50 Tons De Uchiha
14 Traço Uchiha.
Notas iniciais
Eu decidi postar logo 50tonsU porque fiquei muito animada com o resultado desse capítulo! :D
Ainda não respondi os comentários (farei-o o mais rápido possível) porque andei bastante criativa e não parei de escrever enquanto tive tempo (esse capítulo ficou gigante, então vocês devem entender XD)!
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Obrigada a todos que recomendaram! +_+
Obrigada a todos que comentaram! *o*
Obrigada por me fazerem feliz! Definitivamente, os comentários são o combustível para um autor!
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Eu gostei muito do capítulo, e espero que vocês também gostem! :D
Boa leitura, gotinhas de mel! sz
Capítulo 14 – Traço Uchiha.
Itachi bateu duas vezes na porta do quarto de Rin, antes de adentrá-lo.
A senhora Uchiha ainda estava admirando as tulipas coloridas. Sentada na cama, com os olhos perdidos e um sorriso calmo, Itachi pôde notar como eram parecidas, ela e sua Kasumi. Os olhos castanhos no mesmo tom escuro, os lábios finos e bem desenhados, e até os cabelos, cor de chocolate. – Essas são minhas flores favoritas... – A voz dela soou fraca e baixa, mas ele pôde ouvi-la, já que o quarto estava silencioso.
Ficou surpreso por ouvi-la falar, e se aproximou com olhos tão ansiosos que a fez rir. – Desculpe. – Ele pediu, pigarreando. – Mas a senhora não fala há tanto...!
– Eu não falo, porque se falar, ele ficará preocupado... – Ela deslizou o indicador sobre a pétala da flor laranja. – Obito está triste, porque acha que estou louca... – Os olhos castanhos se esvaziaram. – Ele não acredita em mim... E por isso, quando fala comigo, faz com tanto cuidado... – Itachi deu seu melhor sorriso, aproximou-se e se sentou na cadeira que ficava ao lado do leito da tia.
– Ele só está preocupado com a senhora. – Garantiu. O som da risada de Rin foi doce e delicada.
– Ele sempre está... – Ela suspirou. – Por isso, quando descobri que estava grávida, guardei segredo. – Confessou-lhe em tom baixo, como se tivesse medo que as paredes ouvissem. – Porque ele ficaria muito preocupado... – Itachi assentiu lentamente, compreendendo, mas então a mulher começou a chorar.
– S- Senhora Uchiha! – Ele se sentou ao lado dela, assustado e surpreso.
– É tudo minha culpa! – Ela exclamou entre sussurros tristonhos. – Foi porque eu não contei a ele... Se eu tivesse dito, ele estaria comigo, e a nossa filha nunca teria sido levada... Ela nunca...! – E gemeu, como se seu peito explodisse de dor.
Para Itachi, era muito estranho ver uma mulher tão parecida com Kasumi demonstrar sentimentos tão fortes, já que sua amada era uma verdadeira fortaleza.
Em quase uma década de relacionamento, ele nunca a havia visto chorar realmente. Algumas lágrimas emocionadas por um acontecimento, uma história ou um filme, mas nunca por motivos sérios.
Preocupado, ele envolveu seus ombros ternamente com os braços, e sussurrou palavras reconfortantes. – Sua filha está bem... – Ele garantia. – Ela é uma bela moça... – Sempre dizia, em voz baixa, no intuito de tranquilizá-la.
Enquanto a abraçava, pôde notar que era muito magra. Enquanto deslizava as mãos carinhosamente por seus braços, tentando acalmá-la, pôde enxergar manchas roxas de veias estouradas, provavelmente resultado dos medicamentos desnecessários.
Para ele, ainda era difícil acreditar que pessoas de sua própria família, sangue de seu sangue, poderiam ser capazes de algo tão terrível... Era chocante saber o mal que pais podiam causar a um filho!
E a uma neta, que nenhuma culpa tinha. Ele apertou os punhos ao se lembrar.
Havia passado a última semana inteira pesquisando sobre a vida de Kasumi, para que tivesse certeza de que ela era uma Uchiha.
Itachi sempre soube da história da amada: que ela era uma órfã muito dedicada aos estudos, e que conseguira uma formação incrível por mérito próprio, mas descobrir detalhadamente sobre todo o possível trauma que ela havia sido exposta, indo de um orfanato para o outro, sem nunca ser adotada, sem nunca sentir o carinho de uma mãe... Ainda que sua mãe estivesse necessitada disso.
Ele sinceramente ficou surpreendido, quando descobriu que a amada e a prima eram a mesma pessoa, e lamentou-se por Obito. Afinal, ele conhecia a moça bem o suficiente para saber que, embora ela nunca houvesse demonstrado interesse nos pais biológicos, não o aceitaria de braços abertos. – Você não acha que sou louca... – A voz de Rin soou, tirando-o de seus devaneios.
Sorriu à senhora, e anuiu com a cabeça, fazendo-a sorrir também. – Quem é você? – Quis saber.
– Desculpe, não tive a chance de me apresentar direito. – O rapaz sentiu o rosto queimar de constrangimento. Aquela era a mãe da mulher que amava, afinal de contas. E sua tia, ainda por cima! – Eu sou Itachi Uchiha, filho de Fugaku, sobrinho de Obito. – Apresentou-se com um sorriso, mas para sua surpresa, ela não correspondeu.
Os olhos dela ficaram como vidro: fixos em seu rosto, sérios. Ela abriu os lábios, mas não conseguiu falar, então ficou em silêncio por algum tempo, antes de dizer: — Isso é impossível. – Com calma e naturalidade. – Itachi é um menininho desse tamanhinho, — Ela ergueu a mão por menos de meio metro da cama. – Só tem quatro ou cinco aninhos, pelo que sei. É o primeiro sobrinho do Obito. Ele sempre diz que é a criança mais inteligente que já viu... – Ela lhe deu um risinho débil – E vai ser um grande amiguinho da minha filha, sabe? – Ele não pôde responder. – Eu tenho certeza que minha menina também vai ser muito inteligente... – E voltou os olhos para as tulipas coloridas. – Então você não pode ser o Itachi, porque a minha filha é um bebê perdido... – Ela murmurou baixo; o rapaz pôde enxergar lágrimas pesadas escorrendo pelo rosto falsamente sorridente.
Ele se manteve em silêncio, pois não sabia o que dizer.
Mas imaginou que Rin sabia bem que sua filha já não era uma criança, só que era fraca demais para aceitar esse fato, e se compadeceu ainda mais pela lamentável situação daquela família, que havia sido destruída desnecessariamente, por pessoas que ele só podia julgar como monstros.
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Kasumi conseguia pensar em duas razões minimamente aceitáveis para o senhor Obito Uchiha estar parado na frente da porta de sua casa ao fim do entardecer: ou ele estava zangado com um de seus artigos, ou estava zangado com o fato de seu sobrinho favorito ser chutado por uma órfã pobretona, metida a sabichona. Ela conhecia bem o suficiente os Uchihas para saber que o orgulho era um traço de família.
De qualquer forma, ela estaria encrencada. A menos que...
Uma pitada de esperança acendeu seu coração.
Talvez Itachi o tivesse mandado ali para convencê-la! Só a possibilidade a fez se derreter... – Filha... – Ele murmurou, tirando-a de seus devaneios.
Embora não tivesse ouvido direito o murmúrio do senhor, os olhos castanhos se estreitaram; ela ergue-os lentamente, e fitou os negros com desconfiança. O homem estava pálido. – O senhor está bem? – Ele não respondeu; estava emocionado demais.
Kasumi era muito parecida com Rin, quando mais jovem. Tinha os mesmos cabelos, os mesmos olhos, os mesmos lábios e o mesmo tom de pele... Mas o seu olhar era o de uma Uchiha. Ele pode ter certeza disso quando a viu encará-lo. – Está aqui por causa do Itachi? – Aquilo o surpreendeu.
Ele estreitou os olhos, confuso. Por que diabo estaria ali por causa de Itachi? Estava a ponto de verbalizar a questão quando ela, arregalando os olhos, questionou-o com ansiedade: — Aconteceu alguma coisa com ele?!
– Não... – Ele respondeu atordoado. – Itachi está bem... – Ela respirou com alívio, e os olhos negros do empresário se estreitaram, exatamente do mesmo modo que ela fizera há instantes. – Por que eu estaria aqui por ele...? – Kasumi deu os ombros. Se ele não havia contado, não tinha porque ela fazê-lo.
– Então está aqui para reclamar de algum artigo? Sinto muito senhor, tenho liberdade de imprensa. Especulo o quanto quiser. – Ela deu os ombros, e ele sentiu-se ainda mais confuso.
– Não vim reclamar de nada... Mas precisamos conversar... – Aquilo a surpreendeu; ela olhou para dentro da casa, e após considerar a sala minimamente adequada para a visita de um Uchiha que não era Itachi, deu espaço para que ele adentrasse.
Talvez ele estivesse disposto a dar a entrevista que ela tentava marcar desde que havia chegado ao país – aparentemente, o magnata estava muito ocupado para os negócios, e ela, como uma boa jornalista, estava interessada demais nos possíveis motivos disso. Ainda assim, era difícil acreditar que o senhor estivesse ali para dar-lhe uma entrevista... Normalmente as pessoas fugiam dela, já que nunca era discreta em suas perguntas.
Mas gente rica era estranha, ela concluiu para si mesma. Talvez ele estivesse a ponto de abrir um negócio magnífico, e estava ansioso para anunciar ao mundo. – Pode se sentar. – Ela afastou uma almofada de um dos sofás para dar espaço ao convidado surpresa; puxou do bolso o celular e se sentou na poltrona à frente. – Se importa se eu gravar? – Embora Obito estivesse atordoado, foi inteligente o suficiente para entender que a filha devia trabalhar para a imprensa.
Ele assentiu lentamente, e a viu ligar o aplicativo e colocá-lo na mesa de centro da sala. – Bom, senhor Uchiha... Ser procurada para dar entrevistas é uma coisa nova para mim. – Ela sorriu-lhe, o sorriso de Rin, e ele ficou paralisado. – Já que veio pessoalmente a esse reles apartamento, eu vou ser gentil e começar perguntando o que o trouxe aqui. Talvez uma bomba? – Os olhos castanhos da moça fitavam-no analiticamente, exatamente como o do resto da família Uchiha.
– Nós... Precisamos conversar... – Era só naquilo que ele conseguia pensar.
– Oh, entendo... – Mas ela não entendia realmente. Ainda assim, prosseguiu: — O senhor retornou ao país repentinamente. Há boatos de que seu sobrinho planeja uma aliança entre a sua empresa e a Uchiha Company. Isso é verídico? Por isso voltou ao Japão? – Aquele olhar curioso... Ele sorriu, estava encantado com a personalidade da filha, que era um misto perfeito dele com Rin. Negou sua especulação balançando a cabeça.
– Eu não voltei ao Japão por negócios. – Confessou calmamente. Ela ergueu as sobrancelhas, surpresa. – Eu vim recuperar minha família. – Ela sentiu o estômago contorcer ao sentir o olhar caloroso do senhor, e se sentiu desconfortável e confusa.
Pigarreou. – Oh, é verdade? Então isso quer dizer que logo teremos um casamento? – Ela tentou parecer natural, mas a maneira como ele a olhava... Como se fosse um tipo de anjo...
– Eu já sou casado. – Explicou-lhe. – Mas... Graças a algumas situações, acabei me afastando... – Ele parecia enrolado na explicação. – Mas acabo de reencontrá-la, e sei que agora tudo dará certo. – Kasumi forçou seu melhor sorriso. Falar de casamento justo com o tio do homem que havia dispensado não era exatamente a coisa mais normal do mundo, nem a mais agradável.
– Felicidades ao casal... Espero as “situações” tenham se ajeitado. – Ela puxou um bloco de notas da mesa de centro (tinha blocos de notas espalhados por toda a casa) e começou a anotar coisas que considerava importante para a futura matéria. – Então é isso? O senhor veio atrás de sua esposa? – “Os Uchihas também amam” seria uma bela manchete, ela imaginou. Era engraçada, provocaria a ira da senhora Mikoto Uchiha e chamaria a atenção de Itachi.
Ela não iria atrás dele, mas poderia dar motivos para ele vir atrás dela. – Na verdade, agora busco minha filha. – O corpo da Aihara congelou. – Gostaria de falar com ela sem a presença do gravador. – Disse com a voz baixa.
Lentamente, os olhos castanhos ergueram-se, e fitaram os calorosos e ansiosos orbes negros. – Por favor, filha. – Ele adicionou, e impulsivamente, Kasumi levantou.
– Mas... Mas que droga...?! – Foi só o que ela conseguiu dizer. Obito se levantou, e fez menção de se aproximar, mas parou quando a viu recuar três passos. – Que droga você está dizendo?! – Ela exclamou em voz alta.
– Acalme-se, filha... – Ele falou com cautela. – Nós precisamos conversar...
– Não! – Ela gritou. – Por acaso veio se vingar?! – Ela estreitou os olhos. – Só porque eu não aceitei me casar com seu sobrinho?! – Aquilo o surpreendeu. Tanto, que por um segundo ele não soube o que dizer. – O Itachi não pode estar envolvido nisso, ele não seria imaturo a ponto de-...
– Escute Kasumi... – Ele a interrompeu, tentando transparecer calma. – Eu não sei do que está falando. Nem fazia ideia de que você e Itachi se conheciam. – Pontuou com cautela. – Eu só estou aqui porque... – Ele sentiu o peito queimar. – Eu sou seu pai. – Disse com seriedade.
Achou que ela fosse gritar, ou então desmaiar, até mesmo chorar... Qualquer coisa desse tipo, mas ela não o fez. Ficou paralisada, olhando-o como se fosse uma espécie de ser anormal.
Obito tentou se aproximar mais uma vez, esticando a mão para tocá-la, mas a moça deu um salto para trás. – Saia daqui. – Disse com a voz trêmula com uma emoção que não era a que ele esperava.
– Filha...
– Não me chame de filha! – Ela gritou. – Não me chame assim. Nunca. – Murmurou entre dentes. – Saia! – Ordenou, apontando para a porta. – Saia agora!
– Nós precisamos conversar... – Ele tentou insistir, e ela riu, sem humor nenhum.
– “Conversar”! Acho que está um pouco atrasado, papai. – A ironia na voz dela foi como uma foice no peito dele. – Saia daqui, e nunca mais volte. – Ela apontou na direção da porta. – Aliás! – Cruzou os braços; sentia todo seu corpo tremer. – Por que agora? Não é como se eu fosse rica, e você não está na falência. Mesmo que estivesse a ponto de morrer, tem dinheiro suficiente para comprar gente pra ficar no seu leito... Então, porque decidiu me procurar agora? Consciência pesou papai? De repente começou a sentir vontade de ter uma família? Bem mais fácil pegar uma mulher criada, não é? – Ela falava tão rápido que ele não teve oportunidade de responder nada.
– Filha, muitas coisas aconteceram... – Ele tentou parecer calmo, mas estava inquieto com a reação dela. – Por favor, você tem que me escutar... – Ela cerrou os olhos, controlando as lágrimas irritantes.
Nunca, em toda sua vida, imaginou que algum dia qualquer um de seus pais pudessem procurá-la. Nunca esperou por eles.
Mas, enquanto menina, Kasumi costumava a sonhar com esse encontro... Não para abraçá-los, beijá-los e formarem uma família feliz, mas para desabafar toda a mágoa que havia carregado por anos e anos de solidão. – Sua mãe está doente... – Ela riu em alto e bom tom.
– “Minha mãe”?! – Praticamente gritou. – Engraçado, porque eu não me lembro de ter tido uma mãe. – Só o fato de usar aquele tom deu a certeza de que ela indiscutivelmente era sua filha, pois era exatamente o mesmo tom de voz que ele costumava a usar quando discutia com seus pais, enquanto jovem.
– Não é culpa dela! – Ele tentou defendê-la. – Sua mãe não tem culpa de nada... – E apertou os punhos. – Por favor, tenho que levá-la até ela...
– Saia daqui. – A voz da moça foi quase letal. – Se você não sair daqui nesse minuto, eu juro que sou capaz de matá-lo. – Obito imaginou que ela seria capaz daquilo.
Ele, que era um homem vivido e maduro, estava a ponto de explodir com todas aquelas informações, com todo aquele contato... Sem dúvidas, seria mais fácil se sua filha tivesse puxado a amabilidade da mãe, mas ela mais parecia ter herdado a personalidade arisca dos Uchiha. – Eu vou agora... – Ele aceitou com um assentir cauteloso. – Mas prometa-me que vai pensar no assunto.
– Eu não vou pensar em nada. – Ela disse com sua voz cheia de ressentimentos.
– Então eu vou voltar. – Ele garantiu. – Quando estiver mais calma... E então você vai me ouvir. – Ela apontou para a porta sem dizer mais nada. Se dissesse, sentia que desataria no choro, e ela não queria dar esse gostinho ao maldito que a havia abandonado a própria sorte.
Ele tentou se aproximar mais uma vez, e como ela estava sem forças para qualquer reação, não se moveu. O homem envolveu-a num abraço sem jeito; sentiu-a enrijecer sobre seus braços, mas não se importou. – Por favor... – Ele murmurou baixo. – Pense bem... E me escute. Essa é a sua história e... Todos na nossa família são vítimas...
– Saia. – Ela voltou a ordenar, e ele se afastou.
Acenou em despedida e retirou-se pela mesma porta por onde havia entrado, deixando a filha sozinha. Assim que a porta se fechou, Kasumi puxou o enfeite de vidro da estante, um vaso bonito que Sasuke havia lhe dado quando comprou o apartamento e atirou-o na porta, soltando um grito de agonia enquanto fazia.
Não... Aquilo não podia ser verdade. Aquele homem não podia ser seu pai!
Imaginar ser abandonada por pessoas pobres, sem condições, já era suficientemente ruim para o coração de qualquer órfão. Mas ter um pai que era rico desde o berço era uma história completamente diferente, um milhão de vezes mais revoltante, um milhão de vezes mais doloroso.
Ela devia ser uma bastarda, sem sombra de dúvidas. Como se não bastasse ser uma criança indesejada, agora era uma bastarda!
Havia muito tempo desde a última vez em que Kasumi se sentira tão frágil, e ela odiava se sentir assim.
Agachou-se no chão, chorando escandalosamente, como uma criança de colo. Praguejando em voz alta, ofendendo ambos os pais com todas as palavras de baixo calão que conhecia, como se isso a pudesse livrá-la da dor.
Mas não livraria, ela sabia disso... O que tornava tudo muito pior.
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Quase um mês havia se passado desde o encontro de Obito com sua filha, e ela não o havia procurado.
O senhor Uchiha não falou a esposa sobre sua descoberta, mas nunca mais tentou convencê-la de que a filha estava morta.
Ele também não questionou Itachi sobre o relacionamento dele com sua filha, pois não se via no direito de se intrometer.
Mas, com o passar do tempo, ele começou a se sentir ansioso. Teve dias e noites – pois não conseguia mais dormir em paz – suficientes para pensar e repensar, e concluir que a culpa, de maneira nenhuma, era dele. Afinal, nem ele nem a esposa tinham culpa por terem nascido de crápulas.
Depois de semanas agonizantes sem notícia nenhuma da filha, sem nenhuma melhora no estado da esposa e sem nenhuma expectativa para o encontro de ambas, ele estava furioso com seu pai.
Essa fúria, e a necessidade de obter informações, de saber o porquê de tanta crueldade, o levou até a mansão Uchiha em uma noite qualquer.
Ele não precisou se identificar, porque todos os empregados o conheciam – havia crescido dentro daquelas paredes, afinal de contas.
Obito também não esperou que o pai desse o ar de suas graças, e foi diretamente para o lugar que sabia que ele devia estar: a biblioteca. O lugar favorito do monstro calculista aposentado.
E ele estava mesmo lá. Sentado, lendo tranquilamente, possivelmente se inspirando em algum vilão maldito.
Estava exatamente como o filho se lembrava: cabelos negros, longos e desalinhados; algumas rugas de expressão e ar de intocável.
Obviamente Madara surpreendeu-se com a presença de seu filho caçula. Ele tirou os óculos e sorriu em direção ao seu menino, que agora era um homem. – E o filho pródigo retorna... – Zombou.
– De pródigo, meu pai, eu não tenho nada. Não sou nenhum esbanjador, e também não estou retornando à minha casa. – O velho arqueou a sobrancelha.
– A casa é onde a família está. – Ele disse-lhe calmamente, colocando um sorriso terno no rosto. – Então essa sempre será a sua casa. – Obito apertou os punhos.
– Se “casa” é onde a família está eu não posso ter uma. – Ele disse, tremendo em fúria. – Afinal, você me afastou de toda minha família, não? Primeiro minha esposa, e depois minha filha... – Madara ficou em silêncio, mas não negou as acusações, e Obito sentiu-se destruído com a certeza. – Como pôde fazer isso?! – Questionou com a voz alterada. – Sempre me ensinou que a família é o mais importante...
– Família não é uma bastarda que você faz com uma qualquer. – A voz do pai foi severa, e Obito não se conteve: avançou sobre o velho homem e desferiu-lhe três socos fortes no rosto.
– Minha esposa não é, nem nunca foi uma qualquer! – Ele gritou. – E minha filha não é nenhuma bastarda! – Apertou o colarinho da roupa do pai, furioso. Estava a ponto de espancá-lo mais uma vez, mas a porta se abriu.
– Obito! – Fugaku se esgueirou pelo cômodo e puxou o irmão, enquanto Suzuki Hyuuga, a irmã mais jovem dos filhos de Madara, correu para socorrer o pai.
– Onii-san! O que você fez?! Papai está sangrando!
– É pouco! – O homem berrou com a voz trêmula. – É pouco, pela desgraça que ele me fez passar, pela desgraça que eu estou passando agora, nesse momento! – Ele se soltou do agarro do irmão mais velho e empurrou-o contra a parede. – E você?! O quanto sabia dessa sujeira?! – Fugaku pareceu não compreender. – Você sabia sobre o que ele fez com a Rin? Ou com a minha filha?! – O mais velho empalideceu.
– Como você-... – Mas calou-se, pois continuar seria uma confissão.
Obito fungou, decepcionado. Limpou o rosto, as lágrimas irritantes e encarou o pai mais uma vez. – Por quê...?! – Foi só o que ele conseguiu perguntar. – Por que estragar a minha vida?! Eu já tinha saído desse maldito lugar! – E começou a chorar. – Não precisava mais de vocês, então por que...?!
– Você está enganado... – Madara contou com calma. – Achou que cortando relações com sua família poderia tirar o peso de seu sobrenome, mas uma vez Uchiha, sempre Uchiha. – Ele limpou o sangue do rosto.
–... Eu vou recuperar a minha filha... – Obito disse, decidido. – Eu vou recuperar a minha filha. – Garantiu. – Tudo o que você fez será em vão. Eu vou levar a minha filha à Rin, e seremos uma família... E sabe qual vai ser o seu castigo, velho? – Madara não respondeu. – O arrependimento. Porque todo o seu esforço foi em vão... E tudo o que ganhou com ele foi o ódio de um de seus filhos. – Ele deu um último empurrão no irmão mais velho antes de sair, ignorando os apelos da irmã mais jovem, que pedia que esperasse, e a presença Mikoto, que estava cabisbaixa do lado de fora.
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Hinata estava terminando de ler o capítulo de um livro desinteressante – ultimamente, todo o romance que lia parecia desinteressante aos seus olhos – quando ouviu alguém bater à porta. – Entre! – Exclamou da cama, e Hanabi assim o fez.
– Você chegou tarde onee-san! – A caçula exclamou surpresa; jogou-se na cama da mais velha e foi se arrastando até aproximar-se dela. Hinata sorriu, afagou a cabeleira castanha e deu os ombros. – Sorte que a mamãe vai ficar na mansão Uchiha esta noite. Estava com seu namorado? – A Hyuuga enrubesceu.
– S- Sim... – Respondeu sem jeito; fechou o livro e deixou-o de canto, na mesa cabeceira. – Acabei indo para um dos ensaios. – Explicou; Hana fez uma careta duvidosa.
– Por favor, irmã. Eu já tenho idade suficiente para saber que não estavam só cantando. – Envergonhada, Hina ajeitou uma mexa de cabelo. – Bem, não importa. – Ela deu os ombros. – Na verdade, quero perguntar uma coisa há um tempo. Você se incomoda? – Mesmo hesitante Hinata deu os ombros.
Hanabi sentou-se, aproximou-se e fitou a irmã fixamente. – O que houve com você e o Naruto-nii? – Direta como sempre. Hina pigarreou.
– Nada, oras. Eu e Naruto somos bons amigos, como sempre. – Mentiu. Puxou a garrafa d’água que sempre mantinha ao lado da cama e bebeu-a. Hanabi estreitou os lábios, claramente duvidosa, e a irmã sentiu-se estranha. – Hanabi!
– Só acho que sua paixonite por ele sempre foi muito clara para você se esquecer do nada. – Hanabi confessou, dando os ombros. – É claro que eu te amo, onee-san. Sempre vou priorizar a sua felicidade, mas... – Ela mordeu o lábio inferior, tensa.
– Mas...?
–... Você sempre amou o Naruto-nii... – Hinata sentiu o peito latejar insuportavelmente, estreitou as sobrancelhas e tornou a beber da garrafa. – Ficar com o Kiba-kun desse jeito... Acho que não é legal. – A mais jovem coçou a nuca, constrangida. Hinata suspirou profundamente.
– Realmente, isso não é legal. – Ela concordou lentamente, depois de hesitar muito, e tornou a olhar diretamente nos olhos da irmã. – Mas eu cansei de ser legal.
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Sasuke estava no meio de uma reunião importante quando a visita mais inesperada do universo surgiu: Madara Uchiha, o dono da companhia.
Ele chegou repentinamente, e o presidente foi obrigado a dispensar todos, já que o avô exigiu que tivessem uma conversa particular.
Eles foram até a sala do Uchiha jovem e, uma vez que estavam os dois sozinhos, seu avô fez questão de sentar-se em sua cadeira, como se quisesse demonstrar quem mandava ali, e Sasuke teve certeza de que ele havia descoberto algo.
Mesmo que estivesse incomodado – tanto com a presença quanto com o jeito do patriarca dos Uchihas marcar presença – o neto fez questão de ser o mais agradável possível: com um sorriso no rosto, ofereceu café, serviu-o, sentou-se na cadeira em frente à mesa e perguntou da forma mais natural do mundo a que devia a honra da visita inesperada. – Eu acho que você sabe. – Madara murmurou com um sorriso, e Sasuke conteve a vontade de revirar os olhos.
Ele suspirou. – Se é sobre a estadia do tio na minha casa... Não sabia que-...
– Você e seu irmão se acham muito espertos. – O mais velho o interrompeu. – E até são, tenho que admitir. – Sorriu com orgulho. – Mas não a ponto de me enganarem. – Sasuke não respondeu, e o senhor prosseguiu. – Já estou ciente de que você, meu querido neto, decidiu investigar repentinamente os livros de contabilidade antigos... Responda-me sinceramente: qual é o motivo por trás de tanta curiosidade, Sasuke? – O rapaz suspirou longamente. Odiava, mais do que qualquer coisa, sentir-se pressionado. Especialmente quando o avô ou o pai tentavam fazê-lo. – Confessa que traiu sua família? – Os olhos negros do mais jovem se estreitaram, e pela primeira vez na vida, ele encarou Madara com revolta.
– Trair? – Ele riu, sem humor. – Acho que temos concepções diferentes dessa palavra, vovô. – Madara estava a ponto de falar algo, mas ele não se importou, e prosseguiu antes que ele pudesse. – Pelo que eu saiba, “traição” implica em mentir, enganar... Quando diz que trai minha família, faz parecer que fiz algum mal aos Uchiha. – Os olhos de Madara se estreitaram. Sasuke ainda estava sério. – Não, avô. Eu não traí ninguém. Você traiu, quando decidiu deixar uma neta legítima em um orfanato. – O velho esboçou um sorriso, e Sasuke sentiu nojo dele.
Desviou o olhar, irritado. – Eu pensei que Fugaku tivesse criado melhor os seus filhos... – Ele suspirou longamente, como se lamentasse. – Mas vocês se parecem mais com seu tio, aquele sonhador. – O velho se levantou, suspirando. – Acha que pode falar com seu avô como bem entender... Tudo bem, você é um adulto. – Sasuke o olhou de canto. – Entretanto... – Sempre tinha um “mas”. – Sabe, também, que sou o dono dessa empresa. Então, se quiser continuar no seu cargo... Tem três meses para dobrar os lucros. – Os lábios do mais jovem formaram uma linha reta. – Então sugiro que, ao invés meter o nariz aonde não é chamado... Trabalhe.
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– O tio o quê?! – Itachi exclamou para Sasuke por telefone.
– Ao que parece, ele foi tirar satisfações com o avô... – O rapaz suspirou longamente do outro lado da linha. – Agora tenho que dobrar os lucros em três meses, ou vou para a rua. – O irmão mais velho bateu a porta do carro depois de descer. – Sei que está ocupado, mas será que poderia falar com ele sobre a fusão? Podia ajudar. – A sobrancelha de Itachi se arqueou.
– Não sei se Madara vai gostar da fusão.
– Bem, ele disse que eu só tinha que aumentar os lucros. Não como eu devia fazê-lo. – Ouviu-se um suspiro. – Por favor, Itachi.
– Tudo bem, eu vou ter que ir ao hospital, de qualquer forma. – Sasuke agradeceu sinceramente antes de desligar, e o mais velho dos irmãos Uchiha, soltando fogo pelas fuças, adentrou no elevador, praguejando em alto e bom som.
Ele sabia que isso aconteceria uma hora ou outra... Afinal de contas, tio Obito era reconhecido especialmente pela falta de sensatez em suas ações – como fugir aos dezoito anos com uma garota, também de dezoito anos, sem nada além da sorte de ter um bom amigo. Mas Itachi ainda tinha a esperança, mesmo que fosse mínima, que o senhor Uchiha seria inteligente o suficiente para não fazer nada até que Madara descobrisse por si só, já que era óbvio que quando acontecesse, Sasuke pagaria o pato.
Suspirou longamente. – Odeio pessoas idiotas. – Disse para si mesmo. Saiu do elevador e seguiu diretamente até seu apartamento. E por algum motivo desconhecido, não ficou surpreso ao encontrar o idiota da vez ali, parado na porta, com uma expressão obviamente ansiosa.
– Desculpe. – Obito disse antes mesmo de Itachi falar qualquer coisa. O rapaz revirou os olhos, abriu a porta e ofereceu espaço para que ele entrasse.
– Eu sabia que aconteceria uma hora ou outra. – Ele confessou. – Mas foi idiota da sua parte. Pense que Sasuke está encrencado por sua causa, e reconsidere a proposta da fusão. – O mais velho coçou a nuca, constrangido, mas assentiu. – Mas você não veio para me pedir desculpas. – Itachi sorriu-lhe. – O que veio fazer aqui?
– Ainda não encontrei uma casa, e como Madara deve ficar de olho no seu irmão, daqui em diante... – Compreendendo, o rapaz assentiu.
– Fique a vontade, tio. Mas não tenho quarto reserva.
– Já dormi em lugares piores do que o seu sofá, filho. – Itachi deu os ombros e convidou-o a se sentar; ofereceu uma bebida, e o senhor aceitou uma xícara de café. Quando Itachi voltou da cozinha com uma bandeja que tinha duas xícaras e biscoitos, o tio não pode deixar de rir. – Será uma bela esposa algum dia, Itachi. – Zombou. O rapaz sorriu, sem graça, e baixou a cabeça.
–... A Kasumi te ligou? – O advogado perguntou depois de algum tempo desconfortável em silêncio. O empresário estreitou as sobrancelhas.
– Conhece minha filha melhor do que eu, pelo visto. – Ele ergueu a xícara na direção do retrato da moça que descansava sobre a estante. – Então deve saber. – Itachi sorriu, ergueu as sobrancelhas e concordou.
– Kasumi é uma pessoa difícil. – Admitiu. – Como você. – Deu-lhe um olhar sugestivo, sorrindo.
–... O que eu faço? – Os olhos negros do mais velho ergueram-se, sérios.
– Se não o fez até agora, ela não vai te procurar. – O sobrinho disse sinceramente. – Então insista.
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Sakura sempre havia sido muito sincera, com os outros e consigo mesma. Por isso, aquele sentimento confuso estava matando-a de ansiedade.
Ela sabia que seria mais certo e mais seguro nunca mais se aproximar do senhor Uchiha, mas Ino tinha razão. Sasuke não era um homem que se podia esquecer facilmente, nem mesmo ela; além disso, Sakura era inteligente o suficiente para saber que assuntos inacabados só encheriam sua cabeça com dores de cabeça desnecessárias.
Demorou muito na opinião da moça, mas depois uma série de sessões de fisioterapia doloridas, a estudante enfim havia conseguido reconquistar sua independência. Logo, assim como havia prometido a si mesma... Estava, naquele momento, estacionando em frente à Uchiha Company.
Ela desligou o carro, tensa, e respirou fundo. – Tudo vai dar certo. – Disse a si mesma. Olhando no espelho retrovisor, checou a maquiagem, ajeitou os cabelos e desceu do automóvel.
Alisou o vestido vermelho não muito curto e fez careta para a sapatilha simples, negra. – Não é um salto, mas também não é um gesso... – Resmungou, olhou para o prédio e seguiu naquela direção, tensa.
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Sasuke afrouxou a gravata assim que deixou a maldita sala.
Embora ele odiasse ser pressionado, era muito bom em pressionar – Talvez seja um traço de família. – Resmungou para si mesmo. Graças à conversa com o avô, fora obrigado a ter uma reunião emergencial com seus diretores, e estava revoltado pela lentidão em que andavam os projetos.
Ele precisava de algo rápido e eficaz, que trouxesse lucros. – Sasuke, você está bem? – A voz de Karin o tirou de seus devaneios. O Uchiha suspirou longamente, e negou com a cabeça.
– Vou ficar. – Garantiu. Ele a olhou de canto e sorriu. – Obrigado por cobrir a Kurenai. – A ruiva corou. – Foi uma ótima secretária. – Disse antes de entrarem no elevador.
Abraçando a agenda, Karin deixou-se sorrir. – Sabe... Eu podia ser sua secretária para sempre... – A testa do moreno franziu.
– Você é rica demais para isso. – Lembrou-a. – Seus tios me espancariam. – Ela fez beicinho, mas quando o viu sorrir de canto, também sorriu.
– Viu só? Eu faço você esquecer os problemas.
– Isso quando não me dá problemas. – Ela suspirou; olhou para o indicador do elevador e sentiu-se satisfeita por ainda estarem longe do térreo.
Lentamente, ela se aproximou. – Você estava tenso na reunião... – Deslizou a mão pela gravata frouxa, ajeitando-a. Sasuke apenas observou. – Está tenso desde a manhã, quando seu avô o visitou. – Ele estreitou os olhos negros. – Vamos, Sasuke... – Ela sorriu timidamente. – Eu posso te ajudar a relaxar. – O moreno suspirou longamente. De fato, ele sentia a necessidade de relaxar, de esquecer toda a tensão do trabalho, então a puxou pela cintura abocanhou os lábios vermelho vívidos.
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Quando Sakura chegou à recepção e se apresentou a uma moça nova que ela não conhecia, a dita cuja sorriu timidamente e apontou para o elevador dizendo que ela devia seguir até o décimo oitavo andar, onde ficava a sala do senhor Uchiha. Segundo ela, o CEO havia deixado um aviso a todas as funcionárias da recepção que a senhorita Haruno tinha passe livre para entrar e sair do prédio quando bem entendesse, e isso fez com que a rosada se sentisse estupidamente importante.
Um pouco mais ansiosa do que quando havia decido do carro, ela aproximou-se do elevador, encarando-o como se fosse a porta para o outro mundo. Parou em frente a ele e, após apertar o botão, esperou.
Ouviu o titubear de saltos na sua direção e, ao olhar de lado, discretamente, pôde ver uma tensa senhora morena, muito parecida com Sasuke, parar ao seu lado. Ela sorriu-lhe educadamente, tentando disfarçar a ansiedade, mas apertou o botão do elevador cinco vezes antes de parar e esperar.
Sakura olhou para o próprio vestido, sentindo-se cada vez mais nervosa, arrependendo-se amargamente por não deixar Ino maquiá-la.
O sino avisando que o elevador havia chegado fez com que seu estômago retorcesse; ela ergueu os olhos verdes, respirando fundo, mas sentiu-se paralisada quando as portas se abriram.
Lá estava o cafajeste, agarrando a antiga recepcionista ruiva no elevador como se estivessem em um motel. A mulher ao seu lado abafou uma risada que o fez perceber que haviam sido vistos, e só então se desvencilharam.
Sasuke empalideceu ao vê-la e a ruivinha atirada escondeu um sorriso. – S- Sakura! – Ele gaguejou.
– Há quanto tempo, senhor Uchiha.
Notas finais
Bem, particularmente, achei o reencontro ideal para o tipo de cafajeste que é o senhor Uchiha! Conseguem imaginar a situação da Sak? Conseguem imaginar a reação dela? XD
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Bem, eu me esforcei muito. Foi um capítulo tenso (todo tenso, na verdade. Hinata dizendo que cansou de ser boazinha foi a coisa mais light do capítulo, e eu sinceramente não consigo ver isso como light! XD).
Enfim!
Eu gostei muito da maioria das cenas (tive uma dificuldade em escrever, mas gostei do resultado).
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Dependendo dos comentários e da minha criatividade, vou tentar postar o próximo no feriado. O que acham? :D
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Enfim. Dúvidas? Críticas? Sugestões? Estou sempre atenta (embora, mais uma vez, eu tenha que me desculpar por não poder respondê-las como deveria. ¬¬' Entendam, duas fics e um namorado online... Fica um pouco difícil de administrar meu tempo no computador. D:).
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Obrigada por tudo, pessoal! Espero que, assim como eu, vocês tenham gostado do capítulo! :D Até mais ver sz
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