Notas iniciais
Hey pessoinhas!
Como vão?
Eu gostaria de me desculpar; primeiro porque eu REALMENTE não consigo responder os comentários. T3T Vou tratar de resolver isso hoje mesmo. èe
E depois porque semana passada eu não pude postar. D:
Eu realmente tinha planejado postar toda semana, já que estou de férias, mas o bloqueio foi mortal, e o capítulo não saiu até quinta-feira a noite; no fim, achei melhor postar hoje. u.u
~
Mas como o capítulo tá legalzinho, acho que vão me perdoar! XD

Capítulo 05 – Insistência.

Os ânimos de Sakura Haruno estavam extremamente irritadiços nas últimas duas semanas. Tudo isso porque o maldito Sasuke Uchiha não lhe saía da cabeça nem por decreto do lado racional de seu cérebro!

Ele havia sido horrível, ameaçando-a daquele jeito; e ainda pior por planejar tudo, desde a gravação, até a festa, apenas para humilhá-la a tal ponto! Ele era o pior, sem sombra de dúvidas. O pior dos piores!

Ainda que lhe doesse o coração, ela já havia excluído o vídeo que a colocara na situação desconfortável do computador e de sua caixa de mensagens; também havia trocado de número e o vestido tão bonito fora embrulhado e colocado no correio, endereçado ao escritório do calhorda em questão.

Ainda assim... Por algum motivo irritante, ela continuava com aquele sonho: o sonho daquela noite, no carro, onde ele a chantageava e a beijava. Ela não sabia o porquê sonhava com isso, mas sempre acordava frustrada, e com o coração acelerado. Não que aquele fosse seu primeiro beijo, mas certamente o primeiro em tal situação.

Como os nervos estavam a mil, ela estava sinceramente feliz pela chegada do natal estar tão próxima, pois a visita dos pais a faria se acalmar, e os preparativos lhe ocupariam a mente.

Ino havia percebido o nervosismo da amiga há tempos, desde a manhã seguinte ao beijo, mas não estava preocupada em perguntar nada; para a sorte de Sak, ela parecia acreditar que todo aquele stress era causado pelo aumento de coisas a fazer, causado pelo bico na Poder da Juventude. Mal sabia ela que era exatamente toda aquela carga de trabalho que fazia com que a rosada pudesse pensar em outra coisa além do bilionário cafajeste.


Sak jogou a papelada sobre a mesa de escritório e se sentou com um suspiro profundo. Era sábado a tarde, e o trabalho na academia parecia não acabar nunca!

Ela já havia contatado a secretaria da cidade, para mais uma vez confirmar a reserva de algumas pistas onde seria feita a grande corrida; já ligara para um tanto considerável de empresas patrocinadoras; para os fornecedores das camisetas e tudo o que se podia imaginar.

Estava exausta, pois correra de lá para cá, e não teve um segundo de descanso, até a hora de seu almoço. Almoço esse que, visto a aproximação não muito animada de Ayame Ichiraku, certamente teria que ser deixado de lado. – Sakura, — Ela chamou com pesar e sentou-se na cadeira a frente da mesa que pertencia temporariamente à rosada.

– Algum problema, Ayame? – A mulher suspirou.

– Você deve se lembrar quando eu disse que os competidores, às vezes, são insuportavelmente inconstantes e acabam desistindo da corrida. – Sak concordou. – Nós tivemos uma desistência repentina, e eu gostaria que você fosse até esse endereço... – Ela puxou uma folha impressa de dentro de uma das pastas que carregava. – Quero que vá até lá, e tente convencê-lo a voltar.

~

O prédio da companhia Uchiha dificilmente era honrado com a presença de seu presidente aos finais de semana; e dos poucos sábados que Sasuke reservava para visitar o prédio, pouquíssimos visavam negócios.

Naquele dia, por exemplo, a sala do presidente estava reservada para um encontro casual com os amigos; ele e Naruto tentariam convencer a doce Hinata a tornar o seu aniversário minimamente divertido. A garota completaria vinte e um anos, e ainda assim, nunca havia tido uma festa que não fosse reservada, dentro das grandes paredes da residência Hyuuga, apenas com a família, um bolo e os amigos mais próximos.

Tudo muito simples, a julgar pela sua condição financeira, mas os Hyuuga realmente não eram acostumados com sustentação. Além disso, era até era natural, ao considerar que seu aniversário dava-se dois dias após o natal; todos os sócios dos Hyuuga estavam viajando, e não faria nenhum sentido organizar algo maior. – Uma boate? – A moça fez uma careta ao ouvir a ideia de Naruto, que bebia uma latinha de cerveja. Ele bufou ao ver a expressão dela.

– Por favor, Hinata! – Ele exclamou. – Vinte e um, a idade da alegria! – E ergueu a latinha em brinde. – É o seu primeiro aniversário com o seu pai longe, você tem que aproveitar. – A sobrancelha negra do Uchiha estava arqueada. O amigo estava feliz demais, em sua opinião.

– Eu não sei se é uma boa ideia... – Hina ponderou. – Sabe que não gosto de barulho; e me incomoda essa coisa de muita gente em um só lugar. – E suspirou.

– Bem, de algum modo, acho que o Naruto está certo. – Sasuke confessou quando se cansou de observar o melhor amigo e sua estúpida felicidade sem sentido visível. – Você está ficando velha, quase nunca vai a festas... O que custa tentar se divertir? E a senhorita sabe que essa desculpa de “eu não gosto de festas” não nos convence, certo? – Ela riu diante o olhar desconfiado do moreno.

– Mas eu realmente não gosto desse tipo de coisa. – Ela pontuou olhando para ambos. – Não sei, só não faz o meu estilo.

– O seu estilo, Hinata, é ficar sentada na cama, lendo romances e imaginando como seria estar no lugar da protagonista, mas sem se esforçar para estar. – Sasuke observou com um sorriso maldoso que fez Naruto o olhar com censura. Era muita maldade insinuar tal coisa à uma moça solteira.

Para a surpresa do loiro, Hinata riu. – Bom, eu não estou realmente esperando que alguém venha me salvar da vida tediosa. Então não se preocupe, não costumo a me imaginar em pele de heroínas.

– De fato. Você está mais para aquele tipo de personagem secundária que todos acabam gostando muito mais do que a protagonista propriamente dita. – Ele provocou.

– E você, Sasuke, seria o tipo de antagonista que se esforça muito para ser o vilão, mas que não passa de um rebelde sem causa que completa a terceira ponta do triângulo amoroso principal. – Respondeu divertida.

– Quem sabe não acabamos juntos, hein? – Ele se esgueirou pela mesa, aproximando-se ameaçadoramente, mas a Hyuuga riu.

– Se tem uma coisa que eu sei Sasuke, é que não sou seu tipo. – Garantiu; a falta de rubor nas faces pálidas acabou por irritar um pouco o ego do rapaz, mas ele não deixou transparecer.

– Bem, você é a mulher mais bonita que eu conheço, então é sim o meu tipo. – E piscou hilariamente, fazendo-a rir ainda mais alto.

Naruto suspirou, lamentando pela idiotice que vez ou outra podia enxergar nas conversas dos amigos de infância, sem sequer imaginar que, comparado aos dois, a idiotice dele era muito maior. – Por falar em mulher bonita... – A voz dele se alegrou, e acabou por tomar a atenção dos outros dois. – Você deveria chamar a Sakura-chan. Ela costuma recusar, mas não acho que será o caso. – Hinata conteve a vontade de revirar os olhos, e forçou um sorriso.

– Ela deverá estar viajando. – Sugeriu, mas foi prontamente negada pelo loiro. Claro. Ele era o melhor amigo dela, deveria saber todos os passos da dita cuja.

– Os pais vão vir para cá, então ela vai ter tempo. Vamos lá, Hinata! Se for você, ela deve aceitar! – Ele aproximou a cadeira com olhos sonhadores, e Hina não pôde evitar um suspiro de vencida.

– Não acho que você vá gostar quando ela ficar do lado do Sasuke de novo. – A amargura na voz foi quase palpável, e o Uchiha teve que conter a vontade de socar o sempre tão insensível Naruto.

O sorriso do loiro aumentou. – Não acho que seja o caso... – Ele murmurou com um irritante sorriso de vitória estampado no rosto. – Afinal, a Sakura odeia o Sasuke, agora. Ela mal suporta ouvir o nome dele ser dito, então eu adoraria vê-la o evitando. – O telefone tocou, interrompendo a conversa; um sorriso divertido e discreto brotou nos lábios do Uchiha, que preferiu atendê-lo em viva voz.

– Karin? Algum problema?

– Senhor Uchiha, você tem uma visita. A senhorita Sakura Haruno está aqui. – O rosto do loiro enrubesceu ao ouvir o nome. – Eu a mando entrar?

– Não. – Sasuke levantou-se; estava se segurando para não gargalhar da expressão surpresa e frustração do outro. – Eu já estou descendo. – E desligou o telefone. Hinata mordeu o lábio inferior, evitando uma risada e Naruto não conseguiu mover-se do assento. – Com licença, senhores. – O moreno disse enquanto vestia o paletó. – Uma dama me espera. – E piscou de modo a provocar o amigo, antes de sair.

Naruto virou a latinha de cerveja e bebeu o resto do conteúdo em um gole. Hinata ofereceu sua própria lata, que ele, contrariado, aceitou. – Aquele desgraçado...


Depois da humilhação passada que ela nunca, jamais esqueceria, Sakura Haruno não imaginou que pisaria por uma segunda vez dentro do grande prédio com paredes de vidro. Ela nunca pensou que estaria ali de novo, principalmente para vê-lo. Isso era inaceitável, era odioso, e a moça sabia exatamente ideia quem era o sem vergonha responsável por mais aquele constrangimento.

A Haruno estava na recepção, próxima à secretária ruiva que nada se agradava com o titilar de seus saltos negros. Sak estava impaciente, então não conseguia deixar de bater o salto no chão incansavelmente, como se aquilo pudesse acalmar sua alma e fazê-la sorrir profissionalmente quando aquele maldito cafajeste aparecesse à sua frente.

Quando o elevador chegou, os olhos verdes se ergueram possessos até os negros do senhor Uchiha, que sorria de maneira detestavelmente atraente.

Ele se aproximou com as mãos no bolso do paletó, o olhar apelativo e lábios contraídos para a direita num meio sorriso vitorioso e irritante. – Senhorita Haruno. – Ele a cumprimentou com um aceno, e Sak só pôde contrair os lábios em desagrado.

– Senhor Uchiha. – Ela disse por simples educação.

– O Diário de Konoha precisa de mais alguma entrevista? – Ele era tão hipócrita... Ainda assim, Sak forçou um sorriso.

– Não; acho que o Diário de Konoha está cansado da sua antipatia e egocentrismo, senhor Uchiha. – Foi ríspida. Ele ergueu ambas as sobrancelhas, simulando uma surpresa muito mal interpretada.

– E o que a poderia trazer aqui?! – Exclamou, hipócrita. Sakura revirou os olhos verdes e cruzou os braços.

– Vamos lá, senhor. Eu tenho quase certeza de que você sabe exatamente qual o motivo de eu estar aqui. – Sasuke suspirou e deu os ombros.

– Um café? – Ofereceu, mas a expressão dela não era de aceitação. – Vamos, Sakura. Eu sou um homem ocupado, embora não pareça. Minha garganta está seca, eu preciso de um café; se você vem ou não, é escolha sua, mas além de perder a bela companhia do bonito homem que está à sua frente, vai acabar sem dizer o que veio dizer, o que a faria ter que voltar. E, pela sua expressão, francamente não creio que queira voltar aqui uma terceira vez. – Os olhos dela se cerraram.

– Você realmente... – Mas antes que ela pudesse terminar a sentença, ele passou sua frente e com passos largos, caminhou para fora da empresa. Sak definitivamente não queria segui-lo. Na verdade, ela não queria vê-lo nunca mais na sua vida. Ainda assim, precisava fazer o que Ayame pedira; precisava fazer de tudo para recuperar o Sasuke competidor e era exatamente isso que ela faria.

Com esse pensamento, a senhorita Haruno correu para alcançá-lo.


Para a sorte de Sakura, havia uma Starsbuks muito próxima à Companhia Uchiha, então eles não precisaram andar juntos por muito mais tempo.

A rosada geralmente nunca recusava quando seus amigos quisessem pagar qualquer coisa para ela, mas Sasuke definitivamente não estava na sua lista de pessoas para pagar o café, então ela fez questão de sacar a carteira e entregar o dinheiro à recepcionista assim que fizera o pedido – antes do riquinho. O senhor Uchiha pareceu muito ofendido com essa ação, pois parou de sorrir imediatamente. A falta do sorriso dele poderia ser uma coisa triste – já que ele ficava lindo sorrindo -, mas a Haruno sentiu-se extremamente satisfeita por desfazê-lo.

Ela não o esperou pegar seu pedido e tratou de sentar-se rápido, em uma mesa redonda, onde as cadeiras fossem mais distantes possíveis. O moreno logo se sentou à frente dela; diferente do seu copo grande de café com caramelo, ele trazia uma modesta caneca com café forte, provavelmente sem açúcar, e uma porção de quatro muffins de chocolate que colocou no centro da mesa.

Sak não queria aceitar, mas ele estava tomando seu café preto, mordiscando vez ou outra um; ele parecia faminto, mas não devia dar o braço a torcer até ela aceitar comer, então acabou por pegar um (quem resistiria a muffins de chocolate da Starsbuks, afinal?), o menor de todos. Ele voltou a sorrir ao vê-la se servir. – Então, senhorita Haruno... Porque veio falar comigo mesmo? – Sakura suspirou longamente, e o encarou com antipatia palpável.

– Eu gostaria que parasse de fingir que não sabe. – Pontuou com as sobrancelhas erguidas, e Sasuke deu os ombros. – Você realmente só saiu da competição para me fazer vir?! – Ele riu.

– Eu pareço o tipo de homem que faria isso? – O rosto dela corou por um instante, temendo que tudo não passasse da fértil imaginação, mas percebeu que não, que ela estava sim certa, pois o sorriso debochado voltou a reinar no rostinho bonito daquele maldito filhinho de papai.

– Parece. – Ela murmurou contraindo os lábios. – Você não tem coisa melhor pra fazer do que ficar atazanando uma estudante? – O rapaz suspirou.

– Assim me ofende. Eu devo ser o homem mais rico da minha idade, Sakura, e trabalhei muito pra isso. – Ergueu a xícara na direção dela, tinha o olhar um pouco mais sério.

– Posso imaginar o seu sacrifício, herdando a empresa dos seus pais. – O sorriso de Sak foi o mais provocante possível, e ela pareceu ter conseguido, porque rugas nasceram na testa do empresário.

– Escute aqui, Sakura... – Ele começou respirando fundo. – Eu posso ter herdado a empresa do meu pai, mas me esforcei muito para ser digno disso. – Ele sempre ficava muito frustrado com esse tipo de insinuação; suas sobrancelhas estavam juntas, um claro sinal de irritação. – Pode não acreditar nisso, mas em três anos eu consegui dobrar o faturamento da Companhia Uchiha, e nos quatro anos que estou no comando, já estamos em cento e setenta por cento a mais do que o senhor Fugaku conseguia arrecadar. – A sobrancelha rósea se arqueou e a moça puxou outro muffim como se comer fosse muito mais interessante do que ouvi-lo.

Bem, isso foi errado. Ela sabia que era algo extremamente mal educado a se fazer, mas não conseguiu resistir. O resultado disso, entretanto, não foi exatamente satisfatório para ela – pelo menos era o que rezava sua consciência – já que o Uchiha a puxou pelo pulso como se pedisse atenção.

O contato das peles causou na Haruno uma aceleração inexplicável no coração; seu rosto enrubesceu e sua mão automaticamente recuou, mas foi impedida pela do Uchiha, que a segurou firmemente. Os orbes verdes ergueram-se e fixaram-se nos quentes olhos negros do rapaz, que sorriu mais uma vez, como se tivesse vencido alguma batalha. – Não precisa ficar nervosa. – A voz dele parecia veludo. – Eu não vou te morder. – Foi o que ele disse, mas não o que parecia, a julgar pela sua expressão.

Sakura esquivou-se novamente, e se levantou; Sasuke fez o mesmo e a impediu de ir embora a segurando, desta vez, pelo antebraço. O rosto dela enrubesceu ainda mais; até chegou a se virar no intuito de mandá-lo para os quintos dos infernos, mas perdeu a fala ao notar o quão próximo ele fazia questão de estar. As mãos dele tocaram sua face gentilmente. – Você não precisa ter medo de mim, sabe. Não é como se eu fosse te violentar na esquina. – E sorriu de canto.

Por favor, pare de provocar esses encontros! – Ela murmurou com angústia.

– Eu não vou parar, porque gosto da sua companhia.

– Não pareceu isso. – Tentou ser o mais ríspida possível, embora estivesse magoada. – Se apreciasse minha companhia, certamente não faria com que eu passasse pela humilhação que passei, no nosso último encontro! – O rapaz suspirou.

– Você não me beijaria se eu pedisse. – Ele concluiu por si só. – Além disso, foi só um beijo. Por Deus, somos adultos... É completamente normal que dois adultos que se admiram – e eu sei que você me admira – se beijem, não acha? – Ela desviou os olhos, envergonhada com a acusação que, no fundo, no fundo, era verdade. – Faremos o seguinte: eu voltarei para a competição. – Bom, era um começo. – Desde que me acompanhe na festa da senhorita Hyuuga. – Ela suspirou pesadamente, ergueu os olhos verdes descontentes e se soltou do aperto dele.

– Você acha que pode manipular as pessoas? Só porque tem dinheiro? Só porque tem uma boa posição?! – Ele deu os ombros e o sorriso debochado voltou.

– Até agora, esse tipo de controle – eu não gosto muito do termo “manipular” – funcionou muito bem. – O sorriso de Sakura foi o mais cínico possível; ela retornou à mesa, sendo seguida por um Uchiha que cria ter sido bem sucedido; ele até mesmo chegou a se sentar, mas ela puxou o copo grande de café e, após retirar a tampa, despejou-o sobre a cabeleira negra do calhorda que decididamente havia acabado de entrar para sua lista negra.

– Sinto muito, senhor Uchiha. – Ela fez questão de ironizar o “senhor”. – Eu não faço questão de ser ma-ni-pu-la-da. – Pontuou. Sasuke parecia tão chocado que não conseguia mover-se da cadeira de madeira, só a olhava, cheio de surpresa. – Agora com licença, eu tenho que achar alguém para correr no seu lugar. – E com um sorriso forçado deixou a cafeteria, e um Uchiha extremamente surpreso.

Para a desgraça do rapaz, além da humilhação em publico, Naruto e Hinata adentraram não muito tempo depois de Sakura tê-lo deixado sozinho, molhado e irritado, e o amigo fez questão de rir e sorrir, gargalhar e apontar, divertindo-se com a desgraça do até então maior garanhão conhecia.

Hina deu uma bronca no loiro, e murmurava em tom baixo para que o moreno fosse ao banheiro, ainda que apenas para lavar o rosto encharcado de caramelo, mas Sasuke na pôde se mover, nem sequer ouvi-la.

Era como se seu cérebro estivesse repetindo mil e uma vezes aquela mesma cena; como se ele ouvisse a voz da senhorita Haruno ironizando e debochando – porque era isso que ela pareceu fazer para ele – e derramando aquela coisa melecada de caramelo em seu sedoso cabelo negro.

E se irritou. Muito mais do que jamais havia sido irritado.

Ele definitivamente iria dormir com aquela mulher. Faria todos os tipos de maldades possíveis, em todas as posições existentes; faria e repetiria quantas vezes fossem necessárias, até que ela clamasse por mais.

Ele faria isso, ou não mais se chamaria Sasuke Uchiha.

~

Sakura chegou a sua casa exausta do trabalho. Ela demorou muito para fazer Ayame entender que o senhor Uchiha não queria, de fato, participar da competição e embora ela “realmente tivesse tentado convencê-lo, ele não daria o pé a torcer”. Sak não gostava mentir, especialmente quando se tratava de trabalho, mas realmente não seria muito bom, ela imaginou, confessar que ela, na realidade, havia derrubado café com caramelo em todo o terno provavelmente novo do presidente da Companhia Uchiha e que há essa hora, ele deveria estar jogando pragas e mais pragas para a pobre estudante de medicina. Depois que finalmente conseguiu fazê-la acreditar em sua desculpa, ela ainda terminou alguns trabalhos que havia deixado pendente para a agradável visita e só então, quando a senhorita Ichiraku havia terminado seu horário, ela seguiu para casa.

Quando enfim pensou ter paz, entretanto, tudo pareceu se complicar, pois assim que ela abriu a porta ouviu o grito frustrado de Ino gritando “SA KU RA”, silabado, exigindo a presença da Haruno imediatamente no escritório.

Com um suspiro pesado e triste, a rosada deixou sua bolsa sobre o sofá, trancou a porta e seguiu até onde a amiga estava; quando entrou no cômodo, viu a loira sentada na cadeira em frente ao computador; ela batia o pé com impaciência e sua expressão era de pura ira. – Você pode me explicar isso?! – E apontou para a tela.

Sak não conseguia enxergar bem àquela altura, e imaginou que não seria muito seguro se aproximar, ao julgar pela fúria da melhor amiga, mas sabia que seria mais inteligente e satisfatório à saúde aproximar-se para visualizar, já que Ino parecia querer pular em cima da Haruno a qualquer momento, e contrariá-la nessas situações não era lá uma ideia muito boa.

Seu coração acelerou quando os olhos esverdeados encontraram, em um site qualquer, uma foto sua com Sasuke, com o título “Sasuke Uchiha exibe a nova namorada”. – Você tem cinco segundos para me explicar isso.

Notas finais
EEEITA QUE O NEGÓCIO TÁ PEGANDO FOGO! :D (?)
Eu realmente gosto de reler meus capítulos engraçados, eles me deixam animada e felizinha. :D
~
O que acharam do capítulo? Eu realmente adorei! |D
Embora eu nunca tenha ido em uma Starsbuks (sou pobre, oi), vivo babando naqueles copos gigantes de café caramelado... *w*
Como o café caramelado é o único que eu conheço, foi o que eu escolhi colocar na fic HOHOHO', eu também não sei se tem um nome certo, então... XD
~
Agora tenho que terminar o capítulo de The King, huhu'. q
Obrigada por comentarem! Foi realmente muito animador e eu farei questão de responder todos os comentários não respondidos até essa mesma noite! Ò_ó
~
Dúvidas? Críticas? Sugestões? Eu posso demorar pra responder, mas sempre vou ouvir/ler! sz
Obrigada por tudo, pessoal! :D