Notas iniciais
HEEEEEEEEELLOOO SWEETIESS Amo falar Hello sweeties, me lembra River Song de Doctor Who, e lembrar de dw é vida. Enfim, o capítulo tem mais de mil palavras, ebaaa! E ele chegou, isso é oq importa, certo? (implorando para não morrer lentamente na mão de vocês por causa da minha enrolação). O capítulo não tem nenhuma pegação caliente/fuego/eitaaaa! Mas ele é importante para o rumo da história, espero que gostem.

Elena

Não sabia quanto tempo havia passado com Damon, em sua cama, apenas nos beijando. Era como se um dos meus sonhos da última semana estivesse se tornando real, só que em uma versão censurada.

Ela louco. Insano.

– Não quero que isso estrague nossa amizade — murmurei em um último estado de clareza.

Damon ainda estava deitado ao meu lado, fazendo pequenos círculos em minha barriga por cima do vestido, parecendo estar distraído.

– Por que estragaria? — perguntou — Conheço várias pessoas que são felizes com suas amizades coloridas.

Segurei sua mão, parando seus pequenos movimentos que me distraiam e o encarei.

– Amizade colorida? — repeti, as palavras pesando em minha língua — Você quer que tenhamos uma amizade colorida? Ficou louco?

Damon encarou-me de volta, arqueando uma de suas negras sobrancelhas.

– Sim, eu quero — ele afirmou. — Qual é o problema? É óbvio que, em algum momento dessa semana, passamos a sentir uma atração um pelo outro, por que não seguir isso e ver no que dá?

Sentei na cama de uma vez, sem conseguir acreditar em suas palavras.

– Não podemos começar uma amizade colorida — retruquei veemente. — Isso nunca daria certo, Damon.

Ele seguiu meu movimento, sentando-se ao meu lado.

– Não entendo porque não daria certo — ele insistiu.

Balancei a cabeça rapidamente, pronta para enfiar juízo em seu cérebro.

– Me diga um casal que tenha uma amizade colorida que tenha dado certo sem arruinar a amizade primária deles — desafiei.

Ele suspirou exasperado.

– Como eu vou saber? — resmungou — Mas eu sei que eu você somos diferentes, hermosa.

Virei para ele, mesmo sua resposta não sendo satisfatória.

– Me convença — desafiei novamente, mas no fundo desejando que ele tivesse algum argumento tão bom, que eu não me sentiria mal em ceder.

Por que, céus, a boca dele ainda continuava totalmente beijável.

Damon parou um segundo, como se estivesse enumerando seus argumentos.

– Bom — ele começou devagar, — eu conheço você desde que me entendo por gente. Sei que se não estivesse considerando essa minha proposta “maluca” — fez aspas com os dedos, como se zombasse do que eu havia dito, — não estaria nesse momento, sentada, esperando que eu mostrasse argumentos pra convencê-la. Então, não. Não vou gastar minha linda boca caçando milhares de palavras pra isso e só vou dizer uma coisa: eu quero beijar você de novo. Muito. Passei a semana inteira tendo sonhos completamente indevidos com você como protagonista e, se você não se importa, eu gostaria de pelo menos ter a chance de realizá-los. Se esse tipo de relacionamento ficar demais para qualquer um de nós, conversaremos, Elena. Eu prometo. Nada vai mudar. Seremos a mesma coisa de sempre, apenas com mais alguns privilégios. De acordo?

Apenas o encarei de volta, completamente desarmada.

Suas palavras me pareciam bom o suficiente, mas ainda assim suspirei, sentindo que algo ainda estava errada na situação que ele me propunha.

– E a aposta? — recorri, como última alternativa.

A mandíbula de Damon travou visivelmente.

– Achei que isso estivesse oficialmente esquecido — retrucou.

Neguei com a cabeça.

– Ninguém nunca disse isso — falei.

Vi Damon respirando, como se tentasse buscar alguma calma.

– Mas eu desisti de Katherine — insistiu. — E você desistiu de Stefan. Não tem mais aposta.

Balancei a cabeça novamente, contendo o sorriso que ameaçava aparecer em meus lábios ao vê-lo se irritando. Era sempre uma coisa esplêndida de se presenciar.

– Ainda podemos trocá-los por outras pessoas. Existem milhares delas em Mystic Falls, eu lhe garanto.

Damon apertou os lábios em uma linha fina. Então assentiu, uma vez, firmemente.

– Ok — disse com calma. — Já sei até quem escolher.

Curiosidade me alastrou.

– Quem? — perguntei, quase rápido demais.

Um sorriso lento e sensual tomou sua boca.

– Tenho certeza de que a conhece — respondeu. — É uma linda morena irritadiça, que quando quer consegue te atacar como uma tigresa. Tenho certeza que a vê todos os dias, quando se olha no espelho, por exemplo.

– Não sou irritadiça — resmunguei, empurrando ele com uma mão.

Damon não mexeu nem minimamente com meu empurrão, mas mesmo assim passou a mão no local e fez uma careta, fingindo que eu o havia machucado.

– Tem certeza que não é? — retrucou, uma de suas sobrancelhas se arqueando para mim.

Sorri para ele, mesmo tentando evitar fazê-lo.

– O caso é que eu não posso ser sua conquista na aposta — falei, voltando para o assunto em pauta. — Você no meu pé 24h por dia tentando fazer com que eu me apaixonasse por você só serviria para arruinar nossa amizade.

Algo brilhou nos olhos de Damon, e se eu não o conhecesse, acharia que minhas palavras o haviam machucado.

– Seria um desastre tão grande se um de nós se apaixonasse pelo outro? — ele perguntou.

Analisei-o, sem entender direito a emoção que havia em seu rosto.

Quase levantei a mão e lhe dei um tapa. Aquela pergunta era completamente injusta, já que obviamente, se isso acontecesse, eu seria o “um de nós” que se apaixonaria primeiro. Céus, eu já estava tão perigosamente perto disso.

– Não sei — murmurei baixo, mantendo minha opinião de fora.

De repente eu não queria discutir mais nada daquilo, estava cansada. Decidi que não me faria mal nenhum aproveitar o momento e sucumbir temporariamente aos desejos que eu sabia que tinha por Damon.

Levantei de sua cama e sorri amplamente para ele.

– Você ganhou — eu disse, pela segunda vez naquele dia. — Esqueça a aposta. Vamos aproveitar essa “atração” — fiz aspas, repetindo suas palavras anteriores, zombando dele como ele havia feito comigo.

Pisquei para Damon, tentando parecer decidida. Então estendi a mão para ele.

Ele encarou minha mão e em seguida seus olhos se deslocaram para meu rosto, como se ele estivesse tentando se assegurar de minhas últimas palavras.

– Ok — disse rindo, em seguida pegou minha mão. — Para onde vamos?

Esperei que ele se levantasse e passei a alisar meu vestido, tentando voltar a parecer decente e sem resquícios dos amassos que tínhamos trocado naquela cama.

Damon riu um pouco mais, parecendo estar de muito bom humor agora. Ele se aproximou e passou suas grandes mãos em meus cabelos, tentando ajeitá-los no lugar.

– Vamos para a minha casa — respondi. — Ver um filme, o que acha? Tenho certeza que tia Jenna não se importará se você dormir lá essa noite, já que praticamente mora lá.

Ele me lançou o mais lindo sorriso malicioso do mundo.

– E apenas veremos o filme, hermosa? — perguntou.

Fingi me surpreender com suas palavras.

– Claro que sim! — falei em um choque fingido — Quem você acha que eu sou, Damon? Alguma assediadora?

Ele deu de ombros.

– Um homem sempre pode sonhar.

Dei-lhe um pequeno tapa no braço, mas ri enquanto me colocava nas pontas dos pés e lhe dava um beijo casto nos lábios.

Céus, beijar Damon parecia tão certo.

Notas finais
Desculpem qualquer erro de português ou coerência, não consegui revisar o capítulo ainda. Oq acharam? Qualquer opinião é bem vinda. xoxoxo Nana