Notas iniciais
Olá meus amores :) Sei que devem estar chateado comigo pela demora absurda,acontece que esse final de ano foi super corrido pra mim, e além da escassez de tempo também tive problemas com inspiração, então perdão. Minha Beta não entra aqui no nyah há mais de uma semana e como eu não queria deixá-los esperando por um capítulo novo mais do que eu já tinha me atrasado vou postar mesmo sem a revisão dela. Relevem qualquer erro ortográfico pois como disse antes, o capítulo não foi betado então me avisem nos comentários qualquer erro que depois eu corrijo. Pra quem não leu as minhas notas finais do ultimo capítulo que postei, esse é o penúltimo capítulo e o próximo será o ultimo. Não quero nem pensar na saudade que vou sentir de vocês meus amores :'( Mas é isso,até lá em baixo !

O clima de guerra se instalava nas paredes e nos corações dos estudantes de Hogwarts.

Todos se moviam de alguma forma específica. Hagrid acalmava os alunos do primeiro ano que estavam apavorados ao descobrir sobre a guerra, Lupin dava detalhes aos professores sobre a armada , Draco respondia perguntas dos professores juntamente com os outros membros da armada e momentaneamente tudo que Hermione conseguia sentir era o cheiro do fracasso.Ela não estava otimista. Ela conhecia bem as técnicas de seu oponente.

Ele não seria piedoso. Seu corpo se estremeceu ao pensar naquelas unhas sujas e afiadas tocando em Draco abrindo um corte em sua pele de porcelana jorrando um liquido vermelho para todos os lados.

–Senhorita Granger, há quanto tempo você e Draco são agentes infiltrados ? – Perguntou a Professora Hooch

– Há meses – Respondeu Draco ao ver que a menina estava com a mente longe

Crianças” – Resmungou o Professor Vector de Aritmancia –“O que eles estavam pensando bancando os heróis ?”

Os professores liberaram a armada depois de minutos em questionamento. O estardalhaço já estava no ar,as labaredas no fogo já crepitavam na imaginação de cada aluno.A Guerra era real.

–O que vamos fazer com as Relíquias da Morte que conseguimos ? – Perguntou Hermione aos sussurros para Draco

Sua voz estava engasgada. A coragem estava no corpo da Grifinória,mas não era com ela que ela se preocupava.

–Não sei –Sussurrou Draco – Eles não sabem que a temos e isso deve ser segredo nosso. Se os Professores descobrirem que temos todas as relíquias vão querer ter posse de alguma delas...

Um pensamento sondava Hermione. Era agora ou nunca.

–Quero que fique com isso – Sussurrou Hermione entregando algo a Draco

O garoto pegou o que parecia ser um retalho de tecido na cor gelo, o mesmo estava enrolado protegendo algo pequeno e duro. Ele abriu e ela estava lá. Linda e reluzente. Era a relíquia da morte preferida dele. A Pedra da Ressureição.

Hermione não se conteve.Seus olhos transbordavam todas as lágrimas que a mesma tentara guardar.Essa idéia perseguia Hermione desde quando eles conseguiram capturar tal relíquia.Segundo a lenda, quem tivesse sobre a posse sobre a pedra, poderia ressuscitar depois da morte.

–Ela vai proteger você – A menina disse aos prantos – Quando eu não puder fazer isso.

A pedra era capaz de fazer qualquer pessoa que a tivesse em seu poder viver.A morte seria apenas uma passagem ruim, e a pessoa poderia voltar a vida como se tudo o que aconteceu não passasse de um sonho ruim.

–O que pensa que está fazendo dando isso a mim ? – A voz do garoto era grossa e quase um grito –Não existe discussão Hermione. Isso vai ficar com você.

Por que aquela voz ? Aquele timbre rouco e possessivo ? Aquela atitude selvagem e grosseira ? Ele falava com ela com receio que nunca mais pudesse vê-la novamente.

–Mas Draco, a pedra é sua, você quem a conseguiu...

–Calada – Ele novamente foi hostil – Se algo acontecer....Você voltará à vida.Vai trazer beleza a esse mundo. Eu não.

–Por que está falando assim ? – A menina chorava desesperada seu coração partindo lentamente

Ela o conhecia bem demais. Ele não era mais tão indecifrável.

–Você fala como se não merecesse viver. Como se não merecesse uma segunda chance. – Disse Hermione

–Você fica com a pedra,tudo bem ? Não quero discutir.

Ele enrolou o retalho de pano na pedra e enfiou no bolso dos jeans da garota.

–Eu não vou concordar com isso. – Rosnou Hermione – Nós devíamos...

As palavras foram rusticamente interrompidas. A boca de Draco calou a dela colando sua língua na dela. Suas salivas ali se mesclando , suas mentes conectadas com aquele toque.Não havia delicadeza, só o toque ...

Draco era urgente.Machucava a garota,mas nenhum deles se importava. Seus dentes mordiam os lábios femininos famintos, as mãos apertavam o rosto dela com pressão.

Um mundo só deles.

Era só isso que eles queriam.Mas era impossível.

–----------------------------

O castelo se mobilizava. Todos os alunos estavam preparados ,os professores se encontravam na entrada da escola fazendo seus feitiços de proteção.

A atmosfera de guerra já estava solta no ar.

–Harry ?

Harry sente seu corpo ser puxado para longe dos outros estudantes. Por alguns segundos ele pensou que fosse Pansy ,mas depois ele reconheceu a voz.

–Hermione ? O que foi ? Aconteceu alguma coisa ?

No rosto da menina ainda tinha as trilhas que as lágrimas percorreram minutos atrás.

–Nada demais – Ela tentou sorrir passando as mãos nos cabelos armados –Só quero que fique com isso.

Ela estendeu a pedra a ele envolta por aquele mesmo retalho cor de gelo.

–Isso não é...- Ele observou a pedra da ressurreição em suas mãos abobado – Por que está me dando esta pedra ?

–Por que é você quem deve ficar com ela. Você e Draco serão os dois alvos principais. Você ainda é desejado Harry, Voldemort não vai desistir de você.

– E quanto a Draco ? Por que não deu a ele ?Você sabe que segundo a lenda, ela pode ressuscitar quem a possuir e Draco poderia...

–Você sabe como ele é orgulhoso.

–Hermione eu não...

–Você ficará com ela ! Eu não a quero ! Se der ela pra mim eu jogarei no lixo ! – Ameaçou a Garota

Ele a observou.

Tão doce, tão pura, inocentemente boa. Hermione merecia viver mais do que ninguém. Mais do que o próprio herói Harry Potter. Aquilo soava errado ,soava estranho...

Aquela pedra linda e brilhante não deveria estar em seu bolso e sim no dela.

–Cho foi buscar Dumbledore e Rony. Eles ainda são o nosso elemento surpresa.A Varinha das Varinhas ficará com Dumbledore – Disse Hermione

Ele sabia como ela estava se esforçando para não chorar na frente dele.

–Talvez ainda reste esperança.

–Talvez – Ela sorriu suspirando

Foi quando ele a abraçou,contornando seu braço direito pela lateral do corpo dela a apertando com uma força desnecessária.

O aquele abraço significava ? Uma nova vida ?

O que seria deles depois daquela guerra ?

Bom, pelo menos Harry tinha a pedra, e sobreviveria para contar a história.

–-----------------------------------------

–ATACAAAAAAAAAAAAAAAAR !!!!!!! – Berraram os Comensais

Os mantos em negro avançaram destemidos invadindo os terrenos de Hogwarts.

Só bastaram alguns minutos para que a barreira de proteção feita pelos professores fosse destruída.Aquilo mal os distraiu.Sem Minerva para cuidar desses feitiços, a proteção era fraca e cheia de falhas.

E ali, no centro da imensidão vasta criada por comensais da morte, estava ele, o líder ,o alfa, o rei.

Lorde Voldemort.

Só uma palavra martelava em sua cabeça.

Vingança

Seus comensais avançavam e tudo que ele podia enxergar era o negror de suas vestes encapuzadas.Porém tudo que ele desejava ver era vermelho.

Vermelho pelas paredes, pelo chão , escorrendo e transbordando em todos os lugares. Marcas de sangue que ficariam presas na parede como decoração de seu novo castelo durante décadas.

Tudo estava a seu favor e ele desejava sentir ainda mais intensamente o cheiro de vermelho.

–--------------------------------------------------------

AVADA KEDAVRA ! – Berrou Lúcio Malfoy

O feitiço tingiu em cheio um Lufano do quarto ano.

Voldemort sorriu deliciado com os olhares de pavor. Todos os estudantes estavam ali , dando a cara, prontos para lutar.Não havia esconderijos. Era um contra o outro.

ESTUPEFAÇA ! – Berrou Lupin

O feitiço chicoteou Lúcio para trás

A correria se iniciou. Cada comensal escolheu seu alvo preferido para brincar. Afinal aquilo era como um jogo divertido.

Voldemort assistia o belo jogo de luzes.Os feitiços eram fascinantes !

Pegou sua própria varinha e a deixou firme nos dedos. Tentou procurar em meio ao estardalhaço um único rosto em especial. Não se tratava de Draco.Tampouco Harry.

Ele queria Hermione.

Sua ousadia custaria caro.

Um feitiço voou no ar atingindo uma das paredes do lado direito do castelo ,o concreto foi destruído e com a pancada uma fumaça poderosa infestou o ar , cegando-os como uma névoa traiçoeira.

Para olhos humanos, com aquilo seria impossível enxergar qualquer coisa. Mais Voldemort não era humano.Seus olhos de felino cor de sangue conseguiam ver o medo no olhar de cada estudante e professor , e foi no meio desses olhos medrosos que ele encontrou um par em especial que chamaram a sua atenção.Eram lindos e cor de mogno.

A Garota era extraordinária, isso era impossível negar.Hermione duelava com Thorfinn Rowle, um de seus melhores comensais da Morte no quesito duelo. A menina tinha uma graciosidade única em se esquivar de todos as maldições eficazes que Thorfinn era capaz de lhe mandar, rebatendo com o golpe seguinte com altura e eficácia. Não havia dúvidas. Ela era perfeita.

Seus dentes trincaram.

E também não restava uma outra dúvida em questão: Era ela seu alvo principal. Hermione era a única que poderia saciar seu desejo ardente por vermelho.

Sim, ele sentiria prazer.

Quando o corpo morto de Hermione estivesse em seus braços, ele se divertiria ao ver o vermelho escorrendo pelas fendas dos cortes. Ou melhor ainda,ele se divertiria ao ver como o vermelho dela era mais bonito que os demais. As gotas sairiam graciosas das feridas, disso Voldemort tinha certeza,pois o sangue de Hermione tinha um quê agridoce que lhe agradava.

–Thorfinn ! – Berrou Voldemort com a voz grave – Deixe-a para mim que eu cuido dela.

Completamente em pânico Hermione entendeu. Agora ela não precisava se esconder. Estava claro enxergar em qual lado ela estava lutando.

Voldemort se aproximou alguns passos suavemente e exibiu seus dentes podres a amarelados. As pernas de Hermione ficariam bambas ? Estaria ela boa o bastante para correr ?

–Minha Doce Hermione...

LOCOMOTOR PERNAS ! – Berrou Hermione apontando a varinha para Voldemort

O feitiço o atingiu em cheio.Segundos depois as pernas de Voldemort se uniram e ele caiu ao chão completamente imobilizado.

Mas as pernas de Hermione estavam perfeitas.Agilmente a garota deu meia volta e se enfiou no primeiro corredor que encontrou.Não lhe restava muito tempo,só alguns segundos até Voldemort começar a se mover....

Sua velocidade era impressionante, seu corpo pequeno e magro era veloz e corria pelo corredor escuro.Ela sentia que estava sendo seguida.Quantas pessoas Voldemort traria consigo ? Quanto tempo levaria até ele alcançá-la e matá-la de vez ?

Desesperada e sem fôlego ela abriu uma porta e entrou.

A Sala de Aritmancia, a qual era tão fascinada ainda continuava a mesma.As mesmas carteiras duplas de marfim, o mesmo chão amadeirado e barulhento...Se Voldmort se aproximasse ela ouviria com certeza.

Colloportus – Sussurrou a menina com a varinha ouvindo o click da fechadura ao ser trancada

Não demorou muito e Hermione ouviu passos pelo corredor.Eram pés masculinos e pesados que arranhavam o chão de madeira. Não haveria dúvidas que aquele quem andava no corredor, era Voldemort.

Ela prendeu a respiração. Era tudo que ela poderia fazer.

Hermione ? – Berrou Voldemort – Onde você está minha Querida...

A voz soava como em filmes de terror.

Mas não era apenas os pés de Voldemort que faziam barulho.Algo rastejava no chão ao lado dele .

Era Nagini. A Cobra fiel de Voldemort.

Não vai me responder Hermione ? – Berrou Voldemort causando eco no corredor estreito –Nagini , me mostre o caminho.

A cobra rastejou pelo chão presunçosa pela solicitação da ajuda do dono. Escorregou mais alguns metros ao parar uma sala em especial.Voldemort sorriu.Ele sabia que Hermione estaria ali. Afinal, Nagini nunca errou um palpite.

Os dedos de Voldemort deslizaram pela maçaneta.Hermione ficou sem ar ao ver que ele acertara a porta.

–Alohomora – Sussurou Voldemort destrancando a fechadura

A porta de abriu sozinha. Voldemort acendeu a luz para apreciá-la.

Era ali, naquela sala sombria que Hermione iria morrer ?

No outro lado da porta ele pode vê-la.Seu corpo encolhido ao lado do quadro negro.

Sem Saída.

Mesmo ali dentro, podia-se ouvir o barulho de guerra acontecendo lá fora.A gritaria , o som inconfundível de pés em alta velocidade...

–Acabe logo com isso – Disse Hermione olhando-o nos olhos

–Sem antes conversarmos ? Fico ressentido que não queria mais bater um papo comigo Hermione.

Ele sorriu deliciado. Nagini ergueu seu tronco como se quisesse apreciar melhor o espetáculo.

–Garota tola – Agora não havia ironia gentil em sua voz e sim ódio – Você poderia ter tido tudo.O mundo inteiro estaria ao seu dispor se você tivesse sido fiel...

Ela permaneceu calada.Ele se aproximou suavemente dela , com passadas lentas e sutis.

–Nosso filho governaria o mundo bruxo e nós seríamos os reis.

–Prefiro o inferno.

Voldemort foi veloz. Em dois segundos ele já estava em frente a Hermione cravando com força bruta seus dedos afiado em seus pescoço tirando-a do chão.

–O que você disse ? – Sussurrou ele – Pode repetir, por favor?

O bafo da besta atingiu o rosto de Hermione a deixando pior.Ar lhe faltava no corpo e era questão de segundos para morte.Sua boca se abriu engasgada em busca de oxigênio para seus pulmões carentes de ar.

–Ingrata. – Disse ele com rancor – Vou assisti-la morrer , como quem assisti a um filme de comédia trouxa.

Seus olhos fitaram os dele. Os mogno não eram mais vivos. A pele de seu rosto estava branca e roxa.

Seus últimos segundos de vida..

ARENÓFILLUS !! –Uma voz feminina berra logo atrás de Voldemort

Rapidamente um jato de areia feroz é arremessado contra Voldemort.Os grãos de areia entraram em suas roupas machucando e em seus olhos obrigando-o o fechá-los imediatamente. Era isso, ele ficaria sem olhos por alguns minutos. Era a única chance dela !

–Rápido ! – Berrou Pansy do outro lado da sala – Corre Hermione !

–NÃO ! – Berrou Voldemort tateando as paredes com os olhos fechados em busca de Hermione –NAGINI NÃO A DEIXE FUGIR !

–Estupefaça ! – Berrou Pansy apontando para a cobra

A cobra grande e selvagem voou para trás sendo arremessada para longe.

Hermione ainda sentindo seu pescoço arder e pesar mil quilos mancou rapidamente até Pansy enquanto lentamente o ar voltava a entrar por seus pulmões antes carentes de ar.

Pansy esperou Hermione sair para fechar e trancar a porta.

–Corra, temos pouco tempo!

E assim elas partiram,em busca de outro esconderijo o qual Voldemort não pudesse pegá-la sozinha.E Enquanto Hermione trotava sendo arrastada por Pansy corredor afora , sua boca só conseguia pronunciar um única palavra:

–Obri-ga-da – Engasgou

Era isso. Se Pansy chegasse cinco segundos atrasada, Hermione teria seu fim.

–----------------------------------------------------------------

Ao longe podia-se ver tudo.A imagem da destruição e desgraça.Corpos mortos espalhados pelo chão , alunos jovens que poderiam ter um futuro incrível, uma vida incrível...

–Você morrerá Pequenino ! – Disse Augusto Rockwood um dos comensais de Voldemort enquanto lançava um feitiço perpétuo no pequeno professor Flitwick

– Cale a boca ! – Grasnou o professor se esquivando do feitiço – A única coisa pequena que tem aqui,é isso que você guarda dentro das suas calças !

Hagrid que lutava com outro comensal soltou uma risada.Não era hora de rir mas foi inevitável.O pequeno professor tinha uma grande habilidade em batalha e de pequeno , ele só possuía o corpo.

Do outro lado do salão despedaçado se encontrava Lupin que duelava com Lúcio Malfoy. Dois grandes bruxos, duas mentes brilhantes, ali se enfrentando furiosamente.

Lúcio sentia que tinha que correr para longe. Mas Voldemort o veria recuar e iria caçá-lo para matar então não era exatamente inteligente fugir em um momento como aquele.Mas a idéia lhe parecia tão mais promissora ...

Por que estar ali lutando lhe parecia um erro enorme ?

Estar do lado oposto ao de Draco que era o verdadeiro erro.

Foi quando que por um milésimo de segundos Lucio conseguiu bloquear o feitiço de Lupin a tempo quando o mesmo quase o atingiu em cheio.

–Mais cuidado com isso Lúcio ! – Berrou o comensal que duelava com Hagrid – O Lorde não gostará de vê-lo cair !

–Cale a boca ! – Rosnou Lúcio com os dentes trincados enquanto lançava outro feitiço em Lupin que se esquivou dele com maestria

Ao ouvir o comensal dizer o nome de Lúcio,uma lâmpada se acendeu na cabeça de Lupin. Então aquele era Lúcio Malfoy ?

–Você tem um filho maravilhoso, sabia ? – Disse Lupin enquanto ainda fazia seus movimentos com a varinha – Me parte o coração que ele tenha um pai como você.

As mãos do homem loiro de vestes esvoaçantes se fecharam em punhos.O fervor lhe atingiu o rosto,mais intenso do que nunca.Quem aquele professorzinho de merda achava que era ? Ele jamais chegaria a seus pés !

–CALE A BOCA ! CALE A BOCA ! AVADA KEDAVRA ! – Berrou loucamente

Lupin estava no lugar perfeito para desviar mais uma vez. Ele era bom nisso.

–Isso te afeta , não é ? Então deve ser verdade. – Ele sorriu belamente

Draco lutava contra um comensal do outro lado do salão.A mente estava concentrada em sua luta particular e naquela a qual seu pai e Lupin duelavam.

–CRÚCIO ! – Berrou Lúcio esticando a varinha para Lupin

Os dedos trêmulo do comensal facilitaram quando Lupin o bloqueou pelo milésima vez.

– Seu Porco nojento ! – Disse Lúcio com os dentes trincados – Sua esposa deveria ter feito uma dieta antes de morrer não acha ? Afinal , a ultima vez que eu a vi , ela estava mais gorda do que nunca !

–Mas como você...

Sua mente girando insanamente. O sangue corria veloz em suas veias devido aos batimentos cardíacos acelerados. E Lupin nunca teve um sentimento tão intenso quanto aquele.

Lúcio sorriu vitorioso.Finalmente conseguiu calar aquele professor.

–Sim ! – Admitiu Lúcio deliciado ao ver Lupin acuado e vulnerável – Quem é o marido de merda agora ? Eu a matei ! EU A MATEI ! HAHAHA

Sua risada atingia o ar de maneira melancólica.O ar estava escasso. O ódio crescia dentro dele e ele se sentia um lobo selvagem. Ele estava naquela batalha exatamente para vingar a morte de sua esposa grávida e Lúcio estava ali o provocando insanamente, provando ser exatamente o que era:Um assassino.

A adrenalina já estava em seu sangue , seus sentidos mais aguçados do que nunca ,porém seus ouvidos estavam completamente tampados. Ele só conseguia ver e ouvir um único homem:Lúcio.

–AVADA KEDAVRA !! – Berraram os dois ao mesmo tempo

Os feitiços se cruzaram.Vermelho e verde era a cor dos raios de feitiços que se cruzaram no ar.

–NÃO LUPIN ! – Berrava uma voz ao longe – NÃO ! NÃO ! NÃO FAÇA ISSO.

A voz era fraca como um vulto.O feitiço já estava feito.

Um corpo caiu morto e duro ao chão.

–NÃÃÃÃO ! – Continuava a berrar a voz

Era Lúcio. O homem fora atingido pelo feitiço de Lupin e estava ali, no chão duro e frio.

–NÃO ! –Agora dava para identificar que era Draco quem gritara minutos atrás

Ao ultrapassar o campo de guerra aos pulos Draco observou a imagem de seu pai ao chão, os olhos marejados a mão tremula com a varinha , seu mundo desabando ...

Lupin queria se desculpar,mas já era tarde. Ele havia matado sua mulher e seu filho. Ele estava sozinho no mundo cruel por causa daquele homem ao chão. Ele merecia aquilo.

Respeitando totalmente o espaço de Draco ,Lupin se afastou dele e começou a duelar com outro comensal que estava prestes a golpear Draco pelas costas.

As lágrimas enchiam os olhos do garoto loiro. O buraco estava ali, preso em seu peito lhe tirando o ar. Desesperado e inundado pelas lágrimas salgadas ele se jogou no chão despedaçado abraçando o corpo morto do pai.

Sendo completamente estraçalhado internamente.Não existia dor pior do que aquela.Seus músculos ali, rígidos e ardendo pela dor. Era difícil respirar.O corpo de Lúcio continuava gélido no chão e isso não mudaria nunca.

Ele nunca fora um pai exemplar.Mas ele era seu pai. Quente ou frio não importava , era sangue de seu sangue.

Oh mundo cruel , por que tivera de sugar a vida de seu herói ? De seu precioso velho ? Não existia outras formas possíveis de punição ?

Apertou o corpo de Lúcio junto a si , esperando arduamente que de uma maneira insana Lúcio dissesse “Garoto idiota , pare de me apertar, assim eu não consigo respirar !”

Mas ele não disse nada, ele não disse nada,não disse...

Brigue comigo – Pediu Draco aos prantos enquanto acariciava a longa cabeleira platinada de seu pai –Por favor, eu imploro Pai.

Ao longe Voldemort assistia ao espetáculo.

Mostrou seus dentes amarelos em um sorriso deliciado.

Um de seus alvos principais estava ali, chorando deprimido no chão duro e aquilo o agradava.

Distração o agradava.

Não era exatamente decente atingir um inimigo pelas costas e ainda mais assim distraído. Mas Voldemort não era decente , não existia piedade, não existia ressentimento e não existia culpa. Só uma extrema vontade de fazer aquilo imediatamente, como um estímulo ardente que lhe gerava impulsos...

Hermione imediatamente entende a situação e começa a correr.Ela sabia o que precisava fazer.

Voldemort esticou o braço com a varinha na mão apontando para Draco que ainda estava jogado no chão junto ao corpo morto de seu pai.Sem piedade alguma ele proferiu o feitiço maligno.

–AVADA KEDAVRA !

–NÃO ! – Berrou Hermione se jogando na frente

O grito da menina foi trágico.Infestou o ambiente todo como uma poluição.

Sua alma doce e pura sendo jogada fora e espalhada pelo vento frio da primavera.

Seu corpo caiu ao chão completamente sem vida , fazendo movimentos e sons de uma dança macabra.

Draco observou a garota lentamente fechar os olhos mognos e opacos tendo a ele como ultima imagem.O pavor tomou seu corpo que tremeu enlouquecido.

Espasmos de raiva e de pavor domaram Draco.

Rastejando ele alcançou o corpo de Hermione e desesperadamente ele colocou sua mão no coração dela.

Completamente parado,nenhum único batimento.

Sua imagem estava lá , linda e jogada ao chão ainda com as bochechas coradas que ele estava acostumado a visualizar.

Ele jogou os braços para o céu escuro e berrou.

–NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO !!!!!

Sua voz falhou e seu coração também.

Ele sentia que a guerra inteira tinha parado apenas para vê-la cair. Todos os olhos estavam no garoto apaixonado que perdera o pai e namorada em minutos.

Aquilo não era vida. Estava longe de ser uma.

Domado pelo pânico e pelo pavor, seus dedos apertaram seus próprios cabelos puxando-os desesperadamente, seus olhos o cegaram pelas lágrimas, seu corpo tremia como se estivesse com frio.

Draco ! Draco ! – Uma voz berrava ao longe

Mas ele não escutou ,ele não escutou..

Oh , sua pequena ratinha de livros,sua garota linda e inocente...

Os flashbacks o inundaram completamente. Aquele primeiro beijo , aquela primeira noite, a primeira briga , a despedida, a aposta...

Draco ! Draco ! – A voz continuava a berrar enlouquecida

Ele agarrou o corpo morto de Hermione ao chão, desejando arduamente que seu coração estivesse parado como o dela.

E estaria. Em breve. Pois viver uma vida sem ela, simplesmente não seria uma vida.

E Voldemort estava satisfeito por estar completamente certo. O vermelho de Hermione , era o mais lindo e intenso , do que tudo que ele já provou antes.

Notas finais
E então o que acharam ?? *Desviando das pedras* O que vocês acham que acontece a partir daí ? Vale lembrar que Hermione entregou a pedra para Harry então ele pode morrer e voltar. Quem for MUITO observador vai entender a jogada que eu fiz com esse capítulo, tendo cravado no meio deste um enigma que vai desvendar o próximo capítulo inteirinho pra vocês. O que vocês esperam para o próximo e ultimo capítulo ? Observem que: -Draco pensa em suicídio -Harry tem a pedra - Alguém está chamando o Draco nessa cena final Quero ouvir a teoria de vocês !! Quem vocês acham que é ? Leio e respondo todos os reviews :) Beijos de Chocolate sasu_hina