Notas iniciais
Olá amores !
Demorei ?
Enfim , nesse capítulo vocês podem contar com uma dose maior de ação !
Peguem a pipoca , o capítulo ficou grandinho e espero que vocês gostem.
Será que finalmente conseguiremos chegar aos 600 reviews ? Torso muito !
Enfim a capa nova deu sorte a fic ! Rendeu uma recomendação , por isso eu quero agradecer a safira-pierre pelas lindas palavras.
Obrigada flor.
Enfim , chega de blá blá blá não é ? Espero que gostem...
Até lá em baixo !

Draco abriu suas pálpebras que pesavam quilos.

Seu cérebro ardia , sua pele suava, e seus olhos lacrimejavam a luz fraca.

Tudo que ele conseguiu ver foi uma Hermione com a imagem desfocada.

-Draco ? – Sussurrou Hermione sem ar ao ver que o loiro finalmente libertara-se do feitiço da sala maldita.

Seus músculos ardiam. Mesmo que a verdadeira batalha tivesse ocorrido apenas em sua mente , seus músculos e seu corpo ardiam desesperados sob pressão. Afinal ,ele correu muito “mentalmente”.

Ao vê-la ali, ao seu lado, Draco espantou-se.

-Se afaste de mim ! – Gritou Draco com a maior força que podia rastejando seu corpo cansado para o mais longe possível de Hermione

-O que aconteceu?

-Não diga nada , não diga nada , não diga nada ! – Berrou ele apertando desengonçadamente as mãos nos ouvidos em uma vã tentativa de não ouvir a voz de Hermione.

Era isso. Draco não sabia que se libertara da hipnose fatal. Para ele aquilo ainda era a inconsciência, ele ainda achava que estava dentro de uma hipnose feita pela sala dos sonhos.

-Draco? Acabou. – Disse Hermione desesperada ao vê-lo tão torturado – Você foi libertado, você está acordado e está em Hogwarts agora....

Ele não deu ouvidos, ainda apertava com a maior força que podia as mãos nos ouvidos.

-Eu estava em seu pesadelo? – Perguntou Hermione sem entender – Francamente ! Você já foi libertado !

Ela se arriscou. Se aproximou de Draco e passou seus dedos nos cabelos loiros molhados de suor.

-Draco eu estou aqui – Sussurrou Hermione ao menino trêmulo – Não irei dizer nada que irá ferir você. Acabou , nós vencemos ...por enquanto.

Isso o fez tirar as mãos dos ouvidos. Draco estava realmente debilitado. Ele ficara muito mais tempo preso a hipnose do que Hermione.

-Hermione ? – Sussurrou Draco agarrando o braço da Castanha e fazendo pressão com seus dedos neles – Você é real...

-Eu disse.- Sussurrou ela sorrindo.

-Quero sair daqui – Choramingou ele se arrastando até a parede da sala para poder escorar suas costas na parede branca – Não suporto esse lugar...

-Em breve Filch nos tirará daqui. Sabe...- Hermione continuou parada olhando-o e mordeu o lábio indecisa com a pergunta que faria – A sala dos sonhos é como estar preso em uma ilusão irreal. O seu pior pesadelo acontece quando você está preso a essa ilusão. O que você mais teme acontece e você pensa com uma nitidez exagerada que aquilo é real. Eu sei que eu estava nessa sua ilusão Draco, caso contrário você não teria se assustado tanto quando acordasse ao me ver... O que aconteceu? O que você viu quando estava inconsciente?

-Vi você – Sussurrou ele cansando fechando os olhos – Você me dizia coisas horríveis, você era uma pessoa horrível.

-O que eu dizia?

-Coisas. –Grasnou.

Hermione se encolheu ao se lembrar de sua própria ilusão. A pior de todas foi ouvir e ver Draco pronunciar “Eu nunca amei você, Hermione”

Não existia tortura pior do que essa.

Mas qual seria a ilusão misteriosa que Draco presenciou pela qual Hermione fazia parte? O que Draco ouvira Hermione dizer?

-Os pombinhos ainda estão vivos? – Cantarolou Filch todo feliz abrindo o alçapão

-Estamos ! – Disse Draco orgulhoso – Vivos e intactos !

-Vocês me surpreenderam crianças. Pensei que ficariam ai por mais tempo... — Ele enfiou a cabeça no alçapão para observar

A imagem cansada de Draco não convencia nada em relação a palavra “Intactos” que ele usara para se descrever, mas seu orgulho sonserino o impedia de dizer que estava realmente cansado psicologicamente e fisicamente.

-Vamos andando ! – Murmurou ele – Caiam fora!

Hermione deu dois passos para ajudar Draco a se levantar , porém o orgulho sonserino foi mais veloz. Mesmo com os músculos do loiro clamando por um descanso ele os forçou a se levantar sem a ajuda dela.

-O que aconteceu com vocês garotos ? – Disse a voz espantada de Medusa

Inesperadamente os olhos da bela mulher presa ao quadro coloquial miraram Filch de maneira desconfiada.

-Não me olhe desse jeito Medusa. — Disse Filch pelo olhar quase letal da mulher – Eles estavam em um castigo. Foram desobedientes perante a diretora.

Draco fitou a janela do corredor apavorado. Eles haviam entrado naquela sala branca de manhã cedo, e já estava escuro lá fora.

-Que horas são?

-Perdeu a noção do tempo, foi ? – Alfinetou Filch – Não podia se esperar menos. Afinal vocês estavam na tortuosa sala dos sonhos...

-Onze horas – Interrompeu Medusa para Filch calar a boca.

O Sonserino grunhiu. Passou horas de seu dia preso a uma ilusão macabra que só o levara ao cansaço. Sua mente clamava por um delicioso banho e por um travesseiro com demasiada urgência. Draco e Hermione adentraram o salão comunal.

-Pode tomar banho primeiro – Hermione falou – Você está pior do que eu.

Os olhos de tempestade fitaram a Castanha com pura gratidão. Seu corpo talvez não aguentaria se esperasse ela tomar banho.

Assim ele voou para o banheiro e a Castanha se jogou em meio as almofadas que existiam para esperá-lo.

Tudo mudara. O relacionamente deles evoluíra. Eles não precisavam se tocar. Eles não precisavam beijar um ao outro. Todos os sentimentos que o rodeavam eram mais do que isso. Mas forte do que qualquer beijo , mais forte do que qualquer toque... Afinal o que eles tinham agora não se tratava de um romance bobo de adolescentes. Era mais forte. Forte o bastante para fazê-la pensar nele todas as noites.

Mas em meio a todo esse amor , existiam dois sentimentos impotentes. Orgulho e a Dúvida. Sim a dúvida. Ela sempre amaria aquele Sonserino. Mas e ele? Amava ela? Talvez o orgulho dele fosse mais forte do que qualquer coisa.

A Aposta.

Ainda estava grudada em seu cérebro. Presa. Com uma cola potente. Como uma tortura. Todos aqueles beijos, aquele amor... Foram tudo frutos de uma aposta? Algum sentimento desconhecido estava envolvido?

Ela não tinha como saber. O Orgulho sonserino era demasiadamente forte para ela perguntar a Draco e fazê-lo responder com honestidade.

Porém o orgulho Grifinório também era forte. Demasiadamente. Se alguém perguntasse se ela o ama, ela mentiria e não sabia o porque daquela camuflagem tão indesejada que ambos costumavam fazer.

Inesperadamente o braço de Hermione começou a arder.

-Urgh – Gemeu.

Não era uma dor forte, mas incomodava. Temendo pelo pior ela levantou a manga da blusa para ver o que era.

Lá estava ele, o feitiço de Voldermort. O Feitiço maligno cheio de magia negra que ele usava sempre para se comunicar com Draco e Hermione. Tudo que Voldemort fazia era escrever em um pergaminho tudo que ele desejava que fosse lido por seus comensais. Assim as palavras seriam “automaticamente” transferidas através de uma ferida normalmente localizada em seu antebraço. Hermione sentiu seu sangue escorrer pelas bordas das feridas. Engolindo a dor ela limpou o sangue de seu braço com um pedaço de sua saia. Ela teria trabalho com isso depois, afinal não é qualquer feitiço de limpeza que é eficiente o suficiente para tirar o sangue de sua saia, porém ela estava cansada demais para pensar nisso.

Com o braço razoavelmente limpo , ela leu as palavras escritas em suas feridas.

Venham me ver. Esta noite.

Seu coração se acelerou. Como é?

Mesmo que ela não estivesse tão debilitada quanto Draco, ela estava cansada. Ela teve de ler a mensagem duas vezes para pensar em uma resposta plausível.

Aquela era a pior parte do feitiço. A auto mutilação.

-Accio Canivete!

Um objeto metálico voou pelo salão rasgando o ar e parou exatamente na mão estendida da Castanha. Ela suspirou pesado.

Colocou a ponta do canivete pensando na resposta mais curta do mundo.

Missão nova?”

Voldemort respondeu rápido e foi piedoso. Escreveu apenas uma palavra de cinco letras.

“Exato.”

Draco saiu do banho. Sua respiração ficou fora do normal.

-Draco?! – Gritou ela

O loiro que já estava com um semblante muito melhor, apareceu em sua visão. A menina desviou o rosto. Ele estava apenas com uma toalha branca presa a cintura e Hermione controlou todos os seus sentidos para não olhá-lo e fazer sua pele corar. Ele não precisava de mais razões para se sentir ainda mais irresistível.

Tudo que Hermione fez foi esticar o braço. De longe Draco conseguiu ver o sangue transbordando das feridas. Ele sabia o que aquilo significava.

O chamado do Diabo.

-Você não precisa ir vê-lo. Sei que está cansado e eu estou melhor que você. Eu vou sozinha e explico a ele nossa situação.- Disse Hermione

-Merda! – Grasnou ele – Aquela Cobra maldida irá me repreender se eu não atender a seu chamado!

-Não , ele não irá. Irei fazer com que ele não brigue por você não está lá.- Disse a Castanha pegando novamente o Canivete para dar a ultima palavra.

-Certeza? Consegue essa proeza?

-Vou tentar – Disse a Castanha arrastando seus olhos para se encontrarem aos dele – Sei que você não está em condições de ir até lá.

-Você também está cansada...

-Não tanto quanto você.

Ela riscou em seu braço.

A caminho.

Limpou o estrago com a borda da saia e voou para o banheiro.

-Me mantem informado? – Perguntou Draco antes que Hermione fechasse a porta.

-Claro – Ela sorriu.

Ela tentou fechar a porta novamente, porém o braço de Draco tocou a maçaneta para impedi-la de fazer isso.

-Tome cuidado. Redobrado. Não estarei cuidando de você.

-Não preciso de babás, Draco.

-Diga isso a alguém que irá te ouvir. Cuide-se! – Disse ele com os olhos realmente preocupados indo em direção a seu quarto.

Hermione fechou a porta e tomou um banho rápido. Ela tinha que fazer os desejos de seu atual mestre.

E enquanto as gotas do chuveiro pingavam em seu corpo as palavras de Draco entravam em seus ouvidos ecoando em sua mente.

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-Finalmente resolveu aparecer – A voz autoritária e rabugenta de Lúcio Malfoy a recebe à porta – Onde está Draco?

-Surgiram problemas – Disse a Castanha adentrando a Mansão.

Ela não era mais a Castanha. Agora ela era Hermione Granger, a comensal. Ela tinha que atuar. Sua postura impecável perante as vestes negras como a noite a ajudavam no disfarce de “inabalável”.

-Que tipo de problemas? – Grasnou Lúcio curioso

-Você não é meu Lorde. Apenas diante dele, que eu darei a respectiva explicação. — Disse a Menina deixando-o de lado e começando a andar em direção à sala onde supostamente Voldemort deveria estar.

-Mereço explicações, sua cachorra de sangue sujo – Grasnou ele pegando Hermione pelo braço – Sou o pai dele.

-Desde de quando? Para mim, ser pai não é apenas dar ouro a melhor escola de bruxaria do mundo e largá-lo lá desprotegido.

-Ele não está desprotegido e isso não é da sua conta – A voz do comensal mais parecia um rosnado – O que aconteceu com Draco?

-Me solte agora. – Disse a menina com a voz letal.

Ela o observou. Lúcio Malfoy parecia mais cansado do que nunca. Afinal era nítido perceber isso devido a pele pálida.

- Você deve me contar, agora, o motivo da ausência de Draco .

-E você deve agora, tomar um pouco de sol. Um bronzeado lhe cairia muito bem em meio a essa sua palidez.

Os dedos de Lúcio apertaram o braço da menina com força. O que provocou dor na pele sensível e já machucada pelo feitiço.

A menina que já tinha a varinha em mãos apontou a ponta da mesma no pescoço do comensal.

Da maneira mais estranha do mundo aquele homem a sua frente lhe lembrava um outro loiro em particular. Lúcio era o que Draco costumava ser...

Frio.

-Longe. De. Mim.

Com os olhos faiscantes Lúcio de afastou dela. Havia algo naquela Grifinória que ele não gostava. Algo em sua coragem e ousadia que o despertava um interesse em particular. Ela era fascinante de se estudar. Uma caixa de surpresas com um código. Mas acima dessa fascinação ele a odiava demais.

-Você está fedendo. Cheiro de sangue sujo. – Murmurou Lúcio as palavras ofensivas.

Um flash.

Era exatamente dessa forma que Draco era uns tempos atrás.

Talvez ainda seja. Ela não sabia dizer.

Ela tentou continuar com o semblante inabalável. Mas foi difícil impedir as lágrimas que encheram seus olhos.

-Talvez seja você e sua alma podre.

Sem dizer mais nada ela continuou andando.

E na mesma sala de sempre, lá se encontrava ele. A razão de suas noites mal dormidas. A razão para tudo ainda estar rachado. A razão dele respirar estava ligada a todo o tipo de mal no mundo. Aquele era Voldemort.

-Meu Lorde! – Disse Hermione se ajoelhando diante dele como um sinal de respeito.

Os outros mantos negros estavam ao redor dela. Na Cadeira medieval feita de camurça, cor de vinho se encontrava Voldemort.

Era impossível negar. O clima daquele lugar estava diferente. Menos cheio. Houve uma rude diminuição de comensais naquele lugar. Provavelmente a guerra também não fora boa para Voldemort.

-Minha Querida – Disse Voldemort com sarcasmo – Por que Draco não está marcando presença ao seu lado?

Hermione sentiu a impaciência de Lúcio ao lado de um amontado de comensais. Ele era a pessoa que mais ansiava pela resposta dela.

-Sinto muito, Meu Lorde – Disse Hermione levantando-se do chão, porém ela ainda permanecia cabisbaixa – Houve um imprevisto. A nova diretora nos castigou hoje pela manhã e só fomos soltos agora pouco. Draco não estava em condições para vir, estava quase beirando ao desmaio. Por favor mestre o perdoe.

Voldemort levantou de sua enorme cadeira a qual ele bancava ser o rei. Mesmo sendo um ser asqueroso , era inexplicável o modo como Voldemort andava. Inabalável , intocável... Ele andou até Hermione e fez carinho em seus cabelos.

-Estou orgulhoso de você Garota. Draco é fraco. Você não.

A menina ergueu a cabeça.

- Não foi culpa dele.

-Tudo bem, ele será perdoado.- Ele sussurrou para ela

O bafo de Voldemort a atingiu em cheio. A menina forçou um sorriso para continuar de pé.

-Direi isso a ele.

-Certo – Disse ele se afastando dela e dando atenção a todos os comensais – Eu não te chamei aqui à toa Granger. Temos uma missão especial para você e para Draco.

-Missão? – Disse a menina com a voz firme demonstrando que não tinha medo.

-Exato. Isso é uma prova da minha confiança em vocês.

-Sinto-me honrada, Mestre.

-Que bom. — Ele sorriu mostrando seus dentes podres – Não sei se você percebeu, mas esse lugar está mais....

-Vazio? – A menina teve a ousadia de complementar

Alguns comesais arfaram . Outros apenas olhavam a cena estupefatos. Não era qualquer um que tinha essa coragem de complementar com palavras o temível Lorde das Trevas.

Voldemort parecia mais preso a garota. Sua inteligência, sua coragem, sua força...

Ela estava ali, e Draco não. Isso significava algo para ele. Ela era mais forte.

-Exato. Mais vazio. Perdi muitos comensais nessa Guerra, e nem ao menos consegui sentir o cheiro de Harry Potter.

-É uma pena.

-Sem dúvida. Eu poderia fazer a mesma coisa que ordenei você e Draco fazerem com Dumbledore. Eu poderia lhe enviar como missão a morte de Harry Potter. Afinal você é amiga dele e deve presenciar muitos momentos oportunos para matá-lo. Porém isso é algo que eu não desejo. Quero Harry Potter morto pela minha própria varinha. Sem ajuda, sem nada.

A menina soltou o ar que estava prendendo disfarçadamente. Pelo menos matar Harry Potter não seria sua missão.

-O que deseja que façamos, Mestre?

-Minha Querida companheira não está mais entre nós.

-Bellatrix Lestrange?

-Sim. Ela era uma de minhas comensais mais fiéis e submissas...

Hermione ainda se lembrava dela. Hermione ainda se lembrava de sua risada letal. Lestrange era maldade pura.

E a Castanha se perguntou onde aquilo iria dar.

- Sua missão e de Draco é simples. Rony Weasley a matou. E agora eu quero matá-lo.

-Como? – A voz da menina saiu fina e cheia de espanto

Hermione estava fraquejando. Ela não esperava por um pedido desses. Mas ela tinha que atuar, tinha que atuar...

-Sinto receio da sua parte. — Disse Voldemort aproximando-se dela para avaliá-la – Estou correto?

-Não tenho receio Mestre. – Disse Hermione tentando recuperar a postura enquanto Voldemort andava ao redor dela observando-a de todos os ângulos – Mas... Rony Weasley? Ele é pertencente a uma das poucas famílias sangue puro existentes...

-O que adianta ter sangue puro correndo em suas veias, e ser um rato desprezível?

Rabicho se encolheu em meio aos comensais. Provavelmente também não lhe agradava a ideia de ter Rony morto, porém ele era covarde demais para dizer. Ele era como um rato asqueroso.

-Você sente saudade dos velhos tempos? Não vai querer matar seu amigo ruivo e sarnento?

-Não sinto saudade de nada Mestre... – Disse ela com a voz forte tentando não se abalar pelos olhares de todos os comensais

-Não mate Rony Weasley. Ele será igual Harry Potter. Apenas traga-o aqui. Eu mesmo quero sentir o prazer matá-lo.

Os dedos frios como gelo tocaram mais uma vez nos cabelos da menina. Hermione podia sentir as unhas pontiagudas do homem lhe roçando suavemente a nuca.

-Você é uma menina forte e inteligente. Vai fazer o que é certo, não vai ?

-Sem dúvida.

-O lugar de Bellatrix como comensal da morte era desejado e altamente qualificado. Uma patente de alto nível. A vaga está aberta e você a ocupou. Você está no topo Garota . Pode dar ordens aos meus outros comensais de uma forma que só eu posso fazer melhor.

-Sou a vice líder? – Perguntou ela indecisa

-Quase isso. – Disse Voldemort

-Me traga o corpo vivo de Rony Weasley daqui a dois dias e você ganhará muito mais do que isso. – Continuou ele.

A menina silenciou-se. Já bastava Harry Potter, Draco, Dumbledore... Agora seu Rony tinha que estar no meio dessa sujeira? No meio desses monstros com almas podres?

-Não está recuando, está ? – Voldemort alfinetou.

-Nem pensar. Seu pedido será uma ordem meu Lorde. – Disse a Menina fazendo uma reverencia a seu mestre.

E assim com a cabeça a mil ela partiu, pensando no que diria a Draco quando chegasse a Hogwarts.

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-Finalmente! – Disse Draco quando a menina passou pelo buraco do retrato – Você foi até Voldemort trotando com um pé só? Francamente! Por que demorou tanto?

-É difícil driblar a segurança daqui, sabia? – Disse a menina mal humorada – Tenho que me esconder de Filch, Madame Nora, os quadros falantes, dos fantasmas barulhentos e ainda por cima tem aquela Sapa asquerosa que revolveu implicar comigo! Cheguei muito cedo para tantas complicações!

-Certo, certo! – Disse ele cheio de curiosidade – O que aconteceu lá?

-Você não dormiu? – Perguntou a menina ao observar as olheiras fortes na face dele.

Ele estava mais parecido do que nunca com o Lúcio que Hermione fitara horas atrás.

-Quem consegue dormir assim? Apesar do cansaço me tomar.... Não consegui pregar os olhos.

Hermione sentiu pena. Ele parecia mais exausto do que nunca. Provavelmente na manhã seguinte ele iria parecer uma múmia, pelo cansaço.

-Certo. Vou ser rápida. Voldemort quer que façamos uma coisa. Porém já tenho a solução em mente.

-Por favor! – Implorou ele a pegando pelo braço delicadamente – Me diga que não é mais um assassinato?

-Sinto muito. É exatamente isso.

Draco a olhou com cautela. Aquela não era Hermione que ele costumava fitar. A Hermione do mundo real ficaria desesperada ao proferir tais palavras. A calma pela qual Hermione dizia aquilo era fora do normal.

-Quem será a vítima? Qual coração será estraçalhado dessa vez?

-Ele quer o coração do assassino de sua Comensal Preferida. Bellatrix Lestrange.

-Isso quer dizer...

-Rony Weasley.

-C-C-C-omo pode dizer isso com essa calma toda? – Disse o loiro furioso levando-se do sofá – O que iremos fazer? Não podemos usar Renovation com Rony é um feitiço complicado e não temos tempo...

-Ele não quer que nós o matemos. Ele mesmo quer fazer isso. Ele quer que nós levemos Rony lá para ele mesmo matá-lo. Como uma vingança em memória a sua Querida comensal. Mas fique calmo! – A Castanha se levantou – Já tenho tudo planejado. Ele não irá se machucar. Eu jamais deixaria isso acontecer...

-Que bom... Qual é o seu plano brilhante? – Disse o loiro retomando do fôlego.

Uma lembrança repentina o invadiu. E Hermione estranhou aquele comportamento. Desde quando Draco Malfoy se importava com o “cabeça de cenoura”? Não era assim que Draco o chamava?

-Iremos usar outra coisa. Um corpo precisará ser morto no lugar de Rony. É a única saída. Vamos... Fazer uma poção Polisuco. Pegamos um fio de cabelo de Rony e jogamos na poção. Quem tomá-la será Rony Weasley por exatos 60 minutos. Devemos dar essa poção a um trouxa qualquer, pois dessa forma Voldemort irá matar uma pessoa que foi “transformada” em Rony Weasley e não o orginal que ficará absolutamente escondido.

Draco se sentiu desnorteado. A imagem, o flashback...

Afinal, ele não vira qualquer coisa na sala dos sonhos. Ele teve sua pior ilusão naquele lugar.

-O que achou do plano? Foi a melhor coisa que pude pensar...

-Sabe... Horas atrás, quando eu estava preso a ilusão daquela sala maldita, eu tive uma ilusão horrível. A pior de todas. Você sabe o que eu via?

-Você disse que... Via a mim. Que eu...

-Exatamente. Eu via você. Você era uma pessoa horrível você me dizia coisas horríveis...

-Draco era um ilusão...

-Será mesmo? – Grasnou ele inesperadamente revoltado – Seus olhos, sua voz... Estão exatamente iguais as da minha ilusão. Você está virando uma comensal de verdade? Sendo má de verdade?

-Por que diz essas coisas? – gritou ela sem entender o motivo de tais palavras.

-A Hermione que eu conheço jamais deixaria um “trouxa qualquer” morrer dessa forma.

-QUER QUE EU DEIXE RONY MORRER?! NÃO TENHO ESCOLHAS, NÃO TENHO OPÇÕES, NÃO TENHO SAÍDA, MERDA! – Berrou desesperadamente até seu rosto ficar vermelho.

-Hermione... – Sussurrou ele – Você está falando como ela...

-Como quem?

Os olhos do Sonserino ficaram amedrontados. Ela falava exatamente igual a Hermione cruel existente em sua ilusão da Sala dos sonhos...

-Não me venha com essa! – Berrou ela sem entender – Por Deus Draco, não posso deixar Rony morrer! Desde quando você se importa com os trouxas? Eles não eram sangue sujos para você? Perdedores, sem magia em suas veias?

-Voldemort estragou você. Você jamais cogitaria uma hipótese como essa! Poção Polisuco? Francamente! – Disse ele virando as costas e começando a andar em direção a seu quarto.

-Não vire as costas para mim! Temos que terminar isso! – Berrou ela para fazê-lo parar – O que quer que eu faça?

-Não quero que faça nada. – Ele parou de andar e mirou seus olhos de tempestade para os dela – Você não é mais a mesma.

Mas Draco mal sabia que enquanto fosse se deitar na cama de Colunas, os pesadelos daquela sala maldita perturbariam sua mente. Aquilo não era crueldade. Era necessidade, falta de opções. Porém entre perder um amigo e matar um desconhecido, Hermione sabia qual escolher.

Notas finais
E ai o que vocês acharam ? Draco está com a mente meio "alterada" devido o esforço que ele fez para sair daquela ilusão.Porém isso não muda o fato da Hermione ter mudado sua personalidade.Ela passou e viu coisas , ela é uma comensal , e exposta a esse mundo ela mudou.Mas enfim vamos ver como isso se desenrola na fic.Espero que tenham gostado.
Ganho indicações ?? A fic já tem 41 capítulos e eu me realmente me assusto quando olho esse número HSAUSHAU'
Enfim aguardo os reviews.
Beijos de Chocolate
sasu_hina