A Aposta

23 Entre a Luz e as Trevas


Notas iniciais
Olá Amores !
Isso não é uma ilusão estamos postando cedo de verdade HSUAHSUASA'
Quero agradecer a compreensão de todos você pela demora.Eu (sasu_hina)demorei um pouco para postar então por isso que Rynui decidiu compensar com essa capítulo lindo e que veio super rápido !
Quero também agradecer a IsaaVianna pela belíssima recomendação *-* Obrigada minha flor , ficamos super feliz com isso , foi muito inspirador !
Então é isso até lá em baixo !

A primeira coisa que a grifinória sentiu ao acordar foi um cheiro forte. A segunda foi uma pontada entre as costelas. Seu corpo todo estava dolorido e úmido, provavelmente havia pegado friagem. Ao respirar, ela fungava, o ar mal passava para seus pulmões.

Levantou-se, mais pontadas pareceram pinicar seu corpo. Mesmo na fraca luz do lugar, ela conseguia ver uma mancha roxa em meio a sua pele pálida, ela estava bem visível, uma vez que ela dormira com uma regata, da ponta de seu ombro direito até a base do pescoço.

Ela estremeceu. Onde estava? Olhou ao redor, havia algo muito peculiar naquele local, o cheiro forte lembrava o escapamento de fábricas abandonadas e havia algo mais, um cheiro forte, cada inspiração pinicava suas narinas.

Piscou algumas vezes até que seus olhos se acostumassem com a escuridão do lugar. Vasculhou o recinto escuro com os olhos, até que ela reconheceu uma forma. Um grito estrangulado se formou, a respiração ficou presa, parecia que havia uma bola de golfe presa em sua garganta.

Ossos. Vários e de diversos tamanhos, ela conseguia distinguir um crânio de um adulto, um fêmur de uma criança, havia alguns resquícios daquilo, além do sangue espirrado nas paredes e os ossos dos ratos cobrindo uma parte do chão.

A bile subiu. Ela começou a se sentir enjoada, conseguia sentir o gosto das últimas coisas que comera. O amargo estava queimando sua garganta, por puro reflexo, ela segurou os cabelos e virou para um canto do lugar, era enorme, e vomitou.

Sentia-se zonza, desnorteada, tinha vontade de sentar e chorar, mas não podia fazer aquilo, seria como admitir derrota e como uma garota, não, como uma grifinória, isso era algo inaceitável. Ergueu a cabeça e cuspiu no chão, o gosto estava lá, mas agora tinha enfraquecido.

“Onde posso estar?” – ela pensou, sua cabeça estava cheia de ideias, todas ligadas ao Lorde das Trevas e aquele espiãozinho ridículo dele.

-Sangue-ruim, vamos! – uma voz grossa ecoou da porta da cela, por causa da luz do lado de fora ela só conseguia ver o contorno de quem gritara.

Ela mal teve tempo de reagir, braços fortes a agarraram, arrastando-a escadas acima, o aperto de aço mais os hematomas e fraquezas que ela estava tendo a impediam de pensar ou fazer algo, ela sentia como se estivesse em um sonho lúcido.

-Me... Solta... – ela balbuciou em um som inaudível.

Tudo rodava e rodava, enquanto aquele homem “armário” fedendo à algo que ela não queria identificar a arrastava por lustrosos corredores. O cheiro de morte ia diminuindo, mesmo que ainda presente ela passou a respirar direito.

-Engula isso pirralha. – uma voz esganiçada ordenou, mal deu tempo para que ela o fizesse e um líquido amargo invadiu sua boca, sem estar preparada para engolir, engasgou, mesmo assim, engoliu parte da bebida.

-O que é isso? – ela graniu.

-Calada! – a mesma voz bradou.

-Meu Lorde. – a voz antes grossa e irritada estava incrivelmente suave. – Aqui está a sangue de lama.

“Lorde?” – ela pensou alarmada.

-Excelente. – uma voz masculina sibilou. – Levante seu rosto, quero que ela olhe nos meus olhos. – rosnou.

Sentiu sua cabeça ser levantada bruscamente e deparou-se com olhos cor de sangue fitando-a, encontrando aqueles olhos frios e sádicos, Hermione sentiu espasmos de dor se espalharem por seu corpo. Era possível tanto ódio estar em uma só pessoa? A resposta era óbvia.

-Senhorita Granger! – ele a saudou como se fossem amigos. – Como está? – o cinismo pontuou o seu tom, tudo o que ela conseguiu fazer foi grunhir. – Ah, que bom! – sorriu. – Agora tenho uma proposta para você.

Hermione tentou falar, mas tudo o que saiu da sua boca era um som gutural, pigarreou com foca, sua garganta arranhou tanto a ponto de permanecer dolorida. Por fim falou:

-Nunca.

-Minha querida, posso persuadi-la a juntar-se a mim. – vendo o olhar determinado, Voldemort suspirou teatralmente e disse: — Já que não tenho opção, crucio!

A castanha sentiu como se tivesse sido chicoteada, no início, depois a dor foi evoluindo, cada ponto de seu corpo doía como se estivesse em uma máquina de tortura medieval, sentia também, como se suas pernas e braços estivessem sendo arrancados de seu corpo. Doía mais do que qualquer coisa que ela já sentira na vida, e não era normal como outros crucios que recebera, este mudava o tipo de dor, começou com um chicote e em algum momento ela sentia que estava presa em uma fogueira.

Trincou os dentes com força, ela nunca gritaria, nunca, seu orgulho grifinório não permitiria tal coisa, e ela se recusava a dar tal gosto para o Lorde das Trevas.

-Já concorda comigo?

Hermione levantou o tronco levemente, durante a tortura tinha sido solta no chão, fitou o piso de mármore, e cuspiu sangue. O líquido escarlate caía pelo chão, ensopando suas próprias roupas, mesmo assim, ela disse:

-M-meus... Amigos são... Minha vida jamais os trairia. – a voz estava falhando, mal conseguia respirar, fechou os olhos contendo a náusea.

O homem-cobra suspirou como se estivesse tratando de uma criancinha chorona, revirou os olhos e disse:

-Já que nada te faria trair-los, não há nenhum problema se eu matar sua família, não é? – Hermione abriu os olhos rapidamente para encará-lo.

-Não ouse tocá-los. – rosnou.

-Hora essa! – exclamou divertido. – Quem está no controle aqui sou eu, não você, portanto quem não deve “ousar” seria você, sangue ruim.

-Se tem tanto nojo do meu sangue, pra que estou aqui?

-Quero sua inteligência, suas informações. Pense comigo leoazinha, — ironizou. – se você se juntar a mim, pretendo fazer-lhe meu braço direito, além que garantirá a segurança de sua amada família.

Ela se viu engolindo seco. O que faria? O que Harry faria? O que Rony faria? Ela sabia que eles lutariam até o fim, Harry não tem uma família desde que Sirius morreu e a família de Rony, os Weasleys, são todos bruxos, então não teriam tantos problemas, mas sua família era 100% trouxa!

Fechou os olhos com força, ela precisava pensar, mas não tinha como, tantos pensamentos, sobrecarregavam seu cérebro.

-Eu... Eu...

-Ah querida, — disse irônico. – não precisa responder agora, só lhe faço essa maravilhosa oferta. – sorriu de um jeito estranho, em uma fração de segundo, ele fechou a cara e rosnou: — Levem-na de volta pra aquela imundice de escola, — voltado para ela disse — lembre-se que quando decidir, fale com Draco, como monitores não terão problemas com isso, não? – riu.

Sim, definitivamente o maldito estava a par de tudo, provavelmente até sabia da querida aposta da doninha. Um pensamento louco lhe veio a mente, como braço direito do Lorde das Trevas ela poderia se vingar de Draco, e tinha algo mais que ela poderia fazer, mas no momento não se recordava.

Livrou-se dos que a prendiam, levantou a cabeça e olhou nos olhos cor de sangue, por mais que aquilo a matasse por dentro, tinha algo que a impedia de negar a oferta, curvando-se para Lorde Voldemort, a Granger disse:

-Sim, aceito sua generosa oferta, meu Lorde. – mal pronunciou as palavras e acabou desmaiada.

Sua última lembrança antes de apagar era a risada maléfica de Voldemort.

...oOo...

Andorinhava.

Aquela era a palavra perfeita para descrever o andar de Luna Lovegood, delicados saltinhos, braços abertos cortando o vento e o ar inocente e infantil que a rodeava, tudo era tão estranho para ele.

-Zabine! – ela chamou delicadamente quando avistou o sonserino.

-Ah! Olá Lovegood.

-Indo para o refeitório?

-Sim, é o que normalmente se faz antes das aulas.

-Mas os sonserinos não são normais. – ela retrucou, tinha algo em sua voz.

-O que quis dizer com isso? – a curiosidade pontuou seu tom.

-Nada demais, — respondeu com sua voz angelical. – é que não é normal uma sonserina ir correndo para vigiar um grifinório, assim, como é estranho um sonserino se agarrar com algumas menininhas por aí, enquanto só quer uma.

-Você é muito bisbilhoteira, sabia? – ele disse num clima leve. – Ficar xeretando na vida dos meus amigos não vai te aproximar de mim. – brincou.

Luna parou de andar ao seu lado, e este se voltou para ela. Os grandes olhos da corvinal brilhavam, ela fitou diretamente seus olhos e disse:

-Mas não é você quem almeja se aproximar de mim?

Blás perdeu a fala, ele não tinha o que dizer, será mesmo que era ele quem deseja se aproximar da garota com grandes olhos inocentes? Náh, provavelmente era só um chute, algo para chocá-lo.

-Muito engraçado senhorita Lovegood. – ele brincou.

-Será mesmo? – ela ergueu as sobrancelhas e desapareceu no mar de alunos que estava entrando no refeitório.

Blás só saiu de seu transe, quando Pansy deu uma leve batidinha em seu ombro.

-Vamos?

-Ah, sim, claro. – disse seguindo a amiga até a mesa da sonserina.

...oOo...

-Hey, Malfoy! – ela chamou o garoto que estava prestes a sair de lá.

O loiro levantou uma das sobrancelhas, por que infernos Hermione o chamava? Ela não havia deixado bem claro o quanto o odiava?

-O que quer sangue-ruim?

-Nada demais, apenas te dar isto. – ela estendeu um envelope e ele rapidamente o pegou. – Estava na minha cabeceira hoje de manhã, leia, creio que é para você.

Antes mesmo que o sonserino reagisse, Hemione se esgueirou pela porta, deixando-o sozinho com seus pensamentos.

Draco, abriu rapidamente o envelope e desdobrou a carta, nenhum traço de mágica, provavelmente era algo que não poderia ser rastreado. Assim que abriu a carta, seus olhos se arregalaram, aquela caligrafia, não era uma qualquer, redonda mostrando confiança, traços finos e elegantes com classe, um “M” maiúsculo e cheio mostrando a influência que ela continha, aquela letra era definitivamente de Bellatrix Lestrange.

“Querido Draco,

Enviamos esta carta por intermédio da senhorita Granger, nossa nova comensal. Espero que a trate bem e leve-a para as reuniões entre os novatos.

O Lorde tornou-a seu braço direito, portanto não desrespeite a mudblood por nada, dói-me dizer que perdi meu posto, mas é por uma boa causa.

Ass: B. L.”

Apertava o papel com força, que merda aquele homem maldito queria? Já não bastava tê-lo separado da sua grifinória, mas também tinha que obedecê-la? Provavelmente ele queria castigá-lo do jeito mais cruel possível, e a tortura não viria de crucios, mas das mãos de sua própria amada.

Respirou profundamente, ele tinha que pensar em algo e rápido, não podia simplesmente deixar que Hermione, sua Hermione, acabasse perdida entre os comensais, ele não podia simplesmente deixar que ela se tornasse má, impura, cruel e fria, não do mesmo modo que ele se tornara.

Ele tinha que fazer algo.

...oOo...

Hermione estava ciente naquele momento, tinha acabado de anunciar ao inimigo que era uma deles, agora ela precisava falar com Dumbledore, era urgente que o assunto chegasse aos ouvidos do velho bruxo, ele saberia o que fazer.

Antes de agir, ela tinha que conversar com Rony, provavelmente ele a ouviria, ela nem conseguia pensar na idéia de comer, tinha que falar com o ruivo. A castanha virou para outro corredor, não iria comer, já que a oportunidade de manipular Voldemort lhe tirara o apetite.

Andando lentamente, pois chegaria MUITO adiantada, ela cumprimentava alguns fantasmas e tranquilamente pensava, agora seria a aula de transfiguração, com a Lufa-Lufa, ou seja, sem Draco, Parkinson, Zabine e espiões do Lorde Negro, perfeito para conversar com Rony, mas teria um certo problema, Minerva não tinha o hábito de ser bondosa com os alunos de sua casa.

Suspirou, fora das aulas poderiam ter outros projetos de comensais que a ouviriam, e na aula teria Minerva.

-Merda... – ela rosnou.

-Isso não é uma palavra muito bonita para uma garota. –a voz de Harry preencheu seus ouvidos.

Assustada, a grifinória levantou seu olhar para encontrar as duas jades do moreno, e logo atrás um ruivo sorridente.

-Mas...?

-É a vida, — deu de ombros, mas logo ficou sério. – Essa noite eu tinha um sonho.

Ela olhou dele para o Weasley, então suspirou pesadamente, olhou fundo nos olhos do homem que a amava e disse:

-Ouviu e viu tudo pelo menos?

-Não... – a voz se quebrou. – Acordei na parte do crucio. – os lábios dele estavam apertados em uma linha fina.

-O que aconteceu depois disso, Mi? – Rony perguntou delicadamente.

-Eu fui impelida a aceitar.

-Impelida? – a voz do moreno era irônica.

-Aquele líquido, que me fizeram engolir, tinha algo nele.

-Hm... – Rony fez, e logo disse: — Harry me falou sobre isso durante a noite... Deu trabalho, mas fizemos algo que vai te ajudar a esconder que nos ajudará... – ele estendeu uma fina corrente prateada, adornada com um pingente que se parecia com uma garra. — Ai! – o amigo o acotovelou. – E bem, não sabíamos o que tinha acontecido... – a voz dele morreu, mas ela entendeu.

-Eu nunca os trairia, eu garantiria que meus pais estariam a salvo, e os ajudaria em tudo que quisessem. – o amor fraterno que sentia pelos dois transbordava em suas palavras.

Sem mais se conter, ela os abraçou, afinal, eles eram dela, assim como ela era deles, a amizade dos três podia ser perturbada, enfraquecida, distanciada, mas jamais seria rompida. Jamais.

...oOo...

Já tinha algum tempo que ela se sentia deprimida, como se uma parte dela tivesse sido retirada, seu coração batia mais rápido, sempre haviam lágrimas em seus olhos, naquele momento Cho estava se concentrando em ser sorridente e mostrar para seus colegas corvinais o quão bem estava, para não preocupá-los.

-Hey, Cho! – disse um garoto mais velho, Sam.

-Hm? – ela sorriu.

-Cuidado com quem você escolhe, que gostinho, hein? – ele brincou, também, como seu melhor amigo não poderia brincar com ela? – Você sempre escolhe os piores caras possíveis, — ele fez uma careta. – se você me aparecer com um sonserino, esquece a minha existência, ok?

Uma rodada de risadas passou por seus amigos, ela própria se viu rindo. Olhou para Sam, ele era alto e muito bonito, tinha cabelos negros com grandes caracóis, mas sem serem armados, os olhos azul-petróleo eram brilhantes e ativos, um corpo atlético, apesar dele sempre alegar não fazer nenhum esporte.

-Puf, — ela bufou. – não fui eu quem pegou cinco sonserinas em um dia.

Sam corou, mas nada abalava seu sorriso, por isso que seu melhor amigo era especial, isso era algo que Cho amava nele, seu otimismo, o garoto era carismático e alegre, muito inteligente, enfim, era praticamente perfeito.

-Nossa! – brincou um dos garotos. – Nosso “Ás” aqui está podendo, não é?

-Verdade, — concordou outro. – acho que eu vi algumas garotas de outras casas te rondando, será coincidência?

-Hey! – ele se indignou.

-Ok, ok. Nós sabemos que você é virgem e tal, acalme-se.

O moreno corou, e todos riram, Cho deu-lhe um olhar piedoso e divertido. Mal sabiam esses meninos que Sam era até comprometido, mas isso era algo que ela jamais contaria, afinal, era um segredo dele não dela...

-Vamos para a aula, seu bando de bagunceiros! – exclamou Jeniffer, uma das amigas da garota de olhos puxados.

-Aaah... – brincaram.

O clima descontraído entre os corvinais era o melhor e sempre seria, afinal, entre intelectuais, não era comum o interesse por fofocas de baixo calão, e assuntos inúteis, além que todos na casa eram amigos, sempre juntos.

Notas finais
E ai o que acharam de Sam ? E nossa Linda Hermione como agente-duplo o que acharam ?
Vocês lembram que no capítulo 21 nas notas finais , eu prometi a você que eu beijaria o Draco caso houvesse recomendações ?
Minha Querida IsaaVianna teve a bondade de recomendar e eu fiz minha promessa virar realidade *Levando pedrada das fãs *
Meninas o Draco é TUDO DE BOM !SHUAHSUA'
Agora dessa vez vamos mudar um pouco ! Quem tiver a bondade de recomendar a fic , nós daremos um beijo cinematográfico no Rony ! Então nos ajudem por favor HSUAHSAU'
Beeijinhos e aguardo a opinião de vocês nos reviews ;**