela.

A porta de aço emitiu um estrondo alto e a guarda me empurrou com força para dentro da sala. Uma mulher deitada na parte de baixo do beliche se sobressaltou e me olhou assustada. Depois esfregou os olhos e sentou-se na cama.

— Estava tão bom aqui sozinha. — murmurou.

— Não pretendo ficar muito tempo aqui. — falei. As bochechas dela ganharam um tom avermelhado e ela sorriu amarelo.

— Pensei que fosse Russa, ou brasileira, sei lá. Menos americana. — explicou.

— Tudo bem, não me importa. — subo as escadas para o segundo beliche e deito, fito o teto. Algo me diz que as horas vão passar como tartarugas.

— Por que está aqui?

— Heroína, êxtase, cocaína, e metanfetamina. — respondo. — E você?

— Matei um russo de merda, trabalhava em um bar e ele pensou que eu fazia programa. Mas teve o que merecia. — sua voz não demonstra arrependimento algum. — Você já matou alguém? — suspiro. As imagens das minhas últimas vítimas aparecem bem à frente dos meus olhos.

— Sim.

— As horas aqui não passam, então acho melhor você ir se acostumando. E vão pegar muito no seu pé.

— Só tenho que aguentar até a noite.

— O que foi que disse?

— Nada não. — respondo, e fecho meus olhos. A imagem de Oliver preocupado comigo ronda meus pensamentos.

Eu sei que Darhk, Cait, Sara e Nyssa se preocupam comigo, mas nunca ninguém além deles se preocupou. Claro que já teve a minha mãe, mas agora, ela nem sabe o que acontece comigo, não faz a mínima ideia do que eu faço. Ter outra pessoa zelando por minha vida é bom, eu me sinto bem com isso. Mas ao mesmo tempo é muito ruim.

(...)

Acordo mais tarde com o barulho estridente da porta de metal batendo no concreto. Logo dois guardas entram, rugindo como feras. Não entendo nada do que eles falam, olho para minha colega de cela e ela sinaliza com a cabeça apontando para a porta. Não sei quanto tempo dormi, mas agora deve ser a hora do jantar.

— Prepare-se, vai entrar num ninho de ratos agora. — murmura. — Você é carne nova, e bonita desse jeito, vai atrair as ratazanas.

— Estou contando com isso. — digo.

Seguimos por um corredor sujo e fedido, as luzes piscam e o lugar é úmido. Os guardas abrem duas portas e adentramos o refeitório. Algumas detentas me olham e cochicham com as outras. Mas o grupo do canto me chama a atenção. Presto atenção numa mulher coberta de tatuagens e piercings, ela me encara da cabeça aos pés, tem o lado da cabeça raspada e os músculos dos seus braços se sobressaem. Ela deve ser a líder desse lugar. Acho que terei problemas.

Alicia é o nome da minha colega de quarto, ela me guia até as bandejas usadas para nos alimentarmos, eu me sirvo de uma gororoba que não sei identificar o que é, mas sua cara e cheiro não são bons. Sentamo-nos em uma mesa no canto do salão. Olho para trás por breves segundos e a mulher cheia de tatuagens continua com os olhos fixos em mim.

— Sasha. — diz Alicia. — Ninguém mexe com ela por aqui.

— O que ela fez?

— Chefe de gangue. Drogas, assassinatos, roubos. Essas coisas. Acho que ela não gostou de você e isso é um mau sinal.

Dou de ombros e encaro a comida intragável a minha frente.

— Hey Americana. — giro e Sasha está parada atrás de mim. Para uma russa seu inglês é muito bom. — Será minha nova vadia.

— Não tenho tanta certeza disso. — retruco e ela corre em minha direção, apenas lhe dou um chute na canela fazendo-a cair no chão. Esse pequeno tumulto chamou a atenção dos guardas. Logo um deles agarrou meu braço e apertou com força.

— Solitária. — murmurou em um inglês fajuto.

Arrastou-me para fora do refeitório e quando passei pela porta recebi um leve aceno de cabeça do guarda que Diggle disse que me ajudaria. Percorremos um extenso corredor e no fim eu fui jogada em um cubículo iluminado por uma luz bem fraquinha. Olhei ao redor e outra detenta estava deitada no canto sujo da sala. Ela acordou e afastou os cabelos do rosto.

— Você. — seus lábios se curvaram em um sorriso debochado.

— Você. — repeti.

Notas finais
Esse cap foi inteirinho escrito pelo celular, eu revisei no computador, mas com certeza deve ter erros, peço que me desculpem, porque eles passaram sem eu perceber, estou com sono e dor de cabeça isso influenciou ahsuahsuhas. Bom, espero que tenham gostado do cap, COMENTEM, não vai cair o dedo. Bjooos e até o próximo.