A Aposta

29 O Quebrar de um Sonho


Notas iniciais
Olá amorees *Desviando das pedradas , mesadas e sapatadas*
HSUAHUSAH'
Desculpem pela demora amores.Acontece que criatividade não é algo que vem quando a gente quer né ? E Rynui teve problemas com isso.
Estou faz tempo para agradecer a leitora Draco_Hermione pela linda recomendação mais sempre esqueço.Obrigada
sua linda *--------*
O título desse capítulo está um fiasco , mais acontece que eu estou meio zen' então...
Mais enfim aqui está o capítulo escrito pela Rynui.
Espero que vocês gostem !
Até lá em baixo !

Abriu os olhos lentamente e uma sensação que um caminhão o tinha acertado em cheio o preencheu. A claridade que vinha da janela machucava seus olhos a ponto de parecer que o cegaria. Sua garganta queimava ansiando por algum líquido gelado o bastante para acalentar sua sede.

Confortável contra seu corpo nu, ele sentia o calor de um corpo consideravelmente menor que o seu. A respiração feminina roçava em seu peito. Harry estava tão consciente da garota deitada sobre si que cada centímetro de pele em contato parecia pegar fogo.

A respiração tranquila e o semblante sereno mostravam que a garota ainda dormia. O mais delicado quanto possível, o moreno a abraçou e virou, fazendo com que a garota caísse ao seu lado na cama de casal.

Por alguns segundos prendeu a respiração quando Pansy se remexeu na cama, mas assim que ela paralisou, essa tensão passou. A dor de cabeça era assustadora, na noite anterior ele se sentira invencível, como se nada o pudesse parar. Como se tudo fosse se mover a sua vontade. Agora que tinha sua lucidez de volta, ele percebia o quanto que fora impulsivo, sua irresponsabilidade poderia lhe custar muito caro...

Sentou-se na cama, de costas para a sonserina e fitou o chão de madeira. Os fios negros lhe cobriam a face, e as duas esmeraldas estavam brilhantes e pensativas.

Corou desde a raiz dos cabelos enquanto as memórias da noite anterior voltavam para sua mente. Pansy não era assim tão má, ela tentara ajudá-lo, ela tentou resistir, não queria se aproveitar dele. Sentiu-se seu corpo estremecer quando dois braços femininos o envolveram pelas costas, pressionando o peito contra suas costas.

-Você ia sair e me deixar aqui? – sussurrou contra seu ouvido.

O calor do hálito da loira fez com que um arrepio corresse por sua espinha. Parecia que tinha um caroço em sua garganta, mas forçou-se a engoli-lo e respondeu:

-Não, estava com calor. – apesar de estar com a voz tranquila, sentia seu coração pular feito louco.

-Arrependido? – era quase um ronronar.

Harry suspirou pesadamente. Estava? Quem sabia? De certo que ele não. Abriu os olhos e respondeu a primeira coisa que lhe veio à mente:

-Não sei.

Pansy pressionou os lábios, fazendo um biquinho, franziu as sobrancelhas e disse:

-Eu também não.

Suspirou pesadamente, e se aquilo que tinham feito fosse o pior erro da vida dos dois? O que fariam? E se Pansy tivesse engravidado? O que eles fariam?

Harry corou até a raiz dos cabelos escuros e contou até três, aquilo era algo necessário de se perguntar:

-Er... Pansy? – chamou.

-Hm?

-Bem, er... – engoliu a própria saliva. – Existe alguma chance de você ter engravidado? – suas maçãs do rosto queimavam.

A respiração da loira travou. Percebendo isso, o grifinório ficou tenso, ela poderia? Mas então a sonserina explodiu em gargalhadas, soltou-se dele e rolou na enorme cama de casal, ela ria e ria.

O garoto tinha uma expressão confusa no rosto.

-Vo-cê... – Pansy não tinha fôlego para pronunciar de tanto que ria, mas aos poucos se acalmou, e mesmo rindo podia-se entender o que falava: — Eu não acredito que pensou que EU seria tão descuidada!

-M-mas...

-Harry Potter! – ela exclamou. – Eu sou infértil, não poderia ter filhos mesmo que quisesse. – disse suavemente, aquilo era um tanto quanto dolorido, uma vez que a loira sempre amara crianças. – Meu maior sonho é adotar uma criancinha.

-Hmm, entendi... – ele disse na falta do que responder a tal confissão.

Ficou algum tempo em silêncio sentindo a proximidade do corpo feminino contra o seu. Aquilo era bom, era confortável, ele se sentia reconfortado com o calor humano. Permitiu-se fechar os olhos por alguns segundos, era bom demais para ser verdade, pena que aquilo não duraria.

Sentiu Pansy tentar se aproximar de novo, mas fingiu que não percebeu e levantou-se.

-Vamos nos vestir, temos que ir.

A loira sentiu como se um balde de água gelada tivesse caído em cima da sua cabeça durante o melhor dos sonhos. Onde estava o garoto meigo, gentil e inseguro da noite anterior?

Assentiu ainda chocada, mas forçou-se a se mexer mecanicamente, colocando as roupas depressa e desembaraçando os fios de cabelo com a ponta dos dedos.

O olhar da garota estava vago, ela tinha entrado em um mundo de pensamentos estranhos, que nem ela mesma conseguia entender, bem, aquilo que se passava não era novidade, todos os garotos a tratavam assim.

Suspirou profundamente e repreendeu-se mentalmente: — “Boba! Isso foi só uma aposta! Uma brincadeira entre entediados, esse sentimento é só a minha carência excessiva!” – e terminou de se arrumar.

-Pronto?

-Sim. – respondeu vagamente, o moreno tampouco tinha falado durante aquele tempo.

-Vamos sair com intervalos de 20 minutos, assim, se tiver alguém no corredor não vai estranhar. – a loira disse decidida.

-Hunhu... – concordou e ela estava pronta para sair, mas antes de se refrear o moreno disse: — Pansy?

-Diga. – voltou-se para o moreno, ela sentia raiva, não queria ser um brinquedo.

-Esqueçamos tudo o que aconteceu, certo? – o rosto da loira desmoronou.

Lágrimas pinicavam os olhos da sonserina, mas ela simplesmente se forçou a assentir, antes de virar as costas e seguir seu caminho, para longe da sala precisa.

O moreno ouviu a porta fechar, e sentou-se na cama. Estava cansado, seu coração palpitava como as asas de um passarinho, uma queimação em seu estômago, que antes estava agradável, parecia que ia corroê-lo de dentro para fora.

Aquilo, antes dela se virar e sair a passadas largas, ele tinha certeza de ter visto os olhos da garota estarem úmidos, mas ele pensava ser sua imaginação, afinal, aquilo era errado, tão errado quanto Draco e Hermione.

Suspirou. Aquelas coisas estavam a lhe dar nós na cabeça. O que faria agora? Por alguns segundos, sua mente vagara tão longe, no futuro, para um futuro onde ele poderia até amar a sonserina que acabara de sair, ter uma relação normal com Hermione, assim ele, Rony e a castanha voltariam a ser o Trio de Ouro.

Suspirou mais uma vez e seus ombros caíram. Daquilo nada adiantava pensar, e então foram-se os 20 minutos. Abriu os olhos e levantou-se, agora viria o dia seguinte e seguinte, não devia ficar remoendo esse passado.

E, oh, infernos! As manchas na vista haviam voltado.

.....................

Seus músculos estavam totalmente doloridos, ela não precisava se olhar no espelho para saber que havia bolsas sob seus olhos. A vontade de levantar da cama era mínima, sua única sorte era que era sábado.

Ela pretendia voltar a dormir, mas uma claridade invadia seu quarto e perturbava seu sono. A maldita janela estava aberta. Suspirou profundamente e enterrou a cabeça entre os travesseiros.

O ar quente começou a incomodá-la. Ela sentia como se não pudesse respirar direito. Tirou a cabeça do bolinho de travesseiros. Pressionou as pálpebras dos olhos com mais força, queria dormir, ela ia dormir.

Ela pensou, virou cabeça para o lado oposto ao da luz e encaixou suavemente a cabeça no travesseiro. O tecido moldou-se as formas da cabeça da castanha. E assim tentou dormir.

Bem, esse era o plano, mas sentiu algo frio e escamoso agarrado em suas pernas, por um manto de reflexo, levantou-se de supetão, jogando as cobertas para o lado, e um baque surdo se fez ouvir quando a garota pulou da cama, e a serpente branca caiu sobre o piso do dormitório.

-Aaah! – um grito agudo escapou por entre seu lábios, logo antes de sua boca ter tampada por mãos fortes e másculas.

-Shh, é só a Pendragon. – ele ronronou ao pé do ouvido da garota.

A cobra sibilou em resposta e rastejou até os pés do loiro, que tirou a mão da boca da menina e afastou-se por alguns centímetros.

-Dormiu bem? – foi puro sarcasmo, mas não conseguiu evitar de sorrir.

Draco e ela haviam virado a noite estudando e agora, ao meio dia estavam acordando.

-Dormir as seis e acordar ao meio dia não é exatamente meu jeito favorito de dormir. – resmungou e o loiro sorriu. – Nem ser acordada por uma cobra enrolada no meu tornozelo. – Pendragon sibilou e o sonserino riu descaradamente.

-Vamos logo dorminhoca, pelo menos o almoço você tem que comer.

A castanha bufou com aquilo, ele era tão irritante, e tem mais, o que infernos ele tinha na cabeça? Ela ainda não o perdoara por ter feito aquilo a ela.

Mesmo que contrariada, expulsou o loiro do quarto para se arrumar e seguir para o salão principal.

.......................

O moreno chegou ao dormitório e soltou um suspiro aliviado ao contatar que não havia ninguém ali. Rapidamente pegou uma muda de roupas e foi até o banheiro, precisava urgentemente de um bom banho.

Rapidamente o fez, esfregando cada centímetro do seu corpo, tirando a camada seca de suor que cobria sua pele. Fazia tudo o que podia, mas cada pontada de dor que sentia em sua cabeça, era uma lembrança da noite anterior.

Cada beijo, cada respiração, cada toque. Os movimentos dos corpos com uma sincronia perfeita, tudo voltava a sua mente como um flash.

Ah sim! Tinham os pontos! Pontos pretos apareciam em sua visão, a claridade lhe incomodava, aquilo era o que chamavam de ressaca? Provávelmente. Seu estomago doía, parecia que tinha levado um soco, e as náuseas estavam presentes.

Suspirou profundamente, deixando o ar escapar pela boca com força. Enxugou seu corpo e vestiu suas roupas, logo deixou o banheiro, o dormitório e a casa da Grifinória. Agora sim, seria o verdadeiro teste, iria até o Salão Principal, onde encontraria Pansy.

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Estava em baixo do chuveiro deixando a água quente cair e bater contra seu coro cabeludo, lágrimas escorriam por suas maçãs do rosto e misturavam-se com a água do banho, mas aquilo só era possível de perceber, pois ela tinha uma expressão chorosa.

Os fios cor de ouro estavam escurecidos por estarem molhados e colavam em suas costas. Ela não sabia o porquê se sentia assim. A aposta estava acabada, mas tinha algo diferente, ela queria que não estivesse.

De repente, a ideia de ter Draco para si não era tão atrativa quanto fora algum tempo antes. Aquilo era diferente, Harry era diferente, enquanto o loiro a tratava como um objeto de prazer, o grifinório fora tão meigo, delicado, e virginal, mas no fim, como todos, ele a deixara.

Deu um tapa ardido contra a sua própria face, o que infernos estava pensando? Ela não podia se deixar levar por uma noite.

Harry ser um virgem fofo fora bom para que a sonserina acordasse e percebesse que deveria se valorizar um pouco mais, mas nada de se apaixonar pelo moreno, aquilo era incabível!

Limpou os líquidos de seu rosto e saiu do Box. A face vermelha ainda estava dolorida, mas agora ela sabia o que deveria fazer. Ela deveria arranjar alguém que a merecesse. Alguém que não a deixaria. Alguém que a amasse.

Mas antes, iria até Blaise, tinha de dizer que a aposta estava ganha.

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Luna sempre saltitava pelos corredores, todos a evitavam, apesar dela ser sempre tão boazinha com qualquer alma que lhe cruzasse o caminho.

Naquele momento do dia, todos estavam no pátio, menos ela e ele. A loira tinha certeza que Zabine estaria na torre de Astronomia, como tinham combinado de se encontrar. No fim das contas, ela tinha vergonha de ser vista sendo beijada em público.

Chegou à torre que aparentava estar vazia e sorriu levemente, ele provavelmente iria demorar.

A lufana andou até o parapeito da cúpula de vidro e inclinou-se para frente, de onde ela poderia ver todas as pessoas, que lá do alto mais se pareciam com formiguinhas.

Sentiu-se ser agarrada por trás, quando virou a cabeça para constatar quem era, a loira teve os lábios pressionados com força, mas aqueles lábios não pertenciam à Zabine, eram rudes e quase dolorosos.

As mãos ásperas começaram a tentar apalpá-la, mas ela se contorcia assustada, aquilo não podia estar acontecendo! Sem hesitar, a garota abriu a boca e mordeu os lábios do estranho.

Atordoado, o homem cambaleou para trás, o que deu tempo para que a garota disparasse para as escadas. E as descesse como uma bala, mas antes que conseguisse escapar, ela bateu contra um corpo, que poderia ter cedido, mas a loira é demasiadamente pequena para que isso acontecesse.

-Luna?! — o sonserino chamou surpreso quando a loira se agarrou com força contra ele.

-Bla-ise... – ela choramingou entre soluços.

-Shh, shhh... – ele fez para acalmá-la. – Calma, calma. – murmurou, enquanto passava os braços entorno dela, aninhando-a. –Quer me contar o que aconteceu?

Com a voz trêmula, a loira disse:

-T-ten-taram m-me estuprar...

Os olhos do garoto se arregalaram, as narinas estavam inflamadas de ódio. Como ousaram tocar na sua Luna?! Desprendeu-a gentilmente de si e murmurou:

-Vá chamar ajuda, vou cuidar desse sujeito.

Com passos largos, ele subiu as escadas, mas chegando lá, não havia nada. Bem, pelo menos se assim olhasse superficialmente, mas colado no telescópio tinha uma nota que dizia: “Se eu fosse você, cuidaria melhor do que me pertence, ainda mais quando essa coisa pode ser facilmente quebrada.”

Zabine apertou os punhos com força, amassando a nota, e jogou a cabeça para trás, liberando sua fúria em um grito. Ele pegaria quem tentara fazer aquilo com a loira, e quando ele relasse nesse ser, ele estaria morto. Isso era algo que ele poderia jurar que aconteceria.

A loira corria desesperada até a enfermaria, ela saberia que ao menos McGonagall ou Snape estariam lá, junto com a enfermeira Pomfrey.

Na corrida, quase deixou passar a entrada da enfermaria, mas deslizou um pouco, quase bateu a cara no chão, e entrou de supetão no lugar, onde os três adultos estavam conversando.

-Senhoria Lovegood, o que aconteceu? – a diretora da Grifinória perguntou preocupada.

-E-eu fui atacada na torre de astronomia, então Zabine chegou para me salvar, e... – as palavras fugiram, ela tremia como varas verdes. Engoliu a saliva com força e terminou: — Ele foi acertar as contas com ele.

De imediato Snape e Mcgonagall se levantaram e correram em direção à torre de Astronomia. Luna pretendia seguir os dois professores, mas a mão gentil da enfermeira a deteve. Virou-se pronta para dizer que queria ir junto, mas a mulher foi mais rápida:

-Querida, com esses hematomas nos braços é melhor ficar aqui e deixar-me tratá-la, garanto que poderá sair nova em folha.

Sem mais argumentos, Luna se deixou ser guiada por Pomfrey, que a todo custo tentava arrumar os cabelos loiros embaraçados e grudados ao rosto devidos às lágrimas que derramara. Mas tudo o que a lufana podia sentir era preocupação pelo sonserino que imprudentemente fora deter seu agressor...

Notas finais
E ai o que acharam ?
A relação Zabine e Luna está meio embaralhada.Nem os próprios personagens sabem o que são um pro outro HSUAHSAU' Enfim quero fazer uma cena deles para o próximo !
Beeijinhos e aguardo a opinião de vocês nos reviews ;**