50 Tons De Fascínio

18 Capítulo 18 - Um encontro inesperado!


Notas iniciais
Se Anastácia pensou que sua vida com Grey era complicada, ela não viu nada!

18 – Um encontro inesperado!

O voo foi tranquilo, quando cheguei a Geórgia, fui direto pro hotel.

Dormi um pouco e depois queria conversar com minha mãe. Abracei Carla e disse o quanto sentia saudades, conversamos algumas coisas e fomos ao restaurante, queria tratar do assunto que me trouxe aqui.

_Mãe, por que quer vender a sua parte no negócio. – disse olhando nos seus olhos.

_Filha, a muito tempo queria conversar, eu estou cansada. O Bob está se aposentando e eu quero sair, viajar, passar um tempo de qualidade com Bob, eu estou apaixonada. Eu não sou mais criança, não quero mais perder tempo, quero ser feliz. – disse com sinceridade.

_Mãe, eu entendo tudo isso. Mas não precisa vender a sociedade, é só arrumar um administrador, viver dos lucros. Não precisa abrir mão dos negócios pra viver uma vida feliz com Bob. – disse bem devagar, como se tivesse falando com uma criança.

_Ana, eu já vendi! – me disse calmamente.

_O quê? Quando fez isso? Vendeu pra quem? — Carla dessa vez tinha se superado.

_Ana, alguns meses eu fui procurada pelo advogado de um rico empresário no ramo da hotelaria. Ele me disse que seu patrão estava com a intenção deinvestir nos Estados Unidos e viu em nossa rede de hotéis um bom começo. Expliquei que não era a dona do negócio sozinha, mas ele não se preocupou, disse que conversaria com você e fariam o melhor possível, então vendi. – me disse sorrindo.

_Mãe, você ficou louca? — sacudi a cabeça.

_Filha, você vai conhecê-lo amanhã. – disse simplesmente.

_Como? Não entendi? Você disso que vou vê-lo amanhã? — perguntei incrédula.

_Ana, quando você combinou que viria, eu combinei com seu novo sócio um almoço aqui no restaurante amanhã. – disse vitoriosa.

_Mãe, como é o nome desse empresário? — Queria colher informações antes de encontrá-lo e teria que arrumar um jeito de comprar a parte da minha mãe de volta.

_Ele se chama Paul Veron! — disse dando de ombros.

_Paul Veron, dos Hotéis Veron? — estava incrédula, ele era podre de rico.

_Sim. – essa foi a única resposta que minha mãe me deu antes de sair e me deixar sozinha no restaurante.

Subi pro quarto de hotel, peguei o notebook e fui pesquisar mais afundo sobre o tal Paul. Ele era muito jovem e bonito, cabelos pretos e olhos castanhos, poderia ter uns 30 anos. Era dono de um grande império de Hotelaria espalhado pelo mundo todo. Não seria fácil comprar a sociedade, talvez ele até me convencesse a vender minha parte.

Meu telefone toca e vejo que é Cristian. Atendo rapidamente, estou com tanta saudade dele, se não fosse o almoço de amanhã, pegaria o primeiro voo de volta. Já tinha me arrependido dessa viagem.

_Alô, Cristian? — digo ansiosa.

_Sim, minha querida! – disse rindo, notando minha ansiedade _Estou vendo que está com saudades!

_Sim, estou morrendo de saudades, queria tanto te ver. – disse abalada.

_O que aconteceu? — ele perguntou preocupado.

_Ah! Cristian, minha mãe vendeu a parte dela na sociedade nos hotéis e tenho que almoçar amanhã como o meu novo sócio. – disse desanimada.

_Não tem como comprar de volta¿ — disse rápido.

_Não, o filho da puta é Paul Veron, tubarão no ramo da hotelaria, com certeza ele vai querer comprar minha parte – disse suspirando.

_E o que você vai fazer? — Cristian perguntou interessado.

_Talvez eu venda. Só comecei esse negócio por causa de minha mãe, nunca pude cuidar pessoalmente, da maneira que eu gostaria. Então a venda pode ser um alívio nesse momento. – disse sinceramente.

_Tudo bem, eu quero te dizer que amanhã te encontro ai no hotel. – disse esperando minha reação.

_Você vem me buscar? — pergunto feliz.

_Sim, estou com muitas saudades, não quero deixar minha mulher sozinha, acho que não consigo ficar muito tempo longe de você. – respira e prossegue _Acho que você me enfeitiçou.

_Eu digo o mesmo Cristian. – revelo pra ele. Ele disse minha mulher?

_Então te vejo amanhã, esteja preparada! – disse maliciosamente.

_Até amanhã Cristian, e eu sempre estou pra você! – desligo ansiosa.

Olho pra tela do meu Not e faço uma careta para o retrato do Paul. Amanhã o dia vai ser estressante. Almoço no hotel e a noite minha mãe aparece com o Bob. Adoro Bob, ele é bem mais velho que ao estou mais minha, maduro e ajuda a colocar ela de volta ao planeta terra. A noite transcorre calmamente, não estou mais zangada. Ver minha mãe feliz, me faz esquecer suas ações impensadas.

Pela manhã acordo com o serviço de hotel e sou presenteada com um lindo buquê de rosas vermelhas, com um cartão que dizia:

“Prezada Senhorita Steele, perdoe a minha ousadia, mas constatando, que já nós nos encontramos no hotel, não vejo por que não adiantarmos nosso compromisso. Eu te espero no restaurante para o café da manhã, às 9 horas.”

Paul Veron.

Estou de boca aberta e também furiosa, olho pro relógio e são 8:30 da manhã. Se era assim que ele encaminharia nossa conversa, era melhor eu levar uma caneta pra assinar a venda da minha parte. Vou ao banheiro escovar os dentes, pentear o cabelo e escolho um vestido tubinho na cor azul, sandálias prata e coloco minha gargantilha de ouro, passo a mão com carinho, talvez essa seja a forma de Cristian gostar de mim.

Quando chego ao restaurante, sou guiada pelo garçom até a mesa na qual Paul me espera. Ele era realmente bonito. Não tanto quanto Cristian, mas tinha olhos castanhos e cabelos pretos, também era muito forte. Chego até a mesa, ele se levante.

_Bom dia, Senhor Paul! – digo de forma profissional _Sou Anastácia Steele.

_Bom dia, Senhorita Anastácia. – disse com um brilho estranho nos olhos. _Sente-se, por favor! Tome café da manhã comigo.

_Agradeço a gentileza, mas creio que temos negócios para resolver – disse irritada, ele era mandão igual a Cristian.

_Talvez os negócios possam esperar, creio que poderíamos tomar um agradável café da manhã juntos. – disse sombriamente.

_Senhor Veron, eu não estou interessada em tomar café da manhã, se quiser que eu volte mais tarde, poderemos marcar um horário – disse com a intenção de levantar.

_Desculpe, não quis ser rude. – disse fechando os olhos e depois que abriu, completou _Foi uma surpresa pra você a venda de sua mãe?

_Sim, quero apenas saber quais são seus planos. – disse nervosa mexendo na gargantilha, isso desviou sua atenção pro meu pescoço e pude ver sua fisionomia mudar. Ele ficou tenso, depois seu olhar endureceu.

_Você está sozinha no hotel?- me perguntou bruscamente.

_Não entendi? — o que ele queria saber?

_Seu Dom veio com você? — disse me encarando sério e aborrecido.

_Senhor Paul, tive a impressão que nosso assunto esta manhã seria sobre os hotéis que agora somos sócios, quero que saiba que estou disposta a vender minha parte se assim lhe interessar. Acho que poderemos tratar isso através de nossos advogados. Estamos de acordo? — respondi, ignorando o fato que estava vermelha igual uma beterraba e como ele sabia que eu era uma submissa? Seria a gargantilha?

_Não estamos de acordo coisa nenhuma, quero que me responda seu Dom veio com você e quem é ele? — disse apertando a minha mão.

_O senhor está me machucando e eu não te devo satisfação. – disse com raiva.

_Ainda não, mas depois que você deixar seu Dom e se entregar a mim, vou te ensinar como me satisfazer. – respondeu sorrindo.

_O senhor está louco? Eu não te conheço, nunca te vi, como fala assim comigo? — perguntei incrédula. Será que eu só atraia dominadores na minha vida?

_Eu te conheço Anastácia, eu confesso que depois que te vi no aeroporto na última vez que esteve aqui, não parei de pensar em você. Eu te desejo ardentemente. Só de te olhar, tenho vontade de tirar esse teu vestido e te foder aqui mesmo na mesa do café da manhã. – disse sorrindo, com os olhos cheios de desejo.

_Já chega! O senhor é louco, e fique longe de mim. – sai da mesa e fui direto pro meu quarto estava com medo.

Não estava acreditando no que estava acontecendo. O que aquele homem pensava que iria conseguir comigo? Queria que eu deixasse Cristian e ficasse com ele? Ele era louco! Alguém bateu na porta e pensei que era Cristian, corri pra atender e dou de cara com Paul. Ele entrou rapidamente e fechou a porta, me beijou violentamente e consegui me afastar.

_Quero que saia daqui agora! – gritei me afastando com medo. Estava ofegante, ele beijava bem.

_Não quero que tenha medo de mim, pequena. Quero que me ame. Termina com seu Dom, estou te esperando. Quero você como minha rainha. – saiu da mesma maneira que entrou.

Fiquei ali parada, atônita. O que eu falaria pra Cristian quando ele chegasse?