Notas iniciais
Essa semana, pra mim, assim como muitos SasuSakus que acompanham o mangá, foi uma bela droga. Não que... [SPOILER A VISTA, SE NÃO QUISER SABER, NÃO LEIA] eu tenha considerado aquela respiração boca-a-boca algo romântico... Eu achei bem técnico, na verdade. Achei super médico, e até animador, mas não romântico. Ainda assim, alguns comentários durante a semana me irritaram muito... E meu querido companheiro SasuSaku, um velho amigo que é mais Sasukete do que SasuSaku, com seu ego ferido pelo Sasuke, começou a falar um monte de besteiras, dizendo que a Sak tinha tirado uma lasquinha. ¬¬ Eu fiquei furiosa com ele. Tivemos uma discussão de duas horas... E até agora, não sei quem venceu a discussão. Acho que não foi nenhum dos dois.... Embora ele continue sendo SasuSaku (mesmo que decepcionado) e eu continue com a minha opinião... Bem, talvez eu tenha ganhado. q Enfim! Eu me esforcei muito nesse capítulo. Alguns leitores estão incomodados com a falta do casal protagonista, mas... Gente, eu sou uma escritora que gosta de abordar outras histórias, gosto de desenvolver personagens além dos protagonistas. q Esse é meu jeito ninja! (?) Enfim! Eu tentei melhorar, de qualquer forma. Espero que se divirtam. Boa leitura! ;)

Capítulo 23 – Juntos.

Quando Sasuke estacionou àquela noite, do outro lado da rua da casa do tio, não se surpreendeu ao ver a namorada sentada na calçada, mexendo no celular.

Ela certamente estava impaciente por esperar a carona atrasada da amiga, e concluir aquilo o faria sorrir, se não estivesse simplesmente exausto.

Exausto, furioso e decepcionado.

Sasuke havia passado a tarde inteira com a mãe, ouvindo suas confissões, ouvindo as desculpas que não deviam ser para ele. Mikoto passaria a noite em seu apartamento, e Fugaku logo estaria lá para avisá-los sobre o que havia sido decidido por Madara, mas ele não queria ouvir.

O Uchiha suspirou longamente, ajeitou os cabelos e buzinou.

Após receber uma mensagem de texto muito conveniente de Ino (que certamente devia estar atolada no trabalho), pedindo para que ele fosse buscar a Haruno, Sasuke havia fugido, não muito furtivamente, avisando que tinha negócios a tratar.

Sak ergueu os olhos, parecendo surpresa ao reconhecer o carro do namorado, mas levantou-se e seguiu até o sedã, enquanto observava Sasuke baixar o vidro da janela. – Sasuke-kun! – Ele lhe sorriu.

– Ino está aguentando a fúria da Kasumi, então entre. – Ela abriu a porta e o obedeceu. – Como meu tio se comportou hoje? – Ele perguntou casualmente, e viu-a dar de ombros.

Sasuke a observou deixar a bolsa de lado, tirar o casaco e colocar o cinto de segurança. Ela parecia nervosa, e aquilo o fez sorrir. – Hey... – Murmurou baixinho, e aproximou-se; ela o olhou de canto, e enrubesceu assim que notou os rostos tão próximos. – Ser namorado não devia me dar alguns direitos? – Ele ergueu o queixo dela, cuidadosamente, e Sak prendeu a respiração. – Algo como isso... – Roçou os narizes, e ela automaticamente fechou os olhos. – Ou isso... – Beijou os lábios róseos, e foi delicadamente retribuído.

– Desculpe... – Ela pediu num sussurro, que só o fez sorrir mais.

Sasuke se afastou, e ligou o carro. – Então, meu tio vai como sempre?

– Sim... – A incerteza na voz dela o fez arquear a sobrancelha. – Eu conheci a esposa dele.

– Oh. – Ele estreitou os lábios. Definitivamente, não queria falar de Rin agora. Não depois de ouvir todos os absurdos que a própria mãe havia feito com a pobre mulher. – Ela é adorável. – Sasuke murmurou, tentando encerrar o assunto, mas ao perceber as sobrancelhas róseas se estreitarem, soube que não acabara.

– Na verdade, Sasuke-kun... – Ela pareceu hesitante. – Eu acho que já a conhecia, antes disso. – Ele sorriu, parecendo divertido.

– Sempre achei sua personalidade um pouco peculiar, Sakura. Mas não sabia que costumava visitar clínicas psiquiátricas. – Ela franziu o cenho em desagrado, mas ele continuava a sorrir.

– É sério. – Ela suspirou. – Acho que nós somos parentes. – Isso o fez se calar.

–... Parentes? – Ele não parou de dirigir, nem de olhar para a estrada.

– Sim... Minha mãe tem uma prima de segundo grau chamada Rin Nohara. Nós temos pouco contato com a família dela, mas... – Ela suspirou. – Ela também estava internada em uma clínica. De fato, faz um tempo que eu não vejo a Nohara-san, mas realmente acho que...

– Se ela se chama Rin Nohara, é a própria. – Sasuke garantiu, num tom tão seco que a rosada quis se encolher.

E então o silêncio se fez.

– Você contou ao meu tio? – Ele ainda estava sério.

– Não... Ela não pareceu me reconhecer, e eu não tinha certeza se...

– Ótimo. – Ele a cortou. – Não conte para ele... – Olhou-a de lado. – Se souber que tem contato com os Nohara, pode acabar ficando com raiva.

–... Raiva...? – Sasuke suspirou, deu de ombros e tornou a olhar para a estrada.

– Eles têm uma história complicada... Basicamente, eram contra o casamento.

– Oh... Eu não sabia...

– Eles passaram anos escondendo o paradeiro dela para o meu tio. Foi bastante complicado encontrá-la. – Sak anuiu lentamente.

– E por falar nisso, acho que já tinha visto seu tio antes. – Ele não respondeu, então ela imaginou que devesse prosseguir. – Eu e meus pais fomos visitar os Nohara na tarde de natal, e um homem interrompeu a visita... Antes eu não tinha notado, mas acho que era o Obito-san.

– É possível. – Foi tudo o que ele respondeu. E o assunto se encerrou.

A viagem foi longa, irritante e silenciosa.

Sasuke sabia que estava sendo mal humorado, mas não podia evitar. Aquele tinha sido um dos piores dias de sua vida – se não o pior! – e falar de uma das causas de aquele dia estar sendo terrível justamente com a namorada, que ele cria ser a única criatura no mundo a deixá-lo minimamente distraído, era irritante.

– Aconteceu alguma coisa? – Ela perguntou de repente, e ele estreitou os lábios.

– Muitas.

–... Você quer conversar?

Sasuke hesitou. – Não necessariamente. – E viu-a assentir com a mágoa estampada em seu rosto.

Aquilo o fez suspirar.

– Se quiser, eu estou aqui. – Ouviu-a murmurar, mas não conseguiu dizer nada em resposta.

Os minutos se passaram, mas eles não prosseguiram conversa nenhuma. A música, lenta e agradável aos ouvidos, soava dos autofalantes do carro, mas Sakura não estava balançando a cabeça com o ritmo dela, como costumava a fazer.

Ela estava encarando a janela lateral, com os olhos verdes perdidos, reflexivos e magoados. – Eu posso dormir com você? – Ele se pegou perguntando.

Pelo reflexo, seus olhos se encontraram, e ele se sentiu estranhamente ansioso com aquele olhar duvidoso. – Dormir?

– Dormir. – Ele garantiu. – Não quero voltar ao meu apartamento... Meus pais estão lá. – Pela expressão dele, Sakura sabia que o melhor seria não questioná-lo.

– Só se dormir no sofá. – Ela sentiu o peito queimar ao vê-lo sorrir; um meio sorriso doce, encantador. Um dos que ela adorava.

– Eu não vou te violentar. – Ele garantiu antes de estacionar.

– Lamento dizer isso, mas você não é exatamente confiável.

– Isso dói, Sakura. – Ela deu os ombros, mas sorriu.

Eles saíram do carro como um casal normal, juntaram as mãos como um casal normal e subiram as escadas juntos, com os dedos entrelaçados, como um casal normal. Mas bastou entrar na casa – que estava vazia, por sinal – para que a normalidade se transformasse em tensão.

Sakura seguiu até o sofá, retirou as almofadas decorativas e afofou os assentos. Estava visivelmente ansiosa, e aquilo o deixava indescritivelmente satisfeito. – Eu vou buscar lençóis e uma manta, e então... – Ele a calou com um beijo repentino, que fez suas pernas bambearem.

Embora um pouco surpresa a primeiro momento, logo ela começou a retribuí-lo: alisou o rosto ligeiramente áspero, e sentiu o estômago encolher quando ele alisou sua cintura por dentro da camisa. Mordeu seus lábios, emaranhou os dedos na cabeleira negra e deixou que os corpos roçassem um no outro. – Sua amiga deve demorar... – Ele murmurou entre os lábios dela, que se limitou a assentir. – Você não quer que aquela ninfomaníaca me pegue dormindo sem camisa no sofá, não é...? – Ela riu.

– Você não precisa dormir sem camisa. Posso pegar algumas roupas emprestadas do pai da Ino. – Ele negou.

– Eu quero te seduzir. – Murmurou, e então mordiscou seu lábio inferior.

– Eu sou inseduzível, lembra? Você vive insinuando isso. – Lentamente, as mãos grandes subiram por dentro de sua camisa, e ela estremeceu.

– Nem tanto... – E então tornou a beijá-la.

Sakura sabia que devia se controlar.

Sabia que devia parar e respirar, afastá-lo e explicar, pela milésima vez, que eles não fariam sexo.

Ainda assim...

Estremeceu, quando as unhas dele roçaram pelo contorno de seus seios, e sentiu o corpo queimar, quando ele aprofundou o beijo.

Com aquela troca de salivas inesperadamente violenta, estranhamente sedutora, e as mãozinhas ousadas dele acariciando algumas das partes mais sensíveis de seu corpo, ela não podia fazer muito além de se perguntar por que não fazer amor com ele naquele momento, naquele sofá, ou mesmo no chão.

Mas então ele se afastou. – Desculpe... – Sussurrou num suspiro. – Acho que estou irritado, se eu te assustei... – Ela queria puxá-lo pelos cabelos e obrigá-lo a beijá-la de novo, mas ao invés disso, sorriu, timidamente.

– Eu vou trazer os lençóis e... – Ele negou com a cabeça.

– Sinto muito por te agarrar, mas não vou dormir no sofá. – Ele garantiu, e ela precisou de um segundo para entender o que estava acontecendo.

– Está tentando mandar na minha casa? – O tom acusador em sua voz o fez rir. – É claro que vai dormir aqui. O quarto de hóspedes está ocupado pelo Inoichi-san, então... – Ele deu de ombros.

– Também não dormiria no quarto de hóspedes.

– Sasuke-kun... – Ela respirou fundo, e então o encarou de maneira séria. – Eu não acho que seja uma boa ideia.

– Por que não? Nós já dormimos juntos, e nem estávamos saindo. – “Não é uma boa ideia porque há menos de três minutos eu estava querendo ser amada no chão”, foi o que ela pensou em responder, e o que responderia, se o sorrisinho afetado dele não tivesse voltado.

– Você estava doente. – Ela o lembrou.

– E agora estou magoado. – Ele havia dito aquilo com tanta naturalidade e sinceridade que ela simplesmente não soube o que responder. E, ao ver que ela estava atordoada, ele tornou a se aproximar; puxou as mãos pequenas e beijou-as, carinhosamente. – Eu não vou fazer nada, Sakura. – Ele garantiu, e então selou os lábios dela num toque rápido e amoroso. – Só quero passar a noite com você, dormindo lado a lado... Pele a pele. – A declaração dele fez com que o estômago dela se contraísse de ansiedade, porque realmente parecia verdadeira. – Por favor. – Ele adicionou com um sorriso doce, e ambos souberam que ela havia perdido.

~

Por um segundo, Itachi simplesmente não soube o que responder.

Ele abriu a boca para falar, mas nada lhe vinha à mente. -... Grávida. – Ele repetiu, mais para que algum som soasse pela sala do que por qualquer coisa.

– Segundo os dois exames que fiz, só para confirmar, muito grávida.

– Há quanto tempo? – Ela imaginou que aquela devia ser uma pergunta muito estúpida, mas ainda assim respondeu:

– Dois, ou talvez um pouco mais.

– Desde a época em que você começou a beber feito uma alcoólatra? – Ah, agora a pergunta fazia sentido.

Kasumi estreitou os lábios, desagradada com a insinuação, mas sabia que não deixava de ser verdade. – Mais ou menos... Mas está tudo bem com o bebê! – Ela garantiu quando percebeu que ele estava pronto para surtar. – Eu parei assim que descobri, fiz alguns exames e a médica disse que tudo está certo.

–... Quando você descobriu? – Ele estava sério, mas não parecia nervoso nem ansioso. Apenas sério e preocupado.

– Na noite anterior em que conheci a “Aya-chan”. – Ela forçou a voz ao falar o nome da garota, mas Itachi não conseguiu sentir vontade de rir.

Na verdade, ele estava furioso consigo mesmo. Tanto, que não conseguia pensar em nada para dizer, não conseguia pensar em nada para pensar!

– Você está pálido. – Ela parecia achar graça nisso. – Vamos, sente-se... – Tentou guiá-lo à cadeira, mas ele não se mexeu. – Itachi?

– Por isso você aceitou se casar. – A conclusão dele parecia carregada de mágoa, e isso a fez sentir-se mal.

–... Sim. – Foi sincera. Ele anuiu lentamente, quase debilmente; serviu-se de mais vodca e seguiu para a cadeira da amada. Sentou-se ali, em silêncio, e começou a refletir. Havia notado o exato instante em que ela decidira se aproximar.

Quando Kasumi sentou-se sobre sua perna esquerda, ele não pôde erguer os olhos. – Você devia ter me contado. – Murmurou com a voz séria.

Kasumi alisou os cabelos longos. – Eu sei... – Confessou. – Mas estava irritada, furiosa e magoada. – Ele estreitou os olhos e a encarou.

– E se essas coisas não tivessem acontecido, eu nunca saberia?! – Não conseguiu evitar a raiva momentânea. – Pelo amor de Deus, Kasumi! Mesmo que eu não te amasse como te amo, mesmo que eu não vivesse por você, como vivo, ainda teria a obrigação de me contar que vou ser pai! – Ela respirou fundo; encostou a testa na dele e anuiu.

– Eu sei. – Falou simplesmente.

Eles ficaram se olhando por minutos, um tentando decifrar os pensamentos do outro, um tentando sentir a alma do outro, e ele enfim a beijou. Um beijo calmo, terno e cheio de culpa.

Deus! Por que ele tinha que ter levado aquela mulher para casa, naquela noite?! Pouparia tanta irritação! Tantas dores de cabeça! Malditas fossem as taças de vinho que haviam atiçado sua libido.

– Você vai se casar comigo... – Não era um pedido, era uma ordem. Por perceber isso, Kasumi arqueou a sobrancelha.

– Eu vou? – Os olhos castanhos tornaram-se desafiadores. Itachi cerrou os olhos.

– Vai. – Garantiu. – Nem que eu tenha que te amarrar. – Aquilo a fez sorrir. Mas ainda assim, ela não quis respondê-lo; ainda que quisesse gritar “sim”, para todos ouvirem, a ideia de provocá-lo era deliciosa demais.

Então, ela não respondeu.

Apenas afrouxou a gravata preta, enquanto olhava fixamente nos olhos negros; abriu a camisa social vermelha e beijou demoradamente os lábios do amado, que simplesmente deixou-se relaxar.

~

O banheiro de Sakura devia ter o tamanho do lavável de Sasuke, mas ele não se importou. Entrou no ofurô – a Haruno havia preparado mais cedo – e tomou um longo banho. Tentou focar toda a sua atenção nas centenas de creme sobre a pia, para evitar lembrar-se dos problemas que o assombravam.

Ele terminou o banho, vestiu a calça de moletom que havia usado em sua última estadia, mas ignorou a camiseta branca grande. Saiu de lá secando os cabelos com uma tolha que tinha sobre os ombros, e não conseguiu evitar o sorriso ao ver o sofá forrado com lençóis.

É claro que ela não desistiria.

Ele suspirou longamente; balançou a cabeça como se não acreditasse naquilo, mas não conseguiu desfazer o sorriso do rosto. – Bom, eu também não vou. – Murmurou para si mesmo, e seguiu imediatamente para o quarto dela.

Estava trancado, mas é claro que estaria.

Ele bateu duas vezes. – Sakura?

–... Sim? – Ela respondeu depois de hesitar um pouco.

– Pode vir aqui por um instante? Acho que quebrei o seu banheiro. – Ele pôde ouvir algo caindo no quarto, mas não soube identificar o quê. – Sakura?

– E- Eu estou bem! – Ouviu-a gaguejar, mas então o silêncio se fez. -... Você está tentando me enganar, não é? – O riso dele deu-lhe certeza.

– Eu pensei que tínhamos combinado que eu estaria aí... – Ele encostou a cabeça na porta. – Dormindo do seu lado. Pele a pele, lembra? – Ela enrubesceu só de lembrar.

– Talvez você devesse ir embora... – Sasuke suspirou.

– Está bem, então venha se despedir.

Abrir aquela porta definitivamente deveria ser a coisa mais estúpida que ela faria na vida, porque era bastante óbvio que ele tentava enganá-la. Era estupidamente óbvio que, assim que aquela porta se abrisse, ele a agarraria, mas ainda assim Sak abriu.

Para quem não queria que o namorado ficasse, nem a tocasse, Sakura tinha escolhido uma roupa de dormir bastante ousada para sua personalidade. Feita com aquele tipo de tecido fino, macio e liso, mas não transparente. Era rosa, e ela sabia que ele gostava de vê-la usando aquela cor; era curta – não absurdamente curta, mas curta –, rendada e com babados nas beiradas.

Ele suspirou longamente, e imaginou que a vida namorando uma virgem desinteressada em sexo seria mais fácil se ele fosse cego. – Você quer me matar. – Ele concluiu, balançando a cabeça em reprovação, mas sem tirar os olhos da adorável peça.

– Ino me deu isso. – Sak ajeitou os curtos cabelos róseos, e olhou para a parede. – Era algo velho, ela não usava mais e...

– Acho que já disse isso, mas se sua amiga não fosse uma ninfomaníaca, eu a consideraria uma santa. – Ele entrou sem pedir permissão, fechou a porta e trancou-a, ignorando completamente as exclamações dela.

Quando se virou, Sakura estava atrás de uma poltrona, tentando se esconder.

Ele quis rir, mas tentou conter-se. Aproximou-se lentamente, sem tirar os olhos negros dos verdes, e rodeou a mobília; Sak recuou, mas bateu na parede antes de se afastar efetivamente. Sasuke não parecia nem um pouco ansioso quando a rendeu, e aquilo a incomodou.

Por que só ela tinha que estar com o coração na boca?!

– Você parece receptiva esta noite, senhorita Haruno. – Ele murmurou visivelmente divertido com o nervosismo dela.

– Está imaginando coisas, senhor Uchiha. – Ela se orgulhou tanto de si mesma por sua voz não sair nem trêmula, nem nervosa, que quis se abraçar.

– Ah, estou imaginando coisas... – Sasuke estava se segurando para não rir, e notar aquilo a fez querer rir. Mordeu o lábio inferior, para conter o sorriso, mas arrependeu-se assim que enxergou uma fagulha sinistra brilhar nos olhos negros.

Sasuke balançou a cabeça em reprovação. – Você não devia ter feito isso... – Murmurou antes de comprimi-la contra a parede. Sak perdeu o ar.

– É, acho que não. – Ela soltou, e então foi beijada.

Sakura sabia, sabia que já devia estar acostumada com aqueles beijos. Sabia que devia parar de estremecer, toda vez que ele chegava perto. Sabia que tinha que ser forte e decidida, como sempre foi com os outros namorados.

Mas embora sua mente soubesse, era difícil conter seus instintos quando Sasuke insistia em atiçá-los.

O safado não tinha colocado a maldita camisa, e graças a isso, ela pôde sentir o calor do corpo dele. Imaginou que o tivesse feito de propósito, e isso a irritou.

Ela quis empurrá-lo, mas bastou pôr as mãos sobre o peito definido para a vontade sumir. Então, ao invés de afastá-lo, deslizou as mãos do peito até suas costas e puxou-o. Sak sentiu-o sorrir sobre seus lábios. – Parece que, no fim, eu não estou imaginando coisas. – Ele sussurrou, com a voz baixa e rouca que a fez enrubescer.

– Não veio só se despedir? – Ela falou rápido demais, e seu nervosismo foi denunciado.

– Quer que eu vá embora? – A pergunta pegou-a desprevenida.

Ela tentou dizer que sim, mas não pôde.

Sentiu o estômago revirar pelo meio sorriso estupidamente sexy que se formou no rosto dele. – Muito bom. – Ele assentiu. – Muito honesta. Medrosa, mas honesta. – E antes que ela pudesse retrucar, e acabar com o bom clima, ele roçou a boca no ombro branco, fazendo-a suspirar longamente.

O Uchiha deslizou, com uma lentidão quase torturante, as mãos pelas laterais de seu corpo, por cima da camisola, do início até o fim da peça, e bastou alcançar as coxas para apertá-la. Sak encolheu, e instintivamente se apoiou sobre os ombros dele.

Sentiu-o morder seu ombro, e arranhou sua nuca; sentiu-o apertar sua pele, e instintivamente mordeu sua orelha, levemente, sedutoramente. Sasuke grunhiu em aprovação, puxou-a pelas coxas e a ergueu do chão. A própria Sakura fez questão de beijá-lo, e tanta aceitação fez com que o coração do pobre homem, há tanto tempo na abstinência, explodisse. Ele comprimiu-a ainda mais contra a parede, e ambos suspiraram quando os seios roçaram no peito nu, ainda que aquele tecido fino, filho da mãe, estivesse impedindo o contato pele a pele.

Sakura emaranhou os dedos nos cabelos negros, quase inconsciente a tudo, e desejando estar inconsciente a tudo; sentiu as mãozinhas ousadas subirem até suas nádegas, mas tentou não se importar.

Ele afastou-se milímetros, apenas para roçar os lábios contra a garganta dela, que ergueu a cabeça imediatamente, queimando pelas carícias, quase clamando por elas.

Quando foi que ela tinha se tornado tão receptiva?! Quando foi que quis tanto ser tocada por um homem? Ela simplesmente não conseguia lembrar. Na verdade, naquele instante, não conseguia pensar em absolutamente nada.

Ele mordeu seu seio direito, por cima do tecido, mas então se apressou para afastar as alças dos ombros e baixar a parte frontal da camisola. Sakura ajudou, mas ele não teria como perceber naquele estado.

Quando estavam livres do odioso tecido, ele não hesitou em afundar o rosto no vale dos seios modestos que lhe pareciam tão perfeitos; beijou, mordeu e sugou; lambeu, rodeou e apertou. E só então, quando pareceu ouvir a voz dela murmurando seu nome, ergueu o rosto para beijar-lhe os lábios mais uma vez.

Ele não ia aguentar por muito tempo. Não queria aguentar, e que fossem para o inferno as convicções dela!

Envolveu-a pela cintura, apertando-a firmemente, e levou-a para a cama de solteiro, sem se importar com a falta de espaço.

Sem hesitações, pôs-se sobre ela, e antes que a namorada pudesse “despertar”, tornou a beijá-la.

Foi um beijo cálido, que fez com que o coração de ambos pulsasse mais rápido. Ele a segurou pela nuca e puxou-a possessivamente; deliciou-se ao sentir as mãos macias deslizarem por seu rosto, e se ajeitou entre as pernas dela.

Enquanto seus dedos deslizavam sedutoramente pela panturrilha, por trás do joelho e pela coxa esquerda da namorada, ele não pôde deixar de se lembrar da primeira vez em que a tinha notado.

Lembrou-se de como quis agarrá-la instantaneamente, alisar suas pernas e beijá-las demoradamente. Os lábios dela se entreabriram na boca dele, e pela primeira vez na vida, Sasuke sentiu-se ansioso por ouvir a voz de uma mulher entrecortada graças aos seus toques.

Ele já tinha ouvido aquilo tantas vezes, mas nunca se sentira assim... Definitivamente, o gosto da conquista era o melhor. O gosto da vitória!

O pensamento fê-lo arranhá-la, e Sasuke sentiu-a se encolher sob seu corpo; os lábios se separaram, apenas milímetros, e eles enfim olharam um para o outro.

O rosto de Sakura estava docemente avermelhado; seus lábios, vermelhos graças aos beijos que haviam trocado, estavam entreabertos, e ela respirava tão rápido, tão ansiosa, tão desejosa, que ele quis possuí-la naquele exato instante.

Mas então, algo que nenhum dos dois poderia prever aconteceu.

Um som alto, alarmante, de um celular, começou a tocar.

O celular dele.

O toque que costumava usar para as ligações da mãe – as ligações dela eram as únicas que faziam seu celular tocar.

Mas ainda pior que o toque de celular soar, foi a luz da sanidade invadindo os grandes olhos de sua namorada. Ela arregalou aquelas belas pedras verdes, assustada, surpresa e abismada com a situação, e só pela expressão dela, Sasuke soube que não teria mais nada a partir de então.

Ele exalou o ar demoradamente, frustrado. O som do toque de sua mãe continuava ali, irritante e incômodo, então ele se levantou; pegou o terno – que ela havia dobrado e deixado sobre a poltrona rosa – e tirou do bolso o smartphone.

– O que foi, mãe? – Sak reparou que ele estava furioso pela interrupção, e isso a fez sentir-se ainda mais nervosa. Assim que o tinha a uma distância segura, ela se sentou; ajeitou suas vestes, os cabelos e ficou revezando olhar para os lençóis bagunçados e o namorado. – Eu já disse, estou resolvendo algumas coisas... Não, não vou voltar para casa essa noite. Você e o pai podem dormir aí... – Ela o viu franzir o cenho. – Só não no meu quarto, pelo amor de Deus. – A frase quase apavorada a fez soltar um risinho. Sasuke percebeu, e ergueu os olhos negros até ela.

Ele balançou a cabeça, como se reprovasse sua diversão. – Mãe, eu já sou maior de idade. Posso dormir fora de casa. – Sasuke fechou a cara, e olhou para o chão. – Eu vou vê-lo amanhã... – Murmurou em voz baixa. – É, acho que está com a Kasumi... – A menção à Aihara fez com que a curiosidade tornasse à mente de Sak, e ela teve que se conter para continuar na cama e não questioná-lo imediatamente. – Eu não sei se eles voltaram, mãe. E nem me importa... – Suspirou longamente. – Eu entendi os seus sentimentos, mamãe, mas você precisa entender que o Itachi faz da vida dele o que bem quiser, assim como eu. E pare de ligar, você interrompeu algo importante... Só fique aí com meu pai, nós nos vemos amanhã... Eu não sei que horas... Ok, até mais. – E então ele desligou.

Respirou fundo, cruzou os braços e encarou a namorada. – Você devia ficar prestando atenção na conversa dos outros? – Ela deu os ombros, segurando-se para não rir, e sentiu-se ansiosa ao vê-lo se aproximar.

– Não é isso o que as namoradas fazem? – Comentou de repente, temendo que aquele clima estupidamente sexual retornasse. – Ficam de olho nos namorados?

– É, acho que é exatamente isso o que as namoradas fazem. – Sasuke se deitou ao lado dela, e acomodou-se de modo a fitá-la. – As mães também podem ser muito perseguidoras, se quer saber. – Sak assentiu.

– Os pais também. – Riu alto, ao vê-lo empalidecer, mas tratou de se conter e focar em um assunto que não tinha nenhuma relação com eles. – Eu estava para te perguntar mais cedo, mas não pude... O que aconteceu de manhã? Aquela sua conversa com Obito-san pareceu-me preocupante, mas eu entrei na página do jornal e não tinha mais nada lá, só uma postagem de retratação.

– Oh, eu não cheguei a ver a retratação... – Ele estreitou as sobrancelhas, pensativo, mas então deu os ombros. – Parece que a Kasumi fez algo estúpido. Alguém do jornal postou besteiras sobre a família Uchiha, e meu avô agora está furioso.

– Oh...

– Acho que ele quer fechar o jornal. – As sobrancelhas dela se juntaram de maneira preocupada, e Sasuke pôs o indicador sobre as rugas que consequentemente haviam se formado na testa da namorada. – Não precisa ficar preocupada. Meu irmão vai ficar do lado da Kasumi, como sempre, e as coisas vão se ajeitar.

– Seu irmão?! – A surpresa dele o fez surpreender-se.

– Você não sabia? Eles têm uma... – Estreitou os lábios – Uma coisa – não tinha definição melhor para o relacionamento daqueles dois – há anos. Itachi é louco por ela.

Sakura riu. – Como eu podia saber disso?! – Sasuke deu os ombros.

– Pensei que eram amigas...

– Só você faz amizades com suas funcionárias, Sasuke-kun. – Ela fez uma careta de desagrado, e ele imediatamente soube que estava falando do flagra de Karin, no elevador. Aquilo o fez suspirar. – É por isso que o Obito-san estava preocupado? – Sasuke hesitou, mas por fim negou.

Por algum motivo que o próprio Sasuke desconhecia, ele não via nenhum sentido manter as coisas em segredo para Sakura. – É um pouco mais complicado... Achamos que eles podem ser pai e filha.

– Pai e filha?! – Ela pareceu surpresa.

– Kasumi era órfã, você não sabia? – Sak negou, e ele quis rir ao enxergar a decepção nos olhos verdes; puxou-a pela cintura, obrigando-a a deitar-se sobre ele e deliciou-se com a tonalidade rosada que tomou o rosto dela. – De qualquer forma, vamos parar de falar nisso. Não é da nossa conta... Pelo menos não enquanto estamos sozinhos, no seu quarto e na sua casa...

– Sasuke-kun...

– Eu sei, eu sei... – Ele apertou sua cintura. – Eu perdi uma chance de ouro, deixando aquele maldito celular ligado... – Roçou o nariz no dela. – Mas ainda podemos dormir juntos. – Beijou seus lábios, e foi carinhosamente retribuído.

– Só dormir... – Ela murmurou entre os lábios dele, e Sasuke concordou.

Ele estava sendo tão doce, atencioso e tão gentil... Sakura não resistiu o impulso de beijá-lo demoradamente, e quando os lábios se separaram, acomodou-se sobre o peito quente – em todos os sentidos da palavra.

– Obrigada. – Ela sussurrou, e sentiu-o deslizar as mãos por suas costas.

– Não agradeça. Eu vou te pegar quando estiver desprevenida, senhorita. – Ela riu, e beijou o peitoral.

– Boa noite, Sasuke-kun. – Encolheu-se nos braços dele, e conteve o impulso de suspirar, por ser envolvida.

Sentiu a cabeça dele se afundar em seus cabelos, e gostou daquela sensação. – Boa noite, Sakura... – Ele murmurou com o tom de voz tranquila.

Mais nenhuma palavra foi dita aquela noite, embora eles tenham ficado um tempo considerável de tempo acordados; ela, muito entretida em ouvir a respiração dele... Tão tranquila, compassada e leve... E ele, satisfeito por sentir o corpo dela sobre o seu, ainda que de uma forma inocente.

E assim, lado a lado, pele a pele, eles adormeceram.

~

Um barulho irritante o havia acordado naquela manhã.

Obito ergueu o braço e apertou o botão do despertador, mas o barulho continuou. Sentiu Rin se remexer em seus braços e, com um longo suspiro, virou-se para o criado mudo. Fez uma careta quando leu “Deidara” no identificador, mas acabou por atender.

– Pelo amor de Deus, são sete da manhã...

– Foi você quem me pediu para ficar de olho no tal jornaleco. – Aquilo o despertou; Obito quase de imediato sentou-se, e os movimentos bruscos fizeram com que Rin despertasse. Ela olhou confusa para o marido, e então também se sentou, observando-o com um olhar interrogativo.

– O que aconteceu?

.

– Ela o quê?! – Kasumi praticamente pulou da cama, e Itachi acordou com o movimento brusco. – Como assim, cortou os investimentos? Ela é nossa maior patrocinadora! Sempre disse que nos admirava, então porquê...

– Eu não sei! – Tenten choramingou do outro lado da linha.

– Pare de chorar, Mitsashi. – Kasumi exigiu de maneira grosseira, e Itachi arqueou as sobrancelhas, surpreso. Era incrível como ela podia mudar da água para o vinho em segundos, de uma doce e apaixonada mulher para uma jornalista hostil, e mais incrível ainda era como aquela repentina mudança o agradava. – Tente marcar um encontro com a secretária dela, e tentar convencê-la a esquecer dessa história. – Apressada e desajeita, ela vestiu a lingerie e colocou o sutiã. – Ah droga, onde está minha saia...?

– Tente na sala, querida. – Itachi sugeriu com um sorriso maldoso, que ela preferiu ignorar.

– Eu sabia que algo assim ia acontecer, mas justo nossa maior colaboradora... – Ela suspirou longamente, tristonha, e seguiu para a sala.

Na noite passada, ela e Itachi nem haviam terminado de fechar a porta e já estavam se despindo. Na hora, pareceu uma boa ideia, mas agora... – Droga, Kasumi! – A voz de Sasuke a fez gritar, soltar o celular e se esconder atrás de uma poltrona.

– Sasuke!

– Pelo amor de Deus, Itachi! – Ele exclamou para que o irmão pudesse ouvi-lo do quarto. – Pelo menos quando estiver acompanhado, tranque a maldita porta! – Ele se virou para ficar de costas à cunhada, visivelmente envergonhado; Itachi apareceu num pulo, e jogou um robe na direção da noiva, que o vestiu imediatamente.

– Não costumo receber visitas às oito da manhã. E você já pode se virar. – O mais jovem o fez.

– Eu tive que levar a Sakura para o hospital. – Explicou-se. – Esqueci que você acorda tarde. – O mais velho franziu os lábios, mas Kasumi surpreendeu-se.

– Sakura? Sakura Haruno? – Ela seguiu pela sala, pegando as peças sociais espalhadas pelo lugar. – Eu não sabia que estavam saindo. A propósito, ela me ajudou em alguns assuntos médicos.

– Estou sabendo de algo assim. – Sasuke assentiu enquanto dizia. – E estamos decididos a não falar sobre nosso relacionamento com a imprensa. – Ele soou sério, mas ela soube que estava brincando. Ainda assim, suspirou.

– Se as coisas continuarem assim, nós não vamos continuar imprensa por muito tempo... – Lamentou-se. Sasuke lançou um olhar preocupado ao irmão, mas Itachi estava ocupado demais envolvendo a amada em seus braços.

– Madara fez algo? – Ela negou.

– Perdemos um bom patrocinador. Eu imaginei que isso fosse acontecer, mas justo eles... Sem a ajuda daquela empresa, nem dá pra pagar a manutenção do site... – Bocejou. – Eu tenho que ir para o escritório. Vou me vestir. Posso pegar seu carro? – Itachi anuiu, e ela sorriu. Pôs-se na ponta dos pés, roubou-lhe um beijo rápido e correu para o quarto.

– Vocês voltaram?! – Sasuke parecia bastante surpreso. O mais velho deu os ombros, cruzou os braços e encarou o empresário com um sorriso maroto.

– Eu te disse que ela me amava. – Sasuke revirou os olhos. – Mudando de assunto... O que você faz aqui? Especialmente tão cedo?

–... Acho melhor esperar estarmos sozinhos. – O mais jovem respondeu num murmúrio baixo, apontando com a cabeça para o quarto, e Itachi compreendeu. Ele estava a ponto de perguntar de que assunto se tratava, mas Kasumi saiu do quarto como uma bomba.

– Tudo bem se eu trouxer seu carro a noite? – Ela questionou enquanto vestia os sapatos.

– Só não bata no caminho até o jornal. – Itachi se aproximou, sorrindo feito um idiota. Sasuke se perguntou se alguma vez sorrira daquele jeito para alguma garota...

Não, definitivamente não.

– Você não vai comer nada antes de sair? – Ela negou. – Kasumi...

– Eu vou pedir para a moça da recepção me trazer um lanche, prometo.

– Kasumi... – Ela suspirou longamente.

– “Kasumi”, “Kasumi” – ela imitou o tom de voz. – Francamente, acho que foi por isso que não te contei antes! – Ele estreitou os lábios em desagrado; ela segurou seu rosto, com ambas as mãos, e beijou-lhe os lábios demoradamente. – Eu vou sobreviver a uma manhã sem comer o recomendado. – Ela se afastou, agachou no chão e pegou o celular que havia escapado de sua mão na entrada de Sasuke. – De qualquer forma, hoje eu tenho consulta. – Ela ergueu os olhos até o cunhado. – Com a Sakura-chan, a propósito. – Itachi riu.

– Aquela garota deve ter um imã para Uchihas. – Murmurou. Kasumi preferiu ignorar o fato de ela ser tão facilmente relacionada como membro da família; e após ajeitar a bolsa, deu um beijo rápido no rosto do empresário, cumprimentou-o com um “bom dia” atrasado e saiu.

– Ela está doente?

– Grávida. – Sasuke levou um minuto inteiro para digerir a informação, mas ainda assim não pôde. Ele virou-se para o irmão, pálido, boque aberta. Itachi pareceu satisfeito com a surpresa dele. – Isso mesmo, você vai ser titio. – Enxergar o orgulho nos olhos do irmão fez com que Sasuke questionasse a sanidade de Itachi.

– E você está feliz com isso?! – Ele parecia chocado por esse fato.

– É claro que eu estou feliz! – Itachi exclamou. – Admito, foi um choque, mas... – Deu os ombros. – É a mulher que eu amo. E só assim para ela se casar comigo. – Adicionou com um tom divertido. – Mas... Voltando, o que você veio fazer aqui?

~

Quando Kasumi chegou ao prédio, Tenten já estava na recepção, com um copo de café comprado em uma mão e uma caixa de lanche feita de isopor na outra.

Aquela imagem fez com que a Aihara se sentisse um pouquinho culpada pelos pensamentos maldosos que havia tido no outro dia sobre ela. – Obrigada. – Ela disse depois de pegar o lanche. – Estou faminta... – Tomou um gole de café, antes de qualquer coisa e então começou a seguir para a sala. – Conte-me tudo.

– A secretária da Terumi-san disse que não pode marcar encontros... – As duas suspiraram. – Mas isso não é o pior, Kasumi. – Ela disse quando começaram a subir as escadas. Kasumi não a olhou, apenas continuou seguindo em frente, mas sentia seu estômago revirar.

– Os Uchihas...

– Não, não fomos processados. Ainda... Mas perdemos mais dois patrocinadores. – Kasumi parou repentinamente, e encarou a subordinada como se ela tivesse enlouquecido. – É sério. – Tenten bufou, irritada com a situação.

– Nós temos menos de dez patrocinadores, como podemos perder três de uma vez? – Ela tornou a subir as escadas, seus passos agora mais fortes e firmes. – É simplesmente loucura. Eles investiram no Diário de Konoha! Como podem simplesmente desistir, do nada?! – Ela estava furiosa. Tenten podia concluir isso só por observar sua postura corporal. – Madara deve ter feito alguma coisa... – O café de repente tornou-se mais amargo, e ela sentiu uma vertigem tão grande que foi obrigada a se reencostar na parede.

– Você está bem? – A outra se aproximou, apressada e preocupada, e tentou segurá-la pelos ombros. Kasumi apenas anuiu.

– Nós estamos falidos...

– Na verdade, não. – A voz de Obito fez com que as duas se virassem; ele estava subindo às escadas com dificuldades.

– Sério, Obito. Eu não posso lidar com você agora. Vá embora! – Kasumi comandou com fúria palpável, apontando para qual lado fosse, mas ao invés de se sentir ofendido, Obito sentiu-se... Leve.

Era muito melhor vê-la irritada e cheia de energia do que triste e depressiva.

Ele sorriu à filha. Um genuíno sorriso de felicidade. – Você não pode me expulsar. – Ele garantiu, se apoiando sobre a muleta.

– Você quer apostar? Meus seguranças são muito, muito grandes.

– Não vai querer tratar o seu chefe assim, vai? – Ela emudeceu.

Pela primeira vez, desde que a conhecia, ele a havia emudecido! Era quase emocionante, e ele sentia seu corpo vibrar.

Ela abriu a boca, mas não conseguiu formular nenhuma frase coerente.

Obito tirou do bolso do paletó uma pequena folha, e exibiu-a para a filha. – Suas ações estavam uma pechincha de manhã, querida. – Ela empalideceu. – Então eu as comprei. – Viu-a apertar os punhos, e aquilo o fez sorrir. – Se eu soubesse que poderia ser tão fácil, teria feito antes... – Ele suspirou longamente. – Parece que vamos trabalhar juntos. Finalmente vamos poder ter aquela conversa, querida.

Notas finais
Eu ia postar esse capítulo semana que vem, mas acho que os SasuSakus que sofreram nessa semana, como eu, merecem um pouco de felicidade. ;-; Eu tava SUUUPER SasuSaku essa semana. Só vendo pra crer. q Eu AMEI escrever a cena deles. Tava com saudade de cenas meladas e cheias de nyaah!. q Sou uma romântica, apesar dos pesares. q Enfim... Não tenho mais o que dizer. lol Hoje o capítulo da outra fic parece que vai sair atrasado, mas é a vida. q Vou lá escrever The King, pessoal! :D Até mais ver, beijinhos da tia Candy! ;* Espero que tenham gostado do capítulo! ^-^v