Notas iniciais
Fico feliz de saber que estão gostando da fic kkkkk de verdade. Gente, só pra avisar, essa fic foi escrita pra ter uns 20, 25 capítulos ou menos, ok? mas se vcs, leitoras insistirem muuuuito, pode até ser que ela seja maior, tá certo?

Elena

— Essa está boa? — peguntei ao sair do meu banheiro.

Esta era a vigésima roupa que eu experimentava e Damon estava prestes a se jogar das escadas — como ele tinha ameaçado fazer comigo alguns minutos atrás... Bom, eu acho muito bem feito.

— Sim, está ótima — ele disse impaciente, — podemos ir logo?

— Você disse a mesma coisa pra todas as roupas que eu vesti — reclamei.

— Porque todas estavam ótimas.

Cruzei os braços.

— Mas dessa forma você não me ajuda em nada, prolongando meu tempo escolhendo a maldita roupa.

Ele enfiou o rosto nas mãos, respirando fundo algumas vezes, talvez pensando se deveria me matar ou se matar para acabar aquela tortura.

Touché!

Damon se levantou irritado e foi até meu guarda-roupa.

Logo tinha uma pilha de roupa sendo jogada para cima da minha cama, e ele continuou bagunçando minhas coisas até que, finalmente, ele achou algo que o agradava.

— Veste esse — disse me estendendo um tecido preto.

Levantei o vestido preto, agora em meus braços e o analizei.

Era um tubinho, com pequenas alças e bojo na parte dos seios para valorizar o decote... E ele era muito curto.

— Não vou vestir isso — anunciei, jogando o vestido em minha cama.

Damon parou e respirou fundo algumas vezes antes de falar:

— Você pediu minha opnião. Eu escolhi esse... E você vai vestir esse, por bem ou por mal.

Havia ameaça em sua voz e eu ri, colocando as duas mãos na cintura.

— Não tenho medo de você.

Ele me encarou friamente, de maneira que poderia ter colocado um iceberg para correr.

— Você não deveria ter dito isso — disse baixo.

Um arrepio subiu por minha espinha, mas eu permaneci firme.

— Por que não? O que você vai f... ?

Antes que eu pudesse terminar minha frase eu estava novamente sobre seu ombro. Um grito rouco escapou de minha garganta.

— Ficou maluco? — berrei — Me solta!

Ele riu, mas não fez o que eu pedi, caminhando até a cama e pegando o tubinho preto com a mão que não me segurava.

Continuei me balançando em seus braços, mas, como da última vez, isso não deu muito resultado.

Damon continuou caminhando, dessa vez na direção do banheiro, então ele abriu a porta habilmente e me largou sentada na cerâmica com o vestido no colo. Eu saltei em pé tentando evitar que ele me fechasse ali dentro, mas ele foi mais rápido...

Tentei virar a maçaneta, mas ele segurava do outro lado... Me trancando no banheiro.

Bati na porta, realmente irritada.

— Abre isso, Damon! — gritei — Não tem graça.

Ele soltou uma gargalhada do outro lado, batendo de volta na porta.

— Só abro quando você vestir esse vestido.

Me afastei da porta e contei até vinte, respirando profundamente para não cometer um assassinato.

— Vesti — menti.

A porta abriu apenas o suficiente para que Damon pudesse me olhar, eu saltei na mesma hora, tentando evitar que ele fechasse novamente a porta, mas ele era mais rápido e logo eu estava presa de novo.

— Sua mentirosa.

Bufei alto, sabendo que não tinha saída além de fazer o que ele queria.

Tirei minha calça jeans, minha blusa, meu sutiã — já que o vestido tinha bojo, sutiã não seria nescessário — e vesti o maldito tubinho.

Acertei alguns lugares e em seguida me olhei no espelho que tinha no banheiro.

Okay, não tinha ficado tão feio assim.

Quem havia me dado aquele vestido era a minha tia Jenna, a uns três meses atrás, porque de acordo com ela eu "não me visto como uma mocinha". E eu joguei ele no fundo do meu guarda-roupa, por que, nem em um milhão de anos, alguém me veria com uma roupa tão curta.

Tudo bem que ela batia no meio da minha coxa, mas mesmo assim... Pra alguém que anda de calça jeans 24h por dia, usar um vestido desses é quase como sair pelada.

— Pode abrir agora — avisei para Damon.

Ele fez o mesmo que da primeira vez, abrindo apenas o suficiente para constatar se eu estava mesmo dizendo a verdade, mas então a porta se escancarou e ele me encarou chocado.

E seu queixo caiu, como nos desenhos animados.

— Elena? — perguntou, tentando descobrir se era eu mesma que estava ali na sua frente.

Bufei, passando por ele e voltando para meu quarto.

— Esperando por outra pessoa? — brinquei.

Ele continuou me encarando, seus olhos me mapeando de cima a baixo.

— Você tá muito gostosa — comentou.

Fiz uma careta para ele.

— É muito agradável ouvir isso — zombei, — obrigado.

— Estou falando a verdade — insistiu, — esse vestido ficou muito bom. Até escondeu suas gordurinhas.

Encarei ele.

— Tá me chamando de gorda? — perguntei baixo.

Uma coisa sobre nós, mulheres: Nunca nos chame de gorda. Nem comente nosso peso. De verdade. Ou podem morrer, perder partes do corpo, desaparecer misteriosamente... Esse tipo de coisa.

— Eu? — brincou — Nunca.

Mais uma coisa, caro aprendiz, se fazer de desentendido? Então, só piora as coisas.

— Eu não sou gorda! — berrei — E se eu estivesse usando sutiã, eu tiraria esse vestido agora mesmo para que você pudesse ver com os próprios olh...

— Você não ta usando sutiã? — Damon interrompeu, seu olhar caindo sobre meus seios — Eles são durinhos assim mesmo?

Grunhi de raiva e me lancei sobre ele, distribuindo tapas e socos.

— Sai daqui! — gritei.

Ele começou a rir e esticou as mãos para se proteger de mim.

— Tá — ele disse. — Eu tava só brincando... Parei, viu? Eu parei.

Mas eu não parei de bater até que ele estivesse do lado de fora do meu quarto.

— Você — grunhi, — vai me esperar lá em baixo, está me ouvindo?

Ele levantou as duas mãos em sinal de rendição.

— Ok — concordou, — mas não demore ou eu voltarei para te buscar.

Fechei a porta na cara dele.

— Idiota — murmurei, sabendo que ele ainda podia me ouvir.

Ignorei os risos que vieram do outro lado da porta e caminhei até o banheiro, onde estava minha maquiagem e onde eu poderia arrumar meu cabelo a vontade.

Como o vestido já chamava atenção o suficiente, resolvi fazer uma maquiagem simples e leve. Um pouco marcada nos olhos, mas apenas isso. Depois passei a prancha — popularmente conhecida como "chapinha" — em meus cabelos e gemi ao pensar no que aquilo ia virar quando eu subisse na moto do Damon.

Porque ele não era um adolescente normal, é claro, e quando o pai dele perguntou qual carro ele queria ganhar no seu aniversário de 16 anos, ele respondeu que queria uma moto... E não qualquer moto. Um harley preta monstro com um barulho infernal.

Queria ver como eu ia subir naquela coisa de vestido. Mas a culpa era de quem? Sim, do meu querido idiota!

Dei uma última checada no meu visual e então saí do quarto satisfeita.

Damon estava me esperando no sofá da sala e conversava alguma coisa com minha tia Jenna. Pensei em simplesmente descer as escadas e passar pela porta, esperando que Damon me seguisse, mas então Jenna levantou os olhos, me viu e ofegou.

Cor inundou meu rosto e isso só aumentou quando Damon também olhou para cima, seu queixo caindo pela segunda vez naquele dia.

Notas finais
Gostaram? (perguntinha de sempre kkk, fazer oq?)