A Aposta
55 Homem de Agir
Notas iniciais
Demorei muito ??? DESCULPEEEEEEEEEEEEM !
Eu estava organizando as ideias no capítulo e peguei um pequeno resfriado um tempinho atrás , o que atrasou ainda mais as coisas. A cena chocante que prometi a vocês vai ter que ficar para o próximo capítulo , pois se eu colocasse nesse ,iria demorar ainda mais para postar e ficaria um capítulo muito grande.
Espero que gostem , viu ? Digitei com muito carinho :)
Quero agradecer a todos que comentam sempre , vocês são demais !
Capítulo dedicado a três pessoas !
- EmilyWords por ser uma Leitora fiel e que se importa com a fic.
-Rayanne Cruz pela linda recomendação , MUITO obrigada ! Te enviei uma MP agradecendo , não obtive resposta , mas espero que tenha lido e saiba que sou muito grata por cada palavra.
- Always pela linda recomendação também ! Assim que eu terminar de postar o capítulo , vou lhe enviar uma MP agradecendo !
Vocês são incríveis !
Vou parar de tagarelar :S
Até lá em baixo !
A cabeça de Harry zunia. O silencio era letal. Ele tinha vontade de se mexer, mas seus músculos pareciam entorpecidos.
Era como se ele estivesse dentro de uma banheira cheia de gelo tempo o suficiente para deixar todo o seu corpo dormente.
O tédio estava acabando com ele.
Há quanto ele estava trancado ali? Horas? Dias? Semanas? Parecia uma década.
Ele sabia o segredo daquela sala macabra, por isso eles não teriam pesadelos desagraveis ali dentro. Mas o simples fato de estar ali já era apavorante o suficiente.
Draco e Hermione já contaram a todos da armada o que era necessário fazer para se livrar dos pesadelos, se casualmente algum deles forem pegos pela Umbridge e jogados lá para um castigo.
Mas agora que a mente deles não seria sugada para seu pior pesadelo existente, o que Harry faria preso ali dentro? Aquelas paredes brancas o estavam deixando enjoado...
E ela estava jogada em seus braços. Ela sem dúvida não parecia nada além de uma garota que necessitava proteção.E era isso que Harry era para ela.Seu porto seguro.
Gina dormia belamente como um anjo. Os fios ruivos foram jogados para trás, para não lhe cobrir o rosto enquanto Harry a observava.
Gina parecia seu amor épico. A menina perfeita que nascera simplesmente para ficar com ele e suportar o fardo de estar com Harry Potter.Afinal ela era durona o bastante. Suportava todas as loucuras aventureiras dele e ajudava Harry em tudo que ele precisava.
Ela era automática. Era só ele precisar de ar, que ela daria isso a ele.
Gina Weasley amava Harry Potter.
Ele ergueu o dedo totalmente hipnotizado tocando suavemente na bochecha da menina. A pele dela era macia apesar de fria.
Mas havia algo errado naquele amor épico. Era épico demais.Era doce demais...
Gina não tinha nada de errado. O problema era ele e sua capacidade insana de querer algo mais.
Ele se sentia preso. Entorpecido. Morto.
Ele não se sentia vivo quando estava com ela. Seu coração parecia intocado. Nas mesmas simples e singelas batidas usuais. Nenhuma emoção,nenhum sentimento a mais. Só as singelas batidas...
Seus olhos se encheram de água.
Retardado.-Ele pensou.
Ele sentia um incômodo enorme na garganta. Gritar, pular, se mover...
Sentir a adrenalina correndo nas veias. Se sentir vivo.
Ele não fazia isso há muito tempo.
As lágrimas já escorriam dos olhos verdes vivos e sem esperar por aquilo, Harry sente um dedo frio lhe tocando o rosto e secando suas lágrimas.
-O que houve, querido? – Disse Gina com a voz sonolenta enquanto lentamente saia dos braços de Harry para sentar-se ao lado dele.
Retardado – Essa mesma palavra veio na mente do garoto.
-Acordou? – Ele mudou de assunto – Você parecia estar em um sono tão profundo...
Ela o fitou de maneira desconfiada.Os olhos verdes ali tão lindos perto dos seus azuis.
-Estava – Ela sorriu – Mas já dormi demais.
Sutilmente, ela avançou com o pescoço esticando os lábios para lhe dar um selinho.
Novamente foi automático. Sem pensar, ele desviou do rosto da menina antes que a boca dela pudesse tocar na sua.
-Harry?– Gina sussurrou sem entender.
-Estou muito cansado – Suavemente ele saiu do chão e levantou-se – Mas simplesmente não consigo dormir.
O menino ficou de costas para ela, recompondo-se. Ela o pegara de surpresa em um momento de fragilidade. Ela nunca deveria tê-lo flagrado chorando.
-Pode vir – A voz de Gina era doce – Você me deixou dormir nos braços. Agora é a minha vez de observar você dormindo.
Oh, ela era doce...
Por que ele odiava todas essas palavras? Ela simplesmente falava tudo que ele não merecia ouvir...
Feria seus ouvidos. Feria sua mente e sua alma.
Aquela sala maldita deveria estar afetando seus sentidos.Afinal, eles estavam ali por horas e horas a fio.
Ele espreguiçou-se ainda de pé. Gina fitou as costas de Harry em frente a ela.
-Não quero dormir. – Ele respondeu – Vou ficar acordado. Estou com o pressentimento que Filch vem nos tirar daqui em breve.
Ele caminhou até a parede do lado oposto da qual eles estavam e sentou-se lá sozinho.
Gina se sentiu desnorteada.
-Esse lugar... – Rosnou Harry – É... Branco demais.
A Ruiva revirou os olhos com um sorriso morto.
-Tente dormir. Vai se sentir melhor. – Insistiu Gina.
Por que dormir?
-Dormir – Rosnou o menino passando os dedos pelo rosto cansado – Nós dois não conseguimos fazer nada mais empolgante do que isso.
-Você poderia falar uma linguagem mais clara? – Grasnou Gina ao observá-lo
Ele deitou no chão e observou enojado o teto também branco.
- Sinto uma sensação estranha me rondando – Sussurrou ele cobrindo os olhos com o braço – Estou entediado. E sinto que essa sala não precisa me mostrar o meu pior pesadelo. É como se minha vida fosse o meu próprio sonho ruim.
Gina se sentiu tonta. Seu coração se acelerava loucamente e ela deu tudo de si para sua respiração não ser audível para ele. Ela apertou uma mão na outra. Estavam trêmulas.
-Está sentindo dor? O que está acontecendo Harry?
Por mais que ela se esforçasse, Gina falhou. Sua voz saiu fraca e chorosa e Harry percebeu.
Ele tirou o braço do rosto. Ergueu o pescoço para poder olhá-la nos olhos.
Ela estava apenas encostada na parede em frente a sua. Não era longe. Nem perto. Mas ele era capaz de ver através da lente de seus óculos arredondados. Ela tremia.
Mas ele tinha que dizer. Ele tinha que ser sincero com ela.
-Estou infeliz.
Não importava quantas travessuras ele pudesse fazer. Não importava quantas detenções ou castigos Filch poderia lhe dar. O sangue não corria mais saudável em suas veias.
Não adiantava prender a respiração. Para que afinal? Ele estava a encarando com aqueles olhos verdes. Pra que fingir que não estava sentindo dor, quando na verdade a mesma a atingia em cheio? Os olhos azuis transbordaram.
A menina arfava. Ela deslizou os dedos pelos cabelos desesperada.
-Eu te faço infeliz? – Perguntou ela entre os arquejos e antes que Harry abrisse a boca ela acrescentou – Seja sincero.
A sobrancelha dele se uniu de preocupação. Ele não gostava de trazer dor a ela. Mas como ela poderia ser feliz quando ele não estava? Como ela poderia viver ao lado de um zumbi e permanecer com aquele sorriso?
Morto internamente.
Era assim que ele se sentia.
-Não é você – Ele sentou-se podre no chão – Sou eu. Sou um garoto morto que só respira.
Aquilo era o amor então? Sentir toda a sua alma ser sugada? Era como cortá-la em pedaços...
-Eu sinto muito – Ele disse com os dentes trincados controlando as lágrimas que vinham nos olhos verdes – Você merece alguém melhor do que um idiota.
Ela escondeu o rosto com os braços e jogou sua cabeça no meio dos joelhos.
Se aquilo era amor...Ela desistiria de amar.
Pois Harry poderia estar infeliz agora, mas Gina nunca teve esteve tão feliz acordando toda manhã sabendo que tinha a ele como seu namorado.
Ela tinha que dizer o que ele queria ouvir. Harry era covarde demais para fazer aquilo.Ele queria fazer Gina dizer a primeira palavra.
-Acabou – Disse Gina – Era isso que você queria me ouvir dizer?
Ele fechou os olhos, desolado. O rosto molhado. Seu mundo girando...
-Eu amei você Gina – Ele confessou – Mas não foi o bastante.
-O bastante para que? Para quem? — Gritou entre as lágrimas.
-Para superar algo maior.
Ela balançou a cabeça negativamente. Ela não podia entender e não sabia se queria entender...
Os cabelos ruivos colavam no rosto molhado. Os olhos estavam vermelhos.
-Ouvi gritos – Uma voz sarcástica fala em meio a sua risada sádica – Estão inteiros aí em baixo?
Era Filch e a voz vinha da abertura do alçapão.
Nenhum dos dois respondeu. Filch poderia observar a desgraça em cada centímetro daqueles rostos. Mas o que ele não sabia, era que aquilo não era produto de um pesadelo. E sim de algo muito real.
-Sintam-se a vontades para sair. – Disse Filch – Estou vendo lágrimas nesses olhos brilhantes garotos? Vão dormir em seus dormitórios agora mesmo! Amanhã, os dois mocinhos terão de limpar a bagunça que fizeram no corredor com as bombinhas.
Desesperada Gina voou velozmente para sair do alçapão e conseqüentemente, daquela maldita sala.
E novamente a sensação foi ruim.Harry fechou os olhos completamente cansado. Ele sabia que Filch estava apreciando sua desgraça.
O estranho era que, mesmo que Gina tenha ido embora aquela sensação ainda estava ali, ardendo no fundo de sua alma. Ele ainda se sentia morto. Um homem que só respirava. E ele sabia quem era a única pessoa que faltava.A única pessoa capaz de fazer ele se sentir vivo novamente.
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-Não pensei que você seria corajoso o bastante para vir.
-Está insinuando que sou um covarde Diggory? – A voz de Zabine soava ameaçadora perante os dentes trincados.
- Talvez você seja surdo. Eu não insinuo coisas, eu simplesmente falo.
Um rosnado. Zabine estava hostil.
O doce Cedrico não estava mais doce. Não diante de Zabine.
-Por que me chamou aqui? – Apesar dos dentes trincados e da visível guarda alta cada palavra de Zabine transbordava curiosidade.
Afinal, porque Cedrico o chamaria ali naquela sala precisa para conversar no meio da noite? Zabine temia que Luna fosse o assunto daquela conversa...
-Luna me contou o que você disse a ela. Eu mal o conheço, mas já posso dizer o quanto você é burro, garoto.
Só Zabine podia ver a fúria ardendo nos olhos daquele Lufano. O Sonserino fechou as mãos em punhos. Sua pele ardeu com a pressão das unhas na pele.
-Te dou cinco segundos para se explicar melhor.
-Caso contrário, você fará o que? – Disse Cedrico ameaçador.
-Eu deixarei esses seus lindos olhos verdes tão inchados que ninguém conseguirá ver a cor deles.
Cedrico ergueu a sobrancelhas, desafiador. Zabine era ameaçador. Ele não precisava ser como ele para impor respeito. Mas Zabine perdeu o respeito de Cedrico com suas atitudes hostis. Mas sobre isso o Sonserino não se importava.
-Ela me informou sobre a última conversa que vocês tiveram.Ela me contou cada palavra do que você foi capaz de dizer a ela.
-Claro.– A voz de Zabine era sarcástica – Ela não consegue viver uma vida, sem contar as novidades para o namorado.
-Ela me contou tudo, por que somos amigos. Seu idiota! – Cedrico grasnou – Eu tenho pena da Luna!
-Por quê?
-Porque ela não deveria estar apaixonada por um cara tão babaca como você.
Aquilo o deixou paralisado. O fogo queimando nos olhos do Sonserino, os ouvidos zunindo...
Inesperadamente ele lembrou-se de sua conversa com Luna e de uma pequena frase específica que ele dissera à ela.
“–Você se recuperou rápido demais depois que agente terminou. Melhor do que eu esperava na verdade. Minha família nunca foi o real motivo para nós terminarmos não é verdade? Terminamos por causa de Cedrico, não é mesmo?
–Olha a merda que está falando! – A Loira berrava – Eu nem sequer o conhecia...Por Merlin Blaise, não faz isso, por favor...”
-Ela te disse alguma coisa? Sobre mim? – Mais uma vez a curiosidade ardia em cada palavra de Zabine.
-Disse que você a magoou muito. E se ela disser que não quer nunca mais ver você eu a apoiaria sem hesitar. Nós somos amigos, seu idiota. Nunca chegamos a ser mais do que isso...
-Mas naquele dia, eu vi você e ela e... E Filch pegou vocês dois juntos lá fora um dia desses...
-Invente as desculpas que quiser para acreditar na mentira que você mesmo criou.
Paralisado. Suas pernas estavam bambas. Era verdade aquilo que Cedrico dizia? Por que afinal ele iria, no meio da noite, falar com o sonserino que ele tanto odeia?
-Luna poderia ser muito bem, minha namorada. – Disse Cedrico enquanto mais uma vez Zabine cerrou os dentes involuntariamente – Eu a trataria como a princesa que ela é. Nós temos química, ela sabe me fazer rir assim como eu sei fazer ela sorrir. Eu poderia comprar aqueles artigos estranhos que ela gosta tanto de ler, dar a ela aquelas bijuterias bizarras que ela usa no pescoço e nos pulsos.Eu seria um bom namorado e nós seríamos felizes sem dramas e nem traições.Tudo seria puro como ela é. Mas existe um pequeno problema...
-Qual seria esse?
- É você quem ela ama,palhaço. E nós nunca poderíamos ser nada mais além de amigos.
Zabine recuou um passo involuntariamente. O excesso de informação o deixava zonzo. Na verdade não era o excesso de informação e sim a honestidade em cada palavra dita. Cedrico era assim. Honesto.
- E espera que eu acredite?
Como não duvidar? Quem visse Luna e Cedrico juntos, poderia, muito bem, dizer que eles são um casal.Como não suspeitar? Como não duvidar? E o que mais doía em Zabine era saber e ver com os próprios olhos o quanto Luna parecia feliz com aquele garoto.
-Acredite se quiser. Não perderei mais nenhum segundo de sono com você. Eu vou dormir.
E sem dizer mais nada o menino bocejou, coçou os olhos com os dedos e virou as costas, saindo da sala e indo em direção ao seu dormitório, deixando um Zabine perplexo e boquiaberto para trás.
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-Isso não é lindo? – Gritou Draco pulando em cima do sofá com a pedra da ressurreição nas mãos – Estou tão feliz! Conseguimos todas elas, Hermione!
A menina gargalhou balançando a cabeça. Agora , mais do que nunca , ele parecia um menino travesso.
-Não deveria brincar com isso – Advertiu Hermione – Essa pedra não é nenhum brinquedo! Desça desse sofá, Draco!
-Me faça descer.– Desafiou ele pulando de um sofá para o outro
Ele ainda estava elétrico. Eles conseguiram com muito suor e trabalho duro, as três relíquias da morte! E por mais que Draco tivesse posse de todas elas, a pedra da ressurreição era a sua favorita em particular. Não só por sua beleza. Ela tinha algo especial. Era apenas uma pedra de um vermelho sangue intenso. Mas algo especial fazia aquela relíquia ser a mais interessante das três.
-Nós poderíamos fazer um buraco bem aqui – Ele apontou para uma parte da pedra – Poderíamos passar uma corrente de ouro pela abertura, e eu poderia dá-la a você como um colar novo. – Ele desceu do sofá ainda meio tonto enquanto a menina gargalhava.
-Você bebeu? – Ela tirou a pedra das mãos dele – Isso não pode ser furado. E não pode ser exibido como um colar para todos verem. E você não pode agir mais como uma criança Draco,você já é um homem adulto!
Ela se divertia ao dizer, enquanto se esforçava ao máximo para manter-se séria. Ele se aproximou dela suavemente.Aqueles olhos cinzentos, nunca pareceram tão lindos para ela. Fazia tempo que eles não brilhavam da forma que faziam.
-Me diga, o que mais eu não posso fazer.
-Não pode fazer barulho! É a regra número um!
Ele deu um sorriso maroto.Os dentes perfeitos reluziram na luz daquele salão comunal. Ele pegou a própria varinha do bolso e apontou para o pequeno rádio que tinha a cima da lareira.O pequeno aparelho ligou com o comando mágico e procurou pela melhor transmissão. As estações de rádio dos Bruxos não eram das melhores. Mas se o som estivesse no último volume, era possível conseguir um alto nível de diversão.
A música estava alta o suficiente para que Draco e Hermione não pudessem ouvir suas próprias vozes.
Draco dançou descaradamente ao som da música alta.
-Mas alguma outra regra que queira exigir?
Era isso. Ele era do contra.
-Abaixe essa merda! – Berrou Hermione enquanto observava o Loiro voltar para cima do sofá e começar a dançar – Vou quebrar esse rádio Draco! Desliga, agora! Umbridge vai aparecer aqui!
-Não seja psicótica – Ele revirou os olhos – Temos muito a comemorar!
Ela mal podia ouvi-lo. A música estava alta demais. Mas ela podia ler as palavras que ele falava devido o modo como a boca dele se movia.
-Vamos comemorar muito pouco se Umbridge vier nos incomodar e nos castigar por sermos irresponsáveis! – Berrou Hermione com ironia.
-Ela não vai fazer nada. Coloquei Abaffiato na porta. – E foi até a mesinha de centro e derrubou todos os objetos que estavam lá com uma única passada de mão – Ninguém pode me ouvir além de você.
-Você não vai fazer o que eu estou pensando...
Tarde demais. Ele já estava lá,dançando todo animado em cima mesa envernizada. Hermione podia ouvir a madeira ser arranhada pelos sapatos do sonserino. Ele dançava loucamente. Seu corpo se movia com vivacidade e era perigoso olhar.
-HERMIONE? – Berrou ele sorrindo como um garoto – NÓS VAMOS CONSEGUIR!
-Conseguir o quê? Só pode estar de brincadeira de comigo...
- Poderíamos chamar a armada inteira para cá. Eles devem comemorar conosco! Nós conseguimos as três relíquias e nós vamos conseguir derrotá-lo! – Ele desceu da mesa e foi até a abertura do retrato.
-Você não vai chamar ninguém! — Ela o interceptou antes que ele fosse mais longe.
-Por quê? – Desafiou ele a encarando – Você quer ficar sozinha aqui comigo?
Ela não podia argumentar contra aquilo.
Ao chegar perto dele Hermione teve certeza absoluta. O hálito de menta do sonserino estava ausente.
- Eca! Você bebeu Draco? – Disse a Menina fungando na direção dele – Você cheira suavemente a álcool!
Ele jogou os braços para o teto como quem não se importa. A mente dele girava, ele tinha adrenalina no corpo que queria canalizar com seus movimentos. A música ardia alta em seus ouvidos à medida que corpo se movia dançante.
- Só um pouquinho. – Ele saiu de perto dela e correu até a estante de livros – Aqui está!
Atrás de um livro grosso e empoeirado o Loiro havia escondido uma garrafa grande de Uísque. Como se seu corpo tivesse a necessidade de fazer aquilo rápido, o Uísque vazava pela sua boca enquanto ele dançava com a boca na abertura da garrafa verde esmeralda.
-Fazia tempo que eu não tomava essa belezinha – Ele passou a língua nos lábios finos completamente feliz – Você poderia beber um pouco comigo. Quem sabe assim você não se solta, afinal está parecendo uma múmia aí parada.
Hermione abriu a boca pasma.
Mas ela não fez nada. Deixou. Ele estava ali bebendo e estava feliz. Ela não tinha que ser sempre a Menina perfeita que estraga tudo. Draco estava ali ingerindo álcool e arranhando metade dos móveis com sua dança patética, mas ela não se importava. O sorriso no rosto dele era compensador o suficiente.
Fazia meses que ele não se divertia. Guerras, sangue, correria, relíquias...
Fazia quanto tempo que seus ouvidos não escutavam uma música? Fazia quanto tempo que eles não se divertiam?
-Quer festejar? – Disse Hermione erguendo os braços,completamente rendida – Festeje! Mas não quebre nenhum móvel, hein?
-YES! – Comemorou ele teatralmente como se ele precisasse da permissão dela antes.
A música acabou.Tocou outra em seguida no mesmo volume alto. Essa batida era melhor que a anterior. Isso animou o corpo do sonserino mais do que deveria.
-Estou com calor, você não? – Casualmente ele desabotoou sua camisa social branca deixando a pele de sua barriga a mostra.
Ela estivera errada o tempo inteiro. Não havia sete pecados capitais. O oitavo era simplesmente ele.
-Faça como quiser – Ela deu de ombros – Vou sair daqui para você ficar mais a vontade.
Hermione foi até a porta do banheiro, mas inesperadamente ela reparou que estava trancada. Sem entender nada, ela chutou a porta de madeira desesperada. Como o banheiro poderia estar trancado se naquele lugar os únicos que poderiam usá-lo estavam fora dele?
Tinha coisa errada...
Ela foi até seu próprio quarto para checar... Trancado.
Instintivamente os dedos de Hermione procuraram por sua varinha na abertura de seu bolso.Nada.
-Procura por isso?
E lá estava sua varinha.Dançando nos dedos daquele sonserino como se fosse um pedaço de madeira qualquer.
-DEVOLVE AGORA! – Berrou ela.
Ele trancara as portas de propósito e pegara sua varinha para que Hermione precisasse dela para abrir a porta com seu Alohomora.
-Você quer? – Ele analisou a varinha dela minuciosamente – Vem pegar.
Seus pés hesitaram naquele chão. Por algum motivo ela sabia que era perigoso se aproximar dele. A música alta, a boca dele molhada Uísque, a camisa aberta com os botões estraçalhados...
A verdade era que ela queria estar ali com ele. Mas ela tinha receio de passar dos limites. A Hermione precavida não deixaria isso acontecer.
-Jogue minha varinha! – Ordenou ela esticando os braços – Mire na minha direção. Agora!
-Já falei para vir pegar.
De maneira provocante ele enfiou a varinha dela dentro da garrafa de Uísque.
-Vou deixar ela aí – Ele deu de ombros – A madeira pode dar um gosto melhor à bebida.
O sangue de Hermione ferveu. Ela desceu as escadas, furiosa, com cada passada programada. Seu sangue fervia, seus dentes estavam trincados...Ele poderia se divertir, portanto que não mexesse com ela ou com sua varinha.
Ele sorriu cafajeste.
Seus braços grudaram-se ao redor dela assim que a menina se aproximou.
-NÃO ME TOQUE! – Berrou ela tentando sair dele – Tire minha varinha da garrafa Draco! Agora!
Ele ajeitou as posições, colocando uma de suas mãos na cintura dela e a outra segurava a mão da menina esticando o braço para o lado na posição de dança.
-Primeiro terá de dançar comigo!
Ela era capaz de sentir o quanto a pele dele estava quente. Tão quente quanto a dela também estava.A música ainda estourava em sua cabeça. E Draco estava ali novamente. Fazendo ela se sentir bem quando não deveria.
Ele era o menino errado que deveria a fazer sair correndo. Então por que os olhos dela estavam olhando ele daquela forma? Por que seu ar estava acabando quando a pele dele tocava na sua?
Ela parou de lutar contra ele. Os olhos dela estavam totalmente presos no rosto do sonserino. E naquela boca a qual seus lábios não sentiam a textura a um bom tempo...
-Por tudo que passamos juntos, nós merecemos um dança juntos, não acha? – Ele deu uma piscadela galanteadora
Ele apertou seus dedos na cintura dela enquanto ela pedia a Merlim para lhe dar mais fôlego.
Hermione abaixou a cabeça suavemente tímida.
-Eu não sei dançar.
Ele levantou a cabeça dela, erguendo o queixo feminino com os dedos.
-Eu ensino.
Ele era o oitavo pecado capital. Ela tinha certeza.
Sua mente girava, a música ainda estourava em seus ouvidos.
-Feche os olhos – Comandou ele com um sussurro.
Respire, respire...
A varinha dela estava sendo estragada naquela garrafa a cada segundo que se passava e agora ela nem ao menos lembrava.
Ela não fez o que ele mandou. Permaneceu ali, astuta , e com os olhos bem abertos.
Lentamente ele se aproximou dela e tocou os lábios na ponta do nariz da menina.
Foi irresistível. Ela fechou os olhos no mesmo instante.
Sua boca ansiava pela dele. Sua pele queria a dele e seus dedos queriam tocar naquele cabelo platinado como a muito tempo não fazia.
Ele estava bêbado. Quem se importa? Ela estava fascinada demais por ele para pensar com clareza.
Um riso rouco foi ouvido. Ele finalmente conseguira.
Ela estava à mercê dele agora.
Um lábio chamou pelo outro. Era como dar uma droga a um viciado que estava a meses sem ingerir substancia alguma.
Ele enfiou sua língua na boca dela.
Doce sabor.
Era como se fosse a primeira vez depois de muito tempo...Beijá-la nunca foi tão bom.Hermione podia sentir o gosto do uísque na língua dele que explorava cada canto de sua boca, mas para ela, isso não era nada além de um mero detalhe.
Eles se separaram por falta de ar. A mente da menina ficando tonta, o ar lhe faltando nos pulmões, seus ouvidos latejando pela música alta...
Não havia nenhuma adrenalina maior do que ele.
Enquanto ela recuperava o fôlego, ele mordia e lambia cada parte da pele do rosto e pescoço dela que lhe fizeram tanta falta nos dias frios. A menina gemeu incondicionalmente.
-Aprendeu a dançar – Sussurrou ele com sua voz sedutora.
Não havia dança mais hipnotizante que aquele beijo. Os dedos de Hermione bagunçavam os cabelos platinados.
Tantos meses, tantas batalhas, tanto sangue desperdiçado...
E eles estavam ali, vivos para se amar.
Ambos eram sobreviventes da vida.
-Melhor Professor – Disse ela quando ele voltou a beijá-la.
A boca dele mordeu a dela. A menina soltou uma suave risada. Ela realmente havia esquecido como ele podia ser selvagem a cada movimento. Mas ela gostava de tudo que ele fazia. Ele era fascinante.
Ele arrastou a menina até o sofá e a jogou lá ficando sobre ela.
Não havia muito a dizer. Draco não era homem de falar e sim de agir.
Notas finais
Saibam dos seguintes detalhes:
- Harry estava se sentindo morto. Sabe quando você não se sente triste ? Mas simplesmente não sente mais nada ? "Apenas alguém que respira" essa foi uma boa expressão para o Harry e foi por causa dessa sensação que eles terminaram. Mas Harry foi covarde. Ele não queria terminar com ela e sim fazer ela terminar com ele.
-A conversa de Zabine e Cedrico foi uma cena realmente honesta , não acham ? O que vocês acham que vai rolar a partir daí ? Cedrico foi sincero demais...
- Cena Dramione , te tirar o fôlego , não acham ?? HSAUSAH' Quase perdi o meu enquanto digitava ! Mas tenham em mente uma coisa: A partir dessa cena , acontece a cena "chocante" que falei a vocês.
Voldemort está envolvido ! Vocês tem alguma ideia do que possa ser ?
Deixem suas teorias nos reviews :) Vou responder tudo !
Beijos de Chocolate
sasu_hina
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