99 Problems

4 — Late ◆


Notas iniciais
Eu pensei num monte de coisas para esse tema, mas quando estava voltando do supermercado pensei numa coisa um pouco mais angst e tentei escrever. Valendo lembrar que não sou muito boa com o gênero, mas me desafiei ao escrever essa oneshot que também ficou muito curtinha. Queria mandar um beijo pra linda da Ryper! Não respondi os reviews ainda mas estou amando eles, sua linda! Obrigada pelo carinho neles, que me inspiram a continuar! Sem mais delongas, boa leitura. ♥

Por muitos anos, Momoi Satsuki esteve envolvida numa fantasia. Esteve iludida por ninguém mais do que ela mesma. Por tantos anos deixou-se levar por uma paixão platônica que a embalou em seus dias escolares. Tão cega que não conseguiu ver que aquilo que lhe era mais importante esteve ao seu lado durante todo o tempo.

Quando as escamas finalmente caíram de seus olhos, era tarde demais.

Ainda sentia o gosto amargo na boca. Em sua garganta estava presa a infinidade de palavras não ditas. De momentos vividos e compartilhados. Como poderia despejar seus sentimentos acerca dele nessa altura da vida? Não havia o que fazer. Aliás, só podia fazer o que ele próprio fez por tantos anos.

Reprimir. Sufocar.

Um filme passava pela mente dela. Todas as lembranças que construíram juntos; recordações de toda uma vida, já que se conheciam desde a infância. Esteve presente em todos os momentos da história de Aomine Daiki e nessa ocasião não seria diferente. Mal podia acreditar que ele estava se casando. Parecia que ontem ainda eram adolescentes, quando ele se confessou para ela, mesmo sabendo do amor que ela nutria por Kuroko Tetsuya.

Por mais que fosse difícil admitir, ele tinha encontrado uma boa mulher. Uma companheira que em momento algum interferiu na amizade deles – aliás, ela sempre recorria à rosada quando precisava de informações daquele que seria o seu marido. Satsuki ajudou até mesmo com o pedido de casamento. Mesmo que o ato rasgasse seu coração, ela o fez.

Porque é isso que amigos fazem.

Apenas rogava aos céus para que ela fosse uma boa esposa. Que ela cuidasse daquele coração que Momoi partiu uma vez. Que soubesse das preferências dele como ela sabia. Que não o deixasse ao léu, porque apesar da aparência carrancuda, Daiki era quase uma criança. Quase, pois sabia como se impor quando necessário. E era responsável, determinado e esforçado quando era de seu interesse.

Tudo o que ela queria para aquele idiota de cabelos azulados era que fosse feliz. Que a felicidade não fosse momentânea e sim um estilo de vida. Que aquele sorriso que ele esboçava diante do altar da igreja jamais abandonasse seus lábios. Que ele seguisse com sua vida e formasse uma família, com lindos filhos que a chamariam de “tia Satsuki”. Que ele jamais saísse de sua vida, pois ela sempre estaria ali por ele.

Pois sabia que apesar de se lamentar, apesar dos arrependimentos, não havia nada a ser feito.

Ela levaria consigo todos os “por quês”, e todos “e se?”.

E se pudesse colocar a culpa em alguém, colocaria no tempo.

Você acredita em destino, Satsuki?

O destino era cruel.

Colocaria a culpa no mundo. Mas a culpa sempre seria somente dela.

As lágrimas marejaram seus lindos orbes róseos quando se deu conta de toda aquela realidade. O coração partia-se em cacos mais uma vez ao perceber que não havia mais volta e que Daiki estaria fora de seu alcance para sempre.

Mas ela tinha que ser forte.

Por ele e por ela.

Por isso Satsuki manteve-se firme, com seu braço atado ao de Kagami Taiga, o padrinho de Aomine. Mesmo consciente de que aquele era o fim de uma história que ela sequer deixou existir, ela celebrou.

Mesmo com seu mundo desmoronando enquanto tocava a marcha nupcial.

Notas finais
Maaaais um prompt postado! Tenho estado cheia de inspiração, e esse meu otp lindo me ajuda. São tantas coisas e tantas ideias sobre eles que eu fico KOPSKAOPSOKAP. Obrigada a você que está acompanhando! E comentando! Vocês são uns amores e aos fantasminhas... Apareçam ou chamarei os Ghostbusters! Beijos apimentados e até a próxima. ♥