A Aposta

17 O Melhor Encontro? Acho Que Não


Notas iniciais
Aqui está o capítulo, desculpem a demora, espero que gostem! P.S.: Eu tava pensando em fazer tipo um fic de contos, com outros casais, tipo uma coletania de one shots. Pq eu realmente tenho mais shippers q eu gostaria de escrever sobre, mas como não tenho tempo para outra fic, tive essa ideia. O que acham? Podem enviar casais, e se eu conhecer, escreverei sobre eles. Casais que provavelmente terão One: Delena, Klaroline, Captain Swan, Outlaw Queen, Stydia, Bellarke, Olicity e Mash.

Damon

– Quem te ouve falando assim até pensa que já esteve apaixonado por alguém. Stefan zombou. — Vamos lá, Damon. Nós dois sabemos do que você gosta nas mulheres, e não é o sorriso, o “brilho nos olhos” e toda essa palhaçada. Você gosta de foder com elas, tanto quanto eu gosto.

Encarei meu irmão. Céus, como um ser humano podia ser tão estúpido?

Como Elena podia estar apaixonada por alguém tão imbecil?

– Sai daqui — mandei, tentando manter a calma.

Ele levantou as mãos de novo.

– Relaxa, cara — disse. — Estou só brincando.

– Sai do meu quarto, Stefan — falei, sabendo que não, ele não estava brincando.

Mas ao invés disso, ele se esparramou na minha cama. De novo.

Deus. Eu ia matar meu irmão.

– Quero sua ajuda em uma coisa — ele pediu.

Suspirei alto, resmungando alguma coisa, mas então desisti. Talvez se eu o ajudasse ele sairia do meu quarto e eu poderia voltar a dormir.

É. Parecia um bom plano.

– O que é? — perguntei.

Ele sorriu como se tivesse ganhado na loteria, parecendo imensamente satisfeito a me convencer a ajudá-lo.

– É porque parece que Elena anda me evitando essa semana — explicou.

Eu levantei os olhos. Interesse me atingindo como um raio.

Elena estava evitando ele? Por quê?

– Quando você percebeu isso? — perguntei, tentando arduamente manter um sorriso longe de meus lábios.

Essa era a melhor notícia que eu havia recebido essa semana.

Stefan deu de ombros.

– Não sei — disse, — desde terça-feira, eu acho.

Meu sorriso lutou para aparecer.

Então Elena estava evitando Stefan desde que eu tinha beijado ela? Isso não poderia ser melhor.

Se eu tinha a afetado dessa forma, significava que eu tinha alguma chance.

Eu poderia tentar algo com Elena... Eu só precisava tirar meu irmão idiota do caminho.

– Claro que eu sei que é apenas charme — ele continuou. — Ela obviamente é uma mulher que sabe jogar com as cartas que tem.

Encarei ele novamente.

Stefan realmente não conhecia Elena. Ela não era misteriosa, muito menos uma sedutora. Ela não jogava. Nunca.

Ela era a mulher mais maravilhosa e autêntica que eu conhecia, e era por isso que eu gostava tanto dela.

Meu irmão não estava apaixonado por Elena. Ele estava apaixonado pela imagem que ele criou para ela.

– Mas o que eu preciso — ele disse, — é que você me ajude a conquistá-la.

– Porque eu faria isso? — retruquei — Você não disse que era só charme dela?

– Eu sei — resmungou. — Mas e se não for? Eu quero conquistar ela de verdade. Quero deixar ela louca por mim, entende?

Encarei meu irmão estúpido enquanto um plano diabólico se formava na minha mente.

– Ok — falei. — Vou te ajudar.

Elena

A hora havia chegado. Finalmente eu havia me convencido que sair com Stefan seria bom e eu me sentia ansiosa.

Eu realmente esperava que esse encontro desse certo, para que eu parasse de ter pensamentos estranhos e totalmente impróprios com Damon.

Afinal ele era meu melhor amigo, eu não podia me dar ao luxo de perder isso por causa de uma paixonite adolescente boba que logo passaria.

Jenna havia me convencido a usar um dos vestidos que ela me deu e que eu nunca usei na vida. Esse era preto também, mas era muito menos justo do que o tubinho que eu usei na festa de segunda feira. Esse tinha duas alças que se encontravam atrás do meu pescoço e uma fita igualmente preta abaixo dos meus seios para valorizar minha cintura estreita.

Eu o achei um pouco curto, mas tia Jenna disse que eu estava linda, então resolvi confiar nela.

Como achei o decote um pouco demais, decidi deixar o cabelo solto, achando que assim chamaria menos atenção para ele.

Maquiagem leve e um sapato preto não muito alto e eu estava pronta... Mas Stefan estava atrasado.

Céus, ele era meu vizinho. Como podia se atrasar tanto?

Eu detestava atrasos. Me deixava agoniada e irritada. Passaram 5 minutos e imaginei Stefan tropeçando no banho e desmaiando. Passaram 20 minutos e o imaginei desistindo de mim para dormir outra garota qualquer, alguma vadia como Jennifer Markhan. Passaram meia hora e eu me imaginei indo atrás dele para matá-lo.

Até que a campainha tocou. 35 minutos depois do horário combinado.

Caminhei até a porta, um pouco irritada por causa disso.

Damon sempre ria disso. Ele diz que eu sempre estou atrasada para todo lugar e que não deveria me importar com os atrasos de outras pessoas.

Mas eu me importo.

Forcei um sorriso no rosto, não querendo assustar Stefan em nosso primeiro encontro por causa de uma coisa tão boba.

– Boa noite, Elena — ele disse assim que eu abri a porta.

Stefan estava lindo. Arrumado e engomado dentro de um terno com aparência cara.

Porém ele tinha flores nas mãos. Um enorme ramalhete de rosas brancas.

Meu sorriso vacilou e eu tive que lutar para mantê-lo.

Eu detestava flores.

Minha mãe sempre dizia que para não errar em um evento, deveríamos levar flores... Até que meus pais morreram e eu tive que levar flores para eles.

Passei três anos da minha vida levando qualquer e todo tipo de flor para meus pais em suas respectivas covas.

Flores me lembravam cemitério. Flores me lembravam morte. Flores me lembravam o sorriso da minha mãe que eu nunca mais veria a não ser em fotos.

E eu não queria lembrar essas coisas.

– São para você — Stefan continuou, me entregando as tais flores.

O cheiro das rosas chegou ao meu nariz, me lembrando o cheiro da floricultura que minha mãe administrava.

Tia Jenna vendeu a floricultura porque toda vez que ela voltava para casa com cheiro de rosas eu chorava.

Eu não sentia vontade de chorar dessa vez, mas isso não impediu o aperto que tomou conta do meu peito.

Eu detestava flores.

Forcei um outro sorriso para Stefan, um muito mais doloroso dessa vez.

– Obrigada — murmurei, minha voz saindo estranha e baixa.

Um brilho cruzou os olhos dele e tenho certeza que pensou que eu estava emocionada.

Eu queria mandar aquelas flores e aquele cheiro para o lixo mais afastado.

– Vou colocar em um vaso — falei, ainda com o sorriso forçado. — Entre.

Então eu dei as costas e entrei na cozinha, jogando as flores pela janela, no lixo que eu sabia que tinha do outro lado da área.

– Elena? — tia Jenna chamou atrás de mim — O que está fazendo?

Virei para ela, completamente irritada.

– Ele trouxe flores — reclamei. — Lindas e enormes rosas brancas que cheiravam daqui até o Japão.

Jenna sorriu para mim.

– Então você as jogou pela janela? — perguntou e eu resmunguei alguma coisa, fazendo ela rir mais. — Que tal falar pra ele trazer flores de mentira da próxima vez?

Bufei, dando de ombros.

Não tinha como ele saber que eu não gostava de flores... Ou de atrasos.

– Vá lá dar outra chance para o coitado — Jenna aconselhou.

Assenti, concordando. Não é como se ele pudesse fazer algo pior do que o que já tinha feito.

E eu realmente achei que estava certa enquanto ele me guiava castamente até seu carro, abrindo a porta para mim e se sentando ao volante em seguida.

Eu vi quando ele me secou com os olhos de cima a baixo, mas não fez qualquer comentário sobre minha aparência.

E por algum motivo estanho, eu não liguei quando ele não tentou me beijar, nenhuma vez.

Era a primeira vez que ficávamos sozinhos tempo o bastante para realmente conversar e conhecer mais sobre o outro, porém, ele ficou o tempo inteiro calado, abrindo a boca apenas para perguntar se eu estava confortável no carro.

Ele estava praticamente me ignorando em nosso primeiro encontro e, céus, eu odiei isso.

Odiava ser ignorada.

– Aonde vamos? — perguntei quando comecei a ficar irritada com o silêncio.

– Não se preocupe — ele disse, simplesmente. — Você vai amar.

Eu franzi o cenho, duvidando completamente de suas palavras.

E, é claro, que alguns minutos depois eu descobri que tinha razão de duvidar dele.

Stefan estava estacionando na frente do restaurante que eu mais odiava em Mystica Falls: O Flower Mine. Que nada mais era que eu restaurante de karaokê Country com um terrível papel de parede florido que não tinha nada a ver com o resto do lugar.

A comida dali era tão gordurosa que deveriam contratar ambulâncias para colocar na entrada.

– Aqui? — virei para Stefan, meus olhos arregalados em horror.

Ele sorriu, como se estivesse orgulhoso de si mesmo.

– Eu disse que ia adorar — disse feliz, saindo do carro e indo até a minha porta. — E adivinha? — continuou com um sorriso ainda maior enquanto abria a porta para mim — Eu subornei o dono do lugar e consegui que eles colocassem flores em volta da nossa mesa e em cima dela. Super romântico, não acha? Vamos comer sentindo o cheiro de diversas flores o tempo todo!

E naquele momento eu quis gritar e fugir dali.

Notas finais
Gostaram?? Eu queria fazer uma pergunta para vocês: O que vocês acham que poderia tornar esse encontro ainda pior para Elena?? As melhores respostas serão colocadas no próximo capítulo. xoxoxo Nana