Notas iniciais
Olá pessoas!
Como foram de carnaval?
Vim aqui com um capítulo fresquinho que a sa-chan me enviou tem dois dias, mas como sou uma anta perdeu o arquivo no computador e só deu pra ler hoje >.

O sono de Hermione era calmo apesar de tudo. Tranquilo e fúnebre.

Pois era isso que Hermione necessitava. Ela clamava pela inconsciência. Sua ultima conversa com Harry...

Ele sabia.

Ela nunca fora boa atriz suficiente, para enganá-lo. Ele sabia dês de o inicio que ela ainda amava Malfoy.

O sono delicioso passou a incomodar. As pálpebras, que estavam caídas pelo sono, foram obrigadas a serem abertas. O que era estupor passou a ser dor. Hermione acordou arfante por essa dor que passou a lhe invadir a mente.

Era como se agulhas pequeninas estivessem espetando seu cérebro. Era doloroso.

-Ai Droga – Ela sussurrou desesperada colocando as mãos na cabeça.

Imediatamente ela descobriu a origem da dor.No inicio ela pensou que fosse apenas a força cerebral dos feitiços que ela praticara com Malfoy. Mas não era isso. Era algo muito mais complexo.

Chegara a hora.

O momento pelo qual, ela ressuscitara a AD novamente. O momento, pelo qual, ela ensaiara para conseguir se sair bem.

Em seu antebraço a marca ardia.

Era Voldemort. Ela sabia.

As agulhas invisíveis, em sua mente pareciam espetar-lhe a alma sem se importar. Voldemort se decidira então. Ele estava na mente dela agora.

A garota começou a arfar desesperada. Pensou em gritar por Malfoy... ele provavelmente não a ouviria deveria estar tão cansado quanto ela.Era isso.Ela teria que passar por isso sozinha.

Apertou com força os dedos, na cabeça e se concentrou.Era difícil fazer aquilo.Era até fácil ocultar certos pensamentos , quando era Harry ou Draco que lhe invadiam a mente.Ela não sentia dor com eles.Já com Voldemort era tudo mais difícil, mais doloroso, mais crucial.

Se concentrar em meio a dor e as lágrimas era difícil, mas mesmo assim ela tentou.Ela podia sentir a mente de Voldemort entrando na dela.Ela podia sentir a ânsia dele em achar alguma coisa errada...

Imediatamente Hermione se lembrou de todos os seus treinos de Oclumencia.De todas as noites mal dormidas treinando aquilo, de todas as folhas que lera apressada do livro de Draco... Voldemort não descobriria sua infidelidade.

Ela conseguia tirar nota máxima em Aritmância.Ela era aluna-modelo.Não se rebaixaria a perder.

Guardou todas as lembranças comprometedoras em um lugar oculto de sua mente, e forçou sua mente o máximo que conseguiu a pensar em coisas banais. Como dizia no livro, ela pensou nas folhas secas, nas gotas de chuva, nos flocos de neve. Pensou na pilha de dever de casa, que ela ainda tinha que fazer, e o quanto ainda era feliz por simplesmente estar naquela escola. Em coisas banais...

Ela sentia o desapontamento dele. Ele meio que esperava ver algo infiel. Era como se ele quisesse castigá-la por alguma coisa.

Hermione arfava.

Mas ao mesmo tempo que era complicado, era, ao mesmo tempo, muito fácil. Mais alguns treinos e ela nem precisaria fazer tanto esforço.Ela só precisava esconder o necessário dele.Ela também podia sentir a felicidade dele.Ele sentia uma espécie de orgulho dela.Ela fora fiel com ele, algo que nem ele mesmo acreditara.

“Quero Você e Draco aqui, comigo, em meia hora.”

A voz do Lorde ecoou na mente dela. E ela ficou feliz.Feliz por Voldemort ter dado a ela uma espécie de Bônus.Com Malfoy Voldemort usava os machucados dele em formas de palavras, para avisá-lo sobre suas obrigações.Com ela, ele fora mais pacífico.Ele usara a Oclumencia.Mais ele também precisava checá-la...

Estaremos aí, Meu Lorde.

E ela esperou vários minutos até ter certeza que Voldemort saiu de sua cabeça para poder xingá-lo mentalmente.

Ela estava exausta. A Oclumencia já lhe tomava muito seu esforço mental e fora as noites, mal-dormidas... E Voldemort queria que ela e Malfoy fossem vê-lo a essa hora da noite?

Anghhh

Molhando o rosto com água gelada e pegando a primeira roupa que achou em seu armário, ela correu para o quarto do sonserino.

-Acorda Princesa! – Ela deu um soco nas costas dele.

Eles tinham que agir depressa. Voldemort disse que os aguardava em meia hora...

-Ahhh – Malfoy resmungou desacordado e gritou logo após olhar para Hermione.

-Eu sei que eu estou linda – Ela bufou, Malfoy se assustara com seu cabelo armado – O chefão quer nos ver em meia hora.Se arrume rápido, vou te esperar em nosso salão Comunal.

-Por que agora? – Ele disse coçando os olhos

-Eu não sei. Sabe...- Ela hesitou nesse instante – Eu consegui! – Ela sorriu para ele as bochechas quase se rasgando de felicidade – Ele me checou e eu escondi tudo dele!

-Meus Parabéns! – Ele disse verdadeiramente feliz o rosto pálido do sonserino deu uma corada saudável ao sorrir

Ele queria abraçá-la, mas se conteve.Hermione se sentiu estranha.Se encolheu medrosa, com essa ligeira aproximação que teve com ele.

-Vou te esperar lá em baixo! – Disse meio rígida saindo do quarto

Era uma madrugada de sábado. Muitos alunos de Hogwarts iam a Hogsmeade nesse dia. E Ela agradeceu mentalmente por isso.Harry e Rony provavelmente iriam deduzir que ela estava em missão e eles poderiam acobertá-la caso alguém perguntasse alguma coisa.Ela não sabia quanto tempo ficaria fora.

-Estou pronto! – Disse Draco descendo as escadas em direção a ela

O Loiro vestira peças confortáveis de moletom negras. Estava mais pálido do que nunca.Hermione também não ficara para trás.Ambos estavam exaustos. Mas eram ordens superiores, e eles tinham que obedecer.

-Toma isso! – Malfoy jogou algo para a Castanha pegar

Ela olhou para os dedos.Era um elástico de dinheiro.

-O que vou fazer com isso? – Ela perguntou olhando o elástico de dinheiro em seus dedos.

-Amarre o cabelo.Voldemort pode se assustar! – Ele sorriu para ela

Ela pegou uma almofada e jogou nele, incapaz de não rir junto com o loiro. Mas mesmo assim, Hermione fez o que ele mandou e fez um coque frouxo, com o elástico.

O caminho fora silencioso, cada um pensava no precioso segundo de sono, que estavam perdendo indo ali.Ambos iam para o esconderijo de Voldemort.Que era a sede de seu terror.A Mansão Malfoy.

-O que será que ele quer? – A castanha perguntou nervosa a voz inesperadamente trêmula.

-Sinto que coisa boa não vai ser... — Malfoy disse sombrio.

A Castanha mordeu o lábio.

-Oh finalmente os bebes chegaram! – Belatrix os recebe a porta com sua voz esganiçada e irritante.

Mais uma vez Draco se encolheu.Aquilo doía mais nele do que em qualquer outra pessoa... O lugar aonde fora, seu lar.O lugar pelo qual ele crescera, não pertencia mais a ele.

Ele adentrou a casa cheio de lembranças.Olhou sorrindo para as escadas, que era o lugar pelo qual , ele descia correndo para ver sua mãe , quando ela chegava em casa.Ele sempre escorregava e caia nos três últimos degraus ...

-Calma – Sussurrou Hermione para ele ao sentir o estado do loiro.

Por que com Hermione era desnecessário as palavras.Ela o entendia.A castanha controlou o ímpeto de consolá-lo.Agora ela tinha que atuar.Ela era fria e calculista agora.Na frente de Voldemort ela tinha que ser o que ele quisesse.

-Olá Meus caros Comensais. – Disse Voldemort a frente deles cheio de sarcasmo –Seja Bem-Vinda de volta Granger.

- Obrigada Meu Lorde – Ela sorriu suavemente.

Era a primeira vez que ela estava na mansão Malfoy, e a Castanha se corroia ao ímpeto de olhar para todos os lados. Era tudo novo para ela.

--Segundo meus cálculos, vocês chegaram treze minutos atrasados – Sua voz era tão leve mais mesmo assim irradiava sarro e autoridade – Vou perdoá-los dessa vez. — E ele sorriu como se estivesse sendo simpático mostrando os dentes podres e horríveis.

-O caminho é longo — Explicou Hermione

Os outros começais andavam pela casa naturalmente, apenas Lúcio e Belatrix estava ao lado do Lorde.

O silencio se instalou.Hermione estranhou a frieza entre Draco e seu pai.Ela não detectara nenhum sinal de amor de ambas as partes. Nenhuma troca de olhares discreta e nenhum sorriso. Nenhum comprimento. Nenhum sinal de que um estava feliz em ver o outro. Isso era o que era ser um verdadeiro Comensal.Não se importar.Ignorar.E eles faziam isso com grande maestria.

-Agora, Senhorita Granger, que você é Oficialmente uma de nós, podemos começar com uma missão de verdade.- Voldemort revirou os olhos vermelhos como sangue de tanta felicidade.

Hermione se encolheu por instinto.

Ela esperou ele acabar de falar.O que ela faria se ele pedisse a cabeça de Harry? A atitude dela denunciaria sua infidelidade? Seu disfarce de agente-duplo?

- Com você dentro do plano, ele se tornará infinitamente mais fácil – Ele mostrou novamente seus dentes podres em um sorriso a pele branca como o leite se curvou quando suas bochechas se contraíram- Lúcio? Dê as instruções!

Ele assentiu obediente, e deu alguns passos em direção a Draco e Hermione , com uma pequena folha de pergaminho em mãos.Parecia que ele tinha tudo programado.

- Hoje, ao anoitecer, vamos matar Alvo Dumbledore – Ele disse com a voz morta e indiferente.

Hermione arfou.

Ar parecia faltar nos pulmões. Sua visão tornou-se turva por alguns instantes, mas ela se conteve.Ela não podia se dar ao luxo , de ser frágil na frente deles.

Ela sentiu um suave e discreto cutucão de Draco.Ela tinha que atuar...

Juntando as réstias de suas forças ela reconstituiu suas feições para torná-las indiferentes.

- O plano é o seguinte.- Começou Lúcio pigarreando- Granger – Ele disse o nome com repugnância – Como ele confia mais em você, é sua função se infiltrar no quarto dele.Vamos pegá-lo durante o sono...

-Mas por que matar a ele? – Ela o interrompeu.

- Por que com aquele estúpido no Castelo eu não consigo entrar lá e pegar o meu principal alvo. Harry Potter.- Disse Voldemort rígido ele odiava admitir que era por causa de Dumbledore que ele era impedido de entrar no castelo.

A dor passou a angustiá-la.Seu herói não podia morrer...

Juntou todas as suas forças para não gritar...

- A questão é – A voz de Lúcio voltou a encher o ar – Garota, dê um jeito para descobrir o quarto dele.

-Alvo Dumbledore jamais seria morto durante o sono – Ela disse o nome dele com idolatria Lúcio cerrou os dentes suspirando pesado/

-Alguma outra idéia? – Disse a Hermione cheio de escárnio.

Hermione silenciou-se.Se era algo que ela não queria fazer era dar opções, para matarem seu grande herói.

-Granger poderia marcar um encontro com ele no meio da noite – Sugeriu Draco casualmente Hermione o fuzilou com os olhos.

-Perfeito! – Disse Voldemort – Marque com ele garota! Diga a ele que precisa falar algo sério com ele.E no meio da conversa...Draco pode matá-lo...

-Eu? – Perguntou Draco sem entender.

-Claro – Disse Voldemort –Você pode fazer isso não pode? – Desafiou o loiro.

-C-Claro que posso.

-Vou confiar em vocês dois para essa tarefa! Quero, algo bem feito, sem vestígios.

-É como deve ser – Disse Draco.

E mais uma vez , Voldemort sorriu.Um sorriso Podre.E os olhos vermelhos da criatura brilharam com uma aura de esperança totalmente nova.

Afinal tudo podia dar certo.Dumbledore confiava em Hermione.

-Podem ir – Disse Voldemort deliciado com o ocorrido

Belatrix já foi em direção aos dois, para acompanhá-los a porta, porém Lúcio a dispensou para ele mesmo fazer isso.Seu rosto estava grave.

O caminho até a porta fora silencioso, porém quando os três estavam do lado de fora, Lúcio grunhiu.

-É melhor que vocês dois façam um trabalho bem feito – Ele quase rosnava sua voz era baixa – Não decepcionem o Lorde. Quando ele fica mal-humorado, quem paga pela burrice de vocês somos nós.

-Pode deixar... Papai.- Disse Draco com escárnio – Ah Esqueci. Desculpe. Não posso chamá-lo assim.Você não é mais meu Papai.- A voz de Draco estava cheia de decepção e sarcasmo.

-Não me decepcione também, Draco – A voz de Lúcio era rígida.

Hermione ainda arfava sem acreditar.

Tentando fazer alguma coisa carinhosa, Lúcio coloca a mão no ombro do filho, mais Draco tirou a mão dele no mesmo instante.Ele nunca fora um pai de verdade.Não era agora que ele seria.Lúcio não sabia dar amor.Ele não estava acostumado, suas ações amorosas e carinhosas saiam desengonçadas devido a falta de prática.

E Draco e Hermione voltaram ao Castelo.

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-VOCÊ FICOU LOUCA?- A voz do loiro era feroz e rígida – SUAS ATITUDES QUASE NOS ENTREGARAM ESSA NOITE!

-Como você pôde concordar com isso? – A voz da garota era morta

O instante em que ela chegou em seu salão Comunal a menina se sentiu grata.Na frente de Draco pelo menos ela não precisava fingir.No mesmo instante a garota se jogou em um dos sofás , e se encolheu querendo colocar uma bolha envolta dela.

-Não podemos matá-lo Draco – A Castanha estava em pranto – Não posso fazer isso...

-Calma – Ele sussurrou ajoelhando-se perto do sofá dela – Eu tenho um plano.

Notas finais
Gostaram?
Antes que eu me esqueça, a sa e eu concordamos que ela faria o próximo capítulo e eu os dois seguintes, para equilibrarmos (:
Beeijos de Framboesa!
Rynui
obs: Se quiserem deixar recomendações nós não nos importamos HSUHASUHA beijos :*