99 Problems
8 — Floor ◆
Notas iniciais
Aomine Daiki nunca saberia o quão satisfeita Momoi Satsuki se sentia ao vê-lo empolgado. Empolgação essa que era demonstrada com o som emborrachado da bola e o ruído de seus tênis ao tocar o chão e ecoar no local praticamente vazio – só havia os dois lá. Ela o observava da lateral do ginásio, com a costumeira prancheta atrelada a um braço, enquanto a outra mão segurava uma caneta. Satsuki era a gerente do Vorpal Swords e estava ali para ajudar toda a equipe.
– Ei, Dai-chan. – o chamou, franzindo a testa. – Dai-chan!
O ás de Touou rolou os olhos, atravessando a quadra rapidamente enquanto chocava a bola contra o chão até chegar ao limite do garrafão e saltar para dar uma enterrada poderosa, fazendo a bola passar pelo aro da cesta numa jogada extremamente habilidosa e linda de se ver. Ela era sua maior espectadora, e por serem amigos de infância Momoi teve a oportunidade de não apenas ver o talento dele florescer, como consolidar e aperfeiçoar através dos anos.
Afinal, Daiki amava basquete mais do que qualquer um.
E um oponente poderoso jamais o faria recuar. Enfrentar Jabberwock o enchia de euforia.
Os pés dele voltaram a tocar o chão e sua atenção foi tomada pela gerente que correu ao seu encontro. Pela cara que ela fazia, o moreno podia imaginar todo o discurso. O mesmo discurso feito desde que a Geração dos Milagres se uniu para derrotar o time americano de basquete de rua. Ele sabia tudo o que ela ia dizer. E para variar, aquilo seria bem irritante.
– Dai-chan, não me ignore! – disse, quando o alcançou e ele desviou o olhar.
– Ahh~ Eu sei, não vou exagerar. Não estou exagerando. – seu tom de voz era levemente arrastado, afinal, lidar com Satsuki era mais cansativo do que treinar.
– E não é para exagerar mesmo! Já basta os treinos do Kagetora-san que são bem puxados, você não deve exceder o seu limite, o adversário é muito fort--... Daiki?!
Sem dar atenção ao que ela dizia, Aomine foi em direção à bola que estava no chão, e quando abaixou para recolhê-la, foi golpeado na cabeça com a prancheta.
– Caralho, Satsuki. Isso dói! – resmungou ao erguer o corpo, acariciando o local atingindo.
– Não me deixe falando sozinha!
– Certo, certo. Já entendi. Podemos ir agora?
– Já era pra gente ter ido, seu idiota.
Aomine levou a mão livre até os fios rosados e os acariciou. Não num carinho terno, mas apenas para bagunçá-lo e deixá-la ainda mais zangada. Uma veia saltou na testa de Satsuki. Ela jogou a prancheta nele, mas o moreno desviou com seus reflexos rápidos.
– Ahomine... – ela dizia enquanto o perseguia ginásio afora.
Apesar de tudo, Satsuki estava feliz. Seus amigos estavam todos jogando juntos outra vez, e depois de tanto tempo, Daiki estava voltando às suas origens. E mesmo sendo o mais forte entre todos, ele continuaria com os pés no chão. Ela faria questão de se certificar disso.
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