Notas iniciais
Heeey amores !

Não demorei muito não né ?

Enfim, tenho uma surpresa LINDA !

A fic ganhou uma capa nova ! Eu adorei e gostaria que

vocês vissem e dessem sua opinião em relação

a ela.Eu fiquei muito duvidosa entre essa e uma

parecida com outras imagens , porém escolhi essa.

Espero que tenham gostado e espero que gostem do capítulo.

Vocês vão sentir um ódio mortal de alguém quando terminarem

de ler !

Hogwarts estava diferente. Não era a mesma escola fantástica e esplêndida, que todos conheciam antigamente. Antes as paredes ecoavam risadas de sinos, o chão sempre fazia barulho devido à correria dos alunos, e eles sempre sorriam ao se recordar de tudo que passaram ali.

Mais a situação não era mais a mesma. As paredes majestosas agora esboçavam tristeza, o chão, remorso e tudo que se podiam ver eram rostos com lágrimas invisíveis. Ninguém podia chorar, mas todos gostariam de fazer. Mesmo que uma chama de esperança – remota e fraca – ainda existisse dentro de todos os corações, era complicado acreditar que a situação pudesse piorar.

Dolores Umbridge a mais nova diretora do Castelo, que antes fora um paraíso escolar.

–Granger! – Abordou Malfoy desesperado correndo até a Castanha que estava na Biblioteca – O que está fazendo?

–Lendo. Não é obvio? Mas agora não estou mais, você fez com que eu perdesse a concentração... – Bufou ela zangada passando seus olhos nas linhas do livro tentando voltar com sua leitura interrompida

–Eu te desconcentrei foi ? – Cantarolou ele convencido – Enfim ! Não temos tempo para isso ! A Sapa Rosa está nos procurando ! Disse para estarmos na sala dela em meia hora.

–Sapa Rosa ?

–Estou me referindo aquela Rã maldita ! Dolores Umbridge !

Hermione se levantou em um salto.

–O que ela quer com a gente ?

–Somos os monitores-chefes, ela deve querer nos alertar sobre suas regras novas.

–Vamos ! – Disse a Castanha largando o livro que estava lendo e correndo para sair da Bliblioteca

–Blargh ! Agora ela quer correr...- Murmurou Malfoy enquanto corria atrás dela tentando alcançá-la

–Estamos aqui diretora ! – Arfou Hermione entrando apressada ao lado de Malfoy na antiga sala de Dumbledore

–Uau – Sussurrou Maldoy sem conseguir se conter

O lugar que antes já fora esplêndido e cheio de artefatos mágicos , agora virara um quarto rosa , cheio de retratos de gatos por todos os lados. O carpete também não poderia ter sido de outra cor. Ele era rosa e felpudo , e Hermione teve medo que seus sapatos sujos, originassem manchas naquele carpete , tão limpo e impecável. Sua sala era recheada de objetos fofos , incluindo uma estátua feita de gesso cheia de detalhes ,que retratavam um gato lambendo a pata.

A mulher atarracada , e com as roupas combinando com a cor da sala sorriu ao recebe-los, com mesmo sorriso hipócrita e falso. Através daquele sorriso , Hermione e Draco podiam sentir a chamas perigosas que possuíam aquela mulher maligna. Um lobo na pele de um cordeiro.

A mulher os fitou minuciosamente. Levantou de sua cadeira e ficou em frente a sua mesa para poder fitar Hermione e Draco que ainda estavam em pé e arfando devido a pequena corrida que fizeram para estarem ali.

–Acredito que os dois mocinhos não sabem o significado da palavra “pontualidade” –Disse a mulher com sua voz de gaita infantil e mesmo assim amedrontadora- Eu disse que queria os dois aqui em meia hora.

–Me desculpe diretora – Draco começou – Não consegui achar a Granger a tempo.

–Isso não é desculpa. Onde a mocinha estava que não conseguiu ser encontrada? – Disse Dolores agora com seu rosto mirado para Hermione lhe fazendo uma pergunta

–Na Biblioteca.

–Certo – Disse a mulher virando as costas e andando lentamente até sua janela redonda – Não importa se estava estudando ou não. Não tolero atrasos Querida.

–Não nos atrasamos – Argumentou Malfoy antes que Hermione conseguisse abrir a boca – Se meus cálculos estiverem perfeitos, nos atrasamos apenas 6 minutos.

A mulher sorriu ainda de costas para eles ainda olhando para o vidro da janela.

–Pelo que vejo, o senhor possui uma bela noção de horário Senhor Malfoy.Exatamente , foram seis minutos , o que equivale a 360 segundos perdidos do meu tempo escasso, e do meu dia cheio

–Nos Desculpe – Disse Hermione sentindo uma nostalgia enorme invadi-la por completo

–Vou tolerar essa. Apenas porque é o meu primeiro dia.

Para Draco a voz daquela mulher lhe lembrava muito bem a voz fina e irritante de Pansy porém com um diferencial importante. A voz de Pansy não o provocava espasmos de medo. Algo nela era diferente. Emanava maldade ....

–Ao contrário do que vocês imaginam, eu não os trouxe aqui para lhe ditarem as novas regras que teremos por aqui. Afinal todas as leis que envolverão Hogwarts estará escrito em um pergaminho que colarei em breve a parede do salão principal hoje a noite. Mas isso não vem ao caso. Agora.- A mulher que portadora de olhos azuis mirou seus orbes penetrantes em Hermione. A menina se encolheu ao ver que estava sendo minuciosamente observada.

–Não quero gracinhas da sua parte Granger. — A voz infantil da diretora já não existia mais agora era uma voz autoritária e rígida que saia pela sua boca fina – Se eu souber que você, Potter e o resto de seus amiguinhos encrenqueiros ainda estão aprontando o destino que sobrará para vocês será muito pior que uma simples expulsão.

–Do que a senhora fala? – Arfou Hermione totalmente sem fôlego

A mulher sorriu cheia de sarcasmo. Pegou o rosto de Hermione com os dedos e apertou as bochechas da garota com suas unhas pontiagudas.

–Se eu descobrir que a Armada de Dumbledore está reunida novamente aprontando nesse castelo, exatamente como aconteceu o ano passado...- A mulher ameaçou com uma voz que não parecia pertencer a ela

–Solte-a – Grasnou Malfoy com a voz baixa e entredentes

–Por que se incomoda Senhor Malfoy ? – Cantarolou a mulher com sua conhecida voz de gaita

–Mandei tirar suas mãos dela.

Dolores soltou uma risada maléfica, que por incrível que pareça lhe lembrava , a risada espalhafatosa da falecida Bellatrix Lestrange.

Ainda com a mão apertando o rosto da menina que arfava com a outra mão que estava livre ela pegou os cabelos de Hermione entre os dedos ignorando os olhos ferozes que irradiavam ódio de Malfoy.

–Você mocinha , vai me prometer agora mesmo que Harry Potter , não está fazendo nada que eu não devesse saber , está ? Nada que irá me prejudicar , ou prejudicar meu cargo ?

Foi a gota d’água. Não deu para suportar.

Aqueles dedos imundos no cabelo brilhante e lindo de Hermione era muita tortura para ele ficar apenas olhando.

–LARGUE-A! – Berrou ele

A mulher continuou igual. Apenas desviou seus olhos de Hermione para fitar Draco.

–Está me desafiando rapazinho?

–Sim ! E eu já cansei de mandar que você tirasse as mãos dela ! – Berrou ele Chutando o corpo enxuto da mulher acertando um golpe forte bem na cintura direita quase inexistente de Dolores.

A mulher voou para trás e quando seus pés tocarão o chão ela ficou cambaleando com o golpe inesperado e caiu ao chão sem suportar a dor.

A mulher rosada , o fuzilou com os olhos.Aqueles olhos...

Pareciam emanar fogo.

–Draco – Sussurrou Hermione sem ar ao ver que a leoa levantava do chão

–Vá Embora! Eu lido com ela... – Ordenou ele a Hermione

Porém quando Hermione abriu a boca para responder, Dolores foi mais rápida:

–Vocês foram muito ousados. Ousadia é algo que eu aprecio. Mas não quando ela é usada contra mim.

–Sentimos muito Diretora! – implorou Hermione para melhorar a situação

–Não. Nenhum dos dois sentem.

A mulher pegou a varinha em cima de sua escrivaninha e fez um movimentos com ela rasgando o ar.Como se aquele movimento tivesse sido um chamado maligno , inesperadamente Filch aparece na porta.

–Você me chamou diretora ?

A imagem do zelador de Hogwarts sempre fora a mesma. Ele sempre usava a mesmo semblante rabugento que adorava mostrar aos alunos. Porém agora era diferente. Aquela parecia a primeira vez na vida que Hermione e Draco virão Filch com um sorriso no rosto. Aquilo era sarcasmo, Hermione tinha certeza. Uma coisa que Filch odiava era alunos.

–Sim, chamei. Leve-os para aquele calabouço.

–Nem pensar! – Disse Draco sorrindo com a estupidez – Meu pai paga muito ouro a essa escola , para eu ser tratado como um vândalo.

–Apenas pare de agir como tal.

–Diretora...- Implorou Hermione

– Sinto muito Granger. E se eu descobrir que a AD estiver aberta, coisas piores acontecerão com sua linda pele de seda. O mesmo pode-se dizer para Harry Potter.

Filch parecia mais feliz do que nunca.

–Eu não queria isso – Sussurrou Draco totalmente arrependido

Ele queria implorar. Se jogar nos pés daquela mulher e exigir que ela não obrigasse Hermione aquele castigo. Mas ele sabia que se assim o fizesse, ela pouco o escutaria.

–Vamos andando! Os dois! – Grunhiu Filch empurrando mais animado do que nunca as crianças porta afora.

Antes que todos desaparecessem pela porta Filch foi chamado pela megera.

–Filch , Quero depois que você cole esse pergaminho no salão principal. São as novas leis que começarão a serem aplicadas em Hogwarts.

–Com certeza diretora. – Disse Filch com sua voz velha a arranhada apanhando o pergaminho com os dedos – Novos resultados virão Diretora – Encorajou o zelador

–Pode ter certeza.

E ainda reluzente Filch saiu com os dois monitores-chefes porta afora.

–Que calabouço é esse que ela falou ? – Perguntou Hermione com curiosidade

–Calada menina. Quando chegar hora você verá. Só uma dica: Lá é pior que o inferno.

–Eu não devia ter mexido com ela – Disse Draco amaldiçoando-se – Sou um merda mesmo ! – Grasnou ele batendo em si mesmo e puxando seus fios loiros platinados

–Concordo – Disse Filch soltando uma gargalhada maléfica

–Você é o melhor Homem – Hermione não podia falar mais do que aquilo com a presença irritante do zelador que os levava diante de um corredor escuro carregando um antigo lampião

–Aqui está ! – Murmurou Filch apontando para um alçapão escondido na madeira ao chão

Draco e Hermione suspiraram.

Filch dera a eles apenas uma dica.

Aquilo era pior que o inferno.

Filch abriu o alçapão...

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Harry andava pensativo no corredor movimentado de Hogwarts. Ele não queria ir lá fora no gramado. Pansy e Gina estavam lá, e ele o que eles menos queria naquele instante era encontrar com qualquer uma delas.

Seu coração estava mais embaralhado do que nunca. Afinal os lábios de Gina eram mais doces do que ele pudera imaginar...Os lábios dela eram mais doces do que os de Pansy. Porém ele sentia falta da ousadia da loira , algo que jamais Gina conseguiria ter.

–Devo estar maluco – Disse o moreno passando as mãos em seus fios rebeldes e negros como o carvão

Afinal ele podia amar a ruiva. Era tudo questão de adaptação. Ele amaria ela como ela o amava. Eles seriam felizes para sempre exatamente como o final deveria ocorrer, um final de contos de fadas...

Mas não era com aquela princesa que Harry queria estar...

Mas pouco importava. Gina o ensinaria. Gina era boa demais para ele. Era mais do que ele merecia. Ele iria se transformar em alguém melhor para ela. E ela seria sempre dele, juntos e para sempre. Afinal era dessa forma que ele obrigava sua mente insana a pensar.

Perdido em pensamentos o moreno se infiltrou em um corredor deserto.

Inesperadamente Harry sente um par de mãos o agarrando por trás com brusquidão. Uma segurava sua boca para ele não gritar, a outra pegava as pernas no moreno para arrastá-lo para dentro de um quarto qualquer. Enquanto Harry se debatia nas mãos daquele estranho, tudo que ele conseguia ver era que ele era dono de mãos ligeiramente deformadas e que definitivamente era um homem.

Ele largou Harry em um dos quartos que escolhera, e o moreno se virou para olhar quem era.

No primeiro instante que os orbes verdes de Harry Potter fitarão aquela figura antigamente estranha , tudo que ele conseguiu fazer foi partir pra cima daquele homem o abraçando mais forte do que seus braços conseguiriam suportar.

Sua mente girava. A mente de ambos girava.

–É bom te rever Harry – A voz era tão doce

Parecia séculos que Harry ouvira uma voz tão sincera quanto aquela.Harry o apertou ainda mais.

–Remo – Arfou Harry querendo recuperar o ar

Afinal existia uma estranha camaradagem entre aqueles dois. Um amor mútuo. Afinal Remo era como um tio para ele. Revê-lo ali a sua frente era tão surreal.

–Vi a expressão do seu rosto quando entrei no salão principal pela primeira vez. Você ficou feliz ao me ver e eu simplesmente ganhei meu dia com isso Harry. – Disse Remo quando Harry o largou para eles poderem de entreolhar

–Você não sabe o que está acontecendo por aqui....- Começou Harry a falar sem fôlego tudo de uma vez de forma embaralhada – Hermione e Draco estão inlfiltrados, Dumbeldore está no meio disso, Snape se foi e ele era bom , Rony conseguiu matar Bellatrix e ...

–Calma Harry calma! – Disse Lupin com a faladeira repentina de Harry – Draco? Infiltrado? Dumbledore? O quê? M-M-as c-como assim?

Harry tomou folego.

–Se quiser entender essa história maluca, terei que começar a contar desde o inicio – Advertiu Harry

–Tudo bem – Disse Remo sentando-se ao chão e convidando Harry a fazer o mesmo – Mas primeiro, antes de saber como estão as coisas nesse castelo eu quero lhe perguntar a coisa, mais importante de tudo. O que realmente é mais importante para mim.

–O que?

–Quero saber como ele vai? – Disse Lupin colocando a mão sob o coração pulsante de Harry

Sem saber porquê o menino começou a corar. A pele pálida adquiriu coloração avermelhada, e Harry sabia que Lupin se referia a seus sentimentos.

–Estou bem – Disse Harry acobertando a verdadeira verdade

Os lindos olhos cor de âmbar do professor, olharam-no desconfiados.

–Será?

–Tenho certeza – Disse Harry arrogante para fugir o mais rápido que podia daquele assunto inoportuno.

–Tudo bem – Disse Lupin sorrindo passando seus dedos no cabelo já bagunçado de Harry – Fale quando estiver pronto e quando confiar em mim.

–Não é isso...

–Tudo bem Harry. Agora Por favor, me atualize sobre as novidades. Sei que devem haver muitas.

O que houve? Onde aquele homem rebelde e aventureiro tinha se enfiado? Lupin não era o mesmo, realmente não era...

Lupin não tinha amadurecido. Ele continuava o mesmo. Mas havia algo em seu rosto que era inexplicável. Os conhecidos olhos cor de âmbar não estavam mais tão brilhantes quanto costumavam ser. Tinha coisa errada...

Fora do lugar.

–Você está diferente...

–Você acha? Acredito que devo estar ainda mais bonito do que antes – Disse Lupin bem humorado arrumando seus cabelos com os dedos

Aquilo afinal era verdade. Lupin estava ainda mais bonito, sem aquelas vestes rasgadas e sujas pelas quais ele costumava andar.

–O que está acontecendo? – Perguntou Harry sabendo que havai algo errado com ele – Por qual motivo, você decidiu vir a Hogwarts inesperadamente? Por que usa vestes novas, sendo que antigamente você usava retalhos de tecidos? O que está havendo?

O homem sorriu ao escutar aquilo.

–Você é impossível Harry. A cada dia que passa torna-se mais parecido com seu pai. Tiago era extremamente irritante e observador. Parece que isso é mais uma coisa que você herdou...

O moreno continuou em silêncio. Ele faria Remo falar de qualquer jeito.

–Você está certo. Não vim aqui unicamente para ver você Harry. A realidade é pior. Tonks está morta. Morta por comensais da morte. E acredite eu vou encontrar o desgraçado que fez isso com ela e fazê-lo pagar com sua própria vida.

Aquilo foi como um choque no ar. Harry se sentiu pior. Tonto, estúpido, insensível, podre...

–Não conseguimos nos casar Harry. E ela morreu o bebe dentro dela. Foram mortes que eu daria minha vida. Minha Vida! Minha vida para deixá-los vivos! – Harry podia sentir que Lupin dava tudo de si para não chorar na frente dele – Eu sabia que você sempre foi o alvo de Voldemort. Eu sei disso. É para cá que ele virá quando quiser matar você. Mas acredite, eu vim aqui para protegê-lo e para colocar as mãos no comensal maldito, que matou o que era mais importante para mim. Desculpe por usá-lo como isca Harry. Mas acredite. Eu daria minha vida por você igualmente eu daria para salvar meu futuro filho e Tonks.

–Não se preocupe com isso – Arfou Harry sem fôlego controlando-se totalmente para não chorar

Afinal ele mal conhecia a mulher de Lupin. Nunca chegou a vê-la. Mas só de saber que aquele homem passara por tanta dor o deixava mal. Apesar de parecer cruel e orgulhoso as vezes, Harry tinha um coração enorme. Afinal ele não era qualquer pessoa. Ele era o menino que sobreviveu.

–Fiquei deslocado. Não sabia o que fazer. Eu não ando com vestes rasgadas, pois como já lhe disse no terceiro ano, Snape sabia preparar para mim uma poção que me deixava mais “manso” nos meus dias de lua cheia. Como eu mesmo tomei a liberdade de aprender a fazer essa poção complicada eu consigo me controlar melhor nesses meus dias sombrios. Depois de todo o ocorrido eu descobri sobre a pequena Guerra que aconteceu aqui em Hogwarts e fui atrás do Ministro perguntando se Hogwrats não necessitava de um professor de Defesas contra as artes das Trevas. Por um motivo estranho ele ficou feliz em me ver e me aceitou para dar aula aqui, desde que eu tome minha poção que faz com que eu me torne um lobisomem manso. Provavelmente o Ministro teve problemas para arrumar professores novos, pois caso contrário ele jamais teria escolhido a mim.

–Você é o melhor professor que eu já tive.

–E você é o melhor menino que eu já conheci. – Disse Lupin passando os dedos novamente na cabeleira de Harry – Tiago ficaria orgulhoso.

–Sinto muito pela sua família. Vou te ajudar a se vingar deles.

–Não. Você fica longe disso tudo. Apenas me atualize em relação as novidades. Preciso saber o que você e seus amigos andam aprontando. Pois afinal se o objetivo de todos eles for matar Voldemort e seus comensais, é obvio que eu quero me unir a vocês!

E assim, mais do que desesperadamente Harry lhe contou tudo. Contou sobre Dumbledore ainda estar vivo e escondido. Contou sobre a mudança de lado de Draco, e contou que ele e Hermione estavam infiltrados perigosamente. A conversa foi estranha. Cheia de detalhes, mas estranha. Harry estava com um aperto no peito. Afinal ele conseguia sentir toda a dor que os olhos cor de âmbar de Lupin conseguiam transmitir....

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Draco e Hermione entrarão no alçapão e uma vez que eles estavam lá dentro Filch abriu um sorriso enorme exibindo seus dentes podres e sua felicidade.

–Isso não parece nada assustador – Disse Malfoy para alfinetar

–Esperem meus anjinhos e vocês verão o que é arder no inferno. Boa sorte. Vocês vão precisar – Disse ele fechando o alçapão em meio a sua gargalhada maléfica

A sala pela qual eles estavam era pequena e estranhamente bem iluminada. As paredes eram brancas e o teto também.

–O que Filch está tentando provar? – Grasnou Draco fitando uma Hermione amedrontada – Não há nada de assustador por aqui.

–Draco...- Sussurrou Hermione sem fôlego – Obrigada.

–Hã?

–Pelo o que fez. Obrigada por me defender.

–Não adiantou de nada. Afinal você está aqui comigo.

A menina tomou uma coragem que jamais pensou ter. Pegou disfarçadamente entre seus dedos nos dele e os apertou com força.

–Eu farei o mesmo por você – Prometeu ela lembrando-se da bravura que o loiro teve ao defende-la – Irei protegê-lo.

–Eu não preciso de proteção. Não como você e Harry que parece que tem um grande imã para o perigo.

O silencio predominou no ambiente. E Hermione e Draco sentirão medo que alguma criatura maléfica surgisse e os devorasse. Ou quem sabe algum fantasma aparecesse?

Filch havia prometido para eles que aquilo era “Pior que o inferno...”

–Já li sobre essa sala em algum lugar... – Disse Hermione andando a poucos passos naquela sala pequena – Ela é usada como câmara de tortura para alguns bruxos desobedientes e traidores do Ministério da Magia.

–Como ela funciona? – Perguntou Draco começando a ficar com medo

A menina deslizou seus dedos na parede branca do lugar. Aquilo sem dúvida fora enfeitiçado.

–Não me lembro...

Inesperadamente Hermione ouviu um grito de dor. Ela se virou para procurar por Draco na sala enfeitiçada, mas ele não estava mais lá. A sala enfeitiçada não existia mais. Ela estava em um gramado. A sua frente existia uma mulher de cabelos armados e com os olhos abertos e sem vida. Sem dúvida ela estava morta. Um filete de sangue havia escorrido pelo nariz.

Ela conhecia aquela mulher. Aquela sem dúvida era a sua lembrança mais torturante...

–DRACO! –Berrou Hermione perturbada correndo desesperada para longe daquela mulher

Era assim que aquela sala funcionava. Draco e Hermione iriam enfrentar suas piores lembranças ali. Lembranças que realmente acontecerão e lembranças falsas que seu coração desejaria que não acontecessem jamais. Era como se a sala estivesse recheada por dementadores que sugavam sua alma e os tiravam toda a sua alegria de viver presenteando-os com torturas.

Aquela mulher era a pior assombração para Hermione. Ela matara aquela mulher para satisfazer Voldemort em sua própria iniciação como comensal da morte. E aquilo a assombrava todas as noites, mas nunca ela vira a imagem dela de uma forte tão sólida que a amedrontasse tanto.

Inesperadamente Hermione estava em outro lugar. Um outro cenário, uma outra lembrança.

–DRACO! – Berrou ela chorando desesperada

Afinal Draco deveria estar na mesma sala branca passando por uma lembrança tão ou mais torturante que a dela.

Inesperadamente outro rosto conhecido invadiu aquela lembrança. Era a imagem de Pansy que flutuava a frente dela como um fantasma aterrorizante. A menina loira sorriu para a Hermione que suava de pavor.

–P-Pansy? – Disse Hermione recuando sabendo que aquela sala lhe enviaria outra lembrança que iria torturá-la

–Hermione Granger... — A voz de Pansy soava como a de um anjo – Você não é nada. Draco me procura todas as noites atrás de uma noite de amor. Enquanto você só o levava ao fracasso. Eu posso dar tudo a ele. Enquanto você só o leva a tristeza...

–Não! – Sussurrou Hermione perturbada correndo para longe de Pansy – FIQUE LONGE DE MIM!

–Hermione? – Cantarolou uma voz maléfica – Hermione minha Querida! Não fuja da realidade. Draco nunca amou você...

–SE AFASTE!!!!!! – Berrou Hermione perdendo o folego na medida que a voz de Pansy a seguia onde quer que ela fosse

Inesperadamente ele aparece a sua frente. Mais lindo do que nunca. Draco. Mas aquele não era o Draco, o sólido que estava perdido por uma ilusão, como ela imaginava. Aquilo era um fantasma. Ele apareceu na frente dela flutuando como um fantasma exatamente como Pansy apareceu antes para ela.

–Hermione – Disse Draco se aproximando da Castanha

–Por Favor... – Implorou ela desesperada se jogando no chão – Não diga nada.

–Você foi a pior mulher que eu já beijei. A pior pela qual eu já me entreguei. A pior de todas...

–NÃO! – Berrou ela batendo em sua própria cabeça para expulsar aquelas ilusões de sua cabeça – SAIA DE MINHA CABEÇA AGORA!

–Você nunca serviria para me satisfazer. Eu nunca amei você.

Aquilo era uma ilusão. Ela sabia que era. Mas porque aquilo a perturbava tanto?

Filch havia os alertado. Aquilo era pior que o inferno.

Tomada por um coração extraordinário, ela levantou do chão e partiu para cima de Draco.

–VOCÊ NÃO É REAL! – Berrou ela tentando acertar um soco no loiro porém tudo que ela conseguiu fazer foi acertar o ar

Ele era um fantasma. Um ar gelado.

–Você é uma trouxa nojenta. Todas as noites eu desinfetava os lábios quando a beijava...

–MENTIROSO! – Berrou ela lembrando-se da varinha que tinha enfiado na entrada de sua saia – LIBERTAR! – Berrou Hermione apontando a varinha para o céu

A varinha soltou um feixe perolado de sua ponta e atingiu o céu escuro presente na pior ilusão de Hermione.

Inesperadamente ela piscou e voltou a estar na mesma sala branca pela qual ela havia entrado junto a Draco.

–Oh Merlin! – Disse Hermione correndo até Draco

Ele ainda estava desmaiado. Ele ainda estava preso na ilusão dessa maldita sala branca!

–DRACO! – Berrou Hermione dando um tapa forte no loiro desmaiado – Pegue sua varinha e liberte-se do feitiço!

Aquilo era inútil. Ele não iria ouvir ela. Sua alma estava presa em uma ilusão. Qual seria a ilusão que Draco estaria sentindo agora? Voldemort estaria na ilusão? A própria Hermione estaria?

–Liberte-se Draco! – Disse Hermione desesperada ao saber que o interior de Draco estava sentindo uma dor inimaginável.

Afinal essas lembranças provocavam isso. Traziam-lhe o pior sentimento do mundo.

Aquela sala tinha um nome.

Sala dos Sonhos.

Mais que nome mais incoerente! Aquelas lembranças não são nem de longe um sonho. São piores que torturas físicas. Nem chega perto de um pesadelo.

E tudo que Hermione conseguiu fazer foi fechar os olhos e aguardar. Aguardar para que Draco percebesse que aquilo não era real e se libertasse da ilusão que o estava matando por dentro.


Notas finais
E ai ? Sentiram vontade de esquartejar a Umbridge e arrancar em pedacinhos ? HSUSHAU' Aposto que sim !

Entenderam como funciona a sala dos sonhos ? Invenção minha , e eu não sei de onde tirei essa ideia.É como se você estivesse em uma sala presa por dementadores.Eles trazem seus piores pesadelos e fazem você pensar que aquilo é real.

Lembrem-se !

Draco ainda está preso em sua própria ilusão.Vamos aguardar

e ver no que vai dar !

Se alguém ai gostou da fic ,por favor recomende-a pois faz tempo que a fic não ganha indicações e eu fico super inspirada quando recebo *-*

Enfim espero que tenham gostado.Nos próximos terá mais ação do que isso !

Beijos de Chocolate

sasu_hina