A Aposta
8 Descobertas do Coração
Notas iniciais
Harry já ia afastar Cho de si, mas o timbre apático e autoritário do Ruivo o fez tremer. Harry quebrou o beijo, e olhou receoso para o amigo furioso. A pele de Rony, antes pálida, encontrava-se totalmente vermelha, a boca do mesmo estava entre aberta e o ruivo fazia um som muito similar a um rosnado assustador.
- Rony eu posso explicar! – disse o moreno afastando-se de Cho , e indo em direção ao ruivo que recuava a cada passo que o moreno dava
- Não tem que se explicar comigo! Mais se explique para Hermione! – disse o Ruivo se virando, porém a mãos ágeis de Harry o pegam pelo braço.
- Nem sequer cogite a pensar sobre falar sobre isso com ela. – disse olhando para o amigo com os olhos verdes profundos e penetrantes- Não agora que consegui minha chance! – sussurrou assustador.
- Não vou mentir para ela! – disse tirando seu braço dos dedos fortes de Harry que pressionavam o braço do amigo forte provocando dor.
- Não minta então! Só não comente nada sobre isso. — E de repente ele dirige seu olhar penetrante para Cho que se encontrava parada vendo a briga encolhida – E você? Porque fez isso? — Disse olhando para a menina.
A mesma corou até as raízes do cabelo, mais não disse nada. Ela não iria mencionar o que o Malfoy com certeza a fez acreditar. Era tudo mentira. A mesma recuou alguns passos, e depois saiu correndo em direção ao salão comunal da Corvinal.
- Vamos então? – disse Harry agora com um sorriso amigável no rosto bonito dando tapinhas no ombro do amigo para seguirem juntos ao salão principal para Harry almoçar como se nada tivesse acontecido.
Depois de alguns segundos em silêncio, Malfoy que se encontrava escondido em um corredor, juntamente com Colin, solta uma risada rouca e vira-se para o garoto após perceber que Harry o Rony haviam saído.
- Tirou a foto não tirou? – disse olhando desconfiado para a máquina velha e enferrujada nos dedos eficientes do garoto.
O mesmo assentiu tremendo.
- Porque quer fazer isso? E porque eu que tenho que fazer?- disse sem entender.
- Isso não te interessa! – disse ríspido – Não se preocupe, que se a foto sair perfeita como você me garantiu, falarei com o Snape para ele repor os pontos que você perdeu por não saber as perguntas – mentiu o loiro de forma hipócrita, afinal, ele faria tudo e mais um pouco para conseguir o que quer.
- Quanto a isso, não se preocupe. – disse passando os dedos na grande e antiga câmera na sua mão, como se a mesma fosse uma relíquia – Essa belezinha nunca falhou comigo, e com alguns feitiços as fotos até conseguem movimento! – disse cheio de si.
-Ótimo. – disse olhando ao redor para confirmar se o corredor estava mesmo deserto – Só falarei com o Snape, se as fotos estiverem realmente boas, então... Surpreenda-me. – disse sorrindo da ingenuidade do garoto em acreditar em suas palavras falsas – Quando fica pronta?
- Com os feitiços e tudo? – perguntou o garoto coçando a cabeça.
- Não com a sua cara de bocó estampada na imagem. – disse dando um tapinha no topo da cabeça do menino – Lógico que com os feitiços e todo o resto!
- Sem stress cara. – disse massageando o topo da cabeça por causa do golpe – Acho que hoje a noite.
- Antes do jantar? – propôs.
- Pode ser.
- Agora SUMA!
E o garoto saiu correndo desembestado para almoçar, enquanto o loiro, nesse mesmo ressonar de tempo, seguia a passos largos e impacientes para o salão comunal da Sonserina, para conversar com Zabine quando o mesmo terminasse de almoçar.
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- Até que enfim cara! Pensei que você não voltaria mais! – reclamou Draco quando o amigo adentra o salão comunal da Sonserina – Estava esperando por você! – disse enquanto observava o amigo seguir para uma das poltronas próximas a que Draco ele estava com o rosto rígido e com a mão junto à barriga como se estivesse protegendo-a – O que houve? — disse ao fitar seu rosto perturbado.
- Não é nada. – disse apalpando a barriga – É só que o almoço não me fez muito bem, e tive que ir ao banheiro, por isso demorei. – disse.
- Caiu na privada foi? – debochou Draco rindo da própria piada – Pois se tivesse caído nem os mais poderosos dos feitiços te tirariam de lá. – disse ainda rindo.
- Rá! Muito engraçado... O que quer aqui? Não temos mais aulas nesse período. – disse ranzinza.
-Vim falar sobre a nossa aposta. – disse sorrindo.
- A que você perdeu? – retrucou com um leve sorriso no rosto, pelo visto seu estomago ainda estava doendo
- Vai à merda – falou ríspido – Ela inda vai ser minha.
- Claro que vai – disse sorrindo – Mas em seus sonhos.
- Seria mais um pesadelo, você sabe que só faço isso pela aposta. – disse meio incerto.
- Sei?– disse o amigo desconfiado – Mas isso não importa, só sei que vai perder e que vai ter que fazer o que te eu disse.
- Eu não vou perder! – disse batendo feroz na lateral da poltrona decidido- Ontem mesmo nos até demos uns amassos. – disse recordando do que acontecera ontem a noite na cama da castanha.
- E ai? Ela beija bem? – perguntou risonho.
- Muito. Mas ela não é pro seu bico- Disse o olhando de esguelha.
- Porque não? Se ela foi capaz de até beijar você, que é um Sonserino irritante, creio que aquela Grifinória gostosa se rendia a meus encantos. – disse brincalhão e arrumando os cabelos com a mão livre.
Mas de repente os olhos azuis acinzentados começam a fitá-lo com fúria, seus lábios se espremiam uns nos outros formando uma careta, seu rosto estava rígido. Draco pegou Zabine rapidamente pelo colarinho de sua blusa, e o traz para mais perto de si, a ponto de seus narizes quase se chocarem.
- Nunca mais ouse a falar assim dela. – sussurrou ameaçador com os olhos azul acinzentados expressando fúria e desgosto. – Me ouviu? – disse sacudindo-o.
- Porque está falando assim? – disse ignorando a ameaça – Esse não é o Draco que eu conheço.
Draco ainda mais irritado , e ainda com os dedos firmes no colarinho da camisa de uniforme de Zabine, o mesmo levanta de sua confortável poltrona e forçou seu braço a fazer Zabine se levantar também , e em um movimento rápido o mesmo deu um forte soco em seu estomago, o qual acertou também a mão do garoto, que estava apalpando a barriga, fazendo com que o mesmo caísse no chão grunhindo de dor.
- Isso é para seu estomago não se esquecer de mim. – disse com sarcasmo, mas ainda com as feições graves no rosto pálido-Não se aproxime dela!- e saiu do salão comunal da Sonserina e seguiu para o seu próprio.
- Suco de abóbora. – pronunciou a senha rouco e sem ânimo.
- Isso vai dar rolo. – disse a linda medusa sorrindo e abrindo ao mesmo tempo a passagem para o loiro entrar.
Quando Draco entra, entende rapidamente o comentário de Medusa. Em um dos grandes e confortáveis sofás ele fitou abobalhado Harry e Hermione aos beijos deitados, no luxuoso sofá macio, com Harry sob o corpo dela.
Os olhos de Draco simplesmente não acreditavam no que estava presenciando, e quando ele viu a mão boba de Harry passear sobre o corpo esguio da garota, seu mundo parecia ter desabado. Ele fechou ambas as mãos com fúria, tentando se controlar para não partir para cima do garoto. Como ele ainda tinha coragem? Depois de ter beijado Cho, como ele tinha coragem, de olhar no rosto dela apesar de tudo? O sangue pareceu ferver sob sua pele pálida, que ardia simplesmente de raiva.
- O QUE ESTÁ CONTECENDO AQUI?
Hermione paralisou no mesmo momento, e a cena do beijo que ocorrera na noite passada tomou conta de sua mente. Porém Harry não se desesperou com a presença do loiro, e apenas o que fez foi pronunciar contra os lábios de Hermione para o visitante intruso ouvir em alto e em bom som:
- Só estou beijando a minha namorada. – e voltou para os lábios de Hermione, porém sem ser correspondido.
Malfoy caminhou até o casal, pegou Harry pelas costas e o jogou no chão, enquanto Hermione assistia a briga com os olhos pesarosos e preocupados.
- SAIA LOGO DAQUI, CICATRIZ! – Berrou Draco.
Harry ia avançar para Draco, mais o corpo feminino se interpôs em seu caminho.
- Não Harry. – disse a Castanha colocando ambas as mãos em seu rosto para fazê-lo desviar os olhos de Malfoy para olhar em seu rosto- É melhor sair, ele pode falar sobre o que fizemos com o Snape, vá!
- Está bem. – disse tentando se controlar – Então você vem comigo. – disse pegando sem uma mão.
-Olha que romântico! – gemeu Malfoy enojado – Ela fica, preciso falar com ela sobre a monitoria. Nada que te diz respeito.
Harry olhou para Hermione que sussurrou um “vai embora”, e saiu carrancudo pelo buraco do retrato, que quando foi aberto se pode ouvir a risada sarcástica da medusa lá fora.
Logo após o retrato ser fechado novamente, as feições de Draco, antes sarcásticas tornam-se doloridas, o que fez Hermione franzir o cenho preocupada.
- O que aconteceu entre nós ontem a noite não significou nada? – disse com a voz rouca a olhando incrédulo.
Hermione não poderia esconder. Fora algo forte o que ocorrera entre os dois. Ela se lembrou da sensação de ter os lábios carnudos de Draco nos seus, lembrou-se do quão adocicada e provocante era sua língua que explorava com curiosidade sua boca faminta de desejo. Da sensação do corpo quente e forte sobre o seu, a pressão... Era tudo tão forte tão intenso, mas o loiro mal sabia que Hermione ainda estava com Harry para se esquecer dele, para esquecer todas essas sensações proibidas e dolorosas. Ela queria que Draco fosse uma página de um livro em branco em sua vida, mas porque era tão difícil ignorá-lo?
- Não significou absolutamente nada. – mentiu sem expressão- Gostaria que não comentasse o que aconteceu, entre mim e o Harry hoje. – disse enquanto dirigia-se ao seu quarto, mas quando Hermione conseguiu encostar levemente a ponta de seus pés do primeiro degrau da longa escadaria Draco a pegou forte pelo braço e a prensou contra a parede, mais desta vez com mais violência com mais brutalidade.
- Não acredito. – sussurrou com a voz cortante e Hermione sentiu seu hálito quente e provocante mais uma vez o que a deixou tonta – Aquilo que aconteceu foi algo forte, eu senti. – disse pressionando mais seu corpo no dela, como se estivesse decidido a fazê-la lembrar – Você fez de propósito não foi? – disse ao pé de seu ouvido de forma fria e sarcástica, mas Hermione pode sentir no fundo de sua voz uma réstia de... Dor? – Você o beijou aqui, no nosso salão comunal para eu ver não é? Para provar a si mesma que esqueceu o que aconteceu ontem entre nós dois .
- Não o beijei de propósito. — disse tentando se livrar do corpo forte que a prensava contra a parede fria- Pode se afastar? – disse com sarcasmo- Não se esquece de que eu sou uma sangue-ruim, então não quero infectar seu sangue puro e intacto. – disse o empurrando com força, mais uma vez em vão.
- É por isso que está tão relutante? Porque eu a xingava de sangue-ruim?
- Não somente de sangue ruim, você me humilhava, e pronunciava todos os insultos possíveis. Não estou entendendo aonde quer chegar. Por favor, se afaste! — disse ao ver o rosto do loiro se aproximar mais alguns centímetros do seu.
- Por que tem tanto medo? – disse dando inúmeros beijos em suas duas bochechas e um beijo perigosamente depositado no canto de sua boca.
As carícias que Draco fazia em seu rosto faziam todo seu corpo tremer. Ela sentia a boca do loiro beijar cada centímetro de sua face, ela o sentia dar leve mordiscadas e chupões no local, e mesmo assim não o impediu. Draco sorriu ao vê-la assim, tão entregue e vulnerável e incrivelmente frágil. Ele pegou uma de suas mãos, e deu um leve carinho na bochecha direita dela, enquanto a outra mão passeava pela lateral do corpo de Hermione. Ele se aproximou e roçou seus lábios nos dela, provocando cócegas, mas foi só isso. Ele queria provocá-la, queria fazer com que ela o beijasse até ambos perderem o ar.
Hermione sentiu o roçar de lábios mais nada fez. Ela ainda não estava conseguindo digerir a informação. Seu cérebro estava lento e perigoso, ela não conseguia entender. Não era para ela estar o mais longe possível dele?
O loiro provocante desistiu do roçar de lábios suave e passou para algo mais forte. Ele mordeu de leve a parte inferior de sua boca, e sorriu contra os lábios dela ao perceber que ela começara a movimentar os lábios correspondendo ao beijo.
O beijo era cheio de agressividade e desejo, ambas as línguas faziam uma dança veloz e sensual, parecia que os corpos estavam longe demais. Ao se sentirem desconfortáveis, Draco, ainda a beijando, procurou com as mãos um sofá ou uma poltrona próxima, mas só o que suas mãos conseguiam pegar era ar. Sem ver outra opção , Draco a pousou no chão mesmo, ele não queria quebrar o beijo que ele conseguira com tanto esforço ele não queria acabar com tudo. O chão, duro e frio, era desconfortável, mas era espaçoso o suficiente para fazer o que ele tinha em mente. Quando o ar faltou e o beijo foi quebrado, Draco rapidamente fez questão de explorar o pescoço da morena, e com seus dedos longos, ele abriu alguns botões de sua camisa de uniforme e rapidamente, pode ver seus seios fartos.
-Draco! – O loiro escutou uma voz fina e irritante a chamar na porta do quarto, e se impressionou ao reconhecer a voz masculina.
- Quem é Draco? — pronuncia Hermione ofegante.
- Ninguém – disse aos sussurros enquanto ainda beijava seus pescoço.
- Draaaacooooooo! – A voz esganiçada insistiu mais uma vez.
Draco olhou a Castanha com os olhos culpados.
- Vai me esperar? – disse temendo a resposta.
A mesma corou
- Não eu precisava mesmo ir tomar um banho! – disse se levantando – Depois agente conversa. – disse tentando reconfortá-lo ao ver seu rosto ficar rígido de desgosto.
-Está bem... – disse azedo enquanto seguia para a parte de trás do buraco do retrato enquanto Hermione subia as escadas
- Medusa. – disse batendo de leve na parte traseira do quatro – O deixe entrar! – e o buraco do retrato foi aberto na qual Colin Creevey apareceu sorridente com um envelope em mãos, Draco sorriu ao reconhecer o que era.
-São as fotos? – Perguntou sorrindo.
O menino apenas assentiu, e lhe entregou o envelope que Draco o abriu com impaciência e viu duas folhas, pegou a primeira e fitou a imagem de Harry e Cho aos beijos, dava para ver os movimentos dos lábios de Cho urgente, e os lábios de Harry serem pegos de surpresa, mas isso não importava. E na segunda imagem, Draco viu a imagem também em preto e branco na qual se via o beijo sendo quebrado com a presença furiosa de Rony.
- Perfeito – disse sorrindo – Ela não ficará somente brava com o Cicatriz, mas também ficará brava com o pobretão por não ter contado a ela! Bom trabalho Colin! – disse dando uma leve palmada em seu ombro – Agora só falta eu ampliar com magia...não se preocupe, falarei com Snape – mentiu.
O mesmo deu um pigarro desconfortável
- Para que quer essas fotos? – perguntou confuso.
- Nada que te diga respeito. – e o loiro ajoelhou-se levemente para ficar na mesma altura que o garoto – E lembre-se não comente sobre isso com ninguém está bem? Agora pode ir.
O lindo loiro esperou o Colin sair de sua vista e segundos depois saiu rapidamente de seu dormitório antes que Hermione terminasse seu banho. ---------------------------------
Hermione acordou sorridente, ela dormira bem e estava de bom humor. Ela preferiu ignorar novamente o que aconteceu entre ela e o loiro no dia anterior. Aquilo era tão errado... A castanha correu para o banheiro, tomou seu relaxante banho, escovou os dentes e colocou o uniforme, correu novamente para seu quarto, pensando na sorte de ainda não ter esbarrado em Draco. Mas segundos depois, ela escuta batidas insistentes em sua porta.
- O que quer aqui? – grasnou – De o fora!
- É assim que fala com seu namorado. – Harry apareceu em seu campo de visão logo após abrir a porta – Bom dia meu amor. – disse sentando-se ao seu lado na cama e lhe dando um selinho.
- Como entrou aqui?
Ele sorriu triunfante.
- Tenho agora a medusa na minha mão.
- A é? E o que você fez?
- Ameacei a reclamar dela para Dumbledore – disse sorrindo – Ela vai me deixar entrar e sair de seu dormitório quando eu achar que devo. Hermione fechou a cara, mesmo ele sendo seu namorado ela merecia privacidade.
- Algum problema?
- Não – mentiu – Vamos pegar o Rony? Não quero deixá-lo para escanteio agora que estamos juntos, ele ainda é nosso amigo!
-Er... Ele já foi para a aula, é melhor irmos sem ele – Harry suspirou rubro, o que ele faria se Rony abrir boca?
O casal andava devagar até chegar a sala da professora Minerva , apesar da professora ser diretora da Grifinória , ela era sempre muito exigente com todos, mas como a dupla encontrava-se no horário pontualmente, não havia motivos para correr.
Hermione paralisou quando chegou a porta da sala de aula, em uma das paredes daquele lugar havia dois grandes pôster um com a imagem de Harry aos beijos com Cho, o outro com Rony interrompendo o casal aos berros. Ambas as imagens bem nítidas e enormes. Alguns rostos a olhavam sem disfarçar as risadas, outros a olhavam com pena. Hermione olhou para Harry com os olhos impiedosos, e lacrimosos e com a maior força que conseguiu deslizou sua mão no rosto de Harry, esticando os dedos, para também o ferir com suas unhas pontiagudas, dando-lhe um inconfundível tapa da cara.
Ele pagaria muito caro por isso.
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