A Aposta
7 Céu... Ou inferno?
Notas iniciais
Sinto muito mesmo, mas é só vocês terem paciência enquanto eu tento organizar meu tempo.
Amo vocês.
Damon
Afastei-me de Katherine. Ela era gostosa como o inferno, mas se eu queria conquistá-la, teria que jogar um pouquinho também.
– Porque parou? — ela reclamou.
– Decidi que não quero fazer sexo com você agora — respondi casualmente.
Mas eu queria, inferno, como eu queria.
– Não quer fazer sexo — ela repetiu como se duvidasse do que ouvira. — Você é gay?
Outra pessoa teria se ofendido, ou ficado com raiva, mas eu apenas gargalhei. E alto.
– Estou muito longe de ser gay, Katherine — garanti entre risos.
Ela sorriu satisfeita e deu um pequeno tapa em meu ombro, para que eu parasse de rir.
– Então porque não quer fazer sexo? — insistiu.
Dei de ombros, me levantando.
– Quero aproveitar a festa — menti.
Ela me lançou um olhar frustrado, mas logo em seguida vestiu sua blusa, que estava jogada no chão, e se levantou também.
Era uma blusa preta colada, que deixava bem claro o fato se que ela não estava usando sutiã.
E isso deixou meu pênis muito perto de rasgar minhas calças, de tanto que estava duro.
Deus me ajude.
O problema era que se eu fizesse sexo com Katherine agora, tudo iria para o espaço. Ela era o tipo de garota que queria apenas o que não podia ter, ela gostava de ser desafiada. Não importava o quanto o sexo fosse maravilhoso, depois de ter o que queria, Katherine iria embora e arranjaria outra diversão.
E eu odeio perder.
– Então vamos — ela disse, caminhando na minha frente em direção à porta de vidro.
Segurei um pequeno sorriso de contentamento e a segui.
Nada no mundo poderia ter me preparado para a cena que eu vi a seguir.
Porque não havia mais adolescentes espalhados pela sala, bebendo e dançando. Todos estavam em um só lugar, amontoados e havia uma única adolescente bebendo e dançando... Em cima da mesa.
Elena.
– Mas o q...? — exclamei, completamente chocado.
Esquecendo completamente de Katherine, marchei na direção onde as pessoas se aglomeravam, torcendo para aquilo ser algum tipo de miragem.
Encontrei Stefan ao lado da mesa onde Elena havia subido, e ele parecia desesperado, gesticulando bastante enquanto pedia para que ela descesse.
Stefan olhou para trás e deu de cara comigo, vermelho subindo por suas bochechas enquanto ele esticava o braço para arrancar a garrafa de vodka das mãos de Elena.
– O que diabos está acontecendo? — perguntei, tendo que gritar por conta do barulho de incentivo da “pequena plateia”.
O vermelho nas bochechas de meu irmão aumentou, se espalhando por seu pescoço.
– Eu não sabia que o limite de álcool dela era tão baixo — se desculpou.
– Do que vocêsss essstão falando? — Elena perguntou, sua voz completamente lenta e arrastada, prolongando o “s” — Meu limite é sssuper alto. Vai até aqui! — então ela pulou com uma mão para o alto, perdendo um pouco do equilíbrio e fazendo com que eu esticasse o braço para mantê-la longe do chão.
– Vamos embora — avisei.
Metade da plateia fizeram sons de reprovação, como se eu estivesse estragado o show deles.
– Não possso ir embora — Elena reclamou, — eu ia fazer um ssstrip-tease.
Puxei ela pelos braços até que estivesse firmada em seus próprios pés no chão.
– Sem strip-tease — falei de forma firme, — você vai para casa tomar um banho gelado.
Elena me lançou o olhar mais raivoso que uma bêbada cambaleante poderia dançar.
– Você não manda em mim — disse. — Volta pra sssua vadia loira.
E como se já não fosse o suficiente ela ter dito isso, Katherine resolveu exatamente essa hora para surgir do meu lado.
– Quem é vadia loira? — perguntou, uma leve irritação acentuando sua voz.
Elena olhou para ela por um instante antes de soltar uma longa gargalhada e me empurrar para longe. Então deu uma volta na mesa onde antes estava em pé, nos mantendo a uma boa distância dela.
– Pesssoal! — berrou — A Vadia Loira chegou. Ssse colocarem moedas o sssuficiente nos pés dela, ela transa com vocês, oferta imperdível! Não esssqueçam de usar camisinha, afinal ninguém quer pegar a doença da vaca louca!
Risadinhas preencheram o lugar. Até eu tive que prender o ar para não soltar alguma risada involuntária. Katherine estufou o peito do meu lado, suas narinas inflando por causa da raiva.
– O que você disse? — perguntou.
Qualquer sorriso que ameaçasse saltar de meu rosto naquele momento morreu, e me preparei para segurar Katherine caso ela resolvesse matar minha melhor amiga.
Elena riu mais alto e bateu palmas.
– E ela também é sssurda, gente! — disse, então esticou as mãos para cima da mesa, apoiando o corpo para que não tropeçasse — Chega, não sssou canal rural para ficar falando de animaisss, que tal outro asssunto? — então ela levou uma mão ao ouvido, como se estivesse tentando escutar melhor algo, quando obviamente ninguém havia dito nada — O que? — falou — Querem o ssstrip-tease? — provocou e os convidados gritaram, como se apoiassem a ideia — Ssseu desejo é uma ordem.
Então ela subiu novamente na mesa e colocou as mãos na barra do vestido, começando a erguê-lo. Seu quadril balançava no ritmo da música agitada que ainda tocava na festa e ela estava quase passando a barra pelas coxas quando parou.
Soltei a respiração, aliviado.
Mas o alívio logo se transformou em pânico, quando Elena se inclinou para frente e...
Vomitou nos meus sapados.
Ótimo. Minha noite não podia ficar melhor.
Notas finais
Sei que não posso nem pedir nada, mas poderiam entrar no meu blog?
--->"livrosenutella.wordpress.com"<---
Só vou postar capítulo novo de QUALQUER UMA DAS MINHAS FICS se pelo menos UMA pessoa daqui comentar lá.
Sério. Não é maldade, eu juro.
E eu amo vocês (só pra reforçar)
Gostaram do capítulo? O que acharam da Elena bêbada?
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