50 tons Para Sempre
24 CAPITULO XXIII – Momentos III - Fim
Notas iniciais
Pov Ana
Só existe dor, minha cabeça, meu peito, uma dor grande na lateral do meu corpo, do meu braço. Escuto palavras sussurradas na penumbra é Christian ele está falando comigo é quase uma suplica
— Por favor Ana não me deixe, por favor volte
Tudo dói tanto, tento me mexe mais não consigo, tento fala mais nada sai, meus olhos e minha boca estão resolutamente fechados, negando-se a se abrir, deixado me cega, muda e dolorida. Escuridão, tenho medo, tanto medo de volta para lá, para o labirinto...
Escuto vozes a medida que emerjo das nevoas, a consciência começa a paira sobre mim novamente abro os olhos lentamente observo o ambiente que estou ele é limpo e esterilizado. Parece um quarto de hospital. É escuro, exceto por uma janela, e está tudo tranquilo. Minha cabeça e meu peito doem, mas o pior é a bexiga prestes a estourar. Preciso fazer xixi. Testos meus membros meu braço direito dói, e reparo o soro preso na parte interna do cotovelo. Fecho os olhos rapidamente. Girando a cabeça, eu estou satisfeita que ela responde a minha vontade, eu abro meus olhos de novo. Christian está dormindo, debruçado na cama com a cabeça sobre os braços dobrados. Levanto a mão, mais uma vez fico feliz em vez que meu corpo reage, e passo os dedos sobre seu cabelo macio.
Ele acorda assustado, e levanta a cabeça tão bruscamente que minha mão cai fraca na cama.
— Oi – falo em um sussurro
— Ah, Ana — Sua voz é sufocada e aliviada. Ele pega minha mão e aperta com força. Encostando-a em sua face áspera.
— Preciso ir ao banheiro – murmuro
Ele fica me encarado por um momento
— Tudo bem – tento me colocar sentada
— Ana, não se mexa. Vou chamar uma enfermeira – ele levanta rapidamente e aperta um botão, provavelmente para chamar a enfermeira
— Por favor – murmuro mais uma vez – Preciso levantar
— Pelo menos uma vez você pode me obedecer – reclama ele, exaltado
Tenho um lampejo, uma memória de Christian falado comigo sobre obediência, mais não consigo me concentra na memória minha bexiga está doendo
— Eu preciso muito fazer xixi – minha voz continua fraca e minha boca e garganta estão secas.
Uma enfermeira entra no quarto
— Sra. Grey Bem vinda de volta. Vou avisar a Dra. Bartley que a senhora acordou para que ela possa examiná-la — ela se aproxima da cama — Meu nome é Nora.
A senhora sabe onde está?
— Sei em um hospital, preciso fazer xixi
Ela me explicar que estou com um catete, mais a ideia não me cai muito bem, depois de dar um olhar bem tenso para Christian e de pedi novamente que me levem ao banheiro, a enfermeira parece ceder aos meus pedido e diz que irá retirar o catete que tenho, Christian se mostra relutante para sair do quarto mais acaba cedendo, após um certo tempo ele volta e me ajudar a ir ao banheiro, claro após um pequena discussão com a enfermeira Nora, depois de fazer finalmente o que pedi tanto Christian me ajudar a sair do banheiro, antes que eu possa perceber, estou em seus braços, como sentir falta desse braços — Tenho outra lembrança, eu sendo carregada por Christian, ele parece tão feliz, está tão bonito, sua roupa parece de festa , balanço a cabeça levemente e novamente afasto a memória quando Christian faz uma pausa e enterra o nariz no meu cabelo.
— Ah, eu estava com saudades, Ana – murmura ele com a enfermeira Nora na sua cola, ele me deita na cama e me solta, meio que relutante
— Se o senhor já terminou, Sr. Grey gostaria de verificar a condição da Sra. Grey agora – a voz da enfermeira tão irritada
— Ela é toda sua – diz, em um tom contido
A enfermeira me faz várias perguntas, e me faz alguns exames, mais não consigo tirar os olhos de Christian, sua aparecia e horrível, parece um fantasma, parece que não dorme a dias
— Como está se sentido?
— Confusa. Dolorida. Faminta
— Faminta? — ele me pergunta surpreso
Concordo balançado a cabeça
— O que você que comer?
— Qualquer coisa. Sopa.
— Sr. Grey precisamos ter o consentimento da medica antes da Sra. Grey se alimentar
Ele não parece ouvi-la, retira seu telefone do bolso da calça e pressiona um numero
— Ana quer canja de galinha... Ótimo...Obrigado. — E desliga, não consigo resistir dou uma olhada na enfermeira Nora, que olha feio para Christian
— Taylor – pergunto
Christian confirma
A enfermeira sai e quando ela volta traz uma jarra d’agua, me fala para tornar pequenos goles, Christian me olha atentamente. A porta se abre, e levamos um susto. Uma jovem negra vestido um jaleco branco sobre traje cinza de medico entra no quarto e se apresenta como a Dra. Bartley, ela começa a me examinar minuciosamente, após verificar todos os meus reflexos, observo que Christian fez algumas ligações durante o exame. A Dra. Bartley examina minhas costelas apertado delicadamente, porem firmemente e eu retraio
— A senhora bateu as costelas, mas não vejo sinal de fratura ou fissura. Teve muita sorte, Sra. Grey.
Ela me receita alguns remédios para dor e promete alta assim que tiver os resultados dos outros exames que vou fazer. Antes de sair alguém bate na porta, é Taylor trazendo uma caixa de papelão de cor creme.
— Comida? – pergunta a medica
— A Sra. Grey estar com fome e canja de galinha – retruca Christian e a medica sorri
— Pode tomar, mas só o caldo. Nada pesado – ela nos olha fixamente e sai do quarto com a enfermeira Nora
— Bem-vinda de volta, Sra. Grey
— Olá Taylor. Obrigada
— A senhora sempre será Bem-vinda – acho que ele quis dizer mais que isso, mais se conteve
Christian abre a caixa e retira de dentro uma garrafa térmica, uma tigela para sopa, um prato auxiliar, guardanapo de linho, colher de sopa, uma pequena cesta de pãezinhos, saleiro e pimenteira de prata... não sei como tudo deu na caixa
— Isso está maravilhoso Taylor – meu estomago ronca. Estou faminta
— Mais alguma coisa? – pergunta ele
— Não obrigada – responde Christian, liberando-o
— Obrigada, Taylor
— A senhora não quer mais nada, Sra. Grey?
Olho para Christian
— Apenas roupa limpa para meu marido – Taylor sorri
— Sim, senhora.
Christian olha para a própria camisa, confuso
— A quanto tempo está com essa camisa?
— Desde de quinta – ele me dar um sorriso meio torto, fico observado e me vem a memória outros sorrisos de Christian, uma sucessão deles
— Quinta? Que dia e hoje?
— Segunda, está bom? – pergunta Christian, empoleirando-se novamente na cama, confirmo com entusiasmo e não paro de comer
— Estou aqui há 4 dias? — pergunto com curiosidade
— Conseguir transferir você de hospital, quando fiquei sabendo do hospital
Paro de comer e fico olhado para o rosto de Christian, tão lindo, cansado, aliviado e feliz.
Uma lembrança forte invade minha mente, não sei qual o momento mas e como se eu fosse teletransportada para ela. Está escuro acredito que estejamos em um carro
— nada de castigo? – pergunto meio que chocada
— nada de castigo – ele balança a cabeça — Zero
— E as regras? – pergunto duvidosa
— Nada regras – ele responde com uma falsa calma
— Nenhuma regra? Você tem suas necessidades – que necessidades são essas?
— Preciso mais de você do que delas Anastásia. Estes últimos dias têm sido um inferno. Todos os meus instintos dizem para deixa você ir, que eu mereço você – porque ele precisa de mim a lembrança fica mais fraca, à medida que fico confusa tento me concentra novamente
— Eu amo você Christian Grey. E você está disposto a fazer tudo isso por mim – fazer o que por mim — sou eu quem não merece isso, e eu lamento não poder fazer todas aquelas coisas por você – que coisas que não consigo fazer e porque não consigo — Talvez com o tempo... eu não sei... mas sim... aceito sua proposta. Onde eu assino? – Escuto a voz do Christian preenchendo minhas lembranças.
— Ana tudo bem? Ana – Christian coloca as mãos em meu rosto, olho novamente para ele, uma frase vem na minha mente e antes que possa pensa eu falo para ele
—Eu nunca vou deixa você — ele dar um sorriso torto
— Jura?
— Sim
— Eu te amo Sra. Grey – antes de responde um lindo garotinho entra no quarto
— Mamãe que saudade
— Teddy, meu amor, saudades de você também
Fale com o autor