A Aposta
43 Traiçoeiro
Notas iniciais
Nossa ! Estou perdendo o fôlego ! Ando em uns dias muito corridos ultimamente.Mas enfim, aqui está o capítulo.Apesar da correria eu adorei digitá-lo.
Espero que gostem.
Bem...Até lá em baixo !
-Hermione! – Gritou Draco descendo as escadas de seu quarto para chegar ao seu salão comunal o qual Hermione estava localizada
-Nossa! Você demorou! – A garota reclamou virando-se – Tisc, Tisc ,você está péssimo. Passou em algum chiqueiro antes de vir para cá ? – Disse a menina tentando conter o riso – A poção está quase pronta...
Não era mentira. Ao julgar pelo estado de Draco, qualquer um pensaria que ele teria passado por algum tipo de guerra antes de chegar até Hogwarts. O menino estava imundo, com os cabelos platinados todos espetados em lugares diferentes, as vestes negras rasgadas e amassadas e existia uma pequena quantidade de sangue em cada ferida existente em cada rasgo de suas vestes.
-O que é chiqueiro? Se fosse pra você ficar falando merda deveria ter ido no meu lugar! – Grasnou ele revoltado – Ele está lá trancado no meu quarto, provavelmente tentando escapar por algum buraco....
- Roubei belos ingredientes da nossa nova Professora de poções, temos todos os ingredientes, a poção ficará pronta no final do dia...
-Ótimo! – Grasnou ele exausto se jogando no sofá
Hermione estava sentada ao chão, em frente a um caldeirão de porte médio, sendo rodeada por um livro enorme e diversos ingredientes estranhos. Ela mexia o líquido do caldeirão com uma colher de madeira.
-Agora tudo o que precisamos é um fio de cabelo de Rony Weasley! – Grasnou Draco cheio de ironia – Isso você que vai ter de conseguir, eu não encosto naquele cabelo por nada nesse mundo...
-Para de falar asneiras! Isso eu já providenciei. O cabelo de Rony chega daqui a pouco...
- Está brincando? – Disse Draco levantando-se do sofá inesperadamente – Vai conseguir o cabelo dele através de feitiços convocatórios? Está ficando louca? Quer que o cabeça de cenoura fique careca?
-Não tem nenhuma graça. Pedi para Cho providenciar para mim. Se alguém tem chances de pegar o cabelo dele, esse alguém é ela. Não expliquei exatamente o motivo, só disse que salvaria a vida de Rony e pra ela essa explicação foi boa o bastante para ela conseguir esse cabelo.
Inesperadamente Hermione e Draco escutam o som de algo ser estraçalhado.
-Merda! Nosso pequeno prisioneiro está tentando quebrar o meu quarto!
-Eu vou dar um jeito nisso! – Grasnou Hermione levantando-se do chão – Draco, mexa a poção enquanto eu cuido dele.
-Tente fazer com que ele não te morda – Aconselhou Draco olhando tristonho para seus ralos ferimentos que ainda transbordavam sangue
Hermione foi letal. Abriu a porta do quarto de Draco, já sabendo o que iria acontecer. Afinal seu pequeno hóspede era mesmo muito previsível.
Ela já estava em guarda foi fácil prever seus sábios movimentos.
Assim que Hermione abriu a porta, ele rastejou para fora do quarto na velocidade da luz.
-Petrificus Totalus! – Gritou Hermione acertando o alvo em cheio- Você sempre usa os mesmo cansativos truques. Sempre tentando fugir como um ratinho não é mesmo? Pedro Pettigrew?
O pequeno rato acinzentado que tentara escapar pela porta, se transformou em um homem de estatura baixa, quase miúda , com os dentes da frente grandes e brancos e com feições similares a de um rato. Pedro tentara usar seu dom de animago ( capacidade de se transformar em animais) para fugir do quarto de Draco. Mas como Hermione já previra seu truque, agora Pedro estava petrificado em forma de homem devido ao feitiço Petrificus Totalus, que Hermione usara nele. Agora o pequeno homem, seria uma estátua viva por alguns minutos.
Pedro estava totalmente imóvel e com as feições apavoradas.
Hermione sorriu para ele.
-Você não deveria usar sempre os mesmos movimentos. Chega a ser cansativo e monótono.
Pedro tentou mover seus lábios para falar alguma coisa. O feitiço fora certeiro, ele não conseguiu proferir uma única palavra.
-Escuta Pedro – Disse Hermione o rodeando com os pensamentos realmente sérios – Eu não queria ter de fazer isso. Mas você é nossa única opção. Ou é você , ou é o Rony. E eu tinha de escolher você.
O único som que o homem petrificado e apavorado conseguiu emitir foi um gemido.
-Você foi o traidor o tempo inteiro. Você revelou o lugar onde os pais de Harry estavam escondidos. Foi você o tempo inteiro. Você permaneceu alojado na casa de Rony como seu “bichinho de estimação” favorito, coletando informações o tempo inteiro para anos depois se juntar a Voldemort e contar tudo o que viu e ouviu.
O homem gemeu desesperado tentando se defender.
- Você sempre se transformou em um rato, agora será tratado como um! – Gritou Draco lá do salão enquanto ainda mexia no caldeirão.
-Calado Draco! – Repreendeu Hermione.
A menina não gostava de ser má. Mas naquele momento ela precisava ser. Pedro merecia aquilo.
A menina olhou para aquele homem com nojo.
-Você nunca recebeu o verdadeiro valor, não é mesmo? Sempre fez tudo por Voldemort e ele nunca lhe agradeceu como devia. Como é ser tratado como lixo Pettigrew?
As lágrimas infestaram os olhos da menina. Aquele ser a sua frente era um verme. Por que doía olhar para aquele homem condenado ? Por que doía saber que ele iria morrer?
-Agora nós iremos dar a você o valor que você merece – Sussurrou Hermione tentando arrumar de uma maneira bizarra algum tipo de argumento que pudesse fazer seu interior se sentir melhor com aquela futura morte – Você irá morrer para salvar a vida de Rony.
A menina piedosamente passou os dedos no rosto de pedra dele.
-Sinta-se honrado Pettigrew. Essa morte irá salvar você. Você não irá morrer feito um verme. Você irá morrer para salvar Rony Weasley. Vai morrer sendo um herói.
Outro gemido torturante saiu da boca de Pettigrew. Hermione tirou dos bolsos do uniforme que ainda vestia uma espécie de caramelo e tentou colocar na boca de Pedro o máximo que conseguia.
- Por que está fazendo isso?- Perguntou Draco ainda eficiente mexendo a poção.
- É um caramelo, eu mesma fiz. Serve para ele não conseguir se transformar em rato, pois assim ele não conseguirá escapar – A menina esticou a mão e proferiu um feitiço — Accio corda!
Rapidamente uma grossa e resistente corda voou pela porta aberta do quarto de Hermione e parou bem em suas ágeis mãos. Velozmente ela já começou a amarrar os braços e as pernas de Pedro na medida que o feitiço que Hermione aplicara anteriormente nele se esvaia.
-Ahh o que pretendem fazer comigo? O que vocês querem? Terei uma morte justa? Como assim? Morrerei por Rony Weasley? O quê? Como? – Pedro despejou a enxurrada de perguntas assim que adquiriu o movimento nos lábios.
-Eu preferia você como um rato sabia? – Disse Draco do outro lado – Você não para de falar!
-Sem explicações por agora! – Disse Hermione ajeitando a corda para ficar entre os lábios de Pedro para que assim ele não conseguisse falar
-Hmmmmm! – Tentou gritar ele na medida que existia uma corda grossa entre seus lábios enorme impedindo que o mesmo proferisse som algum além de um gemido
-Não me faça usar outro feitiço em você – Ameaçou Hermione enquanto pegava a varinha para fazer um nó apertado na corda usando um feitiço – Calado! Você saberá o que vai acontecer na hora certa!
Acuado ele silenciou-se.
Toc Toc
- Hermione! Sou eu, Cho! Consegui o que você me pediu!
-Na mosca! – Disse Draco enquanto Hermione corria até o retrato de Medusa.
-Medusa! Deixe-me passar!
A mulher se inclinou para trás dando passagem para Hermione sair do buraco do retrato onde Cho a aguardava do lado de fora.
-Trouxe o que eu pedi?
-Olá Hermione! Sim eu estou bem e você?
Hermione revirou os olhos. Estava tão focada em seu objetivo que esquecera seus bons modos.
-Me desculpe – Sussurrou ela envergonhada – Como vai Cho?
-Estou bem e você.
-Estou maravilhosa! – Disse Hermione enquanto ela tinha certeza absoluta que ouvira uma risadinha ao fundo de Draco dentro do salão –Então... trouxe o que eu pedi?
-Está aqui – Disse ela indicando uma ampola que tinha nos dedos
Era impossível a garota ter se confundido. O fio de cabelo brilhante que existia no interior do vidro era indiscutivelmente de Rony, devido ao ruivo diferenciado. O único erro que poderia acontecer era que Cho poderia ter pegado o cabelo de alguns dos irmãos de Rony. Hermione tinha que perguntar.
-Tem certeza que é dele? O cabelo?
-Tenho! – Afirmou como se fosse obvio – Peguei à alguns minutos atrás....
-Obrigada pela eficiência! – Hermione esticou o braço para pegar a ampola.
Cho trocou a ampola de mão para que ela não pudesse pegar.
- O assunto ainda está mal explicado. Preciso de detalhes. — Exigiu Cho
-Irá salvar a vida de Rony!
-Mais detalhes! – Argumentou a menina feroz
-Como assim? Mais detalhes? Isso seria o bastante pra mim!
-Eu só queria saber o porquê um fio de cabelo irá salvar a vida dele? No que ele está envolvido? Eu poderia ajudar em alguma coisa... Rony é a minha vida agora, você deveria saber disso, você poderia me dar mais informações...
-Cho! – Cortou Hermione para ela parar de tagarelar – Quer verdadeiramente ajudar? Realmente?
Cho assentiu sem hesitar.
-Então me de essa ampola agora mesmo!
Rendida ela entregou o pequeno frasco a Hermione.
-Se precisar de alguma coisa...
-Não hesitarei a pedir a você. Agora descanse, faremos o resto.
-Boa sorte, seja o que for! – Disse a menina saindo do corredor enquanto Hermione tornava a entrar em seu salão comunal.
-Aleluia! Pensei que vocês iriam bater um papinho para por as fofocas em dia.– Retrucou Draco pela demora da Castanha
-Alguém precisa ser acalmado. Já basta você eu com nossas doses estremas de adrenalina, ela pelo menos pode respirar em paz.
-Tudo bem! Venha aqui e me tire dessa tortura, adicione esse maldito cabelo, pois eu não aguento mais mexer esse caldeirão!
-É pra já senhor! – Disse a menina irônica se aproximando do caldeirão e tomando o lugar de Draco.
O loiro sorriu vitorioso para Pettigrew amarrado ao chão. Hermione não poderia ter escolhido alguém melhor. Aquele rato merecia o destino que iria ter.
Hermione jogou o cabelo na poção que com o toque dos fios de Rony começou a borbulhar.
-Não o provoque – Pediu Hermione a Draco.
-Tarde demais! – Disse Draco se aproximando de Pedro enquanto o mesmo tentava de maneira tosca rastejar para longe de Draco.
De uma maneira bizarra, Pedro sabia que Draco não teria a delicadeza que Hermione tivera com ele.
-Eu mal posso me conter para observar esse seu lindo rosto adquirir sardas e cabelo ruivo, Pedro! Poderia até mostrar um espelho a você! Odeio admitir, mas você nunca se verá tão bonito quanto esta noite!
-Rony adoraria ouvir isso! – Cantarolou Hermione
- Conte alguma coisa ao Cabeça de Cenoura, que você irá se ver comigo! Sua Sabe-Tudo-Irritante!
-Vou pensar no que posso fazer por você, Doninha irritante!
Oh doces apelidos carinhosos!
Ambos sorriram um para o outro.
Se não fosse a pequena dose de culpa que ainda existia em cada um deles, aquele momento seria perfeito.
Mas afinal Pedro era um criminoso, e tudo que Hermione e Draco estavam proporcionando a ele, era morrer com um pouco de dignidade. Morrer pelo lado certo. Mesmo que seja forçadamente.
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- Tome logo essa merda Pedro! – Grasnou Malfoy praticamente enfiando o frasco com a poção polissuco na boca de Pedro que estava de mãos atadas pela corda – Estamos quase chegando na mansão e você ainda não tem sardas!
- Não quero morrer, por favor, menino Malfoy, tenha piedade!
PAFT ‘
-PARE DE SUPLICAR COMO UM VERME!
-Draco ! – Repreendeu Hermione devido o tapa desnecessário que ele dera em Pettigrew – Pedro, por favor, tome isso, precisamos que você beba.
-Prefiro ser morto por vocês, do que pelo Lorde das Trevas! Por favor, menina bonita, menina inteligente, por favor...
Draco controlou-se. Deu tudo de si, controlou cada célula de seu corpo para não dar outro tapa nele. Tudo que ele sempre chegaria a ser, era um verme.
Ele suspirou. Uma, duas , três vezes.
Enquanto seus braços arrastavam Pettigrew pelo pequeno atalho que eles encontraram para chegar até mansão Malfoy, onde Voldemort se encontrava, Draco teve uma ideia.
-Você pode tomar a poção por bem ou por mal. Seria errado eu obrigar você a tomar essa poção através da Maldição Imperius, não seria ?
-Sim, seria muito, mais muito errado mesmo – Disse Pedro desesperadamente.
-Sim, mas o problema é que eu não hesito eu fazer coisas erradas. Está no meu sangue Pettigrew. Tome isso agora mesmo!
Eles deram uma pausa em sua pequena caminhada. Ainda com os braços amarrados, pelas apertadas cordas de Hermione, Draco ajeitou o pequeno frasco com a poção Polissuco nos lábios abertos e contrariados de Pettigrew.
-Oh meu Deus! – Sussurrou Hermione ao ver o feitiço funcionando
A cabeça do homem adquiriu uma forma menor e menos brutal, o rosto transformou-se em uma pele mais branca e com algumas sardas, e os dentes grandes de rato, ficaram no tamanho normal , exatamente como os de Rony eram. O corpo ficara alto e magro. Era Rony Weasley, afinal.
-Que gracinha! – Zombou Draco sem escapar uma risadinha
Hermione deu um tapa no braço dele. Aquilo não tinha graça nenhuma.
Como os braços de Rony eram mais finos que os de Pettigrew, as cordas que prendiam os pulsos do homem se afrouxaram devido os pulsos mais magros que eventualmente eram de Rony.
Pedro foi esperto. Tentou tirar as cordas que o prendiam, mas o feitiço de Hermione era eficiente. Assim que o homem tentou sair da corda, a mesma se apertou laçando o formado novo de seu pulso.
-Espertinho hun? Você não vai escapar! – Disse Draco enquanto ele Hermione e seu prisioneiro continuavam sua caminhada.
-Está uma linda noite – Observou Hermione – Eu sinto muito em ter de fazer isso. – Ela olhou para Pedro.
O homem pela primeira vez, não pediu por misericórdia. Ficou em silencio olhando as estrelas.
-Não vai implorar compaixão? É tudo que você faz! – Estranhou Draco
-Talvez você esteja certa, menina – Observou ele a linda noite com sua abundante quantidade de estrelas – Eu ainda posso lutar pelo lado certo.
Os olhos de Hermione brilharam. A culpa em seu interior diminuiu superficialmente.
-Não confie – Avisou Draco – Ele é traiçoeiro.
Pedro olhou feroz para Draco. Ambos se encaram mas não falaram nada.
-Por que você fez aquilo? – Perguntou Hermione – Por que entregou o esconderijo dos pais de Harry?
Ela sentia tanta raiva! Tanto ódio. Tudo poderia ser diferente. Se os pais de Harry estivessem vivos, talvez Voldemort não tivesse sobrevivido. Talvez, só talvez, eles poderiam ter tido uma vida diferente da que eles estavam tendo.
-Eu sou um verme, esqueceu?
-Perguntei o porquê, não perguntei o que você é. – Disse a menina feroz ansiando mais do que nunca por uma explicação plausível.
- Eu sabia que ele iria longe. Sabia que Voldemort chegaria ao topo mais cedo ou mais tarde. Desejei chegar ao topo junto com ele. Optei pela traição ao invés da derrota. Queria tanto poder quanto ele...
-Mas ele não te ofereceu a glória que ele recebeu, não é mesmo? Voldemort nunca lhe deu o devido valor! — Zombou Draco
-Não. Ele nunca me valorizou. Ele só está onde está, porque eu lhe dei informações! Ele deveria me tratar melhor!
-Deveria, mas não faz. E agora sinta-se feliz! Você está nos ajudando a acabar com ele! – Disse Hermione
-Quem diria... — Sussurrou ele como se estivesse murmurando palavras para si mesmo.
-O que disse? – Disse Draco ainda o arrastando por seu pequeno atalho
-Eu nunca desconfiei de vocês dois. Nunca pensei que eram agentes duplos.
-Ah cala boca! – Disse Draco não querendo falar sobre isso
- Eu também não sabia que vocês estavam desrespeitando as ordens do Mestre. Afinal ele foi bem claro que não queria nenhum romance entre vocês dois.
A pele de Hermione começou a queimar.
-Não estamos em nenhum romance! – Grasnou Hermione feliz pela noite ter chegado a tempo de Draco não conseguir vê-la corar
O loiro silenciou-se. Não queria falar nada sobre o assunto.
-Estamos quase chegando – Disse Draco para mudar de assunto – Está na hora de fazermos aquilo. Eu faço , ou você faz Hermione?
-Faça você, eu não tenho coragem – Disse Hermione
A Castanha ficou atrás do Pedro (Rony) e segurou-o pelas costas para que ele não fugisse, enquanto Draco tirava os braços ao redor dele.
-Tudo bem eu faço – Disse Draco tirando a varinha do bolso.
-Fa-Fazer o que? – Disse Pedro sem entender.
-Precisamos usar a Maldição Imperius em você. Você está com a aparência de Rony, mas você não tem a mentalidade dele. Você ainda pode nos entregar e dizer a Voldemort que isso tudo é uma farsa e que você não é o Rony Weasley que ele quer. Por isso temos de fazer isso. – Explicou Hermione.
-N-Não precisam fazer isso. Eu não entregarei vocês! Por favor...
-Você é Traiçoeiro – Disse Draco como se aquilo já fosse explicação o suficiente.
Ele apontou a varinha para Pedro e pronunciou
-Imperio
O feitiço atingiu Pedro em cheio. A postura do bruxo mudou. Antes encolhida e curvada ficou reta e com os olhos azuis de Rony, mas concentrados do que nunca. Draco se aproximou dele, para fita-lo olho no olho.
-Você agora é Rony Weasley. Estuda em Howarts desde seus onze anos de Idade. Gosta de coisas de trouxa assim como seu pai e seu melhor amigo é Harry Potter. Você matou Bellatrix Lestrange apenas para salvar sua irmã caçula Gina Weasley. Estamos entendidos?
O homem em forma de garoto assentiu com a cabeça.
-Qual é o seu nome? – Perguntou Hermione só para testar
Ele respondeu automaticamente.
-Rony Weasley.
-Perfeito! – Sussurrou Draco
Aquilo não podia ser fingimento. Era real, Draco já vira seu pai fazendo essa maldição em muita gente, não tinha como errar.
-Vamos – Disse Draco contornando a mansão junto com Pedro enquanto Hermione corria na frente para bater na porta.
A porta foi aberta.
Lucius apareceu a porta rapidamente. Era como se a mansão inteira estivesse ali esperando por eles. Como se fosse uma grande festa.
Hermione e Draco sentiram-se enojados.
-Há quanto tempo meu filho – Cumprimentou Lucio – Vejo que trouxe a nossa sobremesa de hoje. – Disse o homem ignorando Hermione e indicando o aparente Rony Wasley nos braços de Draco.
-Sem cerimonias! – Disse Draco empurrando “Rony” para o mesmo entrar na mansão.
Não havia amor entre os dois. Só uma parede de gelo.
-Hermione! Draco! – Disse Voldemort levantando de sua enorme poltrona para recepcioná-los – Vejo que cumpriram minhas ordens!
Ele se aproximou velozmente de Rony que ainda estava preso pela corda e pelos braços de Draco. Era como se Rony fosse um imã que puxasse Voldemort cada vez mais perto dele.
Hermione olhou ao redor. Nenhum dos comensais usavam máscaras diante deles dois. Hermione e Draco já provaram serem muito confiáveis.
-Souberam da novidade? Rabicho desapareceu hoje. Alguns dos meus comensais disseram que ele sumiu pela manhã, mas eu só percebi a ausência dele meia hora atrás.
Os comensais riram da piada. Riram forçadamente. Era obvio que eles não achavam Voldemort engraçado.
-O que será que aconteceu com ele Meu Lorde? – Perguntou Hermione para puxar assunto.
Ele nem ao menos olhava para a menina. Seus olhos estavam fixos no que ele pensava ser Rony Weasley.
-Não me importo. Ele deve estar em algum esgoto por ai.
Outra piada, outra enxurrada de risos. Era como se o sumiço de Pedro Pettigrew não significasse nada para ele.
-Desamarre-o e se afaste dele Draco.
Draco obedeceu. Tirou as apertadas cordas do pulso de Pedro e se afastou para ficar ao lado de Hermione. Os comensais estavam posicionados de maneira estratégica. Ambos saíram do caminho do improvisado campo de batalha, mas ao mesmo tempo queriam se posicionar bem para assistir ao espetáculo.
Doía assistir aquilo. Principalmente para Hermione. O homem condenado teve uma segunda chance para ficar no lado certo. Mas ele deveria ter chegado até lá por conta própria e não forçadamente. Aquilo era errado. Não era certo obrigar alguém a mudar de lado, não era certo entregar um coração para Voldemort parar as batidas.
-Quieta – Sussurrou Draco para Hermione – Fique firme. Ele vai sentir a dor exalando em você, e não será nada bom.
Hermione forçou seu interior para se recompor.
- Me conte Rony Weasley, como anda seu pai? Sua família? Aqueles amantes de Trouxas!
Ele jogava as palavras com nojo. Como se ele fosse bom demais para pronunciar perguntas como aquela.
-E-Eu não sei – Disse Pedro descoordenado.
Ele olhou para Hermione sem saber por que.
-Por que a matou? Bellatrix Lestrange? Minha melhor e mais fiel comensal... — Ele disse enquanto revirava as vestes negras até conseguir pegar sua própria varinha.
-E-E-E-Ela estava com a minha irmã.
“Merda, ele gagueja como o Pettigrew “ – Grasnou Draco internamente desejando ardentemente que Voldemort não desconfiasse.
-E o que lhe deu o direito de matá-la?
- Era minha irmã ou ela. Tinha que ser ela.
PAFT’
-Arghhh – Gemeu Rony jogado ao chão devido ao golpe que Voldemort dera nele com suas próprias mãos.
-Você vai desejar nunca ter nascido. Vai pedir misericórdia aos gritos – Disse Voldemort sorrindo prazerosamente lhe apontando a varinha – CRUCIO!
Um raio verde atingiu em cheio o corpo do homem que já estava jogado ao chão.
-ARGHHHHHHHHHHHHHHHH
-PEÇA DESCULPAS! PEÇA DESCULPAS POR TÊ-LA MATADO !
-Eu não...
-CRUCIO! HAHAHAHA!
Era doloroso só de olhar. O homem debatia-se no chão gemendo de dor de maneira escandalosa. Os cabelos ruivos pareciam chamas devido aos movimentos que ele fazia com a cabeça. As sardas mal eram visualizadas, devido a pele vermelha por tanto gritar.
-Aos poucos eu vou limpando o mundo de toda essa sujeira. Mas podemos começar por você! AVADA KEDAVRA!
A maldição atingiu Pedro em cheio. O homem caiu ao chão totalmente morto e sem vida e ainda com os olhos abertos.
Hermione teve de fazer força para respirar. O barulho do ar entrando em seu corpo de maneira dificultosa, fazia um barulho alto no ar em meio ao silencio.
-Parece chocada, minha cara. Estou correto? – Voldemort andou até ela
-Não. — Tentou dizer ela com a voz firme.
Os dedos de Voldemort deslizaram pelos cabelos bagunçados da menina.
-Acostume-se. Isso é apenas o começo.
Hermione forçou um sorriso falso e obrigou seu estomago revirado a ficar calado. O cheiro de morte estava por toda parte, e de certa forma Hermione sentia que aquela era a fragrância preferida de Voldemort.
Notas finais
Enfim é isso ai !
Beijos de Chocolate
sasu_hina
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