A Última Estrela
4 O Assassino
Notas iniciais
O dia estava negro naquele buraco que era chamado de cidade, as árvores de pedra estavam afiadas e tenebrosas como sempre, seus imensos galhos apontando para o céu uma ponta afiada e mortal.
Mas o assassino nunca se preocupava com o céu, com o chão, com as paredes multicoloridas da linda vila de Cratera.
Com sua pele branca como o gelo do vulcão firou, seus olhos totalmente negro vagava pela vila em sua forma astral. Seu corpo estava bêbado demais para caminhar como ele caminhava. Afinal essa era a maneira mais fácil de matar alguém.
Kinon vive nessa casa rosa...
O rosa da casa estava sendo coberto pelo murgo que crescia onde as chuvas ácidas passavam. O murgo era branco com folhas tão grandes e grosas que só de olhar era possível ver as laminas nas extremidades das folhas, prontas para amputar um membro no menor descuido.
A imagem translucida de nosso assassino atravessou a porta, atravessou a parede e a mobília extravagante e mais colorida que a cidade. Pegou a alma de um homem deitando em uma cama confortável e bem detalhada. Sua alma era linda, com braços fortes, peito musculoso, pernas grosas, rosto esculpido pela bela linhagem. Sua pele era de um rosa delicado, seus cabelos cumpridos em loiro.
― Sabe por que vai morrer? ― Perguntou a assassino segurando a alma de Kinon em seus dedos cadavéricos em diamante.
― Sim. ― Disse a bela alma de Kinon. ― Meus filhos me querem morto. Certo?
O assassino sobre seu manto branco e com um grande chapéu torto apenas acenou levemente com a cabeça.
― Mas tenho uma charada para você. Se acertar terá sua vida.
― Qual é essa charada Mensageiro da Morte? ― Perguntou a bela alma sentindo os dedos de diamante penetrar em sua estrutura de forma mortal e fria ― Para você me matar e acabar logo com isso...
O silêncio perdurou por um tempo, tudo ao entorno deles foi perdendo a cor à medida que alma rosa ficava branca gelo, os cabelo iam faiscando e diminuindo, os músculos perdendo a definição e força, o corpo envelhecendo e o rosto ganhando rugas de idade. A alma bela ia se tornando o homem velho deitado na cama, mas seu olhar forte e poderoso permanecia.
― Qual o preço de uma vida? ― O assassino falou enquanto a alma que sentia sua vida ser sugado tinha qualquer pensamento destruído.
Confuso a alma de Kinon não conseguia organizar seus pensamento em um linha de raciocínio. Não conseguiu ver nada além dos olhos totalmente negro de Assassino. Para Kinon os olhos ficavam maiores a cada momento enquanto tinha a vida sugada.
Não tem preço!
Pensou, em um momento de desespero enquanto todo seu interior doia.
― Não tem preço disse!
― A sua teve. ― O Assassino falou.
Kinon caiu em seu corpo velho com uma enorme dor em meio a sua alma que agarrou seu corpo e fez seu corpo gelar, seus gritos ficarem presos, seus olhos se fecharam e seus lábios formarem um sorriso de paz.
Quando o Assassino abril os olhos viu alguém que nunca pensou que veria novamente. Era um ser de aparência poderosa, com vestes com milhares de planetinhas e estrelas brilhando. Tinha cabelo e barba cumpridas em negro. Em seu rosto de pele cinza um olho era azul e o outro vermelho.
Cada vez mais vermelho... Hora de partir!
― Tenho um serviço para você.
― Aceito! ― Disse o assassino. ― Minha avó estava certa. Aquele portal devia ter ficado em nossa família. Agora o perderão e não sabem o que fazer.
O assassino ainda estava de cabeça baixa, as vrilas ainda o deixava tonto. Mas tinha gastado a maior parte da tontura matando o velho Kinon.
― Os problemas são maiores do que isso...
Levantou a cabeça em seu olhar negro e um sorriso irónico. Estava no meio de uma arvore de pedra a trinta metros de altura enquanto o Grande Pai flutuava a sua frente. Ao longe um enorme Sol vermelho se punha.
― A garota levou todos os portais que carregam a vida. Como minha avó gritou para vocês em meio a multidão. ― Disse o Assassino. ― Quero limpar o nome de minha família. Trarei os portais de volta. Mas o portal azul é meu.
― Não hesite! ― Declarou o Grande Pai. ― Não importa as consequências. Nosso tempo está acabando.
― Nosso tempo já acabou...
Em um salto o Assassino pulou para outra árvore de pedra.
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