Notas iniciais
Sim, eu sei que demoramos muito, mas o capítulo está bem grandinho (típico da sa-chan >.<) então, espero que não nos apedrejem demais, ok?

Hermione sentia que ia morrer. Apodrecer ali, naquela cama sozinha para sempre. O suor lhe ensopava a testa fazendo com que seu cabelo grudasse, mas a mesma não se importou, porque afinal nada mais importava para ela.

Sua única fonte de alegria era Harry, e fazia certo tempo que a morena o evitava, entrando em depressão total. As palavras de Gina ecoavam em sua mente como facadas cruéis em seu peito.

“– Você sabe que não irá conseguir e vai fazê-lo sofrer por pensar em outro enquanto está com ele! Você sabia disso não é? Você sabe que jamais irá chegar a gostar de Harry mais mesmo assim tenta não é? Você sabe que irá fazê-lo sofrer mais tenta mesmo assim! Você não se importa com ele! – Disse Gina o rosto tão vermelho quanto os cabelos agora desarrumados devidos seus movimentos – E acho que você nunca se importou comigo também! – E ainda triste Gina virou as costas e foi-se embora ainda com o rosto implacável e com lágrimas deslizando pelo mesmo.”

Gina havia dito exatamente essas palavras, e uma lágrima deslizou no rosto de Hermione ao recordar. Seu mundo desabara de vez.

Ela agora não tinha objetivo, não tinha uma meta a cumprir e mais tristeza lhe invadiu o corpo quando Hermione recordou do olhar frio e penetrante de Rony quando se encontraram. Havia tanta dor na voz dele, que Hermione gemeu perturbada.

A morena levantou da cama, ainda com o corpo mole. Passou os dedos sem vontade pelo cabelo armado e deplorável com o intuito de arrumá-lo para não assustar quem olhasse para ela , e saiu do quarto sabendo o que iria enfrentar. Ela sabia que ele estava lá.

Ele pegara no sono ali no sofá do salão dos monitores. Mais uma vez. Já virara rotina para Hermione o encontrar ali, geralmente dormindo no sofá. Ele não usava a cama dele há muito tempo. Será que ele tinha o prazer de olhar para a face de Hermione e ver dor ali? Ele gostava tanto assim de vê-la sofrer?

-Vou acabar de vez com essa palhaçada! – Disse Hermione para ela mesma olhando a imagem de Draco dormindo de qualquer jeito no sofá.

Sem pensar duas vezes Hermione pegou um livro qualquer e jogou nele, acertando bem na cabeça de Draco.

-Sei que não precisa fazer isso – Disse Hermione a voz tentando soar sarcástica mais havia ainda traços de dor – Você tem uma cama, use-a!

Ele olhou-a com os olhos esbugalhados. Estava em choque. Todas as vezes que Hermione passava por ele no salão comunal ela sempre o ignorava, nunca sequer lhe dirigia a palavra.

-Resolveu falar comigo? – Disse com a voz rouca seu estado também não era dos melhores.

As olheiras atingiram um ponto lastimável em seu rosto e a palidez estava ainda maior. A dor o corroia por dentro também e Hermione não sabia disso.

-Você sabe qual é a minha situação Malfoy – O “Malfoy” soou frio e doloroso nos ouvidos de Draco – VOCÊ SABE COMO EU ME SINTO, E SEI QUE VOCÊ ESTÁ NESSA PORCARIA DE SOFÁ SÓ PARA VER EU ME AFUNDANDO E RIR DISSO DEPOIS! – A dor estava entalada em sua garganta Hermione teve que gritar essas palavras- JÁ GANHOU O SEU JOGUINHO! — Berrou ela mais ainda – ME DEIXE EM PAZ! É TUDO QUE EU QUERO!

-Pense o que quiser – Disse Draco a voz ainda mais dilacerada, pois afinal ele não dormia no sofá para vê-la sofrer e sim somente para olhar aquele rosto que ele tanto amava.

- Porque apelou a tanto – Agora a voz de Hermione era um pouco mais baixa mais ainda assim era feroz e maléfica – A aposta não era só transar comigo? Por que teve que espalhar para todos Draco? – O primeiro nome de Draco saíra sem querer e Hermione se lembrou de quando sussurrava esse nome quando estava com ele.

-A aposta sempre deixou de existir em minha cabeça – Sussurrou para que ela não pudesse ouvir.

Ele ainda estava deitado no sofá olhando para o nada, pois fitar aqueles olhos mogno era como arrancar-lhe a alma. Ela estava sofrendo mais do que ele pensava.

- O que foi que disse? – Ela falou – Sabe... – Disse ela abrindo um sorriso falso meio doentio e ela sentou em outra poltrona de fronte a ele – As vezes eu penso que tipo de ser humano você deve ser... Mas ai eu lembro que nem humano você é!

-EU NÃO TIVE ESCOLHA! – Berrou ele levantando-se do sofá bruscamente e aproximando-se dela de forma feroz – ELE NÃO ME DEU ESCOLHA VOCÊ NÃO PERCEBE ISSO?! – E em um gesto desesperador Draco tocou as laterais da poltrona de Hermione controlando o ímpeto de tocar aquele rosto.

-Eu... — Disse Hermione olhando para os lados o rosto de Draco estava mais perto do dela como a muito tempo não ficava – Não entendo...

Ele deu um sorriso fraco como se já esperasse por aquilo. Hermione era inteligente, mas era impossível para ela resolver um enigma daqueles. Ela jamais poderia imaginar que o Lorde das trevas dera essa escolha a Draco. Ela jamais imaginaria que ele fora forçado a fazer isso. E cambaleando com as réstias de suas forças Draco voltou ao sofá. Ela nunca iria saber que ele se sacrificara por ela. Ela nunca saberia que ele desistira dela, exatamente para mantê-la viva. Ela nunca saberia de nada.

Ambos permaneciam imóveis como se nada antes tivesse sido dito. A pressão pairava no ar feroz e incomoda.

-Não fala mais com seu amiguinho Harry? Nem com o Weasley? – Disse Draco para quebrar o silencio, porém o que mais queria era ouvir o som daquela voz.

Havia dias que ele não a ouvia falar...

- Isso não te diz respeito – disse ríspida – Só quero saber por que rejeita seu quarto? Por que resolveu “acampar” nesse salão comunal? É para me ver definhar? – Disse sarcástica levantando-se do sofá e virando de costas para ela limpar uma lágrima de seu rosto que caíra.

- Peguei no sono aqui no sofá, não fiquei de propósito – Mentiu Draco

- Então você pegou no sono 3 dias seguidos aqui nesse sofá? Por que não quer admitir que gosta de me ver sofrer ? – Disse Hermione virando o rosto para ele não escondendo as lágrimas que agora formavam suas trilhas por seu rosto.

-Você acha mesmo que eu rejeitaria minha linda e confortável cama, só para ver você chorar? Me poupe Granger tenho coisas melhores para apreciar – Mentiu ele com sarcasmo.

-A BUNDA DA PARKINSON É UMA DESSAS COISA NÃO É MESMO? – Berrou Hermione o ódio e a dor se mesclavam em sua mente.

-Óh não Granger! Tenho mais opções do que pensa. Não saio só com a Pansy , se quer saber. Tem muitas outras mulheres que babam por mim quando passo nos corredores sabia? – Disse ele forçando um sorriso

-Então quer dizer que você sai com outras vadias? – Disse Hermione tentando ser implacável mais o ciúme ardia dentro dela como brasas enlouquecidas.

-Claro, Pansy e você nunca foram as únicas – Disse ele calmamente mais para Hermione fora o fim.

-COMO PODE DIZER ISSO? COMO PODE FAZER ISSO? – Disse ela chorando ainda mais e com raiva pegou outro livro que lhe era o objeto mais próximo que ela encontrou e jogou nele com força.

Ele sorriu. O primeiro sorriso verdadeiro que ele não dera a muito tempo. Ela ainda se importava . E Draco ficara feliz em saber disso.

Ela estava rígida ali em pé. Draco levantou-se do sofá mais uma vez e se aproximou dela, mas Hermione recuou dele, como se Draco a provocasse nojo.

-Sabe o que eu percebi? – Disse ela a imagem chorosa ela já não se importava em prender o choro na frente dele não era segredo para ninguém sua depressão – Percebi que na verdade eu nunca te amei... Por que afinal como eu poderia amá-lo? Eu nunca amaria alguém como você... Alguém que não se importa...

Ela inutilmente mentia. Mesmo sabendo que Draco era frio e imprestável ela ainda o amava com todas as suas forças, e Hermione se odiava ainda mais por saber disso.

-Não acredito. – murmurou Draco com um fio de voz e seu coração falhou quando Hermione disse aquela frase.

-Pense o que quiser – Disse Hermione repetindo a frase que o próprio Draco dissera minutos atrás e ela saiu do salão comunal passando pelo buraco do retrato.

Enquanto ela andava pelos corredores ela limpava o rosto devido as lágrimas. Os corredores estavam quase desertos, pois afinal era domingo de manhã então a maioria estava dormindo e Hermione agradecia por isso. Todos os alunos lhe olhavam torto depois que descobriram o suposto romance de Draco e Hermione. Alguns riam dela pelo fato dela ter sigo enganada devido a aposta e ela ignorava a todos eles , mas ela odiava o fato de todos eles a lembrassem a todo instante que ela fora uma idiota por acreditar nele.

E Hermione continuava a andar com passos decididos. Ela sabia aonde devia ir.

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-Meu velho amigo Lúcio? – Disse a voz imperiosa do Lorde das Trevas e Lúcio se encolheu ao ouvir seu nome daqueles lábios.

Voldemort abriu um sorriso sarcástico mostrando seus dentes pobres. Ele sempre sorria quando via o medo nos rostos de seus comensais diante dele.

-Sim meu Lorde? – A voz de Lúcio Malfoy era trêmula

-Vou te dar uma missão. Talvez a mais feroz e importante que eu poderia dar a alguém e vou enviá-la a você.

-Me sinto honrado meu Lorde.

-Pois bem. -Disse Voldemort levantando-se da grandiosa poltrona imperial e começando a andar lentamente envolta de seu comensal e seu passo lento lembrava muito os movimentos de uma cobra quando queria dar o bote. Eram lentos e celestiais – Tenho um elemento surpresa na minha manga meu velho amigo Lúcio – E a mão esquelética de Voldemort tocou o ombro do comensal fazendo ele se encolher com o toque frio – Lembra quando seu filho esteve aqui e o torturei com a maldição cruciatus?

Lúcio acenou, um leve e singelo aceno de cabeça.

- Antes de torturá-lo com a maldição eu havia checado sua mente, e verifiquei todos os seus pensamentos. Desde os mais sujos e sombrios aos mais limpos e deprimentes – Disse o Lorde com a face nostálgica recordando dos sentimentos que Draco nutria pela sangue-ruim , era algo tão puro e bom que chegava a ser inexplicável e acima de tudo errado.

- Pois bem quero chegar logo ao ponto – Disse o Lorde mais uma vez e continuou a rodear Lúcio com seu passo de predador – Na mente de Draco eu pude vê-la... O nome dela era Hermione Granger. Lembra? Esse era o nome da sangue-ruim grifinória pelo qual seu filho de envolveu fortemente. — E de repente ele curvou os lábios finos e ressecados em um sorriso como se tivesse chegado ao ponto onde queria – Sua missão é simples Lúcio. Quero que invada Hogwarts e pegue a garota!

-C-C-Como? – Agora a voz de Lúcio era da mais pura surpresa. Por aquilo ele não esperava.

-Me ouviu muito bem, meu velho amigo – Disse dando palmadinhas nas costas de Lúcio como se fossem velhos e amigáveis companheiros de infância – Essa garota é tudo o que preciso para chegar até Potter! – Disse ele com um sorriso demoníaco nos lábios. O Lorde voltou a sentar em sua poltrona majestosa e lá soltou uma risada gutural como se em seu plano perfeito não houvesse falhas e nem a possibilidade de perder – Uma vez com essa garota sendo minha comensal, ela me dirá como a mente de Potter funciona e o como eles irão agir. Tudo será perfeito. Na mente de Draco eu pude ver tudo com clareza! Eu vi como ela é inteligente e com ela em meus flancos podemos treinar os idiotas que eu tenho como comensais e fazer deles algo melhor! E mais importante, — Disse como se suas palavras lhe dessem prazer a satisfação – Todo esse tempo que ela estiver aqui conosco sendo meu braço direito nos ajudando, Potter vai achar que a estamos torturando e irá querer resgatá-la! Algo definitivamente melhor do que se possa imaginar! Pois a cada passo que ele chegar próximo dela, ele estará chegando mais próximo de mim, e conseqüentemente, — fez uma pausa dramática. — Mais próximo da morte. – E Voldemort revirou os olhos vermelhos e felinos de prazer soltando outra risada gutural.

Lúcio ouvira tudo boquiaberto. Cada palavra de seu lorde fora uma surpresa.

-Mas meu Lorde – Disse Lúcio petulante – A garota é uma sangue-ruim! Amiga fiel de Potter! Nunca poderemos confiar nela!

Lúcio não podia negar que achava a idéia horripilante. Assustadora. Demasiadamente louca. O lorde queria mesmo tornar aquele sangue sujo uma deles? E o pior não era ouvir aquilo o pior é que o Lorde pretendia deixar Hermione em um posto maior do que o do próprio Lúcio. O posto do braço-direito do Lorde. Pois ela era a arma surpresa ela era a peça chave, e por ser o braço-direito dele, Lúcio teria que agüentar calado e suportar a vergonha de receber ordens de uma garotinha inútil.

-Ela pode ser amiga de Potter! – A voz de Voldemort já deixara de ser imperial e calma agora era alta e alegre como se esse plano o deixasse feliz – Mas ela tem muito amor à família... E se ela não me obedecer ela sabe muito bem o que pode acontecer com seus conhecidos...

-Mas meu Lorde...

-Sem mas Lúcio – Agora a voz imperial que todos respeitavam tomara Voldemort novamente – Você irá pegá-la para mim. A Garota já é minha! – E ele fechou suas mãos em punhos de determinação

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Quando Hermione entrou no salão comunal da grifinória – passando pelo buraco do retrato – ela já sabia aonde devia seguir. Ter o perdão dele,não era só uma meta mais sim uma necessidade. Hermione não poderia suportar mais um dia sequer recendo a rejeição que aqueles olhos tinham quando a fitavam. A rejeição daquelas safiras. Rony era importante para ela. Ela precisava dele.

Tomando o maior cuidado para não fazer barulho Hermione subiu as escadas em direção ao quarto dele lentamente para não provocar ruídos. Quando entrou no quarto os ouvidos de Hermione ouviram logo de cara os roncos ferozes de Neville em uma das camas.

Com as pontas dos dedos ela chegou até a cama de Rony e cutucou o ruivo que dormia como uma pedra, tanto que parecia nem se importar com os roncos de Neville na cama ao lado que parecia uma imitação falsa de cerra elétrica.

-Rony – Sussurrou ela mais uma vez cutucando o amigo com mais força

-Não... Não... Não Cho eu estou cansado já foi o bastante para uma noite – Disse o Ruivo abobalhado.

-Rony! – Disse Hermione lhe dando um tapa forte mais sem conseguir evitar de soltar uma gargalhada.

Ele ainda continuava o mesmo. Essa não era a primeira vez que Hermione pegava Rony sonhando com Cho.

-Hermione? – Disse o Ruivo levantando a cabeça, espantado, a voz rouca devido o sono.

Ela somente o olhou medrosa. Os olhos mogno implorando perdão.

-Cai fora daqui, esse dormitório é masculino! – Grunhiu ele ignorando a presença dela e voltando a dormir.

- Quando éramos amigos você não ligava para isso – Ela sussurrou para não acordar os outros. Sua voz deplorável mesclava-se com dor e resignação -Rony por favor! Eu preciso de você... – Ela aproximou seu rosto do dele para poder sussurrar e não acordar os outros no quarto

Mais o ruivo continuava a ignorá-la. Ele estava de olhos fechados fingindo dormir um sono que já não tinha. Pelo menos Hermione não teria que suportar a mágoa e o peso daquele olhar, pois os mesmo estavam fechados...

Ela em um gesto desesperador, pegou o rosto dele com as mãos frias e trêmulas e ela simplesmente esperou. Ela sabia que ele abriria os olhos depois que ela fizesse aquilo.

- Rony, por favor abra os olhos e diga que me perdoa por ser um monstro – Disse ela sussurrando mais mesmo na voz leve dava para saber que ela estava chorando. Rony abriu os olhos de forma abrupta.

-Tire as mãos de mim Hermione – Disse ele com a voz sem vida mais Hermione continuou segurando seu rosto ela precisava daquilo

-Eu amo você Rony.

-Eu amava. Agora não mais.

-Você precisa entender... – Os roncos de Neville falharam quando Hermione disse essa frase como se o menino estivesse ameaçando a acordar – Vamos lá pra fora?

-Tá – Disse Rony contrariado saindo da cama cambaleando e seguindo Hermione até o salão comunal da grifinória.

Logo que ambos chegaram até lá Hermione se sentiu aliviada. Agora ela não precisava controlar o volume de sua voz.

-Olha aqui Rony, você precisa me entender – Disse ela sentando na frente dele em uma poltrona qualquer em frente a lareira desligada – Foi um erro e....

-Você ainda o ama não é mesmo? – A voz morta do ruivo ressonou

O silencio reinou no ambiente, dando ênfase as palavras dele.

-Ele era tudo que eu precisava Rony. Você não sabe como ele era perfeito para mim. Era como andar nas nuvens. Mas ai eu descobri que nada é real...

-Você não percebe? – Disse o ruivo, a voz incrédula – Não fico zangado por você se envolver com ele! Fico assim por você não ter me contato. Ter me feito de idiota!

-Eu não podia contar... Eu sabia que você ia dizer para Harry e eu não queria fazer nenhum de vocês sofrer. Como eu disse, ele era como um sonho não queria que ele fosse embora por isso evitei dramas e preocupações – Sua voz fina estava deplorável devido as lágrimas – Foi pior ainda enfrentar tudo isso que eu estou passando sem você Rony. Gina também me virou as costas...

-Por que você tem evitado Harry? – Ele perguntou e Hermione reconheceu a curiosidade ardendo por trás de suas palavras.

-Gina tem toda razão. Nunca vou conseguir ser normal. Nunca conseguirei esquecê-lo, e nunca irei me apaixonar por Harry amando Draco como eu amo. Achei melhor assim. Não tinha muitas opções a fazer eu não queria “terminar” com o Harry, pois eu sabia que ele confundia as coisas... Sinto falta dele também...

- Como pode amar aquele estúpido Hermione? – A voz do ruivo agora era acusativa e enojada.

- Você nunca o beijou. Nunca sentiu seus lábios junto aos dele. Nunca viu como ele sorri. Então não fale coisas que não sabe. — defendeu-se.

-Você sabe muito bem que você não passou de um brinquedo para ele, não sabe?

-Eu sei – Disse ela com as réstias de sua força. Como a castanha estava esgotada.

-Sabe... — Disse o ruivo saindo de sua poltrona e ajoelhando-se de frente a ela colando seu queixo aos joelhos dela – Gina só está com ciúmes. Tudo isso vai passar... E eu estarei aqui quando precisar.

-Ahh Rony! – Foi só o que Hermione disse antes de se jogar nele abraçando-o como se ali fosse seu porto-seguro. Sua única e benéfica fonte de paz – Eu amo você – Ela disse com a voz sufocada chorando mais ainda.

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No céu azul escuro de Hogwarts, nenhuma estrela ousava brilhas.Todas estavam mortas.

Já devia ser aproximadamente meia noite em Hogwarts. O castelo estava em total e completo silencio. Hermione dormia radiante em sua cama de colunas. A garota dormia com o peso de suas costas um tanto mais...leve.

Seu melhor amigo a havia perdoado, e seu sorriso parecia melhor e menos falso depois disso. Ela dormia na inocência de um sono profundo e solto sem imaginar no que viria a acontecer.

Draco também estava na inconsciência, porém mesmo dormindo suas ações eram valiosas. Há milhares de anos fora inventado um feitiço poderoso. Não era qualquer bruxo que tinha a capacidade de executá-lo.

Lúcio Malfoy queria invadir Hogwarts. Não havia mais armários sumidouros e Hogwarts era um lugar que não era possível aparatar e desaparatar. Só havia um meio de entrar nos terrenos de Hogwarts. E Lúcio queria fazer isso de forma veloz e silenciosa. Afinal para ele a sangue-ruim não devia ser nada de mais.

Só havia um feitiço suficientemente poderoso capaz de transportar Lúcio para Hogwarts. O nome dele era Black Dream. E ele só poderia ser feito por duas pessoas ligadas por laços sanguíneos. Como Lúcio Malfoy e seu filho Draco. Ambos estavam entrelaçados, ou seja, o mesmo sangue transbordava pelos corpos de ambos.

Se Lúcio fosse capaz de executar o feitiço Black Dream em Draco ele conseguiria entrar em Hogwarts sem problemas. Porém nesse feitiço a mais leve falha poderia gerar conflitos permanentes e embaraçosos.

-Não estou conseguindo Meu Lorde – Disse Lúcio Malfoy com a voz sufocada com os dedos massageando as têmporas doloridas tamanho fora seu esforço.

-Se esforce mais. –Grunhiu Voldemort ao seu lado

Black Dream era um feitiço poderoso, se Lúcio Malfoy conseguisse executar esse feitiço em Draco, ele poderia ser tele transportado até Hogwarts por intermédio de um simples sonho de Draco. Black Dream [Tradução:Sonho Negro]. E o pior era que Draco mal saberia que estaria ajudando seu pai uma vez que o mesmo estaria dormindo na inconsciência de um sonho qualquer. Apesar dos esforços de Lúcio a centenas de quilômetros longe do castelo ele não conseguia fazer esse feitiço. As pessoas tinham que ter uma ligação entre elas, no caso Lúcio tinha uma ligação sanguínea com o filho Draco , porém apenas sanguínea. Eles não era ligados psicologicamente e isso dificultava o feitiço.

-Se esforce mais Lúcio – Atiçou ainda mais Voldemort com a voz cheia de veneno e frieza

-Estou quase lá – Disse Lúcio

Enquanto estava de olhos fechadas ele sentia lentamente que estava conseguindo. Ele sentia seu corpo ser lambido por uma luz branca e ser sugado lentamente para outra dimensão. Ele sabia que o feitiço estava funcionando ele sabia que nesse exato instante Draco deveria estar sonhando com alguma coisa, e através desse mesmo sonho que Lúcio seria tele transportado para o mesmo Lugar que Draco estava, Hogwarts.

A mente de Lúcio estava tonta. Latejava, mas ele sabia que esse era um dos efeitos colaterais por executar um feitiço tão poderoso. Draco provavelmente também teria essa dor quando acordasse, e o pior é que ele nem saberia o porquê.

De repente tudo parou e a sensação de flutuar que Lúcio sentia cessara. Ele pisava em um chão de verdade. Sólido. Trêmulo mais feliz ele se limitou a abrir os olhos.

As covinhas de seu sorriso transbordaram em meio a felicidade. Ele estava exatamente aonde ele queria estar. Na entrada do quarto dos monitores , em frente ao retrato da bela e imperiosa Medusa.

Lúcio só teria que passar por ela para conseguir chegar até seu alvo. Hermione.

Medusa dormia profundamente por dentro da moldura de seu quadro. A Medusa ainda existia na época em que Lúcio estudava em Hogwarts. Mesmo dormindo as aspirais em seus cabelos – que eram as cobras- continuavam em movimento como se estivessem velando o sono dela. As cabeças das cobras que estavam na pontinha de seus cabelos sibilavam coisas incompreensíveis a todo instante e Lúcio se perguntou como ela conseguia dormir com aquele barulho.

Ele murmurou “Alohomora “ e apontou a varinha para o quadro, mas ele não se moveu por nenhum instante.

-Medusa pode me dar licença e abrir essa porta por favor? – A voz de Lúcio era grave e ele tentava controlar cada célula de seu corpo a não soltar uma gargalhada.

A medusa acordou abobada e quase gritou ao ver Lúcio Malfoy ali na sua frente. Ela também se recordava dele.

-Como vai a vida, Medusa? – Disse Lúcio de forma sarcástica – Ou devo dizer Magnólia. Esse era seu nome não é mesmo? Quando você era aluna de Hogwarts...

-Cale a boca – Sibilou Medusa – O que faz aqui Lúcio?

Lúcio era um dos poucos que conhecia a verdadeira história da Medusa. Pois a realidade era sempre a mesma, os anos se passavam em Hogwarts e ninguém se perguntou como aquela mulher extremamente bela fora morrer e virar um fantasma amaldiçoado.

-Vim aqui a pedido do meu Lorde – Disse Lúcio a voz agora irônica – Antigamente ele era conhecido como Tom Riddle – E o nome fez medusa tremer involuntariamente

A mulher a frente de Lúcio tinha a aparência de uma bela jovem de 18 anos, mas ela era fisicamente mais jovem. Medusa não era seu nome verdadeiro, era apenas um apelido que a mesma ganhou com o passar dos anos naquele castelo. Seu nome verdadeiro era Magnólia.

O que poucos sabiam era que a bela mulher atualmente conhecida como Medusa já fora aluna de Hogwarts e que já estudara na mesma sala e na mesma casa de Tom Riddle o atual Lorde Voldemort. E quase ninguém sabia que Tom Riddle e Magnólia/Medusa já tiveram alguma coisa.

Há muito tempo atrás o jovem Tom antes de se tornar Lorde, ainda era frio e calculista. Impiedoso e cruel. Ruim e fatal. Magnólia era da casa sonserina, mas ao contrário da maioria dos sonserinos ela gostava de fazer amizades com diversas casas incluindo a grifinória.

Apesar de cruel Tom gostava de ficar com algumas garotas. Ele achavam as mesmas...”divertidas”. Mas nenhuma donzela conseguiu tocar tanto seu coração quanto Magnólia. A beleza da moça era sem dúvida um de seus melhores atributos. Seu sorriso perfeito para Tom era como um convite para colar seus lábios aos dela.

Mas a pobre Magnólia odiava Tom. Odiava o modo como ele fazia as pessoas temê-lo. Ela odiava quando via pobres infelizes se encolherem sempre quando ele passava. Tudo por puro medo.

E Magnólia já que não queria ficar com Tom ele a amaldiçoou. Ele não quis tirar sua rara beleza dela então a apenas matou e quando Magnólia voltou a vida em forma de fantasma a maldição de Tom reverteu em seus lindos cabelos que agora viraram cobras peçonhentas. No castelo todos ficavam sabendo da história da pobre Magnólia que virara Medusa. Mas ninguém sabia quem fez isso com ela, apenas alguns seguidores de Tom sabiam da verdadeira história.

-Você poderia ter evitado tudo isso Magnólia sabe disso – Disse Lúcio Malfoy fatal a voz agora séria ele se preocupava com a ex-sonserina – Se tivesse cedido aos encantos do Lorde jamais estaria assim – A apontou para o quadro – Sente falta de seu cabelo? Só me lembro de como ele era brilhante... Essas cobras também não ficam nada feias em você!

-Cale-se – Sussurrou ela como se aquelas lembranças do passado a fizessem mal.

- Me deixe entrar Magnólia – Disse Lúcio.

-Não!

- Vai desrespeitar o Lorde mais uma vez?

Medusa continuou em silencio como se não tivesse mais nada a dizer.

- Sabe que eu vou te matar se não me deixar entrar não sabe? – Grunhiu Lúcio fatal

-Me matar? – Disse ela sarcástica – Eu já estou morta imbecil!

Lúcio trincou os dentes. Pegou a varinha e a apontou para o quadro da ex-aluna. Ele murmura palavras sem sentido, feitiços alternados. E de repente como se estivesse com muito sono Medusa semicerrou os olhos como se tivesse em um transe profundo. Lúcio era sem dúvida um grande mago, pois só um grande bruxo conseguiria hipnotizar um fantasma daquele jeito.

-Magnólia? – Ele disse ainda apontando a varinha para ela

-Sim? — Disse ela obediente dando a entender que o feitiço de Lúcio estava dando certo

- Abra a porta – ordenou

E Medusa deu passagem para Lúcio entrar. Ele avistou o salão comunal dos monitores chefes com um sorriso nos lábios. Ele havia conseguido. Não era difícil adivinhar qual era o quarto da garota, pois os degraus em vermelho vivo, e o símbolo da grifinória a porta mostravam com nitidez.

E Lúcio chegou ao quarto da Menina e abriu a porta silenciosamente.

Sentiu nojo quando a viu dormir. Ela era tão serena...tão pura. E Lúcio mais enojado ficou ao saber que ela seria o braço-direito de Voldemort e que se isso desse certo ele teria de seguir as ordens daquela garota ridícula.

-Abaffiato – Murmurou Lúcio lançando esse feitiço para o caso da garota acordar e tentar gritar. Ele aproximou-se dela. Ela ainda dormia. O rosto sereno e bondoso que por delirantes instantes fez Lúcio recuar da garota para não fazer mal a ela, então sua sanidade mental voltou. Murmurou mais feitiços para a garota continuar dormindo, pois afinal a viajem de volta seria longa e Hermione daria trabalho se estivesse acordada. E depois de tudo pronto Lúcio guardou a varinha nos bolsos e pegou a menina nos braços e seguiu seu caminho.

Notas finais
Heeey! O que acharam? Eu particularmente amei isso! *--* Agora eu juro que mando o capítulo novo pra sa-chan em menos de uma semana u.u podem até ir me xingar se eu não cumprir...
Bem, a demora foi essa reta final em período de provas, afinal: notas baixas-> nós - computador = sem continuação por mais tempo/estudar nas férias >..
Beem, deixem reviews, e se quiserem indicações u.u
Beeijos de Framboesa!
Rynui