A Aposta
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Notas iniciais
Quero dedicar esse capítulo a minha querida nova Leitora charlotte bitto que foi realmente doce com suas palavras nos reviews ! Obrigada Flor !
Eu realmente sou muito grata a todos vocês *-*
Enfim , vou parar de tagarelar. Aqui está o capítulo , e eu espero que gostem !
Até lá em baixo:
-Blargh! – Cedrico grasnou franzindo o rosto – Não agüento mais limpar essa lata velha!
Luna suspirou,ela também estava exausta.
Filch fora rígido com o castigo dos garotos.Limpar todos os troféu de Hogwarts levava um certo tempo , levando em consideração que existia mais de 500, e muitos já eram velhos e enferrujados.
- “Deixe todos os troféus brilhando” – Cedrico imitou a voz esganiçada e furiosa de Filch – Ele deveria é nos mandar limpar aqueles dentes amarelados dele!
- Shiu! – A menina falou controlando o ataque de risos – Ele pode estar passando por aqui nesse minuto e te ouvir.
Ele sorriu e balançou os ombros, destemido. Sua mente vagava livre e sua opinião também.
Luna apertou seus dedos no pano tentando a todo custo deixar o troféu brilhando, exatamente como Filch pedira.
-Vamos levar semanas fazendo isso – Luna declarou o obvio.
-Isso é péssimo.Semana que vem tem prova e eu deveria estudar ao invés de fazer limpeza.
-Podemos pegar alguns livros amanhã e estudarmos enquanto cumprimos nosso castigo.
-Parece uma boa idéia.
O garoto suava com o trabalho físico. Era obvio que ele não estava acostumado a fazer aquele tipo de serviço.Gotas de suor molhavam sua testa cheia de marcas de expressões, e a pele branca estava vermelha pelo esforço que seus dedos faziam no pano.
Luna mordeu os lábios, mas o riso vazou entre seus dentes trincados antes que ela pudesse contê-los.
Cedrico a observou.
-Do que está rindo?
-Você está fazendo errado – Ela sorriu largando seu pano no chão e indo na direção dele- Me dê isso.
O garoto despejava excesso de força no desnecessário.Luna pegou o troféu dele e mostrou com delicadeza como ele deveria fazer.
-Você coloca força demais na mão. Se fizermos certo, terminamos mais cedo ainda. –Ela devolveu o troféu e o pano dele – Seja delicado.
-Eu sou. – Ele deu um sorriso amarelo enquanto tentava desengonçadamente dar brilho naquele troféu imundo
-Esse óleo ajuda a sujeira a sair melhor – Disse Luna despejando um pouco em seu pano
-Me dê o óleo aqui então...
Ela sorriu travessa.
-Claro – Em um movimento veloz ela se esquivou da mão esticada dele e despejou no rosto do garoto uma boa quantidade de óleo que escorreu velozmente pelo resto do corpo
Desesperado Cedrico ficou paralisado por dois segundo enquanto a luz reluzia em seu corpo brilhoso pelo óleo.
-Engraçadinha – Gritou ele já correndo na direção de Luna que corria travessa com o óleo na mão
-Nããããããoo! — Ela gritou correndo dele gargalhando loucamente
A sala de troféus era enorme, porém cheia de carteiras e mesas amadeiradas do mesmo estilo usual de Hogwarts.
Luna era rápida, mas Cedrico era mais. Com facilidade ele alcançou a garota que perdeu a corrida por ter de se esquivar de tantas mesas e cadeiras.
-O que pensa fez? – Ele disse quando finalmente tinha Luna nos braços – Acha isso engraçado, hun?
-Não! Não! – Ela berrou tentando controlar sua boca para não rir – Sem vingança, eu vou me comportar bem e...
Já era tarde demais.Cedrico já pegara o óleo das mãos de Luna e despejara no cabelo loiro e platinado dela.
-NÃO! – Ela se remexeu enquanto estava presa pelos braços dele
Devido ao movimento brusco, ambos caíram ao chão por causa dos corpos lambuzados de óleo.Mas antes que eles pudessem se limpar ambos soltaram gargalhadas no ar sem conseguir se controlar.O ataque de risos foi completo. Ali naquela sala de troféus toda lambuzada de óleo e troféus sujos não havia muitas maneiras criativas de se divertir.Mas Luna e Cedrico deram um jeito especial de mudar isso. A pele da bochecha deles ardia de tanto rir. Cedrico tentou se levantar do chão, porém sua perna deslizou no assoalho e seu corpo caiu no chão mais uma vez.
Luna riu e até Cedrico gargalhou com ela pela própria desgraça.
-Estou atrapalhando?
Os corpos de Luna e Cedrico se estremeceram imediatamente.Desesperados eles observaram quem acabara de enfiar a cabeça pela porta.
Os olhos de Luna se encheram se lágrimas. Ela nunca fora garota de chorar. Mas ela estava fraca demais, mole demais, podre demais, vulnerável demais...
Não era Filch.Antes fosse.
A pele de Luna ardia, principalmente nas bochechas.Mas não era por diversão, era vergonha.
-Essa é uma bela maneira de cumprir uma detenção.
Ela ficou sem ar. Seu coração martelava loucamente e por alguns minutos, ela teve receio que ele pudesse ouvi-lo batendo do outro lado da sala.
Fazia tanto tempo que ela não o encarava.Aqueles olhos castanhos tão fechados...
Desengonçada, ela tomou o maior cuidado do mundo para se levantar sem cair.
-O que faz aqui, Zabine? – Disse Luna torcendo arduamente para que sua voz não saísse embargada
-Filch já me castigou várias vezes – Ele disse com sarcasmo – Mas nunca tive uma detenção tão divertida como esta.
Cedrico se sentiu desconfortável. Ali, ainda sentado em um chão coberto de um óleo amarelado estranho, ele observou a cena a sua frente. Aquele garoto com sua simples presença teve o poder perturbador de deixar Luna paralisada como estava.Ele se sentiu invasivo. Deslocado. Seu lugar não era ali.
-Se quiserem que eu saia, eu posso deixá-los a sós se preferirem...
-Não! Pode ficar onde está. – Blaise falou automaticamente sorrindo simpaticíssimo – Quero falar com a Senhorita Lovegood.Você me emprestaria ela por dois segundos,Diggory?
-C-Claro – Disse ele estranhando o excesso de educação que ele não esperava – Fique aqui mesmo.Terei de sair de qualquer jeito atrás de panos extras para conseguir limpar essa bagunça toda.
-Tudo bem – Disse Zabine entrando enquanto Cedrico saía.
Os olhos de Luna e de Cedrico se encontraram por uma fração de segundos. Os olhos azuis gritavam “NÃO VÁ!” , enquanto sua boca permanecia muda e paralisada.Ficar sozinha em uma sala onde ela só teria Zabine como companhia a deixava desconcertada. Não era em um momento como aquele que ela gostaria de conversar com ele.
As feições de Zabine eram de nojo. Ele apontou sua mão para o corpo dela.
-Olhe só para você– A voz era um misto de rancor e nojo – Se você tivesse um mínimo de noção do quanto você está ridícula toda lambuzada de óleo...
Isso foi como um baque. Uma chicotada em seu corpo. Depois de semanas sem um encarar o outro, essa não era as palavras exatas que ela esperava ouvi-lo dizer.
Ela lembrou-se automaticamente da sua pequena conversa com Cedrico, minutos antes deles serem descobertos por Filch fora do castelo.
“–Por que não podem ficar juntos? Luna isso não faz sentido algum!
–A família dele... Eles...- Ela inclinou seu corpo para olhá-lo – Eles podem ferir meu pai para me atingir.
–Eles são poderosos.
–O amor de vocês também pode ser.”
-Que bom que veio falar comigo – A voz de Luna era quebradiça – Eu também precisava ver você...
O garoto revirou os olhos. E Luna sentia a existência de uma grande muralha de gelo que os separava.Uma grossa e invencível muralha...
-Só vim lhe dar um recado. Hermione não te achou e pediu para eu lhe procurar. A AD fará uma reunião importante em duas horas. Esteja lá e de preferência tome um banho antes de ir.
-Certo.
Ela mal abrira a boca para responder e o corpo dele já caminhada em direção a porta, rápido e frio.
Luna se encolheu com o calafrio que lhe percorreu toda a espinha.
-Espera! – A voz mais uma vez era quebradiça
A mão dele abriu a porta enquanto sua cabeça se virou para ela.
-O que é?
-É só isso?
-O que mais você esperava?
-N-Nada – Ela gaguejou sem conseguir disfarçar seu descontentamento
Aquela voz rígida demais. Aquele era BlaiseZabine e, mesmo para um Sonserino, suas palavras cortavam Luna mais do que uma faca afiada faria.
-Como você está? – Sua voz estupidamente fraca se forçou a puxar o máximo de assunto possível com ele.
-Muito bem. – Ele soltou aquele sorriso galante – E você?
Em pedaços.Engasgada.Sem ar...
-Eu estou bem também.
-Te vejo em duas horas.
-Espera!
Mas uma vez o corpo dele que estava prestes a sair permaneceu parado devido às palavras dela.
Ela dissera a Cedrico que iria tentar falar com ele. Mas por que era complicado? Ele estava ali na sua frente ouvindo o que ela quisesse que ele ouvisse, então por que era difícil abrir a boca e dizer tudo que estava entalado na sua garganta? Tudo que durante semanas ela estava reprimindo para si mesma?
Ela tomou fôlego arrumando forças e pedindo a Merlin que lhe enviasse coragem pra dizer.
-Eu sinto sua falta. – Foi um sussurro
- É mesmo? – A voz transbordava sarcasmo – Conte-me como você consegue mentir para si mesma.
Seu perfil impecável e sua voz implacável a deixava sem fôlego.
-Por que está me tratando assim?
-Por que para alguém que diz que sentiu minha falta, você se recuperou bem rápido.
Não precisava de mais explicações do aquela. A cena de Luna e Cedrico jogados no chão brincando com o óleo eram como pistas resgatadas contra Luna naquele tribunal argumentativo.
-Sabe que vocês dois são assunto da escola inteira?Os famosos jovens que foram encontrados juntos no meio da noite fora do castelo...
-Não é nada disso! – A menina berrou ao ver que estava sendo mal interpretada – Isso está errado...Blaise...
-Você se recuperou rápido demais depois que agente terminou. Melhor do que eu esperava na verdade. Minha família nunca foi o real motivo para nós terminarmos não é verdade? Terminamos por causa de Cedrico, não é mesmo?
-Olha a merda que está falando! – A Loira berrava – Eu nem sequer o conhecia...Por Merlin Blaise , não faz isso, por favor...
Por que ele tinha o poder de deixá-la em pedaço com simples palavras? Sua pele ardia de ódio.
-Eu não fiz nada.Foi você quem fez. – Ele grunhiu frio totalmente concordando com suas próprias feições de pedra.
Enquanto ela chorava com a alma em pedaços ele permanecia intocado. Com a postura de sempre, a voz nenhum pouco esganiçada, os olhos limpos e sem nenhum sinal de lágrimas...
-Cedrico é meu amigo. – Ela trincou os dentes enquanto as lágrimas ainda a deixavam despedaçada.
-Claro que é. – Ele sorriu apontando sutilmente para o óleo que ainda deslizava pelo corpo da menina lentamente – Eu preciso ir. Nos vemos daqui a duas horas na sala precisa.
-Por favor...
Ela correu até ele tocando em seu cotovelo desesperadamente.
-NÃO ENCOSTE EM MIM!- Berrou ele automaticamente.
Seu corpo se encolheu com o grito.
Assim que Luna recuou um passo, ele analisou sua camisa para ver se não havia sido lambuzada com o óleo na mão dela.
-O que aconteceu com você? – Ela berrou como um rosnado – Por que está agindo como um idiota?
-Por que eu sou um idiota. Um idiota por ter acreditado no que nós poderíamos ser.
-VOCÊ PODE ME DIZER QUE MERDA ESTÁ FALANDO DESTA VEZ?
-Pergunte a Cedrico.
Ela não podia saber o quanto cada célula do corpo de Zabine se retraía de ciúmes. Queimava, ardia... Mas como um bom Sonserino,ele era bom ator o suficiente para não demonstrar isso a ela.
E assim, com sua postura inabalável ele partiu , deixando um coração quebrado para trás.Luna.
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-Estou com os dedos doendo. – Reclamou Cedrico –Deu trabalho para limpar todo aquele arsenal.
-Guarde seu fôlego.Ainda não limpamos nem metade. – Disse Luna
-Tudo bem, tudo bem, na realidade gostaria de saber apenas onde você está me levando agora.
-Esqueceu da nossa ultima conversa? Antes de Filch nos pegar?
Ele retraiu o rosto impecável que ficou cheio de marcas de expressões.Suas sobrancelhas grossas se uniram tentando lembrar.
“–Ele está à solta por aí, matando todos os nascidos trouxas que ele consegue encontrar. Ele está tentando por anos, penetrar o castelo atrás de Harry, e o que eu faço? Merda nenhuma! Eu tomo café da manhã, eu estudo, eu me divirto e minha vida se resume a isso. Eu queria poder fazer a diferença, eu queria poder, sei lá, por um fim nele, nessa maldade que ele deixa onde toca, onde passa...
Luna se encolheu. Ela não se sentia como Cedrico. Muito pelo contrário. Fazer parte daquela AD significava muito pra ela. Significava que ela fazia a diferença, que ela contribuía mais a cada dia, a destruir o mal na terra. Mas e ele? Ela podia sentir a dor que o corroia. A vontade ardente de procurar por alguma coisa útil e perigosa para sua existência fazer algum sentido.
–Não se preocupe – Ela sorriu observando a Lua Nova – Você será útil.
–Como? Aqui sentado com você apreciando o céu? Existe gente que morre nas mãos dele enquanto conversamos...
–Shhhh- Ela colocou os dedos na boca dele – Amanhã vou te mostrar um lugar.Você fará parte de algo que nunca vai esquecer.”
A garota largou Cedrico e posicionou-se em frente a uma parede usual do castelo.Cedrico mal sabia que do outro lado daquela parede , naquele corredor aparentemente corriqueiro e imperceptível existia o paraíso. O mundo aparte pelo qual Luna dava sua vida sempre que possível.O mundo pelo qual todos davam tudo de si para ocorrer um mínimo de progresso. Um mundo AntiVoldemort. A Armada de Dumbledore.
-O que...
Cedrico foi silenciado. Magnificamente, a parede se abriu de maneira esplendorosa em frente ao garoto boquiaberto.
Lá dentro, todos já aguardavam Luna, incluindo o novo membro da AD, Lupin.
Os olhos de Zabine formaramchamas furiosas. Labaredas sem fim.
Luna estava ali, expondo o segredo deles para Cedrico?A AD não era digna de ser segredo?
-Mas que merda...? — Ele rosnou quase sem ar.
Seu pulmão enchia e se esvaziava rápido. De repente ele percebeu.
Blaise inicialmente nunca levou a AD a sério. Era só mais um grupo pelo qual ele estava fazendo parte. Mas agora não. Ele estava ali, dando tudo de si,para realmente funcionar.Sua alma estava ali, fixa naquela sala precisa, na qual tantos e tantos planos foram efetuados.
Então por que ela tirava a santidade do lugar mostrando para pessoas como Cedrico? Pessoas que não deveriam saber o significado daquele lugar e nem mesmo entenderiam?
Sem entender nada, Cedrico acompanhou Luna, entrando junto com ela na sala precisa.
-Olá Pessoal – A Loira disse com naturalidade enquanto alguns olhos fitavam Cedrico sem entender- Esse é meu amigo CedricoDigorry. Conversei com Hermione sobre trazer ele para um de nossos encontros e ela disse que não teria problema.Espero que o resto de vocês não se importe.
-Isso não é nenhum circo – Disse Zabine – Não estamos no mundo trouxa. Então cara, pode ir caindo fora.
-Eu...- Cedrico inclinava seu corpo para trás acuado – Eu não estou entendo nada. Luna que lugar é esse?
-Bem – Hermione olhou zangada a Zabine – Desde quando nós incluímos Lupin a AD estávamos com os olhos abertos a novas possibilidades. Luna me procurou e eu não encontrei problema algum em incluir Cedrico as reuniões.
-Por acaso você é nossa Líder? –Zabine não tirava os olhos de Cedrico.
Draco deu um cutucão no amigo.
-Cala a boca.- Sussurrou Draco
-Semana passada você fez um escândalo quando Lupin entrou na AD.Agora cale a boca e respeite a merda da minha decisão! Não quero esse cara, aqui!
-AD? O que é isso? Vocês brigam para me introduzir e tirar de algo que nem eu mesmo sei o que é! – Cedrico grasnou para fazer as vozes se silenciarem.
-Você comentou comigo que desejava fazer alguma coisa pelo mundo Bruxo.Fazer a diferença. Nós fazemos isso aqui. – Luna explicou.
-Nos reunimos de tempos em tempos e armamos estratégias, treinamos feitiços, organizamos coisas novas...- Disse Lupin sorridente – Eu apesar de Professor, sou um membro recente desta organização maravilhosa.
-Temos Hermione e Draco infiltrados como comensais da morte de Voldemort. Eles têm informações preciosas que nós não conseguiríamos ter se eles não se arriscassem tanto. – Disse Harry – Estamos nos empenhando em encontrar as Relíquias da Morte. Já ouviu falar dessa história?
-Não é uma lenda? – Disse o rapaz sem fôlego pelas informações.
-Sim.Mas não é por isso, que ela pode não ser real. – Os olhos verdes do menino que sobreviveu poetizavam a frase que Dumbledore um dia lhe disse.
Cho não gostou da companhia nova. Antigo amor e ex-namorado ali, à sua frente, ao lado de Luna Lovegood a deixava desconfortável. Porém Zabine era o mais furioso.Sua pele pálida ainda estava vermelha de raiva.
-Aconteceram muitas coisas por aqui que é impossível detalhar – Disse Luna sorridente – Mas nós estamos lutando contra Voldemort. E você me disse ontem que queria fazer o mesmo.
Aquilo o deixava sem ar. Ali, naquele corredor que ele sempre passara sem nem ao mesmo olhar para o lado...Aquela quantidade de jovens mais um professor faziam reuniões novas, arriscavam suas vidas para conseguir levar o mundo da magia a outro patamar. Um patamar sem Voldemort, sem ódio, sem magia negra,sem lágrimas, sem olhos vermelhos...
-Vocês me deixariam entrar? – Perguntou Cedrico duvidoso enquanto seu coração batia sentindo a adrenalina que ele tanto desejava sentir.
O perigo. Fazer a sua existência valer.Fazer algum sentido e fazer alguma diferença.
Deixar sua marca no mundo.
-Isso não é nenhuma brincadeira – Draco se levantou feroz.
Sua imagem impecável como sempre, com sua postura ereta e perfeita, caminhou até o rapaz.Andando ao redor de Cedrico lentamente,Draco deixou a dúvida no ar:
-Você seria capaz de se sacrificar? De morrer em combate? De fazer sua vida valer o bastante para participar disso? Isso não é nenhum jogoDiggory...
Cedricose arrepiou quando a voz do Sonserino chegou a seus ouvidos.
-Sim – A voz dele estava mais firme do nunca.
Até Zabine estranhou o quanto o rapaz estava “inteiro” ao receber aquela enxurrada de informações todas de uma vez.
-Ótimo – Disse Draco orgulhoso enquanto voltava a ocupar seu lugar na cadeira ao lado de Zabine.
-Sente-se conosco Cedrico – Disse Hermione sorridente e ficando em pé – E seja bem vindo a nossa Armada.
Luna estava certa.
Cedrico estará fazendo parte de algo que nunca irá esquecer.
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-Eu tenho novidades a todos vocês – Hermione foi a primeira a falar enquanto se dirigia a frente para que todos pudessem vê-la e ouvi-la – Gina e eu fizemos a conta, de acordo com a notícia de um jornal, e temos certeza absoluta que a capa de invisibilidade de Harry é a segunda relíquia da morte.
-O quê? – Disse Harry observando a própria capa na mão – Foi por isso que você pediu para eu trazê-la aqui hoje?
-Exatamente! — Disse Hermione sorridente.
Aparentemente a morena estava de bom humor.
-Uma pesquisa do nosso Jornal Bruxo disse que ao todo, em nosso mundo só existe uma capa da invisibilidade. As outras foram destruídas. Só resta a sua, Harry. – Explicou Gina
-Isso não quer dizer nada – Disse Pansy resmungona, enquanto Cedrico apreciava o espetáculo com brilho nos olhos – As capas anteriores que foram destruídas podem ser uma relíquia da morte também, não podem?
-Sim – Disse Hermione – Mas eu acredito que nenhum Relíquia da Morte seja destruída com facilidade como todas as outras foram.
Os dedos de Harry tremeram.
Ele ainda se lembrava daquele presente de Natal especial.
Seu primeiro Natal em Hogwarts. Sua capa veio em um embrulho, com um bilhete um tanto peculiar.Dumbledore lhe enviara aquela capa dizendo para usá-la como seu pai havia feito.
-Encontramos duas Relíquias da Morte. Isso é realmente bom. – Disse Luna animada
-E estamos apenas a um passo de encontrar a terceira e última Relíquias da Morte – Disse Draco levantando-se de seu lugar e ficando ao lado de Hermione.
-Quando eu...- Sua sobrancelha de uniram formando vincos de preocupação – Quando eu toquei na pedra da ressurreição, eu fui mandando para outra dimensão, vocês se lembram?
-Pedra? Ressurreição? Dimensão? Isso é um ritual de Macumba? – Sussurrou Cedrico no ouvido de Luna sem entender completamente nada.
-Depois eu conto – Ela sussurrou para ele.
Zabine se remexeu inesperadamente irritado de seu lugar.
-Aquele lugar mexeu comigo. De certa forma...Eu não sei explicar...- Draco olhava para o chão enquanto sua mente lembrava-se dos detalhes que precisava dizer – Aquela dimensão me testou para ver se eu era digno o bastante para possuir a pedra. Eu passei pelo teste e consegui a pedra da Ressurreição.Mas junto com a pedra eu carreguei algo a mais daquela dimensão para junto de mim.É insano,mas estou tendo sonhos estranhos...-O menino se encolheu.
Hermione olhou para Draco desesperada.Agora ela entendia o motivo dos gritos dele pela madrugada...
-A magia daquele lugar, de alguma forma, está alterando minha mente. A dimensão mágica acha que eu fui digno de conseguir a pedra, então de alguma forma, eles estão me ajudando a achar a Terceira Relíquia da Morte, por também achar que eu sou o único digno de possuí-la.
-A Varinha das Varinhas. – Completou Hermione.
-Sim – Ele deixou de olhar para o chão para fitar Hermione – Isso não é, de certa forma,bom. Meus sonhos estão sendo assombrados.Mas isso torna tudo mais fácil, não é mesmo?
-Então você sabe onde está a Varinha das Varinhas? Onde podemos achá-la Draco? – A voz de Zabine nem sequer lembrava mais da existência de Cedrico.
-Não exatamente. Os sonhos estão embaçados. A magia daquela dimensão se fixou pouco em mim. Está me dando dicas imprecisas...
-Como é o seu sonho? – Perguntou desta vez Lupin.
Ele engoliu em seco quando voltou a recordar e mais uma vez o menino fitou o chão.
-É uma espécie de velório, eu acho. Mas não tem ninguém vivo...- A voz dele era triste e trêmula – Há o caixão e o corpo morto dentro dele...E nos dedos pálidos e mortos o cadáver segura uma Varinha diferente... Longa e com umas formas estranhas, e eu tenho certeza que é a varinha das varinhas...Mas tudo é muito embaçado...
Aquele sonho, de fato, mexia muito com ele. Era doloroso lembrar o sonho que lhe assombrava a noite. Afinal muitas vezes Draco já deixou de dormir para não ver esse mesmo rosto embaçado assustador.
-Como é o rosto? – Pansy perguntou – Alguém conhecido?
-Eu não sei...É familiar eu acho, mas eu não consigo me lembrar exatamente...
-Eu tenho uma idéia – Disse Cedrico, e todos se assustaram com a atitude do Garoto recém chegado – Eu sei desenhar muito bem. Você poderia descrever os traços dele, do cadáver, e talvez o desenho seja familiar a alguém aqui quando o ver em um pergaminho palpável e visível...
-Eu gostei da idéia! – Disse Pansy enquanto discretamente Zabine lhe dava um murro nas costas.
-Pode ser? – Perguntou Hermione para Draco.
-Sim – Ele foi firme na resposta.
Sem perder tempo, Hermione conjurou um pergaminho e uma pena juntamente com um tinteiro.
Hermione se perguntou se Cedrico conseguiria fazer um desenho aceitável com aquele pequeno arsenal, mas lentamente junto com os detalhes que Draco pronunciava em voz alta, o desenho ganhou vida naquele pergaminho.
-Realmente me lembra alguém – Disse Luna observando o desenho.
-O desenho não está perfeito, porque eu realmente não me lembro muito bem – Disse Draco fitando o pergaminho – Mas você fez um bom trabalho Cedrico.
-Obrigado – Disse Cedrico sorridente em ajudar.
Mais uma vez, Zabine não gostou do elogio.
-Espere... – Sussurrou Harry passando os dedos no desenho já seco.
Cedrico desenhara as feições conformeDraco mandara. Um homem deitado em um caixão marrom, com uma varinha longa nos dedos.
-Esse nariz pontudo é tão inconfundível...– Harry estava convicto e completamente certo – É o Snape! É ele! Eu tenho certeza!
O silencio mais uma vez atingiu o ar.
Draco e Hermione se entreolharam.E sob os olhares conectados Draco deu a ordem a ela:
-Nós vamos fazer isso, hoje à noite. A Terceira e última Relíquia será nossa.
Notas finais
-Zabine tinha ódio e ciumes típicamente Soncerino. Porém ele tem orgulho também o que deixa tudo pior.
-Esperem mais ação para o próximo capítulo !!
-Eu espero que tenham gostado !!
Até o próximo meus amores ! Aguardo a opinião de vocês nos reviews:)
Beijos de Chocolate
sasu_hina
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