Notas iniciais
Wow! De alguma forma eu consegui postar! Já passa das uma, mas espero que me perdoem. x.x
Eu consegui um emprego (não sei se é temporário ou não), então não acho que vou ter muito tempo a partir de agora. Mesmo assim, seja o que Deus quiser! Espero que torçam pelo melhor pela sua autora. ;-;
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Eu me esforcei muito para escrever (isso não é novidade) então espero que vocês curtam.
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Não vou me prolongar, pois tenho que acordar às 7 (são quase 2h), então vou terminar o post deixando um #always (potterheads entenderam q).
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Divirtam-se!

Capítulo 06 – Frustrado.

– Você é terrível... – Ela murmurou entre beijos prontamente retribuídos pelos lábios desejosos do homem, que nem por um momento cessou as carícias sobre sua cintura. – Dar uma declaração assim, tão maldosa... – Ele riu; roçou o nariz no dela e afastou os lábios milimetricamente.

– Você me faria abrir a boca de qualquer jeito. – Declarou com uma sobrancelha arqueada, e a morena riu, assentindo em concordância. – Até porque você é a única pessoa que pode me dobrar... – E após roubar mais um beijo longo, ergueu-a do chão.

O apartamento onde eles estavam, embora pequeno, era extremamente confortável; o sem sombra de dúvidas era o local perfeito para um homem da importância de Itachi Uchiha descansar.

O lugar tinha apenas um quarto, um banheiro e uma sala pequena que fazia divisa com a cozinha. Geralmente era tudo perfeitamente limpo e organizado, como uma casa de bonecas; como se ninguém vivesse ali.

Já era costume, então foi muito fácil levá-la até o quarto e jogá-la na cama grande e redonda; a morena se esticou preguiçosamente, olhou para ele, que deslaçava a gravata e mordeu o lábio inferior como se o chamasse. Itachi riu. – Temos tempo. – Ela revirou os olhos castanhos.

Você tem tempo. Eu tenho que trabalhar, amor. – Ele ergueu a sobrancelha enquanto desabotoava a camisa social.

– No sábado à noite? – Ela assentiu. – Kasumi Aihara trabalhando aos sábados... Isso nunca existiu. – Após jogar a camisa de lado e tirar os sapatos, colocou-se sobre o corpo dela. – É bom que não esteja se encontrando com ninguém, miss. – Ele deslizou os lábios por seu rosto suavemente, fazendo-a suspirar.

– Nossa relação se baseia em sexo casual, lembra? – Ele revirou os olhos negros; deslizou os lábios até a orelha direita e mordiscou o lóbulo, arrepiando-a.

– Sabe que vamos acabar nos casando, Kasumi... – Murmurou enquanto trilhava beijos pelo pescoço alvo. Ela respondeu com outro suspiro, e carícias nos cabelos longos.

– Eu não estou me encontrando com ninguém... – Praticamente sussurrou. – Só estou preocupada, sabe. No caso do seu irmão querer me processar. – Itachi riu.

– Ele não vai te processar. – Garantiu.

– Então vai me matar quando seus pais e o resto da imprensa começarem a rondá-lo. – O Uchiha riu.

– Cala a boca... – E roubando mais um beijo, encerrou o assunto.

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– Você tem cinco segundos para me explicar isso. – Ino disse com impaciência, e Sak teve dificuldade de pensar diante a pressão. Ela praticamente empurrou a loira da frente do computador e sentou-se na cadeira larga de escritório; suas pernas se mexiam inconscientemente de maneira irritante. – Sakura! – A loira exclamou novamente, mas a rosada estava mais preocupada em ler o que a notícia dizia.

Era uma nota do Diário de Konoha; uma pequena nota de dois parágrafos, que afirmava que Sasuke Uchiha estava tendo um caso com uma estudante misteriosa. Era a primeira vez que o empresário adentrava em um evento acompanhado, mas ao que parecia, o que deu certeza aos jornalistas foi a divertida nota de Itachi Uchiha, que dizia “estar muito feliz pelo irmão descansar das horas de trabalho e investir em uma boa namorada”. Dada à falta de fofocas mais interessantes, era óbvio que a imprensa sensacionalista cairia em cima da suposição. O mais irônico de tudo era que a notícia estava destacada justamente no blog do Diário de Konoha. – Sakura! – Ino chamou de novo, e a rosada bufou.

– É mentira! – Disse ao se levantar. – Acha mesmo que eu namoraria alguém como Sasuke Uchiha e não diria a você?! – Ela revirou os olhos. – Por Deus, Ino! Culpa do irmão dele... No fim, acho que se odeiam mesmo.

– Especulações não mudam o fato de você ter ido à festa com ele. – Os braços da Yamanaka se cruzaram, e seu pelo seu olhar, parecia esperar uma explicação decente. Sak suspirou longamente, e deu os ombros.

– Eu saí com ele. – Confessou. – Ele me ofereceu algumas gravações da Hyuuga e eu não consegui resistir, aceitei. Foi ele quem me deu aquele vestido, que a propósito já foi devolvido.

– DEVOLVIDO?! – A loira berrou com desespero. – Como você devolve um vestido daqueles?! Por Deus, Sakura! – Segurou os ombros da amiga firmemente. – Por acaso você adoeceu?! Perdeu a noção das coisas?! Você podia ter vendido aquilo por um ótimo preço! EU COMPRARIA! – E começou a choramingar. Em outra ocasião, Sak até mesmo gargalharia, mas estava realmente preocupada com a nota, então apenas suspirou lamentavelmente.

– Como a Tenten deixou postarem algo assim?! – Ela tornou a ler a notícia. – Ela sabe que sou eu...

– Bom... Quem publicou isso foi a Kasumi-san. Tenten não podia fazer nada. – A loira puxou outra cadeira para enxergar a tela do computador. – Mas você não tem mesmo nada com o Sasuke? – Sak suspirou.

– Não. – Afirmou com os olhos fixos na tela.

– Ótimo. – A Yamanaka a abraçou. – Eu acredito em você, então te amo novamente. – Os olhos verdes da outra reviraram. E internamente, ela se entristeceu pelo fato de não poder contar para a melhor amiga sobre suas dúvidas e frustrações.

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Assim que saiu do banho, furioso, Sasuke tratou de ligar para a Poder a Juventude afim de se recolocar como competidor na corrida. A tal secretária da academia estranhou, mas não fez muitas perguntas.

Graças ao bendito café caramelado, ele ainda podia sentir as formiguinhas irritantes andando por sua pele, e seu carro favorito estava na lavagem. Como uma mulher podia ser tão teimosa?! Desde quando ele precisava perseguir alguma para conseguir o que queria?! – Ela está se fazendo de difícil... – Murmurou para si mesmo enquanto se vestia. – Acha que assim vai conseguir algo mais, mas está muito enganada. – Ele sorriu de soslaio. – Ah, senhorita Haruno... Quando eu pegá-la... – Ligou o laptop que descansava sobre a escrivaninha do quarto e seguiu para o espelho a fim de se pentear, quando o celular tocou.

Ele tratou de atender, ao identificar a chamada de Hinata. – Se não é minha garota favorita! – Ela suspirou do outro lado da linha. – Algum problema?

– Você tem que ver o blog do Diário de Konoha. – A voz dela era preocupada, e o Uchiha imediatamente a obedeceu. Os olhos arregalaram-se diante a notícia absurda.

– Mas o quê...?!

– Você deveria ter apresentado ela ao seu irmão, é óbvio que ele está se vingando. – Ela bufou. – O que você vai fazer?

– Eu vou ligar pro meu irmão agora. – E sem se despedir, desligou o celular. Pressionou o numero um na discagem rápida e esperou três toques até que uma voz feminina atendesse com um “alô” sonolento. – Kasumi! – Sasuke exclamou com irritação. – Não é porque fica de affair com meu irmão que pode sair publicando tudo o que quiser dos Uchiha! – Ele pôde ouvir a risada de Itachi de fundo, e aquilo o irritou ainda mais. – Eu vou te processar, mulher!

– Você não pode processar a mulher do seu irmão. – O aparelho agora parecia estar em viva-voz. – Além disso, eu sou seu advogado, lembra? – O rapaz respirou fundo antes de continuar.

– Acho que tenho dinheiro suficiente para pagar outro advogado, onii-san.

– Não tão bom. – Podia até idealizar o sorriso estúpido de prepotência no rosto do mais velho. – A culpa é minha, eu sinto muito se te irritei. Mas você me magoou, Sasuke-kun. Devia ter apresentado seu par ao seu irmão. – O mais jovem contou até dez mentalmente.

– Onii-san, por favor, eu já te pedi para não se meter na minha vida. – Falou com a voz séria, mas Itachi não era o tipo de pessoa que se deixava intimidar. Por sorte, sua namorada era um tanto mais sensata.

– Sasuke, me desculpe. Eu não devia ter publicado, mas meu lado jornalista falou mais alto. Eu vou publicar uma nota dizendo que Itachi entendeu errado, e que você e a garota são apenas amigos. – Mas enquanto ouvia, alguma coisa na ideia o atormentou.

–... Pensando melhor... Não precisa, Kasumi. – Ele murmurou, um sorriso provocante se formava em seu rosto. – Pode deixar assim. – Os outros dois não entenderam, mas o fato de Sasuke ser periodicamente inconstante fez com que eles não se importassem, e depois de se despedirem, a ligação foi interrompida.

O Uchiha sentou-se na escrivaninha e passou meia hora navegando pelos sites de notícia; pôde notar que a falta de notícias interessantes era grande o suficiente para os grandes sites repostassem a especulação que nem era lá tão interessante.

Ele tinha certeza que a senhorita Haruno ficaria furiosa ao saber das publicações, e podia apostar que ela imediatamente entraria em contato com ele para perguntar o que diabos era aquilo, e porque ele não fazia parar. Depois disso, Sasuke só precisaria se fazer de desentendido, e posteriormente provar que não tinha nenhum envolvimento com o espalhar da história. – Ela vai vir atrás de mim... – Disse para si mesmo, sem nem mesmo imaginar o sorriso sinistro que se formava no seu rostinho bonito.

Mas é claro que Sakura sempre podia surpreendê-lo.

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– Sakura! – Ino cantarolou seu nome com uma felicidade quase palpável, e abriu a porta do quarto da melhor amiga sem pedir permissão. – Olha só o que eu trouxe. – Exibiu um convite azul turquesa.

Sak suspirou; tirou os óculos e deixou os presentes dos pais de canto. A amiga sentou-se ao seu lado e sem esperar permissão, abriu a correspondência. – Hinata Hyuuga! – Ela exclamou. – Te chamando para seu aniversário... – Sak não parecia tão animada; apenas deu os ombros e tornou a focar nos embrulhos quase prontos que estava preparando antes. – O convite é aberto! – A loira exclamou com um sorriso iluminado. – Nós temos que ir! – Sentenciou e os olhos verdes da outra se reviraram.

– Como quiser. – O murmúrio foi suficiente para Ino pular de alegria e correr para seu próprio quarto no intuito de achar alguma roupa decente.

Bem, quem visse a animação da Yamanaka hoje, jamais imaginaria o quão sofredora foram as duas últimas semanas de Sakura.

Depois de ver aquela notícia escandalosa horrível, muitas coisas irritantes ocorreram com a estudante. Como se não bastasse ela ter sido obrigada a mudar o corte de cabelo para um curto a fim de não ser reconhecida pelos jornalistas, teve que passar muito tempo ouvindo indiretas e sendo vítima de olhares desconfiados da melhor amiga.

Ela perdera as contas de quantas vezes teve que dizer à Ino que o senhor Sasuke Calhorda Uchiha a havia enganado da maneira mais horrenda que se possa imaginar: encantou-a com a falsa proposta de interesse para depois humilhá-la com um beijo forçado e maldoso. Claro que Sak nunca mencionou que sonhava com o maldito desde o acontecimento; nem que ele a havia perseguido algumas vezes depois daquilo e que muito menos estava para competir em uma corrida que ela estava organizando.

Sim, ele voltou a ser um dos malditos competidores. Por algum motivo que a Haruno cria que jamais entenderia, na semana seguinte ao incidente na Starsbuks, descobrira que o senhor Uchiha havia ligado confirmando sua participação no evento, que aconteceria na primeira semana do ano novo. Ela já estava tão farta de toda aquela situação que nem se importava mais; preferiu focar-se em seu trabalho e na chegada dos pais – que aconteceria nesta mesma noite.

Ela passou a tarde inteira preparando os presentes na árvore de natal, cozinhando e ajeitando o quarto de visitas, e assim que chegou a hora, aprontou-se com uma roupa casual, pegou a chave do carro e saiu animada a caminho do aeroporto.

Embora Ino planejasse acompanhá-la – pois ela realmente prezava muito o senhor e a senhora Haruno – não pôde resistir à ideia de ir fazer compras, agora que tinha uma nova superfesta marcada, então a rosada foi obrigada a ir sozinha buscar os adorados pais, que vinham de uma cidadezinha do interior.

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Hinata abraçou o pai saudosamente, e após beijá-lo amorosamente, se despediu. Nem mesmo Neji conseguiu se livrar dos constrangedores abraços da prima, mesmo enquanto fingia falar no celular.

Aquela era a primeira vez que os Hyuuga passariam um natal longe por assuntos de negócios; geralmente, a família de Hinata era muito unida, especialmente em datas como aquela, mas este ano, infelizmente não foram capazes de ignorar os sócios no exterior, e seriam obrigados a viajar. – Por favor, liguem assim que chegar. – Ela pediu pela décima terceira vez e Neji Hyuuga, após suspirar longamente, concordou.

– Sabe que não vou deixar você no escuro, então pare de falar como se eu fosse um insensível. – Ela deu os ombros e ele, lutando contra todo o constrangimento de um homem de vinte e dois anos poderia ter ao ser visto com sua irmãzinha – porque era assim que ele via Hinata – em publico, abraçou a jovem. – Feliz aniversário, Hina. – Ele murmurou, depositando um beijo doce na testa da mais nova, que sorriu.

– Obrigada, Neji. – Ela retribuiu o abraço depressivamente, e o chamado para o voo fez com que eles se separassem.

A primogênita dos Hyuuga era realmente muito ligada às pessoas que amava, e passar um aniversário longe do pai, independente de sua idade a fazia ficar triste. Por saberem disso, tanto Naruto quanto Sasuke fizeram questão de acompanhá-la. A diferença era que o loiro havia levado-a para o aeroporto, e o moreno aparecera de supetão. Claro que o senhor Uchiha quis voltar imediatamente, pois não queria atrapalhá-los, mas antes que pudesse fugir, foi visto pela moça, que o convidou para jantarem juntos em um dos restaurantes do local, e ele não teve como se livrar.

Eles foram até um restaurante simples, mas de boa aparência. – O que você faz aqui? – Naruto quis saber. De alguma forma, ele parecia um pouco contrariado.

– Eu não sabia que você ia trazê-la, e pensei que seria depressivo deixar minha prima chorando solitária no aeroporto. – O loiro suspirou.

– É claro que eu não a deixaria sozinha. – Murmurou revoltado e fez com que uma sobrancelha do moreno se arqueasse. Por que ele estava irritadinho, afinal?

Hina suspirou, deitou a cabeça no ombro do amado e fez um beicinho chateado. O rosto de Naruto corou um pouco; ele envolveu os ombros da moça com os braços e beijou a cabeleira azulada. – Você não pode ficar desanimada. – Ele murmurou baixo com um sorriso encantador. – Vamos! Pense positivo! É o seu primeiro aniversário sem seu pai, vamos lá. – Sasuke fez uma careta; sentia-se um intruso, e odiava aquele sentimento, mas como não podia afastar-se sem magoar a Hyuuga, decidiu olhar para qualquer canto que não fosse aqueles dois teimosos que poderiam muito bem formar um belo casal, não fosse pela idiotice do Uzumaki.

Foi surpreendido, porém, ao ver Sakura Haruno adentrando no restaurante à frente – um bem mais simples -, com mais duas pessoas que ele não conhecia. Ela estava com um surpreendente corte de cabelo novo, e parecia muito bem para alguém que deveria estar se revirando na cama de revolta por ter a cara estampada em boa parte dos blogs de fofocas.

Na verdade, ele estava muito irritado com ela. Esperara por aquelas duas semanas que a Haruno o procurasse minimamente para pedir uma explicação, mas ela não se dera ao trabalho. Ela não o buscou, nem para saber do motivo de ele voltar para a competição, nem para perguntar do porque não ter respondido às especulações da imprensa, e aquilo o deixara frustrado, porque ele tinha certeza de que ela o procuraria exigindo explicações que ele já tinha idealizado.

Quase sem pensar, Sasuke se levantou e dizendo apenas um “volto logo” aos amigos, seguiu até a mesa da família feliz; aquela mulher definitivamente deveria estar deixando-o louco, mas ele sinceramente não se importava. Não largaria do pé da Haruno até tê-la deitada em sua cama. – Senhorita Haruno. – Ele se sentou ao lado dela sem pedir permissão, e viu-a empalidecer ao reconhecê-lo. – Há quanto tempo. – Ele lhe ofereceu o costumeiro sorriso cafajeste.

– Senhor Uchiha. – Ela fez um enorme esforço para sorrir, pois não queria assustar os pais. – Como vai?

– Eu vou muito bem, principalmente agora. – E olhou para os outros. – Eu sou Sasuke Uchiha. – Cumprimentou-os. – É um prazer conhecê-los... – E olhou para Sak, esperando uma apresentação decente.

A rosada suspirou profundamente, mas vencida pela boa educação, apresentou-os. – Esses são meus pais, Mebuki e Kizashi Haruno. – Os pais sorriram convidativamente e o reverenciaram de maneira educada. – Mamãe, como deve saber, trabalha em casas de família e meu pai é farmacêutico. – Sasuke assentiu.

– Eu já conhecia a senhora Haruno, mas não acho que se lembre de mim. – A mãe de Sak sorriu de maneira estranha, bebericou da água e balançou a cabeça com censura.

– Ah, eu lembro bem de você, Sasuke-chan. – Ela disse. – Lembro bem das dores de cabeça que você e Naruto me faziam ter quando adolescentes. – Bom, aquilo surpreendeu um pouco o Uchiha, que se remexeu desconfortavelmente na cadeira. – Eu temi que Naruto apresentassem vocês algum dia. – A mulher lamentou com um suspiro, fazendo os mais jovens enrubescerem.

– Do que está falando?! – O pai da garota parecia surpreso; aos seus olhos, Sasuke aparentemente parecia um cavalheiro decente suficiente para poder sair com sua filha (era isso que qualquer pai pensaria diante de uma entrada daquelas).

– Nada, querido. – A loira deu os ombros; ainda sorria e vez ou outra dava à filha um olhar malicioso, como se pudesse imaginar algum tipo de travessura que o casal em potencial pudesse fazer quando sozinhos. Aquilo definitivamente era constrangedor demais para Sak, que encarou Sasuke com irritação palpável.

– Eu imagino que esteja ocupado demais, senhor Uchiha, então gostaria que, por favor, deixasse-me jantar sozinha com meus pais. – Ele contraiu os lábios.

– De maneira nenhuma. – Falou calmamente. – Eu lhe devo um café, lembra-se? – O rosto da Haruno queimou.

– Senhor Uchiha, por favor! – Ela exclamou, farta. Mesmo com os pais ali, não conseguiu controlar-se. – Eu já tive problemas com minha amiga graças ao seu egoísmo, e não gostaria que isso se repetisse. Então, por favor, apele para o pingo de educação que ainda deve lhe restar em algum lugar desse coração de gelo e me deixe em paz! – A reação da filha assustou ambos os pais, e Mebuki imediatamente notou que havia interpretado o relacionamento deles de maneira errada.

Embora ele quisesse muito provocá-la, levantou-se. O aeroporto definitivamente era menos discreto que a Starsbuks de próxima à Uchiha Company, e um escândalo no natal era o que ele menos precisava naquele momento (pois seus pais estavam um pouco desapontados com toda aquela história de namorada misteriosa). – Como quiser, Sakura. – Murmurou com decepção e após se despedir dos Haruno com uma reverência e um “Feliz natal”, retornou ao seu lugar no restaurante italiano onde Naruto continuava consolando Hinata como se ela fosse a pessoa mais importante de sua vida. Muito insensível da parte dele, Sasuke imaginou, mas ele sabia que o propósito do loiro não era nem de longe iludir a Hyuuga.


O jantar de Sakura com os pais, depois daquilo, se passou de maneira completamente irritante e tediosa. Mais de uma vez Kizashi questionou o comportamento da filha e embora Mebuki não demonstrasse com palavras sua surpresa, lamentava-se pelo olhar. Sak podia imaginar o que ela estava pensando. Provavelmente acreditava que Sasuke a havia usado e jogado fora, como tantas outras, mesmo que a situação fosse bem diferente.

Mesmo nos assuntos onde o Uchiha não era mencionado, ela não conseguia parar de imaginar que fora um pouco injusta com ele. Afinal, embora ele a perseguisse de maneira quase assustadora, fora ela quem jogou café gelado sobre ele, ela que gritara com ele e ela quem se mostrara ofendida na maioria de suas conversas. – Acabamos. – O pai anunciou, chamando sua atenção. Sak sorriu, um pouco constrangida por seus pensamentos e se levantou.

Após pagar a conta, eles foram direto para o estacionamento. A Haruno teve que fazer um enorme esforço para não procurar os olhos negros em qualquer lugar nas redondezas, e obteve sucesso.

Já no carro, foi decidido que ela dirigiria e os pais tentariam dormir no banco de trás, pois a viagem havia sido longa.

Enquanto os Haruno conversavam alegremente sobre suas expectativas do natal, ela refletia em silêncio, colocando mentalmente os prós e contras da conduta do senhor Uchiha; ela guiou o carro de maneira desatenta, e o resultado disso foi uma batida forte o suficiente para machucá-la.

O motorista do outro carro, um sedã preto e luxuoso, saiu do carro com o rosto vermelho de irritação, mas calou-se assim que ela baixou o vidro fume. – Sakura?! – Sasuke exclamou realmente assustado. – Você está bem? – Estranho como o tom de voz dele podia mudar ao ver que era uma mulher no volante.

As bochechas dela se estufaram e ela não conseguia responder, pois seu tornozelo latejava de dor, e ele percebeu imediatamente que estava machucada. – Abra a porta. – Comandou, mas ela não o fez. – Abra. – Mandou novamente, e ela se deu por vencida. Seus pais estavam assustados, mas ela preferiu não responder, nem dar atenção às perguntas preocupadas que pais geralmente fazem quando a filha única sofre algo.

Assim que a porta foi aberta o Uchiha a puxou teatralmente nos braços. – Senhor Haruno, eu vou levá-la a um hospital perto.

– Então eu vou com vocês. – O homem se prontificou imediatamente, mas o Uchiha negou.

– Estão cansados da viagem, então apenas vão para casa. – Sak sentia tanta dor que não conseguia sequer pensar negar. Depois de uma curta discussão, Kizashi deu-se por vencido; tomou o lugar de motorista, deu seu numero de celular à Sasuke e exigiu que ele ligasse caso fosse algo mais sério.

O Uchiha então a levou para seu próprio carro; após acomodá-la no banco do passageiro, tomou a poltrona do motorista e passou a dirigir tranquilamente, apenas fazendo curtas e diretas perguntas sobre o que ela sentia, já que não estava sangrando nem nada. – Eu acho que trinquei o tornozelo. – Ela murmurou depois de analisar o pé que começava a avermelhar-se.

Ele assentiu; puxou o celular do bolso e após digitar alguns números, falou em tom autoritário: — Shizune, eu preciso que venha até o meu apartamento.

Notas finais
"As palavras são, na minha nada humilde opinião, a nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de de formar grandes sofrimentos e também remediá-los" - Dumb. (uma pessoa nostálgica e depressiva pelo segundo ano sem HP).
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ENFIM!
Gostaria de agradecer aos comentários, e me desculpar por não ter tido tempo de respondê-los. ;-;
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Ainda assim, não se esqueçam que reviews são os alimentos dos autores! Portando... Dúvidas, críticas e sugestões são sempre bem vindas!
Espero que tenham gostado do capítulo. :3