A Aposta
21 Alvo Errado
Notas iniciais
Desculpem pela demora mais creio que o cap vai compeçar dessa vez *-*
Ele foi feito pela Rynui espero que gostem ....
Então ! Até lá em baixo...
Rynui invadee: é que já tem MUITOS capítulos eu expliquei que a Pendragon é enfeitiçada, mas como já faz séculos, só passando pra explicar >.< Boa leitura!
…oOo…
Ali estava ela, na frente do quadro que era a entrada para o dormitório dos monitores. A entrada para o mais perto da paixão e do desejo que ela já chegara. A entrada que algumas semanas antes era o paraíso, hoje lhe era motivo de desespero.
Medusa a olhava com pena refletida no olhar. Aquilo nos olhos dela a faziam querer esganá-la. Hermione se sentia fraca, usada e ferida, mas ao mesmo tempo ela sentia algo se agitar dentro dela. Uma voz que lhe vociferava injúrias, dizia o quão inescrupulosa ela era por usar Harry para esquecer Draco.
Essa mesma voz lhe era como um retrato amargo da face de Gina algumas horas atrás. As palavras ainda assobiavam em seus ouvidos, como um chiado no fundo de sua mente, sempre relembrando a face amargurada da ruiva.
-Então, — a voz imperiosa, mesmo com uma nota de pena, de Medusa ecoou. – vai entrar?
-Sim. – a voz estava trêmula pelo choro.
Medusa fechou os olhos e abriu a porta para que a castanha passasse, os olhos da mulher mitológica reluziam como pedras preciosas, havia algo nelas que a grifinória não soube e não quis interpretar.
-Granger. – a voz rouca e arrastada de Draco soou.
Hermione não o olhou, passou reto pelo loiro sentado no sofá, sem levantar seus orbes cor de mogno manchado. A última coisa que ouviu antes de subir as escadas apressada, foi algo se partindo...
...oOo...
A ruiva andava com passos curtos e ligeiros, cobrindo o máximo que podia seu rosto, vestes grifinórias ou qualquer coisa que pudesse delatá-la. Havia sido muito difícil convencê-la a se encontrar com ela, mas conseguira, agora só tinha que cuidar para que ninguém a visse indo para a biblioteca numa hora que qualquer grifinório estaria no pátio.
Olhou rapidamente para os lados antes de se infiltrar na biblioteca com passos delicados e silenciosos.
“Terceiro corredor, passe por quatro estantes, vire a direita e siga até o quinto livro do meio para as beiradas...” – ela recitou mentalmente o local de encontro.
Chegando ao exato local de encontro, Gina olhou para os lados e retirou um grosso livro de capa escura e gasta, mas não lhe deu atenção, ela estava interessada na pessoa que do outro lado da estante.
-Você demorou, ... Weasley. – a voz da sonserina rosnou baixinho.
-Não é exatamente comum alguém como eu vir a biblioteca, e ao contrário de você, as pessoas percebem quando eu sumo. – comentou venenosa.
-Claro que é raro, por isso que suas notas são tão ruins quanto as do Cenoura ambulante. – Pansy Parkinson devolveu com o mesmo tom sarcástico.
Gina sorriu com uma malícia astuta, não um sorriso normal, mas um que a faria ser comparada com qualquer sonserina. Um sorriso que fez Pansy se lembrar do seu próprio. Com a voz cortante Gina disse:
-Não estamos aqui para isso. – a sonserina entrecerrou os olhos e respondeu:
-Então vamos para o que interessa.
...oOo...
Já tinha algumas horas que estava ali, pateticamente fitando a porta por onde ela entrara. De certo já passara das 10 da noite, mas não sentia sono, nem cansaço, a única coisa em si que ele tinha consciência era um vazio crescente que o consumia.
A dor que antes o corria, fazendo parecer que uma espada o trespassava, sumiu. Agora era só um eterno vazio, negro e inexistente. Algo fazia falta dentro dele, e esse “algo” era ela. Uma sensação de querer gritar subiu por sua garganta.
Sem querer chamar mais atenção para si, deixou que uma risada irônica escapasse por seus lábios. A realidade era tão ironicamente divertida! Tudo começou com uma simples e mera aposta, agora ele estava perdidamente apaixonado pela sangue-ruim. Tinha algo pior que isso?
Caiu no macio sofá, e deixou sua cabeça pender para frente, apoiando-a nos braços, e estes nos joelhos. Fechou os olhos com força e soltou um pesado suspiro. Sentia-se velho e cansado, como se uma tonelada pesasse sobre seus ombros.
Draco se sentia que até sua respiração lhe era dolorida, a sensação de vazio foi substituída por uma que o corroia, a vontade de morrer o possuía. O mundo ao seu redor parecia desabar.
Virou-se de lado e deitou no sofá, fitando o teto ele conseguia ver os olhos da garota que tanto amava. Dor, mágoa, decepção e tristeza. Tudo misturado em um único sentimento estranho e confuso. O que ele mais queria era voltar no tempo e nunca ter feito aquela aposta, mesmo que agora ele não amasse Hermione, sua Granger, ela estaria a salvo, bem, tanto quanto uma nascida trouxa podia estar perto de um estopim da guerra...
Bufou irritado com o rumo de seus pensamentos. Por um instante ele tinha tido pena de si mesmo. Por um único e mero instante, Draco Malfoy se arrependera de algo que fizera em plena consciência. Isso era inadmissível. Por mais que ela sofresse agora, e por mais mesquinho que fosse, ele preferia assim. Agora ele sabia o quanto a amava, que todos aqueles anos se “apunhalando” foram um mero disfarce para a pequena atração que sentira pela adorável mudblood.
-Merda... – o loiro rosnou baixinho.
Ainda não entendia como as coisas foram acabar daquele jeito. Tudo era pra ser apenas uma brincadeira, tudo fora pra provar que podia ter quem quisesse! Como fora se apaixonar por ela? Hermione Granger não era bruxa. A castanha era inteligente, aplicada, bonita, simpática e boa amiga, mas não tinha família, “sangue bruxo”, nem uma tão grandiosa história quanto à que os Malfoy carregavam!
O sonserino realmente estranhava, mas quem sabe fosse verdade que a família não importava, desde que o caráter valesse. Era um novo conceito. Estranho, novo, interessante e diferente, era chamativo, só a simples idéia de que ele estivesse certo era algo novo em seu mundo.
Sentia que beirava a loucura, era como se algo estivesse queimando, mas não era a marca negra, era no abdômen, logo abaixo do estômago. A sensação que estava entrando em combustão o preenchera, mas não se desesperou, tal como faria algum tempo antes, com certeza tinha algo com magia negra.
Suas forças estavam se esvaindo, mas antes que elas se fossem de vez, Draco rolou do sofá e caiu no chão, por mais que o baque alto pudesse assustar a grifinória, ele não queria que ela o visse lá. Arrastou-se pela distância que separava a saleta de seu quarto, ao chegar à escada, usou da pouca força que lhe restava para subir os degraus.
Cambaleando, o Malfoy abriu a porta de seu quarto, mas mal deu tempo de entrar, que ele desabou e tudo tomou a cor do mais puro e denso negro...
...oOo...
Já amanhecera, mas Hermione não pretendia sair de seu quarto, não com todos sabendo de seu romance secreto com o sonserino mais canalha e desejado.
A última coisa que a dona dor orbes castanhos queria era sair e encontrar com aqueles olhares de troça. A grifinória não sairia de lá naquele dia, isso estava decidido, ela não olharia por cima das cobertas, não sairia da cama até o dia seguinte, ou até quando pudesse pensar com clareza.
Hermione Granger se sentia dolorida. Morta por dentro, machucada, humilhada, rejeitada e traída. O que Rony pensaria dela agora? Por mais que Harry já soubesse o ruivo se sentiria traído, tal como ela vira nos olhos azuis no dia anterior, e quanto à Gina? A ruiva sempre fora sua melhor amiga! A única garota que conversava com ela, e agora ela estava sozinha.
Rony não confiava nela. Harry, apesar de apoiá-la, tinha seu coração aos pedaços. E Gina, essa não queria olhá-la nem pintada de ouro... Mas que merda acontecera com sua vida? O que acontecera com o trio de ouro, com os grandes amigos?
A castanha enterrou a face no travesseiro e gritou. Gritou até sentir sua garganta arder e o ar lhe faltar. A grifinória deixou com que todas as suas lágrimas manchassem suas roupas e seu travesseiro. Ela deixou com que suas mágoas tornassem a escorrer por seu rosto.
Ela estava se sentindo tão ingênua, tão traidora e ao mesmo tempo tão traída! Aquela mistura de sensações estava matando-a! Tinha tantas perguntas martelando insistentemente em sua cabeça.
...oOo...
“Mas que merda, Harry!” – o ruivo pensava angustiado. Como seu amigo pudera manter aquilo em segredo dele? Aliás, como a castanha pudera não lhe contar nada? Ainda que para Harry tivesse um motivo, ele era seu melhor amigo!
Rony andava perdido por entre os longos corredores, não tinha muita vontade de ir até o refeitório e ouvir os murmúrios, as risadinhas e as piadas sobre o trio de ouro se desfazendo. Aquela idéia o repugnava, mesmo que Hermione pudesse tê-los traído, ela ainda era amiga deles, não era certo deixá-la de lado por isso.
Sabe aquele momento em que você anda sem de fato enxergar? Sem olhar para frente e ver o que se passa? Então, esse era um dos momentos para o ruivo, ele caminhava para lugar nenhum, perdido em pensamentos, até que se sentiu colidir com algo, mas este algo não podia ser uma parede, já que cedera.
Ao perceber que era uma garota, o ruivo a impediu de cair, passando um de seus braços, musculosos graças aos treinos de Quadribol com Harry, pela cintura feminina e trazendo-a junto ao seu corpo impedindo-a de cair.
-Rony... – aquela voz o paralisou.
Aquela melodia tão simples e delicada, mas tão perfeitamente “esculpida” e poderosa, fez cócegas ao atingir seus ouvidos. Era como se a mais bela música estivesse tocando e ele não pudesse dançar, cantar ou comemorar com a mesma.
Pareciam séculos que não o via, pudera, ele a estava evitando. Cho estava tão estática com a proximidade do ruivo, os corpos pareciam se atrair como imãs de cargas as opostas, as faíscas magnetizavam o ar e parecia impossível respirar, e a situação só piorou quando os olhos azeviches encontraram as duas piscinas azuis emoldurada por suaves sardas alaranjadas.
-Cho... – a voz rouca soou.
-Er... – estava desconfortável e confortável isso era tão estranho! – Obrigada...
Como se tivesse levado um balde de água na cara, Rony chacoalhou a cabeça e soltou a corvinal gentilmente. Encaram-se por alguns instantes, que pareceram uma eternidade, era terrível estar tão perto sem tocá-la!
-Como está? – a morena perguntou para quebrar o gelo.
-Bem. – clareou a garganta. – E você?
-Bem... – ela parecia meio indecisa.
A garota desviou o olhar, fitando o chão brevemente, e tornou a olhar para o ruivo, tomando todo o cuidado para não se perder nas profundezas dos olhos safira de Rony. Até que ele, por fim, disse:
-Estou indo.
Antes mesmo que a dona dos orbes azeviche pudesse protestar, o Weasley já havia desaparecido entre os diversos corredores do colégio.
...oOo...
Realmente era muita sorte aquilo, e Pansy não podia delatá-la, não quando a própria sonserina lhe fornecera aquilo.
Άμεση αγάπη, amor instantâneo.
O frasquinho que continha um líquido incolor e com um brilho delicado parecia pesar em seu bolso. A expectativa era tanta que ela sentia que logo explodiria de tanta angústia.
Aquilo era tão perfeito, praticamente infalível. No momento em que Harry entornasse o líquido, que estaria no seu café da manhã, ele a beijaria, e seria na frente de toda a escola. O moreno jamais se daria conta do que acontecera, sempre pensaria que tudo fora por suas próprias ações, suas próprias vontades.
Chegando ao refeitório, Gina andou calmamente até a mesa da grifinória e sentou-se num canto, onde normalmente sentava o trio de ouro. Discretamente deixou com que o conteúdo da poção transparente escorregasse para um copo de suco de abóbora, coisa que Harry bebia todos os dias.
Avistou o moreno de longe, e acenou gentilmente, controlando a tremedeira que a atormentava. A pulsação lhe subia aos ouvidos, ela mal conseguia ouvir o que as pessoas ao seu lado diziam, mas quando o moreno chegou, a ruiva nem precisou se esforçar, pois o salão, que estava com poucas pessoas, ficou mudo, e os burburinhos que antes o preenchiam tinha desaparecido.
Harry parecia extremamente desconfortável ali. Todos podiam perceber, mas ninguém de fato se importava, eles apenas queriam ver como estava o escolhido depois da notícia que sobre a castanha.
-Oi... – ele disse desanimado.
-Não ligue para eles, Harry. – a Weasley disse dando um sorriso que deveria se parecer com algo maternal e doce. O moreno assentiu sem de fato acreditar naquilo. – Aqui, beba, é seu favorito.
Harry falhou numa tentativa de sorrir, e aceitou o copo de bom grado, naquele momento tudo o que ele precisava era de um pouco de colo, mas Hermione não podia o oferecê-lo, e nem tinha como lhe pedir algo, estava abalado, mesmo já tendo consciência do fato.
Os olhos de Gina brilharam assim que ela via Harry entornar o copo, mas algo aconteceu. O professor Fílio Flitwick andava tranquilamente pelo “corredor” que se formava entre as mesas, mas antes de chegar a metade do caminho, o homem miúdo teve um ataque de tosses.
Tirando os sonserinos, entre os poucos alunos que estavam lá, todos foram ao socorro do professor, que acabou por ser socorrido por Harry, que lhe entregou o copo com a poção, e o homenzinho, no desespero engoliu o conteúdo as pressas.
-Obrigada, Sr. Potter. – ele balbuciou.
-Não foi nada professor. – o garoto falou delicadamente.
Quando Flitwick ia se levantou, avistou a ruiva, a primeira mulher que ele avistara após beber a poção. Não importava o quão estranho era, ou o quanto que a grifinória estava palidamente horripilante, ele sentiu ímpetos de correr até ela e beijá-la. E foi exatamente o que ele fez.
Diante dos olhares abismados de alguns alunos — os sonserinos rindo, óbvio – Flitwick se sentia estranho, não sabia por que exatamente fizera aquilo, apenas o fizera. Simplesmente ele tivera um desejo latente pela ruiva descuidada e bagunceira. Por que a idéia agora lhe causava repulsa?
Olhou timidamente para McGonagall, Dumbledore e Snape, os únicos professores no lugar. E tentou balbuciar palavras, mas nada saía.
-Potter! – a voz de Severo ecoou com poder. – O que tinha na bebida que deu para o Prof. Flitwick?! – a voz sombria rosnou.
Os olhos de todos faiscaram em direção ao grifinório. Harry apressou-se em responder, não pensou nas conseqüências, mas o nervosismo fez com que ele falasse a verdade:
-E-e-u não sei, tinha acabado de chegar quando Gina me deu esse copo.
-Weasley! – Snape voltou-se para ela. – O que tinha na cabeça?
Uma das sonserinas silvou de alegria e gritou:
-É que a Weasley fêmea estava louca de tesão pelo professor, Sr. Snape! – e risadas acompanharam o comentário maldoso.
Snape limitou-se a sorrir como se estivesse, aliás, ele estava adorando ver aquele showzinho.
-Senhorita Weasley, — a voz de McGonagall foi o suficiente para que todos se calassem. – para a sala do diretor. Agora.
Gina nunca estivera tão ferrada em toda a sua vida...
...oOo...
“Grifinória idiota.” – Pansy pensou no segundo em que entrou no salão comunal e foi arrastada por Filch até a sala do diretor.
No caminho até lá, a sonserina não sabia o que lhe dava mais ânsias, o mau hálito do velho zelador, ou a expectativa do que viria em seguida, com certeza seria algo pesado, afinal, ela o fizera por espontânea vontade, e a Weasel fêmea não teve nem a inteligência de guardar o segredo de quem lhe dera a poção.
Hm... A poção. Não, ela jamais tivera a intenção de ajudar a cabeça de fósforo com aquilo, mas sim fazê-la separar a Granger do seu alvo, e assim revelaria tudo ante a escola, claro que se deixando de fora disso, logo ela teria o Santo Potter e ganharia o seu Draquinho.
Era uma merda pensar no que poderia ter acontecido, se a Weasley tivesse inteligência...
...oOo...
-Cara, eu não acredito que minha irmã tentou te dar uma poção! – Rony cochichou abismado.
-Nem eu... – Harry murmurou de volta.
Era perigoso falar na aula de Minerva Mcgonagall. Extremamente, por melhor que a diretora da Grifinória fosse, ao contrário de Snape, ela não admitia brincadeirinhas, nem mesmo tinha favoritismos pelas pessoas de sua casa.
-Sr. Potter e Sr. Weasley, têm algo que queiram compara conosco?
Os dois garotos coraram furiosamente, como se ainda tivessem 11 anos, quando entraram na escola. A classe toda os olhava, alguns corvinais soltavam risinhos discretos, até mesmo seus amigos o faziam.
-N-n-nada Professora Macgonagall... – Harry gaguejou.
-Pois bem, então não conversem em minha aula. – a voz poderosa dava até arrepios.
-Sim senhora. – disseram os dois em uníssono, as faces ainda pegando fogo.
...oOo...
Ele se sentia fraco. A dor que antes o corroia tinha passado, mas ainda sim sentia-se dolorido em algumas partes de seu corpo. Provavelmente ganhara um hematoma com a caída, mas nada muito sério.
Abriu seus olhos, e como já esperava – pela textura – estava em sua cama, e na cabeceira, Pendragon se enroscava, deixando com que suas escamas refletissem a luz, e seus olhos hipnóticos o fitavam com algo que poderia ser preocupação.
-Está bem messtre? – a cobra sibilou com uma voz anormalmente humana e animal, ao mesmo tempo.
-Sim... – sentia que suas cordas vocais estavam pesadas e doloridas, tanto que estava rouco. – Você... – soou arranhado, então pigarreou. — Sabe o que aconteceu?
A cobra o fitou nos olhos, sibilou e rastejou de modo que pairasse ao lado da cama, logo respondeu:
-Mágia negra... – outro sibilo. – Novatoss sentem os efeitoss colateraiss no começo...
-Hm...
-O messtre esstá melhor? – o animal falou de forma gutural.
-Sim. Não se preocupe. – o animal fez um movimento que parecia concordar com ele. – Que horas são?
- Tarde... Já perdeu ass aulasss da tarde...
Draco fitou o teto de seu quarto. Estava fraco demais para fazer qualquer outra coisa que envolvesse sair de seu quarto. Provavelmente esperaria até o jantar para comer algo, ou até mesmo a ceia.
Ele sentia os olhos ofídicos em si, mas a presença de Pendragon lhe era comum, foram tantos anos de convivência. Ele mesmo aprendera a amar o verde e o prateado antes mesmo de ter desperto sua magia, o animal símbolo da casa era a prova disso.
Era tão estranho estar ali, indeciso entre sua mãe, e a grifinória que considerara suja. O mundo dava voltas e voltas, mesmo que ele ainda estivesse preso na mesma encruzilhada. Era tão frustrante!
O loiro bufou e virou-se de bruços. Cobrindo a cabeça com o travesseiro ele fechou os olhos e lembrou-se dos toques, carícias, beijos e sentimentos que tivera, que em tão pouco tempo floresceram, mas o ardor de cada um destes o consumia por inteiro...
Fechou os olhos com mais força e uma única lágrima solitária rolou por seu rosto. Por que as coisas não podiam ser mais simples que aquilo? Por que ele não podia simplesmente arrancar aquilo de si?
Notas finais
Se não gostaram comentem ! E se gostaram comentem tbm !
Amamos críticas elogios , e amamos aprender !
Ahhh e um aviso ! Rynui e eu estamos MUITOO carentes , em relação as recomendações ! Quem achar a fic digna , e tiver plena consciência que vão deixar duas autoras felizes e saltitantes , recomendem sim ?
Se tiver recomendações agente dá um beijo - de cinema - No Draco !( E se não tiver recomendações eu dou um beijo do mesmo jeito HSAUHSUSHA']
Beeijoos ;**
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