Notas iniciais
Heeeey, como vão? Demorei para aparecer? Sinto muito. Mas aqui está o capítulo, espero que gostem.

Damon

Bonnie Bennet estava me cercando.

De novo.

– Damon — ela ronronava perto do meu rosto, seus peitos grudados em meu tórax.

Céus, aquela mulher não tinha amor próprio?

– Não estou afim, Bonbon — falei.

A morena se aproximou mais. Se é que isso era possível.

– Vamos, Damon — insistiu. — O depósito está vazio, podemos nos divertir. Muito.

Soltei um longo suspiro e a afastei delicadamente de mim pelos ombros.

– Não quero, Bennet. Vá atrás de outro.

Ela bufou alto.

– Qual é o seu problema? — reclamou — Semana passada você parecia muito feliz quando te levei até o banheiro masculino.

Enfiei as minhas mãos nos bolsos do meu jeans e, dando de ombros, lhe lancei um meio sorriso.

– Resolvi selecionar melhor quem eu levo para a cama — expliquei.

Ela retribuiu meu sorriso.

– Ainda bem que quero te levar para um depósito — disse.

Eu ri de sua lógica.

– Tchau, Bon — falei, passando por ela e indo para o outro lado do corredor.

Hoje estava sendo um dia interessante. Além de Bonnie Bennet, outras cinco mulheres já haviam se aproximado de mim hoje... Parecia que elas haviam farejado a aposta que eu havia feito com Elena, e utilizavam todos os meios possíveis para me tentar.

Não cedi a nenhuma delas.

Eu não estava tão desesperado por sexo, e se estivesse, eu podia muito bem ir atrás da própria Katherine e ela me daria isso de muito bom grado.

Um som estridente soou em meu ouvido, o último aviso para irmos para nossas respectivas aulas.

Como Elena havia me deixado e ido para a biblioteca logo depois do refeitório, eu tinha que me contentar em ir para minha classe sozinho.

Mas depois de virar o corredor eu parei. Havia um casal se beijando ali.

Um sorriso malicioso cresceu em meus lábios.

Céus, pensei comigo mesmo, eles deviam arranjar um quarto.

Então meu sorriso sumiu quando reconheci as pessoas que se agarravam ali...

E uma fúria cega me inundou.

O que diabos Elena fazia beijando meu irmão?

– Elena! — chamei.

Ela deu um salto, se desprendendo de Stefan, que, devo dizer, segurava em sua cintura um pouco baixo demais.

Minha melhor amiga me olhou por um breve segundo, então encarou o chão, corando furiosamente.

Stefan me olhou com um maldito sorriso descarado em seu rosto.

Respirei fundo, buscando calma, então marchei até eles.

Eu sabia da aposta. Eu sabia que era Stefan de quem Elena gostava. Eu sabia que era ele quem ela devia conquistar. Mas nenhum desses fatos deixou minha visão menos vermelha, ou impediu que minhas mãos ficassem fechadas em punhos.

– Elena — falei entre dentes, — posso conversar com meu irmão?

Ela me encarou, seu rosto ainda corado... E seus lábios vermelhos levemente inchados por conta do beijo.

Por que, em nome de Deus, estou olhando para a boca dela?

– Por quê? — ela perguntou.

– Vai — pedi, ainda irritado. — Depois falo com você.

Mas ela continuou parada.

– Não — disse firmemente.

Então cruzou os braços.

– Anda, Elena — insisti.

– Não.

Inferno. Porque essa mulher tinha que ser tão teimosa?

Respirei fundo, então soltei um suspiro, passando a mão entre meus cabelos, frustrado.

– Por favor, hermosa — pedi mais calmo. — Vá para a aula.

Ela arqueou uma sobrancelha.

– Só porque estou atrasada — desistiu. Então se virou para Stefan, suas bochechas corando novamente. — Tchau.

Mas quando ela ia se virando para sair, meu estúpido irmão a puxou levemente pelo queixo e lhe deu um beijo rápido de despedida, fazendo com que eu travasse o maxilar.

Elena sumiu no corredor alguns segundos depois, parecendo estar inumanamente feliz.

Quando tive certeza que ela não iria voltar mais, usei toda a minha força e joguei Stefan contra o armário mais próximo de nós.

– O que você está fazendo? — grunhi na cara dele.

O sorriso dele sumiu completamente.

– Do que está falando? — perguntou.

O empurrei mais forte contra o armário, fazendo com que seu rosto se contorcesse um pouco por causa da dor.

– Estou falando de você usando a minha melhor amiga.

– Não estou usando ninguém — Stefan se defendeu. — Eu não faria isso com Elena.

Ri na cara dele, dificilmente eu acreditaria em suas palavras.

– Então, para você, querido irmão — comentei, — se aproximar de uma pessoa do nada, sem motivo nenhum aparente, e se aproveitar do fato de que essa pessoa possui sentimentos por você, não é usá-la?

Ele subiu as mãos, tentando se desprender de meu aperto.

– Talvez eu também tenha sentimentos por ela — retrucou.

O olhei em dúvida, finalmente o soltando.

– Você não gosta dela — acusei.

Stefan massageou levemente onde eu o havia prensado no armário, fazendo careta como se o ponto doesse.

– Por que não? — perguntou. — Elena é bonita, inteligente, e pelo que acabei de constatar, beija muito bem.

Tive que me segurar para não enfiar meu punho em seu rosto.

– Elena não é igual às outras garotas, Stefan — avisei. — Ela é diferente.

Ele cruzou os braços, me encarando com um ar de superior que eu odiava.

– Eu sei — disse. — Ela é sua melhor amiga.

– Não — insisti. — Não é apenas isso.

– O que é então? — perguntou.

Aproximei-me dele, fazendo com que ele desse um passo para trás, achando que eu o agrediria novamente, porém não movi um dedo em sua direção.

– Elena é mulher mais linda, sensível, inteligente e incrível desse mundo — falei. — E se magoá-la, eu castro você. Não interessa se você é meu irmão, eu irei matá-lo.

Então o deixei plantado no corredor, indo para minha próxima aula, afinal eu já estava atrasado.