Notas iniciais
Heeey!
Desculpem, a sa-chan já me enviou o capítulo há dois dias, mas eu ando mais pra lá que pra cá, e acabei só conseguindo postar agora >..
Anyway, curtam o capítulo que eu AMEI ler!

-Maldita Granger! – Grunhiu Malfoy para ele mesmo

Ele ainda tinha nas mãos apertadas, a carta que Bellatrix o havia mandado através de Hermione. Ele apertou ainda mais os dedos, para amassar o papel agora frágil.

Draco andava veloz pelo corredor diretamente para o quarto dos monitores. Ele esperava que a Castanha estivesse lá. Se não estivesse ele iria encontrá-la na marra.

Hermione Granger uma comensal e agora braço direito de Voldemort. Draco soltou uma risada fria. Aquelas palavras soavam tão falsas e tão intensas em seu peito.

-Medusa? – A mulher olhou para Draco. Os olhos penetrantes e tristes como se fossem capazes de arrancar-lhe a alma. A visita de Lúcio com certeza a abalara.

-Sim? – Respondeu ela com um fio pequenino de voz.

- Me deixe entrar?

- Diga a senha – Ela ordenou.

-Mais eu sempre entro sem falar na...

- Diga a senha – Ela disse com a voz mais feroz e as cobras em seus cabelos olharam para Draco mais profundamente.

- Suco de Abóbora! – Ele disse e o buraco do retrato foi aberto em seguida dando a passagem.

-Eu o aguardava Malfoy. – Disse Hermione que estava sentada de forma ereta na poltrona.

Aquela voz... Sua voz sempre calma, ou até tremula estava diferente. Rígida. Autoritária.

- Suponho que já saiba sobre o posto que eu assumi no seu grupinho de comensais. – Disse ela levantando-se com a postura impecável e se aproximando de Draco que estava paralisado. Aquela postura aquela elegância... Era tão diferente da Hermione desengonçada que ele conhecera — Agora sou sua superior. – E de repente ela soltou uma risada leve e gutural. Assustadora.

- Sua sangue-ruim – Rosnou Draco a olhando com rancor.

Ele não a recriminava por falar com ele assim. Ele a tratava assim pelo fato de Hermione se unir ao homem que a tanto custo Draco a tentara proteger.

- O que te deu na sua cabeça? – Ele rosnou para ela a pegando pelo braço e aproximando seu rosto do dela tentando ser ameaçador.

Mais aquilo o deixou ainda mais mole. Ficar perto dela sempre o desconcertava.

- Se eu fosse você, me largaria agora. Caso contrário, vou dizer ao nosso mestre o que você me tem feito – Disse ela ainda com a voz fatal.

O corpo de Hermione não tremeu com o toque da pele masculina como antigamente costumava tremer.

-Então será assim? – Ele a soltou mais continuou perto – Vai seguir o monstro que você sempre enojou? Vai segui-lo Hermione? – E em um gesto desesperador, ele a pegou pelos ombros e a sacudiu levemente.

Ela queria dizer “Eu não tenho escolha”, mais sua língua não conseguiu se mover um milímetro sequer. Tudo parecia demais para ela. Draco estava certo ela sabia disso, mas ela precisava fazer isso. Caso contrário seus pais seriam mortos. E eles eram um dos maiores tesouros de Hermione.

-I-Isso não é da sua conta – Ela sussurrou.

-Já foi um dia – Ele sussurrou também.

Seus rostos estavam tão perto um do outro que dava para sentir o hálito quente e arfante de cada um. Seus narizes quase se encostavam...

-Não somos mais tão diferentes agora – Sussurrou Hermione com certa ironia na voz – Antes éramos grifinória e sonserina. Mocinha e vilão... Agora...

- Agora estamos servindo a mesma cobra – Disse Draco com a voz rouca e levemente sarcástica.

Hermione não conseguiu reprimir uma risada, fazendo Draco sentir seu hálito mais uma vez. Eles estavam tão perto, que qualquer movimento parecia ser imenso.

-Preciso falar com você – Disse Hermione inesperadamente séria.

-Shiiiiiii – Sussurrou Draco calando-a depositando seu dedo nos lábios dela.

-Mas eu preciso... – Ela tentava falar sob o dedo dele em seus lábios.

E aquilo ainda acontecia. Por que ela sempre se sentia mole naqueles braços? Por que ele ainda tinha poder sobre ela?

Tempestade. Era a cor daqueles olhos enigmáticos e lindos que tinham o estranho poder de fazer com que Hermione ficasse totalmente e sua mercê. Era tão difícil resistir aquilo. Ela lembrara que sofrera que fora estraçalhada, magoada, machucada, rasgada por aqueles mesmos olhos. Mas mesmo assim, eles ainda eram poderosos, eles ainda tinham o poder de fazê-la suspirar.

Como tudo desmoronara para Draco. Agora o amor de sua vida estava trabalhando para aquela maldita cobra peçonhenta.

- Tenho um recado dele – Hermione conseguiu dizer em meio aos arquejos. Perto de Draco ela se sentia incrivelmente fraca.

Draco parou imediatamente. O clima de romance fora quebrado completamente com a menção daquela simples frase. Draco se afastou de Hermione, perturbado. Os olhos tristes e ausentes. Como ele queria que tudo aquilo acabasse....

- Você-Sabe-Quem vai nos dar uma missão Malfoy – Disse Hermione a voz agora mais grossa e menos frágil. Afinal ela conseguia se controlar melhor quando Malfoy estava mais longe dela.

- Qual missão? – Grunhiu Malfoy irritadiço se jogando no sofá maior no meio das almofadas fofas.

- Não sei... er... — Ela hesitou – Mas ele me disse que éramos para entrar em contato com ele. Ele me disse que você sabe como devemos fazer isso.

Malfoy Congelou.

Ele sabia o que Voldemort queria dizer com “entrar em contato...”. Voldemort queria que ele usasse aquele feitiço. Aquele feitiço poderoso e medíocre ao mesmo tempo.

Ele era cruel.

Malfoy gemeu de dor, automaticamente imaginando a dor que atingiria seu corpo durante o feitiço.

-Como vamos nos comunicar com ele Malfoy?– Disse Hermione com petulância querendo deixar a voz fria e hostil.

Malfoy gemeu mais uma vez. Ele já usara esse feitiço antes. Draco esticou a mão e abriu a palma.

-Accio Canivete. — Disse Malfoy.

Feitiço convocatório?

E algo metálico voou pela porta aberta do quarto de Draco e parou em cima de sua mão como um imã poderoso. Era um canivete. Hermione tremeu sem saber porque.

Draco levantou a manga de sua blusa mostrando seu ante-braço. Hermione soltou um sibilo desesperador.

O que era aquilo?

No ante-braço do rapaz, havia vários machucados, todos eles enormes que pendiam até o final do braço. Eles eram como listras na pele alva de Draco. Todos os machucados estavam com uma leve “casquinha”.

- O que é isso? – Disse Hermione sem saber o que falar.

- É meio que um efeito colateral do feitiço que teremos de usar.

-Como?

- O feitiço que Voldemort quer que usemos para nos comunicarmos é infestado de magia negra. E como o esperado tinha de ter algum efeito colateral ou algum dano.

- Não estou estendendo merda nenhuma!– Rosnou Hermione desesperada

Como assim? Efeito colateral?

Draco sorriu. Como ela era inocente. Voldemort provavelmente não previra isso quando a chamou para ela ser comensal.

- O feitiço consiste nisso – Disse Draco pegando o canivete de maneira habilidosa — Eu tenho que arranhar a minha pele com esse canivete formando palavras. Depois eu encosto a minha varinha no sangue que jorrou das palavras que eu formei e tudo que eu escrevi irá aparecer em uma folha papel para Você-Sabe-Quem poder ler!

-Isso é Cruel – Hermione rosnou – Não podemos fazer isso!

Mas logo Hermione calou-se ao perceber que estava sendo sentimental. Ela observou o ante-braço de Draco e deslizou seu dedo –suavemente – nas marcas ali presentes. Dava para ter um leve deslumbre das palavras ali. Mas Hermione mesmo assim não quis ler.

-Por que Voldemort – Disse ela sem se intimidar pelo nome – Não se comunica com nós usando Oclumencia?!

- Porque ele não se importa Hermione! A Oclumencia não deixa marcas! Só faz com que eu sinta uma dor de cabeça depois some! Já esse feitiço me deixa marcado, faz eu sangrar e é isso que ele quer! Ele quer que todas as vezes que eu sinta essa ferida arder é para eu me lembrar que é ele quem manda!

Silencio. Nada mais foi dito.

Hermione analisou o braço mais uma vez exposto de Draco. As feridas ainda não tinham se cicatrizado totalmente. Decidida ela levantou a manga de sua blusa deixando o ante-braço de seu braço perfeito e sem marcas a mostra.

-Use esse feitiço em mim Malfoy – Disse Hermione decidida estendendo seu braço para Draco.

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-Olá Luna! – Um Corvinal qualquer cumprimentou a Garota que passava veloz pelo corredor.

- Olá – Disse Luna rapidamente passando pelo colega.

Ela andava com seu passo serelepe. Quicava graciosa pelo corredor, fazendo seus cachos loiros voarem junto com ela dançantes. Os azuis de seus olhos estavam ainda mais brilhantes pois afinal ele decidira fazer alguma coisa.

Zabine lhe havia mandado um bilhete durante aula.

Me encontre no final do corredor

deserto do quinto andar.Vá Sozinha.

Te espero as 21:30.Não se atrase.

B.Z

E era para esse corredor que Luna seguia toda radiante. Mas ao contrário do que Zabine disse no bilhete o corredor não estava nada deserto. Alguns estudantes vagavam por lá e dentre os mesmo Luna viu o estudante que mais se destacava diante de seus olhos.

Ele estava aparentemente nervoso. Ela podia ver os olhos dele procurarem ferozes Luna pelo corredor e nada encontrar. Ele era o único ali que estava sozinho e Luna apressou seu passo para tirá-lo da solidão.

-Está atrasada! – Ele disse logo depois de vê-la de aproximar dele

-Tá bom. Então eu vou embora. – Disse Luna o testando virando as costas teatralmente

-FIQUE AQUI! – Berrou ele desesperado com a hipótese de vê-la ir embora- Quer dizer... er... Fique aqui... — Disse ele constrangido e Luna sorriu radiante.

-Tudo bem – Disse Luna – O que você quer?

Ambos estavam no fim do corredor. Mesmo estando com alguns alunos não dava para se ouvir a conversa dos dois.

-Vou ser breve – Disse Zabine visivelmente constrangido – O que está acontecendo com a gente?

-Nada! Eu não estou dando em cima de você! – a garota corou.

-Não estou falando disso – Ele fez gestos com as mãos como se não conseguisse explicar seus sentimentos perturbadores – Algo está rolando entre a gente Luna... E eu não sei o que é... — Era a primeira vez que Zabine a chamava pelo primeiro nome.

Zabine que estava apoiado à parede contornou a loira e fez com que as costas dela ficassem presa na parede. Ele ficou se fronte a ela e apoiou uma de suas mãos perto do rosto da garota.

Como os olhos azuis dela eram hipnotizantes! – Pensava Zabine para ele mesmo

-Não sei o que fazer – Disse Luna sem saber como agir

-Não faça... Só me diga o que sente.

-Não sei expressar com palavras...

-Tente – Atiçou Zabine.

Por que aquilo era tão importante para ele? Como aquela garota Lunática ficara em seus pensamentos?

Luna não sabia expressar seus sentimentos com palavras. Mas sabia como seu corpo podia mostrar a ele. Aquele misto de sentimentos, aquela sensação de flutuar toda vez que o avistava, aquela corrente elétrica que ela sentia toda vez que o tocava, o fato de seu coração palpitar com maior velocidade e entusiasmo quando se aproximava....

Ela precisava mostrar...

Luna inclinou sua cabeça na direção de Zabine. Seus narizes de tocaram com delicadeza e fez com que Zabine sentisse com mais nitidez o delicioso cheiro de flores que a menina exalava. Ele sabia o que ela queria que ele fizesse. Luna apenas inclinou a cabeça, mas ela deixaria os últimos movimentos com Zabine não querendo forçá-lo a nada. Ela queria que ele a beijasse. Para ela era o gesto que definiria com mais perfeição seus sentimentos.

Mas Zabine nada fez. Continuou parado olhando-a, observando-a. Ele não podia fazer nada. Não naquele lugar que estava amontoado de pessoas. Pois afinal ele ainda era um sonserino. O que iriam dizer dele se o vissem aos beijos com Luna Lovegood?

-Eu não posso – Ele sussurrou perturbado se afastando sutilmente

-Por quê? – Disse Luna.

A dor da rejeição era cruel, mas ela que decidira tentar então ela iria agüentar.

- Tem gente aqui – Disse Zabine olhando para o corredor ao qual alguma pessoas os olhavam curiosas – Eu sou um sonserino, o que as pessoas iriam dizer.

- Ahh entendi – Disse Luna roçando os dedos delicadamente nos olhos azuis para evitar que uma lágrima caísse – Está com vergonha de mim não é verdade?

-Não eu não disse isso! Eu só... – Disse Zabine querendo se explicar

-Você é igual a todos –Ela o interrompeu – Me acha Lunática, certo? – Disse Luna com sarcasmo.

- Eu jamais teria vergonha de você. É que no meio dessa gente eu não...

-Calado. – Disse Luna se afastando dele e virando as costas

Mas de repente ela parou de andar e voltou a olhar para ele.

- Se eu fosse você mudaria de atitude. Pois assim não encontrará amor nenhum.

E assim ela partiu. Ainda saltitante como sempre andava.

- Fui um idiota! – Explodiu Zabine para ele mesmo puxando seus cabelos em desespero

Ele jamais queria feri-la daquele jeito.

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-Ela está lá Rony! – Disse Harry apontando para o banheiro feminino — Quando Cho sair de lá você irá falar com ela ! Estou de saco cheio de ouvir você murmurar o nome dela durante a noite enquanto dorme!

-Tampe os ouvidos de não quer ouvir. — Grunhiu Rony envergonhado

- Você as vezes geme enquanto fala o nome dela. E eu me pergunto sobre o que você está sonhando – Disse Harry travesso com um sorriso malicioso nos lábios.

-Isso não importa! Eu não vou falar com ela... — Rony falou manhoso e decidido

- Vou lançar um imperius em você se você não for! – Ameaçou Harry brincando com o melhor amigo – Vamos Rony! – Disse passando o braço em torno do ombro do ruivo – Quando ela sair do banheiro você irá falar com ela!

-Não!

- Se não... Eu vou espalhar para todo mundo sobre esses seus sonhos eróticos com a Cho...

-Você não vai falar nada! Porque você já gemeu o nome da Hermione enquanto dormia também! – Disse Rony no mesmo nível – Se você falar alguma coisa eu também irei espalhar isso!

-Isso é maldade. — Disse Harry mais mesmo assim continuava decidido – Eu sei que você gosta dela... Vai Rony é a sua chance!

- E se eu levar um fora?

- A única coisa que você vai levar dela é um beijo! Tsc Tsc. E eu via nos olhos dela como ela ficava perturbada quando você estava com Lilá!

- Me sinto meio mal, cara. Mal terminei com Lilá... Não devo esperar algum tempo para chegar em Cho?

-Claro que não!

E de repente os dois, o moreno e o ruivo, ouviram passos. Eram elas saindo do banheiro feminino...

-Vai lá Rony! – Sussurrou Harry entusiasmando o ruivo com insucesso

-Ela está com as amigas – Gemeu Rony medroso ao ver Cho rodeada de colegas

Como seria mais fácil para ele se ela estivesse sozinha...

-HEY CHO! – Berrou Harry e empurrou Rony na direção das garotas dando a entender que fora o ruivo quem gritara.

A tonalidade pálida e esbranquiçada de Rony tornou-se vermelho estilo molho de tomate.

-Oi Rony – Disse a Garota oriental radiante abrindo um sorriso.

Rony ficara paralisado. Cho e as outras cinco meninas ao redor da oriental o olhavam curiosas.

Cho dirigiu a elas um olhar nervoso. Parecia que aquele olhar falava “Saiam Daqui” e as outras como se entendessem , saíram pelo corredor em meio a risadinhas devido o nervosismo da amiga.

Harry também não queria incomodar, mas também gostaria de ouvir o que o ruivo diria para sua ex-namorada. E se escondendo na dobra do corredor Harry tentava ouvir cada palavra evitando soltar uma gargalhada.

Rony ainda estava apavorado. Harry o pegara de surpresa fazendo aquilo.

-Está tudo bem? – Cho se aproximou preocupada.

-Eu estou bem – Disse ele meio arfante.

-Er... — Disse a menina querendo quebrar o possível silencio- Alguma novidade?

-Sim. Tenho uma coisa para te contar- Disse ele ainda meio paralisado, porém o vermelho de seu rosto mudara de cor agora para um rosado mais claro – Eu terminei com Lilá!

Cho sorriu sem conseguir disfarçar.

-Que bom – Disse a menina sem saber o que falar.

Ela queria enlaçar no pescoço de Rony e beijá-lo profundamente. Mas ela não iria fazer isso dessa vez. Ela fizera isso com Rony uma vez, e ele a rejeitara por completo. Agora ele iria falar. Ele iria agir.

-E você como está? – Disse Rony sem saber o que falar. Ele estava contanto que Cho fizesse alguma coisa.

Cho foi direta na resposta.

-Solteira.

-Hmnn... — Rony disse

-Hmnn...

O silencio preencheu o ar. Feroz e incomodo.

-Rony, por favor, fala alguma coisa, é só dizer, sei que sabe como fazer isso! É tão simples que...

De repente Rony fez o inesperado. Calou Cho com um beijo ardente que só o ruivo poderia dar. A menina correspondeu, aqueles lábios como se os mesmo tivessem sido feitos, para colar aos dela.

E na dobra do corredor aonde Harry espiava ele sorriu. Feliz com que seu amigo estivesse feliz.

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-Finalmente – Sussurrou Harry para ele mesmo ao ver Rony e Cho aos beijos.

De repente Harry sente um dedo suave cutucar suas costas.

- Espionando Potter? – A voz esganiçada e indesejada soou e Harry se virou para olhá-la

- O que quer aqui? – Ele grunhiu para ela enojado

-Eu não quero nada. Só estou me perguntando se você vai fugir de mim de novo... Porque afinal é só o que você tem feito a semana inteira... — Ela jogou as palavras

E Harry ficou quieto por que era verdade. Aquela sonserina inesperadamente quisera conversar com ele muitas vezes. Mas ele sempre a ignorava. Fugia dela, sempre que ela deixava uma brecha. Harry sempre via aquela garota com Malfoy – Antigamente pelo menos – e como ele odiava o Malfoy, ele a odiava também.

- Por que tem me procurado? O que quer de mim?

-Só conversar – Disse ela se aproximando perigosamente mais Harry recuara tentando se afastar.

- Não temos nada para falar.

- Nem se o assunto for “Hermione“? – Disse Pansy sorrindo ao ver que prendera a atenção do moreno – Aposto que agora você quer conversar não é mesmo?

- Desembucha! – Grasnou ele.

Ela sorriu desejosa.

- Me encontre hoje a meia-noite neste mesmo lugar – Disse Pansy enigmática – Ai, eu te conto – Sussurrou a ultima frase se afastando dele com elegância e roçando rapidamente seu dedo no nariz do rapaz.

E saiu velozmente deixando um Harry muito intrigado para trás.

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-O QUE? – Berrou Malfoy

- Isso mesmo que ouviu Malfoy! Você vai usar o feitiço em mim! – Disse Hermione decidida estendendo mais uma vez seu braço exposto a ele.

-Nem pensar! Eu não vou cortar seu braço, só para fazer a droga de um feitiço!

-Você já me cortou uma vez Malfoy – Disse Hermione com desprezo – O que custa usar esse feitiço em mim?

Porque afinal era verdade. Draco já cortara repetidas vezes o coração frágil de Hermione.

-Não! – Ele tornou a dizer rígido.

-Você não entende! Seu braço está em fase de cicatrização! Ele está cheio de casquinhas de ferimentos! O feitiço não vai funcionar nisso! – Disse ela apontando para o braço deformado de Draco.

Ele ficou em silencio. Ela estava certa. De novo.

-Além do mais – Ela continuou – Meu braço está em perfeito estado! Vou melhorar rápido!

- Não sei se vou poder fazer isso – Disse ele perturbado e Hermione piscou sem entender.

Era doloroso demais ele fazer isso com ela.

-Não temos tempo!

Draco piscou várias vezes e depois de um longo tempo assentiu com o rosto dilacerado.

Ele pegou a canivete –trêmulo – e encostou com leveza na pele limpa e perfeita de Hermione.

-Tem certeza? – Ele sussurrou para ela.

-Tenho – Ela disse fechando os olhos esperando pela dor

E Draco tentando ser mais delicado envolveu a lamina na pele dela e escreveu para o Lorde das Trevas.

“Estamos Aqui Meu Lorde”

A ferida jorrava algumas gotas de sangue e estas serviriam para fazer o feitiço. Draco pegou a varinha do bolso e encostou a ponta dela no sangue que saia das feridas em formas de letras.

Enquanto Draco murmurava o feitiço Hermione tentava engolir a dor, e ignorar a ardência.

-Pronto – Sussurrou Draco – Ele deve estar lendo isso nesse instante.

- E como ele irá nos responder?

Draco gemeu.

- A resposta virá pelo seu braço também.

- Certo – Sussurrou Hermione fechando os olhos e tentando mais uma vez engolir a dor que viria com as palavras do Lorde.

A resposta veio rápido. Lentamente enquanto o Lorde escrevia em uma folha de pergaminho comum, Hermione sentia cada palavra que ele escrevia gravar em seu braço ferindo-a profundamente. Era magia negra. Ela não poderia esperar menos.

“Quero que ambos venham me ver”

Draco olhou para ela pesaroso.

- Vamos responder? – Ele perguntou a ela.

-É claro – Disse Hermione aos arquejos – Ele se zangará se não respondermos.

-Vou escrever pouco – Draco a incentivou e não conseguiu controlar ao ímpeto que o possuiu. Ele deslizou seus dedos longos pela bochecha suada dela- Isso vai acabar logo.

E Draco pousou a Lamina mais uma vez na pele dela da forma mais delicada possível escrevendo apenas uma palavra.

“Quando?”

O Lorde respondeu mais rápido dessa vez.

“Hoje mesmo. Ao amanhecer.”

Draco massageou com ternura o ante-braço dolorido de Hermione. Ele odiava ter que fazer aquilo. Ele olhou-a nos olhos mais uma vez pedindo sua permissão para terminar de escrever. Ela assentiu dando a ordem a ele.

Estaremos Lá

-Pronto...- Draco a consolava – Vou pegar alguma coisa para limpá-la – Disse Draco correndo para o banheiro

-Draco! – Gritou Hermione

O susto fora tanto que ela o chamara pelo primeiro nome.

- O que foi? – Disse Malfoy saindo do banheiro correndo em sua direção

-Ele escreveu mais uma coisa! – Disse Hermione estendendo o pulso para Malfoy ver as palavras do Lorde.

Será a Iniciação de minha mais nova comensal. Hermione Granger

Malfoy Grunhiu Irritadiço. Além da frase ser enorme e causar mais dor ainda em Hermione, a frase dizia coisas frias e nebulosas.

- Iniciação? – Perguntou Hermione enquanto Draco limpava o sangue de seu ante-braço com um pedaço de papel higiênico.

-É algo que todos os comensais tem que fazer – Disse Draco enquanto flashbacks descompassados e dolorosos invadiam sua mente, fazendo ele recordar de sua própria iniciação – Ele irá deixar a marca negra estampada em sua pele!

Mais uma vez Malfoy pegou a varinha. Ergueu a manga de seu outro braço – o braço que não estava machucado- e mostrou para Hermione seu ante-braço. Estava perfeito. Pálido esbranquiçado como sua pele realmente era.

Mais Malfoy encostou a varinha no ante-braço e murmurou:

-Revelation.

E lentamente , a marca começou a aparecer no ante-braço de Draco. Como um lembrete atordoante a ele mesmo que ele era do Lorde. Que ele pertencia ao lado negro.

-Existe um feitiço para cobrir a marca se você quiser usar blusas sem manga, mais ainda sim... O modo como ele coloca a marca em sua pele e doloroso é...desumano.- Ele disse com os olhos desfocados.

Hermione iria sofrer.E Draco odiava isso...

Notas finais
Nhac, então, o que acharam? Viu, uma pergunta, o que acham de filmes de terror? (a louca aqui >.<)
De qualquer maneira, espero que tenham gostado!
Beeijos de Framboesa!
Rynui