Notas iniciais
Heeeeeeeeeeey gente boa!
mas uma pra vocês, espero que gostem!
boa leitura,

Depois do que aconteceu na cozinha, subi para o meu quarto e resolvi dormir um pouco. É, final de semana com chuva é um saco, ou você dorme, ou morre de tédio.

Quando acordei, lavei o rosto e voltei a descer, perguntando-me como ficaria com Frank dali por diante. Não tinha a menor ideia de como agir com ele. Embora o beijo fosse meio caminho andado para o fim da aposta, eu não esperava que fosse gostar tanto daquilo. Não esperava o desejo imenso de repetir aquele ato milhões e milhões de vezes.

- Hey Gee, que bom que levantou – Disse meu irmão, assim que me avistou nas escadas. – Não tava se sentindo bem?

- Tava sim – Sorri para ele e me sentei ao seu lado no sofá, perguntando-me internamente onde estava Frank – Só tédio mesmo.

- Nós vamos numa festa agora, você que ir? – Convidou Mikey, depois de rir do meu comentário.

- Festa de quem? – Perguntei sem interesse, realmente não tava a fim de sair.

- Daquele amigo do Ray – Disse Mikey vagamente – Aquele moreno.

- Jared?

- Ele mesmo – Mikey falou, sorrindo – Ray ligou e nos convidou para ir.

- O Frank vai? – Perguntei um tanto sem jeito.

- Vai sim – Respondeu Mikey – Por quê?

- Só queria saber – Dei de ombros e me levantei – Vou me arrumar. Que horas é a festa mesmo?

- Oito horas da noite.

- Hm, ok. – Olhei no relógio da cozinha, eram sete horas. Voltei a dizer para Mikey que ia me arrumar e subi as escadas, indo novamente para o meu quarto. Tomei um banho, lavei o cabelo, me vesti, sequei o cabelo no secador e comecei a me maquiar. Já estava saindo do quarto para encontrar Mikey na sala quando meus olhos caíram sobre um livro que estava em cima da minha cômoda. O livro de Frank, Harry Potter e a Pedra Filosofal. Puxei-o para mim, decidindo devolvê-lo agora. Sai do meu quarto e fui para o de Mikey.

Bati na porta com os nós dos dedos.

- Frank? – Chamei, abrindo uma pequena fresta – Posso falar com você?

- Claro – Ele falou, abrindo um pequeno sorriso para mim. Entrei no quarto e esqueci imediatamente o que ia falar assim que pude observá-lo mais de perto. Frank vestia uma calça preta justa, uma camisa social vermelha e um colete preto por cima. Ele estava tão... gostoso.

- Gerard? – Chamou ele, parecendo um pouco desconfortável sob o meu olhar cheio de cobiça.

- Hm? Ah, é claro – Sorri sem graça, ruborizando – Te trouxe o teu livro. Obrigado por ter emprestado.

Estendi o livro e Frank o recebeu, roçando de leve sua mão na minha ao pegá-lo.

- De nada – Colocou então o objeto em cima da escrivaninha e sorriu de lado para mim. – Você vai na festa?

- Aham – Confirmei, sorrindo também.

- Que bom – Disse ele. E então ficamos em um silêncio constrangedor. Ótimo, e o que fazer agora?

- Vou terminar de... – Fiz alguns gestos com as mãos, sentindo minhas bochechas vermelhas – Me arrumar.

Virei-lhe as costas e já estava com a mão na maçaneta quando sua voz me chamou novamente.

- Gerard? Você quer mesmo fingir que nada aconteceu?

Girei novamente o corpo para olhá-lo, e pude ver a decepção em seus olhos. Droga, o que eu faço? Eu o queria. O queria mais do que pudesse imaginar. Mas éramos dois garotos, e de repente tudo parecia tão errado.

- Frank, foi só um beijo – Falei, mordendo o lábio inferior, nervoso por estar mentindo. Decididamente não fora só um beijo. Fora muito mais. – Eu só queria experimentar, você sabe.

- Ah, ok. – Frank ruborizou e assentiu com a cabeça – Mas você gostou pelo menos?

- Foi diferente – Disse eu, lembrando-me a todo instante que maravilhoso, delicioso e avassalador poderiam ser adjetivos mais correspondentes ao que foi aquele beijo – Mas acho que prefiro garotas.

O garoto levantou uma sobrancelha, parecendo incrédulo.

- Sério? Não pareceu – Franzi a testa com seu tom de voz baixo e sensual. Ah sim, ele estava querendo me seduzir. Desculpe, me expressei mal, ele estava me seduzindo.

- O que quer dizer? – Perguntei um tanto rude. Frank apenas encolheu os ombros e riu.

- Só estou falando que você pareceu gostar. Bastante.

Eu sabia que talvez estivesse desperdiçando um momento perfeito para engatar um lance com ele e terminar aquela maldita aposta. Mas não conseguia fazer isso, porque eu estava gostando dele. E isso me fez ficar um pouco cauteloso.

- Impressão sua – Decidi falar, demonstrando certo desdém na voz – Quem pareceu gostar bastante foi você. – Tentei provocar, mas ele meramente sorriu.

- Eu nunca disse o contrário.

Nos encaramos por alguns segundos, e eu sabia que qualquer pessoa que entrasse naquele quarto poderia ver as fagulhas lançadas pelos nossos olhos. Poderia ver aquela... paixão irreversível. Involuntariamente, dei um passo para frente.

- Vai me beijar de novo? – Perguntou ele, sorrindo de um jeito malicioso que fez minha respiração falhar em alguns pontos.

- Você vai deixar? – Desviei-me da pergunta, tentando decidir rapidamente o que fazer.

Frank deu alguns passos para frente e se aproximou perigosamente.

- Por que você não tenta? – Seu hálito bateu no meu rosto, livrando minha mente de quaisquer pensamentos. Que se foda. Que se foda a aposta, que se foda o Bob, que se foda as minhas dúvidas. Aquele pigmeu era irresistível demais.

Sem pensar em mais nada, segurei seu rosto com força com uma das mãos e pressionei meus lábios aos dele, sendo imediatamente correspondido. Senti-o deslizar sua língua delicadamente pelo meu lábio inferior e entreabri a boca, deixando que ele tomasse as rédeas do ósculo. Seu beijo era forte, urgente e ao mesmo tempo tão delicado. O contraste me deixava louco. Pousei uma das mãos na sua cintura e a apertei com vontade, ganhando um ofego em resposta. Suas mãos se dividiam entre puxar meus cabelos com força e arranhar minhas costas por cima da camiseta, e seus lábios só paravam de se moverem junto com os meus para mordiscá-los de leve.

Aquilo estava tão bom que eu amaldiçoei eternamente quem inventou os pulmões, por que a falta de ar me fez interromper o beijo, em uma busca desesperada pelo mesmo.

Frank sorria ao se separar de mim. Tinha os lábios vermelhos e inchados, imagino que os meus não estavam em uma situação muito diferente.

- Eu sei, eu sei – Começou ele, antes que eu pudesse falar alguma coisa – Ainda é melhor com as garotas, mas aposto que você gostou.

A menção da palavra aposto me fez voltar um pouco à realidade.

- Você me deixou confuso – Acusei-o, sendo absolutamente sincero.

Ele riu.

- Sabe o que dizem? Que os homofóbicos na verdade são gays que não conseguem se assumir nem para si mesmos. Talvez seja o seu caso.

- Talvez – Sussurrei, ainda com uma mão na sua cintura e outra em seu rosto – Mas eu não acho que seja gay.

Frank riu mais uma vez, parecendo se divertir com a minha negação.

- No máximo bi – Falei sorrindo – Mas só por sua causa.

- Só por minha causa? – Repetiu ele, parecendo confuso.

- Aham – Fiz, segurando seu queixo e praticamente o forçando a olhar para mim – Nenhum outro garoto mexeu, nem vai mexer comigo Frank.

- Ah, então eu mexo com você? – Seus olhos amendoados adquiriram um brilho delicado.

- Não imagina como – Respondi, assistindo o brilho de seu olhar parecer se expandir por todo seu rosto, formando uma expressão de felicidade.

- Bom saber disso. – Disse ele, tentando disfarçar seu sorriso com mordidas no lábio, o que só me fascinou ainda mais.

- Mas e eu? Mexo com você? – Perguntei, sem conseguir me conter. Eu precisava saber se aquele sentimento que se agitava dentro de mim era mútuo.

- Você? – Frank sorriu de um jeito doce e sussurrou na minha orelha – Você simplesmente me enlouquece.

Notas finais
até o próximo,
xoxo