A Aposta
19 Brigas... E Beijos?
Notas iniciais
Damon
Eu estava no meu quarto, caminhando de um lado para o outro como um idiota.
Céus, eu devia ter ido buscá-la quando ela pediu, tenho certeza que o encontro já estava ruim o suficiente para eu ter que condená-la a passar mais por aquilo.
Mas eu só queria ter certeza de que ela iria desistir dele definitivamente.
Parei de caminhar, enfiando uma mão na testa.
Jesus. Eu era um idiota. Havia exagerado de todas as formas possíveis.
Porque eu tive que mandá-lo levar flores? Isso havia sido o pior. Elena odiava flores porque a fazia lembrar-se da morte dos pais e eu mando o idiota do meu irmão dar isso a ela?
Elena iria me matar.
Eu estava querendo me matar nesse momento.
Na verdade, estava considerando seriamente me jogar da janela do quarto por ser um idiota, quando minha porta explodiu aberta.
Olhei catatônico para Elena que estava parada na minha frente. Sua expressão de ódio era tão profunda que eu sentia que me perfurava como raio laser.
– Ficou maluco?! — ela grunhiu.
Encarei-a de cima a baixo, meu queixo caindo ao constatar o quão bonita ela estava.
– O que tinha na cabeça? — continuou.
Levantei meus olhos, encontrando com os seus.
– O que? — perguntei estupidamente.
Ela gemeu em frustração.
– Stefan me contou das pequenas “dicas” — ela fez aspas com os dedos — que você deu para ele.
Meus olhos se arregalaram.
Aquele imbecil!
– Elena... — comecei, tentando encontrar uma forma de me desculpar.
Ela levantou uma mão, ma calando.
Seu rosto mudou de ódio para chateação.
– Eu não sabia que uma aposta era mais importante que a nossa amizade — ela resmungou.
Eu neguei com a cabeça.
– E não é, Elena...
– Quando Stefan disse que você tinha o mandado levar aquelas malditas flores e me tratar mal a noite inteira — ela balançou a cabeça — eu não acreditei. Como poderia? Você é meu melhor amigo. Você sabe como eu me sinto perto de flores. Você sabe melhor do que ninguém. E mesmo assim você estragou minha noite que deveria ser perfeita. E pelo o que? Uma maldita aposta!
Aproximei-me dela, me sentindo dez vezes pior do que me sentia momentos atrás.
– Elena — murmurei, — não foi...
Ela se afastou de mim.
– Não foi pela aposta? — terminou por mim — Então porque fez isso? Porque eu não consigo imaginar o motivo de você ter feito uma coisa tão estúpida assim.
Fechei os olhos com força.
Por que ver você com meu irmão me mataria. Por que eu estava morrendo de ciúmes de você com outra pessoa. Por que...
Eu amo você.
– Porque Stefan é um idiota — respondi. — E eu queria te mostrar isso.
Ela me encarou como se eu fosse maluco.
– O fazendo agir como um idiota? — questionou — Porque essa é uma péssima lógica.
Não pude evitar um sorriso que atingiu meus lábios.
– Bem — murmurei. — Minhas lógicas são sempre péssimas.
Ela suspirou alto, se jogando deitada na minha cama e parecendo desistir.
– Ok — resmungou. — Você ganhou. Não quero mais discutir.
– Ganhei? — repeti.
Ela assentiu, jogando as mãos nos olhos e os tampando.
– Dispensei Stefan.
Contive uma onda de imensa alegria que me atingiu e me aproximei dela novamente, me sentando ao seu lado.
– Sinto muito — murmurei. — Mas não pelo Stefan — me apressei em explicar. — Sinto muito pela coisa das flores. Agi como um imbecil. Desculpa.
Ela não disse nada, apenas tirou as mãos dos olhos e me olhou.
Deitei ao seu lado, absorvendo com os olhos cada detalhe de seu corpo novamente.
– Você está maravilhosa — comentei.
Elena sorriu, apesar de ainda parecer um pouco chateada.
– Obrigada.
– Stefan não merecia você — continuei.
Ela arqueou uma sobrancelha.
– E quem merece? — retrucou.
Eu.
– Nenhum homem é bom o suficiente pra você, hermosa — respondi.
Ela me encarou.
– Então vou passar o resto da vida sozinha?
Neguei com a cabeça.
– Você sempre vai me ter — prometi.
– Não é a mesma coisa — reclamou.
Encarei seus olhos fixamente, quase bebendo do tom de chocolate derretido que eles tinham.
– Poderia ser– falei.
Então a beijei, quase desesperadamente. Elena ficou alguns segundos sem reação, a surpresa a impedindo de ter qualquer atitude, mas então ela me correspondeu.
A beijei em um ritmo atropelado, sem realmente chegar em um consenso de rápido ou devagar. Eu a beijava como se com aquele único beijo eu pudesse expressar o quanto a amava.
Eu tentava expressar tudo o que eu ainda não tinha coragem de dizer em voz alta.
Seus dedos se engancharam em minha nuca, prendendo-se em meus cabelos, enquanto minhas mãos a puxavam pela cintura, tentando colar seu corpo ao meu.
Nossas línguas se encontravam em movimentos totalmente inebriantes e em poucos minutos meu corpo estava totalmente aceso, como se estivesse em chamas. Acariciei sua cintura por cima do tecido fino de seu vestido e subi a mão por suas costas, levando meus dedos até sua nuca e encontrando o nó que mantinha a parte do vestido que cobria seus seios. Rocei rapidamente o nó, pensando em como seria fácil desatá-lo e ter os belos seios de Elena completamente expostos para mim e o quanto seria prazeroso prová-los em meus lábios, então afastei meus dedos, descendo minhas mãos para sua cintura e as mantendo ali.
Elena se assustaria se eu fizesse algo tão ousado e o que eu menos queria naquele momento era assustá-la.
Nos beijamos até precisarmos de ar e até depois disso.
Minha boca deixou a sua e eu tomei algum fôlego antes de descer a boca para seu pescoço, beijando e mordiscando a pele alva até que ela se arrepiasse. Meus lábios subiram até sua orelha, onde dei uma leve mordida antes de sussurrar:
– Quis beijá-la de novo desde a Noite dos Jogos.
– Eu também — Elena confessou.
Voltei a beijá-la na boca, dessa vez com mais desespero. Levei minha mão até sua coxa e a puxei por cima de meu quadril, fazendo com que uma de suas pernas me rodeasse.
Ficamos colados de tal forma que eu tinha certeza absoluta que Elena conseguia sentir meu membro totalmente rijo pressionado contra a parte baixa de sua barriga. Esperei que ela congelasse, como da ultima vez, mas ela apenas me puxou com mais fervor pela nuca, como se não conseguisse o suficiente de meus lábios.
Seu vestido era curto, então o movimento de uma de suas pernas levantadas sobre mim, rodeando meu quadril, a havia deixado parcialmente descoberta e a ideia de que se eu olhasse para baixo teria um vislumbre de sua calcinha me deixou ainda mais duro, se é que aquilo era possível.
Meus dedos estavam em sua coxa e eu os desloquei lentamente para cima, chegando perigosamente perto de suas nádegas. Tive uma vontade quase desesperadora de esgueirar meus dedos por sua calcinha e checar se ela estava tão molhada quanto eu estava duro.
Eu parei tudo o que estava fazendo. Afastei-me devagar e encarei os grandes olhos castanhos da mulher que eu amava.
Estiquei os dedos e tirei sua perna de cima das minhas, ajeitando cuidadosamente a saia de seu vestido.
Respirei fundo, acalmando meus batimentos cardíacos e tentando diminuir minha ereção.
Ela não era qualquer uma. Ela não era o tipo de mulher que eu era acostumado a sair e apenas passar a noite. Ela era a única mulher que eu havia amado. Era minha melhor amiga.
Elena era virgem e eu não podia tirar vantagem dela. Eu teria que aprender a ir com calma.
– Fiz algo errado? — perguntou, sua voz tão rouca que tive que fechar os olhos para acalmar novamente as batidas do meu coração.
Sorri para ela.
– Não fez nada de errado — assegurei.
– Então porque parou? — insistiu.
A encarei.
– Achei que não iria gostar se eu fosse mais longe — falei.
Ela me olhou por alguns segundos, então virou e olhou para o teto.
– Isso muda alguma coisa? — questionou.
Continuei encarando ela.
– O que quer dizer? — perguntei.
– Nossa amizade vai mudar?
Levantei uma mão e tirei uma mecha de cabelo de perto de seus olhos.
– Você quer que nossa amizade mude? — retruquei.
Ela suspirou.
– Eu não sei — admitiu.
Acariciei lentamente sua bochecha.
– E o que você sabe, hermosa? — tentei.
Elena virou, olhando diretamente nos meus olhos.
– Eu sei que quero beijá-lo de novo.
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