Notas iniciais
Olá amores.Demorei ???
Espero que não muito.Fora esse que estou postando já tenho o próximo capítulo pronto para ser corrigido e em breve postado.
Espero que ambos gostem desse !
Enfim...
Até lá em baixo !

-Eu realmente, sinto muito em ter acordado todos você a essa hora da noite. – Desculpou-se Hermione olhando tragicamente para os olhos cansados diante dela

A Armada de Dumbledore inteira se encontrava na Sala Precisa nesse instante. Até mesmo, Pansy e Blaize estavam presentes.

Rony estava quase roncando no ombro de Harry , mais dormindo do que acordado.

Se ele soubesse que outro morreu no lugar dele, enquanto ele dormia...” – Pensou Hermione internamente quando um aperto enorme tomou seu peito ao se lembrar de Pedro Pettigrew.

-Por que nos acordaram? – Pansy relinchou – Tinha que ser a essa hora da noite? São quatro e meia da manhã, estaremos em aula daqui a algumas horas...

-Nós sabemos ler horas Pansy. — Disse Draco com a voz azeda – Mas esse assunto não se pode esperar.

A menina grasnou algum som ininteligível e resmungou alguma coisa no ouvido de Zabine que estava sentado ao seu lado, provavelmente tão cansado quanto ela.

-Gostaria que abrisse os olhos Weasley – Disse Draco – Não posso dizer o que desejo, se minha voz for abafada pelo seu ronco de Trasgo.

-Ora seu... — Grasnou Rony levantando-se de imediato do ombro de Harry

-Ignore – Disse Harry coçando os olhos avermelhados e usando a pouca força que tinha para manter os olhos abertos – Sejam rápidos. Eu estou exausto.

-Também estamos Potter – Disse Draco

-É o seguinte – Iniciou Hermione observando que agora todos estavam sentados e prestando a atenção nela e em Draco – Acho que perceberam que Draco e eu andamos um tanto... Misteriosos nesses últimos dias...

-Cho , abra os olhos, e não durma! – Disse Draco revoltado ao ver os olhos da menina oriental fechados de sono

Hermione deu cutucão no ombro dele.

-Cala a boca, os olhos dela são assim mesmo! – Hermione sussurrou para ele

-Idiota – Murmurou Cho

-Continuando! – Hermione pigarreou – Draco e eu recebemos uma importante missão de Voldemort uns dias atrás. Uma missão especial, e nós simplesmente não podíamos falhar.

-Foi uma missão de alto porte – Ressaltou Malfoy – Através dessa missão , tivemos total certeza que ele deposita sua confiança em mim e em Hermione , e que ele não desconfia de nossa deslealdade.

-Qual missão? – Perguntou Gina falando pela primeira vez

-Na guerra houve muitas mortes. Mortes que Voldemort não queria que tivessem acontecido. Rony matou Bellatrix Lestrange. Ela é considerada o braço de Voldemort e era a Comensal favorita dele.

-Obviamente o posto dela já foi ocupado – Disse Draco com amargura relembrando do favoritismo aparente que Voldemort demonstrara por Hermione a algumas horas atrás

-Que seja – Disse Hermione com os dentes trincados – Rony matou Bellatrix e Voldemort queria vingança. Ele pediu como missão especial,para Draco e eu capturarmos Rony e levarmos ele para lá para o próprio Voldemort matá-lo.

-Voldemort está atrás de mim? – Guinchou Rony agora totalmente sem ar

-Aposto que seu sono se dissipou agora, não é mesmo? – Disse Draco sarcástico à medida que Hermione lhe dava outro forte cutucão com o cotovelo.

-Hermione? Vocês não vão me arrastar para lá, não é? – Disse Rony de maneira incerta.

Hermione o olhou desesperada. Rony realmente acharia que ela seria capaz disso? Realmente acharia que ela o levaria para Voldemort o matar?

-O que você acha que sou? Eu jamais faria isso com você...

-Hermione teve uma ideia muito melhor. Voldemort nos deu apenas dois dias, e funcionou. — Explicou Draco na medida que Hermione ainda estava em estado de choque – Usamos Pedro Pettigrew para morrer no seu lugar, demos a ele a Poção Polissuco para ele se transformar em um magrelo feio, alto, ruivo e com sardas para que Voldemort pudesse matá-lo, pensando que estava matando você.

Os olhos azuis de Rony pararam de encarar Draco, e começaram a fitar Hermione de maneira ardente.

-Isso foi ideia sua? – Perguntou Rony sem entender o que eles queriam dizer.

Todos estavam chocados. Rony, Harry, Gina... Todos fitavam Hermione , como se fitassem uma outra pessoa.

-Não julguem por favor – Implorou Hermione se sentindo ainda pior devido aos olhares recriminadores – Eu não tinha escolhas.

-Pedro Pettigrew? Ele está morto? – Perguntou Harry

-Sim – Respondeu Hermione com um fio de voz

Lágrimas saíram dos olhos de Rony. Era tão errado, era tão irracional chorar naquele momento. Mas ele não podia evitar. Era para ele estar morto e não Pedro. Era para ele estar caído no chão duro ao invés dele. A culpa pesava em cima dele, a tal nível que chegava a lhe faltar o ar.

-Tudo foi feito com cautela. Já me livrei do corpo dele, Voldemort jamais saberá que matou Pedro Pettgrew ao invés de Rony Weasley. Pedro Pettigrew é apenas um comensal a mais naquele lugar, Voldemort acha que ele apenas se cansou de segui-lo e decidiu ir embora. Porém alguns cuidados devem ser tomados. Você Rony Weasley , terá de se esconder junto a Dumbledore na Casa dos Gritos, pois assim como ele , Voldemort não pode nem imaginar que seu coração ainda pulsa. Estamos entendidos? – A voz de Draco era feroz

Afinal, a culpa também cairia sobre ele e sobre Hermione, se Voldemort descobrisse que tanto Rony quanto Dumbledore estavam vivos.

Rony limpou as lágrimas que não deveriam ter saído de seus olhos.

-Ninguém deveria ter morrido por mim. Principalmente contra sua própria vontade...

-Não tínhamos escolha... -Argumentou Hermione

-VOCÊS NÃO ME DERAM, A MERDA DA ESCOLHA! – Berrou ele levantando-se – VOCÊ AO MENOS PERGUNTOU A MIM? PERGUNTOU A MINHA OPINIÃO?

Hermione abaixou a cabeça, na medida que as lágrimas também tomavam conta dela. Ela se sentia uma pessoa horrível. Inesperadamente os olhos sem vida de Pedro Pettigrew tomaram sua mente de maneira trágica.

-Você realmente não tem ideia da culpa que estou sentindo agora. – Disse Rony fitando o vazio

-Eu só queria você vivo. Me perdoe. – Disse Hermione com a voz fraca

Os olhos cansados de Rony, fitaram Hermione. Olhos cheios de dor.

-Eu sinto muito. Eu só queria ter sido consultado antes. Era a minha vida que estava sendo cobiçada, eu tinha que escolher.

-Como assim escolher? – Perguntou Zabine

-Se opções fossem dadas para mim, precisamente, eu me sacrificaria ao invés de matar alguém no meu lugar.

-Não mesmo, você não faria uma burrice dessas! – Disse Gina com a voz desesperada

-É melhor do que alguém morrer no seu lugar, como um covarde!

-Vamos esquecer isso por agora – Disse Draco cessando a possível briga que estaria prestes a começar – Você, Rony Weasley, deve se juntar a Dumbledore logo. Aqui, pegue isso! –Draco arremessou algo no ar na direção de Rony.

Mesmo descoordenado pelo sono, ele conseguiu pegar a pequena mochila que lhe fora jogada.

-Aí tem comida, roupas limpas, e provavelmente uma dúzia de livros velhos e empoeirados.

-Livros? – Perguntou Rony abrindo a mochila

-Não pensou que iria ficar esse tempo todo lá na Casa dos Gritos, sem fazer nada, pensou? – disse Draco

-O que esses livros podem ajudar? – Dessa vez foi Harry quem perguntou

-Em alguma coisa. Alguns falam sobre as Relíquias da Morte, quem sabe não encontramos alguma pista? – Hermione pronunciou

-Epa, epa, epa! – Disse Rony como se tivesse lembrado de uma coisa extremamente importante só agora –Como vocês conseguiram meu cabelo? Para a Poção Polissuco, quero dizer...

-Eu dei seu cabelo para Hermione. — Admitiu Cho – Não sabia do que se tratava, mas ela me garantiu que isso seria necessário para deixa-lo vivo.

-Traidora – Disse Rony meio zangado

-Não vai ficar chateado por isso, vai ? – Perguntou Cho beijando com delicadeza sua bochecha cheia de sardas

-Não. Mas gostaria que ninguém tivesse de morrer por mim.

Inesperadamente Rony olhou para Harry. Harry sempre dizia para o amigo Ruivo, o quanto ele odiava a proteção exagerada que lhe era dada. Ele sempre dizia a Rony que detestava que pessoas -conhecidos ou desconhecidos — morressem em seu lugar. Rony nunca entendeu essa atitude do amigo, mas agora ele entendia, agora ele compreendia com nitidez exagerada. O simples fato de alguém morrer em seu lugar lhe dava uma dor. Um sentimento horrível de culpa. Onde Pedro deveria estar agora? Enterrado em um jardim fajuto? Ou no meio de algum lixão abandonado no meio dos ratos? Ou simplesmente no meio do nada? Era esses lugares que Rony deveria estar agora.

Hermione andou sorrateiramente até Rony. Seus olhos transbordavam um pedido de desculpas.

-Eu devia ter lhe dado alguma opção. Mas eu realmente não queria que você morresse...

-Hermione...

-Francamente Rony, você é tudo pra mim...

Seu choro foi abafado por um abraço fraternal. Rony a envolveu com seus braços e metade da culpa que Hermione sentia foi embora. Afinal, se ele estava ali na sua frente, vivo, com seu coração lindo e pulsante tudo valeu a pena. Rony tinha um brilho que era capaz de iluminar toda uma cidade. Ele era seu melhor amigo, pensar na possibilidade de viver sem ele era algo realmente doentio.

-Parem de drama! Muita coisa ainda deve ser feita! – Disse Draco que ainda continuava impecável no mesmo lugar de antes – Rony mande uma carta para sua família agora. Diga para eles que independentemente da informação que eles forem receber em relação a sua morte, diga que você está são e salvo e mande eles destruírem a carta depois só por precaução. A notícia de sua morte acontecerá hoje pela manhã. Atenção a todos! Pansy eu lhe dou essa missão, espalhe pelo castelo inteiro que Rony Weasley foi sequestrado e provavelmente morto por Voldemort.

-Por que eu tenho eu espalhar a notícia da suposta morte dele?

-Por que ninguém fala tão bem quanto você – Alfinetou Hermione que agora estava sentada entre Rony e Harry

Pansy fez careta.

-Potter? – Disse Draco – Se perguntarem alguma coisa a você, diga que Weasley chegou a dormir na cama ontem à noite, e que você não escutou ruído algum enquanto dormia. Faça as pessoas acreditarem que Voldemort raptou Rony silenciosamente, isso combina com todo o cenário em questão.

-Certo – Disse Harry desanimado

A tristeza o invadiu. Já bastava Hermione que andava horas com Malfoy, agora ele teria de perder seu melhor amigo também.

-Você tem que ir agora. — Disse Draco fitando Rony – Se despeça de seus amigos agora. Cho? Você pode levá-lo até a Casa dos Gritos junto a Dumbledore?

-Vou adorar – Disse a menina sorridente ao saber que os últimos minutos de Rony seriam unicamente dela

Harry abraçou o amigo ruivo apertado e depois Gina fez o mesmo.

Hermione e Rony trocaram um olhar profundo e depois se abraçaram novamente.

Todo suor valeu a pena. Rony valia o processo inteiro.

-Vamos? – Disse Cho lhe esticando a mão

Rony pegou sua mão na dela, entrelaçando os dedos.

Ele fitou Harry, Hermione e Gina que assistiam ele se afastar a passos largos junto a Cho.

-Espero vê-los em breve. — Falou Rony enquanto Cho o arrastava para fora da sala precisa.

-Também esperamos – Disse Hermione

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-Quer saber? – Disse Hermione a Draco enquanto eles se jogavam nos sofás do salão comunal dos monitores – Vou faltar nas aulas amanhã!

-O quê? Quem é você, e o que fez com Hermione Granger? – Disse Draco gargalhando vendo-a acabada no sofá

-Não posso faltar um dia sequer? Eu sou uma bruxa, e não uma máquina.

-Faça como quiser. Na verdade, eu estou exausto também. Acho que irei faltar nas aulas, assim como você.

-Bom trabalho. Merecemos algum descanso!

-Sem dúvida!

O silencio se instalou. Cada corpo cansado, em um determinado sofá. Seus músculos protestavam, suas pálpebras insistiam em se fechar ali mesmo, e adormecer durante belas horas. Draco fitou o teto, quando um pensamento aleatório do dia que tiveram invadiu sua memória. As palavras de Pedro Pettigrew ecoaram em sua mente cansada.

“–Quem diria... — Sussurrou Pedro como se estivesse murmurando palavras para si mesmo.

–O que disse? – Disse Draco ainda o arrastando por seu pequeno atalho

–Eu nunca desconfiei de vocês dois. Nunca pensei que eram agentes duplos.

–Ah cala boca! – Disse Draco não querendo falar sobre isso

– Eu também não sabia que vocês estavam desrespeitando as ordens do Mestre. Afinal ele foi bem claro que não queria nenhum romance entre vocês dois.

A pele de Hermione começou a queimar.

–Não estamos em nenhum romance! – Grasnou Hermione”

-Hermione? – Perguntou Draco apenas para checar se menina ainda estava acordada

-Hun?

- Você lembra o que Pedro Pettigrew disse? Antes de morrer? Disse que ficou surpreso por nós estarmos contrariando Voldemort estando em um suposto romance.

-E daí?

O menino olhou novamente para o teto. Esperou alguns segundos se passarem até arrumar coragem para dizer aquilo em voz alta.

-O que acontece, é que eu queria que Pedro estivesse certo.

Sua mente girava, suas bochechas queimaram com sua coragem. Havia muito tempo que não existia um “nós”. Havia muito tempo, que eles evitavam falar sobre isso. E ali estava ele, admitindo, pondo todo o seu orgulho Sonserino em risco, para dizer a verdade. Ele a queria de volta e ele queria que tudo que Pettigrew disse sobre eles estarem em um romance, fosse verdade. Mas não era.

-Hermione? Oh merda! – Grasnou ele praguejando ao ver que a menina pegara no sono

Desajeitado e sem saber como fazer isso ele correu para o quarto de Hermione para pegar um lençol fino. Afinal estava verão e a menina não precisava de mais do que isso e o cansaço era demasiadamente gigantesco para ela se importar em estar coberta ou não. E com o lençol fino nas mãos ele a cobriu desengonçadamente.

-Algum dia, direi, mas não agora. — Disse ele dando um beijo de boa noite na testa dela – Boa noite princesa, espero estar nos seus sonhos. — Disse o Loiro tristonho.

Assim ele subiu as escadas indo para seu próprio quarto, na medida que uma lágrimas escorria do rosto de Hermione, sem Draco ter consciência disso.

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O salão principal estava um caos. As pessoas tomavam seus cafés da manhã e conversavam apenas sobre um único assunto: Rony Weasley.

Pansy fizera um bom trabalho espalhando a notícia. Umbridge estava acuada, sem saber como reagir a isso, e em breve o Ministério da Magia, entraria em ação sobre o sumiço e uma suposta morte de um aluno de Hogwarts. Vários olhares estavam mirados para a mesa da Grifinória , especificamente , no lugar desocupado onde Rony costumava se sentar.

Harry enfiava na boca um pedaço generoso de pão com cereais, enquanto sua namorada Gina, estava sentada ao seu lado, tomando suco de abóbora. Nada lhe entrava direito no corpo. Os olhares tiravam toda fome da menina ruiva, afinal ela era a única dos irmãos de Rony que não estava com o rosto vermelho de tanto chorar, afinal ela sabia a verdadeira história.

-Estou me sentindo desconfortável –Sussurrou Gina apenas para Harry ouvir – Eles olham para mim, como se eu fosse um monstro.

-Não ligue para isso – Tentou dizer Harry entre as mastigadas com a boca cheia de pão – Eles não sabem o que você sabe.

A menina abaixou a cabeça, enquanto mais alunos entravam no salão principal e fitavam a ruiva com maus olhos.

Pansy andava entre a mesas da Corvinal e a mesa da Grifinória com um jornal preso entre os dedos.Na medida que ela chegou perto de Harry propositalmente, ela deixou o jornal que tinha nas mãos cair no colo dele.

Harry olhou para trás, para ver de onde vinha aquele jornal, e ele conseguiu fitar uma Pansy misteriosa que lhe deu uma rápida piscadela antes de sair correndo até sua própria mesa e ocupar seu lugar ao lado de Zabine.

-O que é isso? – Perguntou Gina fitando o jornal que estava no colo de Harry o qual Pansy jogara para ele ver – Por que ela deixou isso com você?

-Não faço ideia. — Sussurrou Harry passando os olhos pelo jornal – Mas pelo menos agora pela manhã, tenho algo para ler.

Ele deixou seu pedaço de pão um pouco de lado e abriu o jornal amassado para poder ver melhor. Aquilo não era completamente novo. Já fora folheado antes. Havia uma reportagem em especial na folha , marcada com a tinta fresca, que se fosse julgar pelo cheiro, fora riscada a poucos minutos atrás , feito com o auxílio de uma pena. Harry reconheceu que aquele jornal era trouxa.

Harry leu a pequena reportagem.

Suposto Apagão

Entrevistas revelam que Apagão de Bêbados não ocorre

Segundo pesquisas e entrevistas feitas com Candidatos especiais que bebem diariamente, o famoso “apagão” que muitos Bêbados afirmam ocorrer, depois de tomar uma boa cerveja gelada, não acontece. A entrevistada Juliana, estudante de 19 anos afirma que “O que fazemos quando estamos Bêbados, não some simplesmente de nossas cabeças e parte de nossa mente, sabe o que estamos fazendo aquilo. Na verdade, dizemos que a Bebida apagou nossa memória, por pura vergonha do que realmente aconteceu antes, mas nós lembramos de tudo e nada some por completo.” Segundo os Pesquisadores, outros 27 candidatos dos 50 entrevistados, tiveram a mesma resposta de Juliana, alegando que depois que se bebe, as lembranças não se vão completamente, e os “apagões” não existem de fato”.

Harry se sentiu sem ar. Totalmente desconcertado.

Afinal era verdade. Ele nunca esqueceu o que aconteceu de fato naquela Sala Precisa quando ele esteve com Pansy. Na realidade, mesmo que ele não estivesse totalmente em sã consciência, parte do Harry sóbrio e doce, ainda estava dentro dele, ali, quando ele tocou seus lábios nos dela naquela noite mágica. Através daquela reportagem ele fora totalmente desmascarado. Suas mentiras desceram pelo ralo.

Com a face fervendo em completo rubor ele esticou o pescoço para fita-la. Lá estava ela, conversando com Zabine, mas ainda sim, com os olhos fitando o Grifinório de longe. Assim que Harry olhou para ela a menina levantou-se de seu lugar e andou em direção a porta do salão principal.

-Algum problema Harry? – Perguntou Gina

Harry estava hipnotizado demais para entender alguma coisa, ou até mesmo para distinguir a voz de sua própria namorada. Ele só olhava para a linda Loira que acabara de sair do Salão Principal. Era obvio que aquela troca de olhares entre Harry e Pansy fora um irresistível pedido para que ele a seguisse.

-Eu já volto – Disse Harry levantando-se ainda com o jornal firme nos dedos e os olhos fixos no exato lugar onde Pansy desaparecera pela porta

Seus passos eram ágeis e velozes. Ele sabia onde devia ir, ele sabia onde Pansy já devia estar esperando-o. Seus dedos apertavam o jornal, a prova concreta de que tudo que ele dissera fora uma mentira mal arranjada. Afinal parte dele estava consciente quando ele se entregou ela de corpo e alma.

As lembranças daquela noite o invadiram quando ele menos esperava , deixando-o fraco demais para poder andar em uma simples linha reta.

“Como um magnetismo. Uma força maior algo de outro planeta, a mão de Harry cortou o ar, até chegar ao rosto dela. Ele depositou sua mão na bochecha direita da loira, e naquele instante Harry sentiu como se sua mão tivesse vida própria.

–Você é linda – Sussurrou ele ainda maravilhado

A menina tremeu sob aquela mão que a tocava. Aquela pele... Esse era o efeito mágico que Harry queria?

Esse era o efeito do noticiário trouxa? Esse era o efeito da bebida ou Harry estava tendo aqueles sentimentos literalmente? Seria real? A garota parecia estranhamente sensual para ele agora.

–Você não sabe o que diz. Você me odeia. – Sussurrou ela sem saber o que dizer e seu hálito de menta flutuou no ar deixando Harry ainda mais bobo.

–Você é um anjo? – Ele tornou a perguntar

–Vim do inferno para você.- A voz de sinos parecia triste ao afirmar isso Ela ainda segurava a varinha deixando o ambiente levemente mais iluminado.”

“–Você não sabe o que faz – Sussurrou ela torturada

Afinal ela era Pansy Parkinson. Ela adoraria beijá-lo , porém ele estava bêbado.

Ele tirou os lábios do pescoço dela e pegou o rosto dela com as mãos.

–Estou mais consciente do que pensa – E sem mais delongas ele grudou seus lábios nos dela apreciando com vigor o sabor delicioso”

“–Você tem certeza? – A voz trêmula de Pansy perguntou em seu ouvido – Somos tão distantes.

– Distantes? – Sussurrou Harry arfante ele queria tanto penetrá-la...- Somos nós quem ditamos as regras Princesa. Vamos mudar o mundo mágico para sempre.”

E depois dessa enxurrada de Flashbacks , suas pernas o levaram exatamente aquele mesmo lugar ,naquele mesmo corredor.

O corredor da Sala Precisa.

E lá estava ela. Ele sabia que ela estaria lá, esperando por ele.

-Acredito que você leu a reportagem que eu queria que lesse – Disse Pansy olhando para o Jornal que Harry ainda tinha preso nos dedos

-Onde conseguiu esse Jornal Trouxa ?

-Não importa.

Ele jogou o Jornal no chão totalmente revoltado.

-Tudo bem.- Disse ele passando as mãos nos cabelos rebeldes e negros – Eu não quero falar sobre aquela noite.Só diga o que quer de mim.- Ele implorou se aproximando da Garota sorrateiramente

Ela ainda tinha o mesmo cheiro. De flores Silvestres...

-Não quero nada de você.

-Eu lhe imploro – Pediu ele colocando cada mão dele em um ombro dela– Não conte nada do que aconteceu entre nós para Gina. Ela ficaria arrasada. Eu te dou o que você quiser.

A Loira olhou para ele. Uma, duas, até três vezes. Esperou tempo demais até abrir os lábios. Só existia uma coisa naquele mundo que ela desejava.

-Você sabe o que eu quero – Sussurrou ela

Inesperadamente os verdes vivos do Grifinório fitaram a boca da menina. Mas ele continuou olhando-a sem conseguir captar realmente o que ela estava lhe tentando dizer.

-Diga-me... — Implorou ele com um sussurro

-Quero o Harry Potter daquela noite passada.

A menina foi provocante. Deslizou seus lábios nos dele como se estivesse determinada a fazê-lo se lembrar completamente daquela noite. O Harry daquela noite não era assim, frio a suas carícias, ele era doce e ao mesmo tempo sensual. E era aquele Harry que ela desejava ter de volta. Seu único desejo, sua única ambição , era aquela.

-Quer que eu fique Bêbado?- Sussurrou ele contra os lábios dela

Afinal para aquele Harry doce voltar a existir , isso só seria possível com o uso abusivo de Bebida Alcoólica.

-Não será necessário.

Um soar de risos ecoou no corredor vazio. O Harry daquela noite não precisava de Álcool para ressurgir ali na frente dela. Ele era daquela forma naturalmente, apenas seu orgulho não deixava ele ser aquele menino na frente da Sonserina.

A porta da Sala Precisa apareceu instantaneamente lá para eles. Harry e Pansy se entreolharam ferozes.

-Tenho aula de Poções apenas, nada muito importante – Disse a Menina dando ombros demonstrando que estaria praticamente com o dia inteiro livre.

Harry não conseguiu se lembrar qual seria sua próxima aula.

-Ahhhhhhhh- Gritou Pansy assustada quando o Grifinório pegou-a no colo

Eles entraram na Sala Precisa que por uma estranha coincidência do destino, ela estava arrumada exatamente com a mesma decoração daquela primeira noite.

Até o cheiro era o mesmo...

A mente de Harry estava entorpecida. E ele não estava Bêbado. Aquele era o efeito que Pansy provocava naquele Grifinório orgulhoso.

-Segredo nosso – Sussurrou Harry antes que seus dedos ferozes tocarem a saia da menina e tirá-la do corpo da garota por completo

E seus lábios se chocaram ferozes, exatamente como acontecera naquela primeira noite.

Afinal Pansy tinha o poder de mexer com seus sentidos de uma maneira doentia. E nem Harry descobrira como sair de sua hipnose letal.

Notas finais
E ai o que acharam ?? Finalmente Harry deixou seu orgulho de lado e se rendeu aos encantos de Pansy.Quanto tempo será que isso irá durar ??
Enfim, eu adorei digitar a pequena cena Dramione.Eu não me esqueci deles , ainda penso em coisas sobre esse casal.Enfim espero que tenham gostado do capítulo *-* Aguardo os reviews com as respectivas opiniões !
Beijos de Chocolate
sasu_hina