Notas iniciais
E aí pessoal! Como vão vocês? Tia Candy já devia estar dormindo há meia hora, mas só consegui terminar o capítulo agora... não queria deixar vocês na mão, então vim postar! :D Espero que perdoem meu atraso... ;-; É muito difícil escrever duas fanfics tão diferentes.. Às vezes, eu tenho que escrever 50tonsU, e to no mundo de TK (foi o que aconteceu hoje), e às vezes, acontece o contrário... É bem complicado. e.e Bem! Eu estou exausta, e tenho que dormir pra trampar amanhã. q Então, deixo meus queridinhos com o capítulo! Boa leitura, divirtam-se! ;)

Capítulo 24 – Surpresas.

O escritório de Madara era realmente enorme, e toda a decoração do lugar remetia ao seu dono.

As paredes eram altas, pintadas em tom vermelho-vinho; os móveis, feitos de madeira maciça muito escura. Janelas altas, tampadas por cortinas escuras. O estofado das cadeiras era vermelho, assim como o sofá modesto, para duas pessoas, localizado em um canto do lugar.

Livreiros grandes ocupavam todo o espaço de duas das paredes. Havia três porta-retratos sobre a mesa do aposentado empresário: num deles – o seu favorito –, seus três filhos, ainda pequenas crianças, estavam reunidos: Fugaku em pé, sorrindo calmamente para o fotógrafo; Obito fazia uma careta estranha e Suzuki ria do irmão.

As outras duas eram bem parecidas entre si. Basicamente, em uma, a família de Fugaku estava reunida; na outra, a família de Suzuki.

Madara já perdera as contas de quantas vezes no decorrer daqueles anos havia ficado sentado naquele maldito escritório, olhando fixamente para aquelas três fotos. Observando Obito, sentindo-se nostálgico com as sapequeis tão felizes do filho em sua infância... E imaginando como seria sua mesa, caso um quarto porta-retratos, com a foto da família do segundo filho, fosse colocado entre as outras.

Em geral, ele afastava esses pensamentos.

– Parece que Sasuke teve êxito em seu desafio, Madara-san. – A voz de Zetsu tirou-o de seus devaneios. Madara, que até então, fitava cegamente o relatório de lucros da empresa, ergueu o rosto e viu o secretário o observando.

– Eu não esperava menos do meu neto. – Ele deu os ombros, e se ajeitou na cadeira. Cruzou os braços e girou a cadeira para o lado, a fim de observar o buque de rosas amarelas e violetas que Sasuke havia lhe enviado por pura provocação. Estava num vaso bonito, posto num canto chamativo do escritório do Uchiha mais velho.

Mesmo Madara tinha que admitir que aquele rapaz tinha senso de humor. Era muito ousado, sem sombra de dúvidas, mas esperto. Ficou realmente surpreendido quando o mensageiro apareceu com os relatórios e as flores. Inicialmente sentiu-se furioso com a impertinência do rapaz, mas agora estava divertido.

De fato, ele sabia que Sasuke conseguiria, mas não imaginou resultados tão rápidos. Havia vencido o desafio por pouquíssimos números, mas ainda assim, estava satisfeito o bastante para se exibir ao avô. Considerando a época em que se encontravam – tão pouco após o natal! – Madara tinha que admitir que estava orgulhoso do neto.

– Zetsu, — Ele chamou a atenção do secretário, que naquele momento, parecia muito entretido com o celular.

– Sim? – O homem ergueu os olhos até o chefe.

– Procure descobrir o que Sasuke tem feito.

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Sasuke estava, naquele momento, seguindo de carro até a casa da namorada. Graças à mãe, estava quase meia hora atrasado para o jantar com Itachi, mas como Kasumi era muito conhecida por seus atrasos em eventos importantes, não se importou muito.

Ele estacionou no acostamento em frente ao sobrado, saiu do carro, ajeitou o terno e alisou os cabelos. Soltou um bocejo longo e fez uma careta ao perceber que estava cansado.

Prosseguiu, subiu as escadas, bateu à porta e foi recebido por Ino, que além das expectativas para uma sexta-feira à noite, estava muito sóbria. – Sasuke-kun! – Ela exclamou sorridente. – Uau! Terno de linho! – Ela cruzou os braços e assentiu com expressão de aprovação. – Gostei, muito estilo. – Ele sorriu.

– Sakura está pronta? – Mas a loira negou.

– Ela nunca se deu muito bem com vestidos longos. – Riu ao dizer-lhe. – Vamos, entre. Vou te oferecer uma xícara de café enquanto a espera.

– Obrigado.

Sasuke entrou, e Ino logo seguiu até a cozinha; ele se sentou no sofá e esperou, estava um pouco ansioso para ver a namorada pela primeira vez usando algo de gala. Desta vez, a benfeitora foi Ino.

Quando Sasuke se ofereceu para ajudar Sakura a escolher uma peça – e naturalmente pagar a peça –, a rosada logo se esquivou, garantindo que tinha ganhado algo espetacular da melhor amiga. – Aqui está. – Ino reapareceu, e colocou uma caneca de porcelana cumprida nas mãos do Uchiha.

Ele fez uma careta ao notar que era cappuccino. – Na nossa casa, açúcar no café é quase uma obrigação. – A Yamanaka explicou quando notou desagrado no rosto do rapaz, rindo. – Beba sem reclamar.

Sasuke deu os ombros e a obedeceu.

– Então, para onde vocês vão? – Ino perguntou num murmúrio curioso, aproximando o rosto, mas deixando os corpos à uma distância decente.

– Ah, um restaurante francês. Meu irmão gosta muito de lá. – Os olhos azuis da loira se arregalaram, e ela sorriu abertamente.

– Sakura, num restaurante francês! – Riu. – Ela vai adorar, tenho certeza. Sakura é quase fluente em francês desde os dezesseis anos... Eu também adoro comida francesa, mas a danada sempre recusava quando eu chamava... – Fez uma careta por se lembrar. – Maldita orgulhosa... – Suspirou longamente. – Mas devo admitir que existe uma grande diferença entre um jantar com a melhor amiga e um jantar romântico com o namorado, no dia do aniversário. – Deu os ombros.

Sasuke levou exatos trinta segundos para digerir aquela informação.

– Aniversário? – Ele perguntou, desacreditado. Ino olhou-o, confusa.

– Sim... Não é por isso que vocês vão sair? – O moreno levantou-se subitamente.

Hoje é aniversário de Sakura? – Ele não conseguia acreditar.

– Sim... Vinte e oito de março. Sakura faz vinte e dois, hoje.

– Mas que... – O que aquela mulher irritante pensava estar fazendo, escondendo assim o aniversário do próprio namorado?! Sasuke não era o tipo de homem que ignorava aquele tipo de coisa. Mas como poderia surpreendê-la, sem informações? Ou então, talvez...

Talvez ela quisesse que ele descobrisse por si mesmo, como sempre.

O Uchiha praguejou de um jeito muito pouco cavalheiresco. Bagunçou os cabelos e puxou o celular do bolso. Pressionou o número um da discagem rápida e levou o aparelho até a orelha. – Itachi... Eu preciso de um favor.

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Sakura suspirou longamente ao se olhar no espelho, e se esforçou para não se achar estranha dentro do belo presente de Ino.

O vestido que ganhara este ano era longo, modelo tomara-que-caia, e tão verde quanto os olhos da Haruno. Feito de chiffon e outro tecido que Sakura jamais poderia reconhecer; tinha o busto pedrejado com brilhantes miçangas transparentes, e uma saia solta, caída.

Se não tivesse sido convidada para um jantar tão importante, Sak jamais aceitaria aquele tipo de presente de Ino... Mas, para ela, era mais fácil receber algo de Ino – que conhecia desde o berço – do que de Sasuke.

– Certo... – Ela ajeitou os cabelos curtos, e jogou a franja de lado. – Você está bem, Sak. – Disse para si mesma. – Vai ficar tudo bem... – Mas enquanto colocava os sapatos beges, salto dez, que pertenciam à Ino, não pôde acreditar em suas próprias palavras.

Tudo bem, ela podia lidar com aquilo. Eram só saltos, pelo amor de Deus! Todos os dias ela andava de saltos... Os dela eram cinco centímetros menores, mas que importava aquela pequena diferença?!

Sakura se levantou, rezando para conseguir se equilibrar; foi até a escrivaninha e puxou a bolsa carteira bege – que também pertencia à Ino. Ela deu mais uma olhada no espelho, e fez uma careta para sua maquiagem.

Decidida a pedir ajuda à amiga, saiu do quarto. – Ino! Será que você poderia... – Ela parou subitamente ao encontrar Sasuke sentado no sofá, bebericando alguma coisa na xícara que pertencia à Inoichi. – Sasuke-kun! – Enrubesceu. – Já aqui?! – Sasuke sorriu.

– Estamos quarenta minutos atrasados, princesa. – Sakura corou mais, mas não soube dizer se era pelo adjetivo, ou pelo aviso. Ela suspirou desgostosa; no fim, não poderia pedir ajuda à amiga.

– Desculpe... – Viu Sasuke se levantar, deixar a xícara de lado e aproximar-se. Por Ino estar na sala, sentiu-se extremamente constrangida quando o moreno, sem hesitação, beijou-a em cumprimento.

– Você está linda. – Ele foi sincero. – Vamos?

~

Kasumi bocejou longamente, e se esticou no sofá da sala de estar do noivo.

Com os pés, tirou os sapatos, e jogou-os ao ar, preguiçosamente. – Adorável da sua parte, querida, jogar saltos pela minha casa. – Itachi murmurou divertido, e estendeu um copo de suco à amada.

Ela aceitou com uma careta, e bebericou suspirando. – Eu pensei que fosse nossa casa, amor. – Lançou um sorriso à Itachi, que se desfez assim que enxergou uma taça invejável em mãos. – Você vai beber vinho! – Ela exclamou em tom acusativo, e o advogado riu.

– É claro que vou. – Sentou-se ao lado dela e envolveu-lhe a cintura fina.

– Isso não é justo. – A jornalista murmurou desgostosa. – Por que você pode, e eu não?!

– Porque eu não estou grávido, querida. – Ele roubou um beijo dos lábios pintados de vermelho.

– E você queria me levar a um restaurante francês... – Ela revirou os olhos. – Que graça tem um restaurante francês sem vinho?

– Acho que grande parte das pessoas com sua conta bancária achariam graça só de estar em um restaurante francês. – Ela suspirou.

– Então porque não estamos lá? – Ela se aconchegou nos braços do noivo, que a envolveu carinhosamente.

– Hoje é o aniversário da Sakura-chan. Sasuke descobriu agora... Não tinha como fazer planos de última hora, então me ligou, e pediu as reservas. – Itachi deu de ombros, como se fosse uma explicação plausível.

–... Está dizendo que abriu mão do nosso jantar de noivado porque o seu irmão esqueceu o aniversário da namorada? – Itachi riu.

– Seu tom de voz me diz que não está muito chateada com isso. – Ele observou, e bebericou da taça de vinho.

– Só surpresa... – Ela admitiu. Itachi voltou a sorrir, quando ela olhou para o suco e fez uma careta; puxou o rosto da amada cuidadosamente, obrigando-a a fitá-lo.

– De qualquer forma... – Murmurou baixo, sedutoramente. – Eu estou feliz que estejamos sós... – Sentiu o peito queimar, quando ela lhe sorriu, e beijou-lhe os lábios vermelhos com carinho e suavidade.

– Isso é verdade. – Kasumi concordou, anuindo; alisou a barba áspera com a mão livre e retribuiu aos beijos do amado. – Quem liga para o restaurante francês? Nós podemos pegar o telefone e pedir comida italiana quando quisermos.

– Nada de Pizza Hut, mocinha. Você tem que comer coisas saudáveis, lembra? – Ela fez uma careta.

– Pode ser comida chinesa. – Itachi riu, e levantou-se.

– Nada disso. – Agachou, selou os lábios dela num beijo rápido, puxou o copo de suco ainda meio cheio e entregou a taça de vinho meio vazia para a amada. Os olhos castanhos brilharam. – Eu vou cozinhar para você. – Itachi sempre havia tido um ótimo gosto para vinhos, e ela deliciou-se com o líquido que sorveu da taça; suspirou sonhadoramente, e olhou encantada para o futuro marido.

– Eu já disse que te amo hoje?

~

Diferente do que Sakura imaginava, o bistrô francês favorito de Itachi não era nem de longe constrangedor. Era, na verdade, mais que luxuoso, um lugar bonito e aconchegante. Um sobrado de dois andares, com uma fachada encantadora: as paredes externas eram de tijolos falsos, marrom escuro; tinha um toldo alto, vermelho, que exibia o nome “Le Bistrot”. Duas mesas de dois estavam lá fora, ao lado de vasos grandes, elegantes.

Dentro, era tudo ainda mais bonito. As luzes amareladas exalavam romantismo, e a diferença nas quantidades das mesas quadradas e redondas deixava claro que os clientes, em geral, eram casais.

O recepcionista falava japonês, mas Sakura pôde identificar um leve francês em seu sotaque. Ele guiou o casal até uma mesa de quatro; pôs um cardápio na mão de cada um e serviu-lhes uma taça de água. – Logo serão atendidos. Madame Haruno, Senhor Uchiha. – Ele curvou a fronte, e os deixou.

Sakura olhou ansiosa para o restaurante, a fim de analisá-lo melhor.

As paredes internas eram claras, mas à luz amarelada, Sakura não sabia dizer se eram beges, ou brancas. Lustres delicados estavam postos em lugares estratégicos, e uma musica instrumental suave tocava. Havia poucas pessoas no lugar, e... – Você gosta de carne branca? – A pergunta de Sasuke fê-la tornar a olhá-lo.

– Oh, sim... – O moreno anuiu, e tornou a olhar o cardápio. Mas a partir de então, Sakura não conseguiu mais tirar os olhos dele. O Uchiha estava simplesmente... Lindo, naquele terno de linho negro! Sak achou estranho o fato de seu coração tamborilar por isso; afinal, em geral Sasuke estava vestido socialmente.

Certamente, aquele sentimento dava-se à sua incompreendida atração por homens de terno. Sak suspirou longamente ao concluir isso.

– Se importa se eu fizer o pedido? – Ela negou, e então Sasuke chamou o garçom com um olhar sugestivo.

– Mas você já vai pedir?! O seu irmão...

– Não se preocupe. – Sakura estreitou as sobrancelhas, mas não demonstrou sua confusão até o garçom retirar-se, depois de anotar o pedido.

– Como não vou me preocupar? Se eles estão atrasados, devíamos esperar. É o jantar deles, afinal. – Sasuke bebericou a taça com água e negou com a cabeça.

– Não, eles não vão vir.

Demorou um segundo para Sakura entender. – Não vão vir. – Repetiu. – Como não vão vir?! E o jantar de noivado?! – Sasuke deu os ombros.

– De última hora, tornou-se o jantar do seu aniversário. – Ele sorriu ao vê-la enrubescer. – A culpa é sua, — ele disse antes que ela pudesse começar a discutir. – Por não me avisar antes. Ino me contou quando fui te buscar.

Desconfortável, Sakura bebeu da taça com água. – Isso não era necessário. – Murmurou envergonhada. – Não comemoro aniversários, de qualquer forma.

– Bem, eu comemoro. – Sasuke se endireitou na cadeira, sorrindo. – E como castigo por não ter me dito, seremos obrigados a passar no meu apartamento para pegar o seu presente.

–... Meu presente? – Ela estreitou os olhos, desconfiada. Seu rosto estava vermelho. – Acaba de dizer que Ino contou...

– O presente que você recusou, no natal. – Ela ficou em silêncio por notar que ele estava sério. – Também vou te beijar muito, e tentar convencê-la a fazer sexo. – Ele falou de um jeito tão casual que ela sentiu o estômago revirar.

– Não vou fazer sexo. – Ela murmurou irritadiça. Sasuke sorriu.

Mas o assunto se encerrou quando o jantar começou a ser servido.

.

Quase duas horas depois, Sakura estava dentro do carro do namorado, sendo de fato levada até o apartamento do Uchiha.

Ela já estivera lá algumas vezes, desde que começaram a sair, mas nunca ao anoitecer. E nunca depois de ele falar com tanta propriedade que tentaria convencê-la. E nunca depois de beber. E, definitivamente, nunca quando ela se sentia um pouquinho disposta à fazer o que ele estava propondo.

Sak havia passado a viagem inteira pensando em como seria passar uma noite romântica ao lado de Sasuke Uchiha, e pelo pouco que já havia provado, não acreditava em arrependimentos posteriores.

Ela gostava dele... Mais do que isso, estava apaixonada por ele. Sakura sabia disso; estava ciente de seus sentimentos, ciente de que poderia fazer amor com ele.

E não era exatamente isso, o que ela queria para sua primeira vez? Amor.

Enquanto descia do carro, seguia para o prédio, subia o elevador e esperava no corredor, enquanto o Uchiha abria a porta do apartamento, Sakura não conseguia parar de pensar nisso. Em como seria tê-lo dentro dela...

– Vamos? – Ele esticou a mão em sua direção, e Sakura enrubesceu.

Em que diabo estava pensando?!

Aceitou a mão dele, e juntos, adentraram ao local.

O apartamento estava escuro... Iluminado, apenas, pela lua e a luz acesa na varanda. Bastou fechar a porta para que ele a puxasse pelo antebraço e abocanhasse os lábios róseos.

Sakura permitiu-se relaxar e alisou a cabeleira negra. Por que ele tinha que ser assim, tão apelativo?! Como ela podia pensar direito, enquanto as mãos grandes passeavam por suas costas tão... Sedutoras...

Ela suspirou entre os lábios dele, e Sasuke afastou-se milimetricamente. – Eu vou buscar mais vinho. – Murmurou baixo, e ela não conseguiu discordar. Isso o fez sorrir com muita satisfação.

Afinal, ambos sabiam que, caso viessem a beber mais, Sakura não sairia daquele apartamento hoje.

Sasuke foi até o mini-bar localizado entre a cozinha e a sala de estar. – Pode tirar os sapatos. Devem estar te matando. – Ele não precisou pedir duas vezes.

Sakura sentou-se ao sofá negro, ergueu a saia um pouco e retirou os sapatos de Ino, suspirando de alívio ao fazê-lo. O Uchiha logo surgiu, com duas taças altas e gordas. – É do bom. – Ele garantiu. – Depois de tomar isso, nunca mais vai dizer que não gosta de beber. – Sakura riu, e aceitou a taça.

– Obrigada. – Ela sorveu um gole pequeno, porque já tinha bebido demais aquela noite; tentava não olhar para Sasuke enquanto ele se sentava ao seu lado. – É mesmo muito bom... – Murmurou sincera.

Sasuke fez uma careta, e tomou um gole. – Não, não é assim que você tem que falar. Tem que dizer: “Sasuke-kun, isso é o néctar dos deuses!”. – Ela riu com a animação dele, e tomou um gole decente.

– É um ótimo vinho. – Olhou-o de soslaio. – Para alguém que não gosta de beber, já é um ótimo elogio. – O moreno deu os ombros.

– Vou aceitar, porque é o seu aniversário. – Ela corou. – E, por falar em aniversário... – Sasuke voltou a se levantar; seguiu a estante. Abriu uma das gavetas e de lá, retirou uma caixa preta que Sakura se lembrava muito bem.

Só a lembrança fez o estômago revirar.

Sasuke se aproximou, sorrindo e bebendo, e tornou a sentar-se ao lado da namorada. Ele puxou a taça dela e colocou-a sobre a mesa de centro, junto com a sua própria taça. Abriu a caixa, e retirou de lá a jóia.

Ele puxou o braço esquerdo de Sakura lentamente, cuidadosamente; abriu o fecho da peça e ajeitou-o no pulso fino e branco.

Ela estava nervosa, e Sasuke pôde notar. Mesmo assim, depois de fechar a pulseira, o Uchiha agachou o rosto e depositou um beijo suave sobre o presente.

Sakura estremeceu.

– Feliz aniversário... – Ele murmurou contra a pele dela, erguendo os olhos negros de água até o rosto enrubescido.

Ele quis suspirar... Porque ela estava realmente linda com aquela expressão. Com aquela expressão, com aquele vestido, com os cabelos ajeitados... Quando Sasuke percebeu, já a estava beijando.

Sakura deslizou as mãos trêmulas pelos ombros dele, e ajudou-o a livrar-se do paletó. Sasuke contribuiu, e logo estava livre da peça.

Ele puxou-a para mais perto, fazendo os corpos colarem um no outro; Sakura soltou um gritinho surpreso, e tremeu ainda mais.

Por que ela estava tão nervosa? Aquilo não chegava nem aos pés do que eles já tinham feito antes...

– Você quer um pouco mais de vinho? – Ele perguntou cordialmente, e viu abismado a rosada anuir; esgueirou-se pelo sofá, puxou as taças de volta e entregou uma delas para a namorada.

Sakura tomou tudo em um só gole, e então, os olhos verdes encararam a taça de Sasuke.

Ele hesitou um pouco, mas ofereceu a própria taça; Sak aceitou, e assim como a sua, entornou o líquido em um só gole. – Você está bem? – Ele estreitou a sobrancelha negra. Estava muito abismado com aquelas reações.

– B- Bem? Eu estou ótima! – Ela riu, nervosa. – Onde estávamos?

– Sakura, acho que já te disse isso um milhão de vezes... Mas eu não vou estuprá-la. – Ele riu quando ela desviou o olhar.

Levantou-se, e tornou a erguer as mãos na direção dela. – Tudo bem, pode ficar calma. Se estiver muito nervosa, podemos parar... Eu vou te emprestar algumas roupas, e preparar o quarto de hóspedes. Isso é o suficiente para você? – Ela anuiu lenta e hesitante; aceitou a mão, e levantou-se com a ajuda do namorado.

E simplesmente sentiu o corpo queimar, quando Sasuke puxou-a pela cintura repentinamente.

– Brincadeira. – Ele murmurou contra a orelha dela, com a voz rouca e sedutora; mordiscou o lóbulo esquerdo, e adorou senti-la encolher-se em seus braços. – Como se eu fosse deixar você escapar... – Sakura fechou os olhos, quando sentiu os lábios dele passeando por seu rosto, e ergueu a cabeça, quando Sasuke trilhou beijos por seu pescoço.

Sakura sentiu as mãos dele deslizando por sua cintura, suas nádegas... E os dedos trilhando caminho por sua espinha; com uma lentidão quase torturante, ele abriu o zíper do vestido, que caiu majestosamente, sem esforços.

Sak agradeceu aos céus por não ter que se mexer para tirar aquilo.

Sasuke tornou a beijá-la, agora mais ávido e necessitado; as carícias, antes carinhosas, tornaram-se surpreendentemente selvagens; ele arranhou suas costas com leveza, apertou-a nas partes certas e então, ergueu-a no colo.

Sakura se apoiou nos ombros largos, e sentiu o coração palpitar tortuosamente enquanto ele a levava para o quarto.

Tinha que admitir: ficou muito satisfeita quando Sasuke passou direto pela porta do quarto de jogos. Isso significava que ele a queria no seu quarto.

Ele abriu a porta com um chute leve, e fechou-a do mesmo jeito; jogou Sakura sobre o colchão grande e colocou-se sobre ela sem pestanejar.

Os olhos negros passearam pelo corpo magro, e ele imediatamente aprovou a lingerie escolhida para a noite: um conjunto de renda verde claro, com um sutiã tomara-que-caia e uma lingerie não muito pequena.

Ele agachou, beijou suavemente a barriga dela e Sakura encolheu; trilhou beijos por seu corpo, até os seios, e beijou-os sobre o sutiã, mordeu, estimulou e se aproveitou de todas as reações da moça.

Deslizou a língua úmida pelo colo feminino, até o pescoço, que imediatamente se arqueou, beijou-lhe a garganta, e mordiscou a pele clara. – Sasuke-kun! – Ela exclamou de forma apaixonada, e arranhou a nuca dele; Sasuke manteve os beijos, e intensificou as carícias na coxa saliente; sentiu-a estremecer, ouviu-a arfar e queimou, quando ela clamou seu nome.

Ele guiou uma das mãos entre as pernas trêmulas, e Sakura gritou, quando foi tocada. Sasuke tornou a beijá-la, decidido a não deixá-la pensar.

Estimulou e estimulou, até ela gritar entre seus lábios, e então a invadiu. Sentiu as unhas cravarem em suas costas, mas prosseguiu. Ele afastou o rosto milímetros, apenas para apreciar a doce expressão envergonhada.

Sakura estava encolhida; tremia e gemia a cada toque, e a cada segundo que se passava, parecia mais disposta a prosseguir. – Sasuke-kun...! – Ela sussurrava. – Sasuke-kun! – Exclamava, e então se contorcia. – Por favor... Por favor...

O clamor dela o fez sorrir. Sasuke afastou as mãos provocativas, e colocou-se sobre a namorada, sorrindo-lhe com provocação. – “Por favor”...? Então, você quer isso... – Ele deslizou os lábios pelo queixo delicado.

Ela anuiu, quase sem pensar.

Sakura sentia a cabeça girar e o corpo queimar; talvez estivesse bêbada, ou talvez Sasuke simplesmente fosse muito bom no joguinho de sedução.

Os lábios dele seguiram por seu rosto, até a orelha. – Eu vou te provocar mais... – Ele sussurrou baixo. – Só por vingança... – Ela negou, enrubescida. – E então, vou possuí-la. Como quis, desde a primeira vez que a vi... – Sakura estreitou os olhos, e tornou a negar. Decididamente, ela estava bêbada, pois se ouviu dizendo:

– Eu quero que faça amor comigo... – Num murmúrio baixo, tímido.

Sasuke sentiu todos os membros de seu corpo paralisar. – Quero que faça amor comigo, porque estou apaixonada por você...

Ele sentiu o estômago revirar, e a cabeça girar.

Não entendeu o motivo de seu peito queimar, nem o porquê seu coração acelerou tanto ao ouvi-la, mas aquilo decididamente não podia ser bom. – Você... Está bêbada... – Ele murmurou, mais para si mesmo do que para ela. Sakura estreitou as sobrancelhas róseas, e o encarou com confusão.

– Faz alguma diferença? – Ele riu, mas estava rígido como uma pedra – e como certo membro de seu corpo.

– É quase como te estuprar. – Sentou-se ao lado dela, e então, percebendo que não era o suficiente para se acalmar, levantou. Tirou a camisa social e jogou para ela, quando a viu se sentar. – Vista isso. – Instruiu.

– Você não devia se aproveitar dessa situação? – Ela questionou, confusa, enquanto se vestia. Ele riu, mais uma vez tenso.

– Mas eu vou me aproveitar. Vou dormir com você nessa camisa curta... Te encoxar até o amanhecer. – Piscou à namorada, que simplesmente não conseguia compreender.

A expressão confusa de Sakura era simplesmente adorável.

Ela devia estar perdida, e ele se sentiu muito mal por isso.

Respirou fundo, e tornou a deitar-se ao lado dela; puxou-a gentilmente, até que se deitasse, encolhida em seus braços. – Vamos dormir, Sakura... – Ele beijou a testa escondida pela franja. – Amanhã conversamos, certo? E se ainda quiser transar, querida, estarei ao seu dispor. – Ela abafou uma risadinha no peito dele, e Sasuke estremeceu por isso.

– Já que insiste... Boa noite, Sasuke-cavalheiro-kun.

~

Quando Kasumi chegou ao seu escritório naquela manhã estava dominada pelo mais puro mau humor.

Havia discutido com Itachi mais cedo. O advogado insistia que ela devia ficar em casa e descansar, pelo menos aos finais de semana, e insistia que, já que era sua subordinada, Kasumi deveria delegar pelo menos algumas de suas responsabilidades à Tenten Mitsashi. – Como se eu já não tivesse tentando isso... – Ela murmurou rancorosa. – E olha no que deu... – Mas antes que pudesse voltar a ofender Tenten mentalmente – coisa que costumava fazer desde o acontecimento que Kasumi chamava de “A Grande Burrada do Século” –, ao entrar na sala, ela sentiu-se paralisar, pois uma mesa nova que ela nunca tinha visto estava posta ao lado da sua... Uma mesa maior que a sua!

Ela, então, voltou ao primeiro andar bufando, furiosa. – Que droga de mesa é aquela no meu escritório?! – Gritou à recepcionista.

A pobre Matsuri, que naquele momento preparava um chá, quase quebrou sua xícara favorita. – K- Kasumi-san!

– Sem “Kasumi-san”, só me diga que droga é aquela! Francamente, eu tenho que trabalhar, não tenho tempo para...

– O que tem de estranho em ter uma mesa na sala, Kasumi? – A voz de Obito fez com que a cabeça da Aihara latejasse.

Ela virou-se lentamente, e encarou-o como se pudesse matá-lo. – Foi você. – Ela concluiu imediatamente.

O Uchiha sorriu, e cruzou os braços. – Eu sou seu chefe. Também preciso de um lugar para trabalhar... – Deu os ombros. – Alugar outra sala no prédio ia ficar muito caro, então decidi que dividiremos a sua.

– Isso já é demais. – Ela murmurou entre dentes.

– Oh, não. Não chega nem perto do “demais”, querida. – Kasumi apertou os punhos. – Sabe, eu poderia facilmente alugar uma outra sala, se você...

– Certo! Faça como quiser! – Ela tentou seguir reto, tentou sair daquele maldito lugar sem socar o rostinho sorridente do seu pai em potencial, mas Obito a segurou pelo antebraço antes que pudesse escapar.

– Já que está aqui, querida... Poderia cobrir o show de Hinata?

Ela quis mandá-lo de volta ao útero da...

Respirou fundo e sorriu. Sorriu de um jeito mecânico, e assentiu. – Claro, senhor. Farei isso. – Obito conteve o riso, ao notar o nervosismo dela.

– Obrigada, querida. É muito gentil da sua parte. – Kasumi esquivou-se do aperto com irritação palpável, e saiu do lugar com passos pesados e furiosos. – Os ingressos estão sobre sua mesa. – Ela não se virou para agradecer, nem comentar.

Apenas continuou seguindo. – Ah! Kasumi! – Ela parou. Virou-se lentamente, e lançou-lhe mais um olhar mortífero. Obito sorriu e cruzou os braços, visivelmente satisfeito com todas aquelas reações. – Divirta-se.

Notas finais
Sasuke tem sérios problemas com compromisso, não acham? q É só o negócio ficar sério que ele trava... Pobre homem. q Enfim! Não se enganem. Ele realmente não prosseguiu porque ela tava grogue... Sasuke pode ser um maldito, mas ele não se aproveitaria de uma bêbada. Muito menos da sua namorada virgem bêbada! q Err... Tia Candy tá meio grogue, também, então vou partir! q Obrigada a todos os que comentaram e recomendaram 50tonsU! *-* Vocês são maravilhosos, e o motivo para eu continuar escrevendo! Obrigada pela paciência, mesmo que eu não responda os comentários... Vocês realmente são incríveis! ç-ç Espero que continuem assim, demonstrando o carinho que tem pela história, independente da minha falta de tempo para respondê-los... E eu prometo que vou continuar me esforçando para que a fic siga um bom caminho! Até o próximo capítulo, pessoal! Beijinhos beijinhos e tchau tchau! :*