A Aposta
20 Mais Quanta Dor Para Suportar?
Notas iniciais
Sentimos muito pela demora =^.^= Sério, *desvia das pedras* A sa-chan e eu temos uma vida, por mais que ficar aqui, a escola atrapalha, e também, ela tem outras fics para atualizar (eu sem imaginação não...) Então, chega e blábláblá, boa leitura!
Hermione observou mais uma vez seu reflexo podre do espelho. As olheiras fundas e rochas, os cabelos armados cheios de frizz, e com trilhas de lágrimas marcando suas bochechas.
Ela olhou para aquele quarto estranhamente bagunçado muito diferente do rotineiro quarto sempre organizado que ela sempre tivera. Mais lágrimas borraram sua face ao ver que aquele quarto perdia seu brilho sem os olhos de tempestade para iluminá-lo, que aquele mesmo quarto se tornara sombrio e sem razão para estar ali.
A culpa a corroia por dentro. Ela não amava Harry, mas precisava dele. Aquilo lhe soava tão errado, tão hipócrita...
Com os dedos trêmulos ela pegou a fronha do travesseiro... o travesseiro o qual ele usara a ultima vez que estivera no quarto dela. Lembranças deliciosas inundaram sua mente, e ela conseguiu sorrir, mesmo que em meio as lágrimas que a consumiam. Ela grudou a fronha em seu nariz e inalou o cheiro ali existente. Ainda cheirava a ele. Ainda cheirava a Draco.
Quando que sua alma iria amadurecer? Quando que ela conseguiria passar seus olhos naquele quarto sem chorar novamente?
Não era só o quarto que a provocavam lágrimas, cada centímetro daquele castelo lhe lembrava um certo loiro...
Aquilo era injusto, aquilo era tão errado. Ela era incompleta agora, a Hermione de antes não existia mais e ela não podia dar a Harry esta Hermione. Uma Hermione com defeitos obscuros e inconsertáveis.
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A sensação de vazio preenchia Draco, esta era a sensação inundando seu corpo. Ele se sentia oco, vazio sem sentimentos um monstro.
Ele conheceu o amor, mas teve que acabar com esse sentimento. O melhor sentimento que ele chegara a ter, essa era a melhor parte dele. Por que comensais tinham que ser frios e sádicos?
Draco olhava aturdido para seu teto, mas invés de visualizar e linda madeira no topo do castelo ele só via os mesmo olhos. Os mesmo olhos cor de mogno que o faziam tremer.
Onde quer que ele olhasse, ele sempre veria ela, não havia explicações.
- Aghh – Gemeu Draco quando uma dor inexplicável ardeu em seu braço.
Automaticamente ele puxou a manga de sua blusa para poder ver aonde ardia.
Seu ante braço sangrava de maneira inexplicável. Draco passou as pontas de seus dedos longos, em seu próprio sangue que escorria de uma estranha ferida que ele não se lembrava aonde a tinha conseguido.
Ele usou o próprio lençol e limpou o braço delicadamente.
- Que ferida estranha – Sussurrou Draco para si mesmo
A ferida tinha formas estranhas curvas indefinidas,era longa e se estendia em seu ante braço. E pior ainda era ter plena consciência que não se machucara em lugar algum como ela fora aparecer do nada?
Com pânico nos olhos de tempestade, ele observou que o estranho ferimento formavam palavras.
Magia Negra.
Aquele era um feitiço que só Voldemort sabia usar. Ele estava usando esse feitiço para se comunicar com Draco.
Mas a questão era porque?
Porque ele não invadiu a mente de Draco e lhe inundou a mente como sempre fazia? Porque não se comunicou usando oclumencia? Voldemort tinha mesmo que fazer Draco sangrar?
Com dificuldade devido à ardência no braço ele conseguiu identificar a forma das letras em sem braço que ainda sangrava levemente.
Porque desobedeceu minhas ordens?
O ferimento avermelhado dizia. A letra era um garrancho.
Ele engoliu a dor, e se controlou para não gemer novamente.
O que Voldemort queria dizer? Como assim?
Draco não desobedecera ordem alguma. Ele partira o coração do único ser que o fez verdadeiramente feliz em toda a sua vida. Ele seguira suas ordens, ele seguira todos as ordens que lhe foram dadas...
Draco puxou na memória aquele exato momento nauseante. O exato momento em que Voldemort lhe dera a ordem. A maldita ordem que acabaria com sua vida...
“Ela sendo amiguinha do Potter, se ela sofrer, ele irá sofrer também e é isso que eu quero – Disse simplesmente – E além do mais, pelo que vi em sua mente também... Potter...sente mais do que uma amizade por essa garota , então o sofrimento dele quando a ver sofrer será maior- Disse sorrindo ao imaginar a cena com o rosto brilhando de triunfo – A humilhe da pior forma Draco sei que sabe como fazer isso...tem que ser na frente de todos – Disse o olhando de forma penetrante.”
O Lorde Havia dito essas mesmas palavras ...
“..tem que ser na frente de todos...”
Fora esse o seu erro, fora essa a sua desobediência.
Draco puxou também na memória, quando leu o livro de magia negra que ensinava esse feitiço. Era um feitiço de comunicação doloroso. Tudo que o Lorde quisesse dizer a Draco bastava Voldemort escrever as palavras desejadas em uma folha de pergaminho que as mesmas palavras apareceriam no antebraço de Draco em forma de feridas que jorravam sangue...
Draco tinha que responder. O Lorde ansiava por sua resposta.
E exatamente como estava escrito no livro de magia negra, Draco só podia responder a Voldemort por um meio.
Tremendo por ter que fazer isso ele revirou seu bidê ao lado da cama colossal e procurou por seu canivete. Depois de achá-lo e tê-lo firme nos dedos, Draco não conseguiu refrear outro gemido de dor. A ferida ainda doía em seu braço.
Com os dedos trêmulos ele pegou a parte afiada do canivete e cortou sua própria pele. Prendendo a respiração e segurando a dor do corte e tentando ignorar o máximo possível o cheiro enferrujado de sangue que lhe impregnava as narinas, lentamente Draco foi escrevendo sua resposta para Voldemort no braço.
Esse era o lado cruel do feitiço. Fora a ferid , Draco ainda tinha que fazer isso em si mesmo.Tudo para dar uma resposta inútil para Voldemort. Ele tentou escrever o mínimo possível em seu braço explicando com poucas palavras porque não humilhara Hermione em público.
“Estava sem idéias seria mais fácil assim. Ela sofreu do mesmo jeito.”
Escreveu Draco com o canivete em seu braço. Sangue jorrava por todos os lados. Meio tonto ele pegou a varinha murmurou o feitiço e passou a ponta da varinha nas palavras que ele escrevera com o canivete em seu próprio braço.
Draco fechou os olhos. Nesse instante Voldemort deveria estar vendo sua resposta e em breve ele escreveria mais construindo mais feridas no braço dele...
“Não importa se é mais fácil ou mais difícil, eu ordenei você humilhá-la na frente de todos, e você sabe que eu não perdôo desobedientes”
As palavras surgiram mais uma vez no antebraço de Draco em forma de ferida que ainda ardiam como se estivessem em brasa.
Draco pegou o canivete e cortou seu próprio braço novamente formulando as palavras de perdão e misericórdia.
“Perdoe-me meu Lorde”
-Aghh — Draco gemeu.
A quantidade de palavras – feridas- eu seu braço era imensa como um grande texto de sangue a ardência era como brasas em sua pele.
“Dare-lhe só mais uma chance de fazer direito...”
As feridas vieram mais uma vez em formas de letras e Draco ficara aliviado. Parecia que era a ultima “mensagem” do Lorde.Draco sentia quando a discussão estava acabada.
A dor possuiu seu corpo e dessa vez não havia uma fuga. Já era difícil vê-la sofrer como estava sofrendo, ver aqueles lábios que antes sorriam para ele, agora estavam curvados em uma careta triste.
Ele teria que fazê-la sofrer ainda mais ele teria que a magoar na frente todos exatamente como o Lorde pediu exatamente como ele ordenou.
- Vou fazer isso por você meu amor – Sussurrou fechando as mãos tão fortemente que a pele começou a ficar esbranquiçada. Um silvo escapou por entre seus lábios e gritou: — MALDITO!
Ele pegou o canivete jogado ma cama e o atirou longe.
CRACK
O canivete pegara em cheio o espelho, quebrando-o. Alguns cacos caíram ao chão e o restante continuava preso a parede, todo rachado reluzindo a imagem furiosa do loiro.
-Eita! Não precisa quebrar toda a mobília por causa dela Draco!
Blaize aparece a porta do quarto do amigo. O moreno tentara moldar em seus lábios seu rotineiro sorriso cafajeste, mas era impossível agora. Ele não conseguia sorrir quando via seu melhor amigo naquele estado deplorável.
- De novo entrou aqui sem bater Zabine? Some daqui, estou sem paciência... — Disse arfando devido sua fúria ele odiava ter que fazer ela sofrer ainda mais.
-Nossa você está com problemas – Disse Blaize pisando cuidadosamente no chão para não pisar nos cacos de vidros.
- Você acha? – Explodiu Draco com sarcasmo entrelaçados com sua fúria.
- Sim... Você quebrou um espelho... Terá anos de azar em sua vida ...- Disse Blaize sorrindo para eliminar a tensão deitando-se na cama do amigo.
-Não preciso quebrar espelhos para ter azar Blaize. – Disse ele de forma melancólica e virou as costas para o amigo quando reparou que lágrimas em seus olhos estavam se formando – Como conseguiu entrar? – Blaize abriu a boca para responder mais Draco o interrompeu novamente – Ah já sei! O que disse para Medusa te deixar entrar?- Disse limpando disfarçadamente as lágrimas que infestavam sua face.
-Disse que ia chamar o Filch para colocar outro quadro no lugar dela se ela não abrisse – Disse ele sorrindo.
- Preciso da sua ajuda! — Draco vira a face para o amigo desistindo de esconder as lágrimas que lhe deslizavam na face pálida e ainda bonita.
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-Hermione porque não me deixou passar no seu quarto para virmos juntos para aula? – Disse Harry intrigado logo após Hermione passar pelo buraco do retrato de sua antiga casa.
- Faz tempo que não venho ao salão comunal de minha casa. – Disse Hermione sentindo suas maçãs corarem.
- O que eu acho mesmo é que você não quer que eu encontre com Malfoy, não é? – Ele encontrou no silencio dela a confirmação – Não acredito que ainda se importa com ele, Hermione!- Disse enquanto ambos subiam as escadas para chegarem até o quarto de Harry.
- Eu não me importo com ele. – Disse Hermione em um gesto automático – Acontece que eu não quero vê-los brigando, me preocupo com você...
- Mesmo assim Malfoy não vai escapar de levar uma surra- Disse Harry enquanto abria a porta de seu dormitório.
A maioria dos colegas de quarto de Harry ainda dormiam sob os roncos ferozes de Neville.
-Ei Rony acorda – Cantarolou a garota baixinho passando delicadamente os dedos nas madeixas ruivas querendo acordá-lo.
-Não... não... Não, Cho, eu não quero mais seus beijos não..- Murmurou o ruivo abobado ainda dormindo.
-Cho? – Disse Hermione soltando uma gargalhada das palavras do ruivo – Acorda dorminhoco... – Disse Hermione agora o cutucando um pouco mais forte para ele despertar.
- Hein? – Acordou o ruivo abruptamente abobalhado – Hermione? – Disse o Ruivo estranhando sua presença ali naquele quarto – O que faz aqui?
- Estava acordando um dorminhoco sonhador – Disse ela sarcástica – Sonhando com Cho, hã? – Disse empinando o nariz e semicerrando os olhos de forma astuta.
Era difícil encontrar algo que passasse despercebido por aquela morena.
O ruivo corou até as raízes do cabelo deixando seu rosto tão em chamas quando os cabelos.
-Cho? – Disse Harry do outro lado do quarto sem entender arrumando sua capa preta de uniforme no corpo musculoso – Pensei que estivesse com Lilá...
- E estou... Ela me perdôo por beijar Cho – Disse o Ruivo cansado roçando as pontas dos dedos nos lindos olhos azuis como se a cena o desse náuseas – Tive que me humilhar e me ajoelhar na frente dela, mas consegui seu perdão.
- Um perdão que ela não devia ter dado – Disse Hermione com sinceridade – Era Lilá quem era sua namorada, porque foi inventar de beijar outra?
- Depois ele conta – Disse Harry depois de terminar de se arrumar e arrastando a castanha com delicadeza para fora do quarto – Quero tomar um café da manhã bem reforçado, então vamos logo! Nos encontramos lá, Rony?
- Não, não...- Disse se espreguiçando-se e ajeitando de qualquer jeito as madeixas ruivas que lhe caiam nos olhos azuis – Não vou tomar café, nos encontramos na aula de poções.
- ok – Disse Harry convicto puxando o braço da namorada enquanto sua barriga roncava mais uma vez forte pela fome.
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O plano estava pronto agora só falta executá-lo. Blaise ajudara Draco a fazer o que ele queria, apesar de sarcástico Blaise era e sempre seria um bom amigo.
Depois de saírem as escondidas da sala de Snape – A próxima aula pela qual grifinória e sonserina teriam aulas juntos –Ambos correram de lá rapidamente para não serem flagrados na cena do crime. Logo logo quando grifinória e sonserinos tivessem sua primeira aula logo após o café da manhã, a vingança do Lorde das Trevas para com Hermione estaria feita. E dessa vez seria exatamente como o Lorde pedira “ Na frente de todos...”
Blaise para de correr ao se lembrar de uma coisa.
- Vá na frente Draco, tenho que fazer uma coisa... — Disse Blaise olhando para os lados procurando-a em um gesto automático.
- Que coisa? Por que não quer tomar café? – Disse a voz arrastada do loiro e Zabine percebeu que Draco estava triste em ter que fazer aquilo com sua amada.
- Vá na frente!– O tom rude deu a entender que ele não queria falar no assunto
E Draco levantou seu nariz e saiu em direção ao salão principal para tomar café limpando disfarçadamente mais uma lágrima intrusa que saíra de seus olhos de tempestade.
Blaise sem perder mais tempo após não estar mais sob os olhos furiosos de Draco, ele aproximou-se de uma parede qualquer grudou suas costas nela para esperá-la. Ele sabia que ela viria em breve, ele reparara que ela sempre chegava atrasada para tomar café.
Zabine grudou a sola de seus pés na parede para depositar seu peso, em uma posição típica de um bad boy e bufou irritadiço devido a demora da garota.
De repente ela apareceu no inicio do corredor algo que de forma inexplicável fez os olhos de Zabine brilharem. Com a pele branca como a luz do luar, com os olhos azuis iguais a safiras lindas e reluzentes, e com os cabelos loiros e dançantes atrás de si como cascatas ferozes. Lá estava ela Luna Lovegood com seus rotineiro olhar de estar na nuvens e com seus pés saltitando como se tivesse molas nos pés.
Zabine parou a sua frente fazendo a garota parar o seu trajeto de forma a abrupta. Ambos os olhos se cruzaram, e Zabine tremeu ao encarar aquelas safiras.
- Com licença?- Disse Luna calmamente
- O que você sabe afinal? – Disse Blaise sem deixar se intimidar pela presença dela
- O que eu sei sobre o que?
- Sobre a aposta! Eu sinto que você sabe de alguma forma... — Disse ele envergonhado com o papel de trouxa que ele estava fazendo – Quem lhe contou? -Ele disse um pouco mais feroz pegando-a pelo braço
Mas a garota delicadamente, inclinou o braço fazendo Zabine pegar o ar.
- Sou mais observadora do que pensa – Disse a garota sorrindo passando de leve a pontinha dos dedos na bochecha do moreno a sua frente fazendo ele se arrepiar com seu toque delicioso– Não sou uma retardada.
E ignorando-o ela esquivou novamente de seus braços, e seguiu seu caminho ainda saltitante deixando seus cabelos dançarem velozes para trás.
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- Rápido Harry! – Disse Hermione estimulando-o a andar mais rápido
- Eu já te disse que comi demais! – Disse o moreno tentando acompanhar os passos velozes de Hermione e segurando a barriga ainda plana com a mão – Mais rápido que isso eu não consigo! Devagar! Ainda nem começou a aula!
-Vem! – Hermione o pegou pela mão e segurando-a firme puxou a namorado mais veloz quando estavam a alguns metros de distancia da sala de Snape
- O que está acontecendo lá? – Disse Harry cerrando a sobrancelhas negras unindo-as
Mesmo a porta fechada, dava para escutar inúmeras risadinha e vozes caçoadoras infestarem o local. Dava para perceber mesmo ao longe que a sala estava uma perfeita baderna. Havia um certo tempo que Snape mudara sua sala , agora ele dava aula ali , naquela sala grande e espaçosa sempre silenciosa , mais agora estava totalmente o oposto disso.
Hermione com os dedos trêmulos abriu a porta contorcendo a maçaneta.
A imagem era igual, mesmo no interior daquela sala. Bagunçada.
- Olá Granger – Disse um dos Sonserinos com Sarcasmo assim que a Castanha adentrou o local com Harry ao seu lado
E depois do comentário a sala foi preenchida com mais gargalhadas espalhafatosas.
A Castanha escutou um bufar irritado ao longe. E aos fundos da sala viu Rony sentando a carteira de qualquer jeito indignado e fitando Hermione com os olhos triste e principalmente...traídos.
Hermione teve o ímpeto de correr, para ao braços daquele ruivo e reconfortá-lo , para fazer com que seus safiras sempre reluzentes de alegria, não ficassem opacos e sem vida.Mais enquanto caminhava em direção a ele uma mão a pega pelo braço parando-a e forçando-a a fazer olhar em seus olhos.
Quando viu de relance uma pele pálida logo se apavorou. Teve medo que fosse aquele loiro que sempre a incomodava. Mas não era ele.Era um sonserino. Um lindo sonserino que a olhava com os olhos brilhantes que parecia que lhe escaparam lágrimas de tanto que o mesmo rira, e agora com os lábios carnudos curvados em um sorriso zombeteiro para ela.
- Nossa Granger, pelo visto sua vida social está incrível! – Disse em tom de chacota
-C-Como? – Disse sem entender balançando seu braço para ele largá-lo
- Não viu ainda? Ah permita-me mostrar para você Granger !- Ainda sorrindo o Garoto tirou dos bolsos uma folha amarelada que se for julgar pela quantidade de dobras ele fora lido e relido inúmeras vezes e ainda com o sorriso que parecia não sair de seus lábios o garoto desconhecido lhe entregou o papel.
Com dedos trêmulos – Sem saber o porquê – Hermione pegou o bilhete e leu a pequenina reportagem ali escrita e logo abaixo da mesma havia uma foto.
“Caros Estudantes de Hogwarts
Alguém ai sabe o que é ter um coração partido? Um coração estraçalhado com todas as forças ao saber que seu nome fora motivo de chacota?
Pergunte a Hermione Granger que tivera seu coração marcado por ninguém menos que Draco Malfoy o sonserino, filho de Lúcio Malfoy.
Uma Leoa e uma serpente não podem se unir jamais. É a lei da natureza é o destino. Fora suas casas, o sangue que corre em suas veias são totalmente controversos, e de mundos opostos.
E mesmo sabendo disso Draco Malfoy resolveu arriscar. Ele fizera uma aposta na qual, a única regra era conquistar o coração de Hermione Granger. E a mesma caíra como um patinho e se apaixonara pelo sonserino.
A pergunta que não quer calar... Como ela pudera ser tão estúpida? Tão ingênua para pensar que Draco sujaria seus lábios encostando nos dela por amor?
Tudo não passava de uma aposta e Hermione não sabia disso, sendo enganada.
Mas apesar da Garota estar triste ela não perdeu mais tempo e se entregou para seu melhor amigo o famoso Harry Potter que a acolheu de braços abertos. Os dois foram vistos saindo da sala precisa juntos.
E Draco não perdeu tempo e continuou com sua vida”
E com a visão embaçada devidos as lágrimas Hermione viu a imagem logo abaixo da notícia. Era a foto de Draco, a foto seu Draco aos beijos com uma garota qualquer que a julgar pelas vestes verde esmeralda, era da sonserina.
A humilhação ardia dentro dela ainda mais forte devido as risadinhas que continuavam paralelas naquele lugar abafado. Agora ela entendia o olhar traído do ruivo. Ele jamais imaginara que Hermione pudera ser tão baixa para acreditar naquele loiro e para cair em seu joguinho de palavras.
Os olhos mogno percorreram a sala amontoada até encontrar os olhos de tempestade.
Ele não fazia nada. Não ria, não ajudava para a baderna ficar ainda maior. Só ficava sentado calado, igual a Rony.
Ao olhar aqueles olhos de Tempestade Hermione no mesmo instante soube. Ela sabia que fora ele que fizera aquele folheto. Mas porque? O que ele ganhava a humilhando tanto?
Hermione sentiu seu corpo tremer mais uma vez ao ver o mesmo folheto que estava em sua mão estava na mão de quase todos os alunos da sala. Ele provavelmente imprimira vários cópias com um feitiço.
Dela todos riam. A humilhação ardia dentro de si de forma insuportável. Ela se sentia vazia, como se estivesse nua. Nua por ter todos os seus segredos expostos ali para todos verem. Toda a sua fraqueza visível. E Draco era a sua fraqueza.
-Hermione espera! – Disse Harry a voz sempre amável tentando seguir a grifinória que saíra correndo para fora da sala
- Deixe-a ir – Harry sente uma mão prendendo a sua e quando olha para trás, o vê.
Ele ainda tinha o mesmo ar cafajeste no rosto, mas o brilho em seus olhos de tempestade estavam opacos. Era Draco.
- COMO SE ATREVE? POR QUE FEZ ISSO COM ELA? -Harry como Hermione já previra que fora o loiro que fizera os folhetos
E no meio de todo esse burburinho aonde risadas maldosas em relação a Hermione ainda soavam no ar Snape entra na sala com seu rotineiro olhar frio, mais desta vez seus olhos estavam esbugalhados devido a bagunça. E Harry deu graças a Merlim por Hermione ter conseguido fugir daquela sala a tempo antes que Snape entrasse.
- SILENCIO! – Snape gritou e aos poucos a bagunça foi cessando.
- Alguém pode me explicar o motivo dessa baderna?
Leves risadinhas sarcásticas domaram o ambiente por uma leve fração de segundos e Pansy levantou de seu lugar e entregou a folha de pergaminho para Snape ler. O mesmo deslizou seus olhos negros e frios pela folha sem conseguir acreditar no que lia.
- Por mais interessante e Incrível que seja a vida da Granger creio que não é motivo para tudo isso – Disse Snape com a voz fria de sempre mais bem no fundo de suas palavras dava para sentir um tom de sarcasmo e deboche.
E com um simples aceno com a varinha fez sumir todos aqueles folhetos.
- Abram na página 242 – Disse frio dirigindo um olhar de esguelha para Draco.
Snape como comensal sabia o que Draco tinha que fazer e ficou feliz pelo mesmo ter obedecido as regras do Lorde.
“Na frente de todos...”
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Hermione corria abalada pelo corredor tentando chegar o mais veloz que podia para seu quarto de monitores-chefes.
Porque tudo tinha que acontecer de uma vez?
- Quem diria Hermione matando aula!– A voz conhecida de sua melhor amiga ecoa pelo corredor que Hermione pensara estar deserto
-Gina! – Disse Hermione tentando limpar com as pontas dos dedos as lágrimas que borravam sua face mais já era tarde- O que está fazendo aqui?
A Garota Ruiva aproximou-se dela com alguns passos e mostrou para Hermione a folha de pergaminho amarelada que tinha firme nos dedos.
- Estão pela escola toda – Disse Gina rígida
Hermione tremeu. Então Draco não colocou a trágica notícia de sua desgraça em sua sala e sim em Hogwarts inteira.
-Imagino que esteja igual ao Rony? Desculpe-me por eu não te contar sobre o Draco eu...- Disse Hermione tentando se desculpar
Ela se lembrava do olhar trágico de Rony não queria ver esse mesmo olhar em Gina.
-Cale-se. –Disse Gina azeda.
- O que foi que eu fiz? – Disse Hermione ainda chorando as lágrimas pareciam nunca cessar.
- Não estou falando do Draco... Me refiro ao Harry. – Disse Gina desdobrando a folha com os dedos e lendo em voz alta as dolorosas palavras que Hermione lera anteriormente na sala de Snape – Aqui diz que vocês foram vistos saindo da sala precisa juntos... — Disse Gina com a voz letal
- Mais não fizemos nada lá dentro... — Tentou explicar mais uma vez Hermione com a voz embargada.
- Isso não importa! – Esbravejou Gina interrompendo-a– Você sabia que eu gostava del ! – Disse Gina o rosto antes fatal agora cheio de lágrimas – Você sabia Hermione!
- Eu sei mas...
-Gosta disso não gosta? De ver o Harry rastejando por você! Dá para ver em seus olhos Hermione você nunca irá amá-lo você gosta daquela Doninha estúpida!
- Posso chegar a gostar dele... — Disse Hermione chorando ainda mais ao ver sua melhor amiga a qual compartilhara momentos tão bons ali contra ela a acusando
Se Gina soubesse como Hermione precisava de um abraço ou de um ombro amigo para chorar ainda mais...
- Você sabe que não irá conseguir e vai fazê-lo sofrer por pensar em outro enquanto está com ele! Você sabia disso não é? Você sabe que jamais irá chegar a gostar de Harry mais mesmo assim tenta não é? Você sabe que irá fazê-lo sofrer mais tenta mesmo assim! Você não se importa com ele! – Disse Gina o rosto tão vermelho quanto os cabelos agora desarrumados devidos seus movimentos – E acho que você nunca se importou comigo também! – E ainda triste Gina virou as costas e foi-se embora ainda com o rosto implacável e com lágrimas deslizando pelo mesmo.
Mas doloroso ainda era saber que Gina estava certa. Hermione jamais amaria Harry e nunca esqueceria Draco. Então por que ainda tentava? Talvez Harry fosse apenas algo para diminuir sua dor, e sua carência. Ela não devia usar Harry assim. Gina estava certa. Ela tinha que fazer alguma coisa para ter de volta sua Melhor amiga. Pois ela estava com a razão.
E de uma coisa Hermione tinha certeza. Esse fora o pior dia de sua vida.
Notas finais
E o que acham de recomendações? Quem recomendar a fic até o próximo cap pode escolher o nosso desafio! *-*
Beeijos de Framboesa!
Rynui
obs: Não sasu_hina, o capítulo NÃO ficou desastroso, um pouco triste, mas só. >.< HUNF!
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