Notas iniciais
Olá amores !
Seus reviews estão me deixando muito animada !
Aqui está um capítulo curto , mas o próximo vou tentar fazer um maior e com mais ação.
A propósito quero agradecer a Rafaela Mansini , pela linda recomendação.Isso me deixa muito feliz *-*
Bem...
Até lá em baixo !

Lá estava ele. Pensativo como sempre.

Ele estava na mesma posição fazia quase uma hora. Olhando para o mesmo lugar, com os mesmos olhos de tempestade ferozes, com a mesma posição. Hermione não podia evitar observá-lo.

As palavras dele ainda ecoavam em sua mente provocando dor.

“–Não quero que faça nada. – Ele parou de andar e mirou seus olhos de tempestade para os dela – Você não é mais a mesma.”

Ele não podia certo. Simplesmente não podia estar...

Como Hermione poderia ser má de verdade sendo que tudo que ela queria fazer era não machucar Rony Weasley?

Seu rosto já estava molhado. As lágrimas eram sua atual companhia. Seus olhos inchados e avermelhados eram preocupantes. Havia incômodo dentro dela, uma dor que a sufocava, algo lhe tirava o ar...

Hermione levantou de seu esconderijo secreto onde ela o observara por minutos escondida. Passou os dedos no rosto para limpar suavemente as lágrimas e caminhou até ele. O Loiro estava tão pensativo que nem ao menos notou a presença silenciosa dela.

Por que aquilo a machucou? Por que o fato daqueles olhos azuis não estarem mirados nos dela a feria?

-O que vamos fazer? – Foi tudo que sua voz conseguiu pronunciar para chamar a atenção dele

Ele não se moveu. Continuou em sua relaxada posição no sofá. Apenas seus olhos se moveram para se encontrar aos dela.

-Não me torture mais. Me deixe sozinho.

-A missão é nossa, não apenas minha.

-Você é a mais forte, certo? Acho que consegue fazer isso sozinha...

-Isso não tem graça! – Gritou ela furiosa – Só quero arrumar uma solução plausível...

-Matar uma pessoa é plausível pra você?

-Não! É monstruoso fazer isso! – Berrou ela desesperada passando as mãos pelos cabelos armados – Mas quando não se tem muitas opções isso pode se tornar uma escolha.

Ele silenciou-se. Tirou seus olhos dela e tornou a fitar o vazio.

-Não sabia que você se importava com os trouxas... — Iniciou Hermione tentando retomar a conversa

-E eu não me importo. Não dou a mínima para os trouxas.

A dúvida invadiu o ar e os pensamentos de Hermione.

-Me importo com o que você pode se tornar.

-Sou um ser humano Draco – Ela deu alguns passos na direção dele –Cometo deslizes.

-Onde está a irritante Sabe-tudo? Que não cometia erros?

-Ela se perdeu no caminho de casa. Não irá voltar mais.

Os olhos dele voltaram a fitá-la.

Ele sentiu no sofá ao invés de ficar deitado em sua confortável posição.

-Mentirosa. Essa menina está aqui na minha frente, tentando entrar novamente dentro de casa. Mas alguém não quer atender a porta.

-Não faz isso – Implorou ela pedindo misericórdia em meio às lágrimas – Eu não sei o que fazer.

Ela sentou ao lado dele. Ele continuou lá, frio e sem se importar com sua doce aproximação...

-Podemos fazer isso Hermione. Podemos matar um trouxa se você quiser, eu mesmo posso lhe ajudar nisso. Mas eu sei que você é capaz de pensar em um plano melhor. Um plano que não machuque quem não precisa ser machucado.

-Não consigo pensar em nada! – Disse ela com a voz alterada

-Então acho que você terá de abrir a porta e deixar a Irritante Sabe-Tudo entrar.

Ela o fitou desesperada.

Por que eles não poderiam se livrar daquela tortura? Sem Voldemort, sem mortes, sem sangue, sem comensais?

Ela o amava tanto. Eles estavam desperdiçando seu tempo, desperdiçando sua juventude em meio a tanto perigo. Aquilo não era vida. Estava longe de ser uma.

Hermione o olhou desamparada. Inesperadamente os olhos de Draco começaram a brilhar...

Ela parecia uma criança. Uma menina desprotegida, e com medo da escuridão, que precisava de colo.

-Estou com medo Draco.-Sussurrou ela derramando lágrimas – Não quero perde-lo. Rony é importante pra mim.

-Shiiiu – Ele a envolveu com seus braços como quem paparica uma criança-Você está tremendo – Disse ele jogando o lençol fino em cima dela em uma vã tentativa de fazer a tremedeira parar

-Não quero perder você também.

As lágrimas molharam o lençol. E Draco conseguia ver que a Hermione durona havia ido embora, se perdendo no caminho de casa. Ela deixara a Hermione doce e Sabe-Tudo invadir seu espirido. Ela abrira a porta.

-Você nunca irá me perder – Sussurrou ele feroz apertando mais os seus braços ao redor dela – Isso seria impossível.

Ainda encolhida e banhada em lágrimas ela permaneceu ali. Naqueles braços fortes o bastante para a proteger.

Os braços do seu Draco Malfoy.

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Pansy andava lentamente pelo corredor escuro. Ela não sabia no que pensar. Harry iria ou não aparecer? O bilhete que ela mandara um garoto do terceiro ano entregar a ele teria realmente chegado ao príncipe da grifinória? Ele iria aparecer?

Seus passos eram lentos, algo dentro dela sabia que Harry não estaria lá.

-Além de me fazer perder o sono, ainda chega atrasada? – A conhecida voz rabugenta chega a seus ouvidos arrepiando seus pelos da nuca

Ele estava lá! Estava escuro. mas Pansy conseguia reconhecer aquela silhueta. Ele ainda era o mesmo menino magrelo forrado por uma pequena camada de músculos que era conhecera.

-Isso não é um encontro. Não tem como eu me atrasar. – Disse a garota com sua conhecida arrogância

Afinal eles não eram mais íntimos. Eram como desconhecidos. Não se falavam há dias. Harry fazia questão de ignorá-la.

-Que seja, mas por que você tinha que marcar um horário tão tarde para nos encontrarmos ? Francamente! Às três da manhã?

-Eu tenho tido muita insônia ultimamente então eu sabia que eu estaria acordada neste horário.

-Mas eu estava roncando e tive de acordar para estar aqui!

-Por que veio então? – Atiçou ela sabendo que ele não seria sincero na resposta – Eu não sou uma estranha pra você? Eu não te obriguei a estar aqui.

-Pensei que fosse um assunto importante! – Disse ele realmente nervoso e era difícil dizer devido ao escuro, mas dava para ver que a pele dele adquiriu um tom avermelhado – Mas pelo visto não existe merda de assunto nenhum! – Disse ele irado virando as costas e indo embora

-Se não existisse assunto eu não o teria chamado aqui.

Ele parou de andar. Ainda de costas para ela.

-Seja rápida.

-Acredito que seu sono de beleza, possa esperar dois segundos.

-Rápido. Sério.

A voz dele parecia séria. Mas ao mesmo tempo que ele queria se afastar dela ele queria se aproximar. Aquela maldita sonserina tinha um imã que Harry não conseguia compreender o porquê.

-Estou com a sua capa de invisibilidade. Tive de usá-la para Dumbledore e eu conseguirmos sair do castelo. Aqui está. Quero devolvê-la a você.

Harry se virou para ela. A janela que transmitia a pouca luz da lua iluminava Pansy. As olheiras e os olhos vermelhos demonstravam que ela falara a verdade. Aquilo era resultado de poucas horas de sono.

-Obrigado – Disse ele se aproximando para pegar a capa

Suas peles se tocaram em uma fração de segundos.

-Sua pele está fria – Comentou ele dobrando a capa com as mãos

-É assim, que eu tenho estado nos últimos dias.

Ele olhou pra ela por alguns segundos, mas voltou a olhar para sua capa antes que o imã de Pansy o atingisse fortemente.

-Espero que melhore – Disse ele pigarreando para conseguir falar normalmente – Obrigado por isso – Disse ele indicando a capa – Tenha uma boa noite.

Ele virou as costas e deu exatos seis passos, até que Pansy tenha arrumado forças para falar novamente.

-Eu o vi com ela. Essa tarde.

Ele parou de andar. A capa da invisibilidade escorregou de seus dedos.

-O que tem? – A voz estava rude – Gina é minha namorada. O que há de errado nisso?

-É errado você fingir que nada aconteceu naquela noite. É errado você fingir estar feliz, sendo que isso não é verdade! – Ela quase gritou

Harry virou-se feroz.

-Você não sabe de nada, não a conhece! Eu estou feliz com ela, e se você se refere a nossa noite juntos, saiba que aquilo não significou nada pra mim!

-Não é verdade! – Berrou Pansy encolhida e totalmente ferida

-Abra os olhos! Você não é com quem eu deveria estar naquela noite ! Por Merlin Pansy eu estava bêbado!

-Não eu estava eu sei que não estava...

Inesperadamente Harry calou Pansy colocando sua mão na boca dela. Pansy o fitou desesperada devido a abrupta aproximação que Harry e Pansy estava, apenas a poucos centímetros um do outro...

Miaaaaaaau. Miaaaaaaaau’

-Madame Nora – Sussurrou Harry desesperado

-Por aqui! – Sussurrou Pansy apontando a primeira sala vazia que ambos conseguiram ver

Correndo desesperadamente com as pontas dos pés , ambos conseguiram entrar na sala antes que a sombra de Madame Nora invadisse o corredor.

-Merda – Sussurrou Harry praguejando

Madame Nora tinha um faro infalível. Era questão de tempo para ela “rastrear” a localização deles para ir chamar o Filch.

O medo invadiu Pansy. Ela começou a arfar sem conseguir se controlar.

-Seremos pegos, seremos pegos – Sussurrou ela

-Calada – Grasnou ele – Pare de arfar, Madame Nora irá te achar! – Sussurrou ele implorando desesperado.

Ele podia até imaginar Madame Nora passeando graciosa pelo corredor escuro com sua forma graciosa e felina, procurando a origem do estranho barulho que Pansy fazia ao arfar.

-Não consigo... respirar!

-Terá de conseguir agora – Sussurrou ele feroz.

Pegou a menina feroz pelo rosto e enfiou sua boca na dela como um movimento em desespero. Seus lábios eram urgentes nos dela, e Pansy mal conseguia movê-los pelo choque que a invadiu.

Era tão estranho, era diferente tê-la naquele momento.

Fora ele quem beijara ela, e não o inverso.

Mesmo com o choque Pansy recuperou o fôlego e tornou a corresponder com aquele beijo o melhor que conseguisse. Oh, ele era tão doce...

Seus lábios macios e deliciosos, eram os melhores que ela já provara.

Seus dedos bagunçavam os fios negros e rebeldes exatamente como ela fizera naquela noite especial... Ela sabia que ele não estava completamente inconsciente. Pelo menos era o que ela torcia para ser verdade.

Os miados pararam e Harry e Pansy se separaram. Ambos se entreolharam ferozmente sem entender o acontecido. O silencio era a única coisa que gritava no lugar. Apenas isso, nenhuma respiração, nenhum ruído, nenhum barulho...

Harry abriu a boca para dizer alguma coisa, mas Pansy o interrompeu. Ela falou primeiro.

-Por que fez isso?

-Eu tinha que fazer você parar de fazer barulho!

-É mesmo? – Sussurrou ela sarcástica – Pois eu pensei que isso fosse uma desculpa esfarrapada pra você me beijar!

-Eu jamais sujaria minha boca para isso.

PAFT’

Pansy lhe deu um tapa na cara.

Harry apalpou a bochecha dolorida, que havia a marca dos dedos de Pansy.

-Na verdade, eu acho que quem sujou a boca fui eu. – Grasnou ela o empurrando para ele sair da frente da porta para ela ir embora

Ele deu passagem para ela sair. A menina abriu a porta e começou a correr.

Mas Harry era magro e rápido. Com a consciência o invadindo mais loucamente do que nunca ele a pegou pelo braço e a virou.

-O que...

As palavras foram interrompidas.

Doce interrupção.

Harry a beijou. Ali naquele corredor pelo qual Madame Nora deveria ter passado segundos atrás.

Harry conseguia sentir tudo. Não havia desculpa nessa vez! Ele estava mais consciente do que nunca!

Por que os lábios dela também tinham aquele imã?

A verdade era que Pansy tinha o poder de mexer com ele, de uma maneira que ninguém mais pode. Ela podia sentir...Ela era o tipo perfeito de garota imperfeita. Mas quem liga? Francamente! Eles estavam no meio do corredor escuro, as três da madrugada quebrando todas as regras e aquilo era delicioso.

A saliva de Pansy era doce e combinava com as sensação que Harry provocava na menina. Pansy tornou a bagunçar aqueles cabelos negros e rebeldes.

Inesperadamente escuta-se um pigarro no corredor. Um pigarro que não fora dado nem por Pansy e nem por Harry. Inesperadamente Harry e Pansy se sentem totalmente congelados.

-Acredito que isso não é algo correto a se fazer no meio da noite!

Alívio e medo!

Foram as duas sensação sentidas por Harry e Pansy.

Alívio por não ser Filch e medo pelas palavras pronunciadas.

-Professor Lupin! – Reconheceu Pansy quase sem ar

Sem saber exatamente o motivo, Harry começou a corar.

Seu mundo rodou. Se sentiu totalmente tonto.

Mesmo no escuro dava para ver o brilho daqueles olhos âmbar fitando até a alma de Harry. Lupin parecia dizer com os olhos “Eu sabia que iria descobrir algum dia”

Afinal desde a última conversa que eles tiveram, desde o início, Lupin sabia que havia algo de errado com Harry. Agora ele sabia o que era exatamente.

-Nós não estávamos... Quer dizer... Nos encontramos por acaso – Disse Pansy tentando arrumar alguma desculpa para justificar aquilo

Lupim sorriu sem desgrudar os olhos de Harry.

-Tudo bem senhorita Parkinson. Poupe meus ouvidos de escutar suas péssimas desculpas.

A menina calou-se rapidamente.

-Ouvi um barulho de porta batendo. Eu já estava acordado em minha própria sala, e vim ver o que estava acontecendo.

Harry ainda estava congelado.

-Tudo bem pessoal. Acho que isso se trata de um romance as escuras, certo? Eu conheço bem isso, já tive a idade de vocês...

-Não! – Inesperadamente Harry quase gritou – Quer dizer, não há romance nenhum aqui...

-Então o que eu presenciei?

-Um mal entendido.

Pansy o olhou, decepcionada. Mas ela não reclamou, aquela desculpa poderia salvar sua pele. Lupin apenas abriu um sorriso.

-Tudo bem eu posso fingir que sou cego e que isso nunca aconteceu.- Harry e Pansy voltaram a respirar de maneira mais saudável –Mas eu quero vocês dois, em seus respectivos dormitórios, agora mesmo.

Pansy foi rápida, virou seu corpo e correu para o corredor que daria entrada ao dormitório de sua casa. Harry forçou os olhos a tentarem enxergar no escuro. Ele tinha que pegar a capa de invisibilidade que deixara cair no chão em algum lugar. Desajeitado ele começou a apalpar o chão.

-Procura por isso? – Lupim lhe estendeu a capa entregando-a a Harry

O menino a pegou rapidamente.

-Por que está sorrindo? – A voz de Harry era apática

-Por nada.

-Hum.- Harry virou as costas para sumir na dobra do corredor

Mas antes de sair completamente da visão de Lupin ele conseguiu escutar a voz de seu professor dizer aos sussurros

Acho que descobri seu segredo

Ele não se importou. Continuou andando como se fosse inabalável.

Afinal esse era o doce perigo, de quebrar as regras que Pansy proporcionava a Harry. E ele gostava da sensação mais do que deveria.

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Hermione abriu os olhos. Olhou ao seu redor e inesperadamente sorriu. Ele ainda estava lá. A envolvendo com seus braços.

-Eu amo você – Sussurrou ela para o Draco que estava dormindo ao seu lado

Lentamente ela lembrou do sonho que acabara de ter.

Era isso! Uma ideia!

Era como se uma lâmpada acabasse de se acender em seu cérebro.

Ela esticou o braço, totalmente afobada, e cutucou Draco para ele acordar.

O loiro abriu os olhos vermelhos cheios de sono.

Aquilo partiu seu coração mais precisava ser feito. As palavras de minutos atrás que Draco dissera a ela, ainda estavam presas em suas mente.

“Mas eu sei que você é capaz de pensar em um plano melhor. Um plano que não machuque quem não precisa ser machucado.”

-Draco , Draco! – Disse ela saindo dos braços dele para ficar em pé – Prepare a poção Polissuco, eu já sei quem podemos usar!

Notas finais
E então o que acharam ? Quem ficou com ódio do Lupin levante a mão !!!
Antes ele do que o Filch , certo ? HASUSHA'
Quem vocês acham que Hermione e Draco irão usar para morrer pelo Rony ?
Hum , vou adorar ler a teoria de vocês nos reviews *-*
Quem estiver gostando , recomende a fic , ficarei com um sorriso ainda maior.
Beijos de Chocolate
sasu_hina