A Aposta
3 The Game
Damon
— Stefan? — perguntei pela milésima vez — Meu irmão? Sério, Elena? Nós estávamos no quarto dela — com a porta aberta, ordens da sua tia, — com o pretexto de que eu a estava ensinando matemática avançada, quando na verdade estávamos passando para um papel as regras da aposta. Porque... Sabe como é... No papel fica mais real. — Sim, seu irmão — Elena disse, — o que é que tem? — Desde quando você gosta dele? Ela ficou em silêncio e abaixou a cabeça quando suas bochechas coraram. É sério. Elena Gilbert estava corando. Acho que eu só tinha visto ela corar duas vezes, quando tinha 13 anos e resolveu ter seu primeiro beijo comigo e dois anos depois, quando a chamei de hermosa pela primeira vez. — Isso não importa — ela disse nervosa, — apenas coloque o nome dele ai. Suspirei, mas escrevi "Stefan Salvatore" na folha. Elena odeia a letra dela, então sobrou para mim — que de acordo com ela tenho a letra "suave que flui no papel" — transcrever a aposta. — Quem é a sua pessoa? — quis saber. Encarei ela por alguns segundos antes de sussurrar de forma séria: — Você. — O QUE?? — gritou, completamente surpresa... E assustada. Me joguei para trás e cai no chão rindo. — É brincadeira, Elena — consegui dizer entre risos. Ela me chutou de onde estava sentada na cama. — Idiota — murmurou. Ri mais um pouco até conseguir me recuperar, então me sentei novamente e escrevi o nome da minha "pessoa" no papel. Elena se desdobrou de onde ela estava para ler o nome por cima do meu ombro. — "Katherine Pierce"? — leu em voz alta — Sério? Dei de ombros. — Ela é gostosa. Elena fez uma careta tão feia que eu tive que usar todas as minhas forças para não voltar a rir. Ela odiava Katherine Pierce mais do que qualquer pessoa no mundo... E eu sabia disso. Na verdade minha primeira opção era Rose Marie, mas Elena escolher meu irmão mais novo me fez mudar de ideia. — Katherine Pierce é uma vadia — Elena retrucou. — Alguma coisa me impede de escolher uma vadia? — brinquei. Ela abriu a boca para lançar mais algum insulto, mas então um pequeno sorriso preencheu seus lábios. — Você está fazendo isso só porque eu escolhi seu irmão, Sr. Salvatore? — Nem sonhando, Srta. Gilbert. Seu sorriso aumentou. — Eu sabia! — disse — Seu filho da puta, egoísta. Pode tirar o nome dela daí. — Porque eu faria isso? — provoquei. Elena me encarou, seu sorriso dando lugar a um pequeno biquinho. — Porque eu estou pedindo — disse dengosa. Ri dela e virei a folha. — Pedido negado — falei. — Próximo? Ela bufou e se jogou deitada em sua cama. Sua cama era uma king size enorme, que no momento estava coberta pelas roupas de cama do Batman que eu havia comprado para ela a uns cinco anos atrás. Elena guardava tudo que eu dava pra ela, da mesma forma que eu guardava tudo que ela me dava... Menos um edredom da Barbie que ela me deu no meu aniversário de 14 anos, porque aquilo foi sacanagem. — Quando a gente vai começar a "Conquista"? — ela perguntou, fazendo aspas com as mãos. — Por mim começaríamos hoje — respondi, dando de ombros. — Soube de uma festa que a Caroline tá dando, e eu também fui convidado. Elena se sentou novamente na cama, com o cenho franzido. — Uma festa? — repetiu — Em plena segunda-feira? Levantei-me do chão, sentando ao seu lado na cama. — Pobre Elena — brinquei, — não sabe que todo dia é dia folia? Ela me deu um tapa no braço, irritada. — Idiota — murmurou. Ri dela e lhe entreguei nosso "contrato". — Assine aqui, hermosa. Elena arrancou o papel da minha mão e assinou onde eu pedi. Em seguida peguei o papel e fiz o mesmo. — Agora é oficial — ela anunciou. — Sim — concordei, — prepare-se para perder o cabelo. Ela abriu a boca, provavelmente com uma boa reposta na ponta da língua, mas sua tia escolheu esse exato momento para aparecer na porta de seu quarto. — Crianças — ela chamou, — eu fiz bolo. Elena fez uma careta para sua tia. Ela odiava ser chamada de criança, e eu também, mas não falei nada. — Você fez? — Elena repetiu, dúvida em sua voz. — Okay — sua tia, Jenna, admitiu, — eu comprei. Vão comer. E ela saiu. Me joguei deitado na cama. — Eu adoro o bolo comprado da sua tia — comentei, — pega um pedaço pra mim. Um esperado tapa atingiu meu peito. — Você não tem empregada, idiota. Fingi um olhar magoado, então contei até três antes de me levantar e jogar Elena sobre o meu ombro, fazendo com que ela gritasse. — Do que você me chamou? — perguntei. Elena segurou minha blusa para se apoiar melhor. — Me solta! Pulei um pouco, fazendo com que ela se desequilibrasse em meus braços, outro pequeno grito saiu de sua garganta. — Do que você me chamou? — tornei a perguntar, quase rindo dessa vez. — De idiota, agora me larga! Andei com ela até as escadas e inclinei um pouco, fazendo com que ela caísse se eu quisesse. — E é bonito me chamar de idiota? — provoquei, folgando um pouco meu aperto em sua cintura.
Um grito estridente saiu de sua boca enquanto ela tentava desesperadamente se segurar em minhas roupas. — Tá legal — ela disse. — Me desculpa! — E o que mais? — insisti. Ela começou a estapear onde ela alcançava do meu corpo. — Mais nada! — berrou — Agora me solta! — Que menina má — falei com um quê de reprovação, — acho que você precisa de uma lição. Então a tirei do meu ombro e a segurei nos braços sobre a escada, fazendo com que ela tivesse total visão da queda que teria se eu a soltasse. Graças a Deus que Elena era magra, era como segurar um travesseiro de plumas. — Tá — ela gritou. — Desculpa! É feio te chamar de idiota. Ri enquanto soltava ela no chão. — Boa menina, agora vá buscar meu bolo. Ela deu lingua para mim enquanto se levantava. — Idiota — murmurou. Meu sorriso cresceu. — Cuidado — falei para as costas dela. — E volte logo que temos uma festa pra ir.
Notas finais
Gostaram??
Fale com o autor