Notas iniciais
Olá caros Leitores !!!!
Aqui está mais um lindo capítulo , feito pela minha super amigá Rynui !
Esse cap , está recheado de Romance entrelaçando um pouco de humor eu ameeei !!!
Espero que tenham gostado , como eu gostei !
E se vocês quiserem deixar ambas as autores felizes e saltitantes , não esqueçam dos reviews *-* E se acharem a fic , digna adoraríamos recomendações !
Até lá em Baixo !

...oOo...

A castanha olhou-o com raiva e humilhação, ela não acreditava que Harry havia feito isso com ela. Respirou fundo para conter as lágrimas e olhou para o moreno.

-Não acredito que você fez isso. – os olhos castanhos demonstravam mágoa.

-Eu posso explicar... – o moreno tentou, mas foi interrompido:

-Explicar o quê? Que você deu uns pegas na Chang? – uma voz masculina entre os sonserinos falou.

Nem se deram o trabalho de olhar, provavelmente era um dos amigos do Draco, só não era o próprio, pois a voz do loiro era mais rouca, não estridente como a que gritara. O silêncio sepulcral habitou o lugar, ninguém queria falar, todos queriam ouvir o que acontecia.

-Oh ou. – uma terceira voz se fez ouvir.

A Grifinória olhou para o ruivo que acabara de entrar e deparou-se com os pôsteres e os amigos se encarando. O âmbar no azul céu, um choque de compreensões, da mesma maneira que Hermione batera em Harry, ela esticou a mão novamente e deixou a marca de cinco dedos na pele clara do ruivo.

-COMO VOCÊ PÔDE?! E SE JULGA MEU AMIGO! SABIA DE TUDO E NÃO ME FALOU NADA!

-Mi eu...

-“MI EU”, O INFERNO! TE ODEIO! – gritou. – MORRA RONALD WEASLEY! VOCÊ PERDEU TODA A MINHA CONFIANÇA!

O garoto não retrucou, ele sabia que ela estava certa, envergonhado ele fitou o chão, não conseguia sustentar o olhar recheado de mágoa da castanha.

Sem perder mais tempo, Hermione virou as costas para todos, queria chorar, mas não podia. Ergueu a cabeça e foi até a carteira com toda a dignidade que podia arranjar, não daria o gosto a ninguém de vê-la triste.

Ignorando os burburinhos, na primeira fileira da carteira, ao lado de Neville, ela esperou McGonagall chegar, enquanto Harry e Ronny se encaravam. Ela não precisava fazer nada, a reputação de ambos fora manchada, a vingança dela seria a conseqüência das ações deles.

...oOo...

Draco ouviu os gritos, tinha um pequenino sorriso estampado no rosto, tudo estava indo perfeitamente bem, nada ia fora de seus planos, e graças à Pansy, ele conseguira que toda Hogwarts soubesse do namoro, e por conseqüência, da traição. Nada podia estar mais perfeito.

Sentado em seu lugar ele assistiu de camarote, quando a professora chegou à classe e viu os o burburinho pela sala, enquanto o ruivo e o moreno se encontravam congelados na entrada.

-Muito bem classe, vamos nos sentar. – como que automaticamente todos se sentaram, com exceção dos dois grifinórios. – Sr. Potter e Sr. Wealey, importam-se de se sentarem?

Como um balde de água fria, os dois chacoalharam as cabeças para acordar e sentaram-se. McGonagall olhou para os pôsteres na parede com cara de reprovação e com um aceno de varinha ambos sumiram, para desgosto de Draco. “Pelo menos o estrago já está feito.” – pensou satisfeito.

-Agora prestemos atenção na aula.

Minerva começou a falar sobre transfigurações de objetos em outros, uma matéria extremamente entediante, que requeria muita atenção, pois alguns materiais não podiam virar outros.

-Alguém pode me dizer como é que fazemos um pedaço de papel se transformar em ouro?

Hemione rapidamente acabou uma anotação antes de a professora acabar de falar, e já se preparou, Minerva mal acabou de pronunciar as palavras que compunham a pergunta, e a mão da castanha se levantou rasgando o ar como uma fecha em movimento.

-Pois não senhorita Granger?

-Isso é impossível professora. – todos a fitaram. – Papel e ouro são muito diferentes, para que transformássemos o papel em ouro seria necessário adicionar algum metal para dar estrutura.

-Dez pontos para a Grifinória. – exclamou.

E aula passou com muitas explicações e pausas. O sinal tocou, e os alunos se dirigiram para a aula de poções, com Snape, mas não sem antes contar as novidades para os amigos que encontravam no corredor.

Os demais cochichavam, apontavam, e olhavam descaradamente para Hermione. – “Hogwarts era o lar de grandes bruxos, feiticeiros e ilustríssimos fofoqueiros.” – pensou azeda.

A aula da ave exótica passou rapidamente, logo, as duas aulas duplas da manhã já tinham passado. Hermione mal esperava pra sair dali, para sair de perto dos olhares, ela queria ir até seu quarto e pensar. Por sorte, ou não, a aula depois do almoço era de Adivinhação, mas como o professor de Runas não estava lá, ela estava liberada.

Foi rapidamente até o refeitório, foi uma das primeiras a chegar, ela ingeriu um pouco de comida para não adoecer. Logo que os demais alunos estavam chegando, Hermione acabou de comer.

Os dois amigos da menina entravam pela porta no segundo que ela estava se levantando. Sem dar uma única palavra, sem sequer olhá-los, a castanha passou reto por eles e dirigiu-se até seu dormitório. No meio a multidão de alunos esfomeados, ninguém percebeu a menina que andava na direção contrária, a direção do quarto dos monitores chefes.

-Ora, ora, o que temos aqui? – sibilou Medusa quando a grifinória apareceu. – Matando aulas Granger?

-Isso não é da sua conta Medusa. – Hermione rosnou. – Mas quer saber? Pra você não me meter em problemas, eu te falo, hoje o professor de Runas faltou, então tenho a tarde livre. Agora, abra a porta.

Medusa olhou para a menina, tinha certeza que algo ocorrera, mas não diria nada, deixaria para fuxicar depois, daqui a pouco Dumbledore viria, e se a visse irritando alguém, ela poderia ser repintada.

-Muito bem, já que pediu com tanta delicadeza! – falou irônica.

Hermione já ia entrando quando algo lhe veio à mente, sem hesitar falou:

-Deixe Harry Potter ou Ronald Weasley passarem por esta soleira e juro que uma fogueira vai ser pouco pro que eu planejo pra você. – o timbre ameaçador era uma novidade que a castanha não conhecia, mas saiu naturalmente.

Medusa suspirou profundamente, mas grunhiu algo que pareceu ser uma concordância. Sem esperar que a mulher do quadro voltasse a infernizá-la, Hermione entrou no salão comunal, e como um raio subiu as escadas que davam para o seu quarto.

Chegando à porta, ela bateu-a com força, largou o material no chão, o mesmo fez um baque surdo contra o assoalho. A castanha se jogou contra a cama, abraçando um travesseiro, enquanto afundava o rosto no outro.

Chorou, e chorou. As lágrimas corriam livremente, ensopando o travesseiro macio. Hermione Granger estava se sentindo traída, não por Harry, o moreno simplesmente confundiu os sentimentos, mas Rony realmente a trairá. Ele não lhe contou sobre o beijo, mesmo estando ciente de tudo.

De repente algo lhe veio à mente. Harry a traíra, mesmo ela não o amando machucou, ele lhe bateu, teve uma espécie de vingança, mas e quanto aos beijos entre ela e Malfoy? Eles não contavam como traição? Sim, eles contavam.

Hermione se sentiu a pior pessoa do Universo, ela traiu o melhor amigo com a maior frieza, e mesmo assim foi hipócrita o suficiente para bater-lhe quando o garoto a traiu, mas na hora da raiva foi o primeiro impulso, provavelmente, ainda haviam as marcas de cinco dedos no rosto dos dois.

De certo modo ela estava satisfeita com aquilo, Rony a traíra e Harry a humilhara, mas eles eram seus amigos, e ela os amava tanto, era errado se sentir bem com aquilo? Como os seres humanos são confusos, ela se sentia bem pelos dois estarem sendo humilhados como ela, se sentia mal por eles terem não falado nada sobre o beijo, ela entenderia, e por fim se sentia mal por eles serem humilhados, que com raiva ou não, ela os amava loucamente, e não queria que nada lhes acontecesse.

Hermione se sentia hipócrita, suja, indigna de confiança. Era horrível, como se tivessem jogados ácido em seu cérebro, a cabeça pesava e os músculos protestavam pela força que ela se agarrava ao travesseiro.

-Hermione? – sussurrou uma voz rouca em meio a escuridão.

A castanha estava tão perdida nos pensamentos que nem ouviu o loiro entrar no quarto.

-O que quer?

-Vim ver como você estava.

A grifinória olhou para Malfoy, sem se importar com os olhos inchados e vermelhos, levantou as sobrancelhas como descrença e falou:

-Por quê?

-Porque eu não gosto de te ver mal, fora que eu sabia que não ia durar. — Hermione entrecerrou os olhos e o loiro sorriu com a raiva da garota. – Você me ama, não é mesmo?

-Vai à merda!

Draco olhou-a nos olhos, suspirou profundamente e sentou-se na borda da cama, enquanto a castanha se ajeitava para ficar de frente para ele.

-Você, mesmo que não me ame, tem desejo. – sussurrou sedutor.

-Vai se fuder. – rosnou.

-Só se for com você. – murmurou se inclinando para ela e capturando os lábios femininos.

Como se ligassem uma luz dentro de Hermione, os sentidos dela se aguçaram, e estranhamente ela ficou mais consciente da presença do loiro. O calor que emanava do corpo masculino, o odor delicioso que simplesmente amolecia as suas pernas.

Ela sentia até as batidas do coração do garoto, a pulsação nos lábios quentes que se moldavam aos seus com fervor e paixão. A língua entrelaçada a sua fazia com que a grifinória tivesse a sensação de flutuar.

As mãos do sonserino estava passeando por seu corpo, deixando para trás um rastro de lava quente, o contato estava cada vez mais íntimo, e o loiro comprimia o corpo feminino contra o seu. A excitação era palpável.

Draco se afastou por alguns centímetros para ambos recuperarem o fôlego. Olhando para menina totalmente à sua mercê, sorriu canalha e sussurrou:

-Não disse que você sentia desejo por mim? – antes da menina responder, ele atacou o pescoço alvo com mordidas e chupões.

-Hmmmm... – o gemido escapou por entre os lábios entreabertos.

Draco soltou um riso rouco e parou com a carícia, por mais excitado que estivesse, ele tinha que se firmar antes de atacar. A garota já estava presa entre seus braços, então ele meramente rodou e trocou de lugares.

-Pronto, assim você não tem que agüentar o meu peso.

A fala calma e sem excitação acordou Hermione pro que acontecia. Ela estava deitada na sua cama, em cima de Draco Malfoy, no mesmo dia em que brigou com Harry e Rony, como isso podia acontecer?

O primeiro impulso da menina foi empurrar o peito másculo para se levantar, mas o sonserino foi mais rápido, fez mais força nos braços e disse:

-Você não vai sair daqui até conversarmos, ou acha que pode simplesmente ficar de agarração comigo e fingir que é santa lá fora?

A castanha olhou para cima, Draco era bem mais alto que ela, mastigou a língua por alguns segundos e desistiu de tentar escapar.

-Muito bem, fale.

-Acho que podíamos ser um casal. – Hermione o olhou como se fosse louco. – Digo, só para até matarmos esse desejo. Eu até proporia algo mais casual, mas sei que você é muito certinha pra transar comigo e depois esquecer que existo. – mentiu um pouco.

-Eu acho que você se drogou. — O loiro a censurou com o olhar e a garota suspirou. – Muito bem então, mas essa palhaçada só dura por um mês.

-Não acho que ficar comigo seja uma palhaçada. – o loiro sussurrou com algum fundo malicioso no olhar. – Pelo menos não parece. – ele tocou na parte de dentro das coxas da castanha.

-Não faz isso. — O sorriso de Draco só aumentou.

...oOo...

Ela estava sozinha, Draco a havia deixado logo antes da primeira aula da tarde, e agora estava sozinha na biblioteca, provavelmente seus amigos estavam procurando por ela.

“Na mosca.” – ela pensou quando duas cabeleiras, uma ruiva e a outra morena, entraram na biblioteca e vinham em sua direção.

-Mi, eu sei que você não quer falar com agente, mas...

-Não tem problema. – falou rapidamente.

-Hãn?!- perguntaram como se tivessem sido estuporados.

-Eu pensei, o Harry confundiu sentimentos, isso é normal, não tem motivo pra me zangar com ele. E com você Rony, eu fiquei muito magoada por não ter me contado, aliás, com os dois, eu teria entendido, mas eu sei que você também é amigo do Harry.

-Mi eu... – Harry começou.

-Não se preocupe com isso. – deu um pequeno sorriso.

Ela abraçou se levantou e abraçou os dois amigos bem apertado, colocou a cabeça perto da orelha dos dois e sussurrou:

-Eu amo vocês, não importa o que aconteça.

-Nós também te amamos. – o ruivo sussurrou.

Harry grunhiu uma espécie de concordância, mesmo que quisesse dizer que a amava de outra forma.

-Eu tenho que ir. Comi antes de todos, e ainda tenho uma ronda pra fazer. – ela se virou e correu, antes de sair da biblioteca falou: — Até logo! – e saiu em disparada.

Notas finais
Gostaram ?
Reviews ??? Indicações ?
Se fizerem ambos , vocês , vão ver eu e Rynui Pulando de um penhasco de tanta alegria !!!

Beeijinhos ;**