Notas iniciais
Genteeeeeeeeeee, oi? Desculpem a demora. Tenho que me organizar, de vdd. Apenas quero avisar que nenhuma das minhas fics foram abandonadas... Apenas estão um pouquinho atrasadas, mas logo ajeitarei tudo, só tenho que organizar minha vida primeiro. Ah, e eu comecei a jogar Flappy Bird. Alguém aq joga essa merda? Então... Q JOGO DO INFERNO

Elena

Alguém estava esfaqueando meu cérebro.

Só podia ser isso. Era a única explicação viável para a dor insuportável que estava forçando minha cabeça a saltar para fora.

Tentei me mexer, ver se o movimento espantava quem estivesse apertando minha cabeça com tanta força, mas não havia ninguém e o movimento só fez com que minha cabeça doesse mais.

Filha da p...

– Você está bem? — alguém perguntou ao meu lado. Sua voz ecoou em meu cérebro dolorido e fez com que uma pontada mais forte me atingisse.

– Silêncio — pedi para a pessoa, — minha cabeça dói.

A pessoa riu do meu lado.

– Deveria pensar nisso antes de beber tanto.

Fiz uma careta.

– Se eu conseguisse me mexer — ameacei, — eu bateria em você.

– Se me bater — ele avisou em um tom divertido, — eu não conto o que você fez ontem.

Abri os olhos rapidamente, a claridade aumentando em 50% as pontadas na minha cabeça.

Noite passada... O que eu havia feito noite passada?

A última coisa que eu me lembrava...

– Você estava transando com a Katherine na piscina — falei.

Damon arregalou os olhos, levemente surpreso.

– Eu o que? — perguntou.

Cerrei os olhos, tentando bloquear a claridade que incomodava meus olhos.

– Estava fazendo coisas inapropriadas com uma vadia seminua na piscina da festa noite passada.

Seu sorriso malicioso sumiu completamente.

– Eu não transei com a Katherine — ele se defendeu.

– Se não transaram — retruquei, — chegaram muito perto disso.

Damon soltou um longo suspiro.

– Foi por isso que você começou a beber? — quis saber.

Bufei alto e voltei a fechar os olhos, incomodada com o excesso de claridade.

– Nem tudo é por sua causa, Damon — retruquei. — Eu bebi porque quis.

– E aposto que nunca mais vai beber — falou.

Cerrei minha mandíbula, sabendo que se eu abrisse a boca, provavelmente concordaria com ele.

Mas foi impossível eu ficar calada quando Damon jogou algo liquido em meu rosto.

– Ficou maluco?!?! — berrei, saltando da cama. Que agora estava encharcada com a água de uma das flores que tia Jenna espalhava pela casa.

Damon me lançou um sorriso malicioso, dando de ombros.

– Só achei que você não iria querer faltar à escola hoje — disse.

Então quase me soquei ao lembrar que ainda era terça-feira. E eu tinha aula.

– Quantas horas são? — perguntei.

Damon olhou para seu relógio de pulso.

– 07h40min — constatou. — Você tem dez minutos. Se apresse.

Então saiu do quarto.

Grunhi de raiva (e de dor), então corri na direção do banheiro.

*****

– Deveria ter me acordado mais cedo — reclamei para Damon, enquanto tomava uma aspirina. Sempre tenha remédios em sua mochila. É muito útil.

Já estávamos a caminho da escola.

Damon estava com o carro do Stefan — não me pergunte por que, eu também não sei, — o que era melhor que a moto, e ainda chegaríamos a tempo para a escola.

– E você deveria me agradecer — ele retrucou, — porque não é minha obrigação te acordar.

Virei meu rosto para ele e lhe mostrei minha língua.

Em seguida voltei a fitar a estrada.

– O que aconteceu ontem? — tomei coragem e perguntei — Não me lembro de nada depois do seu “não sexo” na piscina.

Damon franziu os lábios, parecendo pensativo.

– Nada demais — constatou.

– Tem certeza? — insisti — Não fiz nada que eu deveria me envergonhar?

Ele franziu os lábios novamente.

– Depende — falou.

Virei completamente no banco e o encarei.

– “Depende” do que, exatamente?

Ele deu de ombros e virou na rua da escola.

– Não sei — disse. — Tentar tirar a roupa em publico, vomitar e falar pro cara que você gosta que acha ele bonito é algo que você deve se envergonhar?

Meu queixo caiu e meu rosto ficou completamente vermelho.

– Eu fiz... O que?

Ele então estacionou na frente da escola e saiu do carro.

– Vamos, Elena — chamou. — Estamos atrasados.

Porém, eu fiquei congelada no mesmo lugar.

Balancei a cabeça negativamente.

– Não — falei. — Vou me jogar em algum lago.

Ele riu e rodeou o carro, abrindo a porta do meu lado.

– Ande — mandou. — Não seja dramática. Eu já fiz coisa pior.

Apertei mais a mochila contra meu peito.

– Eu estraguei tudo com Stefan — reclamei. — E agora vou passar vergonha na escola. Isso é sua culpa.

– Minha? — Damon repetiu — Porque é minha culpa?

– Porque você me convenceu a ir naquela festa — expliquei. — Então você ficou com a Katherine Vadia na piscina e fez lavagem cerebral via mental em mim para que eu bebesse muito e estragasse todas as minhas chances com Stefan, e agora você vai poder ganhar a aposta. Viu? Tudo isso foi um plano macabro feito por sua mente diabólica e manipuladora.

Damon me encarou por um momento, assimilando o que eu disse.

– Você ficou maluca — constatou. — Todo aquele álcool matou alguns de seus neurônios.

Coloquei a mochila em meu ombro, firmando minhas palavras.

– Mas não vai funcionar — garanti. — Porque eu vou ganhar essa aposta, nem que eu tenha que fazer macumba para isso.

Damon sacudiu a cabeça, um sorriso ameaçando saltar de seus lábios.

– Então arranje uma galinha preta, hermosa — retrucou, — mas nem assim você vai ganhar. Na verdade — continuou, — acho que o Stefan não vai nem querer conversar com você depois da noite passada.

Lutei contra o bico que meus lábios insistiam em projetar e saltei para fora do carro.

Eu não era nenhuma covarde e era orgulhosa demais para desistir assim.

O Stefan podia até não querer nada comigo, mas eu ia fazê-lo querer.

Eu só não sabia que seria tão fácil...

Notas finais
Pequeno? Teremos uma parte 2, do ponto de vista da Elena tb, apenas aguardem